Coluna Educação Inovadora

Tecnologias assistivas na Educação

Para conversar sobre tecnologias assistivas, é necessário antes dialogar sobre educação inclusiva.

A educação inclusiva compreende um espaço para todos, favorecendo a diversidade na medida em que visa acolher os estudantes com mobilidade reduzida.

O tema ainda é muito delicado, por conter diversas fragilidades, como salas com muitos alunos, ausência de funcionários, formação docente etc.

Há necessidades que interferem de maneira significativa no processo de aprendizagem e que exigem uma atitude educativa específica da escola, como utilização de recursos e apoio especializado para garantir a aprendizagem dos estudantes, e é dentro deste cenário que a tecnologia assistiva pode contribuir para que o professor atue dentro da sala de aula.

Saiba mais Tecnologias Assistivas

É uma área do conhecimento que tem como característica ser interdisciplinar, ao englobar produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que objetivam promover a funcionalidade relacionada à atividade e participação de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, visando sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social.

Na prática

Para transformar a educação, alguns caminhos e passos são possíveis, a começar pelo acolhimento, como:

  • Abertura ao diálogo: Abrir espaços para que alunos, comunidade, familiares, professores e funcionários possam conversar sobre a diversidade, valorizando o convívio, a interação, a cooperação e o respeito mútuo.
  • Formação docente: É necessário o fortalecimento de formação de professores, buscando criar uma rede de apoio entre educação e saúde.
  • Flexibilização do currículo: É necessário flexibilizar o currículo, adaptando as necessidades e a realidade de cada estudante. Sabemos que não é uma tarefa fácil, principalmente quando faltam recursos, mas é um passo essencial na construção da aprendizagem destes alunos. Levar para sala de aula artigos, vídeos, textos, músicas que abordem as experiências e aprendizagens em inclusão, como debates sobre culturas, povos, raças e as diferentes necessidades especiais.
  • Projeto pedagógico inclusivo: A inclusão deve garantir a todas as crianças e jovens o acesso à aprendizagem por meio de possibilidades de desenvolvimento. Algumas são passíveis ocorrer pelo Conselho de Escola e APM, como mudanças na estrutura física das escolas, com a eliminação das barreiras arquitetônicas e criação de espaços acolhedores de aprendizagem.

Recursos gratuitos disponíveis

Atualmente existe uma série de programas para os alunos com mobilidade reduzida; entre eles, podemos citar os programas gratuitos:

  • Teclado virtual, que pode ser utilizado na tela do computador com auxilio de uma caneta especial.
  • O Head mouse é um programa desenvolvido para permitir que as pessoa que não têm os movimentos dos braços possam usar o computador e navegar pela internet sem ajuda de terceiros; ele capta a imagem, sendo acionado com movimentos e o piscar de olhos.
  • DOSVOX: é um sistema destinado para auxiliar no uso de computadores através de um sintetizador de voz.
  • PRO DEAF: software que faz tradução de texto e voz da Língua Portuguesa para Libras, a Língua Brasileira de Sinais, para facilitar a comunicação entre deficientes auditivos e ouvintes.
  • HandTalk: para deficientes auditivos que utilizam a Língua Brasileira de Sinais ou para quem deseja se comunicar com eles, mesmo sem saber Libras; o aplicativo funciona como um tradutor simultâneo dos dois idiomas. A ferramenta está disponível gratuitamente no Google Play e na Apple Store.

A educação inclusiva é um caminho para contemplar a diversidade mediante a construção de uma escola que ofereça propostas e que atenda as reais necessidades dos alunos, criando espaços de convivência. São muitos os desafios a serem enfrentados, mas as iniciativas e as alternativas realizadas pelos educadores são fundamentais a este processo.

E você, querido professor, como trabalha com a educação inclusiva em sua sala de aula? Conte aqui, nos comentários.

Um abraço,

Sobre o(a) autor(a)

Artigos

Formada em Letras e Pedagogia, com especialização em Língua Portuguesa pela Unicamp, Débora é Mestra em Educação pela PUC-SP e FabLearn Fellow, Columbia, EUA. Professora da rede pública, idealizou o trabalho Robótica com Sucata, que se tornou uma política pública. É coordenadora do Centro de Inovação da Secretaria Estadual de Educação do Estado de São Paulo. Atualmente, assina a coluna Educação Inovadora no blog Redes Moderna e é autora do livro Robótica com sucata (Moderna, 2021).

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