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Educação inovadora

Professor, como otimizar o seu tempo nesta quarentena

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Com as aulas sendo mediada por tecnologia, o professor teve sua rotina de trabalho modificada, e teve que se reinventar para apoiar a aprendizagem dos estudantes. Vale lembrar que a atividade docente sempre foi muito puxada e além da sala de aula.

Uma aula mediada por tecnologia é muito diferente de uma aula presencial e requer muitos pontos de atenção, como o planejamento, produção de atividades, correções destas atividades, conversa com a turma, orientações aos pais, entre outras.

Diante deste cenário é necessário cuidar da saúde mental e otimizar o tempo para possa realizar atividades prazerosas e também dar a atenção aos seus familiares. Estamos vivenciando uma situação desafiadora em que faz necessária rever a rotina para que a mesma não seja prejudicial a saúde.

Para replicar – como otimizar o tempo

Reunimos algumas sugestões para te auxiliar a rever sua rotina de trabalho e otimizar o seu tempo que passa pelo planejamento, produção de atividades, orientações aos pais e familiares, flexibilização da carga horária. Vamos lá?!

Planejamento

Professor, faça um planejamento semanal de suas atividades. Programe por prioridades e prevendo tempo para a realização das mesmas, estabelecendo metas. Essa é uma ação simples e eficaz para analisar que não esteja produzindo atividades que não seriam necessárias neste momento.

Produção de atividades

É importante ouvir os estudantes, seus anseios, suas dúvidas e saber se estão conseguindo realizar as atividades propostas e principalmente saber se todos estão conseguindo acessar o conteúdo.

Essa ação contribuirá para nortear o trabalho do educador e auxiliar a equilibrar as atividades, compreendendo as dificuldades dos estudantes, focando em ações/atividades necessárias.

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

Colunista

Débora Garofalo é Assessora Especial de Tecnologias da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo (SEE SP) e professora da rede pública de ensino de São Paulo. Formada em Letras e Pedagogia, mestranda em Educação pela PUC-SP, vencedora na temática Especial Inovação na Educação no Prêmio Professores do Brasil, Vencedora no Desafio de Aprendizagem Criativa do MIT e considerada uma das dez melhoras professoras do mundo pelo Global Teacher Prize, o Nobel da Educação.

Orientação aos pais

A orientação aos pais, é importante neste momento, mas é preciso avaliar sua periodicidade, por exemplo é necessário o envio diário, é possível o seu envio semanal? Posso encontrar outras maneiras de fazê-la, como gravar um vídeo e deixar em algum suporte digital e ou encaminhar um áudio por mensagem instantânea. Planejar essa rotina, é importante para rever e equilibrar a rotina de trabalho.

Flexibilize a carga horária

É importante tecer o olhar para a flexibilização da carga horária. A aula mediada por tecnologia é muito mais cansativa do que uma aula presencial, requer condições, interatividade, além de questões de ergonomia. É preciso ter equilíbrio entre a carga horária e as atividades realizadas durante o período de aula, levando em consideração que os pais que estão apoiando a aprendizagem, estão se revezando com o teletrabalho.

Esse é um momento que nos coloca muito desafios e também nos trazem muitos aprendizados, mas é sem dúvida um período que precisamos cuidar uns do outro. Em muitos lugares a quarentena deu início na segunda metade de março e se tem se prolongado até os dias atuais, por isso, é essencial otimizar o tempo para que o trabalho não se prolongue mais do que a jornada de trabalho e o professor tenha tempo para estudar, estar com a família, realizar leituras e fazer atividades prazerosas.

Um abraço carinhoso!

Débora

Portfólios: A importância deste instrumento em tempos de pandemia

By | Educação inovadora | No Comments

A pandemia tem desafiado educadores, estudantes e familiares, principalmente, por ser algo que não vivenciamos antes em nossa recente história com a Educação. Não existe uma receita de bolo e todos estamos aprendendo neste momento. 

Temos educadores de todo o país, das escolas particulares e públicas ministrando aulas mediada com o suporte da tecnologia e complementando com orientações escritas aos familiares, principalmente, porque esta pandemia revelou também uma desigualdade muito grande entre os nossos educandos, em que se faz necessário um esforço coletivo para que todos tenham acesso a educação e ninguém fique para trás. 

E diante deste necessário é importante ter o olhar para instrumentos que norteiem o processo de ensino aprendizagem, como a produção de um portfólio. Abaixo, reunimos algumas orientações para enfatizar a importância de orientar os estudantes e familiares nesta organização que servirá para intervenções pedagógicas neste momento e após a pandemia. Vamos lá?!

Para replicar:  Portfólio

O portfólio é um importante instrumento pedagógico para estudantes e professores por apresentar a evolução do processo de aprendizagem e permitir intervenções, melhorias na aprendizagem cognitiva, planejamento, replanejamento de ações e atividades, entre outros.

Este instrumento, não serve apenas como uma ferramenta avaliativa, mas permite representar pensamentos, sentimentos, maneira de agir e principalmente de apresentar como as habilidades e competências estão sendo desenvolvidas, além de ser uma importante experiência preparação para a vida adulta e no mercado de trabalho.

Não existe uma maneira específica para realização deste instrumento e o mesmo atende toda a educação básica. Neste momento tornou-se essencial pelo isolamento social e pelas particularidades e especificidades de cada território educativo.

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

Colunista

Débora Garofalo é Assessora Especial de Tecnologias da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo (SEE SP) e professora da rede pública de ensino de São Paulo. Formada em Letras e Pedagogia, mestranda em Educação pela PUC-SP, vencedora na temática Especial Inovação na Educação no Prêmio Professores do Brasil, Vencedora no Desafio de Aprendizagem Criativa do MIT e considerada uma das dez melhoras professoras do mundo pelo Global Teacher Prize, o Nobel da Educação.

Veja algumas sugestões de como realizá-lo:

Orientações aos estudantes e aos familiares: é importante orientar os familiares e estudantes a organizar o portfólio. Conversar sobre a importância e sobre as possibilidades que deverão ser discutidas e avaliada.

Possibilidades de realização: o mesmo pode ser realizado em suportes digitais e temos suportes específicos para isso e ou de maneira impressa, para ser apresentada no retorno que será o ponto de partida para retomada das aulas presenciais. 

No ambiente digital existem diversas maneiras de criá-lo, no entanto, é importante, ter o cuidado para que os estudantes tenham acesso a internet para que possam subir os suas produções e atividades. Entre as ferramentas, podemos citar o webnode, que é gratuito e tem a finalidade de apresentar trabalhos e pode se adaptado ao universo educativo, o padlet, que é fácil de manusear e ainda pode ser colocado realizado murais e ser acrescido em ferramentas de colaboração como o google sala de aula.  

No ambiente impresso, o portfólio deve ser realizado em cadernos e em pastas, orientando os registros, com imagens, produções, artigos de produção e até criações mão na massa. Para que sejam apresentadas em uma retomada das aulas presenciais. No entanto, deve enfatizar os estudantes e familiares que em caso de dúvidas é preciso que elas sejam sanadas no momento da realização da atividade e que somente a atividade deve ser guardada para troca no retorno das aulas. 

O portfólio faz parte do processo avaliativo e neste momento os estudantes estão preocupados em saber como ele será avaliado.  O mesmo serve também aos educadores que tem se preocupado em como avaliar o processo durante esse período e com o retorno das aulas presenciais, desta maneira, ambos poderão se beneficiar. Os estudantes em acompanhar sua evolução durante esse período e o professor em intervir no processo de aprendizagem. 

E você professor (a), como tem trabalhado com esse tema? Conte aqui nos comentários.

Um abraço carinhoso! E se puder, fique em casa.

Débora

A importância de incluir as metodologias ativas na sua próxima aula

By | Educação inovadora | No Comments

Com o isolamento social e as aulas sendo realizadas com a mediação das tecnologias, é essencial incluir as metodologias ativas nos planos de aulas.

Uma aula mediada pela tecnologia é muito diferenciada da aula presencial. Na aula presencial a interatividade está muito presente, sendo diferenciada em suportes digitais, por isso, é importante adotar metodologias diferenciadas como as aprendizagens ativas que abordam resolução de problemas, sala de aula invertida, design thinking, entre outras.

Os modelos visam tirar o aluno da passividade e trazê-lo para o centro do processo de aprendizagem, para que exerça um papel ativo, protagonista na construção da sua aprendizagem e mesmo diante de suportes digitais é possível incluir as metodologias ativas para as aulas.

Para replicar

As modalidades de metodologias ativas diferem enquanto a estrutura e a abordagem, para propiciar a colaboração e a participação estimulando a criatividade e a inventividade para resolver problemas reais, produzir conteúdo e realizar atividades, como participar de um debate por chat, vencer etapas de um jogo, em que os estudantes se envolvem com a construção das atividades, tornando-os pertencentes e aprendendo de maneira significativa.

Sala de aula invertida

A sala de aula invertida permite que o estudante tenha acesso ao conteúdo de maneira antecipada, utilizando as aulas para enriquecer debates e se aprofundar o conhecimento. Neste momento, é importante trabalhar com a sala de aula invertida, para otimizar e potencializar as aulas. Pode ser encaminhado aos estudantes, textos de diferentes gêneros textuais, podcasts, vídeos curtos, filmes, para que no momento da aula, possa ser retomado os pontos do conteúdo estudado e utilizado no desenvolvimento das atividades.

Contextualize

Para os estudantes é essencial contextualizar o disparador/tema/habilidades a ser trabalhada, aguçando com perguntas norteadoras que levará a buscar por resoluções de problemas, em que pode ser usada atividades “mão na massa”, mapas mentais e estratégias como design thinking, para que os estudantes possam idealizar as soluções e com saídas criativas, podem ser postado em ambientes virtuais, como grupos de WhatsApp, Telegram, chats de plataformas de interação como hangouts, Zoom, Teams.

Metodologia ativa na abordagem dos conteúdos

A implementação das metodologias ativas, exige um novo olhar do educador, que se torna um mediador e estimula a curiosidade e o pensamento crítico. Assim, na abordagem de um conteúdo, ele pode direcionar para o grupo de estudantes desafiando a resolver um problema em colaboração.

A ferramenta Zoom, permite que você agrupe os estudantes em salas de estudo para que grupos de estudantes conversem sobre um assunto em grupos menores, desta maneira, é possível trabalhar a metodologia ativa entre pares e entre times para encontrar soluções em grupos.

Cada situação requer uma abordagem diferenciada que pode ser construída com aulas mediadas por tecnologia. E você querido professor, como tem trabalhado com as metodologias ativas nas aulas mediadas por tecnologia? Conte aqui nos comentários e ajude a fomentar práticas docentes.

Um abraço,

Débora

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

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Débora Garofalo é Assessora Especial de Tecnologias da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo (SEE SP) e professora da rede pública de ensino de São Paulo. Formada em Letras e Pedagogia, mestranda em Educação pela PUC-SP, vencedora na temática Especial Inovação na Educação no Prêmio Professores do Brasil, Vencedora no Desafio de Aprendizagem Criativa do MIT e considerada uma das dez melhoras professoras do mundo pelo Global Teacher Prize, o Nobel da Educação.

Covid 19 – Novas maneiras de conceber a aprendizagem

By | Educação inovadora | No Comments

Com a agilidade que a Covid-19 avança sobre o mundo, tivemos que aprender rapidamente a criar maneiras de nos relacionar e também de lidar com diversas situações que não estavam planejadas, como a quarentena.

Muitos professores em suas escolas têm discutido como criar possibilidades de atender a todos os estudantes, principalmente aqueles que não possuem condições para estar conectado, já que estudos demonstram a quantidades de dispositivos móveis, principalmente aparelhos celulares entre as famílias. Sem dúvida um grande desafio a ser superado e compreendido.

Esse é o momento oportuno para ousar, pensar e propor diferentes situações de aprendizagens. Sem dúvidas é o professor que melhor compreende a realidade do estudante e pode contribuir e criar situações que atendam melhor a este momento.

Conversando com alguns professores que lecionam em sua grande maiorias nas periferias, muitos me contaram que têm usado o facebook e o whatsapp para planejar e aplicar suas aulas. Algumas escolas, de maneira colaborativas, realizaram guias para os estudantes, e todas essas medidas são eficazes, porque dialogam com cada realidade local. 

Para auxiliá-los com este momento, reunimos algumas sugestões para que possam trabalhar juntos aos estudantes com a ferramenta mais adequada. Vamos lá!

Planejamento

Como na sala de aula convencional, o planejamento é essencial,  ter um objetivo claro de aprendizagem, por exemplo, se for usar uma ferramenta de interação como o Zoom, Teams, Hangouts, é importante definir combinados com os estudantes e definir o que se pretende, tecendo o olhar para a interação, cuidando  do tempo de exposição de um assunto, trazendo elementos para tornar a aula dinâmica, fazer interação com outros materiais e quebrando esse período por blocos, do tempo destinado a conversa, como, se a aula for de 45 minutos, realizar blocos de 15 minutos, cuidando da interação.

Para ferramentas como WhatsApp, grupos no Facebook e ou no Edmodo, o planejamento é também essencial, devendo ter o cuidado em planejar um em tempo menor, mais com modelos inspiradores, em formatos de pílulas e chamando a atenção dos estudantes para a intenção de aprendizagem. 

Para a equipe pedagógica essas ferramentas também funcionam, e é importante montar horários provisórios para os estudantes e intensificar comunicações com a equipe escolar e trabalhar de maneira interdisciplinar e com projetos.  

Em relação aos pais é importante preparar um guia para que possam apoiar os estudantes em algumas frentes, como por exemplo, como ajudar nas dúvidas, criação de rotina de estudos, alimentação e alongamento, auxiliar os estudantes a criarem registros os estudos finalizados, do que está em andamento, daqueles que precisam ser revistos.

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

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Débora Garofalo é Assessora Especial de Tecnologias da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo (SEE SP) e professora da rede pública de ensino de São Paulo. Formada em Letras e Pedagogia, mestranda em Educação pela PUC-SP, vencedora na temática Especial Inovação na Educação no Prêmio Professores do Brasil, Vencedora no Desafio de Aprendizagem Criativa do MIT e considerada uma das dez melhoras professoras do mundo pelo Global Teacher Prize, o Nobel da Educação.

Elaboração de atividades

É necessário fazer neste momento um replanejamento e adaptação das atividades. O material didático, livros e apostilas, podem ser utilizados, mediante a comandas e explanações claras sobre o assunto. É preciso apoiar os estudantes a construir o seu aprendizado, trabalhando mapas mentais que ajudarão a desenvolver atividades, mas também a se organizarem.

Se for realizar vídeos, é importante considerar entonação da voz, postura, som e luz e materiais complementares que ajudarão os estudantes a compreender melhor o conteúdo. Os vídeos podem ser realizados por aplicativos do celular e ou com recursos de aplicativos de gravação, como OBS.

Podcast também é uma maneira eficaz de trabalhar com os conteúdos, podendo usar softwares gratuitos como o audacity, que permite fazer recortes de outros programas, considerando os devidos créditos aos materiais.

Avaliações

Esse também é um momento para realizar avaliações e para isso pode ser trabalhado ferramentas de colaboração, como o google classroom, Teams, com elaboração de rubricas que podem ser estruturadas com os estudantes a partir de objetivos de aprendizagem de onde os estudantes estão para onde pretende chegar. 

É importante, realizar momentos de escuta ativa com os estudantes, de como está sendo esse momento e quais as dificuldades enfrentadas para a administração dos estudos, e para isso, ocorrer pode ser utilizado uma diversidade de possibilidades, como quiz, jogos, narrativas digitais, entre outros.

O portfólio digital contribui para esse processo e ainda pode ser trabalhado habilidades como autocuidado, autoconhecimento, organização, criticidade, e uma ferramenta que pode contribuir é o seesaw

Apesar do momento ser de muitas preocupações, esse também é um período para consolidar novas práticas e aprender de maneiras diferenciadas, trazendo novas formas de conceber a aprendizagem e utilizar tecnologias e principalmente inovação e criatividade para criar novos caminhos a educação.

Um abraço,

Débora

A importância de incentivar meninas nas Ciências e nas Tecnologias

By | Educação inovadora | No Comments

Temos vivenciando uma mudança cultural, em que temos visto, mulheres ocupando espaços que antes era tido como impossível a elas. Recentemente tivemos mulheres que através da tecnologia sequenciaram o coronavírus, auxiliando entender a doença e o seu comportamento no mundo. Que orgulho!

A minha história, como mulher e educadora também se confunde com as de muitas outras mulheres que lutam para conquistar espaços na sociedade. Tive uma infância muito difícil, criada por minha mãe, que exerceu também o papel de pai e me deixou uma das coisas mais importante da minha vida, a Educação!

No meio de um cenário difícil, em que cresci ouvindo que não seria ninguém pela separação dos meus pais, ela combatia essas duras palavras me dizendo “estude muito, somente o estudo pode transformar sua vida”.

Ainda na minha infância, já fazia coisas que eram tabus para a época, desmontar coisas, brincar com carrinhos, em que sofri minhas primeiras frustrações, ouvia que isso era coisa de menino e não de menina e muitas foram vezes que fui repreendida. Aquelas marcas que recarregamos para vida e que procuro sempre desmitificar com meus alunos.

Durante minha vida profissional, teve um período que atuei como professora e na indústria, descobrindo minha paixão por tecnologias e compreendendo  que a tecnologia não podia ficar do lado de fora de escola, que ela pode alavancar a aprendizagem. 

É essencial que as jovens tenha contato com as tecnologias ainda na educação básica, para que aprenda experimentando e que também idealize o seu projeto de vida.

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

Colunista

Débora Garofalo é Assessora Especial de Tecnologias da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo (SEE SP) e professora da rede pública de ensino de São Paulo. Formada em Letras e Pedagogia, mestranda em Educação pela PUC-SP, vencedora na temática Especial Inovação na Educação no Prêmio Professores do Brasil, Vencedora no Desafio de Aprendizagem Criativa do MIT e considerada uma das dez melhoras professoras do mundo pelo Global Teacher Prize, o Nobel da Educação.

Quando surgiu oportunidade de ser professora de Tecnologias, não pensei, duas vezes, me candidatei e fui aprovada pelo conselho de escola. Fiz uma proposta ousada entre ela trabalhar com a cultura maker, programação e robótica, em uma comunidade de extrema pobreza e sem possuir conhecimentos sólidos, porém, com ideal, transformar a vida de crianças e jovens, potencializando o ensino,  trabalhando com problemas reais, raciocínio lógico, colaboração e empatia.

Junto dos alunos criamos o trabalho de Robótica com Sucata, que nasceu do problema do lixo, que através de aulas públicas sensibilizamos a comunidade sobre a sustentabilidade, recolhemos lixo das ruas e levamos a sala de aula para transformar, aplicando os conhecimentos do currículo de forma interdisciplinar em protótipos com sucata e que além do resultados escolares, contribuiu para levantar a autoestima dos estudantes e principalmente das meninas, que falam com segurança de sua expectativa para futuro. 

Decidi ser professora para transformar vidas, romper com paradigmas e acredito que podemos promover uma educação com qualidade e com equidade, mesmo diante de tanto desafios. 

A escola exerce um papel fundamental para trabalhar a tecnologia como uma propulsora a aprendizagem e fomentar ações para envolver e desmistificar a ideia que computação é uma área masculina, muito pelo contrário, a tecnologia é uma área plural, que necessita da diversidade para torná-la cada vez mais democratizada e acessível.

É essencial incentivar nossas estudantes a seguirem carreiras na área de Ciências e também na de Tecnologias, para que ocupem espaços como mulheres de referência como Alda Lovelace que criou a primeira linguagem de algoritmos, Margareth Hamilton responsável pelo sucesso da operação Apollo 11. 

A vocês meninas que sonham com o espaço das Tecnologias, Ciências e Engenharia, vá! É preciso romper velhos paradigmas e se apropriar destes espaços, aliás, esses espaços é de vocês!

Um abraço,

Débora

9 Dicas de ferramentas digitais para trabalhar com o ensino a distância

By | Educação inovadora, Sem Categoria | No Comments

Estamos vivenciando tempos de incertezas e dúvidas, devido a pandemia do Coronavírus COVID 19. Em muitos estados e municípios brasileiros as aulas estão suspensas, devido o alto índice de contaminação.

E neste cenário que é necessário criar caminhos e estratégias para trabalhar com o ensino a distância e ferramentas digitais são uma boa maneira de diminuir o impacto, mas também criar uma cultura de continuidade dos  estudos na rotina domiciliar. Serão muitos desafios e também aprendizados para tornar o ensino produtivo e sem dúvidas o apoio dos familiares será essencial.

Para isso, o trabalho deve vir acompanhado de um amplo diálogo com os pais e responsáveis e na medida do possível intensificar com videoaulas e orientações em suportes e grupos como o de whatsapp e ou plataformas existentes, combinando ferramentas.

Também é importante considerar as aptidões e nível de conhecimento dos estudantes para utilizar a melhor ferramenta, assim, como considerar os níveis de adoção em tecnologia, ou seja, analisar e ponderar aquilo que os estudantes possuem de acesso e priorizar aquelas que podem ser utilizadas de maneira off-line e considerar os materiais didáticos e o currículo.

Abaixo relacionamos algumas dicas, além das conhecidas e utilizadas, para que você, educador e gestor conheçam e adotem para facilitar o aprendizado dos estudantes e fornecer assistência social e interação.

Blackboard – Recursos e ferramentas para fazer a transição e fornecer ensino e aprendizagem de qualidade on-line.

CenturyTech– Caminhos pessoais de aprendizado com micro-lições para abordar lacunas no conhecimento, desafiar os alunos e promover a retenção de memória a longo prazo

ClassDojo– Conecta professores com alunos e pais para criar comunidades em sala de aula

Edmodo– Conecta professores com alunos e pais para criar comunidades em sala de aula

EkStep– Plataforma de aprendizado aberta com uma coleção de recursos de aprendizado para apoiar a alfabetização e o ensino de matemática.

Google Classroom– Ajuda as turmas a se conectarem remotamente, se comunicarem e se manterem organizadas

Moodle – plataforma de aprendizado aberto, orientada para a comunidade e com suporte global

Schoology – Ferramentas para apoiar instrução, aprendizado, classificação, colaboração e avaliação

Seesaw –  Ferramentas para apoiar a construção de portfólios.

O momento é para se reinventar e se possibilitar aprender nesse processo!

Um abraço,

Débora

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

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Débora Garofalo é Assessora Especial de Tecnologias da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo (SEE SP) e professora da rede pública de ensino de São Paulo. Formada em Letras e Pedagogia, mestranda em Educação pela PUC-SP, vencedora na temática Especial Inovação na Educação no Prêmio Professores do Brasil, Vencedora no Desafio de Aprendizagem Criativa do MIT e considerada uma das dez melhoras professoras do mundo pelo Global Teacher Prize, o Nobel da Educação.