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Educação inovadora

Leve para a sala de aula 7 ferramentas digitais que podem colaborar com o ensino híbrido

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O ensino híbrido compreende a mescla do aprendizado no formato presencial e o online, podendo e devendo ser adaptado conforme a necessidade escolar. Neste sentido, um importante aliado ao processo cognitivo, por permitir a mescla de estudantes em divisões por grupo, tanto para o retorno gradual das aulas no ambiente presencial e outro com aulas mediadas por tecnologia, neste momento que ainda estamos passando pela pandemia de COVID-19.

Este formato tende a contribuir com o processo da recuperação da aprendizagem, que já sabemos que devido ao longo período de aulas mediadas com o auxílio de tecnologias, não foi possível a participação de todos os estudantes e quando foi realizado, deixou lacunas e déficits no processo de ensino.

Estudo inédito realizado pelo Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (CAEd/UFJF) em estudantes do 5º e o 9º anos do Ensino Fundamental e a 3ª série do Ensino Médio, no início do ano letivo 2021, da Secretaria Estadual da Educação (Seduc-SP), no cenário da pandemia demostrou que crianças e jovens regrediram no processo de ensino e aprendizagem, com queda de 19% em Matemática Língua Portuguesa de 13% no 5º ano dos anos iniciais, em relação aos resultados do SAEB 2019. Para anos finais e médio as defasagens foram menores, mas com quedas no processo cognitivo.

É neste cenário que o ensino híbrido deve ter o foco no ambiente de aprendizado flexível, ativo e pautado no desenvolvimento de competências e habilidades que visam atividades por projetos e entre times. Este trabalho, antes imaginado somente na esfera presencial é possível de ser realizado na esfera online e com qualidade.

O que precisamos é mesclar, experimentar estas possibilidades e dar ao estudante a oportunidade de ser protagonista e participar ativamente da construção do seu processo de aprendizagem. A seguir, apresentarei algumas ferramentas que podem contribuir com o ensino híbrido.

Ferramentas digitais

As ferramentas digitais devem ser vistas como uma propulsora ao processo cognitivo e devem ser exploradas com finalidades especificas para que contribuam com a aprendizagem híbrida em que os estudantes terão a oportunidade de se envolver na construção de sua aprendizagem ao usar as muitas ferramentas conhecidas e ou explorar algumas com funcionalidades diferenciadas, mesclando-as para tornar as aulas mais atrativas.

1.Chat, WhatsApp e Telegram: essas ferramentas já são bastante conhecidas por todos, mas o ponto que trago, estamos usando toda a potencialidade delas nas aulas?  Sabemos que uma das constantes reclamações dos professores e a ausência de abertura de câmera dos estudantes nas aulas, que tal começar a olhar para o chat com o outro olhar, dando a oportunidade do estudante de participar por ali e o professor poderá eleger um mediador para este chat que irá auxiliá-lo com as dúvidas.

A mesma coisa vale para o WhatsApp e o Telegram, já que podem ser enviados complementos das aulas, como um exercício, promover uma discussão, algo que potencialize a sala de aula invertida.

Dica: O AprendiZap é uma ferramenta gratuita nova, mas muito promissora. Feito especialmente para alunos dos anos finais do Fundamental (6º ao 9º ano) e do Ensino Médio, ele consiste em conversas automáticas no WhatsApp, em que são enviados resumos, conteúdos e exercícios por meio do aplicativo de comunicação.

  1. Mindmeister é uma ferramenta gratuita para criação de mapas mentais são ideais para tecer reflexões e ou usar para realizar a idealização de um projeto do qual os estudantes possam criar. Além disso, serve como um norte para refletir, imaginar, criar e colocar em prática seus projetos e construções e tem muito a contribuir com o ensino híbrido.
  2. Padlet é uma ferramenta que possui sua versão paga e gratuita para criação de murais. Assim os estudantes podem exercitar a colaboração, mas também conhecer trabalhos que ficam expostos. Eles podem trabalhar as modalidades do ensino híbrido como estações por rotações que servirá para exposição dos seus trabalhos em murais para visualizações dos integrantes da sala. O professor pode fazer retomadas a partir destas construções e ou realizar exposição de um trabalho mão na massa em tempos que não podemos estar em contato físico. Já imaginou criar uma feira maker e ou de cientifica neste formato!
  3. Canva é uma das principais ferramentas para o ensino híbrido, nele é possível criar apresentações, slides, colaborativos e interativos, além de criar esquemas em uma plataforma bem intuitiva para os estudantes e de forma gratuita.
  4. GoConqr é uma ferramenta gratuita e perfeita para explorar possibilidades, dá para trabalhar a sala de aula invertida, estações por rotações, laboratório rotacional, ente outros ao expandir recursos utilizados em sala de aula por meio da criação de mapas mentais, quizzes, flashcards, fluxogramas, notas e outros, ótimos para ajudar no engajamento e nos estudos dos alunos.
  5. Edmodo a proposta desta ferramenta gratuita é bem interessante, pois ele funciona como uma rede social, porém voltada apenas à educação. Ela possibilita uma interação muito interessante entre professores, alunos e pais, com ferramentas relevantes para os docentes e uma plataforma prática e simples para os discentes que pode e deve usado na aprendizagem híbrida
  6. Edpuzzle – é uma ferramenta gratuita para criação de vídeos colaborativas, que podem trazer um ar diferente as aulas para realizar uma explicação sobre um determinado assunto e ou apenas permitir que os alunos realizem vídeos de maneira colaborativa, podendo contribuir muito para a aprendizagem híbrida.

Um abraço e até a próxima,

Débora

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

Colunista

Débora Garofalo é formada em Letras e Pedagogia, com especialização em Língua Portuguesa pela Unicamp, Mestra em Educação pela PUC-SP e FabLearn Fellow, Columbia, EUA. Professora há 16 anos da rede pública de SP, sendo idealizadora do trabalho de Robótica com Sucata que se tornou uma política pública. Atualmente é Coordenadora do Centro de Inovação da Secretaria Estadual de Educação do Estado de São Paulo e colunista do blog Redes na coluna Edução Inovadora na Editora Moderna.

Integrante da comissão de Direitos Humanos da Cidade de São Paulo e Palestrante em grandes eventos Nacionais e Internacionais entre eles, Latinoware, Campus Party, Bett Educar, Harvard, EUA, Oxford em Londres, Buenos Aires na Argentina, Ecole Polytechnique, França. Pelo trabalho realizado na Educação Pública, recebeu diversos prêmios importantes, entre eles: Professores do Brasil 2018, Desafio de Aprendizagem Criativa do MIT 2019, Medalha de Pacificadores da ONU 2019 e considerada uma 10 melhores Professoras do Mundo pelo Global Teacher Prize 2019, Nobel da Educação.

5 dicas para trabalhar a aprendizagem colaborativa em sala de aula

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A aprendizagem colaborativa pode ser compreendida como uma estratégia que traz benefícios a educação ao despertar o interesse dos estudantes e o potencial de prepará-los para os desafios futuros.

Há diferentes formas de trabalhar esta abordagem em sala de aula, que visa colocar o aluno no centro do processo de aprendizagem, mas principalmente de estimular a colaboração entre os estudantes e seus pares na busca ativa por sua construção de conhecimento.

Aprendizagem colaborativa

A aprendizagem colaborativa se baseia na interação e na participação ativa dos estudantes com o processo de aprendizagem, com o objetivo de promover trocas de experiências, cooperativismo e o engajamento dos estudantes.

O principal foco desta abordagem é permitir que os estudantes tenham a oportunidade de vivenciar o pensamento crítico e o desenvolvimento de capacidades interativas e de resoluções de problemas reais. Assim, os estudantes são convidados a trabalhar em colaboração em que o papel do professor é conduzir e mediar o processo cognitivo, permitindo que eles pensem, reflitam e participem ativamente da aprendizagem.

Dicas para levar a aprendizagem colaborativa para as aulas

Como vimos, a aprendizagem colaborativa traz diversos benefícios a aprendizagem dos estudantes. A abordagem tem o potencial de desenvolver diversas características que acompanharão ao longo da vida, como autonomia e capacidade de liderança.

Os benefícios desta abordagem ativa não são apenas no âmbito intelectual, mas também no âmbito social, por permitir troca de experiências, informações e de saberes, muitas relacionadas a aprendizagem emocional, que compreendem se relacionar com o outro, compreender e aceitar opiniões contrárias e tomar decisões em conjunto.

Esse aprendizado, faz com o que estudante aceite trabalhar as dificuldades e busque por novas soluções, mas tendo empatia pelo outro e respeitando mutuamente as diferentes situações. Confira abaixo algumas ideias para levar a sala de aula.

1. Ambiente flexível de aprendizado

A aprendizagem colaborativa visa que o aprendizado é compartilhado entre todos os estudantes, o que significa um ambiente flexível, beneficiando todos os envolvidos. Para isso, o professor tem que planejar situações que permita a vivência deste ambiente flexível que faz com o estudante seja protagonista.

2. Professor mediador de aprendizado

O papel do professor também diferente na abordagem colaborativa, ele tornar-se é mediador do conhecimento, que tem como missão guiar os estudantes dentro do processo de ensino, desafiando a trocar conhecimentos e experiências beneficiando o crescimento intelectual e social.

3. Aprendizagem investigativa

Como vimos, essa abordagem de ensino aguça e busca o conhecimento no campo investigativo, em que estudantes são estimulados a buscar e participar do processo de aprendizagem utilizando novas formas de aprender e ensinar em troca dos conhecimentos adquiridos. Assim, é essencial apresentar o currículo de outra maneira, através de metodologias ativas, ensino híbrido, sala de aula invertida, ferramentas digitais, cultura maker, entre outras possibilidades.

4. Invista em atividades em pares

A colaboração envolve a participação dos estudantes em projetos, em que o professor deve provocá-los a trabalhar as atividades em grupo para juntos possam criar

estratégias de ensino, fazendo com o que aprendam a chegar a conclusões, buscar autonomia, defender ideias de maneira colaborativa, usando diferentes ferramentas e formatos que dá a oportunidade de colocar em prática o que foi aprendido.

5. Cultura Maker

A aplicação e o uso da filosofia maker, contribui com a aprendizagem colaborativa. As atividades mão na massa permite que os estudantes participem ativamente das aulas, desde a idealização do seu projeto até a construção com temas propostos ao trabalhar a criatividade e o pensamento crítico.

E você querido professor (a), gostou de conhecer um pouco mais sobre o tema e possibilidades de implementar em suas aulas? Então, não deixe de compartilhar suas experiências e de compartilhar com os colegas para que possamos transformar a educação.

Um abraço e até a próxima,

Débora

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

Colunista

Débora Garofalo é formada em Letras e Pedagogia, com especialização em Língua Portuguesa pela Unicamp, Mestra em Educação pela PUC-SP e FabLearn Fellow, Columbia, EUA. Professora há 16 anos da rede pública de SP, sendo idealizadora do trabalho de Robótica com Sucata que se tornou uma política pública. Atualmente é Coordenadora do Centro de Inovação da Secretaria Estadual de Educação do Estado de São Paulo e colunista do blog Redes na coluna Edução Inovadora na Editora Moderna.

Integrante da comissão de Direitos Humanos da Cidade de São Paulo e Palestrante em grandes eventos Nacionais e Internacionais entre eles, Latinoware, Campus Party, Bett Educar, Harvard, EUA, Oxford em Londres, Buenos Aires na Argentina, Ecole Polytechnique, França. Pelo trabalho realizado na Educação Pública, recebeu diversos prêmios importantes, entre eles: Professores do Brasil 2018, Desafio de Aprendizagem Criativa do MIT 2019, Medalha de Pacificadores da ONU 2019 e considerada uma 10 melhores Professoras do Mundo pelo Global Teacher Prize 2019, Nobel da Educação.

A importância e necessidade da educação emocional na aprendizagem

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Como embaixadora da Educação na Varkey Foudation, todo o ano temos encontros com professores da América Latina e nosso último encontro presencial, que ocorreu na Argentina, vivenciamos um aprendizado essencial, a Educação Emocional.

A atividade consistia que em grupos resolvêssemos problemas para superar desafios junto aos cavalos, como por exemplo, colocar acessórios, nas baias, alimentá-los, escová-los, entre outras atividades.

Com este exercício simples vimos a importância de estarmos conectados e superarmos juntos os muitos desafios propostos naquele dia, como lidar com nossas emoções frentes ao exercício e tendo confiar plenamente no outro para não realizarmos movimentos que pudessem comprometer todo o grupo e os cavalos. Em apenas um dia, vivenciamos muitas emoções e aprendizados que tivemos que lidar emocionalmente.

Confira o que Professora Marta Relvas – Psicopedagoga, Neurocientista em Educação Especial nos fala sobre a importância de trabalhar com a Educação Emocional nestes tempos que o ensino tem sido realizado de maneira remota: Vídeo Marta Relvas

Benefícios de levar a educação emocional a sala de aula

A educação emocional é um termo relativamente novo para a aprendizagem e prevista na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para que os estudantes possam entender e vivenciar suas próprias emoções, controlando e gerenciando de modo que os acontecimentos ocorrem, consequentemente, aprendendo a lidar com eles.

Há um ano com aulas mediadas por tecnologias em formato remoto, esta forma de educação tornou-se essencial por permitir que os estudantes troquem, dialoguem e compartilhem suas angústias, dores, sofrimentos e perdas para que possam se relacionar com o outro.

A forma que os nossos estudantes lidam com suas emoções podem afetar e desencadear uma série de questões pessoais e na sua educação, ao trabalhar estes aspectos, estamos formando a sua integralidade, com aspectos pautados na educação integral.

Olhar para a educação emocional é ter a oportunidade de fazer com os alunos lidem melhor com a própria realidade e que aprendam a resolver problemas que os acompanharão para a vida toda.

Atividades

Muitas atividades podem ser propostas para o trabalho com o emocional e neste período de pandemia, segue abaixo algumas dicas.

Jogos emocionais

O professor pode criar jogos através de problemas para que os estudantes possam refletir e encontrar soluções, como jogos de RPG. Podem ser jogos criados na esfera online e ou mão na massa como a utilização de papelão, para que assumam o papel de resolver questões conflituosas.

Acolhimento inicial

Uma forma de lidar com as emoções é realizar um acolhimento inicial, em que os estudantes recebam os colegas, através de uma música, um termômetro emocional e ou ainda uma simples roda de conversa para que sejam os protagonistas.

Filmes

Trechos filmes podem ajudar nesta reflexão, confira abaixo duas indicações:

Extraordinário (Wonder). Este filme abrange temas como o bullying, a autoestima, o autoconceito, o respeito e a tolerância perante a diferença, aceitação. O filme narra a vida de Auggie Pullman, uma criança de 10 anos que nasceu com uma má formação facial, a Síndrome de Treacher Collins, que o obrigou a viver de hospital em hospital, sendo operado 27 vezes. A sua vida transcorreu entre as paredes da sua casa, junto à sua família e sua cadelinha Daisy. A sua mãe, dedicou-se a educá-lo até agora, mas chegou o momento de que conheça o mundo e enfrentar o seu maior desafio: ir à escola pela primeira vez e tentar ser aceite por professores e colegas.

Divertidamente: Neste filme da Disney, as emoções são, literalmente, as protagonistas. Um filme com um profundo significado tanto para as crianças, como para os adultos, que nos convida a conhecer as emoções básicas como a “alegria”, a “tristeza”, a “raiva”, o “medo” e o “nojo” e nos mostra como funciona o processo cada vez que nos invade algum sentimento: como surge, as suas consequências e as formas de o gerir.

Um abraço e até a próxima!

Débora

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

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Débora Garofalo é formada em Letras e Pedagogia, com especialização em Língua Portuguesa pela Unicamp, Mestra em Educação pela PUC-SP e FabLearn Fellow, Columbia, EUA. Professora há 16 anos da rede pública de SP, sendo idealizadora do trabalho de Robótica com Sucata que se tornou uma política pública. Atualmente é Coordenadora do Centro de Inovação da Secretaria Estadual de Educação do Estado de São Paulo e colunista do blog Redes da coluna Edução Inovadora na Editora Moderna.

Integrante da comissão de Direitos Humanos da Cidade de São Paulo e Palestrante em grandes eventos Nacionais e Internacionais entre eles, Latinoware, Campus Party, Bett Educar, Harvard, EUA, Oxford em Londres, Buenos Aires na Argentina, Ecole Polytechnique, França. Pelo trabalho realizado na Educação Pública, recebeu diversos prêmios importantes, entre eles: Professores do Brasil 2018, Desafio de Aprendizagem Criativa do MIT 2019, Medalha de Pacificadores da ONU 2019 e considerada uma 10 melhores Professoras do Mundo pelo Global Teacher Prize 2019, Nobel da Educação.

Seis equívocos no ensino remoto

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Há um ano temos ministrando aulas no formato remoto e é possível levantarmos equívocos cometidos neste processo. Olhar para 2020 é essencial para uma reflexão de professores, gestores, comunidade e estudantes para compreender aquilo que deu certo e o que não deu certo e criar comissões internas para compreender possíveis casos de evasão escolar.  

É certo que a tecnologia é e será uma ferramenta essencial ao processo de ensino aprendizagem e permanecerá na escola pelos benefícios a Educação, por isso, tecer caminhos para inovação é criar oportunidades para que os estudantes se sintam pertencentes a realidade escolar.  

Muitas vezes, quando falamos e pensamos em tecnologia, a primeira coisa que vem à nossa mente são as tecnologias inovadoras das quais temos acesso na atualidade, como os notebooks, tablets e aparelhos celulares. Dispositivos que fazem parte da rotina dos estudantes, professores e seus familiares. Se pararmos para pensar no uso da tecnologia nas salas de aula, vamos perceber que são séculos de inovação e adaptação. 

Com a experiência do ensino remoto, já podemos falar em alguns equívocos cometidos neste processo e que precisamos rever para continuar avançando no ensino aprendizado. Confira abaixo, quais são eles e que caminhos não devemos realizar. Vamos juntos? 

  1. Estudantes, abram a câmera 

Um dos equívocos comuns que cometemos com os estudantes com a angústia da participação nas aulas remotas e a insistência para que eles abram as câmeras 

É preciso compreender que apesar dos nossos estudantes terem nascidos na era digital, a exposição frente ao público é grande para todos e ainda vem cercada de atitudes que precisam ser revistas como o cyberbullying. Desta maneira, a insistência e a mesma condicionada a participação por nota, pode causar um grande desestimulo ao processo educacional e desencadear a falta de interesse e o abandono escolar dos alunos. 

Neste sentido, é necessário que os professores ofertem maneiras diversificadas para que os estudantes possam participar das aulas remotas, como quizzes, mapas mentais e a condução e o  acolhimento da abordagem pedagógica.   

2. Organização do tempo de aula 

No ensino remoto é fundamental a rotina e a organização dos estudos. Realizar prévias do que será visto em aula e otimizar isso, através de uma rotina é essencial para que os estudantes possam se planejar e ter um aproveitamento da turma 

Uma sugestão é o trabalho com a sala de aula invertida que auxilia no antes, durante e depois levando os estudantes a serem protagonistas, mas também curadores de informações, além de ser um benefício a aula, por otimizar o tempo para debates e reflexões. 

  

3. Trabalhe com o socioemocional 

Com um ano de aulas remotas é fundamental o trabalho a partir de habilidades socioemocionais ocasionadas pelo longo período de distanciamento social e convívio presencial com os estudantes. Neste sentido, é essencial manter uma escuta ativa e promover atividades em sala de aula em que os estudantes possam participar e lidar com as diferentes emoções e que tenha um espaço para expor aquilo que está sentido. 

Pode ser realizado um trabalho logo no início da aula, uma roda de conversa, um termômetro de emoções, uma música, uma meditação com exercícios de respiração, entre outras atividades condizentes com a realidade da turma.     

4. Professor, seja mediador de conhecimento 

O ensino remoto é desafiador para estudantes e professores! É importante que o professor se lembre do seu papel e não cometa equívocos do passado de ser transmissor de conhecimento e sim parceiro dos estudantes, capaz aguçá-los e desafiá-los a resolver problemas de modo que consigam ser criativos e exercer o pensamento crítico. 

5. Evite, o uso de ferramentas inadequadas 

Esse é um erro comum que acaba acarretando consequências de muitos erros anteriores que comentamos aqui. A escolha por ferramentas digitais nas aulas remotas, deve considerar a realidade dos estudantes, uma pesquisa que considere os objetivos pedagógicos e a real necessidade do aprendizado 

As ferramentas escolhidas precisam cumprir o papel de mudar as abordagens pedagógicas, mas também proporcionar interatividade entre os estudantes.  

6. Não tornar a Tecnologia vilã das aulas 

O uso das tecnologias vai além da sala de aula e vista de maneira equivocada pode tornar-se vilã do ensino. Não adianta ofertar tecnologia se ela não vier acompanhada de abordagens inovadoras e que permita que os estudantes reflitam sobre as diferentes situações, opinem sobre algum assunto, conversem e realizem conexões com ambientes reais.  

Um abraço e até próxima!

Débora

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

Colunista

Débora Garofalo é formada em Letras e Pedagogia, com especialização em Língua Portuguesa pela Unicamp, Mestra em Educação pela PUC-SP e FabLearn Fellow, Columbia, EUA. Professora há 16 anos da rede publica de SP, sendo idealizadora do trabalho de Robótica com Sucata que se tornou uma política pública. Atualmente é Coordenadora do Centro de Inovação da Secretaria Estadual de Educação do Estado de São Paulo e colunista das Redes Inovadora na Editora Moderna.

Integrante da comissão de Direitos Humanos da Cidade de São Paulo e Palestrante em grandes eventos Nacionais e Internacionais entre eles, Latinoware, Campus Party, Bett Educar, Havard, EUA, Oxford em Londres, Buenos Aires na Argentina, Ecole Polytechnique, França. Pelo trabalho realizado na Educação Pública, recebeu diversos prêmios importantes, entre eles: Professores do Brasil 2018, Desafio de Aprendizagem Criativa do MIT 2019, Medalha de Pacificadores da ONU 2019 e considerada uma 10 melhores Professoras do Mundo pelo Global Teacher Prize 2019, Nobel da Educação.

Caminhos para estimular a criatividade e o pensamento crítico na Educação

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Vivemos em um mundo que o conhecimento está disponível ao alcance das mãos, através da Internet em que é necessário avançarmos para uma educação que priorize a criatividade e o pensamento crítico, não apenas no ensino infantil e anos iniciais do fundamental, mas em todo o processo da educação básica.

Não por acaso, o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA), coordenado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), este ano, começara avaliar o pensamento crítico e a criatividade dos estudantes.

Criatividade e Pensamento Crítico são habilidades socioemocionais híbridas e presentes na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) nas dez competências, por serem aspectos da inteligência humana, atrelada a capacidade de pensar em diferentes formas de fazer, que aplicamos a resolução de problemas e a tentativa de “fazer” em formatos diferenciados.

Habilidades como o raciocínio crítico e a criatividade possuem relação com o aprendizado de novas ideias, originais e úteis para diferentes contextos, que exploram a metacognição, autoavaliação e permitem revisar aspectos emocionais e raciocinais para o exercício do pensamento crítico.

Por isso, estes aspectos necessitam estar presentes na educação através da experimentação e de novas abordagens e maneiras que desenvolvam estas habilidades ao longo do processo de ensino e aprendizagem. E como trabalhar isso na educação, em tempos de pandemia?! Confira abaixo algumas dicas.

Explore a metacognição

Trabalhar com a metacognição é a garantia do desenvolvimento do raciocínio crítico, assim o professor pode trazer problemas para aulas e através deles, promover debates e deixar que os estudantes utilizem a criatividade para resolver, como por exemplo, a partir do trabalho com design thinking, que explora e aborda os pilares de ideação e soluções de problemas.

Uma ferramenta possível de ser abordada e interativa é o Jamboard (ferramenta da Google) que é um quadro inteligente e podem deixar as aulas mais intuitivas. A ferramenta é gratuita e tudo que é escrito é compartilhado na nuvem com as pessoas, sendo acessado a qualquer momento.

Mudança de mindset

Explorar a criatividade parece algo fácil e natural, mas é necessário ter muito foco e proporcionar um ambiente que favoreça a inovação, para isso, é necessário promover mudança de mindset e enxergar novos caminhos de realizar a abordagem das aulas. Isso significa, que o professor também tem de estar aberto a mudanças e incentivar a escuta ativa e reflexão com os estudantes, apontando novos caminhos para experimentar novas ideias.

Professor chave do desenvolvimento do pensamento crítico e da criatividade

Não é exagero falarmos que somos referências aos estudantes e o professor atua como um mediador que irá trabalhar com muitas divergências de ideias e conflitos para que os estudantes possam desenvolver o pensamento crítico, mas isso, não pode ser separado da criatividade e de estratégias para estimular a criação de ideias. A todo momento na educação é necessário priorizar este desenvolvimento.

A tecnologia pode auxiliar no processo desde que venha acompanhada de objetivos claros. A Meetbutter.io, é uma ferramenta gratuita e permite a separação dos estudantes em grupos virtuais e ainda possui integrações com ferramentas como YouTube, miro, entre outras. Além de permitir a realização de oficinas que contribui para que os estudantes troquem os colegas, mas ao mesmo estimule a criar ideias e colocar suas opiniões.

Movimento Maker

Em muitos outros textos falamos do movimento maker que é um grande guarda-chuva ao trabalho do “fazer com as mãos” e que aborda muitas frentes como: mão na massa, costura, bordado, marcenaria, programação, robótica, entre outros. Mesmo na pandemia, é possível trabalhar com os estudantes através de projetos e ou resoluções de problemas e usar o que temos as mãos para experimentar conteúdos. O professor não precisa ter todos os conhecimentos, mas precisa dar o primeiro passo, aguçar a curiosidade e causar o encantamento, para que os estudantes possam encontrar caminhos e trabalhar de maneira colaborativa com desafios.

Um abraço e até a próxima!

Débora

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Débora Garofalo

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Débora Garofalo é formada em Letras e Pedagogia, com especialização em Língua Portuguesa pela Unicamp, Mestra em Educação pela PUC-SP e FabLearn Fellow, Columbia, EUA. Professora há 16 anos da rede publica de SP, sendo idealizadora do trabalho de Robótica com Sucata que se tornou uma política pública. Atualmente é Coordenadora do Centro de Inovação da Secretaria Estadual de Educação do Estado de São Paulo e colunista das Redes Inovadora na Editora Moderna.

Integrante da comissão de Direitos Humanos da Cidade de São Paulo e Palestrante em grandes eventos Nacionais e Internacionais entre eles, Latinoware, Campus Party, Bett Educar, Havard, EUA, Oxford em Londres, Buenos Aires na Argentina, Ecole Polytechnique, França. Pelo trabalho realizado na Educação Pública, recebeu diversos prêmios importantes, entre eles: Professores do Brasil 2018, Desafio de Aprendizagem Criativa do MIT 2019, Medalha de Pacificadores da ONU 2019 e considerada uma 10 melhores Professoras do Mundo pelo Global Teacher Prize 2019, Nobel da Educação.

Plataformas adaptativas – O que são e como podem (ou não) contribuir para recuperação da aprendizagem

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Com o avanço da pandemia é preciso pensarmos em maneiras e formas de manter o ensino remoto ou híbrido E como eles podem apoiar a recuperação da aprendizagem 

 Após um ano ministrando aulas no formato remoto, temos pesquisas e literaturas sobre o assunto, como o recente livro lançado pelo Professor Fernando Reimers, da Universidade de Havard Leading Education Through Covid-19 (que ainda não possui tradução para o português), em que o autor aponta que a inovação e a colaboração são chaves para o sucesso educacional 

 A pesquisa revela que somente uma aula ao vivo não é eficaz para contribuir com a aprendizagem. O que já sabemosuma vez que nada substitui as aulas e o contato presencial de estudantes e professores 

 A tecnologia deve ser utilizada sempre como propulsora ao processo, com objetivos e propósitos clarosPara não corrermos o risco de voltarmos a antigos modelos de aprendizagem tendo o professor como transmissor de conhecimento e não como o mediador do processo. 

 Estes são pontos essenciais na hora de escolher uma tecnologia ou uma plataforma adaptativa que devem ser acompanhadas de novas abordagens de ensino que visam contribuir com o processo e com o desenvolvimento de habilidades elencadas no planejamento do professor.  

Para além da Tecnologia 

 O uso da tecnologia possui relevância para a educação se vier acompanhada de novas abordagens ativas de ensino, principalmente porque um dos aprendizados deste período é a importância de cultivar as habilidades no desenvolvimento da autonomia competências digitais para professores e estudantes. 

 Neste quesito, as metodologias ativas e o ensino híbrido podem (e devem) contribuir para a eficácia deste processo ao compreender que ela parte de problemas reais, aprendizagem por projetos e que podem ser trabalhadas em diferentes modalidades como a sala de aula invertida que atua em três momentos – antes, durante e depois na busca da personalização de ensino, protagonismo juvenil, além de potencializar os momentos de aula síncrona.  

 A pandemia vem aumentando as desigualdades sociais e o grande desafio é encontrar formas de recuperar o aprendizado com eficácia na aprendizagem, garantindo uma participação efetiva dos estudantes diante dos diferentes ciclos de escolarização, que neste momento vem sofrendo com consequências diretas na aprendizagem e indireta devido a crise econômica e social das famílias. É neste cenário que as plataformas adaptativas podem atuar e contribuir com o processo de recuperação da aprendizagem, desde que considere uma série de fatores. 

 Para não cair em armadilhas 

Como vimos as plataformas adaptativas podem contribuir para a aprendizagem, mas não basta apenas dar acesso aos estudantes, é preciso analisá-la, avaliar o seu conteúdo e verificar se existe sinergia com o currículo e com a proposta pedagógica do professor em curso, cuidando para que seja relevante aos estudantes e não apenas seja utilizada como testes de múltiplas escolhas.  

 Para eficácia é necessário a compreensão de que as plataformas adaptativas apoiam a aprendizagem em curso e não o processo inicial de um conteúdo do zero, por isso, é necessário boa gestão, formação profissional e garantir que todos os estudantes consigam ter acesso aos softwares 

 Plataformas adaptativas  

 As plataformas adaptativas são softwares inteligentes através do uso do Big Data, que podem ou não utilizar da gamificação para propor atividades diferenciadas para os estudantesrespeitando diferentes etapas de ensino e fases de conhecimento na busca por autonomia e personalização do processo cognitivo 

 Assim, o professor pode avaliar e fazer uso de plataformas diferenciadas que auxiliem os estudantes em suas dificuldades, pois, a maioria utiliza algoritmos que analisam o desempenho em tempo real e sugerem conteúdos que variam de vídeos, games, exercícios, leituras, entre outros, de forma específica e individualizada aos alunosSeparamos algumas sugestões para que possam conhecer e usar em sala de aula.  

A Geekie Games é uma plataforma brasileira de ensino adaptativo, que oferece ensino personalizado por meio de jogos para ajudar estudantes a se prepararem para o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Depois que cada estudante realiza os simulados on-line, os algoritmos identificam suas necessidades e dificuldades e a melhor maneira de ensiná-lo, além de apresentar essas informações para que o professor também possa adaptar suas aulas 

 A plataforma opera na versão gratuita e na versão paga, entretanto na versão gratuita é possível ter acesso a todo o conteúdo de videoaulas e aos simulados. Para isso, basta pesquisar uma palavra-chave no campo de busca ou filtrar pela disciplina.  

A DreamBox Learning é uma plataforma adaptativa de matemática para o ensino fundamental (anos iniciais), que utiliza a lógica da gamificação. O site está em inglês é possível a tradução e ou ainda ser usado para o ensino bilíngue.

A ScootPad é uma plataforma adaptativa para estudantes do ensino fundamental (anos iniciais e finais) desenvolverem habilidades de leitura e matemática. Com planos gratuitos, o site oferece informações em tempo real para os professores e aprendizado por meio de jogos, tem parcerias com o Google in Education, o Edmodo e a Schoology Platform. A plataforma está aberta para apoiar o ensino neste momento de pandemia 

Plataforma Adaptativa de Matemática (PAM) é voltada para estudantes do ensino fundamental e médio e oferece um sistema de avaliação integral com relatórios de desenvolvimento para alunos e professores que conta com 100 mil exercícios, além de glossários, arquivos de textos e quizzes, promovendo a personalização tanto individual como para um grupo de estudantes, de acordo com as semelhanças de suas necessidades, conhecimentos e desenvolvimentos de habilidades.  

Um abraço e até a próxima!

Débora

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Débora Garofalo

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Colunista

Débora Garofalo é formada em Letras e Pedagogia, com especialização em Língua Portuguesa pela Unicamp, Mestra em Educação pela PUC-SP e FabLearn Fellow, Columbia, EUA. Professora há 16 anos da rede publica de SP, sendo idealizadora do trabalho de Robótica com Sucata que se tornou uma política pública. Atualmente é Coordenadora do Centro de Inovação da Secretaria Estadual de Educação do Estado de São Paulo e colunista das Redes Inovadora na Editora Moderna.

Integrante da comissão de Direitos Humanos da Cidade de São Paulo e Palestrante em grandes eventos Nacionais e Internacionais entre eles, Latinoware, Campus Party, Bett Educar, Havard, EUA, Oxford em Londres, Buenos Aires na Argentina, Ecole Polytechnique, França. Pelo trabalho realizado na Educação Pública, recebeu diversos prêmios importantes, entre eles: Professores do Brasil 2018, Desafio de Aprendizagem Criativa do MIT 2019, Medalha de Pacificadores da ONU 2019 e considerada uma 10 melhores Professoras do Mundo pelo Global Teacher Prize 2019, Nobel da Educação.