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Educação inovadora

Experiência mão na massa para você se inspirar

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O movimento maker propôs, nos últimos anos, o resgate da aprendizagem mão na massa, trazendo o conceito “aprendendo a fazer”, que aplicada ao ambiente escolar, tem como objetivo promover e estimular a criação, investigação, resoluções de problemas dos estudantes, proporcionando a pensar fora da caixa ao resolver problemas, conectando ideias desconectadas, usando ao máximo qualquer tipo de recurso. Uma oportunidade de reinventar e inovar a educação!

A cultura maker possibilita que aprendizagem ocorra em forma de experimentação, ao vivenciar a aprendizagem, através das metodologias ativas, que busca tirar o aluno da passividade e trazê-lo para o centro do processo de aprendizagem.

E por onde começar?

A chave para o sucesso na implementação de um projeto inovador é criar um ambiente que permita a participação dos atores envolvidos, para que conheçam e que possam contribuir, dando-lhes a sensação pertencimento e de autoria.

E para colocar a mão na massa, trouxemos a experiência para você replicar em suas aulas do Professor André Cardoso, da escola EFFM Dom Helder Câmara e fundador da Startup Robótica com Sucata na Cidade de Fortaleza no Ceará. Confira abaixo o passo-a-passo produzido pelo Professor André Cardoso.

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

Colunista

Débora Garofalo é Assessora Especial de Tecnologias da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo (SEE SP) e professora da rede pública de ensino de São Paulo. Formada em Letras e Pedagogia, mestranda em Educação pela PUC-SP, vencedora na temática Especial Inovação na Educação no Prêmio Professores do Brasil, Vencedora no Desafio de Aprendizagem Criativa do MIT e considerada uma das dez melhoras professoras do mundo pelo Global Teacher Prize, o Nobel da Educação.

Estoura Balão

O estoura balão é uma prática fundamental para a etapa final de eletrônica básica, migrando para a etapa de programação e robótica aplicada. O estoura balão é um veículo de diversão lúdica que se utiliza de motores e um controle com chaves inversoras de corrente para ocorrer uma disputa saudável e divertida entre dois robôs para estourar o balão do oponente. Reúne os conteúdos do STEAM matemática, física, engenharia, ciência e artes e da cultura maker.

MATERIAIS E RECURSOS

01 papelão 50 cm x 50 cm, 01 palito de churrasco,  01 canudo de papel com diâmetro de 6 mm, 01 recipiente de desodorante roll on, 02 tachinhas com alfinetes, um pacote de balões usados em festas e 04 tampinhas plásticas de óleo de carro (usar um pedaço de passadeira  de borracha para dar aderência).

02 motores dc’s 6v com caixa de redução, 2m  de fios para cada pino do moto (total de 4m), 02 mini chaves interruptor 12v 3A e 02 terminais, bateria 9v 240~450ma com adaptador.

FERRAMENTAS

Pistola de silicone com a barrinha; serrinha, estilete; tesoura; régua e 3mm e cola instantânea.

PROCEDIMENTO

  1. Faça um molde do estoura balão, sendo como base da estrutura (Fig.1). Esta figura tem 15 cm (comprimento) x 10 cm (largura) x 8 cm (altura). Você pode substituir por qualquer molde retangular de papelão. O importante é que tenha a dimensão correta.
  2. Colar os motores com caixa de redução com rodas em cada extremidade final em cada ponta (Fig.1-a).
  3. Corte o desodorante roll on no gargalo (5cm). Colar na extremidade frontal, 3 cm antes da ponta (Fig 1–b).
  4. Soldar os 4 fios do cabo em cada motor e a outra extremidade do cabo irá no controle (Fig.1-c).
  5. Faça o suporte das tachinhas em um suporte de papelão com um quadrado de 5 cm (Fig.1-d).
  6. Para o controle iremos utilizar um recipiente de margarina, onde iremos colocar as mini chaves interruptores, nestes componentes existe 6 pinos, assim, para fazer a alternância de corrente, para soldar em X nas duas extremidades da frente com as de trás. Os pinos centrais são colocados para bateria (fig.2).
  7. Agora, você coloca na parte de fora (Fig.1-e) uma boca de garrafa pet, para ser o suporte do balão, onde você irá furar a tampinha de garrafa pet e ao encher um balão, irá passar por dentro da tampinha e enroscar na boca da garrafa pet, sendo o suporte do balão (fig. 3).

Fig.1

Fig.2

Fig.3

E você querido professor gostou desta experiência?! Não deixe de realiza-la com a turma.

Um abraço,

Débora

5 ações para aproximar o trabalho de Tecnologia na sala de aula

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Tenho recebido muitas mensagens de professores das mais diferentes regiões do Brasil, com a mesma dúvida. Como superar as barreiras da tecnologia em sala de aula?

Não existe uma receita de bolo, mas, o caminho passa por compreender o cenário atual, superar medos e angustias e utilizar a tecnologia que temos nas mãos.

O mercado está em constante evolução com a indústria 4.0 e apesar de avançarmos e vivenciar a educação 4.0, muitas escolas estão na educação 1.0 caracterizada pelo giz e lousa. É necessário superarmos barreiras e acrescentarmos ideias para usar as diferentes ferramentas digitais em sala de aula.

A mesma facilidade que temos com o uso da tecnologia para as atividades mais rotineiras do dia-a-dia deve ser abraçada pela escola e pelos professores e fazer parte do planejamento, com objetivos claros e desafios para alavancar a aprendizagem dos alunos.

Superando barreiras

Para isso é necessário vencer barreiras, como ausência de infraestrutura, conectividade e formação docente e é necessário investimento das políticas públicas. Muitos de nós sentimos dificuldade em lidar com programas e ferramentas, pois, só tivemos contato com ferramentas digitais na fase adulta, bem diferente dos nossos estudantes que nasceram e estão familiarizados com as tecnologias.

O primeiro passo é enxergar que a tecnologia não é um fim em si mesma, é que ela uma propulsora a aprendizagem, e seu uso deve sempre vir acompanhado de reflexão e ética.

O aparelho celular deve ser utilizado como aporte pedagógico em sala de aula e no começo o professor deverá realizar um trabalho de mudança cultural, lembrando que os alunos não foram preparados lidar com as redes sociais, internet segura, uso de dados e nem como essa ferramenta como um poderoso instrumento para sua aprendizagem.

As propostas e objetivos de uso de ferramentas digitais devem ser claros e envolver os discentes em ações de pertencimento, geralmente acompanhado de metodologias ativas, que oportuniza o aluno sair da passividade e assumir o centro do processo de aprendizagem ao trazer dinamismo as aulas.

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

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Débora Garofalo é Assessora Especial de Tecnologias da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo (SEE SP) e professora da rede pública de ensino de São Paulo. Formada em Letras e Pedagogia, mestranda em Educação pela PUC-SP, vencedora na temática Especial Inovação na Educação no Prêmio Professores do Brasil, Vencedora no Desafio de Aprendizagem Criativa do MIT e considerada uma das dez melhoras professoras do mundo pelo Global Teacher Prize, o Nobel da Educação.

Ideias para inserir ferramentas digitais em sala de aula

Conheça: Compreenda recursos e softwares que podem ser incorporados a sua rotina na escola.  Gerenciadores como Google Drive e Google Sala de Aula permitem realizar trabalhos colaborativos, permitindo que vários documentos possam ser vistos e comentados por um grupo – com acesso inclusive pelo celular. É possível gerenciar pesquisas e aplicar avaliações tornando as aulas mais atrativas e dinâmicas e de maneira offline.

Planeje: Realize atividades em que a experimentação da aprendizagem esteja presente, valorizando o aluno no centro do processo de ensino e fazendo do professor o mediador dessa construção.  Ao estabelecer espaços colaborativos dentro da sala de aula, o aluno pode inventar, criar e usar recursos diferentes para a resolução de problemas.

Insira: O foco da educação hoje está no desenvolvimento de competências e habilidades, entre elas colaboração, empatia e relações socioemocionais. Aproveite para inserir as redes sociais em suas aulas, expandindo o aprendizado e dando espaço a um ensino mais personalizado. Edmodo, Blogger, Twitter e Instagram são redes sociais que permitem interação, personalização e a possibilidade de realizar trabalhos que expressem mais a vivência e a visão do aluno.

Crie: Estimule o contato com softwares (programas) autorais e a produção de trabalhos colaborativos.  Audacity e Gimp são exemplos de programas que permitem realizar diversos tipos de trabalho, além de serem gratuitos e trabalhar de maneira offline.

Compartilhe: Propicie momentos para compartilhar as atividades realizadas, incentivando os alunos a produzir seus próprios textos em formatos distintos. Eles poderão criar textos a partir das pesquisas realizadas na internet e em outras mídias e você pode ensiná-los a mencionar de maneira correta o crédito de autores e fontes pesquisadas.

Muitas ferramentas acima, oferecem oportunidade de compartilhar trabalhos, então aproveite ainda esses recursos para mostrar sua experiência a outros professores. As ferramentas digitais podem ser usadas como um grande propulsor à inovação, criatividade e inventividade por meio da experimentação – dando aos alunos a oportunidade de serem protagonistas, autorais e construtores da sua própria aprendizagem.

Tecnologia não é apenas trabalhada com equipamentos e softwares, ela pode de ser trabalhada de diversas maneiras, uma delas é atividades low tech (de baixa tecnologia) e fora de equipamentos e computadores, como, em oficinas criativas e programação desplugada.

Um abraço,

Débora

Como incentivar o ensino de ciências através das tecnologias

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É fato que precisamos incentivar o inicio de ciências na escola e é consenso que a tecnologia pode (e deve) alavancar essa aprendizagem.

Os nossos estudantes têm bastante curiosidade, em saber a origem das coisas, causas de fenômenos da natureza, explorar aquilo que parece diferente, intrigante. Sem dúvida o ensino de Ciências, ajuda a encontrar respostas para muitas questões que cercam esse mundo misterioso e ajuda compreender melhor nossa própria natureza.

É para encontrar essas respostas e dinamizar o ensino que entra em cena o uso da tecnologia, para personalizar a aprendizagem e trazer interatividade ao processo ao permitir o exercício de raciocínio logico e também do exercício do pensamento científico.

Diante disso, pontuamos aspectos importantes para o trabalho envolvendo o uso das tecnologias. Vamos lá!

Experiências não dependem somente de alta tecnologia

É necessário desmitificar que usar tecnologia, não é somente ter recursos de alta tecnologia, inserir atividades desplugadas também é inserir tecnologia no contexto escolar.

Com material de baixo recurso e ou alternativo é possível reproduzir experimentos que levam a construção de conceitos pelos estudantes. Um deles é o ensino de robótica educacional também presente no ensino de ciências.

Outro ponto é a observações de fenômenos que podem ser feitas no pátio da escola e ou no bairro, com apoio de sites gratuitos.

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

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Débora Garofalo é Assessora Especial de Tecnologias da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo (SEE SP) e professora da rede pública de ensino de São Paulo. Formada em Letras e Pedagogia, mestranda em Educação pela PUC-SP, vencedora na temática Especial Inovação na Educação no Prêmio Professores do Brasil, Vencedora no Desafio de Aprendizagem Criativa do MIT e considerada uma das dez melhoras professoras do mundo pelo Global Teacher Prize, o Nobel da Educação.

Cultura maker

Já imaginou uma aula sobre corpo humano, relacionando as relações entre as funções biológicas, atividades básicas do corpo, preservação da saúde. E que tal reproduzir os órgãos e até mesmo uma mão robótica para reproduzir as articulações, usando materiais de sucata como papelão, canudos, barbantes e ainda tendo a oportunidade de falar sobre sustentabilidade.

Sites

The 25 biggest turningpoints in earth’s history

Desenvolvido pela BBC, o site explica de maneira lúdica, a evolução do planeta Terra desde sua origem, dando destaque para os episódios mais marcantes, como a origem da vida. Pode ser uma ótima ferramenta para as aulas de ciências.

Joshworth

Perfeito para as aulas sobre espaço sideral, esse site toma como base a medida de 1 pixel para demonstrar a escala de planetas, satélites e estrelas. Sua grande vantagem é poder exibir para a turma a dimensão do universo, deixando o tópico mais claro e tangível para os alunos.

Gateway to Astronaut Photography of Earth

A NASA criou esse site para compartilhar com os usuários as imagens obtidas na Estação Espacial Internacional. É possível observar fotos do planeta tiradas em órbita, bem como acompanhar o posicionamento da nave em tempo real. Uma ótima ideia para saciar a curiosidade dos estudantes e conseguir boas imagens o debate em sala de aula.

Jogos

Os jogos podem ser um poderoso aliado ao ensino, sendo utilizado com propósitos claros. Abaixo alguns que podem ser levados a sala de aula.

Jogos da escola –  é um plataforma de jogos educacionais e possuem jogos de ciências entre eles, quiz do coração, jogo dos esqueletos, velocidade da luz, as plantas, ciclo hidrológico, muitas oportunidades para trazer interatividade e vivências.

E você querido professor, como tem relacionado o ensino de ciências e tecnologia? Conte aqui nos comentários e ajude a fomentar práticas docentes.

Um abraço,

Débora

Geração Digital

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É consenso que nossos alunos nasceram na área digital. Eles estão acostumados a estímulos de aplicativos e plataformas digitais, interagindo a redes sociais. São os chamados geração Z, que estão na idade de 10 a 24 anos.

Saiba mais

As relações digitais são tão importantes para os jovens quanto o contato pessoal. Eles fazem parte da geração digital, que é aquela que mais tem acesso à informação.

Compreender essa mudança é compreender o que pode ser feito na Educação e o quanto ela impacta de fato o aprendizado, compreendendo os desafios e superando dificuldades.

Como inserir a escola nesse novo contexto

O ponto de partida é contextualizar esse mundo a realidade escolar, usar ferramentas que aproxime o mundo dos estudantes a sala de aula, permitindo reflexão sobre temas essenciais como Internet segura, uso consciente das redes sociais, notícias falsas e dados.

Questões que permeiam o mundo digital são possíveis de mudanças de paradigmas e culturais. São pontos de trabalhos essenciais a sala de aula, fazendo os estudantes compreender que a tecnologia tem o seu lado benéfico e também o lado não benéfico que pode comprometer os estudos e interferir em sua vida pessoal como os casos de cyberbullying.

Pontos de atenção

Alguns pontos precisam de atenção, especialmente o ensino de leitura na esfera digital, que é repleto de multimodalidade, como imagens e vídeos. Sendo necessário trabalhar esses textos em sala de aula, diminuindo dificuldades e trabalhando a multimodalidade.

Um exemplo disso é o trabalho com os diferentes gêneros digitais como memes, charges, e também com as redes sociais como Twitter, Facebook, Instagram que possuem finalidades diferenciadas.

O Twitter traz uma quantidade mínima de caracteres, o Instagram trabalha a imagem, fomentando e intensificando que os alunos se tornem responsivos ativos, o Facebook cabe ambas modalidades sem o limite de caracteres.

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

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Débora Garofalo é Assessora Especial de Tecnologias da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo (SEE SP) e professora da rede pública de ensino de São Paulo. Formada em Letras e Pedagogia, mestranda em Educação pela PUC-SP, vencedora na temática Especial Inovação na Educação no Prêmio Professores do Brasil, Vencedora no Desafio de Aprendizagem Criativa do MIT e considerada uma das dez melhoras professoras do mundo pelo Global Teacher Prize, o Nobel da Educação.

Nova maneira de aprender

Nossos estudantes aprendem e interagem de maneira diferenciada, conectados a esse novo mundo. Um desses caminhos é o diálogo, chamando a atenção para o que está sendo compartilhado e a forma que estão interagindo com as ferramentas digitais.

Abordar novos desafios e estudos de casos é essencial para o processo de aprendizado, algumas ferramentas auxiliam nesta transição, uma delas é o google classroom que permite uma grande interação com o conteúdo a ser trabalhado, interagindo inclusive com a Internet sem a necessidade de sair da tela.

Essas ações são importantes para mudança de pensamento, permitindo que nossos discentes não sejam somente consumidores de tecnologia, mas, também produtores delas ao terem oportunidade de vivenciarem e criarem conteúdo, ganhando autonomia e desenvolvendo o protagonismo juvenil.

Ferramentas digitais

O Caminho perpassa inserir ferramentas digitais ao planejamento e ao cotidiano escolar e vale inserir algumas que permitem criação, autonomia, como vídeos, produção de games.

Ações que independem de uma máquina física e pode ser incorporado aos aparelhos de tablets e celulares dos discentes, ajudando a compreender que esses recursos são aliados ao seu processo de aprendizagem, além de auxiliar no desenvolvimento de habilidades como colaboração, empatia e resoluções de problemas.

Benefícios

A tecnologia tem de ser encarada como uma propulsora a aprendizagem, capaz de alavancar a aprendizagem, e permitindo autoria e personalização do ensino com interação contribuindo para que os alunos vivenciem a aprendizagem ao mesmo em que colabora com a aprendizagem cognitiva.

E você querido professor, quais ações tem realizado em sua de aula para integrar a tecnologia ao contexto escolar?

Um abraço,

Débora

5 ideias para inserir tecnologia na Educação Infantil

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A educação infantil é um momento de constante descoberta e experiências!

É fato que cada vez mais as crianças têm acesso a tecnologias e nem sempre esse uso é benéfico. Mesmo antes de saberem ler e escrever, os pequenos e pequenas já estão conectados ao mundo digital. Não incentivar o seu uso nas escolas é negar sua presença na vida dos estudantes, o que acaba sendo um grande equívoco!

Orientar as crianças desde a primeira infância é fundamental para sensibilizar sobre o uso das tecnologias e seu papel na educação, na vida e no coletivo. Nesta faixa etária os alunos possuem muitas curiosidades e aceitam com facilidade a realização de atividades propostas.

Para o professor, o desafio é buscar ferramentas digitais que ajudem a fomentar a aprendizagem na educação infantil, mantendo o foco no ambiente escolar, sendo facilitadores da aprendizagem por meio de novas abordagens pedagógicas com o uso intencional e planejado, com foco sempre na melhoria do aprendizado.

A seguir algumas sugestões de como inserir a tecnologia na Educação infantil.

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

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Débora Garofalo é Assessora Especial de Tecnologias da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo (SEE SP) e professora da rede pública de ensino de São Paulo. Formada em Letras e Pedagogia, mestranda em Educação pela PUC-SP, vencedora na temática Especial Inovação na Educação no Prêmio Professores do Brasil, Vencedora no Desafio de Aprendizagem Criativa do MIT e considerada uma das dez melhoras professoras do mundo pelo Global Teacher Prize, o Nobel da Educação.

1. Cultura Maker

Trazer a cultura maker para essa faixa etária é essencial para possibilitar vivências e é recomendável iniciar com atividades de baixa tecnologia, que pode ser ofertada no curta de animação, utilizando massinha e um celular, desenvolvendo um roteiro e cenário coletivamente com os estudantes.

E ainda na resolver problemas com materiais de sucata entre eles garrafa, palitos, massinhas, papeis coloridos, onde os alunos desenvolvem a autonomia para criar e atuar sobre o desafio e  construção de objetos com materiais recicláveis que podem variar de acordo com a proposta, podendo ser produzidos instrumentos musicais, como uma parque sonoro, brinquedos e até os primeiros protótipos de robótica.

2. Audiovisual

A fotografia é um campo rico a ser trabalhado na educação infantil e um propulsor a várias atividades entre elas, trabalhar a questão da identidade, histórias em quadrinhos por expressões, campanhas e explorar a reflexão por detrás das imagens, pois, desta forma, o professor irá contribuir para o desenvolvimento crítico, favorecendo o debate.

3. Leituras online

Uma das vantagens do uso das tecnologias é permitir que os alunos tenham acesso a livros e as histórias, facilitando o acesso à leitura e uma possibilidade são os gibis da turma da Monica. Tenho certeza que a experiência será incrível e irá exercitar o imaginário e a oralidade dos pequenos.

4. Ferramentas Digitais

Alguns sites são bem interessantes e ajudam na coordenação motora fina e grossa, além de trabalhar o raciocínio lógico, colaboração e a empatia.

Entre eles estão o Educação Infantil um site que oferta uma variada gama de jogos que exploram a coordenação motora, matemática, alfabeto, formas e cores e entre outros e o Q divertido que traz crônicas infantis, folclore, charadas, resgatando brincadeiras típicas brasileiras. Além de ser um momento para conversar com as crianças sobre os periféricos do computador e ou tablets, como teclado, mouse, monitor.

5. Fazer uso de atividades gamificadas

Essa é uma forma de transformar a busca de um conhecimento em um jogo. Nele os alunos devem cumprir etapas para avançar e chegar um objetivo final, tornando o aprendizado um desafio estimulante e sendo desenvolvido pelos alunos, uma possibilidade são atividades desplugadas e que envolvam problemas e obstáculos a serem resolvidos, um bom exemplo disso é um caça tesouro.

E você querido professor, quais atividades desenvolve utilizando as tecnologias nas aulas?

Conte aqui nos comentários e ajude a fomentar práticas docentes.

Um abraço,

Débora

Estratégias de leitura para gêneros digitais

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É fato que nossos alunos apresentam problemas com a leitura! Dados do PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), aplicada de três em três anos entre 35 membros da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), incluindo o Brasil, demonstra que somos uns dos últimos países no ranking em leitura.

Os dados apontam dificuldades dos alunos em localizar informações no texto tanto explicitas como implícitas no texto, reconhecimento de ideia principal, inferências e a situação se agrava quando envolve leituras de mapas, gráficos, charges, consequência da pouca circulação desses gêneros na escola. Este déficit transcende a disciplina de língua portuguesa e atinge as demais matérias do currículo.

Nesse sentido, é importante lembrar do papel da educação e superar a barreira da dificuldade da leitura para que o problema da interpretação seja superado, principalmente em um mundo que está em transformação, no qual temos um problema na leitura realizada no texto impresso que com o avanço das tecnologias se agravaram nos textos e gêneros digital.  E diante desse cenário como alavancar a leitura dos gêneros digitais nas aulas?

A leitura traz diversos benefícios, entre eles o desenvolvimento do repertório, senso crítico, amplia o vocabulário, estimula a criatividade e facilita a escrita e para avançarmos a resposta pode estar em dar voz para os estudar e explorar outros processos como a leitura dialógica.

É necessário abolir das aulas a leitura monológica, aquela que prioriza o individualismo e que muitas vezes silencia o aluno e priorizar a leitura dialógica, que permite dar voz aos alunos, conversando e dialogando sobre os textos e gêneros digitais, perpassando por vivências de leitura, a fim de provocar o leitor a interagir com os textos lidos, falando sobre suas impressões e fazendo conexões com o mundo real.

Dentro deste cenário, os gêneros digitais é um facilitador, pela interatividade, no qual o professor deve estimular o aprendizado em sala de aula.

Gêneros digitais

É necessário inserir no planejamento os gêneros digitais e os meios que eles circulam. As redes sociais, são diferentes, é necessário conversar com os estudantes sobre esses aspectos, como por exemplo, o twitter é um servidor para microblogging, na qual, as informações circulam com um limite de caracteres, já o Instagram é uma rede social de compartilhamento de fotos e vídeos. Conhecer a especificidade e trabalhar esses pontos nas aulas é importante.

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

Colunista

Débora Garofalo é Assessora Especial de Tecnologias da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo (SEE SP) e professora da rede pública de ensino de São Paulo. Formada em Letras e Pedagogia, mestranda em Educação pela PUC-SP, vencedora na temática Especial Inovação na Educação no Prêmio Professores do Brasil, Vencedora no Desafio de Aprendizagem Criativa do MIT e considerada uma das dez melhoras professoras do mundo pelo Global Teacher Prize, o Nobel da Educação.

O trabalho pode partir de exemplos de posts, em conversas virtuais, gêneros (vídeo, fotos, texto) e interatividade do leitor com o autor, analisando e conhecendo o contexto da conversa. Por exemplo, muitas vezes quando os alunos acompanham um cantor(a) e ou ator (atriz), muitas vezes, eles interagem com os posts, conhecendo a história de forma macrotexto e no microtexto. Explorar esses aspectos é importante para a leitura e compreensão destes textos, sendo um excelente recurso para as aulas.

Produtores de gêneros digitais

A web proporciona interatividade, trazer esse gancho as aulas para despertar desafios, aguçar a leitura, através das produções, é uma estratégia de leitura. Temos vários programas, inclusive no celular, que produz memes, gifs, charges.

Dicas de ferramentas para trabalhar com gêneros digitais

Memes – Memes Generator Free

Gifs  – Gifs Makers

Charges – Hagaquê

E você querido professor, quais estratégias de leitura vocês utilizam para trabalhar com os gêneros digitais? Conte aqui nos comentários e ajude a fomentar práticas pedagógicas.

Um abraço,

Débora