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Tecnologias Assistivas na Educação

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Para conversar sobre Tecnologias Assistivas, é necessário antes dialogar sobre Educação Inclusiva.

A educação inclusiva compreende um espaço para todos, favorecendo a diversidade por acolher os estudantes com mobilidade reduzida. O tema ainda é muito delicado na educação, por conter diversas fragilidades, como: salas com muitos alunos, ausência de funcionários, formação docente.

Há necessidades que interferem de maneira significativa no processo de aprendizagem e que exigem atitudes educativas específicas da escola, como utilização de recursos e apoio especializado para garantir a aprendizagem dos estudantes. É neste cenário que as Tecnologias Assistivas podem contribuir para que o professor atue dentro da sala de aula.

Saiba mais sobre Tecnologias Assistivas

É uma área do conhecimento que tem como característica interdisciplinar ao englobar produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que promovem a funcionalidade relacionada à atividade e participação de pessoas com deficiência, mobilidade reduzida, visando sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social.

Mas, como colocar isso em prática?

Para transformar a educação, alguns caminhos e passos são possíveis a começar pelo acolhimento, como:

Abertura ao diálogo: Abrir espaços para que alunos, comunidade, familiares, professores, funcionários possam conversar sobre a diversidade, valorizando convívio, interação, cooperação e respeito mútuo.
Formação docente: É necessário o fortalecimento de formação dos professores, buscando criar uma rede de apoio entre educação e saúde.
Flexibilização do Currículo: É necessário flexibilizar o currículo, atendendo à realidade de cada estudante. Não é uma tarefa fácil, principalmente quando faltam recursos, mas é um passo essencial na construção de aprendizagem destes alunos. Levar para sala de aula artigos, vídeos, textos, músicas que abordem as experiências e aprendizagens em inclusão, como debates sobre culturas, povos, raças e as diferentes necessidades especiais.
Projeto pedagógico inclusivo: A inclusão deve garantir a todas as crianças e jovens o acesso à aprendizagem por meio de possibilidades de desenvolvimento. Algumas são passíveis ocorrer pelo Conselho de Escola e APM, como mudanças são na reestruturação física das escolas, com a eliminação das barreiras arquitetônicas, espaço acolhedores de aprendizagem

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

Colunista

Débora Garofalo é Assessora Especial de Tecnologias da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo (SEE SP) e professora da rede pública de ensino de São Paulo. Formada em Letras e Pedagogia, mestranda em Educação pela PUC-SP, vencedora na temática Especial Inovação na Educação no Prêmio Professores do Brasil, Vencedora no Desafio de Aprendizagem Criativa do MIT e considerada uma das dez melhoras professoras do mundo pelo Global Teacher Prize, o Nobel da Educação.

Recursos gratuitos disponíveis

Atualmente, existe uma série de programas para os alunos com mobilidade reduzida. Entre eles, podemos citar os programas gratuitos:

Teclado virtual que pode ser utilizado na tela do computador com auxilio de uma caneta especial.

Head mouse é um programa desenvolvido para permitir que pessoa que não tem os movimentos dos braços possam usar o computador e navegar pela internet sem ajuda de outras pessoas ao captar a imagem sendo acionado com um movimento e um piscar de olhos.

DOSVOX é um sistema destinado a auxiliar a fazer uso de computadores através do uso de sintetizador de voz.

PRO DEAF O software faz tradução de texto e voz da Língua Portuguesa para Libras, a língua brasileira de sinais, para facilitar a comunicação entre deficientes auditivos e ouvintes.

HandTalk Para deficientes auditivos que utilizam a Língua Brasileira de Sinais ou para quem deseja se comunicar com eles, mesmo sem saber LIBRAS, o aplicativo funciona como um tradutor simultâneo dos dois idiomas. A ferramenta está disponível gratuitamente no Google Play e na AppStore.

A educação inclusiva é um caminho para contemplar a diversidade mediante a construção de uma escola que ofereça propostas e que atenda às reais necessidades dos alunos, criando espaços de convivência. São muitos os desafios, mas, as iniciativas e as alternativas realizadas pelos educadores são fundamentais para este processo.

E você querido professor, como trabalha com a educação inclusiva em sua sala de aula? Conte aqui, nos comentários.

Um abraço.

Cultura Digital: o que é e como trabalhar em sala de aula

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A cultura digital busca integrar a realidade com o mundo virtual. Ganhou grande importância na educação com a homologação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), devido às mudanças sociais significativas, ao avanço tecnológico da informação e ao crescente acesso a dispositivos como computadores, telefones celulares e tablets.

Todo esse contexto impõe à educação novos desafios em relação ao papel e à formação dessas novas gerações, contribuindo para que os estudantes tenham atitudes críticas em relação ao conteúdo. Quando essas novas linguagens são incorporadas ao currículo, é possível reinventar modelos de promover a aprendizagem, a interação e o compartilhamento de significados entre professores e alunos.

Saiba mais

Como a BNCC contempla a cultura digital?

“Contempla a cultura digital, diferentes linguagens e diferentes letramentos, desde aqueles basicamente lineares, com baixo nível de hipertextualidade, até aqueles que envolvem a hipermídia”.

Ferramentas e atividades que podem ser utilizadas em sala de aula

As novas práticas de linguagens próprias da cultura digital, passaram por reelaboração dos gêneros impressos em função das transformações tecnológicas.

Fique por dentro

A BNCC não contempla ferramenta digital, mas, é possível utilizar, inclusive do celular, permitindo empatia, colaboração e interatividade para as aulas.

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

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Débora Garofalo é Assessora Especial de Tecnologias da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo (SEE SP) e professora da rede pública de ensino de São Paulo. Formada em Letras e Pedagogia, mestranda em Educação pela PUC-SP, vencedora na temática Especial Inovação na Educação no Prêmio Professores do Brasil, Vencedora no Desafio de Aprendizagem Criativa do MIT e considerada uma das dez melhoras professoras do mundo pelo Global Teacher Prize, o Nobel da Educação.

Fizemos um apanhando de ferramentas que podem potencializar o aprendizado da cultura digital para dentro da sala de aula. Vamos lá?

Blog: É um gênero textual digital, veiculado na internet e serve como meio de comunicação virtual. É possível criar um blog específico que possibilite a integração de foto, texto e vídeo, possibilitando atividades em sala de aula, como a criação de um diário, um jornal interativo ou a realização de um documentário. Entre os programas destacamos o  WordPress, Tumblr, Blogger, todos gratuitos.

Meme ou charge digital: O termo é bastante conhecido e utilizado no “mundo da internet”, devido ao fenômeno da “viralização” de uma informação, ou seja, qualquer ideia que se espalhe rapidamente e alcance muita popularidade. Pode ser criado a partir de ferramentas gratuitas e intuitivas como o Canvas e o Meme Mania. O professor pode trabalhar com esses gêneros como com a criação de tirinhas educativas ou histórias em quadrinhos.

Vídeo-minuto: Os alunos se identificam muito com este gênero, pela possibilidade de internalizar e oralizar acontecimentos. Além dos disponíveis pelo aplicativo do celular, também é possível trabalhar com o Windows Movie Maker, que é bem intuitivo e possui ferramentas de edição. O professor pode trabalhar com animações, curtas-metragens e até documentários.

Fanfic: É um gênero voltado para leitura e escrita de histórias. Pode ser realizado através do Playfic, um site com uma programação simples. Lá, o usuário pode criar sua narrativa e dar a chance aos leitores de escolherem o final da história.

Mobilizar práticas de cultura digital em diferentes linguagens, gêneros, mídias e ferramentas é importante para expandir e produzir sentidos, tornando os alunos protagonistas da construção do conhecimento.

E você, querido professor, como está trabalhando com a cultura digital em sala de aula? Quais atividades você já desenvolveu com os alunos e quais ferramentas já utilizou? Conte aqui nos comentários!

Um abraço,

Débora

A importância de ensinar o pensamento computacional nas escolas

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Em muitos países o pensamento computacional já é ensinado como uma segunda língua, pelos benefícios que oferece ao processo de ensino aprendizagem.

Para alguns professores, só de ouvir a palavra programação, causa espanto, e foi assim também comigo e por isso adianto que não é algo de outro mundo, e em algumas situações, você nem precisa utilizar o computador e para perder o receio e encorajá-lo a dar os primeiros passos, vamos abordar a importância de ensinar o pensamento computacional na escola que traz como benefícios o desenvolvimento de habilidades como o raciocínio lógico, autonomia, pensamento crítico, colaboração, trabalho em equipe, empatia e capacidade de resolver problemas complexos.

Mas, porque ensinar a programar na escola?

Estamos vivendo uma revolução digital que influencia diversos aspectos da nossa sociedade onde precisamos além de estar preparado, preparar as próximas gerações para se apropriar e utilizar todo potencial que a tecnologia tem a nos oferecer.

Quando ensinamos a programar nas escolas com programas específicos, estamos contribuindo para a formação de crianças e jovens, capacitando a usar criativamente o computador, ao aprender a usar as máquinas como ferramentas, exercitando o pensamento computacional, fundamental na resolução de problemas. Problemas estes que pode ser desde uma solução simples de melhoria de processos a desenvolver um sistema que vá beneficiar muitas pessoas.

É oportunizar que nossos jovens não sejam somente consumidores de conteúdo , fazendo-os compreender de forma prática que as tecnologias são criadas e produzidas, deixando de ser consumidora e sendo produtora de recursos digitais e mesmo que ela não seja um produtora, isso faz com utilizem de forma mais consciente e que possam estar preparada para o mundo digital que a gente vive, conhecendo e entendendo os dados por de trás dos programas.

A programação deve ser vista como linguagem que está na nossa sociedade, presente praticamente em todos os recursos digitais, onde o professor ao trabalhar com a programação oferece uma nova possibilidade de comunicação e interação.

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

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Débora Garofalo é Assessora Especial de Tecnologias da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo (SEE SP) e professora da rede pública de ensino de São Paulo. Formada em Letras e Pedagogia, mestranda em Educação pela PUC-SP, vencedora na temática Especial Inovação na Educação no Prêmio Professores do Brasil, Vencedora no Desafio de Aprendizagem Criativa do MIT e considerada uma das dez melhoras professoras do mundo pelo Global Teacher Prize, o Nobel da Educação.

Como utilizar a linguagem de programação

A programação pode estar presente nas escolas de diversas formas e em qualquer disciplina, o professor pode utilizar a programação para produção de recursos didáticos, onde ele desenvolve e aplica esses recursos ou trabalha com os alunos para que os mesmos produzam os seus conteúdos, exercitando conhecimentos a partir da linguagem de programação.

Ao ser ensinada de forma contextualizada, a linguagem de programação pode ser uma grande aliada para o processo de aprendizagem, como por exemplo, vamos imaginar que a aula seja sobre sustentabilidade, com a linguagem de programação, eu posso pedir aos alunos para criar uma história animada, um jogo e ou desenvolver em robótica algo sobre o tema.

Um professor de matemática, por exemplo, pode utilizar a programação no campo das formas geométricas e das operações aritméticas, já um professor de língua portuguesa, pode usar a programação como suporte na alfabetização e ou produções de textos, tendo em vista,  uma nova forma de abordagem, que aproxima o envolvimento do aluno com o conhecimento e sua interação com o objeto de estudo.

Quais recursos estão disponíveis para trabalhar com os alunos

Atividades desplugadas

São atividades realizadas sem a ajuda do computador, onde é possível de forma concreta, vivenciar a programação estimulando a convivência, criatividade e antecipando fatos que irá auxiliar posteriormente em programações com softwares específicos.

E para iniciar a linguagem de programação com estudantes, uma sugestão é iniciar pelo Programaê, uma plataforma gratuita, que visa ensinar os primeiros passos na programação de forma lúdica e interativa, a partir de desafios com personagens que os estudantes já conhecem. A plataforma possui planos de aula e sequência didáticas que auxiliam o professor, inclusive em atividades desplugadas.

Softwares

Para ensinar programação, o professor não precisa ser programador, basta ter interesse e vontade de aprender. Hoje temos ferramentas que foram desenvolvidas para o ensino de programação de crianças e jovens, onde são gratuitas, intuitivas e permite muita interação.

O Code.org, tem por objetivo desmistificar e democratizar o aprendizado de programação. Para isso, possui uma série de atividades, justamente para professores que desejam ensinar programação, permitindo que os alunos possam dar continuidade nestes aprendizados em casa, fora do ambiente escolar, realizando uma extensão da sala de aula, podendo criar clubes de programação com os colegas.

Scratch com o ele, qualquer professor, mesmo sem conhecimento prévio, pode ensinar programação para crianças de forma simples e intuitiva. Por meio de blocos de comandos que se encaixam, o Scratch permite a criação de jogos, animações e histórias interativas que podem ser facilmente disponibilizadas no site do projeto e compartilhadas com crianças de outras escolas. A ferramenta ajuda a dar forma à imaginação e pode ser trabalhada de maneira offline.

Scratch 3.0

Para os professores que já conhecem e trabalham com o Scratch, a novidade é a sua versão 3.0 . A nova versão tem como objetivo expandir a forma como as crianças podem criar e compartilhar e os professores podem fomentar a aprendizagem, onde é possível incluir imagens, novos suportes e capacidades de programação, funcionando sobre uma larga variedade de dispositivos, incluindo tablets.

E você querido professor, como trabalha como a linguagem de programação com os alunos? Conte aqui nos comentários e ajude a fomentar práticas docentes.

Um abraço,

Débora

Lixo eletrônico como abordar esse assunto em sala de aula

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Estamos vivenciando uma revolução tecnológica no mundo, tais mudanças, afetam diretamente a questão ambiental, especificamente o que produzimos com o tempo se tornará lixo eletrônico, sendo de suma importância falarmos de reaproveitamento que envolve os 3’R.

Recentemente foi acrescido mais 2’R, perfazendo os 5’R:

Falar sobre esse tema em sala de aula é fundamental para sensibilizar e desenvolver nos alunos o senso ambiental, trabalhando com os objetivos sustentáveis (ODS) e trabalhando na prática a  sustentabilidade.

Atualmente muitos produtos tecnológicos, possuem um tempo de obsolescência, são os casos dos computadores, celulares, tablets e tornam-se lixo eletrônico. Poucos ainda são os pontos de coleta para esse material, porém, na sala de aula, com os devidos cuidados, estes materiais podem se transformar em currículo, trabalhando projetos mão na massa.

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

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Formada em Letras e Pedagogia, pós-graduada em Língua Portuguesa pela Unicamp e mestranda em Educação pela PUC de SP. É professora de Tecnologias, trabalha com Cultura Digital, Robótica com sucata/livre, programação e animações; e implementação em tecnologias em Escolas Públicas. Vencedora na temática Especial Inovação na Educação no Prêmio Professores do Brasil e Finalista no Global Teacher Prize, considerado o Nobel da Educação.

Como usar o lixo eletrônico nas aulas

É fundamental trabalhar com os estudantes a influência do homem com o meio em que vive, avaliando propostas de intervenção no ambiente, delineando relações entre o padrão de consumo e o crescimento urbano na atualidade. O que pode ser trabalhado nas diversas áreas do conhecimento e de forma interdisciplinar, fazendo os estudantes compreender os ecossistemas e maneiras de contribuir com a preservação.

Abaixo reunimos algumas dicas, vamos lá!?

Preparando o ambiente

O professor pode direcionar a aula, após uma primeira roda de conversa, aprofundando o assunto com pesquisas direcionadas.

Dicas:

Lixo Eletrônico, site Sua Pesquisa

Fonte: Disponível: http://www.suapesquisa.com/o_que_e/lixo_eletronico.htm.

Lixo Eletrônico no Brasil, site Info Escola

Fonte: Disponível: http://www.infoescola.com/meio-ambiente/lixo-eletronico-no-brasil/

Aproveitando o lixo eletrônico

Após esse primeiro momento de conhecimento, o segundo e poder aproveitar esse lixo em projetos mão na massa, que envolve a aprendizagem criativa e robótica, ao explorar o potencial dos componentes que estão dentro dos equipamentos para dar vidas a protótipos com sucata.

Dentro do computador, é possível reaproveitar o HD, motores, conectores, ventoinhas, fios, placas, ou seja, quase tudo pode ser reaproveitado como matéria prima para o ensino de Robótica. A escola pode se tornar um ponto de coleta e arrecadar esses materiais.

O professor pode usar esse material para dar os primeiros passos no ensino de robótica como montar circuitos eletrônicos, criar protótipos com funcionamentos de motores e de ventoinhas, de forma low tech (baixa tecnologia), dar desafios para que os alunos criem seus objetos usando esses materiais.

Permitindo que os alunos inventem, criem, utilizando os 5’R e as metodologias ativas que visa tirar o aluno da passividade e trazer ao centro do processo de aprendizagem.

Ampliando para a comunidade escolar

Com os trabalhos realizados pelos alunos, a escola pode promover uma feira sobre a sustentabilidade e convidar os familiares e o entorno para participarem, ampliando os conhecimentos sobre o assunto e fazendo os alunos serem multiplicadores desta ação.

Outro ponto é organizar palestras com convidados externos tanto para troca com os estudantes como a comunidade escolar.

Desta maneira ganham todos, os alunos com uma nova visão de mundo e um leque de oportunidades, a sociedade e a natureza.

E você querido professor, como está trabalhando com a questão da sustentabilidade em sala de aula? Conte aqui nos comentários e ajude a fomentar ações e práticas pedagógicas.

Um abraço,

Débora

Como usar BYOD na Educação

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Você já ouviu o termo BYOD?

Conhecendo mais

O BYOD é a sigla de Bring Your Own Device (traga o seu próprio aparelho), também conhecida como mobile learning (aprendizagem móvel) e é uma tendência que surgiu no mundo corporativo e que tem ganhando espaço na educação, ao propor que os alunos tragam para a sala de aula seus próprios dispositivos digitais.

Um dos principais impactos é viabilizar a adoção de tecnologia na rotina de estudos, sem a necessidade de fazer altos investimentos de compra, manutenção e atualização de hardwares. Outro ponto forte é a oportunidade de engajamento dos estudantes nas atividades propostas, dando um novo destino aos celulares e tablets dos discentes, rompendo com o paradigma dos docentes que utilizar esses equipamentos irá dispersar a aulas e os estudantes irão acessar conteúdos impróprios que podem (e devem) ser superados com mudança cultural e implementação de sistemas de segurança e controle.

É um novo olhar para a sala de aula! Na medida que possibilita ao professor trabalhar com equipamentos móveis, onde muitas vezes o aluno, já o possui, se utilizando de uma rede wireless, facilitando a dinâmica da sala de aula, ao mesmo tempo que permite ao professor utilizar recursos disponíveis trazidos pelos alunos possibilitando um viés pedagógico. Muitos professores já têm utilizado essa prática ao adquirir um roteador e utilizando os aparelhos móveis dos alunos em suas aulas.

Outro ponto positivo nesta abordagem e criar um espaço acolhedor dentro da sala de aula, sem ter a necessidade de deslocar os alunos para um outro espaço para realizar atividades que necessitem do suporte das ferramentas digitais. Muitas vezes, esse é um fator que desestimula o professor a utilizar tecnologias nas aulas, justamente pelo tempo de deslocamento e perda de parte da aula gerenciar o espaço e equipamentos.

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

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Formada em Letras e Pedagogia, pós-graduada em Língua Portuguesa pela Unicamp e mestranda em Educação pela PUC de SP. É professora de Tecnologias, trabalha com Cultura Digital, Robótica com sucata/livre, programação e animações; e implementação em tecnologias em Escolas Públicas. Vencedora na temática Especial Inovação na Educação no Prêmio Professores do Brasil e Finalista no Global Teacher Prize, considerado o Nobel da Educação.

Levando o BYOD para a sala de aula

O BYOD possibilita que a aprendizagem ocorra em outros espaços, além da sala de aula e sem ser em um espaço físico. Pode ser uma aula pública, um estudo de campo e ou explorar espaços dentro da própria escola, explorando ferramentas fundamentais para envolver os alunos em atividades de pertencimento como imagem, vídeo e até mesmo uma viagem virtual e ou explorando ferramentas de colaboração ao alcance de dispositivos móveis.

É necessário compreender o uso da tecnologia não como ciência, mais, uma propulsora ao ensino aprendizagem, tendo em mente que os alunos se apropriem de recursos que está nas mãos para realizar atividades propostas. O BYOD é uma possibilidade real de otimizar recursos educacionais.

Fica a dica

No entanto, é necessário tomar alguns cuidados, como ter objetivos claros, para desenvolver as atividades, manter bom diálogo com os discentes, principalmente sobre os equipamentos e suas funcionalidades, como por exemplo, quando os equipamentos pertencem a unidade escolar é fácil conversar sobre os aspectos do coletivo, quando os equipamentos são dos alunos, é necessário trabalhar a colaboração para que o individualismo não sobressaia sobre as atividades.

Outro ponto interessante é envolver a comunidade escolar, pensando colaborativamente sobre a adoção do BYOD na unidade escolar, constituindo um fórum para pensar em ações conjuntas, conhecendo a fundo o perfil da comunidade escolar e constituir um politica de uso com a sensibilidade da unidade escolar, além de envolver o colegiado para pensar em adquirir conectividade. Outro ponto, é colocar os alunos em situação de produtores de tecnologias ao desenvolver aplicativos. Uma ferramenta que pode ser utilizada é a fabrica de aplicativos, onde os alunos podem desenvolver uma aprendizagem interativa e criar games, e-books e materiais interativos, usando como limite a imaginação.

E você querido professor, já teve alguma experiência com BYOD, se sim como foi sua experiência? Conte aqui nos comentários e ajude a fomentar práticas e inspirar professores.

Um abraço,

Débora

Como alavancar a aprendizagem com recursos audiovisuais

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Vocês têm notado a maneira que os alunos têm aprendido?!

Outro dia levei para a sala um estudo de caso sobre o cyberbullying,.  Ao começar a leitura do texto, ouvi um sonoro, professora vamos colocar no Youtube e ver se encontramos um vídeo sobre esse assunto? Imediatamente, pesquisamos e encontramos alguns vídeos e nos apoiamos ao texto para realizar as discussões sobre a atividade que estávamos realizando.

Essa atividade foi o suficiente para compreender que a leitura é e sempre será fundamental, porém o audiovisual (que é também uma forma de leitura) está cada vez mais presente na vida dos nossos alunos e se torna essencial levar essa importante ferramenta para dentro da sala de aula, não somente como consumidores, mas principalmente como produtores.

Já temos muitos educadores que fizeram do vídeo a sua sala de aula, principalmente pelo potencial de alcance entre os jovens. Entre os muitos canais de educação, destaco o Professor Procópio do Rio de Janeiro, com a linguagem simples e o jeito irreverente de ensinar matemática, atrai muitos estudantes. Você professor, também pode ter o seu canal, iniciando com equipamento simples, como o celular e ou uma câmera.

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

Colunista

Formada em Letras e Pedagogia, pós-graduada em Língua Portuguesa pela Unicamp e mestranda em Educação pela PUC de SP. É professora de Tecnologias, trabalha com Cultura Digital, Robótica com sucata/livre, programação e animações; e implementação em tecnologias em Escolas Públicas. Vencedora na temática Especial Inovação na Educação no Prêmio Professores do Brasil e Finalista no Global Teacher Prize, considerado o Nobel da Educação.

E como levar recursos audiovisuais para dentro da sala de aula?

Com uma gama de possibilidades, existem várias maneiras de inserir o audiovisual nas aulas, uma delas, é tornar os estudantes criadores de conteúdo, exercitando a mão na massa. Lembre-se o celular pode ser um importante aliado, para produzir conteúdo com os discentes de forma audiovisual. Abaixo, destaco algumas ações

A primeira ação: Considero essencial a mudança de atitude em nós, professores! É necessário quebrar a barreira que ainda temos das ferramentas digitais e começar a inserir novas maneiras de abordá-las no currículo escolar.

Segunda ação: Compreender que toda mudança leva um tempo para acontecer. Pode ser que em um primeiro momento as atividades não saiam como a planejado e isso não deve ser considerado como ação para que nunca mais ocorra, mais um momento de reflexão.

Terceira ação:  O diálogo é a porta de entrada para exercer a criticidade. Hoje na Internet encontramos uma infinidade de vídeos, sobre diferentes assuntos, onde cada vez mais conversar sobre ética e segurança é um fator chave para alavancar a aprendizagem.

Quarta ação: Dê destinos a equipamentos possíveis de trabalhar em sala de aula. O celular é uma boa opção, a maioria possui câmeras, vídeos e editores, que podem auxiliar no trabalho pedagógico.

Quinta ação: Explore com os alunos o potencial de criar vídeos. Assistir vídeos torna o currículo mais dinâmico, mas, inverter os papéis e fazer os alunos se tornarem produtores de vídeos, potencializa ações como colaboração, empatia, inventividade e criatividade, competências e habilidades tão essenciais a este século, além de aproximar os estudantes do seu aprendizado.

Sexta ação: Não basta apenas liberar o uso do celular, é preciso realizar um bom planejamento e ações, com objetivos claros, propiciando trabalhar com resoluções de problemas. Proponha etapas de trabalho pesquisa, elaboração de roteiro, pré-produção, gravação e edição. Combine processos, dividir tarefas e cobrar prazos para que os projetos se concretizem. Ao final do processo, avalie as produções e possibilitando novos aprendizados para todos.

Materiais de baixos recursos e sugestões para realizar vídeos

Câmera ou celular

Microfone (se não tiver, escolha lugares bem silenciosos para fazer a gravação)

Tripé (muitos são possíveis de serem produzidos pelos alunos)

Programas gratuitos para edição

Windows Live Movie Maker

Video Toolbox

VirtualDub

VideoSpin

E você querido professor, como costuma trabalhar com o audiovisual em sala de aula? Conte aqui nos comentários! Este é um importante espaço de troca e fortalecimento de práticas docentes.

Um abraço,

Débora