fbpx
Category

Sem Categoria

9 Dicas de ferramentas digitais para trabalhar com o ensino a distância

By | Educação inovadora, Sem Categoria | No Comments

Estamos vivenciando tempos de incertezas e dúvidas, devido a pandemia do Coronavírus COVID 19. Em muitos estados e municípios brasileiros as aulas estão suspensas, devido o alto índice de contaminação.

E neste cenário que é necessário criar caminhos e estratégias para trabalhar com o ensino a distância e ferramentas digitais são uma boa maneira de diminuir o impacto, mas também criar uma cultura de continuidade dos  estudos na rotina domiciliar. Serão muitos desafios e também aprendizados para tornar o ensino produtivo e sem dúvidas o apoio dos familiares será essencial.

Para isso, o trabalho deve vir acompanhado de um amplo diálogo com os pais e responsáveis e na medida do possível intensificar com videoaulas e orientações em suportes e grupos como o de whatsapp e ou plataformas existentes, combinando ferramentas.

Também é importante considerar as aptidões e nível de conhecimento dos estudantes para utilizar a melhor ferramenta, assim, como considerar os níveis de adoção em tecnologia, ou seja, analisar e ponderar aquilo que os estudantes possuem de acesso e priorizar aquelas que podem ser utilizadas de maneira off-line e considerar os materiais didáticos e o currículo.

Abaixo relacionamos algumas dicas, além das conhecidas e utilizadas, para que você, educador e gestor conheçam e adotem para facilitar o aprendizado dos estudantes e fornecer assistência social e interação.

Blackboard – Recursos e ferramentas para fazer a transição e fornecer ensino e aprendizagem de qualidade on-line.

CenturyTech– Caminhos pessoais de aprendizado com micro-lições para abordar lacunas no conhecimento, desafiar os alunos e promover a retenção de memória a longo prazo

ClassDojo– Conecta professores com alunos e pais para criar comunidades em sala de aula

Edmodo– Conecta professores com alunos e pais para criar comunidades em sala de aula

EkStep– Plataforma de aprendizado aberta com uma coleção de recursos de aprendizado para apoiar a alfabetização e o ensino de matemática.

Google Classroom– Ajuda as turmas a se conectarem remotamente, se comunicarem e se manterem organizadas

Moodle – plataforma de aprendizado aberto, orientada para a comunidade e com suporte global

Schoology – Ferramentas para apoiar instrução, aprendizado, classificação, colaboração e avaliação

Seesaw –  Ferramentas para apoiar a construção de portfólios.

O momento é para se reinventar e se possibilitar aprender nesse processo!

Um abraço,

Débora

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

Colunista

Débora Garofalo é Assessora Especial de Tecnologias da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo (SEE SP) e professora da rede pública de ensino de São Paulo. Formada em Letras e Pedagogia, mestranda em Educação pela PUC-SP, vencedora na temática Especial Inovação na Educação no Prêmio Professores do Brasil, Vencedora no Desafio de Aprendizagem Criativa do MIT e considerada uma das dez melhoras professoras do mundo pelo Global Teacher Prize, o Nobel da Educação.

SANTILLANA BRASIL E MODERNA NO COMBATE AO CORONAVÍRUS

By | Institucional, Sem Categoria | No Comments

Estamos vivendo tempos de prevenção. A pandemia do coronavírus (Covid-19) está trazendo atenção a todo o mundo em relação aos nossos hábitos e formas como convivemos em grupo. Aqui na Santillana Brasil e, em especial, na Moderna estamos tomando todas as medidas necessárias para garantir a segurança, a saúde e o bem-estar de nossos colaboradores e parceiros.

  1. Cancelamento de grandes eventos e reuniões presenciais
  2. Home-office para as equipes internas e externas por tempo indeterminado
  3. Campanhas internas e digitais de conscientização sobre prevenção
  4. Intensificação do processo de limpeza nas dependências

Formação e informação: o que fazer durante a quarentena

Estamos todos atentos às necessidades de nossos clientes e, por isso, nos próximos dias, iremos liberar materiais e conteúdos para que nossos públicos – educadores, famílias e alunos – possam passar por essa quarentena de forma produtiva e saudável. Formação e informação não dependem de espaço físico e, sim, de disposição e qualidade, não é mesmo?

Reforçamos as orientações da Organização Mundial da Saúde e do Ministério da Saúde em relação ao isolamento social e aos métodos de prevenção. A prevenção é a melhor forma de combater o coronavírus.

Aguardem novidades!

Lixo eletrônico como abordar esse assunto em sala de aula

By | Educação inovadora, Sem Categoria | No Comments

Estamos vivenciando uma revolução tecnológica no mundo, tais mudanças, afetam diretamente a questão ambiental, especificamente o que produzimos com o tempo se tornará lixo eletrônico, sendo de suma importância falarmos de reaproveitamento que envolve os 3’R.

Recentemente foi acrescido mais 2’R, perfazendo os 5’R:

Falar sobre esse tema em sala de aula é fundamental para sensibilizar e desenvolver nos alunos o senso ambiental, trabalhando com os objetivos sustentáveis (ODS) e trabalhando na prática a  sustentabilidade.

Atualmente muitos produtos tecnológicos, possuem um tempo de obsolescência, são os casos dos computadores, celulares, tablets e tornam-se lixo eletrônico. Poucos ainda são os pontos de coleta para esse material, porém, na sala de aula, com os devidos cuidados, estes materiais podem se transformar em currículo, trabalhando projetos mão na massa.

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

Colunista

Formada em Letras e Pedagogia, pós-graduada em Língua Portuguesa pela Unicamp e mestranda em Educação pela PUC de SP. É professora de Tecnologias, trabalha com Cultura Digital, Robótica com sucata/livre, programação e animações; e implementação em tecnologias em Escolas Públicas. Vencedora na temática Especial Inovação na Educação no Prêmio Professores do Brasil e Finalista no Global Teacher Prize, considerado o Nobel da Educação.

Como usar o lixo eletrônico nas aulas

É fundamental trabalhar com os estudantes a influência do homem com o meio em que vive, avaliando propostas de intervenção no ambiente, delineando relações entre o padrão de consumo e o crescimento urbano na atualidade. O que pode ser trabalhado nas diversas áreas do conhecimento e de forma interdisciplinar, fazendo os estudantes compreender os ecossistemas e maneiras de contribuir com a preservação.

Abaixo reunimos algumas dicas, vamos lá!?

Preparando o ambiente

O professor pode direcionar a aula, após uma primeira roda de conversa, aprofundando o assunto com pesquisas direcionadas.

Dicas:

Lixo Eletrônico, site Sua Pesquisa

Fonte: Disponível: http://www.suapesquisa.com/o_que_e/lixo_eletronico.htm.

Lixo Eletrônico no Brasil, site Info Escola

Fonte: Disponível: http://www.infoescola.com/meio-ambiente/lixo-eletronico-no-brasil/

Aproveitando o lixo eletrônico

Após esse primeiro momento de conhecimento, o segundo e poder aproveitar esse lixo em projetos mão na massa, que envolve a aprendizagem criativa e robótica, ao explorar o potencial dos componentes que estão dentro dos equipamentos para dar vidas a protótipos com sucata.

Dentro do computador, é possível reaproveitar o HD, motores, conectores, ventoinhas, fios, placas, ou seja, quase tudo pode ser reaproveitado como matéria prima para o ensino de Robótica. A escola pode se tornar um ponto de coleta e arrecadar esses materiais.

O professor pode usar esse material para dar os primeiros passos no ensino de robótica como montar circuitos eletrônicos, criar protótipos com funcionamentos de motores e de ventoinhas, de forma low tech (baixa tecnologia), dar desafios para que os alunos criem seus objetos usando esses materiais.

Permitindo que os alunos inventem, criem, utilizando os 5’R e as metodologias ativas que visa tirar o aluno da passividade e trazer ao centro do processo de aprendizagem.

Ampliando para a comunidade escolar

Com os trabalhos realizados pelos alunos, a escola pode promover uma feira sobre a sustentabilidade e convidar os familiares e o entorno para participarem, ampliando os conhecimentos sobre o assunto e fazendo os alunos serem multiplicadores desta ação.

Outro ponto é organizar palestras com convidados externos tanto para troca com os estudantes como a comunidade escolar.

Desta maneira ganham todos, os alunos com uma nova visão de mundo e um leque de oportunidades, a sociedade e a natureza.

E você querido professor, como está trabalhando com a questão da sustentabilidade em sala de aula? Conte aqui nos comentários e ajude a fomentar ações e práticas pedagógicas.

Um abraço,

Débora

Precisamos falar, e muito, sobre água

By | Literatura, Sem Categoria | No Comments

Nos últimos tempos, quando abro uma das muitas torneiras espalhadas pela minha casa e vejo a água jorrar em profusão tenho refletido o quanto esta é uma comodidade que não valorizamos. Comento sobre isso com os amigos, com os professores e alunos com quem costumo trocar ideias em salas de aula. É um pensamento incômodo, especialmente recorrente após ter me juntado a um grupo de 10 pessoas, entre mulheres e crianças, que se embrenhava pelo sertão do Piauí para buscar água. Sob um sol inclemente, andamos por trilhas inóspitas durante quase três horas caatinga adentro, desde o povoado de Barreiro, na zona rural do pobre município de Guaribas, até um poço de água barrenta – o objetivo da jornada. Após um breve descanso, com direito a molhar os rostos suados, baldes de plástico e latas foram enchidos até a boca e equilibrados sobre as cabeças. Pegamos o árduo caminho de volta.

Sérgio Túlio Caldas

Sérgio Túlio Caldas

Autor de “Água – Precisamos falar sobre isso”, “Terra sob Presão – a vida na era do aquecimento global” e “Com os Pés na África”, livro premiado no Jabuti 2017.

Embora um tanto escura e de aspecto nada confiável, a água serviria para matar a sede, fazer a comida e cuidar da higiene pessoal das famílias do grupo. A quantidade do líquido colhida era um volume muito abaixo do recomendado pela Organização das Nações Unidas (ONU). A entidade indica 110 litros diários de água para atender as necessidades de consumo e higiene de uma pessoa.

Ao ver a água que escorre fácil da minha torneira, também me lembro de Shiva Avatari, que conheci em uma das viagens ao Nepal. Na casa do meu amigo nepalês, espetada no alto de uma montanha, não há chuveiro ou uma simples torneira. Todo santo dia, Shiva desce o morro a pé para pegar água em uma fonte pública da capital Katmandu. Com o galão de plástico abastecido, ele retorna ladeira acima com a carga de 20 litros que dará conta de suas necessidades do dia.

Da janela da casa de Shiva, a vista é espetacular. Fica-se cara a cara com a imponente cordilheira do Himalaia, que além de contar 8 dos 10 picos mais altos do planeta – incluindo o Everest –, abriga em suas montanhas uma das mais extraordinárias reservas de água do planeta. Para Shiva e milhões de moradores da região do Himalaia, porém, a água permanece apenas ao alcance das vistas, e não das mãos.

Costumo falar nas conversas nas escolas que essas duas experiências que vivi no sertão brasileiro e nas montanhas nepalesas regaram a semente que brotou no meu recente livro “Água – Precisamos falar sobre isso”.

A essa altura do século 21, quando startups digitais bilionárias são criadas da noite para o dia, cruzar longas distâncias transportando água na cabeça é uma realidade perturbadora. Ainda mais no Brasil, país que estoca 12% de toda a água doce superficial do mundo – a maior reserva hídrica da Terra.

Essa indignação, somada ao fato de cuidarmos tão mal do recurso natural imprescindível à vida, me indicou que era urgente falar, escrever, sobre a água. Resolvi botar o pé na estrada e também resgatar observações que venho colhendo nos últimos anos sobre a delicada situação da água em diversas regiões do Brasil e do mundo, onde há fartura e escassez do recurso, onde existem ações de preservação, e também tensões por um pouco de água.

Hoje, entende-se que não basta ter água em quantidade para uma cidade ou um país sentir orgulho. O mais importante é saber tratá-la e administrá-la. Sem tratamento e poluída, ela ameaça ambientes naturais e causa doenças graves. Nos países em desenvolvimento, estima-se que 90% dos esgotos e 70% dos resíduos industriais sem tratamento são descarregados em rios.

Por aqui, 100 milhões de brasileiros não têm serviço de coleta de esgoto. E quase 40 milhões vivem sem redes de água em casa. A cada 100 litros de água tratada, cerca de 40 litros vão para o ralo, desperdiçadas em instalações clandestinas e tubulações mal conservadas. Não é à toa que 65% das internações de crianças com menos de 10 anos em hospitais no Brasil ocorrem devido ao contato com água contaminada.

O agronegócio e as atividades das mineradoras consomem e desperdiçam grandes quantidades de água, superexploram as reservas subterrâneas, contaminando rios e devastando fontes d’água. Essa constante pressão sobre os recursos hídricos deve se agravar ainda mais em resposta às mudanças climáticas e ao ritmo do crescimento populacional. Somos 7,5 bilhões de habitantes na Terra. Em 2025, seremos 9 bilhões, e a demanda por água aumentará. E muitos de nós continuam a não dar a mínima, mesmo diante de tão sérias pressões ambientais e hídricas no nosso horizonte.

De uma maneira geral, a ONU recomenda que é urgente haver mudanças na administração pública dos recursos hídricos, com investimentos em infraestrutura e atenção especial à educação. As escolas podem contribuir, e muito, na preservação do precioso recurso natural ao ensinar a crianças e jovens a importância soberana da água para a existência de toda espécie de vida. Esse esforço equivale a um passo enorme, e necessário, para tratarmos melhor e com mais responsabilidade o nosso planeta.

Saiba mais

De toda a água existente no planeta, cerca de 97% é salgada – inapropriada ao consumo humano. Dos 3% restantes, justamente a água doce que podemos usar, 2% estão inacessíveis em geleiras, camadas de neve e reservatórios subterrâneos. Ou seja, temos à nossa disposição apenas 1% para irrigar plantações, abastecer cidades, movimentar a indústria e, principalmente, para matar a nossa sede. Neste instante, fonte de água se encontram ameaçadas pelo desmatamento, pela poluição, pelo desperdício e pela exploração desenfreada. Se não soubermos usar com responsabilidade o líquido fundamental para a vida, a mina irá secar. Neste livro, o autor nos mostra a situação desse valioso recurso a partir de estudos recentes e de suas observações em viagens por diversas regiões do Brasil e do mundo, locais em que há fartura e escassez; onde existem ações de preservação, mas também conflitos e tensões por um pouco de água.