Coluna Educação Inovadora

Como levar a Educação Empreendedora para a sala de aula

A educação empreendedora ocupa um espaço importante na educação, principalmente porque aborda o projeto de vida dos estudantes e trabalha com algumas habilidades da sociedade contemporânea ligadas a autonomia, competências múltiplas, capacidade de aprender, adaptar a situações novas e de promover transformações.

A escola é um bom espaço para que essas habilidades possam ser desenvolvidas e vivenciadas, preparando os nossos alunos para este novo tempo. O empreendedorismo contribui para o modo de pensar, uma atitude que deve ser desenvolvida e praticada.

Esse tipo de educação busca inspirar os estudantes a empreender, ao experienciar as qualidades e habilidades necessárias de um empreendedor, podendo estar presente em várias etapas do ensino e na diversidade das disciplinas.

Como trabalhar o empreendedorismo na sala de aula

Um dos principais objetivos da educação empreendedora é desenvolver a atitude e a mentalidade empreendedora, que visam estimular o raciocínio lógico e a busca por aprender conceitos e conhecimentos que contribuam para resolver problemas.

O ensino empreendedor estimula conversas sobre sonhos pessoais e profissionais, formando habilidades necessárias para a vida, como planejar, buscar informações, estabelecer metas, ser persistente, autoconfiante e protagonista.

Na prática

É importante abordar alguns aspectos, estimulando os estudantes a empreender. As atividades devem conter desafios, estimular a criatividade e a colaboração, serem lúdicas e focar na atitude empreendedora.

Referenciais: trazer pessoas de diferentes profissões ou participar de feiras relacionadas ao tema é importante para fomentar o diálogo, conhecer experiências reais sobre diferentes áreas e se aprofundar sobre a futura profissão.

Diálogo: conhecer os alunos e seus desejos é um primeiro passo, conversar sobre profissões, estabelecer roteiros e perfis destas profissões, é importante para fundamentar escolhas.

Dica: Hoje existem muitos sites gratuitos que realizam testes vocacionais. Entre eles, podemos citar o teste vocacional gratuito.

Mapas mentais: mapas mentais ajudam a pensar em resolução de problemas, estimulam a criatividade e a inventividade e podem ser criados para trabalhar com soluções e desafios empreendedores; por exemplo, vamos criar um grêmio na escola? Quais caminhos de atuação? Quais as funções dentro do grêmio? Quais melhorias para a comunidade escolar? É um exercício simples, que permite a vivência de situações reais de uso.

Dica: Para enriquecer as etapas e possibilitar interação, é possível utilizar alguns softwares gratuitos.
  • Mind Node: programa muito simples e prático para ser utilizado ao dia a dia. Ele ajuda a visualizar melhor as ideias.
  • Free mind: é um software livre para criação de mapas mentais; ele é simples e objetivo e está disponível para usuários Windows e Linux.
  • Ree Plane: outro programa simples, compatível com Windows e Linux, que facilita a organização das ideias.
  • Coggle: software online, permite mais que uma pessoa trabalhe com o mesmo mapa mental. Não é preciso fazer download do programa, o que permite trabalhar no projeto a partir de diferentes plataformas (como pelo celular em casa e no computador do laboratório da escola).

Debate: que tal realizar um júri simulado com os alunos? A partir de um problema inicial, os alunos se dividem em grupos de defesa e acusação, no qual cada um deve apresentar argumentos. Nesta atividade, os alunos têm a oportunidade de se aprofundar sobre um tema, construindo postura crítica, além de desenvolver outras habilidades, como organização, argumentação, levantamento de hipóteses, exposição de ideias, colaboração e diálogo.


E você, querido professor, como trabalha a educação empreendedora em sala de aula? Conte aqui nos comentários.

Um grande abraço,

Sobre o(a) autor(a)

Artigos

Formada em Letras e Pedagogia, com especialização em Língua Portuguesa pela Unicamp, Débora é Mestra em Educação pela PUC-SP e FabLearn Fellow, Columbia, EUA. Professora da rede pública, idealizou o trabalho Robótica com Sucata, que se tornou uma política pública. É coordenadora do Centro de Inovação da Secretaria Estadual de Educação do Estado de São Paulo. Atualmente, assina a coluna Educação Inovadora no blog Redes Moderna e é autora do livro Robótica com sucata (Moderna, 2021).

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