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Débora Garofalo Archives - Redes - Moderna.com.br

A importância de intensificar o trabalho com habilidades socioemocionais em tempo de pandemia

By | Educação inovadora | No Comments

No início da suspensão das aulas, devido a pandemia, tínhamos a impressão inicial que ficaríamos sem o convívio social e das aulas presenciais por duas ou três semanas. No entanto, estamos caminhando para três meses em isolamento social e isso tem impacto na aprendizagem e também no relacionamento dos nossos estudantes que estão lidando com muito sentimentos, privações e situações neste momento de angústia a todos. 

Diante da ausência das aulas presenciais e conhecendo as dificuldades enfrentadas no período de isolamento, tornou-se essencial intensificar o trabalho com as habilidades socioemocionais, principalmente porque já temos conhecimento que nós professores e nossos estudantes não somos os mesmos e que mesmo no retorno presencial enfrentaremos o distanciamento social e aquele abraço, aquele carinho e ou o beijo no colega demore um pouquinho mais para acontecer.

E com a pandemia outro ponto precisa ser falado e trabalhado, trata-se do luto, muitos educadores e também estudantes estão passando por esse doloroso momento, em que faz necessário falar, discutir, contar histórias, se apoiar para seguir em frente.

As habilidades socioemocionais podem ser trabalhadas de maneira interdisciplinar e ou transversal, em que as competências podem ser vivenciadas, praticadas tanto no ambiente escolar e ou pela família e que são essenciais para a formação do indivíduo. 

As habilidades a ser trabalhada estão relacionadas as emocionais como sentimentos raiva, angústia, pressão, alegria, entusiasmo, éticas, as relacionadas a valores e também as habilidades híbridas, como criatividade. Podendo ser amplamente vivenciada com projetos mãos na massa. Entre as habilidades estão autogerenciamento, autoconsciência,  autocuidado, consciência social, entre outras que envolvem tomadas de decisão e principalmente o convívio entre as pessoas, formando assim o estudante de maneira integral, com valores integrais.

Como trabalhar com as habilidades emocionais nas aulas

Existem diversas maneiras de trabalhar com o tema nas aulas, inclusive em aulas ministradas por auxílio da tecnologia.

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

Colunista

Débora Garofalo é Assessora Especial de Tecnologias da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo (SEE SP) e professora da rede pública de ensino de São Paulo. Formada em Letras e Pedagogia, mestranda em Educação pela PUC-SP, vencedora na temática Especial Inovação na Educação no Prêmio Professores do Brasil, Vencedora no Desafio de Aprendizagem Criativa do MIT e considerada uma das dez melhoras professoras do mundo pelo Global Teacher Prize, o Nobel da Educação.

Acolhimento

Inicie as aulas realizando um acolhimento com estudantes, proponha contação de estórias, um jogo em que o estudante possa trabalhar com as habilidades socioemocionais. Outra possibilidade é levar para a aula estudos de casos para que os estudantes reflitam sobre diversas situações e proponham soluções. 

Atividade entre pares

Proponha atividades, que mesmo a distância os estudantes tenham de consultar os colegas e que trabalhe com a colaboração e a empatia. Outra dica é propor problemas aos estudantes para que eles tenham que exercitar o socioemocional, como jogos, quiz, atividades mão na massa que é uma fonte para o trabalho com a cultura maker.

Explore o momento da pandemia

Trabalhar com as habilidades socioemocionais também é expor esse período e permitir que os estudantes tenham uma oportunidade de falar sobre esse momento e como estão superando. As histórias podem ser realizadas em podcast em uma espécie de diário da pandemia, com os gravadores do celular e ou outra maneira que o estudante tenha acesso a esse momento e ou ainda em murais coletivos com o uso do padlet em que os estudantes escolham e exponham uma imagem sobre o seu sentimento e como está lidando com eles.

São muitos os benefícios de uma aprendizagem propiciada através do trabalho com as habilidades socioemocionais, como uma melhora na aprendizagem, autonomia, colaboração, resolução de problemas, empatia, protagonismo, combate ao bullying e ao cyberbullying, entre outros, para que possamos de fato se apoiar uns aos outros e superar esse momento, exercendo na prática o autocuidado. 

Um abraço carinhoso e até a próxima,

Débora

Como inovar nas aulas em tempo de pandemia

By | Educação inovadora | No Comments

Com as aulas sendo ministrada por tecnologia, muitos professores estão com dúvidas de como inovar em suas aulas, já que o planejamento das aulas presenciais e  das aulas mediadas por tecnologia são muitos diferentes entre si. Além de alguns materiais que estávamos acostumado a usar em sala de aula, sofrerem alterações para que possam se apresentando em aulas e suportes digitais. 

Precisamos olhar para esse período, como um período emergencial das aulas, considerando que é normal enfrentar dificuldades em preparar as mesmas, por isso planejá-la, trocar com o colega e compreender as diferenças podem te auxiliar a inovar no aprendizado. E para te auxiliar neste momento, reunimos algumas sugestões para que possa refletir e replicar. Vamos lá?!

Menos é mais

Sabe aquela frase menos é mais, é propícia para esse momento! Para que os estudantes possam se engajar com as aulas, é preciso que as mesmas sejam atrativas, interativas e que se sintam pertencente a ela, criando uma conexão com os alunos,  já que o meio ministrado é o suporte digital.

Os passos da aula devem ser apresentados aos estudantes e as mesmas devem ser compostas pela apresentação inicial e um acolhimento, apresentando a habilidade a ser trabalhada para que o estudante possa compreender a proposta e uma problematização e ou um tema gerador. Na sequência o desenvolvimento da aula com atividades e por fim uma retomada dos principais assuntos e também uma avaliação para compor o portfólio e ou uma rubrica que servirá de base para um replanejamento e compreensão se os estudantes estão conseguindo acompanhar as aulas. 

É importante promover a interação, mas permitindo que os estudantes escolham a maneira de participar. Muitos sentem receios de se expor e dizer algo que possa está errado e os amigos ficarem com brincadeiras, por isso é importante estabelecer combinados e sempre conversar com a turma sobre internet segura e cyberbullying.

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

Colunista

Débora Garofalo é Assessora Especial de Tecnologias da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo (SEE SP) e professora da rede pública de ensino de São Paulo. Formada em Letras e Pedagogia, mestranda em Educação pela PUC-SP, vencedora na temática Especial Inovação na Educação no Prêmio Professores do Brasil, Vencedora no Desafio de Aprendizagem Criativa do MIT e considerada uma das dez melhoras professoras do mundo pelo Global Teacher Prize, o Nobel da Educação.

Para levar para as aulas

Metodologias ativas

As metodologias ativas podem ser trabalhadas de diversas maneiras e um dos objetivos principais é tirar o aluno da passividade e trazê-lo ao centro do processo de aprendizagem, para que participe de maneira ativa da sua aprendizagem.

Vale trazer problemas reais e conversar com os estudantes sobre o momento atual em que estamos vivenciando e ofertar que os alunos reflitam sobre alguns aspectos, encontrando possíveis soluções.

A sala de aula invertida, também pode trazer engajamento e personalização ao aprendizado ao antecipar conteúdos que pode ser uma música, uma leitura e ou filme para que o estudante possa trazer pontos para a discussão nas aulas. O cuidado é somente propor coisas que são acessíveis aos discentes nesse momento.

Cultura Maker

Outro desafio possível neste momento é trabalhar com a cultura maker que propõe um aprendizado mão na massa. É possível aliar o seu aprendizado as metodologias ativas e incentivarem os estudantes criarem, utilizando a criatividade com materiais de fácil acesso e também apresentando propostas de substituição.

Habilidades Socioemocionais

Trabalhar com as habilidades socioemocionais é essencial, principalmente porque estamos administrando muitos sentimentos neste momento de pandemia. Prevê um acolhimento, uma atividade que pode até ser em formato de rubrica, ajuda a compreender um pouco mais como estão nossos estudantes e a replanejar as ações.

Os desafios são muitos, trazer os pilares da inovação, é importante  para mantermos a tranquilidade  e repassá-la aos estudantes, construindo caminhos juntos. As pessoas sempre serão o centro do processo de aprendizagem.

Um abraço carinhoso,

Débora

Professor, como otimizar o seu tempo nesta quarentena

By | Educação inovadora | No Comments

Com as aulas sendo mediada por tecnologia, o professor teve sua rotina de trabalho modificada, e teve que se reinventar para apoiar a aprendizagem dos estudantes. Vale lembrar que a atividade docente sempre foi muito puxada e além da sala de aula.

Uma aula mediada por tecnologia é muito diferente de uma aula presencial e requer muitos pontos de atenção, como o planejamento, produção de atividades, correções destas atividades, conversa com a turma, orientações aos pais, entre outras.

Diante deste cenário é necessário cuidar da saúde mental e otimizar o tempo para possa realizar atividades prazerosas e também dar a atenção aos seus familiares. Estamos vivenciando uma situação desafiadora em que faz necessária rever a rotina para que a mesma não seja prejudicial a saúde.

Para replicar – como otimizar o tempo

Reunimos algumas sugestões para te auxiliar a rever sua rotina de trabalho e otimizar o seu tempo que passa pelo planejamento, produção de atividades, orientações aos pais e familiares, flexibilização da carga horária. Vamos lá?!

Planejamento

Professor, faça um planejamento semanal de suas atividades. Programe por prioridades e prevendo tempo para a realização das mesmas, estabelecendo metas. Essa é uma ação simples e eficaz para analisar que não esteja produzindo atividades que não seriam necessárias neste momento.

Produção de atividades

É importante ouvir os estudantes, seus anseios, suas dúvidas e saber se estão conseguindo realizar as atividades propostas e principalmente saber se todos estão conseguindo acessar o conteúdo.

Essa ação contribuirá para nortear o trabalho do educador e auxiliar a equilibrar as atividades, compreendendo as dificuldades dos estudantes, focando em ações/atividades necessárias.

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

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Débora Garofalo é Assessora Especial de Tecnologias da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo (SEE SP) e professora da rede pública de ensino de São Paulo. Formada em Letras e Pedagogia, mestranda em Educação pela PUC-SP, vencedora na temática Especial Inovação na Educação no Prêmio Professores do Brasil, Vencedora no Desafio de Aprendizagem Criativa do MIT e considerada uma das dez melhoras professoras do mundo pelo Global Teacher Prize, o Nobel da Educação.

Orientação aos pais

A orientação aos pais, é importante neste momento, mas é preciso avaliar sua periodicidade, por exemplo é necessário o envio diário, é possível o seu envio semanal? Posso encontrar outras maneiras de fazê-la, como gravar um vídeo e deixar em algum suporte digital e ou encaminhar um áudio por mensagem instantânea. Planejar essa rotina, é importante para rever e equilibrar a rotina de trabalho.

Flexibilize a carga horária

É importante tecer o olhar para a flexibilização da carga horária. A aula mediada por tecnologia é muito mais cansativa do que uma aula presencial, requer condições, interatividade, além de questões de ergonomia. É preciso ter equilíbrio entre a carga horária e as atividades realizadas durante o período de aula, levando em consideração que os pais que estão apoiando a aprendizagem, estão se revezando com o teletrabalho.

Esse é um momento que nos coloca muito desafios e também nos trazem muitos aprendizados, mas é sem dúvida um período que precisamos cuidar uns do outro. Em muitos lugares a quarentena deu início na segunda metade de março e se tem se prolongado até os dias atuais, por isso, é essencial otimizar o tempo para que o trabalho não se prolongue mais do que a jornada de trabalho e o professor tenha tempo para estudar, estar com a família, realizar leituras e fazer atividades prazerosas.

Um abraço carinhoso!

Débora

Portfólios: A importância deste instrumento em tempos de pandemia

By | Educação inovadora | No Comments

A pandemia tem desafiado educadores, estudantes e familiares, principalmente, por ser algo que não vivenciamos antes em nossa recente história com a Educação. Não existe uma receita de bolo e todos estamos aprendendo neste momento. 

Temos educadores de todo o país, das escolas particulares e públicas ministrando aulas mediada com o suporte da tecnologia e complementando com orientações escritas aos familiares, principalmente, porque esta pandemia revelou também uma desigualdade muito grande entre os nossos educandos, em que se faz necessário um esforço coletivo para que todos tenham acesso a educação e ninguém fique para trás. 

E diante deste necessário é importante ter o olhar para instrumentos que norteiem o processo de ensino aprendizagem, como a produção de um portfólio. Abaixo, reunimos algumas orientações para enfatizar a importância de orientar os estudantes e familiares nesta organização que servirá para intervenções pedagógicas neste momento e após a pandemia. Vamos lá?!

Para replicar:  Portfólio

O portfólio é um importante instrumento pedagógico para estudantes e professores por apresentar a evolução do processo de aprendizagem e permitir intervenções, melhorias na aprendizagem cognitiva, planejamento, replanejamento de ações e atividades, entre outros.

Este instrumento, não serve apenas como uma ferramenta avaliativa, mas permite representar pensamentos, sentimentos, maneira de agir e principalmente de apresentar como as habilidades e competências estão sendo desenvolvidas, além de ser uma importante experiência preparação para a vida adulta e no mercado de trabalho.

Não existe uma maneira específica para realização deste instrumento e o mesmo atende toda a educação básica. Neste momento tornou-se essencial pelo isolamento social e pelas particularidades e especificidades de cada território educativo.

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

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Débora Garofalo é Assessora Especial de Tecnologias da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo (SEE SP) e professora da rede pública de ensino de São Paulo. Formada em Letras e Pedagogia, mestranda em Educação pela PUC-SP, vencedora na temática Especial Inovação na Educação no Prêmio Professores do Brasil, Vencedora no Desafio de Aprendizagem Criativa do MIT e considerada uma das dez melhoras professoras do mundo pelo Global Teacher Prize, o Nobel da Educação.

Veja algumas sugestões de como realizá-lo:

Orientações aos estudantes e aos familiares: é importante orientar os familiares e estudantes a organizar o portfólio. Conversar sobre a importância e sobre as possibilidades que deverão ser discutidas e avaliada.

Possibilidades de realização: o mesmo pode ser realizado em suportes digitais e temos suportes específicos para isso e ou de maneira impressa, para ser apresentada no retorno que será o ponto de partida para retomada das aulas presenciais. 

No ambiente digital existem diversas maneiras de criá-lo, no entanto, é importante, ter o cuidado para que os estudantes tenham acesso a internet para que possam subir os suas produções e atividades. Entre as ferramentas, podemos citar o webnode, que é gratuito e tem a finalidade de apresentar trabalhos e pode se adaptado ao universo educativo, o padlet, que é fácil de manusear e ainda pode ser colocado realizado murais e ser acrescido em ferramentas de colaboração como o google sala de aula.  

No ambiente impresso, o portfólio deve ser realizado em cadernos e em pastas, orientando os registros, com imagens, produções, artigos de produção e até criações mão na massa. Para que sejam apresentadas em uma retomada das aulas presenciais. No entanto, deve enfatizar os estudantes e familiares que em caso de dúvidas é preciso que elas sejam sanadas no momento da realização da atividade e que somente a atividade deve ser guardada para troca no retorno das aulas. 

O portfólio faz parte do processo avaliativo e neste momento os estudantes estão preocupados em saber como ele será avaliado.  O mesmo serve também aos educadores que tem se preocupado em como avaliar o processo durante esse período e com o retorno das aulas presenciais, desta maneira, ambos poderão se beneficiar. Os estudantes em acompanhar sua evolução durante esse período e o professor em intervir no processo de aprendizagem. 

E você professor (a), como tem trabalhado com esse tema? Conte aqui nos comentários.

Um abraço carinhoso! E se puder, fique em casa.

Débora

A importância de incluir as metodologias ativas na sua próxima aula

By | Educação inovadora | No Comments

Com o isolamento social e as aulas sendo realizadas com a mediação das tecnologias, é essencial incluir as metodologias ativas nos planos de aulas.

Uma aula mediada pela tecnologia é muito diferenciada da aula presencial. Na aula presencial a interatividade está muito presente, sendo diferenciada em suportes digitais, por isso, é importante adotar metodologias diferenciadas como as aprendizagens ativas que abordam resolução de problemas, sala de aula invertida, design thinking, entre outras.

Os modelos visam tirar o aluno da passividade e trazê-lo para o centro do processo de aprendizagem, para que exerça um papel ativo, protagonista na construção da sua aprendizagem e mesmo diante de suportes digitais é possível incluir as metodologias ativas para as aulas.

Para replicar

As modalidades de metodologias ativas diferem enquanto a estrutura e a abordagem, para propiciar a colaboração e a participação estimulando a criatividade e a inventividade para resolver problemas reais, produzir conteúdo e realizar atividades, como participar de um debate por chat, vencer etapas de um jogo, em que os estudantes se envolvem com a construção das atividades, tornando-os pertencentes e aprendendo de maneira significativa.

Sala de aula invertida

A sala de aula invertida permite que o estudante tenha acesso ao conteúdo de maneira antecipada, utilizando as aulas para enriquecer debates e se aprofundar o conhecimento. Neste momento, é importante trabalhar com a sala de aula invertida, para otimizar e potencializar as aulas. Pode ser encaminhado aos estudantes, textos de diferentes gêneros textuais, podcasts, vídeos curtos, filmes, para que no momento da aula, possa ser retomado os pontos do conteúdo estudado e utilizado no desenvolvimento das atividades.

Contextualize

Para os estudantes é essencial contextualizar o disparador/tema/habilidades a ser trabalhada, aguçando com perguntas norteadoras que levará a buscar por resoluções de problemas, em que pode ser usada atividades “mão na massa”, mapas mentais e estratégias como design thinking, para que os estudantes possam idealizar as soluções e com saídas criativas, podem ser postado em ambientes virtuais, como grupos de WhatsApp, Telegram, chats de plataformas de interação como hangouts, Zoom, Teams.

Metodologia ativa na abordagem dos conteúdos

A implementação das metodologias ativas, exige um novo olhar do educador, que se torna um mediador e estimula a curiosidade e o pensamento crítico. Assim, na abordagem de um conteúdo, ele pode direcionar para o grupo de estudantes desafiando a resolver um problema em colaboração.

A ferramenta Zoom, permite que você agrupe os estudantes em salas de estudo para que grupos de estudantes conversem sobre um assunto em grupos menores, desta maneira, é possível trabalhar a metodologia ativa entre pares e entre times para encontrar soluções em grupos.

Cada situação requer uma abordagem diferenciada que pode ser construída com aulas mediadas por tecnologia. E você querido professor, como tem trabalhado com as metodologias ativas nas aulas mediadas por tecnologia? Conte aqui nos comentários e ajude a fomentar práticas docentes.

Um abraço,

Débora

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

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Débora Garofalo é Assessora Especial de Tecnologias da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo (SEE SP) e professora da rede pública de ensino de São Paulo. Formada em Letras e Pedagogia, mestranda em Educação pela PUC-SP, vencedora na temática Especial Inovação na Educação no Prêmio Professores do Brasil, Vencedora no Desafio de Aprendizagem Criativa do MIT e considerada uma das dez melhoras professoras do mundo pelo Global Teacher Prize, o Nobel da Educação.

Covid 19 – Novas maneiras de conceber a aprendizagem

By | Educação inovadora | No Comments

Com a agilidade que a Covid-19 avança sobre o mundo, tivemos que aprender rapidamente a criar maneiras de nos relacionar e também de lidar com diversas situações que não estavam planejadas, como a quarentena.

Muitos professores em suas escolas têm discutido como criar possibilidades de atender a todos os estudantes, principalmente aqueles que não possuem condições para estar conectado, já que estudos demonstram a quantidades de dispositivos móveis, principalmente aparelhos celulares entre as famílias. Sem dúvida um grande desafio a ser superado e compreendido.

Esse é o momento oportuno para ousar, pensar e propor diferentes situações de aprendizagens. Sem dúvidas é o professor que melhor compreende a realidade do estudante e pode contribuir e criar situações que atendam melhor a este momento.

Conversando com alguns professores que lecionam em sua grande maiorias nas periferias, muitos me contaram que têm usado o facebook e o whatsapp para planejar e aplicar suas aulas. Algumas escolas, de maneira colaborativas, realizaram guias para os estudantes, e todas essas medidas são eficazes, porque dialogam com cada realidade local. 

Para auxiliá-los com este momento, reunimos algumas sugestões para que possam trabalhar juntos aos estudantes com a ferramenta mais adequada. Vamos lá!

Planejamento

Como na sala de aula convencional, o planejamento é essencial,  ter um objetivo claro de aprendizagem, por exemplo, se for usar uma ferramenta de interação como o Zoom, Teams, Hangouts, é importante definir combinados com os estudantes e definir o que se pretende, tecendo o olhar para a interação, cuidando  do tempo de exposição de um assunto, trazendo elementos para tornar a aula dinâmica, fazer interação com outros materiais e quebrando esse período por blocos, do tempo destinado a conversa, como, se a aula for de 45 minutos, realizar blocos de 15 minutos, cuidando da interação.

Para ferramentas como WhatsApp, grupos no Facebook e ou no Edmodo, o planejamento é também essencial, devendo ter o cuidado em planejar um em tempo menor, mais com modelos inspiradores, em formatos de pílulas e chamando a atenção dos estudantes para a intenção de aprendizagem. 

Para a equipe pedagógica essas ferramentas também funcionam, e é importante montar horários provisórios para os estudantes e intensificar comunicações com a equipe escolar e trabalhar de maneira interdisciplinar e com projetos.  

Em relação aos pais é importante preparar um guia para que possam apoiar os estudantes em algumas frentes, como por exemplo, como ajudar nas dúvidas, criação de rotina de estudos, alimentação e alongamento, auxiliar os estudantes a criarem registros os estudos finalizados, do que está em andamento, daqueles que precisam ser revistos.

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

Colunista

Débora Garofalo é Assessora Especial de Tecnologias da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo (SEE SP) e professora da rede pública de ensino de São Paulo. Formada em Letras e Pedagogia, mestranda em Educação pela PUC-SP, vencedora na temática Especial Inovação na Educação no Prêmio Professores do Brasil, Vencedora no Desafio de Aprendizagem Criativa do MIT e considerada uma das dez melhoras professoras do mundo pelo Global Teacher Prize, o Nobel da Educação.

Elaboração de atividades

É necessário fazer neste momento um replanejamento e adaptação das atividades. O material didático, livros e apostilas, podem ser utilizados, mediante a comandas e explanações claras sobre o assunto. É preciso apoiar os estudantes a construir o seu aprendizado, trabalhando mapas mentais que ajudarão a desenvolver atividades, mas também a se organizarem.

Se for realizar vídeos, é importante considerar entonação da voz, postura, som e luz e materiais complementares que ajudarão os estudantes a compreender melhor o conteúdo. Os vídeos podem ser realizados por aplicativos do celular e ou com recursos de aplicativos de gravação, como OBS.

Podcast também é uma maneira eficaz de trabalhar com os conteúdos, podendo usar softwares gratuitos como o audacity, que permite fazer recortes de outros programas, considerando os devidos créditos aos materiais.

Avaliações

Esse também é um momento para realizar avaliações e para isso pode ser trabalhado ferramentas de colaboração, como o google classroom, Teams, com elaboração de rubricas que podem ser estruturadas com os estudantes a partir de objetivos de aprendizagem de onde os estudantes estão para onde pretende chegar. 

É importante, realizar momentos de escuta ativa com os estudantes, de como está sendo esse momento e quais as dificuldades enfrentadas para a administração dos estudos, e para isso, ocorrer pode ser utilizado uma diversidade de possibilidades, como quiz, jogos, narrativas digitais, entre outros.

O portfólio digital contribui para esse processo e ainda pode ser trabalhado habilidades como autocuidado, autoconhecimento, organização, criticidade, e uma ferramenta que pode contribuir é o seesaw

Apesar do momento ser de muitas preocupações, esse também é um período para consolidar novas práticas e aprender de maneiras diferenciadas, trazendo novas formas de conceber a aprendizagem e utilizar tecnologias e principalmente inovação e criatividade para criar novos caminhos a educação.

Um abraço,

Débora