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Débora Garofalo Archives - Redes - Moderna.com.br

Mudança de Mindset para uma Educação Inovadora

By | Educação inovadora | No Comments

Mudar a maneira e a forma que ensinamos não é uma tarefa fácil. Principalmente pelo processo de formação docente, falta de infraestrutura das unidades escolares, ausência de formação docente em serviço e constantes mudanças nas políticas públicas.  

 Para realizar uma mudança na maneira de conceber a educaçãoé necessário romper com velhos paradigmas e anos de uma abordagem pedagógica pautada na transmissão de conhecimento, dando lugar a mudança de mindset e novas formas de conceber a educação inovadora.  

Neste sentido, a palavra mindset pode ser compreendida como um conjunto de atividades mentais e ganha força ao desenvolver novas competências, habilidades e formas para o professor assumir o protagonismo e emergir novas abordagens pedagógicas como um mediador do conhecimento e parceiro do estudante.  

Para saber mais 

 Existealgumas formas de mindset que podem nos fazer ser otimista e ou pessimista, nos âmbitos profissionais e pessoais, descritos através de pesquisas realizadas pela Dra. Carol Dweckph.D em seu livro, Mindset – a nova psicologia do sucesso. 

Na obra, a autora descreve alguns tipos de mindset como os fixos que são pessoas que não acreditam e determinadas capacidades, em que desafios são vistos como oportunidades de julgamento. E de crescimento que são pessoas otimistas, que acreditam em seus talentos e possuem resiliência frente a desafios. 

A chave do sucesso de uma educação inovadora, começa com a atitude em nós professores. Neste sentido, para iniciar o processo de mudança de mindset na educação é necessário darmos este passo, acreditando em nosso potencial, praticando a empatia, definindo metas tangíveis e pensando fora da caixa.  A seguir, compartilho algumas dicas e reflexões que poderão ajudar nesta mudança.

Tematização docente 

A tematização docente está diretamente relacionada com o perfil do professor enquanto pesquisador da sua prática, autoavaliando em sala de aula. Para isso, ele pode combinar com os estudantes e seus familiares que irá gravar algumas aulas para sua autorreflexão. É importante ter o apoio dos familiares e estudantes e realizar um termo de consentimento para esta ação. 

Ao realizar essa gravação, o professor poderá rever suas ações, tomadas decisões e principalmente compreender se está no caminho certo com a turma. Enquanto docente, fiz muito este processo e alguns casos percebi que estava sendo diretiva em minhas ações de forma involuntária e ou ainda deixado de intervir em algumas situações pedagógicas com receio dos estudantes não darem suas contribuições. Enquanto profissionais, somos todos aprendentes e devemos rever nossas rotas! 

Outra forma são as rubricas de avaliação, que além de avaliar o processo, com a participação dos estudantes podem e devem avaliar o professor e seu trabalho, criando uma nova cultura de aprendizado e de escuta ativa. 

Novas abordagens de ensino 

Romper com velhos paradigmas também significa permitir novas formas de aprendizagens. As metodologias ativas são um bom exemplo disso, porque podem ser trabalhadas em suas diferentes modalidades na busca da personalização e no respeito aos diferentes ritmos de aprendizagem, ao despertar os estudantes a uma nova cultura em que o professor será parceiro na construção da autoria e do protagonismo juvenil. 

Ambiente de aprendizagem 

 O ambiente de aprendizagem tem uma grande importância ao ensino. Para trabalhar com novas abordagens é essencial cuidar do espaço que deve trazer valores e aspectos de segurança, mas também elementos de uma educação integral, favorecendo a colaboração, empatia e trazendo recursos que possam personalizar este ambiente.  

Inclusão de uma educação inovadora 

Possibilitar novas formas de ensino requer possibilitar a inserção da inovação na sala de aula e no processo de ensino em frentes que possibilitam vivências significativas como a cultura maker, cultura digital, gamificação, programação (que permite o trabalho com narrativas digitaisstorytelling, jogos), robótica, entre outros, em que o estudante assume o centro do processo de aprendizagem e o professor exerce o papel central de apoiar novos caminhos. 

Incentive o mindset de crescimento dos estudantes 

 É necessário ressaltar, enaltecer e incentivar as habilidades dos estudantes. São pequenos gestos que podem transformar vidas e deixá-los mais seguros e acreditarem em si e em todo o seu potencial. 

Um grande abraço e até a próxima,

Débora

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

Colunista

Débora Garofalo é formada em Letras e Pedagogia, com especialização em Língua Portuguesa pela Unicamp, Mestra em Educação pela PUC-SP e FabLearn Fellow, Columbia, EUA. Professora há 16 anos da rede publica de SP, sendo idealizadora do trabalho de Robótica com Sucata que se tornou uma política pública. Atualmente é Coordenadora do Centro de Inovação da Secretaria Estadual de Educação do Estado de São Paulo e colunista das Redes Inovadora na Editora Moderna.

Integrante da comissão de Direitos Humanos da Cidade de São Paulo e Palestrante em grandes eventos Nacionais e Internacionais entre eles, Latinoware, Campus Party, Bett Educar, Havard, EUA, Oxford em Londres, Buenos Aires na Argentina, Ecole Polytechnique, França. Pelo trabalho realizado na Educação Pública, recebeu diversos prêmios importantes, entre eles: Professores do Brasil 2018, Desafio de Aprendizagem Criativa do MIT 2019, Medalha de Pacificadores da ONU 2019 e considerada uma 10 melhores Professoras do Mundo pelo Global Teacher Prize 2019, Nobel da Educação.

Como planejar as aulas com o ensino híbrido

By | Educação inovadora | No Comments

O ano de 2020 foi desafiador a todos e a Educação! A Unesco recentemente divulgou o relatório mundial que mostrou preocupação com o fechamento das unidades escolares em que o Brasil faz parte do grupo que está há mais tempo com escolas fechadas. Atualmente 101 países mantêm as escolas em funcionamento e 48 países de maneira parcial.

Passado o susto inicial e ambientação com as aulas mediadas por tecnologia, chegou o momento de planejar 2021 considerando as dificuldades do ano de 2020 e contemplando o ensino híbrido com experiências ainda não vivenciadas por nossos alunos através da criação de uma nova cultura.

O primeiro passo compreende em saber que o ensino híbrido mescla o ambiente presencial e o online, podendo e devendo ser adaptado conforme a necessidade escolar. Neste sentido, um importante aliado ao processo cognitivo, por permitir a mescla de estudantes em divisões por grupo, no formato presencial e outro com aulas mediadas por tecnologia para respeitar os protocolos de distanciamento social e combate a COVID-19.

Num segundo momento, este formato tende a contribuir com o processo da recuperação da aprendizagem, que já sabemos que devido ao longo período de aulas mediadas com o auxílio de tecnologias, não foi possível a participação de todos os estudantes e quando foi realizado, deixou lacunas e déficits no processo de ensino.

O ensino híbrido deve ter o foco no ambiente de aprendizado flexível, ativo e pautado no desenvolvimento de competências e habilidades que visam atividades por projetos e entre times. Este trabalho, antes imaginado somente na esfera presencial é possível de ser realizado na esfera online e com qualidade. O que precisamos é mesclar, experimentar estas possibilidades e dar ao estudante a oportunidade de ser protagonista e participar ativamente da construção do seu processo de aprendizagem. A seguir, apresentarei alguns caminhos que necessitam estar contemplado no planejamento docente.

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

Colunista

Débora Garofalo é formada em Letras e Pedagogia, com especialização em Língua Portuguesa pela Unicamp, Mestra em Educação pela PUC-SP e FabLearn Fellow, Columbia, EUA. Professora há 16 anos da rede publica de SP, sendo idealizadora do trabalho de Robótica com Sucata que se tornou uma política pública. Atualmente é Coordenadora do Centro de Inovação da Secretaria Estadual de Educação do Estado de São Paulo e colunista das Redes Inovadora na Editora Moderna.

Integrante da comissão de Direitos Humanos da Cidade de São Paulo e Palestrante em grandes eventos Nacionais e Internacionais entre eles, Latinoware, Campus Party, Bett Educar, Havard, EUA, Oxford em Londres, Buenos Aires na Argentina, Ecole Polytechnique, França. Pelo trabalho realizado na Educação Pública, recebeu diversos prêmios importantes, entre eles: Professores do Brasil 2018, Desafio de Aprendizagem Criativa do MIT 2019, Medalha de Pacificadores da ONU 2019 e considerada uma 10 melhores Professoras do Mundo pelo Global Teacher Prize 2019, Nobel da Educação.

Planejando ações híbridas

Para o Professor José Moran da USP, o ensino híbrido está na essência das ações docentes que preza por contribuições na visão ecossistêmica. Por isso, planejar ações requer desenhar combinações que integrem espaços, tempos, metodologias e tutoria para ofertar experiências que melhor atenda as necessidades e possibilidades aos estudantes.

             1. Currículo flexível

É necessário planejar em busca de um currículo flexível que considere a avaliação diagnóstica como ponto de partida e que contemple projetos integradores que visam integrar áreas do conhecimento, atividades, projetos, games em grupos ou individuais, de modo colaborativo ou personalizado.

Para realizar o ensino híbrido é preciso que o processo de aprendizagem seja contínuo e que os estudantes possam perceber e se envolver nesta construção.

            2. Escuta Ativa

Mesclar e diversificar propostas são fatores chaves e é preciso apostar nas que sejam  abertas e que permitam a escuta ativa, como por exemplo, realizar tempos combinados; itinerários e trilhas de aprendizagens personalizadas; utilizar outros espaços e  ambientes escolares, além da sala de aula; e fazer combinações e combinados com espaços virtuais na busca por  repensar o currículo através das metodologias ativas; adaptar e trabalhar com a diversidade de espaços por melhorias no processo avaliativo e na construção de conhecimento.

            3. Modelos síncronos e assíncronos

Os processos síncronos e assíncronos merecem um destaque especial no planejamento, através de um formato que busque a personalização do ensino e que contribua com o processo de ensino-aprendizagem. Modelos expositivos precisam sair de cena nos modelos presenciais, pois um dos papeis é formar os estudantes para serem curadores e atuarem de maneira central no desenvolvimento da cultura da participação ativa, ao acessar materiais, ler e reler quantas vezes forem necessárias, para que possam usufruir e potencializar os momentos presenciais aproveitando ao máximo estas novas experiências.

            4. Papel Docente

No ensino híbrido o papel docente ganha benefícios e destaque, como ter a possibilidade de dedicar mais as dúvidas dos alunos, realizar um acompanhamento mais próximo e individual em que consegue visualizar, coletar e analisar dados e intervir no processo de maneira mais assertiva. Para isso, é importante investir nas diferentes modalidades como a sala de aula invertida.

            5. Modalidades de Ensino

As modalidades híbridas permitem buscar a interação do ensino e também ousar nos modelos trazendo integração entre as aulas presenciais e a aulas mediadas por tecnologia, assim temos – a aula invertida, rotações por estações, rotações individuais e modelos personalizados como o modelo flex que permitem a construção de roteiros adaptados, na modalidade online, em que professor atua como o mediador. E o modelo a la carte que permite trilhas virtuais em que a hibridização dependerá da idade e do avanço do estudante ao currículo e da proposta pedagógica a ser ofertada.

O ensino híbrido é um caminho sem volta e que tende estar mais presente na educação básica por todos os seus benefícios e pelas oportunidades de estarmos avançando por igualdade, equidade e valores integrais que visam a criatividade.

E vocês queridos (as) professores (as), quais dicas podem acrescentar ao planejamento dos colegas? Não deixem de compartilhar aqui nos comentários e contribuir com práticas exitosas a Educação.

Um abraço e até mais!

Débora

Um panorama da educação brasileira

By | Educação inovadora | No Comments

Em um ano atípico, podemos falar que fizemos história na Educação! 

Quem poderia imaginar que algum dia, teríamos que ministrar aulas por um período tão longo na história,  mediadas com o uso da tecnologia e uma pandemia que iria nos obrigar a realizar quarentena e cumprir um distanciamento social. 

Com muitas dificuldades e em um cenário de acertos e erros, conseguimos realizar e promover uma educação, não nos moldes que esperávamos, mas de maneira emergencial e com o foco nos estudantes. 

Em todo o Brasil, vimos Estados e Municípios prosseguindo com a educação, algumas Secretarias criaram estratégias específicas como São Paulo, com o Centro de Mídias São Paulo, um aplicativo com dados patrocinados para que o estudantes pudessem assistir aulas e o Paraná com o aplicativo aulas Paranás  e outras utilizando tecnologias conhecidas, que fazem parte do nosso cotidiano, como rádio e impressão de materiais didáticos. Acompanhamos as autoridades da Saúde, em possível retorno presencial e experiências brasileiras, como no Estado do Amazonas retornando as aulas presenciais, seguido de forma gradual pelo Estado de São Paulo.

Dentro deste cenário, podemos afirmar com toda a certeza que nada substitui as aulas presenciais e que teremos que lidar com grandes desafios pela frente, como evasão escolar, recuperação deste período e a certeza que teremos um longo caminho para frente.

Em outros aspectos, conseguimos aprovar o novo FUNDEB (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação), com ampliação de recursos, essenciais ao sistema público de ensino, em que vale ressaltar que 86% dos estudantes brasileiros estudam em escolas públicas, mas falta a regulamentação em que essa agenda se faz urgente. E algumas políticas nacionais ficaram na contramão do esperado como a de alfabetização e de inclusão, em que se faz necessário um debate com quem realmente faz a educação acontecer no chão da sala de aula, professores e estudantes.

No  entanto, nos emocionamos com as histórias de professores, se reinventando e mostrando toda a força de seguir com a Educação. Entre tantas histórias, vimos o Professor Luis Felipe Lins, vencedor do Educador Nota 10 com o projeto Geometria e Construção, Professora Doani Emanuela Bertan, top 10 no Global Teacher Prize, considerada ao Nobel da Educação, com o trabalho de inclusão e ensino de libras. 

Além disso, vivenciamos algo que era esperado por todos, a valorização da família junto a Educação! Mas também, convivemos de perto com as desigualdades devido a ausência de políticas públicas para conectividade e infraestrutura, em que novamente não faltou criatividade e o desenvolvimento de competências digitais, com inclusões de metodologias ativas e o ensino híbrido sendo muito utilizado.

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

Colunista

Débora Garofalo é Assessora Especial de Tecnologias da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo (SEE SP) e professora da rede pública de ensino de São Paulo. Formada em Letras e Pedagogia, mestranda em Educação pela PUC-SP, vencedora na temática Especial Inovação na Educação no Prêmio Professores do Brasil, Vencedora no Desafio de Aprendizagem Criativa do MIT e considerada uma das dez melhoras professoras do mundo pelo Global Teacher Prize, o Nobel da Educação.

E diante de tudo, o que podemos esperar para a Educação em 2021?

Entender que este panorama com todos os acertos e dificuldades nos fazem ser mais assertivos e traçar um melhor planejamento, centrado em foco nas soluções dos problemas educacionais.

E que este momento é que devemos manter a tranquilidade e nos encher de esperança para viver 2021! Sabemos que será um ano para superarmos desafios e esperamos estarmos mais seguros para voltar as aulas presenciais, mas sem se esquecer dos muitos aprendizados deste ano, em que aqui reunimos alguns.

A tecnologia chegou para ficar

A tecnologia chegou para ficar, mas ela sozinha não possui poder para transformar e impulsionar a educação, é essencial sempre nos lembrarmos do papel dela em sala de aula, mas que ela precisa vir acompanhada de inovação, metodologias ativas, ensino híbrido que são meios eficazes para promover o protagonismo juvenil e a autoria e que no processo de aprendizagem é necessário trabalhar com resoluções de problemas, colaboração, empatia. 

Educação integral

É necessário promovermos uma educação integral, com valores integrais, promovendo uma escuta ativa com os estudantes e rompendo assuntos que são tão essenciais a educação, como uma educação antirracista, com inclusão de todos e o envolvimento do território educativo. 

Foco na comunidade Aprendente

Vimos a família reconhecer e valorizar  a Educação, cultivar esse laço é essencial, sendo necessário resgatar uma comunidade aprendente que envolve todo território educativo, em ações de pertencimento e que lembre que a Educação é responsabilidade de todos.

Habilidades Socioemocionais

Todos sofremos com o distanciamento social, é será necessário intensificar o trabalho com as habilidades socioemocionais, para que possamos trabalhar com emoções e sentimentos e ter a oportunidade de vivenciar na educação diversas situações que serão exigidas na vida em sociedade. 

Superar desafios

Teremos muitos desafios a superar, como déficit de aprendizagens, evasão escolar, falta de recursos e de infraestrutura, devido a crise econômica e que será necessária um planejamento que contemple esses pontos e que seja realizado trabalhos interdisciplinares e transdisciplinares com uma escola que faz sentido às nossas crianças e jovens, em um ambiente que traga desafios, e a criatividade como uma premissa a todos.

Um abraço e até 2021, 

Débora

A necessidade de resgatarmos na Educação a comunidade aprendente

By | Educação inovadora | No Comments

O ano de 2020 tem sido um grande aprendizado a todos. E podemos até arriscar a dizer que estamos vivendo em um mundo que não reconhecemos mais, devido a cuidados essenciais com a pandemia e o enfrentamento do distanciamento social.

Lidar com o cenário da pandemia principalmente na Educação tem sido desafiador ao mesmo tempo que nos apresenta maneiras diferentes de possibilitar novos caminhos a Educação, como a necessidade de resgatar a comunidade aprendente.

A Educação é feita a muitas mãos e envolver esses muitos atores é essencial para que possamos caminhar rumo a educação integral, pautada na equidade e na qualidade de ensino, e como dizem a teoria é maravilhosa o difícil é realmente colocarmos em prática, nada como a resiliência e a persistência e o envolvimento de ações para o exercício da comunidade que sempre está disposta a aprender.

Alguns pontos são essenciais para que possamos estimular a comunidade aprendente, nesse momento de educação emergencial, mas também no retorno gradual das aulas presenciais.

A comunidade aprendente é que aquela que dispõe que todos estão em prol de um objetivo comum e que possui responsabilidades e deveres, isso inclui a escola, estudantes, familiares e o território educativo.

Quando ingressamos em alguma comunidade, buscamos uma referência comum, como algo que nós interesse profundamente e temos várias causas e em grupos principalmente em redes sociais. A ideia é fortalecer esse conceito também a educação, priorizando algumas redes de apoio que são essenciais, pensando que teremos muito desafios para recuperar a aprendizagem do ano 2020.

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

Colunista

Débora Garofalo é Assessora Especial de Tecnologias da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo (SEE SP) e professora da rede pública de ensino de São Paulo. Formada em Letras e Pedagogia, mestranda em Educação pela PUC-SP, vencedora na temática Especial Inovação na Educação no Prêmio Professores do Brasil, Vencedora no Desafio de Aprendizagem Criativa do MIT e considerada uma das dez melhoras professoras do mundo pelo Global Teacher Prize, o Nobel da Educação.

Desta maneira, precisamos olhar para cada comunidade que temos dentro da unidade escolar e buscar que se transforme em uma comunidade aprendente capaz de se integrar através de projetos e que  contribua para que a educação ocorra.

Não adianta apenas temos excelentes professores e estudantes, é preciso que haja de fato uma comunidade integrada e aprendente em que todos juntos possam remar em uma mesma direção que conduza ao processo de aprendizado e que fortaleça a escola para o diálogo e que exerça uma gestão democrática, capaz de organizar espaços e se abrir para os  problemas da comunidades, envolvendo o território educativo, afinal convivência e transformação social são essências de uma boa educação que pode se limitar a apenas um ator. 

Deixo aqui dica de série que pode ajudar a refletir sobre esse período e a fortalecer o vínculo de uma comunidade aprendente.

Distanciamento Social: Filmada durante a quarentena, esta antologia revela os altos e baixos do dia a dia das pessoas que tentam se manter conectadas em meio ao isolamento. A série  está em exibição na Netiflix.

Precisamos de fato unificar a rede de apoio em prol de soluções comuns, dando segurança para que todos os atores possam contribuir para o processo, que não é feito apenas por um segmento, mas por um conjunto.

Um abraço e até a próxima,

Débora

A hora e a vez dos Professores no centro da Educação

By | Educação inovadora | No Comments

O mês de outubro é especial é nele em que comemoramos o dia dos professores! A data no mundo é comemorada no dia 05 de outubro, enquanto no Brasil comemoramos no dia 15 de outubro. Você já parou para pensar o que  existe por detrás desta data tão especial?!

A data no Brasil foi decretada por Pedro I que na ocasião criou o ensino elementar no Brasil e no decreto dispôs sobre o salário dos professores, além das matérias básicas que todos os alunos deveriam aprender e ter contato. 

A educação se faz a muitas mãos, mas sem dúvida nenhuma, os professores estão no centro deste processo! E em especial, esse ano, os professores se reinventaram diariamente diante dos desafios da pandemia.

Ao longo deste ano, ouvi muitas histórias emocionantes, a começar pela minha própria orientadora do Mestrado que se viu diante de um dilema em seguir com aulas mediadas com tecnologia, mesmo com dificuldades de se conectar e que recentemente me relatou que as aulas estão acontecendo e que  estão deliciosas!

Sem contar a infinidade de histórias pelo Brasil, para que a educação não parasse! E me coloco aqui também. Minha trajetória como professora ficou conhecida por muitos, através do reconhecimento internacional do Global Teacher Prize que é considerado o nobel da Educação, em que fui considerada como uma das dez melhores professoras do mundo pelo trabalho de robótica com sucata.  Deixo aqui o link que conta um pouco desta trajetória que se tornou uma política pública no Estado de São Paulo. 

Durante o ano passado e esse vi muitos professores se inspirando com a minha história, outros me agradecendo e muitos querendo aprender para replicar. Muitas destas histórias me deram forças para seguir, sabemos que no dia a dia da sala de aula passamos muita coisa e ter a troca com o outro é essencial. 

O que não poderia saber e nem prever, que também precisaria me reinventar enquanto professora! Lecionando aulas de tecnologia, me vi com a necessidade de encontrar novos caminhos para oportunizar o ensino de programação, cultura maker, entre outros. 

Nunca tinha ministrado uma aula para uma câmera, e de repente me vi fazendo isso para uma rede inteira e com aulas de programação, cultura maker e recebendo novos alunos, aqueles que não tinha um contato tão próximo, possibilitado pelos novos tempos e por permitir se experimentar.

Temos muito o que avançar no quesito de educação, mas se chegamos até aqui, muito deste esforço são de professores que merecem todo o nosso respeito e nossa valorização, com plano de carreira, formação docente, acesso a melhores infraestrutura, entre outros e que neste momento estão fazendo história, transformando um momento difícil em novas oportunidades de aprendizado, ao não permitir que nenhum estudante fique para trás.  

Parabéns professores, por transformar vidas, que possamos continuar nessa caminhada a continuar conquistando mais espaços. É necessário ter altas expectativas para todos os nossos estudantes, mas é essencial ter altas expectativas aos nossos professores.

Um abraço carinhoso,

Débora

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

Colunista

Débora Garofalo é Assessora Especial de Tecnologias da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo (SEE SP) e professora da rede pública de ensino de São Paulo. Formada em Letras e Pedagogia, mestranda em Educação pela PUC-SP, vencedora na temática Especial Inovação na Educação no Prêmio Professores do Brasil, Vencedora no Desafio de Aprendizagem Criativa do MIT e considerada uma das dez melhoras professoras do mundo pelo Global Teacher Prize, o Nobel da Educação.

A importância da criatividade e o pensamento crítico no processo de aprendizagem

By | Educação inovadora | No Comments

A criatividade e o pensamento crítico são habilidades socioemocionais e precisam ser exercitada a todo o momento na educação para o desenvolvimento integral  do estudante. Conhecer um pouco mais sobre elas é fundamental para colocá-las em práticas no dia a dia escolar.

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) em suas 10 competências, descreve o objetivo de desenvolvimento e ao longo das competências enfatiza o trabalho com a criatividade e o pensamento crítico.

O ser humano, em sua essência traz o trabalho com a criatividade e com o pensamento crítico. Os avanços com a revolução industrial, a inteligência artificial e as mudanças ocorridas pela tecnologia colocaram essas habilidades no centro do processo de aprendizagem e a escola é um espaço propício para que essas habilidades sejam desenvolvidas e trabalhadas  ao longo do processo de aprendizagem. 

Habilidades socioemocionais híbridas

A criatividade e o pensamento críticos são competências socioemocionais híbridas, porque misturam aspectos socioemocionais, como por exemplo, aspectos da criticidade, mas também do processo de criação que passa por si e pelo outro que trabalham a colaboração, a empatia, a abertura ao novo, ao autocuidado, autogestão, alternando com competências cognitivas que  faz esse hibridismo. 

O fato destas competências serem híbridas permitem uma série de possibilidades na sala de aula, como estar aberto a vivenciar novas aprendizagens,  ter curiosidade de aprender, ser resiliente para expor o pensamento crítico e também criar em busca de novas aprendizagens e experimentações, permitindo sair da zona de conforto, mas resolvendo problemas ao exercitar o pensamento lógico, sendo assertivo. 

Além disso, essas habilidades trabalham aspectos essenciais para formação do estudante integral que busca por informações, pesquisa, que projeta lidar com situações conflituosas e que toma decisões através do exercício do pensamento crítico. Ao mesmo tempo que a criatividade busca por soluções de problemas, através da mobilização da capacidade criativa individual e ou em grupo, sendo essencial para a vida em sociedade e futuramente para a vivência no grupo de trabalho.

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

Colunista

Débora Garofalo é Assessora Especial de Tecnologias da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo (SEE SP) e professora da rede pública de ensino de São Paulo. Formada em Letras e Pedagogia, mestranda em Educação pela PUC-SP, vencedora na temática Especial Inovação na Educação no Prêmio Professores do Brasil, Vencedora no Desafio de Aprendizagem Criativa do MIT e considerada uma das dez melhoras professoras do mundo pelo Global Teacher Prize, o Nobel da Educação.

Para levar a sala de aula

Nas 10 competências da Base Nacional Comum Curricular, vemos um retrato do estudante que queremos formar e as habilidades que são necessárias para almejar essa formação. Inclusive neste momento de ensino emergencial é possível desenvolver uma proposta pedagógica em que o estudante possa trabalhar com essas habilidades.

A cultura maker, a todo o momento está trabalhando com o pensamento crítico e também com a criatividade que os estudantes têm que mobilizar diversos conhecimentos para construir os seus projetos que o processo tem uma importância muito maior do que o produto final.

O mesmo podemos dizer para o ensino de programação que pode ocorrer de maneira desplugada, através de vivências concretas e no plugado com o auxílio de programas específicos e que envolve o desenvolvimento das habilidades de criatividade ao criar narrativas digitais, jogos e ou programações para os protótipos e ainda o exercício do pensamento crítico ao exercitar o raciocínio lógico e pensar e refletir na resolução de problemas, colaborando para uma educação integral em que os estudantes participem ativamente do processo de construção da aprendizagem e que futuramente possa contribuir  para a vida em sociedade.

Citamos dois exemplos, mas é possível inovar e trabalhar com a criatividade e pensamento crítico a partir de diversos materiais, entre eles, o material didático, recursos digitais, tudo depende da maneira que será apresentado e abordado em sala de aula, trabalhando com uma aprendizagem ativa. 

Nossos jovens e crianças  aprendem de uma maneira diferenciada e temos que dar a oportunidade de aprender com o outro, ouvindo, lendo, aguçando sua vontade de aprender, experimentando para que possa dialogar com as diferenças e aprender a partir delas, respeitando os diferentes estilos e ritmos de aprendizagens em uma educação que considera o aluno de maneira integral.  

Um abraço carinhoso, 

Débora