Como utilizar a realidade virtual em suas aulas

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Que tal inserir a realidade virtual em suas aulas?! O benefício de usar a realidade virtual nas aulas está na interação e possibilidades de aprendizagem, além da adaptação do ensino a partir das necessidades singulares dos estudantes.

Aquele aluno que possui alguma dificuldade de acompanhar o aprendizado com os demais colegas poderá sentir mais confiança a aprender através dos recursos digitais. Além de ser propulsor a aprendizagem em todas as disciplinas do currículo.

Saiba mais

A realidade virtual é uma tecnologia de interface entre um usuário e um sistema operacional, que tem o objetivo de recriar ao máximo a sensação de realidade. Ela apresenta aos nossos sentidos (paladar, tato, olfato, visão e audição) um ambiente virtual, que podemos explorar de várias formas e funciona através dos óculos VR funciona de uma maneira simples, basta baixar, pelo celular, as fotos ou os vídeos em 360º graus, que são imagens tiradas em sequência e agrupadas, permitindo essa visão. Depois, é só colocar o aparelho dentro dos óculos e vivenciar esse momento.

As imersões em ambientes virtuais propiciam a reprodução de vivências e experiências que facilitam a compreensão do currículo, tornando mais atrativo, envolvente e significativo.

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

Colunista

Formada em Letras e Pedagogia, pós-graduada em Língua Portuguesa pela Unicamp e mestranda em Educação pela PUC de SP. É professora de Tecnologias, trabalha com Cultura Digital, Robótica com sucata/livre, programação e animações; e implementação em tecnologias em Escolas Públicas. Vencedora na temática Especial Inovação na Educação no Prêmio Professores do Brasil e Finalista no Global Teacher Prize, considerado o Nobel da Educação.

Produzindo os seus óculos

E se o custo ainda é considerado um desafio, saiba que é possível criar óculos com a turma e usufruir dos benefícios no processo de aprendizagem.

 Google Cardboard é uma plataforma de realidade virtual desenvolvida pelo Google para usar no smartphone. A plataforma foi concebida com o propósito de gerar acessibilidade à realidade a virtual. Ela traz também a montagem e operação do visualizador, os óculos VR. O Google também fornece o modelo dos óculos Google Cardboard, então você pode imprimir este material.

Materiais Google Cardboard

  • Molde do Google Cardboard
  • Duas lentes específicas
  • Papelão
  • Ímã
  • Velcro
  • Elástico
  • Tesoura
  • Cola quente

Celular e ou smartphone com sistema operacional Android

Benefícios para levar a realidade virtual para a sala de aula

Desenvolvimento de habilidades

Simulações de realidade virtual auxiliam os alunos a aprender habilidades práticas, e um dos maiores benefícios é que os alunos podem aprender a partir de cenários realistas, emergindo em novas culturas, sem sair da sala de aula.

Colaboração

A tecnologia de realidade virtual tem o potencial de aumentar a colaboração entre professores e alunos, ao aumentar a motivação do aluno e melhoram a colaboração e a construção do conhecimento.

Viagens virtuais

Para tornar esse processo mais atrativo, o professor junto da turma pode experimentar o programa de realidade virtual, já existentes, um desses programas é o Google Expeditions. O Professor decide onde emergir. Também é possível utilizar o Google Street View 360, RYOT VR, Youtube 360, Discovery VR.

Aprendizagem baseada em jogos

A realidade virtual alterar a forma como os jogos podem ser utilizados ​​para o aprendizado. A aprendizagem baseada em jogos funciona através do aumento do engajamento e a motivação.

E você, querido(a) professor(a), já vivenciou a experiência com a realidade virtual? Conte aqui nos comentários! Compartilhe conosco suas experiências.
Um abraço,

Débora

Dia nacional do livro infantil

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Dia 18 de abril é comemorado o Dia do Livro Infantil no Brasil. A data foi escolhida em homenagem ao dia de nascimento do escritor Monteiro Lobato.

Com a vontade de “fazer livros onde as crianças possam morar”, Monteiro Lobato foi um dos mais importantes escritores brasileiros e criou obras infantis com personagens que perduram há várias gerações.

Todo mundo já ouviu falar de Emília, Narizinho, Pedrinho, Visconde de Sabugosa, Tia Nástacia e Dona Benta… afinal, essas personagens marcaram a infância de muita gente.

Nesta data especial, ninguém melhor do que Pedro Bandeira, autor e estudioso de Monteiro Lobato, para falar sobre essa figura tão presente na literatura infantil!

MONTEIRO LOBATO: GÊNIO OU VILÃO?

Por Pedro Bandeira

No ano em que a obra de Lobato passa a domínio público, recrudescem as críticas aos pontos sombrios de sua atuação política na primeira metade do século passado: Racista! Eugenista! Classista! Aristocrata enrustido!

Não pretendo defender sua memória procurando negar essas acusações porque é verdade que em cartas para seus amigos e em algumas crônicas cabeludas o escritor de Taubaté soltou a língua escrevendo opiniões que arrepiam os cabelos dos leitores do século XXI. Um vilão!

Mas, como escritor para crianças, Lobato foi somente um GÊNIO. Ele criou uma menina de 7 aninhos perfeita, a maravilhosa Narizinho. Penetrou em sua mente, vasculhou sua capacidade de fantasiar o mundo, revelou sua curiosidade criativa, tudo isso antes que a Psicologia tentasse explicar-nos o que ocorre nas cabecinhas dos seres humanos em sua fase de formação da personalidade, em seu amadurecimento, em sua preparação para a vida adulta. Releia Reinações de Narizinho e surpreenda-se com a perfeição com que ele compreendeu como somos, como criamos e como fantasiamos nesse período da vida em que não se é mais uma “criancinha” e ainda não se chegou à pré-adolescência. Ou melhor, leia a adaptação que eu fiz deste livro e intitulei como Narizinho, a menina mais querida do Brasil, com lançamento previsto para 2019.

O único ponto que alguns consideram deslizes de Lobato são os momentos em que a boneca Emília ofende a Tia Nastácia com xingamentos racistas. Nesse ponto, compreenda que Lobato criou uma boneca que, ao conseguir falar, demonstra-se como alguém que nunca recebeu educação e que fala o que lhe vem à veneta.

Ou faça como eu faço: ao pensar em meu pai, suponho que ele tenha sido uma pessoa normal, com qualidades e defeitos. Mas, quando eu falo dele, esqueço os defeitos e até douro suas qualidades. No caso de Lobato, suas qualidades como brasileiro e como escritor superam com imensa folga os defeitos que ele eventualmente tenha revelado como o ser humano que foi. E essas qualidades são tantas, que eu afirmo que ele fez minha cabeça, como meu pai teria feito se não tivesse morrido tão cedo, quando eu ainda estava na barriga da minha mãe.

PARA SABER MAIS SOBRE MONTEIRO LOBATO:

BAIXE JÁ | Chegou a nova edição da revista Educatrix

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A nova edição da revista Educatrix está disponível para download!

Nesta edição, apresentamos o tema Família e Escola, com reportagens especiais para colaborar com a escola na abertura de diálogos consistentes com as famílias com foco na formação integral do aluno. Um olhar atento para ajudar as instituições de ensino a entenderem melhor as expectativas das famílias e colaborar com algumas práticas para tornar essa relação uma parceria de sucesso.

De olho na BNCC

Para auxiliar as escolas nessa fase de transição, convidamos o professor Nilson José Machado para tirar as principais dúvidas que a nossa equipe de assessores pedagógicos tem levantado em escolas de todo o Brasil. Preparamos um especial com autores e editores de livros didáticos como colocar a BNCC na prática nos componentes curriculares.

Chegou a hora da sua escola inovar?

Pensando nos novos desafios da educação, convidamos Débora Garofalo, autora da nossa coluna Educação Inovadora e finalista do Global Teacher Prize 2019, para uma reportagem sobre a metodologia STEAM e sobre como democratizar novas tendências educacionais para vários perfis de escolas.

Tem ainda um texto incrível escrito por Ilan Brenman, nosso autor exclusivo, e a trajetória de vida de Maria Montessori.

A Educatrix está recheada de novidades e está esperando por você!

Acesse a revista on-line e fique por dentro de assuntos e tendência da educação.

Aprendizagem Colaborativa

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Querido professor, você já ouviu falar em aprendizagem colaborativa? Ela é uma abordagem efetiva de tornar o aprendizado envolvente, significativo, permitindo que os estudantes atuem de forma ativa dentro do processo de ensino e aprendizagem.

Essa abordagem permite o desenvolvimento de equipes de trabalho em torno de um problema real, valorização do conhecimento prévio, compartilhamento de saberes individuais e coletivos, além da construção do respeito mútuo e da empatia, trabalhando com a liberdade de expressão, visando atingir um consenso.

Os pilares do aprendizado consistem em reunir os alunos em torno de um objetivo comum, com a mediação e parceria do professor, que conduzirá os trabalhos para que todos se esforcem e se dediquem para alcançar o aprendizado desejado e ou a mobilização de novos conhecimentos, estando alinhado a BNCC e suas competências de ensino no que tange o exercício do pensamento cientifico, crítico e criativo; cultura digital; argumentação; autoconhecimento e autocuidado; empatia e colaboração.

Nesta abordagem, todos aprendem em conjunto, oportunizando a capacidade e autonomia dos discentes. Sendo um importante modelo para romper com as estruturas tradicionais de ensino e alavancar a aprendizagem em modelos ultrapassados que já não condizem com nossa atual sociedade e nem com as demandas e expectativas dos nossos estudantes.

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

Colunista

Formada em Letras e Pedagogia, pós-graduada em Língua Portuguesa pela Unicamp e mestranda em Educação pela PUC de SP. É professora de Tecnologias, trabalha com Cultura Digital, Robótica com sucata/livre, programação e animações; e implementação em tecnologias em Escolas Públicas. Vencedora na temática Especial Inovação na Educação no Prêmio Professores do Brasil e Finalista no Global Teacher Prize, considerado o Nobel da Educação.

Aprendizagem colaborativa na prática

Ferramentas digitais tem sido um grande facilitador da estratégia da aprendizagem colaborativa, importante ressaltar que a propostas abordadas devem sempre vir acompanhadas de desafios e atividades que privilegiam o trabalho em grupo e a construção coletiva de saberes, onde a autonomia e a cooperativismo, devem ser amplamente estimulados.

Ferramentas digitais que auxiliam na aprendizagem colaborativa

Blogs: temos hoje opções gratuitas, como o blogspot, onde os estudantes podem postar conteúdos, comentar e divulgar, ampliando e enriquecendo debates, construções de conhecimentos e exercitando o senso comum de forma ética e reflexiva e toda a comunidade escolar pode se beneficiar deste recurso.

Chats: proporcionam tempo real, fazem uma extensão da sala de aula e proporcionam colaboração para utilização deste espaço. Importante salientar que o professor estará mediando a conversa, estando à disposição dos alunos, podendo combinar horários estabelecidos.

Um modelo de chat, pode ser o Messenger que permite interação em grupos; grupos fechados de facebook; twitter que permite a escrita em 280 caracteres; google sala de aula, que permite a construção de atividades com recursos de colaboração.

Vídeos: recursos digitais são importantes para o desenvolvimento do trabalho colaborativo, desde a construção do trabalho que se dá através da elaboração de roteiros e execução dos vídeos, que podem ser produzidos curtos, documentários e até filmes de animações como o stop motion, que é uma técnica de foto quadro a quadro.

E você querido professor, como lida com a aprendizagem colaborativa em suas aulas. Conte aqui nos comentários e ajude a fomentar práticas docentes, mais também interação e autonomia dos alunos.

Um abraço,

Débora

Dia Internacional do Livro Infantil

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Você sabe por que no dia 02 de abril comemoramos o Dia Internacional do Livro Infantil?

A data homenageia o pai dos contos de fadas moderno: o escritor Hans Christian Andersen. Nascido em 2 de abril de 1805, Andersen ficou conhecido por escrever histórias como Soldadinho de Chumbo, A Pequena Sereia, Patinho Feio, A Roupa Nova do Imperador e muitas outras que fazem parte da formação de gerações de crianças em todo o mundo.

É sempre bom lembrar que o dia não foi definido aleatoriamente e, sim, com o propósito de incentivar e conscientizar sobre a importância da leitura em todas as idades.

O hábito de ler deve começar desde cedo, ainda com a leitura de imagens. O essencial é despertar o interesse e guiar os passos das crianças nesse universo mágico que é a literatura. Por isso, o incentivo deve vir de todos: pais, familiares, professores, e comunidade ao redor, formando uma legião de novos leitores.

Saiba mais sobre a obra:

Histórias que Andersen aprendeu em vida e soube transmiti-las a seus leitores. Walcyr Carrasco as reconta em linguagem acessível, divertida e ágil, numa linguagem direta, que deixa as personagens inteiramente à vontade diante dos leitores, sejam eles grandes e pequenos.

Temos muito a aprender com os dois escritores – Andersen e Walcyr Carrasco – que, aqui reunidos, compartilham essa edição dos contos de fadas. Participemos dessa aprendizagem, para que nossa vida, como a do autor dinamarquês, também se pareça a um conto de fadas.