Tecnologias Assistivas na Educação

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Para conversar sobre Tecnologias Assistivas, é necessário antes dialogar sobre Educação Inclusiva.

A educação inclusiva compreende um espaço para todos, favorecendo a diversidade por acolher os estudantes com mobilidade reduzida. O tema ainda é muito delicado na educação, por conter diversas fragilidades, como: salas com muitos alunos, ausência de funcionários, formação docente.

Há necessidades que interferem de maneira significativa no processo de aprendizagem e que exigem atitudes educativas específicas da escola, como utilização de recursos e apoio especializado para garantir a aprendizagem dos estudantes. É neste cenário que as Tecnologias Assistivas podem contribuir para que o professor atue dentro da sala de aula.

Saiba mais sobre Tecnologias Assistivas

É uma área do conhecimento que tem como característica interdisciplinar ao englobar produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que promovem a funcionalidade relacionada à atividade e participação de pessoas com deficiência, mobilidade reduzida, visando sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social.

Mas, como colocar isso em prática?

Para transformar a educação, alguns caminhos e passos são possíveis a começar pelo acolhimento, como:

Abertura ao diálogo: Abrir espaços para que alunos, comunidade, familiares, professores, funcionários possam conversar sobre a diversidade, valorizando convívio, interação, cooperação e respeito mútuo.
Formação docente: É necessário o fortalecimento de formação dos professores, buscando criar uma rede de apoio entre educação e saúde.
Flexibilização do Currículo: É necessário flexibilizar o currículo, atendendo à realidade de cada estudante. Não é uma tarefa fácil, principalmente quando faltam recursos, mas é um passo essencial na construção de aprendizagem destes alunos. Levar para sala de aula artigos, vídeos, textos, músicas que abordem as experiências e aprendizagens em inclusão, como debates sobre culturas, povos, raças e as diferentes necessidades especiais.
Projeto pedagógico inclusivo: A inclusão deve garantir a todas as crianças e jovens o acesso à aprendizagem por meio de possibilidades de desenvolvimento. Algumas são passíveis ocorrer pelo Conselho de Escola e APM, como mudanças são na reestruturação física das escolas, com a eliminação das barreiras arquitetônicas, espaço acolhedores de aprendizagem

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

Colunista

Débora Garofalo é Assessora Especial de Tecnologias da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo (SEE SP) e professora da rede pública de ensino de São Paulo. Formada em Letras e Pedagogia, mestranda em Educação pela PUC-SP, vencedora na temática Especial Inovação na Educação no Prêmio Professores do Brasil, Vencedora no Desafio de Aprendizagem Criativa do MIT e considerada uma das dez melhoras professoras do mundo pelo Global Teacher Prize, o Nobel da Educação.

Recursos gratuitos disponíveis

Atualmente, existe uma série de programas para os alunos com mobilidade reduzida. Entre eles, podemos citar os programas gratuitos:

Teclado virtual que pode ser utilizado na tela do computador com auxilio de uma caneta especial.

Head mouse é um programa desenvolvido para permitir que pessoa que não tem os movimentos dos braços possam usar o computador e navegar pela internet sem ajuda de outras pessoas ao captar a imagem sendo acionado com um movimento e um piscar de olhos.

DOSVOX é um sistema destinado a auxiliar a fazer uso de computadores através do uso de sintetizador de voz.

PRO DEAF O software faz tradução de texto e voz da Língua Portuguesa para Libras, a língua brasileira de sinais, para facilitar a comunicação entre deficientes auditivos e ouvintes.

HandTalk Para deficientes auditivos que utilizam a Língua Brasileira de Sinais ou para quem deseja se comunicar com eles, mesmo sem saber LIBRAS, o aplicativo funciona como um tradutor simultâneo dos dois idiomas. A ferramenta está disponível gratuitamente no Google Play e na AppStore.

A educação inclusiva é um caminho para contemplar a diversidade mediante a construção de uma escola que ofereça propostas e que atenda às reais necessidades dos alunos, criando espaços de convivência. São muitos os desafios, mas, as iniciativas e as alternativas realizadas pelos educadores são fundamentais para este processo.

E você querido professor, como trabalha com a educação inclusiva em sua sala de aula? Conte aqui, nos comentários.

Um abraço.

A mídia impressa ajuda a proteger as florestas

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No mundo todo, indústrias que usam madeira para produção de celulose e de papel plantam, todo os dias, o equivalente à área de 1.500 campos de futebol de florestas. No Brasil hoje, há 7,8 milhões de hectares de plantações de árvores, na maioria eucaliptos e pinus. Muitas pessoas chamam esse tipo de plantio de “reflorestamento”, mas não é correto dizer isso, uma vez que não se trata de substituir uma floresta nativa por outra, plantada com espécies exóticas.

As áreas destinadas ao plantio de árvores para produção de celulose e papel, no Brasil, são aquelas que há muitas décadas já são usadas para atividades agropecuárias. Tal plantio em nada prejudica a manutenção de ecossistemas nativos. Ao contrário, ao plantar as árvores que serão usadas como matéria-prima, essas indústrias ajudam a evitar a destruição de matas nativas. Além disso, a indústria brasileira de base florestal é responsável pela preservação de 5,6 milhões de hectares de ecossistemas nativos, ou seja, 0,7 hectares de matas preservadas para cada um dos 7,8 milhões de hectares de florestas plantadas. É importante observar que as áreas plantadas com árvores para produção de celulose e papel correspondem a apenas 0,3% do território nacional ou 2,2% da área disponível para agricultura atualmente.

Outras pessoas dizem que a plantação de eucaliptos é prejudicial ao meio-ambiente por ser uma monocultura. Mas, assim como tantas outras monoculturas, seu manejo correto pode permitir um equilíbrio satisfatório com o meio ambiente. Esse tipo de manejo acontece nos plantios realizados pela indústria brasileira. O Brasil já é o 7º no ranking total de certificações do sistema FSC, a principal entidade certificadora de boas práticas no manejo florestal, respeitada mundialmente.

Manoel Manteigas de Oliveira

Diretor técnico da Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica – ABTG e de Two Sides Brasil

Cultura Digital: o que é e como trabalhar em sala de aula

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A cultura digital busca integrar a realidade com o mundo virtual. Ganhou grande importância na educação com a homologação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), devido às mudanças sociais significativas, ao avanço tecnológico da informação e ao crescente acesso a dispositivos como computadores, telefones celulares e tablets.

Todo esse contexto impõe à educação novos desafios em relação ao papel e à formação dessas novas gerações, contribuindo para que os estudantes tenham atitudes críticas em relação ao conteúdo. Quando essas novas linguagens são incorporadas ao currículo, é possível reinventar modelos de promover a aprendizagem, a interação e o compartilhamento de significados entre professores e alunos.

Saiba mais

Como a BNCC contempla a cultura digital?

“Contempla a cultura digital, diferentes linguagens e diferentes letramentos, desde aqueles basicamente lineares, com baixo nível de hipertextualidade, até aqueles que envolvem a hipermídia”.

Ferramentas e atividades que podem ser utilizadas em sala de aula

As novas práticas de linguagens próprias da cultura digital, passaram por reelaboração dos gêneros impressos em função das transformações tecnológicas.

Fique por dentro

A BNCC não contempla ferramenta digital, mas, é possível utilizar, inclusive do celular, permitindo empatia, colaboração e interatividade para as aulas.

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

Colunista

Débora Garofalo é Assessora Especial de Tecnologias da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo (SEE SP) e professora da rede pública de ensino de São Paulo. Formada em Letras e Pedagogia, mestranda em Educação pela PUC-SP, vencedora na temática Especial Inovação na Educação no Prêmio Professores do Brasil, Vencedora no Desafio de Aprendizagem Criativa do MIT e considerada uma das dez melhoras professoras do mundo pelo Global Teacher Prize, o Nobel da Educação.

Fizemos um apanhando de ferramentas que podem potencializar o aprendizado da cultura digital para dentro da sala de aula. Vamos lá?

Blog: É um gênero textual digital, veiculado na internet e serve como meio de comunicação virtual. É possível criar um blog específico que possibilite a integração de foto, texto e vídeo, possibilitando atividades em sala de aula, como a criação de um diário, um jornal interativo ou a realização de um documentário. Entre os programas destacamos o  WordPress, Tumblr, Blogger, todos gratuitos.

Meme ou charge digital: O termo é bastante conhecido e utilizado no “mundo da internet”, devido ao fenômeno da “viralização” de uma informação, ou seja, qualquer ideia que se espalhe rapidamente e alcance muita popularidade. Pode ser criado a partir de ferramentas gratuitas e intuitivas como o Canvas e o Meme Mania. O professor pode trabalhar com esses gêneros como com a criação de tirinhas educativas ou histórias em quadrinhos.

Vídeo-minuto: Os alunos se identificam muito com este gênero, pela possibilidade de internalizar e oralizar acontecimentos. Além dos disponíveis pelo aplicativo do celular, também é possível trabalhar com o Windows Movie Maker, que é bem intuitivo e possui ferramentas de edição. O professor pode trabalhar com animações, curtas-metragens e até documentários.

Fanfic: É um gênero voltado para leitura e escrita de histórias. Pode ser realizado através do Playfic, um site com uma programação simples. Lá, o usuário pode criar sua narrativa e dar a chance aos leitores de escolherem o final da história.

Mobilizar práticas de cultura digital em diferentes linguagens, gêneros, mídias e ferramentas é importante para expandir e produzir sentidos, tornando os alunos protagonistas da construção do conhecimento.

E você, querido professor, como está trabalhando com a cultura digital em sala de aula? Quais atividades você já desenvolveu com os alunos e quais ferramentas já utilizou? Conte aqui nos comentários!

Um abraço,

Débora

Armandinho + Moderna

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É isso mesmo, Armandinho, o garotinho de cabelos azuis e cheio de empatia por todos os seres, agora faz parte de uma parceria entre a Moderna e o ilustrador Alexandre Beck, criador das tirinhas do personagem.

Ao longo do ano ouviremos o que Armandinho tem a dizer sobre diversos assuntos e temas, e estamos muito felizes por ele ter escolhido a nossa casa para tratar questões tão importantes.

Para acompanhar as novas tirinhas, acesse nosso facebook e instagram, elas serão publicadas a cada 15 dias 🙂

Sobre o criador

Alexandre Beck nasceu em 1971, na ilha de Florianópolis, Santa Catarina. Com treze anos foi premiado na Bienal Internacional de Kanagawa, Japão.

Fez graduação em Agronomia e Comunicação Social. Começou a produzir as tirinhas no jornal Diário Catarinense, em 2002. Em 2009 fundou a Arte & Letras Comunicação, para trabalhar com quadrinhos educativos voltados ao meio ambiente e segurança.

Atualmente, além do trabalho com quadrinhos, o autor está plantando uma agrofloresta.

O personagem Armandinho foi criado em 2010 e desde então, é um ícone de representação de uma criança questionadora sobre diversos assuntos, inclusive polêmicos, de forma crítica e inteligente. Para conhecer mais histórias e aventuras, acesse: www.facebook.com/tirasarmandinho

Sejam bem-vindos, Armandinho e Alexandre!

😊

REFUGIADOS – O GRANDE DESAFIO HUMANITÁRIO

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Por Gilberto M. A. Rodrigues

Refugiados são pessoas que fogem de um país devido a vários tipos de perseguição. Nos últimos anos, o número de refugiados vem aumentando no mundo e recentemente ultrapassou a marca da Segunda Guerra Mundial. Considera-se que o mundo vive hoje uma crise humanitária, sem precedentes. Segundo dados do Alto Comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR), atualmente são quase 70 milhões de pessoas que foram obrigadas a se deslocar de um território a outro dentro do mesmo país, ou para longe de seu próprio país (equivalente à população total da França). Os refugiados estão “no centro do mundo”. Por que isso está acontecendo?

As razões do aumento de refugiados no planeta se encontram no surgimento e na persistência de guerras e conflitos armados (As mais importantes são as da Síria, Afeganistão, Somália, República Democrática do Congo, Iêmen, Myanmar, Colombia, entre outras), em violações maciças de Direitos Humanos dentro de países (Venezuela e Nicarágua são exemplos) e perseguição por gangues e pelo crime organizado em Estados onde as autoridades não exercem controle sobre partes do território (por exemplo, Honduras, El Salvador, Guatemala e México). A consequência dessa crise é que muitos países têm que receber os refugiados e integrá-los em suas sociedades, o que muitas vezes é visto como algo negativo pela população local, gerando reações contrárias, como xenofobia e discriminação, e temor de que essas pessoas sejam criminosas e até terroristas.

Porém, receber refugiados é um dever jurídico e moral dos países, com base no princípio da solidariedade internacional. Praticamente todos os países no mundo se comprometeram a receber refugiados, ratificando acordos internacionais e aprovando leis internas para organizar o reconhecimento e a acolhida dessas pessoas. Há países em que essa recepção é muito alta, como a Turquia, que recebeu cerca de 3.5 milhões de sírios (equivalente à população do Uruguai); em outros, a recepção é baixa, mas está aumentando, como no caso do Brasil (que tem cerca de 10 mil refugiados reconhecidos, mas esse número tende a subir).

Os países desenvolvidos são os que menos recebem refugiados, mas são os que mais estão resistindo a recebê-los. Uma onda neoconservadora na Europa está pondo em xeque o reconhecimento e a importância dos refugiados para a economia e a cultura europeias – Isso pode ser visto claramente na Hungria, Polônia, Italia etc. A saída do Reino Unido da União Europeia (Brexit) também ter a ver com esse tema. Nos EUA, o governo quer construir um muro fechando toda a fronteira com o Mexico e expulsar migrantes e refugiados que já se integraram localmente. O fato é que a crise humanitária está levando muitas pessoas do Oriente Médio, África e América Latina a buscar refúgio em locais próximos (países fronteiriços) e em outros mais distantes, que oferecem melhores condições de vida para si e para seus filhos. É preciso entender que essa busca não é voluntária, é forçada. Essas pessoas não tem opção; é uma questão de vida ou morte.

O tema dos refugiados está se tornando cada vez mais motivo de debates nas escolas e universidades, de polêmicas na mídia e até de embates em campanhas políticas. Na América do Sul, a situação da Venezuela – que enfrenta a maior crise humanitária que se tem notícia na história da região – vem gerando um êxodo de migrantes e refugiados que buscam as fronteiras mais próximas – do Brasil e da Colômbia –para fugir.

Esse fenômeno, que não é apenas divulgado na mídia, mas vivenciado por muitos, devido à chegada e à proximidade dos refugiados em várias cidades brasileiras, coloca diversas questões importantes para o estudo e a compreensão da História, da Geografia, das Ciências Sociais e das Relações Internacionais.

No livro “Refugiados – O grande desafio humanitário”, Gilberto Rodrigues, professor e coordenador da Pós-Graduação em Relações Internacionais da Universidade Federal do ABC, aborda diversos elementos dessa temática, de forma interdisciplinar, explicando quem são os refugiados, à luz do Direito Internacional, como a ONU e os países agem para lidar com essa questão, de que forma o Brasil vem atuando como país de acolhimento de refugiados e quais os desafios para enfrentar essa crise humanitária – protegendo e integrando os refugiados.