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Professor, a hora e vez de cultivar a resiliência

By | Educação inovadora | No Comments

Definitivamente 2020 está sendo um ano desafiador! No início da pandemia e da suspensão das aulas presenciais, sem saber ao certo o que nos aguardava, tínhamos a sensação que seria um breve momento. No entanto, estamos há 6 meses vivenciando a educação emergencial, com poucos Estados brasileiros, ensaiando a volta às aulas presenciais e a maioria realizando um estudo deste momento.

E diante deste cenário de incertezas, que chegou o momento de cultivar a resiliência, professor. Fomos desafiados a nos reinventar, de introduzir novas metodologias, de engajar, de administrar novas maneiras de conteúdo, de apoiar pais e estudantes, sem contar todas as tarefas pessoais. Ufa!

Com o isolamento social e o acúmulo de atividades, a longo prazo, a soma de todas essa ações pode levar os professores à exaustão, por isso cuidar da saúde mental e cultivar a resiliência, são essenciais neste momento.

Como cultivar a resiliência

A resiliência nasce da maneira de como respondemos e interpretamos os fatos e ações. A questão central é como agir a esses estímulos e o momento exato que precisamos colocar em prática essa habilidade, em um mundo que muda a cada segundo. Ter esse cuidado conosco é fundamental! Falamos sempre que precisamos trabalhar com as habilidades socioemocionais com os estudantes, mas estamos trabalhando em nós? 

Devemos a cada dia, está preparado para as mudanças e elas são uma das únicas certeza que temos não poderemos controlar, por outro lado, a forma que vamos responder  a essas mudanças, passa por nosso controle emocional. 

Todos nós professores, entramos na educação com o objetivo de impactar a vida dos estudantes. E a chave para alcançar esse objetivo está na forma que lidamos com as respostas, oferecendo aos nossos estudantes mais estabilidade e sendo um modelo para que possa inspirá-los ao longo de sua trajetória. 

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

Colunista

Débora Garofalo é Assessora Especial de Tecnologias da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo (SEE SP) e professora da rede pública de ensino de São Paulo. Formada em Letras e Pedagogia, mestranda em Educação pela PUC-SP, vencedora na temática Especial Inovação na Educação no Prêmio Professores do Brasil, Vencedora no Desafio de Aprendizagem Criativa do MIT e considerada uma das dez melhoras professoras do mundo pelo Global Teacher Prize, o Nobel da Educação.

Foco na resiliência

A resiliência nos traz a oportunidade de exercitar o comportamento adaptativo e reconhecer nossas atitudes e ações, além de exercitar nossa capacidade na prática, com foco no o que, por que e como fazer essas ações. Estudos demonstram que podemos ser mais resilientes ao estresse do dia e dia se mantivermos foco diários, tornando mais forte, que permite prosperar e não apenas sobreviver. 

Compreender esses pontos nos auxilia a manter um equilíbrio saudável das nossas atividades e a seguir nessa carreira em contribuímos em prol do outro e em que a todo momento somos colocados a prova. Por isso, se torna tão essencial falarmos deste assunto e mais do que falarmos aumentar a resiliência da equipe, evitando assim o abandono da carreira docente e evitando doenças como a síndrome de Burnout, que ocorre pelo esgotamento físico e mental. 

Devemos cultivar a resiliência, porque nosso objetivo não é apenas ensinar nas sala de aulas, mas também aprender, superar desafios e cumprir propósitos, formar cidadãos integrais, mas também nos cuidar para que possamos contribuir.

Se cuide,

Um abraço carinhoso e até a próxima!

Débora

Como a sala de aula invertida pode favorecer o aprendizado

By | Educação inovadora | No Comments

A sala de aula invertida do inglês flipped classroom aborda inverter a lógica da sala de aula convencional, em que o aluno fará a internalização de conteúdos, temas, assuntos essenciais antes da aula. E o processo continua durante e depois, junto com as aulas, para discutir conhecimentos adquiridos, tirar dúvidas de conteúdo, promover debates, tecer reflexões e depois aprofundar novos conhecimentos, entrando em um ciclo.

Na sala de aula de aula invertida o foco principal é o estudante. Desta maneira é possível trazer autoria e protagonismo aos estudantes, mas também as aulas. É preciso dar o primeiro passo para iniciar, para começar e envolver os estudantes em uma nova cultura, ao compreender que esse processo leva um tempo até os alunos ganhem essa independência e possam internalizar a sala de aula de aula invertida.

Assim, os professores podem propor preferências e também criar conteúdo para que os estudantes tenham o contato inicial, como: videoaulas, games, podcasts, pesquisas, textos, fóruns entre outros.

Por todo o exposto, a sala de aula invertida pode ser um importante aliado inclusive neste período de aprendizado emergencial, com aulas mediada por tecnologia, por oportunizar caminhos para que o estudante participe ativamente do processo de aprendizagem e se engaje nas atividades propostas, deixando que as aulas seja um momento para aprofundamento do que está sendo trabalhado e discutido entre os colegas, ao aprofundar no depois, com o conhecimento pleno do tema em que o professor proporciona assuntos complementares, desenvolvendo projetos específicos, atividades individuais e em grupos, no qual estará participando como protagonista da sua aprendizagem e o professor como um parceiro e um mediador essencial para que os alunos se guiem e busquem autoria na sua aprendizagem.

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

Colunista

Débora Garofalo é Assessora Especial de Tecnologias da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo (SEE SP) e professora da rede pública de ensino de São Paulo. Formada em Letras e Pedagogia, mestranda em Educação pela PUC-SP, vencedora na temática Especial Inovação na Educação no Prêmio Professores do Brasil, Vencedora no Desafio de Aprendizagem Criativa do MIT e considerada uma das dez melhoras professoras do mundo pelo Global Teacher Prize, o Nobel da Educação.

Para levar a sala de aula

Como vimos são muitos os benefícios para aprendizagem ao adotar a sala de aula invertida ao propor o trabalho com abordagem inovadora que torna a aprendizagem mais envolvente, prática e principalmente significativa, conheça algumas sugestões de como trabalhar com a sala de aula invertida.

Favoreça o trabalho com as habilidades: autonomia, capacidade de resolver problemas, senso crítico, criatividade, são algumas das oportunidades de trabalho com essa metodologia. 

Priorize o protagonismo juvenil: uma das vantagens da sala de aula invertida é que o estudante tem a oportunidade de ser ativo e responsável pela aprendizagem. No início é importante que o professor indique conteúdos. Com o tempo, os estudantes se tornarão curadores e poderão escolher o melhor conteúdo que ajudará a personalizar sua aprendizagem. 

Ao estudar previamente sobre um tema e ou assunto proposto, o estudante estabelece uma rotina de estudo, se organizando, controlando o seu tempo, seguindo o seu ritmo de aprendizagem e formato respeitando o seu processo de aprendizagem.

Tempo: a otimização do tempo é uma vantagem nesse modelo, já que ao abordar o tema nas aulas os estudantes já terão acesso ao assunto de maneira antecipada, potencializando, aprofundando e enriquecendo o aprendizado em sala de aula. 

Conteúdo prático: na sala de aula invertida o estudante acessa previamente o assunto a ser abordado nas aulas, chega melhor preparado e promove debates ricos com potenciais para trabalhar com soluções e situações reais e práticas. 

Enfim,  a sala de aula de invertida merece estar contemplada no seu planejamento!

Um abraço carinhoso e até a próxima,

Débora

LANÇAMENTO | Filosofia Cotrim e Mirna: os fundamentos da filosofia

By | Institucional, Lançamentos 2019/2020, Lançamentos 2020/2021 | No Comments

A filosofia tem fama de ser uma disciplina chata e difícil. No entanto, de uma ou outra maneira, ela faz parte da vida de todos nós, pois estamos sempre buscando as razões e os sentidos das coisas. Essa busca, às vezes, desemboca nas ciências, outras vezes, na religião, mas tudo começa mesmo com nosso humilde filosofar cotidiano. Isso nos motivou a criar um livro em que a filosofia não fosse um bicho de sete cabeças e o filosofar pudesse tornar-se uma prática não apenas útil, mas também prazerosa.

Assim nasceu o Filosofia Cotrim e Mirna, consagrado há várias edições entre professores e alunos do país inteiro. Acreditamos que esse sucesso se deve à concepção de um projeto pedagógico e editorial que promove um ensino contextualizado e significativo da filosofia, abordando de maneira acessível temas fundamentais da história do pensamento, relativos aos campos da ética, da lógica, da ciência, da política e da estética. Agora, em parceria com a Moderna, revisitamos a obra e demos um olhar ainda mais atento à BNCC.

BNCC e Filosofia

A nova edição do Filosofia Cotrim e Mirna ficou ainda mais intuitiva e fácil de entender, com o acréscimo de gráficos, tabelas e ilustrações em cada capítulo. E o mais importante: ela também atende às diretrizes propostas para o Novo Ensino Médio, contidas na BNCC, buscando proporcionar a formação integral dos estudantes.

O livro explora todas as competências e habilidades da BNCC por meio de uma perspectiva interdisciplinar. Assim, os conteúdos filosóficos dialogam com História, Sociologia e Geografia, isto é, com a área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas. No Livro do Professor, há indicações completas das competências e habilidades da BNCC trabalhadas ao longo da obra.

Protagonismo dos jovens

Em volume único, Filosofia Cotrim e Mirna permite aos professores construir itinerários curriculares diferentes, flexibilizando os processos de ensino e aprendizagem. Com abordagem consistente, o livro trata dos temas atuais como felicidade, diálogo, culturas juvenis, concepções de amor, projetos de vida, direitos humanos e muitos outros. Desse modo, estimula a autonomia intelectual e o protagonismo dos estudantes, preparando-os para o exercício da cidadania, o Ensino Superior e a inserção no mundo do trabalho.

Atividades e participação do estudante

A obra também oferece um amplo e diversificado conjunto de atividades em seções como Conexões (que leva os estudantes a pensarem filosoficamente sobre suas experiências pessoais e a interpretar diferentes medias e situações), Oficina de Filosofia (que enfatiza a interdisciplinaridade, a argumentação e o trabalho em grupo) e De olho na universidade (que constitui uma cuidadosa e atualizada seleção de questões dissertativas e de múltipla escolha do Enem e dos principais vestibulares do país).

Filosofia Cotrim e Mirna serve como um ponto de partida para diversas reflexões e aprofundamentos constantes. Desse modo, pouco a pouco, o jovem poderá crescer cada vez mais na consciência de si e da realidade em que vive, e assim contribuir para a construção de um mundo melhor.

POR DENTRO DA OBRA

Conheça mais detalhes do novo Filosofia Cotrim e Mirna e veja como esse material pode transformar a sua relação com os seus alunos:

Clique no livro abaixo para navegar no livro digital:

SOBRE OS AUTORES

Gilberto Cotrim

Gilberto Cotrim

Autor do livro Filosofia - Cotrim & Mirna

Gilberto Cotrim é bacharel e licenciado em História pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo e mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Mackenzie. Trabalha com educação e livros didáticos há mais de trinta anos. Nessa trajetória, tem-se guiado pelo seguinte princípio: “Não somos culpados pelo mundo que encontramos ao nascer. Mas precisamos, na medida de nossas possibilidades, fazer alguma coisa pelo mundo que está sendo construído (ou destruído) enquanto vivemos. Um mundo que será legado aos que hão de vir”.

Mirna Fernandes

Mirna Fernandes

Autora do livro Filosofia - Cotrim & Mirna

Mirna Fernandes é bacharel em Filosofia pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. Especializou-se em Gestão Ambiental pela Universidade de Santiago do Chile e em Gestão da Mudança pela Universidade de Barcelona. Estudou sobre Educação Emocional com Juan Casassus, em Santiago do Chile, e formou-se em Mindfulness com Amy Edelstein, nos EUA. Editora e escritora, trabalha com livros didáticos há mais de trinta anos.

A importância dos jogos na educação emergencial

By | Educação inovadora | No Comments

Os jogos sempre tiveram um lugar especial na educação, justamente por trazer elementos essenciais a aprendizagem, como o lúdico. E diferentemente do que imaginamos os jogos não é algo exclusivo a educação infantil e ou anos iniciais, ele pode permear todas as etapas inclusive o ensino médio. 

Quando o estudante está em contato com os jogos está mobilizando diversos conhecimentos e desenvolvendo habilidades importantes como colaboração, raciocínio lógico, resoluções de problemas, interpretando, repensando hipóteses. Assim, podemos afirmar que os jogos são uma estratégia ao processo de aprendizado por estimular a vivência do currículo e as situações do cotidiano.  

Temos uma variedade de possibilidades diante aos jogos e também modalidades como jogos de tabuleiro, games, jogos colaborativos. O ensino emergencial traz a oportunidade da escola criar, experimentar, inovar e se reinventar com a utilização dos jogos, ao favorecer a construção do conhecimento científico, proporcionando vivências reais e desafios em busca de soluções em que o estudante precisa trocar ideias e tomar decisões no jogo. 

 Precisamos olhar para as aulas emergenciais e encarar que todos somos aprendentes, e que temos a oportunidade de criar aulas, inovar e aprender muito neste processo, testando o que funciona e o que não funciona, intensificando o que deu certo ao oportunizar desafios e é aqui que entra os jogos. Essa possibilidade de desvendar pistas e aprendizados ao mesmo tempo que possibilita o engajamento em um momento que isso se faz fundamental por todo o lado negativo que a pandemia traz.  

E como possibilitar que os jogos façam parte das aulas mediadas por tecnologia?

Transforme atividades em jogos 

Para que a aula tenha um engajamento aposte transformar atividades em jogos que pode ser adivinhação, charadas, quiz permitindo que os estudantes possam exercitar o raciocínio lógico e  participar da aula de maneira ativa. 

Transforme conteúdo em atividades gamificadas 

É possível fazer das aulas um grande caça de tesouro e que tal espalhar pistas e deixar a turma decifrar o conteúdo antecipando fatos? Vale usar a imaginação, projetar pistas e imagens e pedir para que os estudantes se atentem aos detalhes, tenho certeza que eles irão amar. 

Crie jogos 

Outra possibilidade é a transformação dos conteúdos em jogos e também a possibilidade dos estudantes transformarem as atividades propostas em jogos que podem ser disponibilizados por fotos, históricos e até um mural feito por padlet 

Aproximar o lúdico é necessário ao desenvolvimento integral dos estudantes e a interação permite uma aprendizagem espontânea, ao mesmo tempo que estimulada e desafiadora ocorre através de experiência,  no ritmo dos estudantes e com a troca individuais e coletivas.  

Um abraço, 

Débora

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

Colunista

Débora Garofalo é Assessora Especial de Tecnologias da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo (SEE SP) e professora da rede pública de ensino de São Paulo. Formada em Letras e Pedagogia, mestranda em Educação pela PUC-SP, vencedora na temática Especial Inovação na Educação no Prêmio Professores do Brasil, Vencedora no Desafio de Aprendizagem Criativa do MIT e considerada uma das dez melhoras professoras do mundo pelo Global Teacher Prize, o Nobel da Educação.