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Paulo Freire – Para refletir e transformar sua prática

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2021, Centenário de nascimento de Paulo Freire, nosso grande Mestre! Uma trajetória de luta pela educação popular, em defesa da educação como um todo, especialmente na alfabetização. Suas pesquisas, estudo e ações foram de extrema importância para a educação brasileira, e ainda hoje são referenciais, um legado que inspiram professores não só no Brasil, mas também em muitos outros países!

E que legado maravilhoso deixado pelo Patrono da educação brasileira ! Suas obras levam a reflexão e ao entendimento, que podemos e devemos construir juntos a educação de qualidade para todos, tão necessária, urgente e direito de nossos estudantes, e que podemos em nossas salas de aulas trazer mudanças que contribuam para essa construção, com a participação de direta e ativa dos nossos alunos.

Link para download de livros de Paulo Freire

Para conhecer a obra!

Pedagogia do oprimido, A importância do ato de ler, Pedagogia da esperança, e Pedagogia da autonomia, são algumas de suas principais obras, que ainda hoje continuam tão atuais e que trazem luz também a questionamentos desses nossos tempos na educação.

Até mesmo o índice, de seu livro Pedagogia da Autonomia, já traz importantes pistas e indicações sobre a educação e à docência, ampliando e transformando nossa ótica em relação a nossa forma de ensinar, as relações e interações com nossos estudantes, comprometimento, afeto, entre tantas outras coisas importantes, que são exploradas e aprofundadas a cada capítulo. Por isso não deixe de ler, estudar e aprender com toda a obra Paulo Freire.

“Pedagogia da autonomia” é dividido em três capítulos:

Capítulo 1 – Não há docência sem discência: 1.1 – Ensinar exige rigorosidade metódica; 1.2 – Ensinar exige pesquisa; 1.3 – Ensinar exige respeito aos saberes dos educandos; 1.4 – Ensinar exige criticidade; 1.5 – Ensinar exige estética e ética; 1.6 – Ensinar exige corporeificação das palavras pelo exemplo; 1.7 – Ensinar exige risco, aceitação do novo e rejeição a discriminação; 1.8 – Ensinar exige reflexão crítica sobre a prática; 1.9 – Ensinar exige o reconhecimento e a assunção da identidade cultural;

Capítulo 2 – Ensinar não é transferir conhecimento: 2.1 – Ensinar exige consciência do inacabado; 2.2 – Ensinar exige o reconhecimento de ser condicionado; 2.3 – Ensinar exige respeito à autonomia do ser do educando; 2.4 – Ensinar exige bom senso; 2.5 – Ensinar exige humildade, tolerância e luta em defesa dos direitos dos educadores; 2.6 – Ensinar exige apreensão da realidade; 2.7 – Ensinar exige alegria e esperança; 2.8 – Ensinar exige a convicção de que a mudança é possível; 2.9 – Ensinar exige curiosidade;

Capítulo 3 – Ensinar é uma especificidade humana: 3.1 – Ensinar exige segurança, competência profissional e generosidade; 3.2 – Ensinar exige comprometimento; 3.3 – Ensinar exige compreender que a educação é uma forma de intervenção no mundo; 3.4 – Ensinar exige liberdade a autoridade; 3.5 – Ensinar exige tomada consciente de decisões; 3.6 – Ensinar exige saber escutar; 3.7 – Ensinar exige reconhecer que a educação é ideológica; 3.8 – Ensinar exige disponibilidade para o diálogo; 3.9 – Ensinar exige querer bem aos educandos;

Veja abaixo algumas das falas e ideias de Paulo Freire, que são aprofundadas em seu livro.

Capítulo 1 – Não há docência sem discência

Ensinar exige respeito aos saberes dos educandos

“Porque não discutir com os alunos a realidade concreta a que se deva associar a disciplina cujo conteúdo se ensina, a realidade agressiva em que a violência é a constante e a convivência das pessoas é muito maior com a morte do que com a vida? Porque não estabelecer uma necessária “intimidade” entre os saberes curriculares fundamentais aos alunos e a experiência social que eles têm como indivíduos? “

Respeitar e trazer para a sala de aula a vida de verdade e os saberes dos nossos educandos. Saberes socialmente construídos na prática comunitária em seu dia a dia. Todos têm a contribuir na aprendizagem, todos tem algo a ensinar. Com minhas turmas de alunos especialmente na EJA- Educação de Jovens e adultos, ensinei e fui aprendiz. Quando trouxe para as aulas os saberes e vivências de meus alunos, as necessidades de aprendizagem o aprender ganhou sentido, a motivação e participação ativa se ampliou. Produção escrita de folders com dicas de lavagem de roupas brancas e coloridas, Jornal escolar sobre a realidade do descarte do lixo na cidade, dicas para a construção de horta caseira, campanha contra o desperdício e reaproveitamento de alimentos, escrita de requerimento para órgãos da prefeitura, leitura de livretos de autoescola, foram alguns conteúdos explorados em minhas aulas, todos de suas vivências. Assim , venho estruturando todo o planejamento da alfabetização dos meus alunos, crianças e adultos,o que realmente vem dando bons resultados.

Capítulo 2 – Ensinar não é transferir conhecimento

Ensinar exige alegria e esperança

“Há uma relação entre a alegria necessária à atividade educativa e a esperança. A esperança de professor e alunos juntos podemos aprender, ensinar, inquietar-nos, produzir e juntos igualmente resistir aos obstáculos à nossa alegria.”

Como faz bem a todos , educador e educandos, essa cumplicidade, essa alegria e esperança em sala de aula. Aulas onde todos podem falar e ser ouvidos, onde os educandos se sintam apoiados, valorizados em seus saberes, onde todos participam da busca de soluções para os problemas, entre outras coisas, é um ambiente fértil não só para a aprendizagem, como também para as relações e interações humanas. Um bom exemplo disso é o enfrentamento desse período difícil de pandemia de forma coletiva, com nossos alunos, pois juntos temos capacidade de enfrentar desafios e tristezas ,de construir a alegria, de acreditar e fazer as mudanças, de se transformar pela educação e assim transformar nossa realidade.

Capítulo 3 – Ensinar é uma especificidade humana

Ensinar exige saber escutar

“Se, na verdade, o sonho que nos anima é democrático e solidário, não é falando dos outros, de cima para baixo, sobretudo, como se fôssemos os portadores da verdade a ser transmitida aos demais, que aprendemos a escutar, mas é escutando que aprendemos a falar com eles. Somente quem escuta paciente e criticamente o outro, fala com ele, mesmo que, em certas condições , precise de falar a ele. O que jamais faz quem aprende a escutar para poder falar com é falar impositivamente.”

Esse é um ponto de atenção para todos nós professores, aprender a escutar nossos educandos, pois só assim aprendemos a falar com eles. Para entender nosso aluno como igual, como sujeito de sua história, que tem muito a contribuir na construção dessa educação que é todos.

Essa é parte da imensa boniteza da prática educativa, que Paulo Freire nos convida a trazer para as nossas salas de aulas e escolas e educação como um todo. Como puderam perceber fazem muito sentido para nós educadores, educandos, para o processo de ensino e aprendizagem, e na construção de um mundo mais justo e igualitário, com o direito de estudar e aprender garantido a todos.

Espero que essa pequena amostra provoque inquietações em relação a sua prática em sala de aula e te instigue a ler e estudar toda a obra do Grande Mestre, pois ainda dá tempo de fazermos as transformações necessárias na educação brasileira.

Um abraço e até a próxima!

Mara Mansani

Sobre a autora do post

Mara Mansani

Mara Mansani

Colunista

Professora há quase 30 anos, lecionou em vários segmentos, da Educação Infantil ao 5º ano do Ensino Fundamental, passando também pela Educação de Jovens e Adultos (EJA). Recebeu o Prêmio Educador Nota 10, na área de Alfabetização, com o projeto Escrevendo com Lengalenga.

Com a boca no trombone: a hora e vez da fala e escuta em sala de aula!

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Como está o diálogo em sala de aula? É consenso que precisamos ouvir e dar vez às vozes das nossas crianças, adolescentes e jovens, mas isso realmente está acontecendo?  

A aprendizagem demanda interaçõestrocas, confronto de hipóteses, construções colaborativas e coletivasentre tantos outros elementos essenciais que só ocorrem com diálogocom abertura para participação de todos e alunos no centro do processo de aprendizagem. Por issoprecisamos compreender que oportunizar tempo e espaço de fala e escuta devem ser ações permanentes em nossas aulas e planejamento. E tudo isso exige uma mudança de postura e de atitude enquanto professores. Afinal nosso papel é mediar e facilitar todo o processo de aprendizagemcriando condições e situações favoráveis para que os alunos aprendam e e se desenvolvam da melhor maneira possível. 

Mudança de postura 

Essa mudança de postura diz respeito às nossas convicções e ações no nosso dia a dia em sala de aula. Muitas vezes, nós, professores, falamos muito e escutamos pouco, mas também não basta abrir participação ativa e direta dos estudantes apenas em momentos determinados. É preciso que em todos os momentos as salas de aulas sejam ambientes para o debate, de forma ética e respeitosa, onde as nossas crianças desde bem pequenas, adolescentes e jovens, se sintam apoiados e acolhidos e fiquem à vontade para perguntar, dar suas respostas, apresentar suas hipóteses e propostas, estudos e pesquisas e expressar seus sentimentos e opiniões, ou seja, construir juntos o conhecimento e um espaço acolhedor. Assim, não cabe mais o “professor como detentor do conhecimento”, só ele fala e decide. 

Práticas e metodologias para o diálogo e participação de todos em sala de aula 

  • Disposição dos espaços em sala de aula. Carteiras organizadas em círculo, em formato de meia lua ou em grupos, de forma que todos possam se ver e ouvir, olho no olho, frente a frente, que favoreça as interações e trocas.
  • Rodas de conversa. Atividade permanente, que conste no planejamento do professor, pelo menos um dia na semana, com organização prévia, com objetivo e intencionalidade definidos, mas que ocorra também a qualquer momento. Atividades que possam em algum momento, ser propostos e conduzidos pelos alunos. Uma boa proposta é se criar um calendário com a programação das rodas de conversa, que podem ser temáticas, receber convidados etc., mas que, essencialmente, permita a participação de todos os alunos.
  • Seminários. Essa metodologia, realizada pelos alunos, leva ao estudo e pesquisa, ao trabalho em equipe e ao compartilhamento de descobertas e saberes. Coloca os alunos no centro do debate e participação, em que podem assumir seu protagonismo na aprendizagem.
  • Perguntas problematizadoras. Um professor provocador incentiva e estimula a curiosidade e o estudo dos alunos. Uma boa maneira de fazer essa provocação é apresentar a eles a cada semana, uma pergunta que os faça pensar, pesquisar e encontrar respostas para situações e problemas do dia a dia.  

Espaços na escola para expressão e fala dos alunos 

  • Parlatório. Em um lugar de destaque e de uso coletivo na escola, que pode ser um pátio ou outro lugar aberto. Com um microfone e uma caixa de som pode ser usado pelos estudantes para dar recados, passar suas mensagens e se expressar culturalmente. Tudo bem combinado com os estudantes para uma participação ética e democrática.
  • Mural. Espaço fixo em muros e ou paredes da escola onde os alunos possam se expressar desenhando e escrevendo. Pode ser feito do mesmo material das lousas de sala de aula, para uso com giz ou canetões, para ser renovado sempre. A cada dia, as escritas devem ser registradas em fotos ou vídeos, antes de serem apagadas para as próximas.
  • Assembleias. A escola convida todas as turmas para um debate geral, em que eles participam com suas contribuições para uma gestão participativa e bem-estar de todos. Pode ser realizada a cada mês ou bimestre do ano escolar de forma fixa ou a qualquer tempo quando surgir alguma demanda. 

Seja em sala de aula, seja na escola como um todo, é extremamente importante criar e fortalecer a cultura do diálogo, da fala e escuta, da participação de todos, pois assim além de contribuir efetivamente no processo de aprendizagem dos nossos estudantes, contribuiremos, pela educação, na construção de uma sociedade, mas justa, empática e mais tolerante. 

Mas e vocês, professores? Que ações em suas escolas estão sendo feitas para criar essa cultura do diálogo? Qual dessas que sugeri você acredita que podem ser adotadas em sua escola ou sala de aula? Conte aqui nos comentários! 

Um abraço e muita escuta a todos nós professores! 

Mara Mansani 

Sobre a autora do post

Mara Mansani

Mara Mansani

Colunista

Professora há quase 30 anos, lecionou em vários segmentos, da Educação Infantil ao 5º ano do Ensino Fundamental, passando também pela Educação de Jovens e Adultos (EJA). Recebeu o Prêmio Educador Nota 10, na área de Alfabetização, com o projeto Escrevendo com Lengalenga.

Como anda a participação dos seus alunos em suas aulas?

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Para uma participação ativa dos nossos estudantes em sala de aula, seja virtual ou presencial na escola, precisamos criar situações de aprendizagem, que chamem a participação, que valorizem a expressão das crianças, adolescentes e jovens, que incentivem a autonomia e a criatividade, que levem a reflexão, que desafiem os alunos na busca de soluções e respostas, entre outras coisas, o que nem sempre é tarefa fácil de se fazer. Mas aulas onde os alunos são apenas espectadores desmotivam o estudo, levam ao desânimo e podem contribuir como um dos elementos que levam ao abandono escolar.

Mas o que podemos fazer?

São muitas as possibilidades que levam a participação ativa dos alunos, onde além de consumidores, passam a ser também  produtores de conteúdos e conhecimentos.

Compartilho com vocês, uma dessas possibilidades, uma proposta que venho fazendo há anos com meus alunos, que vai “chacoalhar sua sala de aula”, o jornal escolar.

Um projeto que explora a interdisciplinaridade, envolve diferentes linguagens e que pode render muita aprendizagem, além de ser muito prazeroso para todos, e que tem como produto final um material a ser compartilhado. Pode ser realizado com alunos em diferentes anos, com adaptações e de acordo com a complexidade possível para cada idade. Já desenvolvi com os pequenos na alfabetização, com os maiores de 3º ao 5º ano e com alunos da EJA -Educação de Jovens e adultos.

Jornal escolar

Os alunos adoram assumir os papéis de “jornalistas e repórteres”, se sentem importantes ao entrevistar pessoas, pesquisar assuntos, fotografar para as matérias, debater os temas, apurar fatos, e tudo mais que envolve a produção do jornal. Isso tudo sem contar todas as habilidades que podem ser desenvolvidas nas práticas de linguagem: oralidade, leitura e escrita, a partir da exploração dos textos das esferas jornalísticas, que estão previstas na BNCC desde o 1º ano do ensino fundamental e que fazem parte dos currículos, sem deixar de lado habilidades de outras disciplinas.

Veja abaixo algumas dessas habilidades, em Língua Portuguesa, do 1º aos 5º anos.

(EF12LP11) Escrever, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, fotolegendas em notícias, manchetes e lides em notícias, álbum de fotos digital noticioso e notícias curtas para público infantil, digitais ou impressos, dentre outros gêneros do campo jornalístico, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto.

(EF03LP22) Planejar e produzir, em colaboração com os colegas, telejornal para público infantil com algumas notícias e textos de campanhas que possam ser repassados oralmente ou em meio digital, em áudio ou vídeo, considerando a situação comunicativa, a organização específica da fala nesses gêneros e o tema/assunto/ finalidade dos textos.

(EF04LP17) Produzir jornais radiofônicos ou televisivos e entrevistas veiculadas em rádio, TV e na internet, orientando-se por roteiro ou texto e demonstrando conhecimento dos gêneros jornal falado/televisivo e entrevista.

(EF04LP16) Produzir notícias sobre fatos ocorridos no universo escolar, digitais ou impressas, para o jornal da escola, noticiando os fatos e seus atores e comentando decorrências, de acordo com as convenções do gênero notícia e considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto.

(EF05LP17) Produzir roteiro para edição de uma reportagem digital sobre temas de interesse da turma, a partir de buscas de informações, imagens, áudios e vídeos na internet, de acordo com as convenções do gênero e considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto.

Mas como fazer?

O professor pode:

  • propor a produção de um jornal completo com sua turma, com as principais seções;
  • propor a produção de uma ou mais seções, escolhendo o gênero textual que será explorado;
  • combinar a produção completa com toda a escola, onde cada turma fica encarregada de produzir uma parte do jornal. As turmas de alfabetização da escola, podem escrever legendas das fotos, os classificados ou uma entrevista, por exemplo.
  • selecionar e escolher com a turma e ou toda a escola, os temas que serão abordados, que podem ser do cotidiano escolar, da comunidade no entorno, de interesse dos alunos etc. Jornais temáticos são boas opções para se iniciar a produção de um jornal escolar. Veja alguns exemplos de temas: Meio Ambiente (o destino do lixo escolar e da comunidade); Saúde (Como a escola e a família podem se prevenir quanto a Covid); Cultura (O acesso de alunos aos livros e a leitura).
  • Propor o jornal escrito, no formato impresso e a partir dele propor a produção no formato digital, ou em vídeo ou oral;

O projeto jornal pode ser desenvolvido em até um mês de aula, em um bimestre, ou mesmo durante todo o ano escolar, com mais de uma edição produzida pelos alunos, mas a definição quanto ao tempo e espaço que irá ocupar dentro do planejamento e rotina da turma, depende das necessidades de aprendizagem dos alunos e habilidades a serem desenvolvidas. O professor deve selecionar quais são as habilidades que pretende desenvolver com os alunos dentro da oralidade, da leitura e escrita.

Onde encontro materiais de referência e de apoio ao desenvolvimento do jornal?

Os primeiros jornais que fiz com meus alunos foram reproduzidos com o uso do mimeógrafo a base de álcool e estêncil, depois com passar do tempo passei a usar uma impressora onde eram reproduzidos em papel jornal, coloridos e com fotos. O layout que era criado no desenho e com uso de régua no início, passou a ser definido com o uso dos computadores e recursos digitais. Mas hoje podemos conta ainda mais com materiais  e recursos disponibilizados gratuitamente para o planejamento e desenvolvimento do jornal.

Veja abaixo, alguns materiais e conteúdos que vão contribuir muito na produção do jornal escolar:

1. Site Jornal Escolar

Tem tudo o que o professor  precisa: A base teórica para compreender a importância do trabalho com jornal em sala de aula;  dados de pesquisas sobre seu uso escolar; orientação a todas as etapas de desenvolvimento; sequencias didáticas; planos de aulas; vídeos com práticas ; passo-a-passo da diagramação com diversos modelos editáveis e muito, muito mais.

http://www.jornalescolar.org.br/

4. Jornal voltado para crianças, mas só com assinatura

https://jornaldacrianca.com.br/

5. Plataforma de armazenamento para publicação e acesso de todos ao jornal escolar produzido.

https://issuu.com/

Agora, mãos na massa! Acesse os materiais, estude e planeje, se inspire e use todos os recursos disponíveis para criar um jornal escolar com sua turma ou toda a escola. Você vai ver como a participação dos alunos vai ser muito ativa e como podem avançar na aprendizagem. Deixe seu comentário sobre o uso do jornal em sala de aula. Já fez? Usa outros recursos tecnológicos? Como foram as participações  dos alunos?

Um grande abraço e até o próximo post aqui na coluna!

Mara Mansani 

Sobre a autora do post

Mara Mansani

Mara Mansani

Colunista

Professora há quase 30 anos, lecionou em vários segmentos, da Educação Infantil ao 5º ano do Ensino Fundamental, passando também pela Educação de Jovens e Adultos (EJA). Recebeu o Prêmio Educador Nota 10, na área de Alfabetização, com o projeto Escrevendo com Lengalenga.

Jogos digitais na alfabetização

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Estamos sempre procurando novas práticas, metodologias, ferramentas e tudo mais que possa contribuir no processo de alfabetização dos nossos alunos, mas  sabemos que não há um único caminho, uma única “receita”, para alfabetizar, na verdade para atender diferentes necessidades de aprendizagem, precisamos de uma combinação entre esses vários elementos educacionais , que se complementem entre si. Tudo bem pensado e planejado em nossa rotina pedagógica, levando em conta as habilidades que serão desenvolvidas para que os alunos avancem na aprendizagem. 

Entre esses vários elementos temos os jogos digitais voltados para a alfabetização, que são ferramentas educacionais que podem fazer parte da rotina de estudos dos alunos, como  complementos as práticas desenvolvidas pelos professores em sala de aula, na consolidação de determinada habilidade desenvolvida, entre tantas outras funções pedagógicas.  

Trago aqui para a reflexão e  debate  a análise do uso de três possibilidades de usos dos jogos  digitais de alfabetização. Seus propósitos, suas dinâmicas e possibilidades de uso como complemento as nossas aulas na alfabetização. Em outro post, apresentarei outros, com outras características e possibilidades de explorar como apoio a educação. 

Aplicativos para a alfabetização: 

Grafogame 

É o aplicativo disponibilizado pelo MEC, dentro do Programa Tempo de Aprender, tendo como base principalmente a Consciência fonológica e o conhecimento alfabético. As atividades dentro do jogo exploram o aprendizado primeiro das letras (começa com as vogais), depois silabas e palavras, com muita  memorização e relações entre fonemas e grafemas.  

Necessita de conexão só para baixar, depois funciona offline. Pode ser utilizado com indicação e orientação do professor para uso da criança com apoio e acompanhamento pela família em casa, mas também pode ser usado diretamente por elas, sendo de fácil entendimento. Está disponível , no sistema Android, IOS e Microsoft Windows 7 e superiores. 

Voltado para crianças de 4 a 9 anos, do último ano da pré-escola e nos anos iniciais da alfabetização. A recomendação é de uso no máximo de quinze minutos por dia, segundo as orientações do Ministério da Educação.  

Minha análise: Pode apoiar o início da alfabetização, quando as crianças  ainda estão aprendendo o alfabeto e fazendo as primeiras relações entre o falado e escrito, escrevendo e lendo as primeiras palavras. Mas em sala de aula é importante que o professor inicie e explore a alfabetização tendo como base a centralidade do texto. Na BNCC, para os anos iniciais temos nas práticas de linguagem, quatro campos  onde os textos estão distribuídos: Campo de Vida Cotidiana, Campo da vida pública, Campo das práticas de estudo e pesquisa e Campo artístico-literário, que podem render inúmeras situações para a aprendizagem. 

Sugestão: Na rotina, se os alunos estiverem nessa fase inicial da alfabetização, inclua como tarefa, o uso com acompanhamento pela família, pelo menos 3 vezes por semana, como apoio ao trabalho iniciado na sala de aula, com base nos textos. 

Conheça: http://alfabetizacao.mec.gov.br/grapho-game 

Luz do saber  

Luz do Saber é um projeto do Programa Cientista-Chefe em Educação Básica do Estado do Ceará, que entre  suas ações disponibiliza um portal educacional gratuito  para alunos dos anos iniciais do ensino fundamental, com foco na alfabetização, com atividades online, jogos e materiais pedagógicos para o professor e de orientação as famílias. De fácil acesso e entendimento do seu funcionamento. 

Minha análise: Conteúdo de qualidade, amplo e diverso que explora as várias práticas de linguagem, para a alfabetização dos alunos, com sequências didáticas, com possibilidade de escritas autorias dos alunos, desenvolvimento leitura escrita e da oralidade a partir do contato com os diversos gêneros textuais orais, escritos e digitais. Destaque para as sugestões de atividades para serem desenvolvidas no contexto  familiar com uso da plataforma. `Pode inspirar práticas pedagógicas. 

Sugestão: Pode ser incorporado em toda a rotina de alfabetização dos alunos, em suas diferentes etapas, ao menos três dias da semana, como apoio  e complemento ao trabalho desenvolvido em sala de aula, de acordo com a necessidade de aprendizagem dos seus alunos. Realmente é um aprender brincando! Muito bom! Vale a pena explorar e estudar todo o conteúdo disponibilizado. 

Acesse: https://luzdosaber.seduc.ce.gov.br/  

EduEdu 

EduEdu é um aplicativo de acesso  gratuito, disponibilizado pela ONG -Instituto ABCD. A proposta é atender alunos com dificuldades em leitura e escrita, com dislexia. As atividades propostas exploram a consciência fonológica e o princípio alfabético, a leitura e compreensão do textual. A criança começa fazendo uma prova que verifica o conhecimento dela dentro dessas áreas e que gera um relatório com seu desempenho com dicas do que pode ser feito para que avance na aprendizagem. A partir desse relatório o aplicativo disponibiliza atividades digitais e para imprimir opara a criança voltada para atender as suas  necessidades de aprendizagem especificas, que vai mudando conforme a criança avança. O aplicativo tem muitas  atividades que envolvem a leitura e escrita de letras e palavras e as relações fonemas grafemas, mas  têm também textos, músicas e jogo. Tudo muito  colorido, com personagens no formato de monstrinhos, atrativo e dinâmico. Pode ser usado por alunos da pré-escola, de 4 a 5 anos, e de 1º ao 3º ano do ensino Fundamental 1. 

Destaque para aa atividades que exploram as questões socioemocionais e os relatórios com recomendações pedagógicas.  

Sugestão: Mesmo sendo pensado para crianças com dificuldades de aprendizagem, pode ser usado como complemento ao trabalho do professor em sala de aula com todos os alunos. O professor  pode aproveitar também o relatório gerado sobre o desempenho da criança, comparar com outros resultados no processo de avaliação realizado em sala, para refletir possíveis caminhos no processo de aprendizagem. Pode ser incorporado em toda a rotina de alfabetização dos alunos, em suas diferentes etapas, ao menos dois dias ou mais da semana, como apoio  e complemento ao trabalho desenvolvido em sala de aula, de acordo com a necessidade de aprendizagem dos seus alunos.  

Saiba mais: https://www.eduedu.com.br/ 

 Atenção!  

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), recomenda quanto ao uso excessivo das telas. Crianças com idades entre 2 e 5 anos, limitar o tempo de telas ao máximo de 1 hora/dia, sempre com supervisão de pais/cuidadores/ responsáveis; crianças com idades entre 6 e 10 anos, limitar o tempo de telas ao máximo de 1-2 horas/dia, sempre com supervisão de pais/responsáveis. 

Leia mais: https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/_22246c-ManOrient_-__MenosTelas__MaisSaude.pdf

 

Ao usar os jogos digitais, posso considerar que minhas aulas estão gamificadas? 

Resumidamente, a gamificação é uma metodologia de ensino com base na dinâmica do uso de jogos, que podem ser  eletrônicos ou não. Engaja a participação dos alunos, pode  potencializar o aprendizado de forma personalizada, torna o ensino prazeroso e  pode ser uma boa estratégia para apoiar o trabalho do professor na alfabetização. Esses aplicativos usam os elementos da gamificação, mas fazer uso deles apenas como recursos tecnológicos, não necessariamente significa que suas aulas serão gamifificadas, pois para isso precisamos considerar outros elementos como por exemplo, que os alunos pensem e encontrem novas formas de  se resolver situações e desafios, o que só fazer uso dos jogos digitais não dão conta. 

 

Um bom caminho para que seus alunos tenham mais oportunidades para avançar na aprendizagem é fazer uso dos aplicativos atrelados a sua rotina pedagógica, mas com a compreensão que eles não substituem as interações entre as crianças, o objeto do conhecimento e as intervenções dos professores! 

Espero que aproveitem as sugestões da melhor maneira possível, que explorem as possibilidades desses recursos e façam suas próprias análises, mas se já fazem uso de algum jogo digital voltado para a alfabetização, conte nos comentários. Será muito bom para todos esse compartilhamento de experiências! 

Um abraço e até o próximo post! 

Mara Mansani 

Sobre a autora do post

Mara Mansani

Mara Mansani

Colunista

Professora há quase 30 anos, lecionou em vários segmentos, da Educação Infantil ao 5º ano do Ensino Fundamental, passando também pela Educação de Jovens e Adultos (EJA). Recebeu o Prêmio Educador Nota 10, na área de Alfabetização, com o projeto Escrevendo com Lengalenga.

Como motivar os alunos a participarem ativamente das aulas online?

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Essa é o questionamento de muitos de nós professores, professoras e a reclamação é geral: “Eles estão desmotivados, não abrem as câmeras, não respondem!”

São muitos os fatores que podem influenciar essa situação, alguns deles são fatores externos a escola, mas outros estão diretamente ligados a metodologia adotada por nós, em nossas aulas. Não dá mais para propor aulas, seja presencial  e ou online, onde o papel do aluno se limite a responder as perguntas, ouvir a leitura do professor, sem  interação e conversas entre eles, sem atividades colaborativas, sem autonomia dos nossos estudantes.

Atividades colaborativas para participação ativa dos alunos!

Uma boa forma de mudar esse panorama é começar planejando  e propondo a sua turma , atividades coletivas e colaborativas, que exija a participação ativa de seus alunos e não precisa começar com grandes projetos. Vá experimentando devagar, fazendo ajustes se necessário e quando você menos esperar vai se surpreender com a participação deles. Depois é só ir incorporando essas atividades no planejamento maior, no ensino híbrido por exemplo.

Compartilho com vocês algumas práticas que já desenvolvi em sala de aula, que podem inspirar o seu planejamento e trazer a participação dos alunos. Na minha turma, alunos de 9 e 10 anos, foi sucesso de participação e de aprendizagem!

Murais interativos.  Você sabia que…?

Tema: Animais em extinção no Brasil

Recursos tecnológicos: Teams e lousa digital Jamboard

A proposta foi construir coletivamente, com a participação de todos, um mural digital com informações sobre animais brasileiros em extinção. Para isso, os alunos foram orientados a escolher o animal, a fazer a pesquisa sobre ele, sobre características gerais e motivos que o levaram a entrar na lista de animais que correm o risco de desaparecer. A partir da pesquisa, feita por alguns em casa, por outros na escola, na internet e em livros. Foi disponibilizado a eles uma ficha técnica que deveriam preencher sobre o animal escolhido. A ficha técnica foi impressa, mas pode-se apresentar no Google forms, por exemplo. Depois dessas etapas, em aulas no Teams, começamos a produção do Mural na lousa Jamboard. Envie o link da lousa, compartilhei no formato em que todos pudessem editar, ou seja que todos pudessem dar sua colaboração. Na primeira aula com a lousa, expliquei e deixei que todos experimentassem  e descobrissem os recursos. Foi uma loucura! Rapidamente aprenderam a usar e se encantaram com as possibilidades. Escreveram, colocaram fotos, desenharam, criaram notas adesivas etc. Então, depois dessa exploração entrei propriamente na atividade do mural, apresentando a eles informações sobre um animal pesquisado, em formato “você sabia que?” e um verbete de enciclopédia. Também conversamos  sobre o papel de cada um na composição coletiva do grupo, o respeito ao trabalho do outro e sobre o grande potencial de criação quando fazemos juntos. A primeira colaboração de cada um foi feita de forma simultânea, com minhas orientações e intervenções diretas, esclarecendo dúvidas, orientando ajustes na escrita, entre outras coisas, na aula online. Em combinação com o uso do Teams, os alunos leram suas escritas, explicaram sobre o animal e palpitaram na produção do outro. Mas depois a lousa ficou aberta, mesmo em outros horários, para que eles pudessem continuar a colocar suas contribuições. Em outras aulas no Teams, fomos lendo e vendo o mural surgir lindo, com muita informação, com textos (curiosidades e verbetes) e fotos ilustrativas. Fechamos com uma análise geral dos motivos que levaram os alunos a entra na lista de animais em extinção. O mural foi compartilhado com a equipe escolar.

https://www.microsoft.com/pt-br/microsoft-teams/log-in

https://play.google.com/store/apps/details?id=com.google.android.apps.jam&hl=pt_BR&gl=US

Veja abaixo o recorte de duas partes do nosso mural:

Indicações literárias no Padlet!

Seguindo os mesmos caminhos do aprendizado e uso da Jamboard, apresentei e ensinei meus alunos a usarem o Padlet, para criar um mural agora de indicações literárias da turma. Resumindo os passos: Apresentei a proposta de criação do mural; Com o Teams  apresentei o Padlet e deixei que experimentassem  todo os recursos Como criar uma “janelinha”, com textos, imagens e links no Padlet; Disponibilizei  alguns  modelos dentre as muitas possibilidades de fazer uma indicação literárias; Os alunos começaram a criar suas primeiras indicações dentro do Mural digital em nossa aula virtual; O mural ficou disponível por alguns dias para que todos os alunos, mesmo sem a professora, pudessem criar; Dúvidas e outras orientações foram dadas também pelo WhatsApp. Assim, construímos um mural maravilhoso, que está em permanente transformação,  que motivou além da participação, ainda mais interesse pela leitura entre os alunos!

https://pt-br.padlet.com/

Playlist da turma, via Spotify

Presentes digitais para o “Dia das Mães!”, com o uso do Canva, Spotify e Teams!

Tempos novos, novas necessidades e novos formatos, por isso o presente dos alunos para as mães esse ano, foi todo construído colaborativamente e no formato digital! Os alunos criaram um diploma personalizado usando o Canva, uma playlist de músicas no Spotify , que foram enviados a cada mãe , no seu dia, via WhatsApp. Para as músicas, também criei uma pequena chamada em vídeo/áudio, como abertura de um programa de rádio especialmente para o Dia das Mães. Elas adoraram!  Para criar o diploma da mamãe, compartilhei na aula no Teams, o Canva, que é uma plataforma de design gráfico e que permite  criar diversas produções de escrita, de vídeo, e muito mais, com os alunos.

Para o diploma, fui a escriba da turma, escrevendo e fazendo toda a formatação com as orientações de todos os alunos. Texto, imagens, formatos, cores, designer todo foi escolha deles. Foi possível também personalizar cada diploma com o nome da mãe de cada um. Fiz um cadastro gratuito no Canva e meus alunos usufruíram dessa minha conta, pois são pequenos ainda para ter uma conta no próprio nome, mas isso não impediu de criarem e usarem a criatividade. Ao final, como não usamos recursos Premium, de conta paga, pudemos fazer o download gratuito de cada diploma em formato em PDF, que foi enviado via WhatsApp. Com o Spotify disponibilizei o link da playlist criada com as músicas de cada um, enviadas as mães. Foi realmente lindo e emocionante!

Playlist da turma:

https://open.spotify.com/playlist/5v2p0i4xNrPuCgdyG4zsAV?si=5b63db642f6f43a4

https://www.canva.com/pt_br/

https://www.spotify.com/br/

Uso também o Mentimeter para criar enquetes e atividades colaborativas, em formato de nuvens de palavras com os alunos, como atividades dentro de um projeto maior no planejamento das aulas da turma.

Quantas as possibilidades, não é? Imaginem o que vocês, queridos colegas, professores e professoras, podem propor e realizar com seus alunos nesse formato de atividades colaborativas! Online ou mesmo presenciais  Depois que se sentirem seguros em realizá-las, vá ampliando propondo simultaneamente  ou ao final, com as atividades coletivas, outras complementares individuais que possam enriquecer ainda mais o processo de aprendizagem dos alunos. Depois, como já disse, incorpore-as no seu planejamento como um todo.

Finalizo com os resultados de minha turma! Mais alunos participando de forma ativa das aulas online! Câmeras abertas, mãos levantadas, explicação deles para outros, apropriação do uso dos recursos tecnológicos pelos alunos em produções autorais, com monitoria das famílias, no uso da Jambord e do Padlet, que ultrapassaram o uso da sala de aula. Mais entendimento, interação , compartilhamento de saberes  e aprendizado de todos!

Garanto a vocês! Depois que começarem a propor em suas aulas atividades coletivas e colaborativas, nem você e nem seus alunos vão querer voltar as aulas passivas!

Um grande abraço! Muito estudo e boa sorte nas suas aulas!

Mara Mansani

 

Sobre a autora do post

Mara Mansani

Mara Mansani

Colunista

Professora há quase 30 anos, lecionou em vários segmentos, da Educação Infantil ao 5º ano do Ensino Fundamental, passando também pela Educação de Jovens e Adultos (EJA). Recebeu o Prêmio Educador Nota 10, na área de Alfabetização, com o projeto Escrevendo com Lengalenga.

Propondo atividades de alfabetização com o uso de QR Codes

By | OLHARES | No Comments

Que tal surpreender seus alunos na alfabetização com desafios que envolvam escritas, leituras e oralidade? A proposta é criar QR Codes recheados de atividades, para complementar e contribuir no processo de alfabetização dos seus alunos. Junto com os códigos, além das atividades, vão as orientações para o desenvolvimento em casa com o apoio e acompanhamento direto das famílias.

Você pode propor um desafio para cada dia da semana, nesse formato as atividades devem ser curtas, que não demandem muito tempo e complexidade na realização para não sobrecarregar com as demais tarefas dos alunos, mas é possível propor também apenas um desafio a cada semana ou quinzenalmente, dessa vez mais elaborados e que exijam mais da participação das crianças, mas independentemente do formato escolhido, de acordo com a realidade de sua turma, procure combiná-los de forma que complementem e reforcem o estudo desenvolvido em sala de aula.

Mas porque usar o QR Code nessa programação de atividades?

QR Code (Quick Response Code), código de resposta rápida, é uma evolução do código de barras. Hoje em dia são super fáceis de criar. Se ainda não experimentou na educação, eu recomendo, pois dá para criar muitas práticas criativas e interessantes com esses códigos.

Além de ser uma linguagem dos nossos tempos, que já faz parte das nossas vidas, sendo usado na apresentação de diversos produtos e informações gerais no nosso dia a dia, como panfletos de mercados, em programas de televisão, em cardápios, em etiquetas de roupas, em livros didáticos, lugares turísticos e etc., o QR facilita o envio das atividades as famílias, pois agrupa as informações de suporte a aplicação, é rápido o acesso, sem contar que há ainda o fator surpresa que o envolve, afinal, sejam crianças ou adultos, todos ficam curiosos em saber o está escondido atrás do código. Isso também motiva a participação e envolvimento de todos.

Os desafios propostos podem ser variados, para isso você, professora, professor, alfabetizadores, precisam levar em conta as necessidades de aprendizagem da sua turma, relacionados a habilidades a serem desenvolvidas.

Veja algumas possibilidades de desafios:

DESAFIO 1: Adivinha. O que é, o que é?

Nessa atividade as crianças são desafiadas a encontrar e escrever a resposta da adivinha sobre um animal (PAPAGAIO) e a gravar em vídeo uma outra para compartilhar com os colegas da turma. No arquivo em formato PDF, estão a atividade, as orientações a família para a realização com a criança e um conteúdo extra, texto informativo, para ler com a criança.

Para criar o QR Code, armazene o arquivo do desafio no Google Drive, ou em outro armazenador, que você costuma usar. Se for no Google Drive, selecione a opção leitor (Qualquer pessoa na Internet com este link pode ver). Em qualquer deles, copie o link de compartilhamento. Escolha um site gratuito para a criação do código, para o desafio acima usei o QR Code Generator. Cole o link, faça o download do código criado e compartilhe com as famílias, nos canais de comunicação, se necessário as oriente sobre leitores de QR Code. https://br.qr-code-generator.com/

Veja no código a abaixo o arquivo do desafio 1: adivinha, na íntegra, que apresento como um modelo possível.

Você pode também propor outros desafios como os que sugiro abaixo:

Além da atividade e das orientações as famílias, coloque sempre que possível um material extra complementar que possa levar mais conhecimento as crianças e sua família. Pode ser algo que explore o tema da atividade ou que tenha alguma relação com ela.

Você pode propor sequências didáticas, gincanas culturais, trilhas de aprendizagem, em todas as disciplinas e muito mais, tudo isso com o uso do QR Code. É só aliar objetivos, intencionalidade pedagógica, criatividade e uma vontade de experimentar e fazer diferente, com foco na aprendizagem dos nossos alunos.

Em outro post, aqui na olhares, vou compartilhar com vocês uma trilha literária para realizar com os alunos, usando as paredes e espaços da escola.

Um grande abraço e até a próxima,

Mara Mansani

Sobre a autora do post

Mara Mansani

Mara Mansani

Colunista

Professora há quase 30 anos, lecionou em vários segmentos, da Educação Infantil ao 5º ano do Ensino Fundamental, passando também pela Educação de Jovens e Adultos (EJA). Recebeu o Prêmio Educador Nota 10, na área de Alfabetização, com o projeto Escrevendo com Lengalenga.