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Como potencializar a aprendizagem dos estudantes na alfabetização na reta final de 2021?

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Com a retomada das aulas presenciais, as Redes de Ensino, escolas e professores puderam ter uma visão mais ampla e profunda da situação da aprendizagem de seus estudantes. Na alfabetização, como era de esperar, depois de tanto tempo em ensino remoto, onde não tivemos as melhores condições para alfabetizar e com as desigualdades no acesso ao estudo, o retrato da aprendizagem indica turmas ainda mais heterogêneas, onde as defasagens estão presentes e indicando várias e diferentes necessidades de aprendizagem.

Esse é o nosso cenário atual na alfabetização, que vai exigir planejamento estratégico das Redes de Ensino com ações pontuais para corrigir os desvios e colocar no eixo o processo de aprendizagem dos nossos estudantes, o que provavelmente pode adentrar os próximos anos.

Mas o que professores alfabetizadores podem fazer em relação a seu planejamento e ações nessa reta final do ano escolar, para potencializar a aprendizagem dos seus estudantes?

Retrato da turma!

Estude com profundidade os dados levantados no diagnóstico da aprendizagem de seus estudantes nessa retomada as aulas presenciais. É preciso identificar com clareza em qual estágio se encontra cada um deles no processo de aprendizagem, quais são suas hipóteses de escrita, que no planejamento podem ser agrupados levando em consideração as habilidades a serem desenvolvidas. Dessa forma é possível fazer intervenções pontuais que atendam as reais necessidades de cada grupo, de acordo por exemplo com cada hipótese de escrita, o que indica diferentes estratégias e práticas pedagógicas.

Foco na aprendizagem!

O foco central nesse período deve ser o processo de aprendizagem, no que os alunos precisam aprender, no potencial de aprendizagem deles, nas ações que podemos fazer para que todos avancem, no levantamento do que pode facilitar e apoiar a alfabetização. Muitas vezes temos a tendência de focar nas dificuldades que encontramos para alfabetizar, carregadas de reclamações , muitas vezes reais e com a devida razão, mas que nos levam a generalizar situações e ter dificuldades de enxergar caminhos a seguir no processo de aprendizagem. Um exemplo disso é quando falamos, “Meus alunos têm muitas dificuldades!”, o que nos leva a algumas reflexões : Que dificuldades são essas? De ordem pedagógica, didática, ou outros fatores? ; Essas habilidades estão ligadas a quais práticas de linguagem? ; Dizem respeito a toda turma, ou a um determinado grupo de alunos? Que percentual da turma? ; Isso tudo leva a repensar nosso trabalho, o que pode trazer mais qualidade para as nossas aulas.

Combine tempo e espaço no planejamento de suas aulas

Pouco tempo e muitas necessidades de aprendizagem são algumas das características desse período , a reta final do ano escolar. A recomendação principal então, é ter calma e clareza que não podemos resolver toda a defasagem na aprendizagem de quase dois anos de pandemia, em apenas um bimestre. Mas para aproveitar ao máximo esse período, um bom planejamento se torna fundamental , e para isso a gestão do tempo e espaço em nossas aulas é um dos fatores de muita importância que deve ser levado em consideração. Nesse sentido, os projetos e sequências didáticas são ótimas opções. Essas modalidades organizativas são estudos e propostas de vários autores como Délia Lerner, o grupo de Genebra (Dolz, Noverraz e Scheuwly), Fernando Hernández, entre outros, cada qual com suas próprias características. Por isso, vale a pena estudar e escolher a proposta que mais se encaixa no seu trabalho na alfabetização, ou fazer uso de elementos comuns a todos que possam contribuir na construção de sua proposta em sala de aula ( projetos e sequências).

Integre componentes e áreas do conhecimento

Selecione as habilidades essenciais na alfabetização previstas em seu currículo, de acordo com as necessidades de aprendizagem de seus alunos. Veja quais as áreas do conhecimento e componentes que pertencem e o que podem ser desenvolvidas conjuntamente, interdisciplinarmente. Dessa forma, além de otimizar o tempo para o desenvolvimento de habilidades e conteúdo, se potencializa a alfabetização, pois assim o desenvolvimento do processo de aprendizagem não acontece de forma fragmentada.

Aprendizados dos professores

Nessa retomada, não abandonem os aprendizados do período de ensino remoto, como o uso de recursos tecnológicos, metodologias ativas e etc. Esse período de ensino exigiu que os professores de maneira geral buscassem o conhecimento de novas formas de ensinar para atender as novas demandas da educação, o que resultou em aprendizados, que podem e devem fazer parte das aulas nesse momento de retomada. Com o uso dessas estratégias, recursos e novas metodologias, podemos dar continuidade as atividades colaborativas, interativas, coletivas, o que agora com as interações entre todos e intervenções do professor podem fazer a diferença na aprendizagem dos estudantes. Nossas aulas devem ser momentos férteis para a aprendizagem de todos, e por isso não cabem mais somente aulas expositivas, atividades passivas, entre outros práticas que fazíamos muitas vezes antes desse período remoto ocasionado pela pandemia da Covid.

Esses são cinco pontos importantes e decisivos, entre outros, para que os estudantes nesse curto tempo restante, ou mesmo em qualquer período, possam aprender muito. Como viram dizem respeito principalmente ao planejamento, a gestão do tempo e espaço em sala de aula, com base no que é essencial para a alfabetização, mas são comuns também a outros segmentos do ensino de todos os anos.

Reflitam sobre cada ponto em relação ao seu trabalho em sala de aula, pensando sobre o que você tem feito que vem dando bons resultados, o que pode melhorar, se são necessários ajustes, entre outros questionamentos. Compartilhe sua reflexão nos comentários!

Um abraço e até a próxima!

Mara Mansani

Sobre a autora do post

Mara Mansani

Mara Mansani

Colunista

Professora há quase 30 anos, lecionou em vários segmentos, da Educação Infantil ao 5º ano do Ensino Fundamental, passando também pela Educação de Jovens e Adultos (EJA). Recebeu o Prêmio Educador Nota 10, na área de Alfabetização, com o projeto Escrevendo com Lengalenga.

Paulo Freire – Para refletir e transformar sua prática

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2021, Centenário de nascimento de Paulo Freire, nosso grande Mestre! Uma trajetória de luta pela educação popular, em defesa da educação como um todo, especialmente na alfabetização. Suas pesquisas, estudo e ações foram de extrema importância para a educação brasileira, e ainda hoje são referenciais, um legado que inspiram professores não só no Brasil, mas também em muitos outros países!

E que legado maravilhoso deixado pelo Patrono da educação brasileira ! Suas obras levam a reflexão e ao entendimento, que podemos e devemos construir juntos a educação de qualidade para todos, tão necessária, urgente e direito de nossos estudantes, e que podemos em nossas salas de aulas trazer mudanças que contribuam para essa construção, com a participação de direta e ativa dos nossos alunos.

Link para download de livros de Paulo Freire

Para conhecer a obra!

Pedagogia do oprimido, A importância do ato de ler, Pedagogia da esperança, e Pedagogia da autonomia, são algumas de suas principais obras, que ainda hoje continuam tão atuais e que trazem luz também a questionamentos desses nossos tempos na educação.

Até mesmo o índice, de seu livro Pedagogia da Autonomia, já traz importantes pistas e indicações sobre a educação e à docência, ampliando e transformando nossa ótica em relação a nossa forma de ensinar, as relações e interações com nossos estudantes, comprometimento, afeto, entre tantas outras coisas importantes, que são exploradas e aprofundadas a cada capítulo. Por isso não deixe de ler, estudar e aprender com toda a obra Paulo Freire.

“Pedagogia da autonomia” é dividido em três capítulos:

Capítulo 1 – Não há docência sem discência: 1.1 – Ensinar exige rigorosidade metódica; 1.2 – Ensinar exige pesquisa; 1.3 – Ensinar exige respeito aos saberes dos educandos; 1.4 – Ensinar exige criticidade; 1.5 – Ensinar exige estética e ética; 1.6 – Ensinar exige corporeificação das palavras pelo exemplo; 1.7 – Ensinar exige risco, aceitação do novo e rejeição a discriminação; 1.8 – Ensinar exige reflexão crítica sobre a prática; 1.9 – Ensinar exige o reconhecimento e a assunção da identidade cultural;

Capítulo 2 – Ensinar não é transferir conhecimento: 2.1 – Ensinar exige consciência do inacabado; 2.2 – Ensinar exige o reconhecimento de ser condicionado; 2.3 – Ensinar exige respeito à autonomia do ser do educando; 2.4 – Ensinar exige bom senso; 2.5 – Ensinar exige humildade, tolerância e luta em defesa dos direitos dos educadores; 2.6 – Ensinar exige apreensão da realidade; 2.7 – Ensinar exige alegria e esperança; 2.8 – Ensinar exige a convicção de que a mudança é possível; 2.9 – Ensinar exige curiosidade;

Capítulo 3 – Ensinar é uma especificidade humana: 3.1 – Ensinar exige segurança, competência profissional e generosidade; 3.2 – Ensinar exige comprometimento; 3.3 – Ensinar exige compreender que a educação é uma forma de intervenção no mundo; 3.4 – Ensinar exige liberdade a autoridade; 3.5 – Ensinar exige tomada consciente de decisões; 3.6 – Ensinar exige saber escutar; 3.7 – Ensinar exige reconhecer que a educação é ideológica; 3.8 – Ensinar exige disponibilidade para o diálogo; 3.9 – Ensinar exige querer bem aos educandos;

Veja abaixo algumas das falas e ideias de Paulo Freire, que são aprofundadas em seu livro.

Capítulo 1 – Não há docência sem discência

Ensinar exige respeito aos saberes dos educandos

“Porque não discutir com os alunos a realidade concreta a que se deva associar a disciplina cujo conteúdo se ensina, a realidade agressiva em que a violência é a constante e a convivência das pessoas é muito maior com a morte do que com a vida? Porque não estabelecer uma necessária “intimidade” entre os saberes curriculares fundamentais aos alunos e a experiência social que eles têm como indivíduos? “

Respeitar e trazer para a sala de aula a vida de verdade e os saberes dos nossos educandos. Saberes socialmente construídos na prática comunitária em seu dia a dia. Todos têm a contribuir na aprendizagem, todos tem algo a ensinar. Com minhas turmas de alunos especialmente na EJA- Educação de Jovens e adultos, ensinei e fui aprendiz. Quando trouxe para as aulas os saberes e vivências de meus alunos, as necessidades de aprendizagem o aprender ganhou sentido, a motivação e participação ativa se ampliou. Produção escrita de folders com dicas de lavagem de roupas brancas e coloridas, Jornal escolar sobre a realidade do descarte do lixo na cidade, dicas para a construção de horta caseira, campanha contra o desperdício e reaproveitamento de alimentos, escrita de requerimento para órgãos da prefeitura, leitura de livretos de autoescola, foram alguns conteúdos explorados em minhas aulas, todos de suas vivências. Assim , venho estruturando todo o planejamento da alfabetização dos meus alunos, crianças e adultos,o que realmente vem dando bons resultados.

Capítulo 2 – Ensinar não é transferir conhecimento

Ensinar exige alegria e esperança

“Há uma relação entre a alegria necessária à atividade educativa e a esperança. A esperança de professor e alunos juntos podemos aprender, ensinar, inquietar-nos, produzir e juntos igualmente resistir aos obstáculos à nossa alegria.”

Como faz bem a todos , educador e educandos, essa cumplicidade, essa alegria e esperança em sala de aula. Aulas onde todos podem falar e ser ouvidos, onde os educandos se sintam apoiados, valorizados em seus saberes, onde todos participam da busca de soluções para os problemas, entre outras coisas, é um ambiente fértil não só para a aprendizagem, como também para as relações e interações humanas. Um bom exemplo disso é o enfrentamento desse período difícil de pandemia de forma coletiva, com nossos alunos, pois juntos temos capacidade de enfrentar desafios e tristezas ,de construir a alegria, de acreditar e fazer as mudanças, de se transformar pela educação e assim transformar nossa realidade.

Capítulo 3 – Ensinar é uma especificidade humana

Ensinar exige saber escutar

“Se, na verdade, o sonho que nos anima é democrático e solidário, não é falando dos outros, de cima para baixo, sobretudo, como se fôssemos os portadores da verdade a ser transmitida aos demais, que aprendemos a escutar, mas é escutando que aprendemos a falar com eles. Somente quem escuta paciente e criticamente o outro, fala com ele, mesmo que, em certas condições , precise de falar a ele. O que jamais faz quem aprende a escutar para poder falar com é falar impositivamente.”

Esse é um ponto de atenção para todos nós professores, aprender a escutar nossos educandos, pois só assim aprendemos a falar com eles. Para entender nosso aluno como igual, como sujeito de sua história, que tem muito a contribuir na construção dessa educação que é todos.

Essa é parte da imensa boniteza da prática educativa, que Paulo Freire nos convida a trazer para as nossas salas de aulas e escolas e educação como um todo. Como puderam perceber fazem muito sentido para nós educadores, educandos, para o processo de ensino e aprendizagem, e na construção de um mundo mais justo e igualitário, com o direito de estudar e aprender garantido a todos.

Espero que essa pequena amostra provoque inquietações em relação a sua prática em sala de aula e te instigue a ler e estudar toda a obra do Grande Mestre, pois ainda dá tempo de fazermos as transformações necessárias na educação brasileira.

Um abraço e até a próxima!

Mara Mansani

Sobre a autora do post

Mara Mansani

Mara Mansani

Colunista

Professora há quase 30 anos, lecionou em vários segmentos, da Educação Infantil ao 5º ano do Ensino Fundamental, passando também pela Educação de Jovens e Adultos (EJA). Recebeu o Prêmio Educador Nota 10, na área de Alfabetização, com o projeto Escrevendo com Lengalenga.

A construção coletiva de uma escola inclusiva

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Em mais de trinta anos em sala de aula, todas as vezes em que tive a oportunidade de ter em minha turma algum aluno com deficiência, pude aprender  muito, como ser humano, e enquanto profissional  da educação. Como foram ricas as vivências, as interações, o processo de aprendizagem dos alunos, as descobertas, as adaptações possíveis, o amor e a empatia! Muitas vezes não foi fácil, é verdade, mas essa convivência é possível, necessária e direito de todos os alunos, crianças, adolescentes e jovens, com deficiência!

As dificuldades vêm muitas vezes por não termos a formação adequada, outros profissionais no apoio  na escola ou recursos e ambientes apropriados e acolhedores, entre outros fatores, mas nada disso invalida o direito de cada um deles de conviver, aprender e se desenvolver coletivamente e colaborativamente. E como ainda temos que aprender no sentido de construir uma escola inclusiva e uma educação realmente para todos! Muitas ações para essa construção envolvem toda a sociedade, outras dependem  especificamente dos poderes públicos no sentido de debater e implantar políticas públicas nesse sentido, que façam valer o que a lei já determina há alguns anos, mas e nós professores , como podemos contribuir para a construção de uma escola inclusiva?

Entre tantas possibilidades, destaco algumas que a meu ver são essenciais e possíveis para nós professores .

  • Em primeiro lugar tenha empatia e esteja aberto a aprender a como fazer essa educação inclusiva, como comunicar e interagir, como fazer da sua sala de aula um ambiente que além de acolhedor, seja de aprendizagem para todos, sem excluir seu aluno com deficiência, logicamente tendo claro que cada qual tem um jeito, um ritmo para aprender, mas que todos podem e tem potencial  para avançar, mesmo dentro de alguma limitação.
  • Se envolva no debate sobre essa educação inclusiva em sua escola, que não deve ser apenas ação e preocupação dos professores que tenha em sua turma algum aluno com deficiência. Cobre  junto de sua escola, Rede de Ensino, ações que apoiem e orientem essas ações.
  • Apoie ações coletivas no sentido de garantir o direito a educação da pessoa com deficiência, sem isolar, separar e ou discriminar.
  • Estude e busque alternativas que sejam possíveis de serem realizadas em sua sala de aula ou seja, aprenda com quem já faz essa educação acontecer, em práticas pedagógicas inclusivas.

Compartilho com vocês, queridos professores, alguns conteúdos,  materiais e práticas pedagógicas  que estão disponibilizadas gratuitamente em sites de  Institutos, Fundações e etc. entre outros.

Instituto Rodrigo Mendes

No site, você encontra um acervo riquíssimo de materiais para estudo, reflexão e muita prática inclusiva! Dá para ampliar muito a nossa visão e entendimento sobre educação e inclusão. Entre tantos materiais de muita qualidade, destaco três, mas vale a pena explorar exatamente tudo!

Livro: “Educação Inclusiva na Prática”. Uma parceria da Fundação Santillana, com o Instituto Rodrigo Mendes.

O livro traz  seis estudos de caso de estudantes com deficiência matriculados em escolas regulares Brasil afora, além da história e de conceitos da educação inclusiva;

https://www.fundacaosantillana.org.br/wpcontent/uploads/2020/07/EducacaoInclusivaPratica.pdf

Acesse também a Live de lançamento do livro, que traz mais informações e o debate para entendermos a proposta do livro. Uma aula para todos de que uma educação inclusiva é possível!

https://youtu.be/niUU3PE9wZg

Coletânea de práticas de educação física, “Portas abertas para inclusão”. São várias práticas incríveis que podem transformar a escola em um espaço de aprendizagem para todos. Muito muito bom, vai muito além da educação física.

http://institutorodrigomendes.org.br/portas-abertas/files/coletanea-de-praticas.pdf

Portal Diversa

Diversa é uma plataforma criada pelo Instituto Rodrigo Mendes, de compartilhamento de conhecimento sobre educação inclusiva, com  práticas e relatos de experiência de educadores de todo o país, com materiais pedagógicos e muito mais. Tudo muito bem explicado e fácil de compreender. Plataforma maravilhosa! Dá para se inspirar, aprender e fazer acontecer  em nossas salas de aula e em toda a escola.

https://diversa.org.br/

Instituto Paradigma

O Instituto Paradigma desenvolve um trabalho voltado para a defesa dos direitos humanos das pessoas com deficiência, com uma proposta ampla, que vai além da educação inclusiva,  como por exemplo a inclusão econômica. O Instituto disponibiliza muitos materiais em sua biblioteca digital como o material abaixo, com práticas pedagógicas inclusivas.

https://iparadigma.org.br/wp-content/uploads/Ed-Inclusiva-3.pdf

Instituto Alana

Para mais reflexão e entendimento sobre os benefícios da educação inclusiva para estudantes com e sem Deficiência, leia e compartilhe com todos da sua escola esse conteúdo disponibilizado pelo Instituto Alana. Material esclarecedor!

https://alana.org.br/wp-content/uploads/2016/11/Os_Beneficios_da_Ed_Inclusiva_final.pdf

Mais conteúdos em práticas inspiradoras!

https://iparadigma.org.br/wp-content/uploads/Ed-Inclusiva-3.pdf

Todos Pela Educação

Para conhecer a legislação sobre educação inclusiva, acesse também:

https://todospelaeducacao.org.br/noticias/conheca-o-historico-da-legislacao-sobre-educacao-inclusiva/

Espero que  explorem todos esses materiais de estudo  e comecem, se ainda não o fizeram, a transformar sua sala de aula em um espaço de aprendizagem para todos. Esse pode ser um bom caminho para a mudança, transformação  e construção da escola inclusiva, nossa contribuição como profissionais da educação.

Como reflexão final, vejam esse conceito disponibilizado pelo Portal Diversa.

“Uma escola inclusiva é uma escola que inclui a todos, sem discriminação, e a cada um, com suas diferenças, independentemente de sexo, idade, religião, origem étnica, raça, deficiência. Uma escola inclusiva é aquela com oportunidades iguais para todos e estratégias diferentes para cada um, de modo que todos possam desenvolver seu potencial. Uma escola que reconhece a educação como um direito humano básico e como alicerce de uma sociedade mais justa e igualitária.”

Um grande abraço a todos e até a próxima!

Mara Mansani

 

Sobre a autora do post

Mara Mansani

Mara Mansani

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Professora há quase 30 anos, lecionou em vários segmentos, da Educação Infantil ao 5º ano do Ensino Fundamental, passando também pela Educação de Jovens e Adultos (EJA). Recebeu o Prêmio Educador Nota 10, na área de Alfabetização, com o projeto Escrevendo com Lengalenga.

Com a boca no trombone: a hora e vez da fala e escuta em sala de aula!

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Como está o diálogo em sala de aula? É consenso que precisamos ouvir e dar vez às vozes das nossas crianças, adolescentes e jovens, mas isso realmente está acontecendo?  

A aprendizagem demanda interaçõestrocas, confronto de hipóteses, construções colaborativas e coletivasentre tantos outros elementos essenciais que só ocorrem com diálogocom abertura para participação de todos e alunos no centro do processo de aprendizagem. Por issoprecisamos compreender que oportunizar tempo e espaço de fala e escuta devem ser ações permanentes em nossas aulas e planejamento. E tudo isso exige uma mudança de postura e de atitude enquanto professores. Afinal nosso papel é mediar e facilitar todo o processo de aprendizagemcriando condições e situações favoráveis para que os alunos aprendam e e se desenvolvam da melhor maneira possível. 

Mudança de postura 

Essa mudança de postura diz respeito às nossas convicções e ações no nosso dia a dia em sala de aula. Muitas vezes, nós, professores, falamos muito e escutamos pouco, mas também não basta abrir participação ativa e direta dos estudantes apenas em momentos determinados. É preciso que em todos os momentos as salas de aulas sejam ambientes para o debate, de forma ética e respeitosa, onde as nossas crianças desde bem pequenas, adolescentes e jovens, se sintam apoiados e acolhidos e fiquem à vontade para perguntar, dar suas respostas, apresentar suas hipóteses e propostas, estudos e pesquisas e expressar seus sentimentos e opiniões, ou seja, construir juntos o conhecimento e um espaço acolhedor. Assim, não cabe mais o “professor como detentor do conhecimento”, só ele fala e decide. 

Práticas e metodologias para o diálogo e participação de todos em sala de aula 

  • Disposição dos espaços em sala de aula. Carteiras organizadas em círculo, em formato de meia lua ou em grupos, de forma que todos possam se ver e ouvir, olho no olho, frente a frente, que favoreça as interações e trocas.
  • Rodas de conversa. Atividade permanente, que conste no planejamento do professor, pelo menos um dia na semana, com organização prévia, com objetivo e intencionalidade definidos, mas que ocorra também a qualquer momento. Atividades que possam em algum momento, ser propostos e conduzidos pelos alunos. Uma boa proposta é se criar um calendário com a programação das rodas de conversa, que podem ser temáticas, receber convidados etc., mas que, essencialmente, permita a participação de todos os alunos.
  • Seminários. Essa metodologia, realizada pelos alunos, leva ao estudo e pesquisa, ao trabalho em equipe e ao compartilhamento de descobertas e saberes. Coloca os alunos no centro do debate e participação, em que podem assumir seu protagonismo na aprendizagem.
  • Perguntas problematizadoras. Um professor provocador incentiva e estimula a curiosidade e o estudo dos alunos. Uma boa maneira de fazer essa provocação é apresentar a eles a cada semana, uma pergunta que os faça pensar, pesquisar e encontrar respostas para situações e problemas do dia a dia.  

Espaços na escola para expressão e fala dos alunos 

  • Parlatório. Em um lugar de destaque e de uso coletivo na escola, que pode ser um pátio ou outro lugar aberto. Com um microfone e uma caixa de som pode ser usado pelos estudantes para dar recados, passar suas mensagens e se expressar culturalmente. Tudo bem combinado com os estudantes para uma participação ética e democrática.
  • Mural. Espaço fixo em muros e ou paredes da escola onde os alunos possam se expressar desenhando e escrevendo. Pode ser feito do mesmo material das lousas de sala de aula, para uso com giz ou canetões, para ser renovado sempre. A cada dia, as escritas devem ser registradas em fotos ou vídeos, antes de serem apagadas para as próximas.
  • Assembleias. A escola convida todas as turmas para um debate geral, em que eles participam com suas contribuições para uma gestão participativa e bem-estar de todos. Pode ser realizada a cada mês ou bimestre do ano escolar de forma fixa ou a qualquer tempo quando surgir alguma demanda. 

Seja em sala de aula, seja na escola como um todo, é extremamente importante criar e fortalecer a cultura do diálogo, da fala e escuta, da participação de todos, pois assim além de contribuir efetivamente no processo de aprendizagem dos nossos estudantes, contribuiremos, pela educação, na construção de uma sociedade, mas justa, empática e mais tolerante. 

Mas e vocês, professores? Que ações em suas escolas estão sendo feitas para criar essa cultura do diálogo? Qual dessas que sugeri você acredita que podem ser adotadas em sua escola ou sala de aula? Conte aqui nos comentários! 

Um abraço e muita escuta a todos nós professores! 

Mara Mansani 

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Mara Mansani

Mara Mansani

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Professora há quase 30 anos, lecionou em vários segmentos, da Educação Infantil ao 5º ano do Ensino Fundamental, passando também pela Educação de Jovens e Adultos (EJA). Recebeu o Prêmio Educador Nota 10, na área de Alfabetização, com o projeto Escrevendo com Lengalenga.

Como anda a participação dos seus alunos em suas aulas?

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Para uma participação ativa dos nossos estudantes em sala de aula, seja virtual ou presencial na escola, precisamos criar situações de aprendizagem, que chamem a participação, que valorizem a expressão das crianças, adolescentes e jovens, que incentivem a autonomia e a criatividade, que levem a reflexão, que desafiem os alunos na busca de soluções e respostas, entre outras coisas, o que nem sempre é tarefa fácil de se fazer. Mas aulas onde os alunos são apenas espectadores desmotivam o estudo, levam ao desânimo e podem contribuir como um dos elementos que levam ao abandono escolar.

Mas o que podemos fazer?

São muitas as possibilidades que levam a participação ativa dos alunos, onde além de consumidores, passam a ser também  produtores de conteúdos e conhecimentos.

Compartilho com vocês, uma dessas possibilidades, uma proposta que venho fazendo há anos com meus alunos, que vai “chacoalhar sua sala de aula”, o jornal escolar.

Um projeto que explora a interdisciplinaridade, envolve diferentes linguagens e que pode render muita aprendizagem, além de ser muito prazeroso para todos, e que tem como produto final um material a ser compartilhado. Pode ser realizado com alunos em diferentes anos, com adaptações e de acordo com a complexidade possível para cada idade. Já desenvolvi com os pequenos na alfabetização, com os maiores de 3º ao 5º ano e com alunos da EJA -Educação de Jovens e adultos.

Jornal escolar

Os alunos adoram assumir os papéis de “jornalistas e repórteres”, se sentem importantes ao entrevistar pessoas, pesquisar assuntos, fotografar para as matérias, debater os temas, apurar fatos, e tudo mais que envolve a produção do jornal. Isso tudo sem contar todas as habilidades que podem ser desenvolvidas nas práticas de linguagem: oralidade, leitura e escrita, a partir da exploração dos textos das esferas jornalísticas, que estão previstas na BNCC desde o 1º ano do ensino fundamental e que fazem parte dos currículos, sem deixar de lado habilidades de outras disciplinas.

Veja abaixo algumas dessas habilidades, em Língua Portuguesa, do 1º aos 5º anos.

(EF12LP11) Escrever, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, fotolegendas em notícias, manchetes e lides em notícias, álbum de fotos digital noticioso e notícias curtas para público infantil, digitais ou impressos, dentre outros gêneros do campo jornalístico, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto.

(EF03LP22) Planejar e produzir, em colaboração com os colegas, telejornal para público infantil com algumas notícias e textos de campanhas que possam ser repassados oralmente ou em meio digital, em áudio ou vídeo, considerando a situação comunicativa, a organização específica da fala nesses gêneros e o tema/assunto/ finalidade dos textos.

(EF04LP17) Produzir jornais radiofônicos ou televisivos e entrevistas veiculadas em rádio, TV e na internet, orientando-se por roteiro ou texto e demonstrando conhecimento dos gêneros jornal falado/televisivo e entrevista.

(EF04LP16) Produzir notícias sobre fatos ocorridos no universo escolar, digitais ou impressas, para o jornal da escola, noticiando os fatos e seus atores e comentando decorrências, de acordo com as convenções do gênero notícia e considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto.

(EF05LP17) Produzir roteiro para edição de uma reportagem digital sobre temas de interesse da turma, a partir de buscas de informações, imagens, áudios e vídeos na internet, de acordo com as convenções do gênero e considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto.

Mas como fazer?

O professor pode:

  • propor a produção de um jornal completo com sua turma, com as principais seções;
  • propor a produção de uma ou mais seções, escolhendo o gênero textual que será explorado;
  • combinar a produção completa com toda a escola, onde cada turma fica encarregada de produzir uma parte do jornal. As turmas de alfabetização da escola, podem escrever legendas das fotos, os classificados ou uma entrevista, por exemplo.
  • selecionar e escolher com a turma e ou toda a escola, os temas que serão abordados, que podem ser do cotidiano escolar, da comunidade no entorno, de interesse dos alunos etc. Jornais temáticos são boas opções para se iniciar a produção de um jornal escolar. Veja alguns exemplos de temas: Meio Ambiente (o destino do lixo escolar e da comunidade); Saúde (Como a escola e a família podem se prevenir quanto a Covid); Cultura (O acesso de alunos aos livros e a leitura).
  • Propor o jornal escrito, no formato impresso e a partir dele propor a produção no formato digital, ou em vídeo ou oral;

O projeto jornal pode ser desenvolvido em até um mês de aula, em um bimestre, ou mesmo durante todo o ano escolar, com mais de uma edição produzida pelos alunos, mas a definição quanto ao tempo e espaço que irá ocupar dentro do planejamento e rotina da turma, depende das necessidades de aprendizagem dos alunos e habilidades a serem desenvolvidas. O professor deve selecionar quais são as habilidades que pretende desenvolver com os alunos dentro da oralidade, da leitura e escrita.

Onde encontro materiais de referência e de apoio ao desenvolvimento do jornal?

Os primeiros jornais que fiz com meus alunos foram reproduzidos com o uso do mimeógrafo a base de álcool e estêncil, depois com passar do tempo passei a usar uma impressora onde eram reproduzidos em papel jornal, coloridos e com fotos. O layout que era criado no desenho e com uso de régua no início, passou a ser definido com o uso dos computadores e recursos digitais. Mas hoje podemos conta ainda mais com materiais  e recursos disponibilizados gratuitamente para o planejamento e desenvolvimento do jornal.

Veja abaixo, alguns materiais e conteúdos que vão contribuir muito na produção do jornal escolar:

1. Site Jornal Escolar

Tem tudo o que o professor  precisa: A base teórica para compreender a importância do trabalho com jornal em sala de aula;  dados de pesquisas sobre seu uso escolar; orientação a todas as etapas de desenvolvimento; sequencias didáticas; planos de aulas; vídeos com práticas ; passo-a-passo da diagramação com diversos modelos editáveis e muito, muito mais.

http://www.jornalescolar.org.br/

4. Jornal voltado para crianças, mas só com assinatura

https://jornaldacrianca.com.br/

5. Plataforma de armazenamento para publicação e acesso de todos ao jornal escolar produzido.

https://issuu.com/

Agora, mãos na massa! Acesse os materiais, estude e planeje, se inspire e use todos os recursos disponíveis para criar um jornal escolar com sua turma ou toda a escola. Você vai ver como a participação dos alunos vai ser muito ativa e como podem avançar na aprendizagem. Deixe seu comentário sobre o uso do jornal em sala de aula. Já fez? Usa outros recursos tecnológicos? Como foram as participações  dos alunos?

Um grande abraço e até o próximo post aqui na coluna!

Mara Mansani 

Sobre a autora do post

Mara Mansani

Mara Mansani

Colunista

Professora há quase 30 anos, lecionou em vários segmentos, da Educação Infantil ao 5º ano do Ensino Fundamental, passando também pela Educação de Jovens e Adultos (EJA). Recebeu o Prêmio Educador Nota 10, na área de Alfabetização, com o projeto Escrevendo com Lengalenga.

Jogos digitais na alfabetização

By | OLHARES | No Comments

Estamos sempre procurando novas práticas, metodologias, ferramentas e tudo mais que possa contribuir no processo de alfabetização dos nossos alunos, mas  sabemos que não há um único caminho, uma única “receita”, para alfabetizar, na verdade para atender diferentes necessidades de aprendizagem, precisamos de uma combinação entre esses vários elementos educacionais , que se complementem entre si. Tudo bem pensado e planejado em nossa rotina pedagógica, levando em conta as habilidades que serão desenvolvidas para que os alunos avancem na aprendizagem. 

Entre esses vários elementos temos os jogos digitais voltados para a alfabetização, que são ferramentas educacionais que podem fazer parte da rotina de estudos dos alunos, como  complementos as práticas desenvolvidas pelos professores em sala de aula, na consolidação de determinada habilidade desenvolvida, entre tantas outras funções pedagógicas.  

Trago aqui para a reflexão e  debate  a análise do uso de três possibilidades de usos dos jogos  digitais de alfabetização. Seus propósitos, suas dinâmicas e possibilidades de uso como complemento as nossas aulas na alfabetização. Em outro post, apresentarei outros, com outras características e possibilidades de explorar como apoio a educação. 

Aplicativos para a alfabetização: 

Grafogame 

É o aplicativo disponibilizado pelo MEC, dentro do Programa Tempo de Aprender, tendo como base principalmente a Consciência fonológica e o conhecimento alfabético. As atividades dentro do jogo exploram o aprendizado primeiro das letras (começa com as vogais), depois silabas e palavras, com muita  memorização e relações entre fonemas e grafemas.  

Necessita de conexão só para baixar, depois funciona offline. Pode ser utilizado com indicação e orientação do professor para uso da criança com apoio e acompanhamento pela família em casa, mas também pode ser usado diretamente por elas, sendo de fácil entendimento. Está disponível , no sistema Android, IOS e Microsoft Windows 7 e superiores. 

Voltado para crianças de 4 a 9 anos, do último ano da pré-escola e nos anos iniciais da alfabetização. A recomendação é de uso no máximo de quinze minutos por dia, segundo as orientações do Ministério da Educação.  

Minha análise: Pode apoiar o início da alfabetização, quando as crianças  ainda estão aprendendo o alfabeto e fazendo as primeiras relações entre o falado e escrito, escrevendo e lendo as primeiras palavras. Mas em sala de aula é importante que o professor inicie e explore a alfabetização tendo como base a centralidade do texto. Na BNCC, para os anos iniciais temos nas práticas de linguagem, quatro campos  onde os textos estão distribuídos: Campo de Vida Cotidiana, Campo da vida pública, Campo das práticas de estudo e pesquisa e Campo artístico-literário, que podem render inúmeras situações para a aprendizagem. 

Sugestão: Na rotina, se os alunos estiverem nessa fase inicial da alfabetização, inclua como tarefa, o uso com acompanhamento pela família, pelo menos 3 vezes por semana, como apoio ao trabalho iniciado na sala de aula, com base nos textos. 

Conheça: http://alfabetizacao.mec.gov.br/grapho-game 

Luz do saber  

Luz do Saber é um projeto do Programa Cientista-Chefe em Educação Básica do Estado do Ceará, que entre  suas ações disponibiliza um portal educacional gratuito  para alunos dos anos iniciais do ensino fundamental, com foco na alfabetização, com atividades online, jogos e materiais pedagógicos para o professor e de orientação as famílias. De fácil acesso e entendimento do seu funcionamento. 

Minha análise: Conteúdo de qualidade, amplo e diverso que explora as várias práticas de linguagem, para a alfabetização dos alunos, com sequências didáticas, com possibilidade de escritas autorias dos alunos, desenvolvimento leitura escrita e da oralidade a partir do contato com os diversos gêneros textuais orais, escritos e digitais. Destaque para as sugestões de atividades para serem desenvolvidas no contexto  familiar com uso da plataforma. `Pode inspirar práticas pedagógicas. 

Sugestão: Pode ser incorporado em toda a rotina de alfabetização dos alunos, em suas diferentes etapas, ao menos três dias da semana, como apoio  e complemento ao trabalho desenvolvido em sala de aula, de acordo com a necessidade de aprendizagem dos seus alunos. Realmente é um aprender brincando! Muito bom! Vale a pena explorar e estudar todo o conteúdo disponibilizado. 

Acesse: https://luzdosaber.seduc.ce.gov.br/  

EduEdu 

EduEdu é um aplicativo de acesso  gratuito, disponibilizado pela ONG -Instituto ABCD. A proposta é atender alunos com dificuldades em leitura e escrita, com dislexia. As atividades propostas exploram a consciência fonológica e o princípio alfabético, a leitura e compreensão do textual. A criança começa fazendo uma prova que verifica o conhecimento dela dentro dessas áreas e que gera um relatório com seu desempenho com dicas do que pode ser feito para que avance na aprendizagem. A partir desse relatório o aplicativo disponibiliza atividades digitais e para imprimir opara a criança voltada para atender as suas  necessidades de aprendizagem especificas, que vai mudando conforme a criança avança. O aplicativo tem muitas  atividades que envolvem a leitura e escrita de letras e palavras e as relações fonemas grafemas, mas  têm também textos, músicas e jogo. Tudo muito  colorido, com personagens no formato de monstrinhos, atrativo e dinâmico. Pode ser usado por alunos da pré-escola, de 4 a 5 anos, e de 1º ao 3º ano do ensino Fundamental 1. 

Destaque para aa atividades que exploram as questões socioemocionais e os relatórios com recomendações pedagógicas.  

Sugestão: Mesmo sendo pensado para crianças com dificuldades de aprendizagem, pode ser usado como complemento ao trabalho do professor em sala de aula com todos os alunos. O professor  pode aproveitar também o relatório gerado sobre o desempenho da criança, comparar com outros resultados no processo de avaliação realizado em sala, para refletir possíveis caminhos no processo de aprendizagem. Pode ser incorporado em toda a rotina de alfabetização dos alunos, em suas diferentes etapas, ao menos dois dias ou mais da semana, como apoio  e complemento ao trabalho desenvolvido em sala de aula, de acordo com a necessidade de aprendizagem dos seus alunos.  

Saiba mais: https://www.eduedu.com.br/ 

 Atenção!  

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), recomenda quanto ao uso excessivo das telas. Crianças com idades entre 2 e 5 anos, limitar o tempo de telas ao máximo de 1 hora/dia, sempre com supervisão de pais/cuidadores/ responsáveis; crianças com idades entre 6 e 10 anos, limitar o tempo de telas ao máximo de 1-2 horas/dia, sempre com supervisão de pais/responsáveis. 

Leia mais: https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/_22246c-ManOrient_-__MenosTelas__MaisSaude.pdf

 

Ao usar os jogos digitais, posso considerar que minhas aulas estão gamificadas? 

Resumidamente, a gamificação é uma metodologia de ensino com base na dinâmica do uso de jogos, que podem ser  eletrônicos ou não. Engaja a participação dos alunos, pode  potencializar o aprendizado de forma personalizada, torna o ensino prazeroso e  pode ser uma boa estratégia para apoiar o trabalho do professor na alfabetização. Esses aplicativos usam os elementos da gamificação, mas fazer uso deles apenas como recursos tecnológicos, não necessariamente significa que suas aulas serão gamifificadas, pois para isso precisamos considerar outros elementos como por exemplo, que os alunos pensem e encontrem novas formas de  se resolver situações e desafios, o que só fazer uso dos jogos digitais não dão conta. 

 

Um bom caminho para que seus alunos tenham mais oportunidades para avançar na aprendizagem é fazer uso dos aplicativos atrelados a sua rotina pedagógica, mas com a compreensão que eles não substituem as interações entre as crianças, o objeto do conhecimento e as intervenções dos professores! 

Espero que aproveitem as sugestões da melhor maneira possível, que explorem as possibilidades desses recursos e façam suas próprias análises, mas se já fazem uso de algum jogo digital voltado para a alfabetização, conte nos comentários. Será muito bom para todos esse compartilhamento de experiências! 

Um abraço e até o próximo post! 

Mara Mansani 

Sobre a autora do post

Mara Mansani

Mara Mansani

Colunista

Professora há quase 30 anos, lecionou em vários segmentos, da Educação Infantil ao 5º ano do Ensino Fundamental, passando também pela Educação de Jovens e Adultos (EJA). Recebeu o Prêmio Educador Nota 10, na área de Alfabetização, com o projeto Escrevendo com Lengalenga.