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Recursos tecnológicos no planejamento e preparo das aulas na alfabetização

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Quanto aprendizado para todos nessa pandemia. Na educação então, nem se fala! Mudou forma como pensamos, planejamos e fazemos ela acontecer. Passamos das aulas presenciais, para aulas no ensino remoto no contexto familiar e agora estamos nessa transição para o ensino híbrido, o que nos mostra que temos ainda muito o que aprenderpara uma  virada e transformação para  mais qualidade e aprendizagem de todos os alunos. 

No passado, não muito distante, para a preparação de aulas, tínhamos cadernos  de planejamento os famosos “Semanários”, que continham as atividades que seriam realizadas em sala de aula. Depois com a distribuição dos livros didáticos pelo Ministério da Educação, passamos a ter mais uma ferramenta, que oferecia um guia, que seguíamos da primeira à última página, com passar dos tempos muitos professores passaram a usar as rotinas pedagógicas e outras formas e estratégias para o planejamento das aulas 

Agora, no século 21, temos um currículo construído e alinhado a BNCC, que traz competências e habilidades a serem desenvolvidas, indicando um rumo no processo de aprendizagem dos nossos estudantes. Novos tempos que trazem a necessidade do uso de diferentes metodologias, estratégias e novas ferramentas, que agora são combinadas também com algumas conhecidas e usadas, como os próprios livros didáticos. 

Atualmente, para planejar minhas aulas na alfabetização levo em conta alguns elementos: 

  • O que meus alunos já sabem e o que  eles ainda precisam aprender. 
  • Devido a pandemia, as  habilidades prioritárias  que serão desenvolvidas nesse período. 
  • Quais os canais de interação, de comunicação e tecnologias que meus alunos têm acesso. 
  • O que é possível fazer em parceria com as famílias para os estudos dos alunos. 
  • Quais  ferramentas tecnológicas posso usar em minhas aulas. 
  • O que minha Rede de Ensino oferece como apoio. 
  • Isso tudo, sem deixar de lado as questões de saúde física e emocional dos meus alunos. 

Juntando os meus aprendizados, as novas demandas e as necessidades na alfabetização dos meus alunos, chego à conclusão de que realmente, não bastam mais uma caneta e um caderno, como no início da minha carreira como professora alfabetizadora, para preparar e planejar minhas aulas. São novos tempos, que exigem ainda mais estudos, foco e criatividade  do professor.  

Compartilho com vocês algumas ferramentas  que aprendi usar, outras que estou experimentado  para o planejamento das  minhas aulas na alfabetização e que agora fazem parte da minha rotina.

Gravação das aulas

Meus alunos da alfabetização, estão no ensino remoto no contexto familiar. Devido a realidade local, recebem  quinzenalmente apostilas de atividades no formato impresso. As apostilas são criadas coletivamente com minhas colegas alfabetizadoras de 1º ano de minha escola, sempre levando em conta os elementos que falei. Tenho também um grupo de WhatsApp da turma, onde envio orientações escritas, áudios, conteúdos culturais e diariamente vídeos explicativos com o passo a passo para a realização das atividades. Os vídeos são gravados a partir da tela do computador, usando alguns recursos: 

  • Lousa Digital  

Microsoft Whiteboard 

Whiteboard é uma lousa digital, gratuita, onde posso abrir documentos, em diferentes formatos como o PDF das apostilas, fotos, criar notas adesivas, caixas de texto etc. Na gravação da aula, na lousa, vou apresentando as atividades, fazendo perguntas que levem a reflexão, explicando como se estivesse falando com as crianças, por exemplo: “Com que letra começa o nome dessa fruta?” ,(espero uns segundos e contínuo), “Isso mesmo a letra…!” Nas atividades uso os pincéis disponíveis na lousa para escrever, circular, indicar leituras, e tudo mais. Amplio ou diminuo as atividades. Essa é uma forma de minimizar as dificuldades  na alfabetização no ensino remoto. Pois de certa forma consigo dar as orientações adequadas para as crianças, que antes dependiam e contavam apenas com suas famílias, ou seja, isso tudo facilita o entendimento para o responsável que está apoiando as atividades em casa e principalmente para  as crianças. Mas  o uso das lousas digitais são ainda melhores para aulas online, onde você pode propor atividades interativas e colaborativas. E olha que é muito fácil usá-las, tudo intuitivo, mas se precisar na Internet tem tutorias para explorar o máximo esse recurso. Outra lousa digital que gosto de usar é a Jamboard da Google, com acesso fácil pelo gmail. Ela também é ótima para atividades online ou para preparar as que serão impressas , que podem ser baixadas no formato PDF ou imagem. Com intencionalidade pedagógica e  criatividade, dá para criar inúmeras atividades. No ensino remoto, essa foi a forma que encontrei para apoiar as aulas, em combinação com o  uso do WhatsApp.  

  • Gravação de aula 

Para gravar as aulas na lousa digital, que serão enviadas no grupo da turma, uso o programa Xbox game bar disponível no Windows 10, no meu computador, de forma gratuita. É bem simples e muito fácil de usar. Aperto e seguro a tecla do Windows e  a tecla G, simultaneamente no teclado. Fazendo isso  aparece na tela o quadro de captura para a gravação. Se for seu caso, experimente aí no seu computadorConfiguro o áudio, ponho para gravar e pronto. Com esse recurso posso gravar qualquer coisa na tela do computador, não só as aulas na lousa. Com ele gravo minha fala sem  aparecer, mas há outros aplicativos com ainda mais recursos para a gravação, como Obsproject  ou o Ocam. 

  • Comprimindo vídeos para o WhatsApp 

Se o vídeo fica muito pesado para mandar pelo WhatsApp, comprimo online no site Clideo. 

Gosto de usar esse site para comprimir vídeos, também pela facilidade, porque não preciso me cadastrar para isso.  

Mas tenha claro que não é a lousa e o recurso de gravação o ponto mais importante! O que conta é a intencionalidade, o que precisamos explorar com os alunos, e o nosso planejamento. Recursos tecnológicos são meios e não fim! 

  

  • Legendas nos vídeos 
  •  Outro recurso que venho experimentando é o de colocar legendas em vídeos, para uma aula mais especial ou temática, gravados pelo celular, ou na tela do computador. Sempre vídeos curtos, compactos, com poucos minutos. A proposta é usá-los como complemento para estudo do conteúdo a ser explorado e não deixar os alunos por tempos longos e desnecessários  em frente a telas. Dá para gravar por exemplo, um vídeo para uma aula sobre desperdício de alimentos no nosso dia a dia, como tema para a escrita de uma campanha de conscientização na alfabetização. Tenho usado o Veed.io, para criação das legendas , um aplicativo online também sem necessidade de se registrar no site. Dá para editar corrigindo alguma palavra na legenda. As legendas em vídeos funcionam mais para alunos em continuidade e consolidação  da alfabetização, seja no 1º,n o 2º e ou 3º ano,  facilitando e apoiando o entendimento  do conteúdo, onde eles podem também  relacionar o falado ao escrito. Mas dá também para criar muitas atividades  de leitura e escrita na alfabetização usando as legendas usando por exemplo o Powerpoint.  
  • Criando sua própria fonte de escrita na alfabetização. 

Para outra turma de alunos, nas aulas online pelo aplicativo Teams, no ensino remoto e como complemento as aulas no retorno presencial, nas atividades apresentadas, uso fontes cursivas digitais. Alguns alunos estavam em transição da letra bastão mais apropriada para alfabetizar para a escrita cursiva. Essa transição pode causar muita confusão e dificuldades nas escritas dos alunos. O bacana é que no meio digital, em segundos, transformamos o formato da fonte, atendendo as necessidades de todos os alunos. A novidade agora é que pude criar também minha própria letra cursiva, minha  fonte para uso no computador, exatamente como costumo escrever em sala de aula. O site Calligrafhr oferece esse recurso. Você faz o download do gabarito em branco, cria seus caracteres, escaneia sua escrita no gabarito, e então o aplicativo cria sua fonte que pode  então ser instalada. Mas é preciso mais de uma tentativa até acertar os espaçamentos na escrita. É muito, muito bacana! 

Viram só quantas  coisas úteis para transformar e apoiar o planejamento das nossas aulas. Imaginem só o que podemos fazer e aprender ainda! Espero que tenham gostado e usem em suas aulas.  

Um grande abraço e até o próximo post, aqui no Olhares! 

Mara Mansani 

Sobre a autora do post

Mara Mansani

Mara Mansani

Colunista

Professora há quase 30 anos, lecionou em vários segmentos, da Educação Infantil ao 5º ano do Ensino Fundamental, passando também pela Educação de Jovens e Adultos (EJA). Recebeu o Prêmio Educador Nota 10, na área de Alfabetização, com o projeto Escrevendo com Lengalenga.

Alfabetização em tempos de pandemia

By | OLHARES | No Comments

Um tema que vem causando muitas preocupações e dúvidas em redes de ensino, professores e famílias de alunos: a alfabetização em tempos de pandemia, principalmente no ensino remoto no contexto familiar.

Afinal, todos querem saber como alfabetizar os alunos, quando nem sempre são possíveis as interações entre eles e com o objeto de conhecimento, as intervenções pedagógicas do professor, o acesso a recursos tecnológicos e outros fatores essenciais para a aprendizagem das crianças.

Sim! A alfabetização vem sofrendo ainda mais prejuízos nesse período. Não estamos desenvolvendo o processo de alfabetização como o conhecemos e normalmente fazemos em sala de aula. Há lacunas e teremos muito trabalho adiante , no presencial ou híbrido, para conseguir com que todos os alunos possam avançar na aprendizagem, mas precisamos ter claro também que nossos problemas com a alfabetização já vêm de antes da pandemia, o que nos traz uma reflexão. Que alfabetização estamos fazendo?

Voltando a questão da pandemia, o fato de não termos as melhores condições para essa alfabetização, não quer dizer que nós professores, estamos de “mãos amarradas”, afinal podemos fazer muito pela aprendizagem dos nossos alunos criando situações e vivências no contexto familiar para que eles experimentem o uso da língua nas práticas sociais em seu dia a dia, seja escrita, na leitura e ou oralidade, que podem, por exemplo, ser exploradas através das brincadeiras e afazeres do seu cotidiano. Essa rotina em casa, orientada pelo professor, poderá contribuir muito em suas hipóteses sobre o como funciona o nosso sistema de escrita alfabético e consequentemente em sua alfabetização.

Se inspirem nessa prática de alfabetização que compartilho com vocês, com o tema brinquedos! Ela pode ser desenvolvida no formato remoto e no formato presencial ou híbrido, com algumas adaptações.

Vamos brincar?

Objetivo: Criar uma rotina para os alunos, oferecendo situações de leitura, escrita e oralidade na alfabetização, principalmente no ensino remoto, com apoio das famílias, explorando o tema brinquedos e brincadeiras.

Passo 1: Contextualização. Preparando para as atividades

A. Crianças falam sobre seus brinquedos e ou brincadeiras preferidas. Respondem: Qual a sua brincadeira preferida? Por que gosta dela?

· Por áudio, ou vídeo (até 15 segundos), via WhatsApp. O professor pode editar um vídeo com as preferencias das crianças, ou em outro momento usar esse conteúdo para fazerem um livro de brincadeiras da turma.

· Desenhando e escrevendo o nome da brincadeira em casa com o apoio da família, inserida nas atividades offline, entregues pela escola.

· Em uma roda de conversa na sala de aula.

B. Conhecendo o Museu do brinquedo popular, coleção de David Glat. Vídeo. Link do vídeo, via WhatsApp ou outro canal de comunicação.

https://www.museudobrinquedopopular.com.br/videos_tudoav.asp

Passo 2: Leitura de lista com nomes de brinquedos.

As crianças leem uma lista com nomes de brinquedos, com o auxílio da família em casa ou na sala de aula com as intervenções do professor. No contexto familiar, oriente as famílias para que falem um nome por vez de brinquedo da lista para que a criança encontre. Por exemplo, ioiô. A criança nessa busca ao tentar descobrir onde está o nome vai relacionando o som à escrita.

“Mas ela não sabe ler!” , “ Vai errar!”.

Não há “erros”, há reflexões e assim a criança vai levantando hipóteses sobre a escrita das palavras. Então, não é a resposta e sim, todo o processo para se chegar nela, o que realmente importa. Sendo assim essas atividades feitas em casa vão apoiando o processo de alfabetização.

Se for presencialmente, ou em sala de aula virtual, faça intervenções através de perguntas para que as crianças pensem sobre a escrita das palavras.

Passo 3: Hora de brincar.

Envie as famílias sugestões de brinquedos ou brincadeiras para fazerem com as crianças. O brincar naturalmente faz parte da rotina delas, mas em tempos de pandemia ou na correria do dia a dia dos pais e responsáveis, nem sempre há espaço e tempo para essa atividade tão importante para elas. Com as sugestões do professor famílias e crianças podem redescobrir o prazer de estarem juntos e estreitar ainda mais os laços, tão importantes nesse momento em que muitos pequenos estão abalados emocionalmente.

Envie o link sobre a brincadeira, via canais de comunicação com as famílias, ou ofereça o material em PDF, e ou impresso se no ensino offline.

https://territoriodobrincar.com.br/videos/serie-infantil/
https://www.tempojunto.com/
http://massacuca.com/jogo-da-velha/
https://mapadobrincar.folha.com.br/brincadeiras/

Passo 4: Escrita de nomes de brinquedos e brincadeiras.

Distribua as crianças uma folha impressa com imagens de alguns brinquedos e brincadeiras para que eles escrevam o nome de cada uma delas. Na sala de aula, você pode chamar a cada palavra uma criança para que escreva o nome na lousa, quando então todos os demais, participam confrontando seus conhecimentos em hipóteses a respeito da escrita, com a mediação em intervenções pedagógicas do professor. Para o ensino remoto, no contexto familiar, envie para as famílias além da atividade impressa, um tutorial, curto e claro, sobre como apoiar a criança na atividade. Todas as atividades anteriores prepararam as crianças para essa escrita.

Passo 5: Gravação de tutorial em vídeo de uma brincadeira

Grave um vídeo com um tutorial, sobre como construir um brinquedo ou fazer uma brincadeira para enviar as crianças e suas famílias. Pense em três passos: apresentação; materiais necessários; como brincar; no máximo de dois a três minutos. Na Internet há vários tutoriais disponíveis gratuitamente também.

A ideia é oferecer um modelo e inspirar as crianças a também gravarem seu tutorial, com apoio das famílias, ensinando uma brincadeira. Você vai se surpreender com a capacidade das crianças ao explicarem o passo a passo. Compartilhe as produções das crianças nos canais de comunicação da escola, ou no grupo de WhatsApp da turma ou ainda no formato de mural digital, com os devidos cuidados , seguindo as orientações de sua escola e sua Rede de Ensino.

Como viram, só nessa proposta são muitas as possibilidades de se explorar e apoiar a alfabetização, mesmo no ensino remoto. Mas tem muito mais, plantar, entrevistar, cantar, contar histórias, cozinhar, encenar, ouvir, produzir vídeos, ler livros e tantas outras coisas que as crianças adoram fazer. Para elas uma grande brincadeira e muitos desafios, para nós professores toda a intencionalidade para a aprendizagem, para as famílias uma ótima oportunidade de acompanhar de perto e apoiar os estudos de seus filhos.

Espero que gostem das sugestões! Vamos lá, apoiar e fazer a alfabetização acontecer no ensino remoto no contexto familiar, presencial ou híbrido!

Um abraço e até o próximo post, com dicas práticas de tecnologia para apoiar suas aulas na alfabetização!

Mara Mansani 

Sobre a autora do post

Mara Mansani

Mara Mansani

Colunista

Professora há quase 30 anos, lecionou em vários segmentos, da Educação Infantil ao 5º ano do Ensino Fundamental, passando também pela Educação de Jovens e Adultos (EJA). Recebeu o Prêmio Educador Nota 10, na área de Alfabetização, com o projeto Escrevendo com Lengalenga.

Olhares por Mara Mansani

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Olá, queridos professores e professoras, que fazem a Educação acontecer, em suas Redes, escolas e salas de aula, em cada canto desse nosso imenso Brasil! 

Que bom estar com vocês, aqui nBlog Redes Moderna, nesse espaço colaborativo da Coluna de Educação“Olhares  

Sou Mara Mansani, professora há 34 anos, em escolas públicas no Estado de São Paulo. Nessa trajetória, venho atuando  em vários segmentos, na Educação Infantil , também  de  1º ao 5º ano do Fundamental 1 e na  Educação de Jovens e Adultos (EJA). 

Ser professora não estava em meus planos e sonhos, mas me  apaixonei pela profissão ao meu primeiro contato com a educação. Me formei no magistériotambém no Normal Superior e venho nessa jornada estudandome especializando na área de Alfabetização. Esse empenho e estudo me rendeu em 2014o Prêmio Educador Nota 10, da Fundação Victor Civita, com um projeto onde meus alunos foram alfabetizados e se tornaram  autores de cinco livros  maravilhosos com textos de lengalenga. Atualmente trabalho também com formação de professores e participo de duas grandes redes de conexão de professores, no Brasil, a Conectando Saberes apoiada pela Fundação Lemann e a Comunidade Atenea, Rede Latino-Americana, apoiada pela Fundação Varkey.  

Agora que já sabem um pouco sobre minha trajetória na Educação, tenho um convite especial para vocês, queridos amigos de profissão! Uma parceria pela Educação de qualidade: eu, você e a Moderna! 

Sim, uma parceria aqui na “Olhares”, nossa nova coluna de educação, no Blog Redes Moderna, com encontros  quinzenais, para trocar experiências e práticas pedagógicas, tratar de tendências da educação e temas relevantes para professores e para as escolas, com foco voltado para a Alfabetização, relação com as famílias e a EJA.   

Olhares que levem a reflexão para a construção coletiva de uma educação de qualidade para todos! Vai ser incrível! De professor para professor, com a Moderna! 

Para começar e selar essa nossa parceria, trago a nossa roda um tema que deve sempre estar em nosso planejamento, ainda mais agora nesse momento de retorno as aulas, seja no modelo remoto, presencial ou híbrido, Como engajar e acolher os alunos?”. 

Por isso, compartilho com vocês: 

Quatro dicas, em práticas pedagógicas, para você  se inspirar  e desenvolver com sua turma. 

  1. Ouvir para acolher! 

Depois de tanto tempo em distanciamento social, as emoções estão a flor da pele, todo mundo quer e precisa falar. Imagine então na volta as aulas, nossos alunos querendo por tudo para fora. Nem sempre há espaços e tempos de escutas previstos para eles, por isso inclua aí no seu planejamento esse momento tão especial, que pode acontecer em uma Roda de Conversa que estimule a participação de todos. Para preparar, antecipar e facilitar ações para esse momento de escuta e fala, antes de iniciar as aulas (se possível) ou logo nos primeiros dias, você pode criar uma nuvem de palavras para a turma participar online, ou pelo WhatsApp e ou até mesmo em formato impresso, para que os alunos respondam: “ Na volta  às aulas, eu quero…” 

A proposta é criar um painel com sentimentos e expectativas dos alunos na volta as aulas, e a partir das respostas abrir a Roda de Conversa, onde você professor, professora, faça a mediação para que todos possam se sentir  bem acolhidos na turma, na escola ou sala de aula virtual. Imprima a nuvem criada, ou monte um painel a partir das respostas recebidas no WhatsApp e o respostas escritas pelos alunos. 

Para  alunos de todos os segmentos. 

Formato de ensino: remoto ou híbrido. 

Materiais: Aplicativos: WhatsApp e um para a criação da nuvem de palavra (sugestão Mentimeter) 

https://www.mentimeter.com/ 

2. Para motivar à volta as aulas 

Para chamar os alunos para a volta as aulas e mostrar o quanto eles são importantes para toda a escola, faça gravações com mensagens  personalizadas, usando os nomes de cada aluno da turma, com pessoas  que fazem parte do dia a dia da escola, a merendeira, o inspetor, você etc. Veicule pelo WhatsApp das famílias. As mensagens podem ser em vídeo ou áudio. Imagine eles recebendo uma mensagem que foi feita especialmente para ele, será emoção na certa! Uma ação dessa pode até evitar uma possível evasão escolar.  

Para alunos de todos os segmentos.

Formato de ensino: remoto, presencial e ou híbrido. 

Materiais: celulares e ou outros equipamentos para a gravação  de áudios ou vídeos. 

3. Para criar pertencimento! A nossa escola! 

Para alunos da Educação Infantil e  alfabetização, que ainda não conhecem a escola (ou mesmo para aqueles que conhecem e  estão com saudades)  e vão começar as aulas ainda no formato remoto, vale apresentar a escola em gravações em vídeos. No ensino presencial, uma das primeiras atividades é fazer um tour por todos os espaços da escola. Então, você pode combinar com outros professores e cada um apresenta um espaço, explicando seu uso, reforçando a mensagem que tudo está sendo preparado para recebê-los, quando as aulas voltarem presencialmente. Isso cria um sentimento de pertencimento. “Minha Escola!” 

Para  alunos de Educação Infantil ou 1º ano na alfabetização. Para os demais com adaptações na mensagem gravada. 

Formato de ensino: remoto. 

Materiais: celulares e ou outros equipamentos para a gravação  de vídeos. 

4. Conhecendo a turma: Mural da turma , quem sou eu  

Uma prática bem bacana para conhecer a turma é criar um mural digital (pode ser em PPT ou um aplicativo de uso da turma) ou em papel com a produção dos alunos, onde eles se desenham e escrevem um pouco sobre eles. Oriente para escrevam como se chamam, idade, sua preferencias em brinquedos e brincadeiras e o que mais quiserem escrever. Para turmas iniciais de alfabetização, alguém da família ou você professor em sala pode ser o escriba, mas a parte imagética é com eles. Uma produção dessa além de dar um panorama da turma, pode ser também um diagnóstico de como está a aprendizagem deles, na oralidade, na produção escrita, na fase da alfabetização. Todos podem fazer em papel e depois a produção pode ser fotografada, para a composição do mural digital e ou impressa para o mural físico. 

Para  alunos de todos os segmentos, com adaptações de acordo com a fase de aprendizagem. 

Formato de ensino: remoto, presencial e ou híbrido. 

Materiais: celulares para fotografia. Papel e lápis.  

  

Espero que gostem e se inspirem a volta as aulas, seja em qualquer formato de ensino. Que venha a vacina!  

Até aproxima! Um abraço forte! 

Mara Mansani 

Sobre a autora do post

Mara Mansani

Mara Mansani

Colunista

Professora há quase 30 anos, lecionou em vários segmentos, da Educação Infantil ao 5º ano do Ensino Fundamental, passando também pela Educação de Jovens e Adultos (EJA). Recebeu o Prêmio Educador Nota 10, na área de Alfabetização, com o projeto Escrevendo com Lengalenga.