Coluna Educação Inovadora

Lixo eletrônico: como abordar esse assunto em sala de aula

Estamos vivenciando uma revolução tecnológica no mundo; tais mudanças afetam diretamente a questão ambiental, especificamente o que produzimos – com o tempo se tornará lixo eletrônico, sendo de suma importância falarmos de reaproveitamento, que envolve os 3 Rs.

Recentemente foi acrescido mais 2 Rs, perfazendo os 5 Rs:

Falar sobre esse tema em sala de aula é fundamental para sensibilizar e desenvolver nos alunos o senso ambiental, trabalhando com os objetivos sustentáveis (ODS) e trabalhando a sustentabilidade na prática.

Atualmente muitos produtos tecnológicos possuem um tempo de obsolescência: é o caso dos computadores, celulares, tablets que se tornam lixo eletrônico. Os pontos de coleta para esse material ainda são poucos, porém na sala de aula, com os devidos cuidados, estes materiais podem se transformar em currículo, trabalhando projetos mão na massa.

Como usar o lixo eletrônico nas aulas

É fundamental trabalhar com os estudantes a influência do homem no meio em que vive, avaliando propostas de intervenção no ambiente, delineando relações entre o padrão de consumo e o crescimento urbano na atualidade. O que pode ser trabalhado nas diversas áreas do conhecimento, de forma interdisciplinar, fazendo os estudantes compreender os ecossistemas e maneiras de contribuir com a preservação?

Abaixo reunimos algumas dicas. Vamos lá?

Preparando o ambiente

O professor pode direcionar a aula, após uma primeira roda de conversa, aprofundando o assunto com pesquisas direcionadas:

Dica:

Lixo Eletrônico Fonte: site Sua Pesquisa Disponível aqui(acesso em mai/2019)

Aproveitando o lixo eletrônico

Após esse primeiro momento de conhecimento, o segundo passo é poder aproveitar esse lixo em projetos mão na massa, que envolvem a aprendizagem criativa e a robótica, ao explorar o potencial dos componentes que estão dentro dos equipamentos para dar vidas a protótipos com sucata.

No computador, é possível reaproveitar o HD, motores, conectores, ventoinhas, fios, placas, ou seja, quase tudo pode ser reaproveitado como matéria prima para o ensino de robótica. A escola pode se tornar um ponto de coleta e arrecadar esses itens.

O professor pode usar esse material para dar os primeiros passos no ensino de robótica, como montar circuitos eletrônicos, criar protótipos com funcionamento de motores e de ventoinhas, de forma low tech (baixa tecnologia), dando desafios para que os alunos criem seus objetos usando esses materiais, permitindo que inventem, criem, utilizando os 5 Rs e as metodologias ativas, que visam tirar o aluno da passividade e trazê-lo ao centro do processo de aprendizagem.

Ampliando para a comunidade escolar

Com os trabalhos realizados pelos alunos, a escola pode promover uma feira sobre a sustentabilidade e convidar os familiares e o entorno para participarem, ampliando os conhecimentos sobre o assunto e fazendo os alunos serem multiplicadores desta ação.

Outro ponto é organizar palestras com convidados externos tanto para troca com os estudantes como a comunidade escolar. Desta maneira ganham todos: os alunos com uma nova visão de mundo e um leque de oportunidades, a sociedade e a natureza.


E você querido professor, como está trabalhando com a questão da sustentabilidade em sala de aula? Conte aqui nos comentários e ajude a fomentar ações e práticas pedagógicas.

Um abraço,

Sobre o(a) autor(a)

Artigos

Formada em Letras e Pedagogia, com especialização em Língua Portuguesa pela Unicamp, Débora é Mestra em Educação pela PUC-SP e FabLearn Fellow, Columbia, EUA. Professora da rede pública, idealizou o trabalho Robótica com Sucata, que se tornou uma política pública. É coordenadora do Centro de Inovação da Secretaria Estadual de Educação do Estado de São Paulo. Atualmente, assina a coluna Educação Inovadora no blog Redes Moderna e é autora do livro Robótica com sucata (Moderna, 2021).

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