Coluna Educação Inovadora

Como usar BYOD na Educação

Você já ouviu o termo BYOD?

Conhecendo mais 

O BYOD é a sigla de Bring your Own Device (traga o seu próprio aparelho), também conhecida como mobile learning (aprendizagem mobile) e é uma tendência que surgiu no mundo corporativo e que tem ganhando espaço na educação, ao propor que os alunos tragam para a sala de aula seus próprios dispositivos digitais.

Um dos principais impactos é viabilizar a adoção da tecnologia na rotina de estudos, sem a necessidade de fazer altos investimentos de compra, manutenção e atualização de hardwares. Outro ponto forte é a oportunidade de engajamento dos estudantes nas atividades propostas, dando um novo destino aos celulares e tablets dos discentes, rompendo com o paradigma dos docentes que utilizar esses equipamentos vai dispersar a aulas e que os estudantes vão acessar conteúdos impróprios que podem (e devem) ser superados com mudança cultural e implementação de sistemas de segurança e controle.

É um novo olhar para a sala de aula, que possibilita ao professor trabalhar com equipamentos mobile, que muitas vezes o aluno já possui, utilizando uma rede wireless e facilitando a dinâmica da sala de aula, ao mesmo tempo que permite ao professor utilizar recursos disponíveis trazidos pelos alunos, possibilitando um viés pedagógico. Muitos professores já têm utilizado essa prática ao adquirir um roteador e utilizando os aparelhos móveis dos alunos em suas aulas.

Outro ponto positivo nesta abordagem é criar um espaço acolhedor dentro da sala de aula, sem ter a necessidade de deslocar os alunos para um outro espaço para realizar atividades que necessitem do suporte das ferramentas digitais. Muitas vezes, esse é um fator que desestimula o professor a utilizar tecnologias nas aulas, justamente pelo tempo de deslocamento e perda de parte da aula para gerenciar o espaço e os equipamentos.

Levando o BYOD para a sala de aula

O BYOD possibilita que a aprendizagem ocorra em outros espaços, além da sala de aula e sem ser em um espaço físico. Pode ser uma aula pública, um estudo de campo ou explorar espaços dentro da própria escola, utilizando ferramentas fundamentais para envolver os alunos em atividades de pertencimento, como imagem, vídeo e até mesmo uma viagem virtual e ou explorando ferramentas de colaboração ao alcance de dispositivos móveis.

É necessário compreender o uso da tecnologia não como ciência, mais, uma propulsora ao ensino aprendizagem, tendo em mente que os alunos se apropriem de recursos que está nas mãos para realizar atividades propostas. O BYOD é uma possibilidade real de otimizar recursos educacionais.

Fica a dica 

No entanto, é necessário tomar alguns cuidados, como ter objetivos claros para desenvolver as atividades, manter bom diálogo com os discentes, principalmente sobre os equipamentos e suas funcionalidades (por exemplo, quando os equipamentos pertencem à unidade escolar). É fácil conversar sobre os aspectos do coletivo: quando os equipamentos são dos alunos, é necessário trabalhar a colaboração para que o individualismo não sobressaia sobre as atividades.

Outro ponto interessante é envolver a comunidade escolar, pensando colaborativamente sobre a adoção do BYOD na unidade escolar, constituindo um fórum para pensar em ações conjuntas, conhecendo a fundo o perfil da comunidade e constituir uma política de uso com a sensibilidade da unidade escolar, além de envolver o colegiado para pensar em adquirir conectividade. Outro ponto é transformar os alunos em produtores de tecnologia, ao desenvolver aplicativos. Uma ferramenta que pode ser utilizada é a Fábrica de Aplicativos, onde os alunos podem desenvolver uma aprendizagem interativa e criar games, e-books e materiais interativos.


E você, querido professor, já trabalhou alguma vez com BYOD? Como foi sua experiência? Conte aqui nos comentários e ajude a fomentar práticas e inspirar professores.

Um abraço,

Sobre o(a) autor(a)

Artigos

Formada em Letras e Pedagogia, com especialização em Língua Portuguesa pela Unicamp, Débora é Mestra em Educação pela PUC-SP e FabLearn Fellow, Columbia, EUA. Professora da rede pública, idealizou o trabalho Robótica com Sucata, que se tornou uma política pública. É coordenadora do Centro de Inovação da Secretaria Estadual de Educação do Estado de São Paulo. Atualmente, assina a coluna Educação Inovadora no blog Redes Moderna e é autora do livro Robótica com sucata (Moderna, 2021).

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