Coluna Educação Inovadora

Aprendizagem colaborativa

Querido professor, você já ouviu falar em aprendizagem colaborativa? Ela é uma abordagem efetiva que torna o aprendizado envolvente, significativo, permitindo que os estudantes atuem ativamente dentro do processo de ensino e aprendizagem.

Essa abordagem permite o desenvolvimento de equipes de trabalho em torno de um problema real, valorização do conhecimento prévio, compartilhamento de saberes individuais e coletivos, além da construção do respeito mútuo e da empatia, trabalhando com a liberdade de expressão, visando atingir um consenso.

Os pilares do aprendizado consistem em reunir os alunos em torno de um objetivo comum, com a mediação e parceria do professor, que conduzirá os trabalhos para que todos se esforcem e se dediquem para alcançar o aprendizado desejado e a mobilização de novos conhecimentos, estando alinhado com a BNCC e suas competências de ensino no que tange o exercício do pensamento cientifico, crítico e criativo; cultura digital; argumentação; autoconhecimento e autocuidado; empatia e colaboração.

Nesta abordagem, todos aprendem em conjunto, oportunizando a capacidade e a autonomia dos discentes. É um importante modelo para romper com as estruturas tradicionais de ensino e alavancar a aprendizagem em modelos ultrapassados que já não condizem com nossa atual sociedade e nem com as demandas e expectativas dos nossos estudantes.

Aprendizagem colaborativa na prática

Ferramentas digitais têm sido grandes facilitadoras da estratégia da aprendizagem colaborativa; importante ressaltar que a propostas abordadas devem sempre vir acompanhadas de desafios e atividades que privilegiam o trabalho em grupo e a construção coletiva de saberes, onde a autonomia e o cooperativismo devem ser amplamente estimulados.

Ferramentas digitais que auxiliam na aprendizagem colaborativa

Blogs: temos opções gratuitas, como o WordPress, onde os estudantes podem postar conteúdos, comentar e divulgar, ampliando e enriquecendo debates, construções de conhecimentos e exercitando o senso comum de forma ética e reflexiva. Toda a comunidade escolar pode se beneficiar deste recurso.

Chats: proporcionam uma extensão da sala de aula em tempo real, além da colaboração para a utilização deste espaço. Importante salientar que o professor mediará a conversa, estando à disposição dos alunos, podendo combinar horários estabelecidos.

Um modelo de chat pode ser o Messenger, que permite interação em grupos; grupos fechados de Facebook; o Twitter, que permite a escrita em 280 caracteres; o Google Sala de Aula, que permite a construção de atividades com recursos de colaboração.

Vídeos: recursos digitais são importantes para o desenvolvimento do trabalho colaborativo, desde sua construção, que se dá através da elaboração de roteiros e execução dos vídeos, que podem ser curta metragens, documentários e até filmes de animação, como o stop motion, que é uma técnica de foto quadro a quadro.


E você, querido professor, como lida com a aprendizagem colaborativa em suas aulas? Conte aqui nos comentários e ajude a fomentar práticas docentes, mas também interação e autonomia dos alunos.

Um abraço,

Sobre o(a) autor(a)

Artigos

Formada em Letras e Pedagogia, com especialização em Língua Portuguesa pela Unicamp, Débora é Mestra em Educação pela PUC-SP e FabLearn Fellow, Columbia, EUA. Professora da rede pública, idealizou o trabalho Robótica com Sucata, que se tornou uma política pública. É coordenadora do Centro de Inovação da Secretaria Estadual de Educação do Estado de São Paulo. Atualmente, assina a coluna Educação Inovadora no blog Redes Moderna e é autora do livro Robótica com sucata (Moderna, 2021).

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