Setembro é um mês que costuma abrir espaço para conversas importantes sobre saúde mental e emocional. Nas escolas, esse debate geralmente se volta aos estudantes, o que faz sentido diante dos desafios que crianças e jovens enfrentam dentro e fora da sala de aula.
Mas existe um ponto que merece a mesma atenção: o cuidado a quem ensina!
O que os números mostram sobre a saúde emocional dos professores
Nos últimos meses, diferentes reportagens voltaram a chamar atenção para o adoecimento de professores em redes de ensino pelo país. Em uma escola pública do Distrito Federal, docentes relataram quadros de ansiedade, afastamentos e episódios de esgotamento relacionados às condições de trabalho.
Já em São Paulo, especialistas e educadores ouvidos por veículos de imprensa apontaram o aumento de licenças médicas ligadas à saúde mental e à sobrecarga da profissão.
Não à toa, 7 em cada 10 docentes apresentam sinais de depressão ou ansiedade, como aponta estudo da Fiocruz. E, em 2025, o Brasil registrou 65.123 afastamentos de professores da rede pública por transtornos mentais, segundo o Ministério da Previdência Social.
Essas situações não surgem de um único fator. Pressões por resultados, acúmulo de tarefas, conflitos cotidianos e a dificuldade de separar trabalho e vida pessoal acabam se somando ao longo do tempo.
Quando falamos sobre saúde mental na educação, portanto, é importante olhar para toda a comunidade escolar.
Escuta e acolhimento são essenciais na prevenção
O Setembro Amarelo ajuda a lembrar que prevenção acontece tanto em momentos de crise quanto nas conversas do dia a dia e nas relações de confiança construídas dentro da escola.
Isso vale para os estudantes, professores, gestores e demais profissionais da educação.
Nem sempre quem passa por um momento difícil consegue pedir ajuda imediatamente. Por isso, ambientes em que as pessoas se sentem respeitadas, ouvidas e acolhidas fazem diferença. Falar sobre saúde mental é uma atitude importante para ajudar a quem enfrenta seus desafios em silêncio.
Para aprofundar essa reflexão, vale a leitura da reportagem “Quem cuida dos professores?”, publicada na página 124 da revista Educatrix 24. O texto reforça que cuidar da saúde mental dos educadores não é uma responsabilidade individual, mas um compromisso de toda a comunidade escolar. Afinal, escolas mais acolhedoras para quem ensina também se tornam espaços mais saudáveis para quem aprende. Confira a reportagem na Educatrix 24



