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Aprendizagem Colaborativa

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Querido professor, você já ouviu falar em aprendizagem colaborativa? Ela é uma abordagem efetiva de tornar o aprendizado envolvente, significativo, permitindo que os estudantes atuem de forma ativa dentro do processo de ensino e aprendizagem.

Essa abordagem permite o desenvolvimento de equipes de trabalho em torno de um problema real, valorização do conhecimento prévio, compartilhamento de saberes individuais e coletivos, além da construção do respeito mútuo e da empatia, trabalhando com a liberdade de expressão, visando atingir um consenso.

Os pilares do aprendizado consistem em reunir os alunos em torno de um objetivo comum, com a mediação e parceria do professor, que conduzirá os trabalhos para que todos se esforcem e se dediquem para alcançar o aprendizado desejado e ou a mobilização de novos conhecimentos, estando alinhado a BNCC e suas competências de ensino no que tange o exercício do pensamento cientifico, crítico e criativo; cultura digital; argumentação; autoconhecimento e autocuidado; empatia e colaboração.

Nesta abordagem, todos aprendem em conjunto, oportunizando a capacidade e autonomia dos discentes. Sendo um importante modelo para romper com as estruturas tradicionais de ensino e alavancar a aprendizagem em modelos ultrapassados que já não condizem com nossa atual sociedade e nem com as demandas e expectativas dos nossos estudantes.

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

Colunista

Formada em Letras e Pedagogia, pós-graduada em Língua Portuguesa pela Unicamp e mestranda em Educação pela PUC de SP. É professora de Tecnologias, trabalha com Cultura Digital, Robótica com sucata/livre, programação e animações; e implementação em tecnologias em Escolas Públicas. Vencedora na temática Especial Inovação na Educação no Prêmio Professores do Brasil e Finalista no Global Teacher Prize, considerado o Nobel da Educação.

Aprendizagem colaborativa na prática

Ferramentas digitais tem sido um grande facilitador da estratégia da aprendizagem colaborativa, importante ressaltar que a propostas abordadas devem sempre vir acompanhadas de desafios e atividades que privilegiam o trabalho em grupo e a construção coletiva de saberes, onde a autonomia e a cooperativismo, devem ser amplamente estimulados.

Ferramentas digitais que auxiliam na aprendizagem colaborativa

Blogs: temos hoje opções gratuitas, como o blogspot, onde os estudantes podem postar conteúdos, comentar e divulgar, ampliando e enriquecendo debates, construções de conhecimentos e exercitando o senso comum de forma ética e reflexiva e toda a comunidade escolar pode se beneficiar deste recurso.

Chats: proporcionam tempo real, fazem uma extensão da sala de aula e proporcionam colaboração para utilização deste espaço. Importante salientar que o professor estará mediando a conversa, estando à disposição dos alunos, podendo combinar horários estabelecidos.

Um modelo de chat, pode ser o Messenger que permite interação em grupos; grupos fechados de facebook; twitter que permite a escrita em 280 caracteres; google sala de aula, que permite a construção de atividades com recursos de colaboração.

Vídeos: recursos digitais são importantes para o desenvolvimento do trabalho colaborativo, desde a construção do trabalho que se dá através da elaboração de roteiros e execução dos vídeos, que podem ser produzidos curtos, documentários e até filmes de animações como o stop motion, que é uma técnica de foto quadro a quadro.

E você querido professor, como lida com a aprendizagem colaborativa em suas aulas. Conte aqui nos comentários e ajude a fomentar práticas docentes, mais também interação e autonomia dos alunos.

Um abraço,

Débora

Design Thinking como aliado à educação

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Você já ouviu o termo design thinking? Ele é muito forte nas empresas e vem conquistando, também, as salas de aulas.

Saiba mais

O Design Thinking é uma metodologia usada para busca de solução de problemas, também conhecida como aprendizagem investigativa. Ela trabalha de forma colaborativa, desenvolvendo a empatia, onde o estudante participa como formador de conhecimento e não apenas como receptor de informação. O trabalho, tendo como premissa o design centrado em Humanos, Human Centered Design, integra as necessidades individuais.

Sua abordagem contribui com a educação por permitir trabalhar a resolução de problemas e dar voz aos alunos ao trabalhar com colaboração e empatia. Não existe uma forma correta de aplicar o Design Thinking, o que existe são etapas que devem ser trabalhadas, aplicadas à resoluções de problemas reais. Tais resoluções possibilitam dinamismo, envolvimento e ações de pertencimento, trazendo um redesenho das salas de aula ao propor novos processos de ensino-aprendizagem.

Na prática, a metodologia é dividida em cinco etapas que devem ser construídas com desafios, aguçando a curiosidade para enfrentar questões levantadas e considerando o conhecimento prévio e as percepções significativas em busca de múltiplas perspectivas de soluções.

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

Colunista

Formada em Letras e Pedagogia, pós-graduada em Língua Portuguesa pela Unicamp e mestranda em Educação pela PUC de SP. É professora de Tecnologias, trabalha com Cultura Digital, Robótica com sucata/livre, programação e animações; e implementação em tecnologias em Escolas Públicas. Vencedora na temática Especial Inovação na Educação no Prêmio Professores do Brasil e Finalista no Global Teacher Prize, considerado o Nobel da Educação.

Descoberta: A etapa da descoberta é a fase de conhecimento e necessidade, vale usar a empatia para ouvir, ver e sentir. Aqui é permitido sonhar e falar abertamente sobre vários pontos.

Interpretação: Exige desafios que envolve a interpretação na fase da descoberta. Vale articular os diferentes pontos de vistas e ponderá-los para viabilizar a próxima etapa.

Ideação: É a etapa de criação, onde a solução deve ser encontrada. Permite um espaço a chuva de ideias e internalizar ideias visionárias.

Experimentação: A quarta etapa, corresponde à experimentação, em que as ideias ganham vida, experimentando possíveis soluções para o desafio lançado.

Evolução: É o desenvolvimento do trabalho que envolve o planejamento dos próximos passos, compartilhando ideias com outras pessoas que podem colaborar com o processo.

Nas etapas, tanto o professor quanto os estudantes, podem oferecer dicas de organização das ideias. A abordagem pode ocorrer de forma on-line através de softwares que trabalham com mapas mentais, e/ou off-line, através de post-its (papeis autocolantes coloridos), listas, histórias inspiradoras, fotos, aplicativos para celular, tablets etc. São inúmeras possibilidades, onde cada problema requer uma abordagem que deverá ser construída coletivamente, sem uma receita pronta, e que pode ser criada conforme a ilustração abaixo:

As etapas também podem ser construídas com alguns softwares gratuitos, como:

Mind Node: Programa muito simples e prático para ser utilizado no dia a dia.

Free mind: É um software livre para criação de mapa mental. É simples e objetivo, disponível para usuários Windows e Linux.

Ree Plane: Outro programa simples, compatível com Windows e Linux.

Coggle: software online, permite que mais de uma pessoa trabalhe com o mesmo mapa mental.

E você, querido professor, já usou dessa metodologia em sala de aula? Conte aqui nos comentários!

Um abraço,

Débora

Caminhos para abordar a Cibercensura

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Com a abertura dos ciberespaços, ganhamos velocidade e facilidade no acesso às informações e com a propensão das redes sociais ampliaram-se também o alcance da informação e da desinformação. Neste sentido, torna-se essencial orientar os estudantes para que sejam capazes de identificar o que é confiável do que não é e utilizar a Internet com ética e reflexão.

Saiba mais

O Dia Mundial Contra a Cibercensura é comemorada anualmente em 12 de março, em todo planeta. A data tem o objetivo de sensibilizar a sociedade mundial sobre a liberdade de expressão e comunicação online, apoiando a internet a se tornar única e acessível a todas as pessoas do planeta de maneira igualitária.

Aborde o tema notícias falsas

Boa parte dos compartilhamentos das notícias falsas que circulam nas mídias digitais é originária dos chamados bots, contas automatizadas, criadas para a finalidade de replicar mensagens nas redes sociais e influenciar o debate e opinião pública, porém, um estudo realizado pelo MIT, Instituto de Tecnologias de Massachusetts, apontou que ação destas informações tem ocorrido mais pela ação humana, através das redes sociais (como WhatsApp, Facebook, Twitter, entre outros), do que dos robôs. Outro dado da pesquisa aponta que as notícias postadas no Twitter de forma inverídica se espalham mais rápido do que as verdadeiras. Abaixo quatro medidas a serem trabalhadas para não cair nas notícias falsas:

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

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Formada em Letras e Pedagogia, pós-graduada em Língua Portuguesa pela Unicamp e mestranda em Educação pela PUC de SP. É professora de Tecnologias, trabalha com Cultura Digital, Robótica com sucata/livre, programação e animações; e implementação em tecnologias em Escolas Públicas. Vencedora na temática Especial Inovação na Educação no Prêmio Professores do Brasil e Finalista no Global Teacher Prize, considerado o Nobel da Educação.

Apesar dos passos serem simples, nem sempre está claro para os estudantes que estão em processo de formação de opinião e familiarizados com os meios digitais, por isso, se torna tão essencial à escola conversar sobre o uso da Internet Segura e das redes sociais, trabalhando o letramento midiático, através de textos jornalísticos em sala de aula, visando habilidades e competências descritas na BNCC, que visa envolver, acessar, analisar, avaliar e criar conteúdo na internet. Nossos estudantes são usuários de tecnologias e agora produtores dela!

Conhecer estratégias de checagem de informação, permite aos alunos verificar rapidamente aquilo que leem, reconhecendo uma mentira e tomando ciência dos problemas de passar uma notícia inverídica para frente.

Ponto de partida

O ponto de partida é buscar conhecer os usos que crianças e jovens fazem das tecnologias, compreendendo suas necessidades, saberes ao propiciar mediações pedagógicas educativas, favorecendo formação crítica ao refletir sobre os passos de como identificar e combater uma notícia falsa.

Abaixo listo alguns vídeos curtas de animação que podem ser usados para fomentar o diálogo com os discentes a respeito do assunto:

Cartilha Internet Segura

Boatos, na dúvida não compartilhe

Você tem vida privada de verdade na Internet

O segundo passo é apresentar as notícias para a turma, que podem ser textos informativos e opinativos, solicitando que os estudantes observem a diferenças e relações entre eles. Há diversos temas sobre o assunto e diferentes motivos que podem ser revertidos em ações que visam ação e reflexão, ação.

Saiba mais

Informação – Campanha “Internet Segura”: Envolva os estudantes em criação de uma campanha de sensibilização sobre a Internet Segura, informando sobre os cuidados com as redes sociais.

Ações de pertencimento – Produção de músicas:  Outra estratégia é a escrita de músicas pelos estudantes. Com o auxílio do software livre gratuito Audacity (editor de som), eles podem gravar e remixar suas produções.

Dialogo – Palestras: Abra a escola para o diálogo, convide estudantes, pais, funcionários e representantes públicos e ou privados que possam conversar e tirar dúvidas sobre o tema, dialogando sobre pesquisar informações e fontes, fomentando responsabilidade sobre o tema, fazendo com que os atores atuem de forma participativa na identificação, combate e denuncia das notícias falsas.

E você querido professor, como lida com o tema em sala de aula? Quais atividades você propõe aos estudantes para checagem das informações? Compartilhe aqui nos comentários e ajude a fomentar práticas docentes.

Um abraço,

Débora

5 Ferramentas digitais para otimizar a avaliação dos estudantes

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Estamos vivenciado um momento de inovação na Educação onde muitos de nós professores temos levado diferentes formas de conceber a aprendizagem para dentro da sala de aula. Diante desse movimento, quais ferramentas otimizam a avaliação dos estudantes?

Como educadores, temos a expectativa de que nossos alunos desenvolvam habilidades nas diferentes áreas e componentes curriculares, como resolver problemas, argumentar, pesquisar com critérios estabelecidos. Para transformar essas probabilidades em realidade, o processo passa pelo planejamento, execução das atividades planejadas e avaliação.

A prática pedagógica só possui um ciclo completo quando realizamos a avaliação. Ela é a essência para qualquer prática educativa. O olhar reflexivo possibilita a sistematização do que foi realizado e a absorção do que foi aprendido ao longo de todo o processo, o que ajuda a determinar intervenções. A aprendizagem demanda diferentes instrumentos de avaliação e o foco é no processo e não no produto final.

Ferramentas digitais no processo de avaliação

A diversidade de instrumentos de avaliação para serem instrumentos de aprendizagem, podem constituir um grande desafio, perpassando nas diferentes modalidades (diagnóstica, dialógica, formativa e contínua). Hoje temos uma infinidade de ferramentas digitais que colaboram para otimização da avaliação, entre elas, destacamos algumas que trazem dinamismo ao processo avaliativo e pode ser usada para substituir as avaliações tradicionais.

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

Colunista

Formada em Letras e Pedagogia, pós-graduada em Língua Portuguesa pela Unicamp e mestranda em Educação pela PUC de SP. É professora de Tecnologias, trabalha com Cultura Digital, Robótica com sucata/livre, programação e animações; e implementação em tecnologias em Escolas Públicas. Vencedora na temática Especial Inovação na Educação no Prêmio Professores do Brasil e Finalista no Global Teacher Prize, considerado o Nobel da Educação.

É uma plataforma gratuita que reúne elementos de interatividade que podem ser agregados a avaliação escolar, possibilitando vídeos, animações, games, infográficos, simuladores que enriquecem o conhecimento, possibilitando uma extensão da sala de aula.

No contexto da aprendizagem as ferramentas de colaboração pode ser uma grande aliada o Google Sala de Aula, que possui um grande potencial de personalizar o ensino, reforçando o trabalho em equipe e o pensamento crítico. A ferramenta possibilita a professores e estudantes usufruírem de recursos que tornam o processo de aprendizado mais produtivo, integrando celular de forma dinâmica e fomentando a exposição dos conteúdos, organização da rotina escolar e acesso aos materiais didáticos.

O professor pode delegar tarefas e trabalhos colaborativos, dos quais todos os alunos podem participar, com direito a buscas na Internet. O docente pode gerenciar o trabalho, acompanhando o empenho e dificuldades dos estudantes. A ferramenta possibilita o envio de trabalhos e a realização de avaliações com descrições e prazos. Tanto o professor quanto os alunos podem incluir materiais multimídia como vídeos, áudios e links da internet. A tarefa pode ser enviada para mais de uma turma.

A ferramenta é gratuita, sendo um instrumento interativo, que possibilita criar grupos de estudos e compartilhar materiais junto aos estudantes, possibilitando criar conteúdo, incluindo mapas mentais, quizzes, flashcards, slides e anotações, dando dinamismo ao processo de avaliação. Ao acessar o site, o docente cria uma conta no site, informando sua disciplina.

Com a ferramenta é possível criar aulas interativas em minutos, importando recursos para despertar a atenção dos estudantes e adicionando recursos interativos, como viagens de campos virtuais, objetos 3D, questionários, enquetes, podendo ser usado pelo celular.

É uma plataforma que otimiza o tempo do professor com um sistema de gestão, capaz de realizar correção automática de questões objetivas e ofertar relatórios de desempenho dos estudantes. Ainda dentro da ferramenta é possível criar um banco de questões e montar um layout avaliativo. A ferramenta oferece a versão gratuita.

As ferramentas digitais permitem a construção do diálogo e ao professor acompanhar a aprendizagem dos estudantes – e a partir dos resultados tomar as decisões pertinentes, intervindo no processo de aprendizagem, ao despertando o interesse e permitindo interação.

Para atingir objetivos diferenciados, é necessário repensarmos a forma que avaliamos nossos alunos, dando a eles a oportunidade de participar da elaboração destes critérios.

E você querido professor, quais ferramentas digitais utiliza para otimizar a avaliação? Conte aqui, nos comentários e contribua com novas práticas pedagógicas.

Um abraço,

Débora

Ferramentas digitais para inserir no planejamento

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Que tal começar o ano inserindo ferramentas digitais no seu planejamento?

O uso de ferramentas digitais na educação, possibilita inovação e mudança efetiva no processo de ensino e aprendizagem. É possível usar celulares e tablets e ferramentas no modo offline!

Essa transformação está pautada em mudanças de hábitos e paradigmas em nós professores, capaz de alterar relações diárias, gerar  colaboração e empatia. Não basta esperar que a transformação chegue a sala de aula, ela precisa ser um ponto de partida dentro do ambiente escolar, onde o planejamento é o ponto chave para que isso ocorra.

A chegada da Base Nacional Comum Curricular deixa evidente a necessidade de trazer a tecnologia para dentro da sala de aula. Segundo a BNCC, os estudantes devem desenvolver ao longo da Educação Básica a competência para:

Compreender e utilizar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares), para se comunicar por meio das diferentes linguagens e mídias, produzir conhecimentos, resolver problemas e desenvolver projetos autorais e coletivos.

A seguir, apresento algumas formas e ideias de inserir ferramentas digitais no seu planejamento, trabalhando com a tecnologia de maneira relevante e integrada ao dia-a-dia da turma.

Ambientes virtuais

Nossos alunos, nasceram nessa era e navegam em ambientes virtuais. Eles se comunicam com desenvoltura nesse meio. É necessário inserir as aulas neste contexto, incentivando e orientando a interação nesses espaços que tem muito acrescentar a prática pedagógica. Para o professor é uma oportunidade de identificar tarefas que podem ser realizadas, produzidas no meio digital.

As ferramentas são infinitas, se sua preocupação é a idade correta, você pode utilizar o Edmodo, desenvolvido para a educação, onde é possível criar grupos, comunidades e fóruns de discussão com temáticas específicas relacionado ao currículo estudado, permitindo uma extensão da sala de aula.

Textos digitais

A forma que se dá a leitura também está mudando, e é essencial trabalhar textos digitais nas aulas, permitindo ampliar o conhecimento acerca de uma temática, elucidando e ilustrando conceitos, momentos históricos, esclarecendo vocabulários e trabalhando com informações e fontes relevantes ao contexto digital.

A Editora Moderna, possui o portal do professor que pode ser  usado para apoio e suporte de trabalho com e-books e pdf´s interativos. Os textos multimodais permitem links, imagens, vídeos, referências e diversos formatos de informações adicionais, que possibilita a transformação na forma de ler e de produzir os textos.

Gêneros Digitais

Como a leitura se modificou a forma de também lidar com os gêneros passou a esfera digital, além dos nossos alunos serem produtores de tecnologia, eles necessitam ser produtores e é possível trabalhar com produção dos novos gêneros digitais:

  • Blogs;
  • Tweets;
  • Mensagens instantâneas;
  • Memes;
  • GIFs;
  • Vlogs;
  • Fanfics.

O trabalho com esses gêneros pode ser explorado em diferentes áreas do conhecimento, valorizando o trabalho interdisciplinar, conforme prevê a BNCC.

Ferramentas colaborativas

Uma forma de engajar os alunos com o planejamento é torna-los parte da construção do conhecimento. Mobilize produção de blogs e interação com imagens, comentários, vídeos e produções textuais.

O Google docs, é um exemplo de ferramenta gratuita, que funciona muito bem com celulares, tablets que permite interação e colaboração, permitindo comentários e retornos de maneiras instantâneas.

Diferentes formas de promover a avaliação

A forma de avaliar também pode ser realizada na esfera digital, onde você pode desenvolver avaliações, pesquisas e questionários utilizando ferramentas gratuitas, como o google forms, trabalhando de forma prática e prazerosa.

Tendências Digitais

Utilizar elementos lúdicos, estimula, engaja os estudantes no processo de aprendizagem, tirando da passividade e trazendo para o centro da aprendizagem, entre as tendências estão:

Realidade Virtual – A realidade virtual é uma tecnologia de interface entre um usuário e um sistema operacional, que tem o objetivo de recriar ao máximo a sensação de realidade. Ela apresenta aos nossos sentidos (paladar, tato, olfato, visão e audição) um ambiente virtual, que podemos explorar de várias formas e funciona através dos óculos VR funciona de uma maneira simples, basta baixar, pelo celular, as fotos ou os vídeos em 360º graus, que são imagens tiradas em sequência e agrupadas. O Google fornece o modelo dos óculos Google Cardboard,  que você junto da turma pode fazer os óculos.

Programação – A linguagem de programação pode ser trabalhada em diferentes contextos e propostas, além de ser uma propulsora ao ensino de robótica, serve também para produzir jogos e criar narrativas digitais. Temos um software totalmente gratuito e que pode ser trabalhando de forma offline, permitindo interação e o aprendizado através do raciocínio lógico que é o Scratch.

E você querido professor, quais ferramentas estão contemplados no seu planejamento. Conte aqui nos comentários e ajude outros docentes a inovar em sala de aula neste ano.

Um abraço,

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

Colunista

Formada em Letras e Pedagogia, pós-graduada em Língua Portuguesa pela Unicamp e mestranda em Educação pela PUC de SP. É professora de Tecnologias, trabalha com Cultura Digital, Robótica com sucata/livre, programação e animações; e implementação em tecnologias em Escolas Públicas. Vencedora na temática Especial Inovação na Educação no Prêmio Professores do Brasil e Finalista no Global Teacher Prize, considerado o Nobel da Educação.

10 inspirações para incluir tecnologia nas suas aulas

By | Educação inovadora | No Comments

Estamos bem próximos de encerrar mais um ano letivo!

Não poderia deixar de começar agradecendo a Editora Moderna, pelo espaço e pela oportunidade, através da coluna Educação Inovadora de ter esse contato com você, querido (a) professor (a), conversando sobre maneiras e formas de inserir a tecnologia na sala de aula.

Este ano tivemos mudanças na educação, com a aprovação da Base Nacional Comum Curricular que definiu um norte a todo currículo brasileiro e a tecnologia como uma competência de ensino que deve atravessar todas as disciplinas.

Dentro deste cenário, ouvir os nossos estudantes é o primeiro passo para a mudança em sala de aula. Em 2016 uma pesquisa promovida pelo Porvir, chamada Reconstrução da Escola ouviu 132.000 alunos, que pedem mudanças no processo de ensino, entre elas, que a tecnologia seja inserida nas aulas.

Este é um momento de muita reflexão, avaliação e reavaliação do ano letivo. Com a chegada das férias, a todos nós professores, um momento de descanso e para muitos de estudo. A você quero antecipar o meu presente e deixar 10 inspirações para você incluir tecnologias em suas aulas.

Vamos lá!?

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

Colunista

Formada em Letras e Pedagogia, pós-graduada em Língua Portuguesa pela Unicamp e mestranda em Educação pela PUC de SP. É professora de Tecnologias, trabalha com Cultura Digital, Robótica com sucata/livre, programação e animações; e implementação em tecnologias em Escolas Públicas.

Livros

Gamificação na Educação

Esse e-book aborda vários aspectos da gamificação na educação. A organização é de Luciane Maria Fadel, Vania Ribas Ulbricht, Claudia Batista e Tarcísio Vanzin.

Novas Tecnologias e Mediação pedagógica

Nessa obra, José Manuel Moran, Marcos T. Masetto e Marilda Behrens abordam a revisão do papel do professor frente às tecnologias digitais e sua importância na construção de novas práticas pedagógicas.

Educ@ar – A (r)evolução digital na educação
Na publicação, Martha Gabriel se propõe a auxiliar os professores para acompanhar as tendências e possibilidades abertas pelos avanços da tecnologia na área educacional.

Séries

Black Mirror

A série britânica criada por Charlie Brooker retrata e satiriza a sociedade contemporânea e as possíveis consequências de sua relação com a tecnologia. Os episódios não são sequenciais, cada um conta uma história com início, meio e fim, o que permite que você assista na ordem que preferir.

Mr Robot

No filme, o hacker Elliot tem sérios problemas para se relacionar com outras pessoas. Ele trabalha numa empresa especializada em segurança digital durante o dia e combate ao crime usando suas habilidades de informática à noite. O vilão Mr Robot, personagem que dá nome à série, contrata Elliot para fazer parte de sua comunidade de hackers com o objetivo de destruir uma megacorporação. O enredo trata de espionagem digital, programação, softwares e o uso da tecnologia em nossas vidas.

Filmes

A Rede Social

O filme é baseado na história de Mark Zuckerberg, estudante da Universidade de Harvard que cria o Facebook. A rede social cresce e se transforma em um fenômeno, tornando os jovens sócios em bilionários. A disputa interna traz complicações legais e revela dramas pessoais

Metrópolis 

O filme é considerado uma obra-prima à frente de seu tempo. A história se passa em 2026 onde uma proprietária de indústrias, governa a cidade de Metrópolis. Entre os poderosos está Joh Fredersen, cujo filho se apaixona por Maria, uma jovem da classe trabalhadora que vive na cidade subterrânea, onde muitas pessoas operam as máquinas que fazem a cidade funcionar. Para tentar por um fim no romance, Joh pede a um cientista que crie um robô com as feições de Maria e acaba causando uma batalha entre as classes.

Documentários

On The Brink of a Networked Society

Esse documentário propõe uma reflexão de como as transformações trazidas pelas novas tecnologias afetaram nossa convivência com as pessoas.

Humans Need Not Apply

O documentário reflete sobre a presença de máquinas no cotidiano e projeta um futuro em que as pessoas terão menos funções – remetendo o espectador a pensar sobre o que vai mudar em sua vida.

Hackerspaces

Você já ouviu falar em um Hackerspace? É um espaço comunitário, que segue a ética hacker, em que o espírito inovador e livre. O lugar atrai pessoas com interesses comuns em socializar e colaborar em vários projetos. Eles usam o espaço como ponto de encontro para trocar conhecimento e experiências. Que tal aproveitar este período de férias para conhecer um hackerspace? Clique aqui para localizar o endereço mais próximo a você.

E você, possui alguma outra sugestão? Compartilhe aqui nos comentários, para que possamos nos inspirar e fazer a diferença em nossas escolas e aulas.

Desejo a todos ótimas festas e férias! Encontro vocês aqui no próximo ano.

Um grande abraço,

Débora