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Educação inovadora

Seis passos para inserir a cultura maker nas aulas

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Não tem mais volta a cultura maker chegou para ficar! Esse tema que já é conhecido por muitos, pela lembrança de algum familiar que tinha o hábito de consertar alguma coisa, o chamado faça você mesmo, vem se expandindo na educação por apontar caminhos para uma transformação na aprendizagem e proporcionar uma educação inovadora.

A filosofia maker teve sua origem nas garagens pelo mundo e revelou grandes talentos como Steve Jobs e Bill Gates, trazendo à tona conceitos como consertar, construir, modificar e transformar, usando apenas as mãos e a criatividade.

Com a disseminação da revolução tecnológica, ocasionada pela 4º revolução industrial, a cultura maker tornou-se uma das portas de entrada para quem quer inovar na sala de aula, por permitir um leque de possibilidades que vão desde o trabalho com ferramentas digitais e ou não, usando as muitas áreas do conhecimento para resolver problemas de forma colaborativa, além do desenvolvimento de habilidades socioemocionais e sociomocionais híbridas, tais como a criatividade e o pensamento crítico, associadas ao currículo e as muitas possibilidades de atividades, como: marcenaria, bordado, programação, narrativas digitais, robótica, prototipagem e modelagem 3D, entre outros.

Muitos professores, possuem a dúvida de como levar a cultura maker para sala de aula? Como iniciar um trabalho desta maneira envolvendo o currículo? Abaixo reunimos algumas dicas para que você possa se inspirar e dar os primeiros passos e ou aprofundar o conhecimento. Vamos juntos?

Para levar a sala de aula

  1. Aguce a criatividade dos estudantes

Para iniciar um trabalho maker com os estudantes, é importante aguçar a criatividade, para isso, pode apresentar um problema da unidade escolar, do bairro e ou da cidade, trazendo a metodologias ativas e suas diferentes modalidades como resoluções de problemas, aprendizagem por projeto, ensino híbrido, rotações por estações entre outras para iniciar o trabalho.

A atividade a ser realizada dependerá da proposta, objetivo e foco da aprendizagem, mas a construção poderá envolver materiais não estruturados, aliados a metodologias ativas e ou investigativas como o STEAM que é um acrônimo em inglês para as disciplinas Science, Technology, Engineering, Arts e Mathematics (Ciências, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática).

  1. Espaço Acolhedor

Se você não tem um espaço maker, saiba que sua sala de aula pode se transformar em uma, com adaptações e reorganizações ao mobiliário para facilitar o trabalho colaborativo e criações dentro dos espaços, como canto mão na massa para mexer com ferro de solda e cola quente e ainda caixa organizadoras de plástico para armazenar materiais, separados por cores, em que:

Verde – os estudantes têm livre acesso a pegar e usar como: materiais não estruturados, kits de robótica e componentes eletrônicos simples, entre outros;

Amarelo – os estudantes podem ter acesso aos materiais com supervisão do professor, como: ferramentas, estiletes, tesouras, componentes eletrônicos sensíveis como sensores, motores servos, entre outros;

Vermelho – os estudantes podem ter acesso aos materiais somente com orientação do professor, como a serrote, materiais de corte, componentes eletrônicos delicados, como buzzer, ponte H, entre outros.

Isso contribui para que os estudantes se sintam pertencentes ao espaço, ao mesmo tempo que é trabalhado com valores como segurança, respeito aos colegas e ao ambiente e o desenvolvimento de habilidades socioemocionais como empatia, amabilidade e cooperação.

            3. Processo

Dentro da cultura maker o processo é mais importante do que o produto final. Para isso, aposte em desafios e metodologias ativas para que os estudantes possam explorar a criatividade como promover uma chuva de ideias através de ideação e o designer thinking e pensar em resolver problemas que poderão aparecer no meio do processo criativo, como – teremos todos os materiais para a construção do protótipo? O mesmo é possível de substituição?; Como os mesmos serão apresentados?; O que pretendo resolver com essa construção?; O meu projeto é escalável?; entre outros.

            4. Registro

Outra parte importante do processo é o registro. Para isso, o professor poderá adotar o diário de bordo e ou realizar fichas de observação em que os grupos serão orientados a preencher durantes as aulas e sua extensão fora do ambiente escolar, isso ajudará o professor mediar as dúvidas e auxiliar com assertividade a construção do conhecimento.

           5. Avaliação

A avaliação de um projeto maker, não pode seguir a mesma etapa de uma avaliação tradicional. Assim, o professor, pode usar de diferentes formas de avaliação como rubricas que os estudantes participam da construção dos critérios de onde está e onde pretende chegar e ou por portfólios que pode ser impresso e ou digital usando ferramentas gratuitas como o canva, e ou padlet para cada etapa do processo. Isso faz com que o estudante seja curador e autônomo no seu processo de construção e possa participar ativamente do processo cognitivo.

             6. Hora de começar o trabalho

Para que possa levar o trabalho a sala de aula deixo aqui um vídeo que possui um passo de uma Abayomi para construção de um robô autômato.

A origem das bonecas Abayomi tem sido frequentemente contada dialogando sobre um período triste da história que é a época da escravidão sendo confeccionadas a bordo de navios negreiros.  Segundo essa estória, as mães as faziam para os filhos com os retalhos de suas roupas, as quais rasgavam à unha na esperança de os acalentar naqueles momentos dolorosos que viviam. Assim, as bonecas representariam a resistência, e o amor de mãe, a proteção. Imagine quanta discussão pode surgir daqui e envolver as muitas áreas do conhecimento nesta estória incrível.

Se quiser se aprofundar sobre o tema, em breve teremos um lançamento de um livro! Quer saber mais sobre as novidades, acesse aqui e faça o seu cadastro para receber informações sobre o lançamento.

Um abraço e até a próxima,

Débora

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

Colunista

Débora Garofalo é formada em Letras e Pedagogia, com especialização em Língua Portuguesa pela Unicamp, Mestra em Educação pela PUC-SP e FabLearn Fellow, Columbia, EUA. Professora há 16 anos da rede pública de SP, sendo idealizadora do trabalho de Robótica com Sucata que se tornou uma política pública. Atualmente é Coordenadora do Centro de Inovação da Secretaria Estadual de Educação do Estado de São Paulo e colunista do blog Redes na coluna Edução Inovadora na Editora Moderna.

Integrante da comissão de Direitos Humanos da Cidade de São Paulo e Palestrante em grandes eventos Nacionais e Internacionais entre eles, Latinoware, Campus Party, Bett Educar, Harvard, EUA, Oxford em Londres, Buenos Aires na Argentina, Ecole Polytechnique, França. Pelo trabalho realizado na Educação Pública, recebeu diversos prêmios importantes, entre eles: Professores do Brasil 2018, Desafio de Aprendizagem Criativa do MIT 2019, Medalha de Pacificadores da ONU 2019 e considerada uma 10 melhores Professoras do Mundo pelo Global Teacher Prize 2019, Nobel da Educação.

Quatro sugestões para contribuir com a recuperação da aprendizagem

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Em muitos dos estados brasileiros o retorno das aulas presenciais – após um longo período de aulas mediadas por tecnologia, já é uma realidade e uma grande conquista! Este é um momento que requer cuidado com os protocolos sanitários e de atenção na parte pedagógica, sendo necessário criar uma rotina e ditar um ritmo as aulas presenciais, pensando na recuperação do processo cognitivo.

Mesmo as unidades escolares que conseguiram desenvolver um bom trabalho com as aulas mediadas com tecnologia, possuem estudantes que apresentam dificuldades na aprendizagem e que precisam de apoio e de um plano de ação para que possam avançar no seu processo de construção de conhecimento.

Conversei com estudantes de anos finais e ensino médio que relataram que nas aulas presenciais o aprendizado possui um impacto maior, é mais difícil a distração e a perda de foco, o professor consegue ver se os estudantes estão realmente aprendendo e tirando suas dúvidas sobre o que conteúdo aprendido, além da interação com os colegas da sala, gerando um compartilhamento de ideias.

O ensino remoto é importante, mas é preciso salientar que os estudos sobre os impactos da pandemia apontam a importância das aulas e do contato presencial e que existem lacunas e déficits cognitivos, para isso, reunimos algumas dicas para que você possa organizar este momento de recuperação da aprendizagem.

1. Ensino híbrido

Uma das apostas da educação é a aprendizagem híbrida, que não deve ser usada somente neste momento de retorno presencial, mas como uma possibilidade de alavancar o ensino e contribuir com sua recuperação.

Suas modalidades podem contribuir com mais interatividade nas aulas, além de trazer a personalização do ensino, considerando que cada estudante é único e aprende de acordo com o seu ritmo de aprendizagem. Além do professor, usá-lo para favorecer a recuperação e aumentar o tempo de estudo, através de plataformas adaptativas como Matific, khan Academy que pode gerar engajamento e contribuir com este período.

2. Avaliações

Rever o processo de avaliação é essencial, desde a diagnósticas e formativas como as contínuas, para compreender onde o estudante está e onde pretende chegar. Para isso, é essencial investir em novas formas abordagens como as rubricas e os portfólios em que os estudantes participam ativamente das construções dos critérios e assumem também a responsabilidade pelo seu processo de ensino e aprendizagem.

A avaliação diagnóstica merece um destaque por permitir estabelecer um plano de ação em que eles estão em momentos diferenciados, traçando estratégias para mitigar os impactos.

3. Planos de ação para recuperação

Este é um momento para disponibilizar acesso as atividades e mantê-lo de maneira qualificado, para isso, o professor através das avaliações deverá realizar constantes alterações em seus planejamentos, para rever rotas e muitas vezes sendo necessário retomar conteúdos para avançar em novos.

Estamos falando de um processo que pode interferir em um ciclo de aprendizagem em que será necessário rever: plano de ação, definir e justificar o que será estudado, estabelecer objetivos de forma clara e factível, estabelecer metodologia adequada ao plano de ação, programar as ações a serem realizadas.

4. Aposte na colaboração

Esse é um momento em que podemos aprender uns com os outros e para isso o professor pode investir em dinâmicas de aprendizado colaborativo, nas quais os estudantes com maior domínio podem ajudar aqueles com maiores dificuldades. Vale apostar em aulas mão na massa e que tragam reflexões e debates sobre o currículo do

que está sendo estudado ou até mesmo o uso de metodologias ativas como o designer thinking que consiste em uma chuva de ideias.

As sugestões aqui apresentadas poderão ser discutidas com os estudantes, através da escuta ativa e de sua participação no plano de ação da recuperação da aprendizagem.

Um abraço e até a próxima!

Débora

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

Colunista

Débora Garofalo é formada em Letras e Pedagogia, com especialização em Língua Portuguesa pela Unicamp, Mestra em Educação pela PUC-SP e FabLearn Fellow, Columbia, EUA. Professora há 16 anos da rede pública de SP, sendo idealizadora do trabalho de Robótica com Sucata que se tornou uma política pública. Atualmente é Coordenadora do Centro de Inovação da Secretaria Estadual de Educação do Estado de São Paulo e colunista do blog Redes na coluna Edução Inovadora na Editora Moderna.

Integrante da comissão de Direitos Humanos da Cidade de São Paulo e Palestrante em grandes eventos Nacionais e Internacionais entre eles, Latinoware, Campus Party, Bett Educar, Harvard, EUA, Oxford em Londres, Buenos Aires na Argentina, Ecole Polytechnique, França. Pelo trabalho realizado na Educação Pública, recebeu diversos prêmios importantes, entre eles: Professores do Brasil 2018, Desafio de Aprendizagem Criativa do MIT 2019, Medalha de Pacificadores da ONU 2019 e considerada uma 10 melhores Professoras do Mundo pelo Global Teacher Prize 2019, Nobel da Educação.

Como trabalhar o empreendedorismo nas aulas

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A escola possui um papel essencial de ser ativa e proporcionar aos estudantes novas concepções e vivências de aprendizagem. 

O tema do empreendedorismo na educação vem ganhando força, porque esse processo que é acompanhado de atitude, faz com que nossos estudantes tenham a oportunidade de desenvolver competências e habilidades, além de estratégias de ideias, sonhos, relacionado ao seu projeto de vida. 

A Base Nacional Curricular Comum (BNCC) prevê uma série de competências para a Educação Empreendedora. Ao analisar as áreas do conhecimento é possível localizar referências e habilidades relacionadas a atitude empreendedora como o trabalho a partir da colaboração, resolução de problemas reais que beneficiam o social e se utilizam de recursos acessíveis.  

A escola é a porta de entrada para trabalhar com o empreendedorismo que tem o foco na intencionalidade, transdisciplinariedade e o protagonismo juvenil dos estudantes, associado as metodologias ativas que tem o foco tirar o aluno da passividade e trazê-lo ao centro do processo cognitivo.  

A educação empreendedora pode ser trabalhada em qualquer etapa da escolarização desde os pequenos aos jovens estudantes. E é um dos caminhos para o trabalho a partir de temas integradores, transversais e integrais, sem fragmentações de conhecimento ao permitir que os estudantes teçam reflexões, análises e resolvam problemas, que podem ser da unidade escolar, do bairro e ou que envolvam o território educativo.  

 Intencionalidade 

Para explorar a educação empreendedora é importante trabalhar a partir da intencionalidade, resolver um desafio, pensar em questões que os estudantes tenham que refletir sobre estratégias para resolver e que permitam desenvolver o senso crítico, a autonomia e a ter ideias sustentáveis. 

Um por exemplo disso, é pensar sob a ótica da questão ambiental. Por exemplo, no trabalho de robótica com sucata que idealizei junto aos estudantes da Emef Almirante Ary Parreiras, teve o viés empreendedor, voltado a pensar na sustentabilidade do trabalho, em que a solução se deu através de parceria e da venda de materiais recicláveis a empresas  e repasse de verbas a APM (Associação de Pais e Mestres) para torna-lo sustentável na unidade escolar.  

 Antes de criar a estratégia para sensibilizar os estudantes, eles foram desafiados a pensar, pesquisar, conhecer sobre reciclagem, sustentabilidade, descarte de materiais e o ciclo de vida de materiais e produtos (da fabricação ao descarte), realizar o reconhecimento da comunidade e propor soluções em que uma das estratégias utilizadas foi o designer thinking que consiste em criar uma chuva de ideias para pensar soluções, chegando na proposta da parceria. 

E justamente aqui que nasce a intencionalidade e a educação empreendedora, ao permitir que os estudantes de maneira coletiva realizem uma imersão sobre o tema abordado, buscando ideias inovadoras para implementar.  

Transdicisplinariedade 

O nosso cérebro é dinâmico e não segrega conhecimentos, por isso trabalhar a partir da luz da transdisciplinariedade é essencial para incentivarmos aos estudantes a lançarem o conhecimento sobre características múltiplas, desenvolver diversas habilidades e serem criativos.  

A transdicisciplinariedade pode ser trabalhada a partir de um eixo integrador que pode nascer de uma área do conhecimento e abarcar as demais. Um exemplo é quando pensamos nas grandes construções da civilização, não é apenas um tema relacionado a história, envolve outros conhecimentos, como: artes, ciências, filosofia, matemática, linguagens e tantas outras para explicar períodos. É o estudante tem a oportunidade de explorar um mix de conhecimentos, criando associações e permitindo conexões, em que precisa do outro para realizar o seu argumento, sendo uma concepção integral.   

Ao fazer isso o estudante está mobilizando diversos conhecimentos, assegurando suas experiências, compartilhando e construindo argumentos para a vida cidadã.  

 Protagonismo  

Desenvolver o protagonismo é um dos maiores desejos da educação moderna e a educação empreendedora pode contribuir com este viés. Ao permitir que os estudantes trabalhem encontrando soluções e com projetos estamos trabalhando com as metodologias ativas e suas modalidades. 

O estudante deixa de ser passivo para ser ativo, constrói o seu conhecimento, toma decisões, expõe argumentos e tornam-se empreendedores. O papel do professor é de mediar este processo e oportunizar a desafiá-lo a encontrar soluções e impasses. 

O desenvolvimento destas características nos estudantes consiste em permitir atitudes, questionar processos, que sejam curadores de informações. Ao invés do professor iniciar a aula questionando o que estudante sabe sobre determinado assunto, deve questioná-lo o que conhecem sobre ele, isso é ter altas expectativas a todos os estudantes e ouvi-los. 

Um abraço, 

Débora

 

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

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Débora Garofalo é formada em Letras e Pedagogia, com especialização em Língua Portuguesa pela Unicamp, Mestra em Educação pela PUC-SP e FabLearn Fellow, Columbia, EUA. Professora há 16 anos da rede pública de SP, sendo idealizadora do trabalho de Robótica com Sucata que se tornou uma política pública. Atualmente é Coordenadora do Centro de Inovação da Secretaria Estadual de Educação do Estado de São Paulo e colunista do blog Redes na coluna Edução Inovadora na Editora Moderna.

Integrante da comissão de Direitos Humanos da Cidade de São Paulo e Palestrante em grandes eventos Nacionais e Internacionais entre eles, Latinoware, Campus Party, Bett Educar, Harvard, EUA, Oxford em Londres, Buenos Aires na Argentina, Ecole Polytechnique, França. Pelo trabalho realizado na Educação Pública, recebeu diversos prêmios importantes, entre eles: Professores do Brasil 2018, Desafio de Aprendizagem Criativa do MIT 2019, Medalha de Pacificadores da ONU 2019 e considerada uma 10 melhores Professoras do Mundo pelo Global Teacher Prize 2019, Nobel da Educação.

A vez da Educação 5.0

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O termo Educação 5.0 é uma evolução natural da educação 4.0, advinda da revolução industrialNa educação ganhou o termo ganhou força com abordagens inovadoras como as metodologias ativas, cultura maker que é porta de entrada para o trabalho com as tecnologias que podem ir desde a programação, robótica com materiais estruturados e ou não estruturados, IoT (internet das coisas), entre outros.  

As mudanças sempre causam uma certa incerteza, principalmente quando falamos de Educação já que muitos processos estão condicionados a infraestrutura, conectividade, tecnologias, mas quero desmitificar que não é bem assim!  

Para inovar, podemos e devemos começar de diversas maneiras, levando o simples para as aulas remotas e ou híbridas, inovando e flexibilizando o currículo ao trazer elementos “mão na massa”, abordagens ativas e suas diferentes modalidades para dentro do processo de ensino e aprendizagem.   

A educação 5.0 está relacionada aos anseios da sociedade.  O conceito surgiu no Japão em 2016, cujo objetivo principal foi utilizar a tecnologia para melhorar a qualidade de vida das pessoas, com a preocupação de trabalhar as habilidades socioemocionais ao possibilitar que recursos tecnológicos como a robótica e a inteligência artificial tão presentes no nosso dia a dia possam ser integrados de forma mais humanizada. 

Parece algo muito abstrato e distante de nós, mas na verdade, está mais presente do que imaginamos! Basta analisarmos nossa relação com serviços diversosum exemplo é o banco, alguns com inteligência artificial que vem crescendo e aprendendo diariamente conosco. No entanto, que necessita ser vivenciado com cautela e com objetivos claros, já que nada substitui a vivência e o contato com o outro.   

Outro exemplo prático do uso da tecnologia pensada no bem-estar social, são as cidades inteligentes. Elas usam tecnologia para aumentar a qualidade, desempenho, interatividade de serviços urbanos, pensar em sustentabilidade e economia circular. Nessas cidades, tudo é planejado e conectado e as políticas públicas podem identificar problemas com maior velocidade e mais eficiência. O cidadão sai de papel de passivo para ativo, contribuindo com informações e resoluções de problemas.  

Levando para a sala de aula 

A Educação 5.0, passa por todos os pilares da Educação 4.0, com o acréscimo de olhar para a aprendizagem ativa, colaborativa, em que o professor(a) é o mediador(a) de conhecimento e o estudante se torna o centro do processo de aprendizagem ao exercer o protagonismo juvenil, com o pensamento empreendedor e na busca constante de resoluções colaborativa de problemas que estejam conectadas a habilidades socioemocionais. 

A escola tem modificado o seu papel, de passiva para ativa e isso envolve não somente a comunidade escolar, mas o território educativo, com base no estímulo e no desenvolvimento de competências, habilidades e da flexibilização do currículo, através do exercício da: 

  • Colaboração 
  • Pensamento crítico 
  • Comunicação 
  • Criatividade 
  • Adaptabilidade 
  • Persuasão 
  • Inteligência Emocional 
  • Empatia 
  • Resiliência 
  • Relacionamento interpessoal 
  • Gerenciamento de conflitos 
  • Resolução de problemas reais 
  • Amabilidade 
  • Protagonismo juvenil Inserção de tecnologias sociais 

desenvolvimento da Educação 5.0 está relacionada a atitudes, em que o território educativo pode  se desenvolver através do uso de metodologias ativas e de modalidades que façam parte da realidade do projeto politico pedagógico como projetos integradores em que os estudantes passam a contribuir na identificação e solução de problemas e na aplicação de problemas usando as diferentes áreas de conhecimento, mas tendo a oportunidade de ao mesmo tempo vivenciar as habilidades emocionais e a tecnologia como propulsora ao processo de ensino de aprendizagem. 

Apesar do termo assustar ele deve estar presente no cotidiano das unidades escolares, prezando pela personalização do ensino e pela equidade! 

 Um abraço, 

Débora

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

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Débora Garofalo é formada em Letras e Pedagogia, com especialização em Língua Portuguesa pela Unicamp, Mestra em Educação pela PUC-SP e FabLearn Fellow, Columbia, EUA. Professora há 16 anos da rede pública de SP, sendo idealizadora do trabalho de Robótica com Sucata que se tornou uma política pública. Atualmente é Coordenadora do Centro de Inovação da Secretaria Estadual de Educação do Estado de São Paulo e colunista do blog Redes na coluna Edução Inovadora na Editora Moderna.

Integrante da comissão de Direitos Humanos da Cidade de São Paulo e Palestrante em grandes eventos Nacionais e Internacionais entre eles, Latinoware, Campus Party, Bett Educar, Harvard, EUA, Oxford em Londres, Buenos Aires na Argentina, Ecole Polytechnique, França. Pelo trabalho realizado na Educação Pública, recebeu diversos prêmios importantes, entre eles: Professores do Brasil 2018, Desafio de Aprendizagem Criativa do MIT 2019, Medalha de Pacificadores da ONU 2019 e considerada uma 10 melhores Professoras do Mundo pelo Global Teacher Prize 2019, Nobel da Educação.

Como superar os desafios da aprendizagem e do ensino híbrido

By | Educação inovadora | No Comments

É certo que teremos um longo caminho para a recuperação do processo de aprendizagem, ocasionado pela pandemia da Covid-19. Durante a pandemia,  temas que estavam sendo debatidos anteriormente ganharam notoriedade e a necessidade de inserção na educação.

Um deles, sem dúvida, é a consolidação da modalidade híbrida, por todos os benefícios e contribuições com o ensino em frentes importantes!

A primeira medida é a mescla da aprendizagem presencial e o escalonamento dos estudantes, para manter os protocolos de higiene e segurança necessários neste momento, prevendo rodízios e aulas remotas e respeitando o ritmo de aprendizagem na busca pela personalização do ensino.

A segunda medida visa contribuir com o processo cognitivo e a recuperação da aprendizagem, aumentando a jornada de estudo dos estudantes com atividades que podem ocorrer no contraturno das aulas e no formato remoto.

A primordial característica das metodologias ativas é oportunizar ao estudante estar no centro do processo de aprendizado, tornando o ensino personalizado por meio das suas modalidades e de ações que respeitem os diferentes tempos e ritmos cognitivos. Além do mais, essa forma de abordagem estimula o trabalho a partir de resolução colaborativa de problemas que contribui para o desenvolvimento de habilidades e competências, como: o pensamento crítico, a criatividade, cooperativismo, autogestão, autocuidado e o protagonismo juvenil.

Assim, as metodologias ativas na educação contribuem (e muito) no desenvolvimento da dimensão cognitiva e socioemocional dos estudantes ao fazer que troquem, compartilhem e exponham opiniões, lidando com emoções, frustrações e aprendendo a lidar com a diversidade.

Superando desafios

São muitos os desafios a serem superados, desde a garantir infraestrutura e conectividade até consolidar uma nova cultura de pertencimento e de inclusão a nossa Educação. A seguir, vamos conversar um pouco sobre os desafios e forma de superá-los.

1) Infraestrutura e conectividade

Um dos maiores desafios da nossa educação em que se faz necessário investimentos e políticas públicas que minimizem impactos e que visem a melhorias e impactos no processo de ensino e aprendizado.

É preciso que as redes de ensino realizem uma avaliação diagnóstica e o nível de adoção em tecnologias que prevê dimensões do uso das tecnologias (em visão, infraestrutura, recursos digitais e formação) e níveis a serem alcançados (básico, intermediário e avançado) e, a partir disso, realize um planejamento e ações contemplando reduzir os impactos aos estudantes mais vulneráveis.

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

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Débora Garofalo é formada em Letras e Pedagogia, com especialização em Língua Portuguesa pela Unicamp, Mestra em Educação pela PUC-SP e FabLearn Fellow, Columbia, EUA. Professora há 16 anos da rede pública de SP, sendo idealizadora do trabalho de Robótica com Sucata que se tornou uma política pública. Atualmente é Coordenadora do Centro de Inovação da Secretaria Estadual de Educação do Estado de São Paulo e colunista do blog Redes na coluna Edução Inovadora na Editora Moderna.

Integrante da comissão de Direitos Humanos da Cidade de São Paulo e Palestrante em grandes eventos Nacionais e Internacionais entre eles, Latinoware, Campus Party, Bett Educar, Harvard, EUA, Oxford em Londres, Buenos Aires na Argentina, Ecole Polytechnique, França. Pelo trabalho realizado na Educação Pública, recebeu diversos prêmios importantes, entre eles: Professores do Brasil 2018, Desafio de Aprendizagem Criativa do MIT 2019, Medalha de Pacificadores da ONU 2019 e considerada uma 10 melhores Professoras do Mundo pelo Global Teacher Prize 2019, Nobel da Educação.

A inspiração em cases de sucesso contribui para novos caminhos. Estudos recentes realizados pela Varkey Foundation e a British Council trazem os impactos das escolas fechadas e boas práticas nos países da América Latina, servindo de aprendizado para este momento.

2) Plataformas Adaptativas e trilhas avaliativas

Outro aspecto importante é a inserção de plataformas adaptativas que permitam que os estudantes se engajem com as atividades e se interessem em realizá-las. Sabemos que a pandemia trará consequências à evasão escolar, criar incentivos e formas de evitar que isso ocorra é primordial neste momento.

Investir na gamificação pode trazer grande envolvimento dos estudantes por meio da experiência com jogos, estimulando-os e motivando-os a serem críticos, trabalhar com o raciocínio lógico, além de inserir o lúdico nas aulas.

As trilhas avaliativas devem ter o foco no percurso formativo que contemple o processo avaliativo, para que o professor tenha como tomar decisões, e possa interferir e rever as rotas do processo pedagógico. Este é um bom momento para rever processos e investir em portfólios e rubricas que contribuam com a prática docente.

3) Engajamento dos estudantes

Um dos pontos fortes do ensino híbrido é manter os estudantes engajados. Para issoo, o foco deve estar na integração e articulação do currículo, através de projetos integradores e abordagens ativas e na diminuição de modelos expositivos, que deixam os alunos no papel passivo.

As modalidades do ensino híbrido são essenciais para envolver os estudantes com dinâmicas, como sala de aula invertida, laboratório rotacional ou estações por rotações, entre outras. Lembre-se que toda regra pode ser adaptada!

4) Formação Docente

É essencial que toda mudança venha acompanhada de formação docente. O professor precisa ter a oportunidade de vivenciar as metodologias ativas, ensino híbrido e o seu papel dentro desse processo.

Para atuar neste modelo, o professor precisa experimentar novos modelos e realizar troca entre seus pares. A formação é parte do processo e contribuirá para a superação de desafios, avanços de novos modelos na educação, prezando pela integralidade, qualidade, equidade e personalização do ensino.

Um abraço,

Débora

6 sugestões de leitura para trabalhar com a modalidade híbrida

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Temos vivenciado tempos difíceis e com impactos profundos a Educação! O agravamento da pandemia acentua problemas em diferentes regiões do nosso país e faz com que uma das queixas constantes dos educadores seja lidar com falta de infraestrutura e formação docente para lidar com aulas remotas e híbridas.

O que pensávamos que duraria poucas semanas foi substituído por um longo e angustiante período que dura um ano e quatro meses, com consequências graves a aprendizagem de crianças e jovens e nos colocando no topo do ranking em não conseguir controlar a pandemia e com o maior tempo de escolas fechadas. A pandemia não só aumentou as desigualdades, mas a evidenciou de uma maneira brusca.

O encerramento do semestre e a proximidade do próximo traz a oportunidade de realizarmos exercícios, realizar análises, compreender o que está dando certo, o que precisa ser melhorado em busca da personalização do ensino e da compreensão do cenário atual e das possibilidades de trabalho no formato híbrido. Para isso, segue algumas sugestões de leitura para que possa refletir e potencializar ações que irá auxiliar a intensificar o trabalho em sala de aula.

  1. Ensino Híbrido – é um clássico para quem quer dar os primeiros passos na personalização e na tecnologia da educação. O livro é feito por professores para professores. A organização do livro é da Lilian Bacich, Adolfo Tanzi Neto e Fernando de Melo Trevisani, editora Penso, em que apresenta aos educadores possibilidades de integração das tecnologias digitais ao currículo escolar, de forma a alcançar uma série de benefícios no dia a dia da sala de aula, como maior engajamento dos alunos no aprendizado e melhor aproveitamento do tempo do professor para momentos de personalização do ensino por meio de intervenções efetivas.
  2. Metodologias Ativas para uma Educação Inovadora: Uma Abordagem Teórico-Prática – a obra aborda a participação efetiva dos estudantes na construção do conhecimento e no desenvolvimento de competências, possibilitando que aprendam em seu próprio ritmo, tempo e estilo, por meio de diferentes formas de experimentação e compartilhamento, dentro e fora da sala de aula, com mediação de docentes inspiradores e incorporação de todas as possibilidades do mundo digital. Este livro apresenta práticas pedagógicas, na educação básica e superior, que valorizam o protagonismo dos estudantes e que estão relacionadas com as teorias que lhes servem como suporte. Os autores Lilian Bacich e José Moran, editora Penso, reúnem nesta obra capítulos de autores brasileiros que analisam o porquê e para que usar metodologias ativas na educação de forma inovadora.
  3. Covid-19: educação e a ótica docente – a obra é fruto de um trabalho coletivo engendrado por dez pesquisadoras e oito pesquisadores com distintas formações acadêmicas e experiências docentes, oriundos de instituições públicas e privadas das regiões Nordeste e Sudeste do país, com um rico olhar multidisciplinar sobre as repercussões da pandemia, bem como as transformações da área educacional sob o olhar docente.

Organizado em sete capítulos, o livro foi estruturado com base em uma abordagem multidisciplinar, a qual valorizou a utilização de distintos recortes metodológicos e teóricos na construção das discussões, justamente findando apresentar debates permeados por um amplo sentido de pluralidade e por uma diversidade de apreensões empíricas. O livro traz pontos interessantes, como:

  • A prática pedagógica durante esse período;
  • Os desafios e trilhas alternativas de ensino e aprendizagem;
  • O uso de tecnologias digitais de informação e comunicação (TDICs);
  • A saúde mental do docente.
  1.  A educação em tempos de pandemia: desafios e possibilidades – a pandemia é abordada de forma bastante didática e com pluralidade e diversidade de concepções. A obra é destinada a um público bem amplo no campo da docência: de professores de ensino infantil até educadores de pós-graduação, com abordagem em metodologias inovadoras, processos educacionais no momento de pandemia e formação docente pelos autores Cristina Rezende Eliezer, Elivan Aparecida Ribeiro e Jenerton Arlan Schutz, editora Dialética.
  2. Educação integral em tempos de pandemia – a obra é uma construção coletiva feita por educadores de escolas públicas que diante do contexto pandêmico e as desigualdades evidenciadas, decidiram se unir para pesquisar, refletir e buscar o verdadeiro significado de uma educação integral em um contexto de desigualdade social. As experiências vivenciadas pelos educadores são registradas em que compartilham saberes e formas concretas de enfrentar a realidade social diante de cenários de isolamento e fechamento das escolas. Para além das experiências, a obra também compartilha tornar a educação integral um dos pilares da educação básica no Brasil.

6. Educando para a vida no pós-pandemia – com a narrativa que a pandemia mudou a face da educação, e que ela não tornará a ser a mesma depois de toda a experiência vivenciada, a obra fala dos desafios enfrentados por pais e professores durante o isolamento social – como adaptação a ferramentas digitais, apoio às famílias no ambiente virtual e vulnerabilidade de alunos fora da escola – e de como essa experiência

Um abraço e até a próxima,

Débora

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

Colunista

Débora Garofalo é formada em Letras e Pedagogia, com especialização em Língua Portuguesa pela Unicamp, Mestra em Educação pela PUC-SP e FabLearn Fellow, Columbia, EUA. Professora há 16 anos da rede pública de SP, sendo idealizadora do trabalho de Robótica com Sucata que se tornou uma política pública. Atualmente é Coordenadora do Centro de Inovação da Secretaria Estadual de Educação do Estado de São Paulo e colunista do blog Redes na coluna Edução Inovadora na Editora Moderna.

Integrante da comissão de Direitos Humanos da Cidade de São Paulo e Palestrante em grandes eventos Nacionais e Internacionais entre eles, Latinoware, Campus Party, Bett Educar, Harvard, EUA, Oxford em Londres, Buenos Aires na Argentina, Ecole Polytechnique, França. Pelo trabalho realizado na Educação Pública, recebeu diversos prêmios importantes, entre eles: Professores do Brasil 2018, Desafio de Aprendizagem Criativa do MIT 2019, Medalha de Pacificadores da ONU 2019 e considerada uma 10 melhores Professoras do Mundo pelo Global Teacher Prize 2019, Nobel da Educação.