BAIXE JÁ | Chegou a nova edição da revista Educatrix

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A nova edição da revista Educatrix está disponível para download!

Nesta edição, apresentamos o tema Família e Escola, com reportagens especiais para colaborar com a escola na abertura de diálogos consistentes com as famílias com foco na formação integral do aluno. Um olhar atento para ajudar as instituições de ensino a entenderem melhor as expectativas das famílias e colaborar com algumas práticas para tornar essa relação uma parceria de sucesso.

De olho na BNCC

Para auxiliar as escolas nessa fase de transição, convidamos o professor Nilson José Machado para tirar as principais dúvidas que a nossa equipe de assessores pedagógicos tem levantado em escolas de todo o Brasil. Preparamos um especial com autores e editores de livros didáticos como colocar a BNCC na prática nos componentes curriculares.

Chegou a hora da sua escola inovar?

Pensando nos novos desafios da educação, convidamos Débora Garofalo, autora da nossa coluna Educação Inovadora e finalista do Global Teacher Prize 2019, para uma reportagem sobre a metodologia STEAM e sobre como democratizar novas tendências educacionais para vários perfis de escolas.

Tem ainda um texto incrível escrito por Ilan Brenman, nosso autor exclusivo, e a trajetória de vida de Maria Montessori.

A Educatrix está recheada de novidades e está esperando por você!

Acesse a revista on-line e fique por dentro de assuntos e tendência da educação.

Aprendizagem Colaborativa

By | Educação inovadora | No Comments

Querido professor, você já ouviu falar em aprendizagem colaborativa? Ela é uma abordagem efetiva de tornar o aprendizado envolvente, significativo, permitindo que os estudantes atuem de forma ativa dentro do processo de ensino e aprendizagem.

Essa abordagem permite o desenvolvimento de equipes de trabalho em torno de um problema real, valorização do conhecimento prévio, compartilhamento de saberes individuais e coletivos, além da construção do respeito mútuo e da empatia, trabalhando com a liberdade de expressão, visando atingir um consenso.

Os pilares do aprendizado consistem em reunir os alunos em torno de um objetivo comum, com a mediação e parceria do professor, que conduzirá os trabalhos para que todos se esforcem e se dediquem para alcançar o aprendizado desejado e ou a mobilização de novos conhecimentos, estando alinhado a BNCC e suas competências de ensino no que tange o exercício do pensamento cientifico, crítico e criativo; cultura digital; argumentação; autoconhecimento e autocuidado; empatia e colaboração.

Nesta abordagem, todos aprendem em conjunto, oportunizando a capacidade e autonomia dos discentes. Sendo um importante modelo para romper com as estruturas tradicionais de ensino e alavancar a aprendizagem em modelos ultrapassados que já não condizem com nossa atual sociedade e nem com as demandas e expectativas dos nossos estudantes.

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

Colunista

Formada em Letras e Pedagogia, pós-graduada em Língua Portuguesa pela Unicamp e mestranda em Educação pela PUC de SP. É professora de Tecnologias, trabalha com Cultura Digital, Robótica com sucata/livre, programação e animações; e implementação em tecnologias em Escolas Públicas. Vencedora na temática Especial Inovação na Educação no Prêmio Professores do Brasil e Finalista no Global Teacher Prize, considerado o Nobel da Educação.

Aprendizagem colaborativa na prática

Ferramentas digitais tem sido um grande facilitador da estratégia da aprendizagem colaborativa, importante ressaltar que a propostas abordadas devem sempre vir acompanhadas de desafios e atividades que privilegiam o trabalho em grupo e a construção coletiva de saberes, onde a autonomia e a cooperativismo, devem ser amplamente estimulados.

Ferramentas digitais que auxiliam na aprendizagem colaborativa

Blogs: temos hoje opções gratuitas, como o blogspot, onde os estudantes podem postar conteúdos, comentar e divulgar, ampliando e enriquecendo debates, construções de conhecimentos e exercitando o senso comum de forma ética e reflexiva e toda a comunidade escolar pode se beneficiar deste recurso.

Chats: proporcionam tempo real, fazem uma extensão da sala de aula e proporcionam colaboração para utilização deste espaço. Importante salientar que o professor estará mediando a conversa, estando à disposição dos alunos, podendo combinar horários estabelecidos.

Um modelo de chat, pode ser o Messenger que permite interação em grupos; grupos fechados de facebook; twitter que permite a escrita em 280 caracteres; google sala de aula, que permite a construção de atividades com recursos de colaboração.

Vídeos: recursos digitais são importantes para o desenvolvimento do trabalho colaborativo, desde a construção do trabalho que se dá através da elaboração de roteiros e execução dos vídeos, que podem ser produzidos curtos, documentários e até filmes de animações como o stop motion, que é uma técnica de foto quadro a quadro.

E você querido professor, como lida com a aprendizagem colaborativa em suas aulas. Conte aqui nos comentários e ajude a fomentar práticas docentes, mais também interação e autonomia dos alunos.

Um abraço,

Débora

Dia Internacional do Livro Infantil

By | Literatura | No Comments

Você sabe por que no dia 02 de abril comemoramos o Dia Internacional do Livro Infantil?

A data homenageia o pai dos contos de fadas moderno: o escritor Hans Christian Andersen. Nascido em 2 de abril de 1805, Andersen ficou conhecido por escrever histórias como Soldadinho de Chumbo, A Pequena Sereia, Patinho Feio, A Roupa Nova do Imperador e muitas outras que fazem parte da formação de gerações de crianças em todo o mundo.

É sempre bom lembrar que o dia não foi definido aleatoriamente e, sim, com o propósito de incentivar e conscientizar sobre a importância da leitura em todas as idades.

O hábito de ler deve começar desde cedo, ainda com a leitura de imagens. O essencial é despertar o interesse e guiar os passos das crianças nesse universo mágico que é a literatura. Por isso, o incentivo deve vir de todos: pais, familiares, professores, e comunidade ao redor, formando uma legião de novos leitores.

Saiba mais sobre a obra:

Histórias que Andersen aprendeu em vida e soube transmiti-las a seus leitores. Walcyr Carrasco as reconta em linguagem acessível, divertida e ágil, numa linguagem direta, que deixa as personagens inteiramente à vontade diante dos leitores, sejam eles grandes e pequenos.

Temos muito a aprender com os dois escritores – Andersen e Walcyr Carrasco – que, aqui reunidos, compartilham essa edição dos contos de fadas. Participemos dessa aprendizagem, para que nossa vida, como a do autor dinamarquês, também se pareça a um conto de fadas.

Design Thinking como aliado à educação

By | Educação inovadora | No Comments

Você já ouviu o termo design thinking? Ele é muito forte nas empresas e vem conquistando, também, as salas de aulas.

Saiba mais

O Design Thinking é uma metodologia usada para busca de solução de problemas, também conhecida como aprendizagem investigativa. Ela trabalha de forma colaborativa, desenvolvendo a empatia, onde o estudante participa como formador de conhecimento e não apenas como receptor de informação. O trabalho, tendo como premissa o design centrado em Humanos, Human Centered Design, integra as necessidades individuais.

Sua abordagem contribui com a educação por permitir trabalhar a resolução de problemas e dar voz aos alunos ao trabalhar com colaboração e empatia. Não existe uma forma correta de aplicar o Design Thinking, o que existe são etapas que devem ser trabalhadas, aplicadas à resoluções de problemas reais. Tais resoluções possibilitam dinamismo, envolvimento e ações de pertencimento, trazendo um redesenho das salas de aula ao propor novos processos de ensino-aprendizagem.

Na prática, a metodologia é dividida em cinco etapas que devem ser construídas com desafios, aguçando a curiosidade para enfrentar questões levantadas e considerando o conhecimento prévio e as percepções significativas em busca de múltiplas perspectivas de soluções.

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

Colunista

Formada em Letras e Pedagogia, pós-graduada em Língua Portuguesa pela Unicamp e mestranda em Educação pela PUC de SP. É professora de Tecnologias, trabalha com Cultura Digital, Robótica com sucata/livre, programação e animações; e implementação em tecnologias em Escolas Públicas. Vencedora na temática Especial Inovação na Educação no Prêmio Professores do Brasil e Finalista no Global Teacher Prize, considerado o Nobel da Educação.

Descoberta: A etapa da descoberta é a fase de conhecimento e necessidade, vale usar a empatia para ouvir, ver e sentir. Aqui é permitido sonhar e falar abertamente sobre vários pontos.

Interpretação: Exige desafios que envolve a interpretação na fase da descoberta. Vale articular os diferentes pontos de vistas e ponderá-los para viabilizar a próxima etapa.

Ideação: É a etapa de criação, onde a solução deve ser encontrada. Permite um espaço a chuva de ideias e internalizar ideias visionárias.

Experimentação: A quarta etapa, corresponde à experimentação, em que as ideias ganham vida, experimentando possíveis soluções para o desafio lançado.

Evolução: É o desenvolvimento do trabalho que envolve o planejamento dos próximos passos, compartilhando ideias com outras pessoas que podem colaborar com o processo.

Nas etapas, tanto o professor quanto os estudantes, podem oferecer dicas de organização das ideias. A abordagem pode ocorrer de forma on-line através de softwares que trabalham com mapas mentais, e/ou off-line, através de post-its (papeis autocolantes coloridos), listas, histórias inspiradoras, fotos, aplicativos para celular, tablets etc. São inúmeras possibilidades, onde cada problema requer uma abordagem que deverá ser construída coletivamente, sem uma receita pronta, e que pode ser criada conforme a ilustração abaixo:

As etapas também podem ser construídas com alguns softwares gratuitos, como:

Mind Node: Programa muito simples e prático para ser utilizado no dia a dia.

Free mind: É um software livre para criação de mapa mental. É simples e objetivo, disponível para usuários Windows e Linux.

Ree Plane: Outro programa simples, compatível com Windows e Linux.

Coggle: software online, permite que mais de uma pessoa trabalhe com o mesmo mapa mental.

E você, querido professor, já usou dessa metodologia em sala de aula? Conte aqui nos comentários!

Um abraço,

Débora

Precisamos falar, e muito, sobre água

By | Literatura, Sem Categoria | No Comments

Nos últimos tempos, quando abro uma das muitas torneiras espalhadas pela minha casa e vejo a água jorrar em profusão tenho refletido o quanto esta é uma comodidade que não valorizamos. Comento sobre isso com os amigos, com os professores e alunos com quem costumo trocar ideias em salas de aula. É um pensamento incômodo, especialmente recorrente após ter me juntado a um grupo de 10 pessoas, entre mulheres e crianças, que se embrenhava pelo sertão do Piauí para buscar água. Sob um sol inclemente, andamos por trilhas inóspitas durante quase três horas caatinga adentro, desde o povoado de Barreiro, na zona rural do pobre município de Guaribas, até um poço de água barrenta – o objetivo da jornada. Após um breve descanso, com direito a molhar os rostos suados, baldes de plástico e latas foram enchidos até a boca e equilibrados sobre as cabeças. Pegamos o árduo caminho de volta.

Sérgio Túlio Caldas

Sérgio Túlio Caldas

Autor de “Água – Precisamos falar sobre isso”, “Terra sob Presão – a vida na era do aquecimento global” e “Com os Pés na África”, livro premiado no Jabuti 2017.

Embora um tanto escura e de aspecto nada confiável, a água serviria para matar a sede, fazer a comida e cuidar da higiene pessoal das famílias do grupo. A quantidade do líquido colhida era um volume muito abaixo do recomendado pela Organização das Nações Unidas (ONU). A entidade indica 110 litros diários de água para atender as necessidades de consumo e higiene de uma pessoa.

Ao ver a água que escorre fácil da minha torneira, também me lembro de Shiva Avatari, que conheci em uma das viagens ao Nepal. Na casa do meu amigo nepalês, espetada no alto de uma montanha, não há chuveiro ou uma simples torneira. Todo santo dia, Shiva desce o morro a pé para pegar água em uma fonte pública da capital Katmandu. Com o galão de plástico abastecido, ele retorna ladeira acima com a carga de 20 litros que dará conta de suas necessidades do dia.

Da janela da casa de Shiva, a vista é espetacular. Fica-se cara a cara com a imponente cordilheira do Himalaia, que além de contar 8 dos 10 picos mais altos do planeta – incluindo o Everest –, abriga em suas montanhas uma das mais extraordinárias reservas de água do planeta. Para Shiva e milhões de moradores da região do Himalaia, porém, a água permanece apenas ao alcance das vistas, e não das mãos.

Costumo falar nas conversas nas escolas que essas duas experiências que vivi no sertão brasileiro e nas montanhas nepalesas regaram a semente que brotou no meu recente livro “Água – Precisamos falar sobre isso”.

A essa altura do século 21, quando startups digitais bilionárias são criadas da noite para o dia, cruzar longas distâncias transportando água na cabeça é uma realidade perturbadora. Ainda mais no Brasil, país que estoca 12% de toda a água doce superficial do mundo – a maior reserva hídrica da Terra.

Essa indignação, somada ao fato de cuidarmos tão mal do recurso natural imprescindível à vida, me indicou que era urgente falar, escrever, sobre a água. Resolvi botar o pé na estrada e também resgatar observações que venho colhendo nos últimos anos sobre a delicada situação da água em diversas regiões do Brasil e do mundo, onde há fartura e escassez do recurso, onde existem ações de preservação, e também tensões por um pouco de água.

Hoje, entende-se que não basta ter água em quantidade para uma cidade ou um país sentir orgulho. O mais importante é saber tratá-la e administrá-la. Sem tratamento e poluída, ela ameaça ambientes naturais e causa doenças graves. Nos países em desenvolvimento, estima-se que 90% dos esgotos e 70% dos resíduos industriais sem tratamento são descarregados em rios.

Por aqui, 100 milhões de brasileiros não têm serviço de coleta de esgoto. E quase 40 milhões vivem sem redes de água em casa. A cada 100 litros de água tratada, cerca de 40 litros vão para o ralo, desperdiçadas em instalações clandestinas e tubulações mal conservadas. Não é à toa que 65% das internações de crianças com menos de 10 anos em hospitais no Brasil ocorrem devido ao contato com água contaminada.

O agronegócio e as atividades das mineradoras consomem e desperdiçam grandes quantidades de água, superexploram as reservas subterrâneas, contaminando rios e devastando fontes d’água. Essa constante pressão sobre os recursos hídricos deve se agravar ainda mais em resposta às mudanças climáticas e ao ritmo do crescimento populacional. Somos 7,5 bilhões de habitantes na Terra. Em 2025, seremos 9 bilhões, e a demanda por água aumentará. E muitos de nós continuam a não dar a mínima, mesmo diante de tão sérias pressões ambientais e hídricas no nosso horizonte.

De uma maneira geral, a ONU recomenda que é urgente haver mudanças na administração pública dos recursos hídricos, com investimentos em infraestrutura e atenção especial à educação. As escolas podem contribuir, e muito, na preservação do precioso recurso natural ao ensinar a crianças e jovens a importância soberana da água para a existência de toda espécie de vida. Esse esforço equivale a um passo enorme, e necessário, para tratarmos melhor e com mais responsabilidade o nosso planeta.

Saiba mais

De toda a água existente no planeta, cerca de 97% é salgada – inapropriada ao consumo humano. Dos 3% restantes, justamente a água doce que podemos usar, 2% estão inacessíveis em geleiras, camadas de neve e reservatórios subterrâneos. Ou seja, temos à nossa disposição apenas 1% para irrigar plantações, abastecer cidades, movimentar a indústria e, principalmente, para matar a nossa sede. Neste instante, fonte de água se encontram ameaçadas pelo desmatamento, pela poluição, pelo desperdício e pela exploração desenfreada. Se não soubermos usar com responsabilidade o líquido fundamental para a vida, a mina irá secar. Neste livro, o autor nos mostra a situação desse valioso recurso a partir de estudos recentes e de suas observações em viagens por diversas regiões do Brasil e do mundo, locais em que há fartura e escassez; onde existem ações de preservação, mas também conflitos e tensões por um pouco de água.