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LANÇAMENTO | Criaturas da Ilha de Corso

By | Literatura | No Comments

Estamos honrados em anunciar o lançamento do livro Criaturas da Ilha de Corso.

Este é um livro diferenciado: vem com a honra de ser um título inédito da saudosa Angela-Lago, falecida em 2017. Antes de desenhar e colorir o céu com suas mãos sensíveis, a autora embarcou em uma expedição muito bem acompanhada por José Roberto Torero e Pedro Hamdan das Pedras rumo à Ilha de Corso. Nessa viagem, para onde apenas a imaginação pode nos levar, o trio catalogou os extraordinários habitantes de Corso e nos deixou não uma enciclopédia, mas sim uma tentativa de classificar tais criaturas híbridas, que mesclam propriedades animais, vegetais e minerais.

Como forma de homenageá-la, a expedição à Corso seguiu e agora, podemos conhecer Amplexos, uma criatura adorável que tem dois braços, uma para apoio, outro para acariciar as costas alheias; Anthros, que possui uma beleza exótica com ar de extraterrestre; Bipolarius Volubilis de temperamento curioso e Carnaválio, que desfila feliz pela Ilha, fazendo música com seus guizos e emitindo seu belo canto sincopado.

Uma merecida homenagem 

Pedro Hamdan das Pedras e José Roberto Torero nos trazem seus diários de bordo em uma bela homenagem à memória e à produção de Angela-Lago:

No dia 19 de junho de 2017, sonhei com vários bichos. Continuei sonhando por todas as noites seguintes e resolvi perguntar a Angela-Lago, grande especialista em bichos e sonhos, se ela já tinha ouvido falar de animaizinhos como aqueles. De acordo com a minha descrição, ela não teve dúvidas: eram bichos da Ilha de Corso. Disse também que esses sonhos, assim como os bichos, estavam cada vez mais raros e seria uma pena não registrá-los.

Comecei, então, a planejar uma expedição a Corso e decidi convidar a Angela para o posto de Exploradora-chefe. Ela aceitou o convite com entusiasmo e sugeriu que chamássemos o José Roberto Torero, experiente cronista de inúmeras e perigosas expedições mundo afora, para compor a equipe. Ele pediu apenas alguns dias para organizar seus blocos de papel impermeáveis e suas canetas de tinta autorrenovável.

Passamos dois meses entre os pequenos habitantes da ilha, estudando seus hábitos, descobrindo seus esconderijos e aprendendo a lidar com seus humores. Montamos um pequenino e improvisado estúdio fotográfico, onde conseguimos registrá-los, vaidosos, sob a luz do Sol. Voltamos satisfeitos com nossos quilômetros de anotações escritas e imaginadas.

Já com o trabalho encaminhado e em seus últimos ajustes, a Angela nos pediu licença: surgira uma nova expedição para catalogar bichos nunca antes vistos, seres etéreos e cantarolantes, quase invisíveis. Precisavam da mais sensível e cuidadosa exploradora e lá se foi a Angela para mais uma aventura.

Pedro Hamdan das Pedras

Acabou de sair um livro novo. E é bem especial.

Ele nasceu quando fui entrevistar Ângela-Lago em seu sítio em Minas Gerais para um programa de televisão, o Super Libris.

Todos na equipe ficaram encantados com sua simpatia e inteligência (se tiver curiosidade, veja aqui o programa: 

No fim da conversa, ela me contou que um amigo seu, o Pedro Hamdan, havia criado uns bonequinhos muito interessantes, mas ela ainda não tinha conseguido fazer nada com eles. Para minha sorte, Ângela perguntou se eu não queria dar uma olhada nos bichinhos e tentar escrever algo. Topei na hora.

Em 4 de agosto de 2017, recebi várias fotos de corsovinos. E dois dias depois eu respondia o e-mail com três pequenos textos.

Ângela gostou da brincadeira e inventou mais verbetes. E Pedro também arriscou alguns.

Ficamos os três muito animados. Pedro fazia diariamente novos bichos e inventávamos mais e mais verbetes. Continuamos nesta empolgação até o fim de setembro, quando terminamos o livro.

Menos de um mês depois, Ângela faleceu.

Eu e Pedro ficamos muito tristes, sem saber o que fazer. Só o que queríamos era que, em homenagem a ela, os habitantes da Ilha de Corso ganhassem vida.

Depois de algum tempo, para nossa alegria, eles estão aqui, correndo pelas páginas deste livro.

José Roberto Torero

Obrigada pela aventura, Angela!

QUEM SÃO OS AUTORES?

Angela-Lago

Encantadora mamífera de penugem prateada, ficou conhecida por desenhar e escrever como ninguém. Nasceu em Belo Horizonte e tem a palavra “lago” no nome, com o que se pode ver que desde sempre esteve inclinada à beleza e à placidez. Ganhou muitos prêmios no Brasil e no exterior por conta de suas cores e letras. Segundo algumas fontes saudosas, trata-se de uma espécie extinta. Porém, há quem diga que ela está mais viva do que nunca, pois pode ser encontrada em milhares de livros espalhados pelo mundo.

José Roberto Torero

Este bípede é natural da cidade de Santos, mas hoje e dia é mais facilmente encontrado na região de Perdizes, em São Paulo. Seu habitat é um escritório, onde passa a maior parte do seu dia. Porém, não é raro que seja encontrado na cozinha, fuçando a geladeira em busca de restos de pizza. Sua atividade preferida é brincar com seu filhote.

Pedro Hamdan das Pedras

Bicho mineiro pouco afeito a grandes multidões, prefere mesmo a bagunça de sua toca, onde se ocupa com desenhos e batuques. Acompanhado de sua cachorra Lina, está eternamente em busca de gravetos, folhas, flores e sementes, com os quais faz pequenas esculturas usando massinha colorida. Seu nome pode ser encontrado junto a ilustrações nas mais diversas revistas do país. Além disso, recentemente começou a sacudir as asinhas e também está espalhando algumas palavras por aí.

Ficou interessado nessa aventura?

Para celebrar o lançamento, confira as condições especiais que preparamos com duas livrarias parceiras para a compra on-line do livro.

Embarque nessa expedição!

O ciclo sustentável do papel

By | Sustentabilidade | No Comments

Para se compatibilizar desenvolvimento econômico com sustentabilidade é necessário evitar o desperdício de recursos e escolher as alternativas menos prejudiciais ao meio-ambiente.

Se temos que nos deslocar todos os dias para o trabalho, o melhor seria caminhar ou, pelo menos, utilizar um transporte coletivo. Mas se a opção for por um carro particular, então este deveria ser movido a álcool. O etanol é muito melhor que a gasolina, porque é combustível de fonte renovável.

O mesmo acontece com papel, cartão e papelão ondulado. Todo consumo inútil deve ser evitado, mas se a comunicação e a embalagem são necessárias, é melhor optar preferentemente por materiais como esses, que utilizam recursos renováveis, são recicláveis e biodegradáveis.

Muitos se enganam ao supor que papel produz desmatamento. Mas, no Brasil, a extração de celulose – principal matéria prima do papel – é feita 100% a partir de árvores plantadas para essa finalidade. 82% da energia consumida na sua fabricação é proveniente de fontes renováveis – resíduos das árvores colhidas e do próprio processo de produção da celulose.

A comunicação eletrônica é um grande gerador de efeito estufa. Os centros de processamento de dados – a famosa “nuvem” – consomem enormes quantidades de energia. Segundo relatório do Greenpeace, a indústria de tecnologia da informação já consome 7% de toda a energia elétrica no mundo. O lixo eletrônico é um problema muito grave hoje. Esses resíduos não são biodegradáveis e são pouquíssimo reciclados. Algumas matérias primas para esses dispositivos são obtidas com graves danos socioambientais.

E lembre-se: se usar papel, recicle!

NOVO MINIDICIONÁRIO HOUAISS: CONHECIMENTO QUE CABE NA MOCHILA

By | Lançamentos 2019/2020 | No Comments

O Minidicionário Houaiss acaba de ganhar uma nova versão totalmente revisada e em formato mais prático e fácil de carregar. Tudo isso sem perder a clareza e a precisão das definições que você já conhece e confia.

NOVIDADES DA EDIÇÃO

  • Mais de 30 mil verbetes revisados e atualizados
  • Minienciclopédia com mais de 2.200 entradas de informações sobre personalidades, fatos históricos, dados geográficos e cultural em geral
  • Vocabulário técnico e científico e termos atuais relacionados à tecnologia, internet e ciências.
  • Acesso à versão digital do Pequeno Dicionário Houaiss

INFORMAÇÕES SOBRE A EDIÇÃO

Indicação: Fundamental 2 e Médio
Medidas: 17 x 12 cm
5ª edição

5 Indicações de leitura para você inserir tecnologias nas aulas

By | Educação inovadora | No Comments

Para ter um uso efetivo da tecnologia dentro da sala de aula é preciso compreender que ela sozinha não tem efeito transformador e que ela precisa ser encarada como uma propulsora a aprendizagem, capaz tornar o aprendizado significativo, envolvente e que permeia os interesses dos estudantes.

Para pensar em novas estratégias e no uso eficiente da Tecnologia na Educação selecionamos uma lista de leituras que permitem conhecer, inspirar, aprofundar e refletir sobre esses temas na sala de aula.

A lista contempla robótica, gamificação, inovação, pensamento computacional e a Internet das Coisas (IOT) que são tendências que cada vez mais estão presentes no universo e no contexto escolar. Vamos lá!

Robótica educacional: experiências inovadoras na educação brasileira

A obra é dos autores:  Rodrigo Barbosa e Silva e Paulo Blikstein e aborda o aprendizado da robótica educacional em escolas do meio urbano e rural, universidades e espaços informais brasileiros, contando exemplos de práticas reais para inspirar o leitor a replicar e a inserir o ensino de robótica no contexto escolar.

Gamificação na educação

Publicado pela editora Pimenta Cultural, aborda conceitos, questionamentos e aplicações da gamificação na educação, e relata dez sessões escritas por diferentes especialistas na área, sob o olhar de motivar e tornar aulas mais interativas e significativas.

O dilema da inovação

O livro foi produzido por Clayton Christensen e recomendando por Steve Jobs. Discorre sobre uma inovação disruptiva ao abordar dilemas através da inovação para alcançar novos caminhos. O livro é pautado no mundo do mercado, mas reflete o olhar que temos que ter para inovação para a vida.

Scratch: um jeito divertido de aprender programação

Neste livro, Helton Varela tem como objetivo proporcionar aos estudantes, educadores e aos curiosos por programação o primeiro passo no mundo da programação por meio do Scratch (software livre gratuito interativo).  O livro aborda a criação de um jogo de labirinto do início ao fim, ao longo do qual serão abordados os conceitos básicos em programação, de maneira simples divertida e didática.

O pensamento computacional aprimora o raciocínio lógico, a criatividade e a resolução de problemas, habilidades importantes para os cidadãos do século XXI.

Criando projetos com Arduino para a Internet das Coisas: experimentos com aplicações do mundo real – Um guia para o entusiasta de Arduino ávido por aprender

A obra aborda sobre como construir dispositivos com Arduino para o uso cotidiano e então conectá-los à internet. Dispositivos conectados permitem construir aplicações aproveitando os benefícios da conectividade, uma tendência comumente conhecida como Internet das Coisas (IoT).

O livro traz experimentos com aplicações do mundo real. Escrito por um desenvolvedor de software e arquiteto de soluções que cansou de procurar e reunir várias lições sobre desenvolvimento com Arduino enquanto aprendia por conta própria tudo sobre o assunto.
Os leitores são apresentados aos elementos essenciais da IoT. Esses princípios são então utilizados para criar uma variedade de projetos úteis.

E você querido professor, quais leituras tem realizado para inovar na sala de aula? Conte aqui nos comentários.

Um abraço,

Débora

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

Colunista

Débora Garofalo é Assessora Especial de Tecnologias da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo (SEE SP) e professora da rede pública de ensino de São Paulo. Formada em Letras e Pedagogia, mestranda em Educação pela PUC-SP, vencedora na temática Especial Inovação na Educação no Prêmio Professores do Brasil, Vencedora no Desafio de Aprendizagem Criativa do MIT e considerada uma das dez melhoras professoras do mundo pelo Global Teacher Prize, o Nobel da Educação.

5 livros para trabalhar a cultura afro-brasileira

By | Literatura | 3 Comments

O dia 20 de novembro celebra a Consciência Negra e relembra a todos a importância de viver em um mundo repleto de diversidade. Nesta data, celebramos a influência das raízes africanas no nosso país e levantamos debates sobre temas transversais e de extrema importância como o combate ao racismo, a promoção da convivência, a cultura afro-brasileira e o respeito.

Sabendo da relevância do assunto e da necessidade de falarmos cada vez mais sobre isso com os nossos alunos, nós selecionamos 5 obras para que professores de todo o Brasil possam realizar projetos especiais, focados na conscientização e no respeito à pluralidade.

Os conteúdos dos livros podem ser trabalhados ao longo do ano ou em projetos interdisciplinares para datas comemorativas e são destinados aos diversos segmentos da educação básica. São obras de ficção e de não ficção que abordam aspectos diferenciados da cultura de influência africana e sua correlação e presença no nosso cotidiano.

Para conhecer mais sobre estes livros, entre em contato com o consultor Moderna na sua escola ou entre em contato com a nossa equipe pelo telefone 0800 17 2002 para agendar uma visita.

ENSINO FUNDAMENTAL 1

KIESE: HISTÓRIA DE UM AFRICANO NO BRASIL

Antepassados
Editora Moderna

Autor: Ricardo Dreguer
Edição: 1ª Edição
Ilustração: Bruna Assis Brasil
Faixa etária: A partir de 09 anos
Trabalho interdisciplinar: Geografia, História, Português
Indicação: 4º Ano (EF1), 5º Ano (EF1), 6º Ano (EF2)
Assunto: África, Cultura afro-brasileira, Escravidão no Brasil
Tema transversal: Cidadania, Pluralidade Cultural, Ética
ISBN: 9788516096700

Sinopse: O livro narra a trajetória de Kiese, um menino que foi capturado ainda na infância em sua aldeia, na África, e trazido para o Brasil para ser escravizado. É também a história de muitos africanos que foram tirados de seu território, separados de seus familiares e amigos e trazidos para o Brasil ao longo do tempo que durou o regime escravista em nosso país. A história de Kiese é a história de um brasileiro que lutou para conquistar um lugar para ser feliz com sua família, seus amigos e sua gente. Sua história se confunde com a própria formação do Brasil.

O QUE HÁ DE ÁFRICA EM NÓS?

Coleção Viramundo
Editora Moderna

Autor: Wlamyra R. de Albuquerque, Walter Fraga
Ilustração: Pablo Mayer
Faixa etária: A partir de 09 anos
Trabalho interdisciplinar: História, Português
Indicação: 4º Ano (EF1)
Assunto: africanos, escravidão, negros no Brasil
ISBN: 9788516084769

Sinopse: O que há de África em nós é um livro de viagens. Os personagens atravessam o oceano Atlântico, visitam outros períodos históricos, embarcam em navios e chegam a lugares e situações diferentes. Tudo começa com uma pergunta: Desde quando o mundo é mundo? Essa questão nos leva ao continente africano. Venha navegar com Cecília, Camila, Akin, Chico, Isabel e Alice nessa incrível história sobre a presença africana no Brasil.

ENSINO FUNDAMENTAL 2

A AMIZADE ETERNA E OUTRAS VOZES DA ÁFRICA

Veredas
Editora Moderna

 

Autor: Ilan Brenman
Edição: 1ª Edição
Ilustração: Catarina Bessell
Faixa etária: A partir de 09 anos
Trabalho interdisciplinar: Geografia, História, Português, Português
Indicação: 4º Ano (EF1), 5º Ano (EF1), 6º Ano (EF2), 7º Ano (EF2)
Assunto: África, ancestralidade, astúcia, escravidão, esperteza, origem, traição
Tema transversal: Pluralidade Cultural
ISBN: 9788516103637

Sinopse: Cada conto deste livro tem no seu DNA a sabedoria, o humor, a perspicácia e a celebração da vida, deixando um legado de inestimável valor para os homens do futuro.

UM GRITO DE LIBERDADE: A SAGA DE ZUMBI DOS PALMARES

Recontando a História
Editora Moderna

Autor: Álvaro Cardoso Gomes, Rafael Lopes de Sousa
Edição: 1ª Edição
Faixa etária: A partir de 11 anos
Trabalho interdisciplinar: História, Português
Indicação: 6º Ano (EF2), 7º Ano (EF2), 8º Ano (EF2), 9º Ano (EF2)
Assunto: Escravidão, Palmares, Quilombos, Sociedade Açucareira, Zumbi
Tema transversal: Pluralidade Cultural
ISBN: 9788516102753

Sinopse: Um jovem escravo, batizado como Francisco, vive em companhia de um padre que é seu protetor. Aprendeu a ler, a escrever e tem regalias que seus companheiros não têm. Mesmo assim, é um eterno descontente, porque almeja conquistar o bem que considera mais precioso – a liberdade. Ao mesmo tempo, a história contempla também o drama da jovem Kênia, uma escrava recém-chegada da África e que se apaixonará por um forte guerreiro chamado Vemba. Contando com muita ação, lutas sangrentas, atos de heroísmo, a narrativa procura resgatar a saga de Palmares. No reino criado pelos negros, estes personagens farão de tudo para manter acesa a chama da liberdade.

DA COR DA ESPERANÇA: A LIBERTAÇÃO DOS ESCRAVOS

Recontando a História
Editora Moderna

Autor: Márcia Abreu
Edição: 1ª Edição
Faixa etária: A partir de 11 anos
Trabalho interdisciplinar: História, Português
Indicação: 6º Ano (EF2), 7º Ano (EF2), 8º Ano (EF2), 9º Ano (EF2)
Assunto: Abolicionismo, Caifazes, Escravidão, Lei Áurea
Tema transversal: Pluralidade Cultural, Ética
ISBN: 9788516102746

Sinopse: Que cor deve ter alguém para ser gente? De que cor deve ser para ter esperança? Até o século XIX, muitos negros foram escravizados e tratados como animais ou coisas. Eram comprados e vendidos, trabalhavam à força, eram castigados duramente. Gente não se submete a este tipo de tratamento sem revolta, por isso eles organizaram rebeliões e fugas, resistiram aos desmandos e lutaram para se tornar livres. Da cor da esperança conta a história de um grupo de negros – escravos, livres e libertos – desde a captura na África até os movimentos abolicionistas. Gente que tinha dor e queria ser livre, gente que sofria e fazia festa, gente que amava e sentia medo.

Conheça outras obras

Preparamos um catálogo especial para os professores que têm interesse em trabalhar com os elementos da cultura africana na sala de aula. Vale lembrar que a Unesco proclamou a década de 2015 a 2024 como a Década Internacional das Pessoas de Ascendência Africana e, para isso, organizou a campanha “Afrodescendentes: reconhecimento, justiça e desenvolvimento”. Confira mais algumas obras do nosso catálogo que trabalham o tema e são específicas para cada segmento.

Experiência mão na massa para você se inspirar

By | Educação inovadora | No Comments

O movimento maker propôs, nos últimos anos, o resgate da aprendizagem mão na massa, trazendo o conceito “aprendendo a fazer”, que aplicada ao ambiente escolar, tem como objetivo promover e estimular a criação, investigação, resoluções de problemas dos estudantes, proporcionando a pensar fora da caixa ao resolver problemas, conectando ideias desconectadas, usando ao máximo qualquer tipo de recurso. Uma oportunidade de reinventar e inovar a educação!

A cultura maker possibilita que aprendizagem ocorra em forma de experimentação, ao vivenciar a aprendizagem, através das metodologias ativas, que busca tirar o aluno da passividade e trazê-lo para o centro do processo de aprendizagem.

E por onde começar?

A chave para o sucesso na implementação de um projeto inovador é criar um ambiente que permita a participação dos atores envolvidos, para que conheçam e que possam contribuir, dando-lhes a sensação pertencimento e de autoria.

E para colocar a mão na massa, trouxemos a experiência para você replicar em suas aulas do Professor André Cardoso, da escola EFFM Dom Helder Câmara e fundador da Startup Robótica com Sucata na Cidade de Fortaleza no Ceará. Confira abaixo o passo-a-passo produzido pelo Professor André Cardoso.

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

Colunista

Débora Garofalo é Assessora Especial de Tecnologias da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo (SEE SP) e professora da rede pública de ensino de São Paulo. Formada em Letras e Pedagogia, mestranda em Educação pela PUC-SP, vencedora na temática Especial Inovação na Educação no Prêmio Professores do Brasil, Vencedora no Desafio de Aprendizagem Criativa do MIT e considerada uma das dez melhoras professoras do mundo pelo Global Teacher Prize, o Nobel da Educação.

Estoura Balão

O estoura balão é uma prática fundamental para a etapa final de eletrônica básica, migrando para a etapa de programação e robótica aplicada. O estoura balão é um veículo de diversão lúdica que se utiliza de motores e um controle com chaves inversoras de corrente para ocorrer uma disputa saudável e divertida entre dois robôs para estourar o balão do oponente. Reúne os conteúdos do STEAM matemática, física, engenharia, ciência e artes e da cultura maker.

MATERIAIS E RECURSOS

01 papelão 50 cm x 50 cm, 01 palito de churrasco,  01 canudo de papel com diâmetro de 6 mm, 01 recipiente de desodorante roll on, 02 tachinhas com alfinetes, um pacote de balões usados em festas e 04 tampinhas plásticas de óleo de carro (usar um pedaço de passadeira  de borracha para dar aderência).

02 motores dc’s 6v com caixa de redução, 2m  de fios para cada pino do moto (total de 4m), 02 mini chaves interruptor 12v 3A e 02 terminais, bateria 9v 240~450ma com adaptador.

FERRAMENTAS

Pistola de silicone com a barrinha; serrinha, estilete; tesoura; régua e 3mm e cola instantânea.

PROCEDIMENTO

  1. Faça um molde do estoura balão, sendo como base da estrutura (Fig.1). Esta figura tem 15 cm (comprimento) x 10 cm (largura) x 8 cm (altura). Você pode substituir por qualquer molde retangular de papelão. O importante é que tenha a dimensão correta.
  2. Colar os motores com caixa de redução com rodas em cada extremidade final em cada ponta (Fig.1-a).
  3. Corte o desodorante roll on no gargalo (5cm). Colar na extremidade frontal, 3 cm antes da ponta (Fig 1–b).
  4. Soldar os 4 fios do cabo em cada motor e a outra extremidade do cabo irá no controle (Fig.1-c).
  5. Faça o suporte das tachinhas em um suporte de papelão com um quadrado de 5 cm (Fig.1-d).
  6. Para o controle iremos utilizar um recipiente de margarina, onde iremos colocar as mini chaves interruptores, nestes componentes existe 6 pinos, assim, para fazer a alternância de corrente, para soldar em X nas duas extremidades da frente com as de trás. Os pinos centrais são colocados para bateria (fig.2).
  7. Agora, você coloca na parte de fora (Fig.1-e) uma boca de garrafa pet, para ser o suporte do balão, onde você irá furar a tampinha de garrafa pet e ao encher um balão, irá passar por dentro da tampinha e enroscar na boca da garrafa pet, sendo o suporte do balão (fig. 3).

Fig.1

Fig.2

Fig.3

E você querido professor gostou desta experiência?! Não deixe de realiza-la com a turma.

Um abraço,

Débora