Professora, professor, vamos alinhar uma questão desde o início: quando a BNCC aborda Computação na Educação Infantil, não está propondo que a criança aprenda a programar, utilize computadores constantemente ou passe mais tempo diante de telas.
O que a BNCC propõe é o desenvolvimento do pensamento
Pensamento lógico, organização de ideias, noção de sequência, capacidade de escolha, compreensão de tentativa e erro. E, convenhamos, a Educação Infantil já trabalha esses aspectos há muito tempo.
Como isso aparece na prática?
- A computação se manifesta quando a criança.
- Segue e cria sequências.
- Compreende ordem e repetição.
- Toma decisões simples.
- Percebe que uma ação gera uma consequência.
Nada disso exige tela. “na prática”, a BNCC requer intencionalidade no planejamento das experiências de aprendizagem.
Onde a computação já está na sua sala?
Ela aparece quando você:
- Organiza a rotina com começo, meio e fim;
- Propõe brincadeiras com regras;
- Cria percursos no chão com comandos;
- Conta histórias que precisam de ordem para fazer sentido;
- Permite que a criança erre, ajuste e tente novamente.
Essa é a base do pensamento computacional.
O que a BNCC da Computação não está pedindo?
A BNCC da Computação não exige laboratórios tecnológicos, excesso de telas, robôs sofisticados ou materiais caros. Tampouco espera que o professor se torne programador.
O que o documento propõe é que a criança aprenda a pensar antes de agir e que desenvolva estratégias para resolver problemas desde cedo.
No próximo artigo, apresentarei três formas práticas de abordar o tema na Educação Infantil. Você vem?
Um abraço,
Profa. Emilly Fidelix
@seligaprof

