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Alfabetização midiática: por onde começar? 

Já parou pra pensar em quantas coisas as crianças acreditam porque “viram em algum lugar”? Uma imagem, um vídeo curto, um print que circula e… pronto: vira verdade.

Hoje as crianças têm acesso a muito mais informação do que a gente tinha na mesma idade, só que ter acesso não significa saber interpretar, confiar ou desconfiar. E é aí que a escola entra. 

Alfabetização midiática e informacional é justamente ensinar a criança a olhar com mais cuidado para o que consome, a perceber que nem tudo o que aparece é neutro, verdadeiro ou inofensivo. Em tempos de imagens manipuladas, vídeos fora de contexto e conteúdos gerados por inteligência artificial, isso deixa de ser um tema distante e passa a ser uma aprendizagem essencial. 

Nos Anos Iniciais, esse trabalho não acontece com discursos longos ou termos técnicos, mas com perguntas bem-feitas e situações mediadas. É possível começar agora, com propostas simples, que cabem na rotina da sala de aula. 

Dicas práticas para trabalhar educação midiática em sala de aula

A rotina das 4 perguntas 

Essa proposta funciona do 3º ao 5º ano (e pode ser adaptada), não exige tecnologia e pode virar uma rotina pedagógica. Sempre que você levar um texto, imagem, vídeo ou notícia para a sala,ou quando surgir algo espontaneamente, trabalhe com as crianças essas quatro perguntas:

1. Quem fez isso? 

Ajude os alunos a perceberem que todo conteúdo tem um autor por trás. 
Pergunte: 
– Foi uma pessoa? 
– Foi uma empresa? 
– Foi alguém conhecido? 

2. Para que isso foi feito? 

Nem todo conteúdo existe só para informar. 
Pergunte: 
– É para ensinar? 
– Para convencer? 
– Para vender algo? 
– Para assustar? 

3. Dá para confiar? 

Não é “é verdade ou mentira”, porque isso é complexo demais. 
Pergunte: 
– Parece confiável? Por quê? 
– O que te faz achar isso? 

4. O que eu faço com isso? 

Essa é a mais importante. 
Pergunte: 
– Eu compartilho? 
– Eu paro e penso? 
– Eu pergunto para um adulto? 

Nosso objetivo é ensinar a criança a pensar melhor sobre o que vê. Espero que goste! 

Um super abraço digital, 
Prof. Dra. Emilly Fidelix 
@seligaprof 

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