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3 formas simples de trabalhar computação na Educação Infantil

Quando a BNCC trouxe a computação para a Educação Infantil, muita gente ficou insegura: totalmente compreensível! A primeira imagem que vem à cabeça ainda é computador, tela, robô, internet. Só que na prática, a BNCC está falando de como a criança pensa, não do que ela usa.

Pensamento computacional, nessa fase, é ajudar a criança a organizar ideias, entender ordem, tomar decisões simples e aprender com o erro. E isso pode e deve acontecer brincando.

Por isso, trago três formas bem possíveis de trabalhar isso no dia a dia da sala.

1. Caminhos e comandos no chão da sala

Uma das formas mais simples de trabalhar computação é com o corpo: você pode montar um caminho no chão com fita, giz ou até usando os próprios móveis da sala.

Uma criança percorre o caminho e as outras dão os comandos: andar, parar, virar.

Quando o comando não está claro, o percurso dá errado. E aí está o aprendizado.

Nesse momento, vale perguntar:
“Por que não funcionou?”
“O que precisava mudar no comando?”

A criança começa a perceber que a ordem e a clareza são importantes. Isso é base do pensamento computacional.

2. A rotina como sequência lógica

A rotina da Educação Infantil já é, por si só, um exercício de lógica e você pode explorar isso conversando com a turma:

“O que a gente faz quando chega?”
“O que vem depois?”

Depois, proponha situações fora de ordem:
“E se a gente guardasse os brinquedos antes de brincar?”
“E se pulasse o lanche e fosse direto para o recreio?”

As crianças rapidamente percebem que não funciona. Explicam, argumentam, justificam. Aqui, elas estão trabalhando ordem, sequência e causa e consequência, tudo o que a BNCC espera quando fala em pensamento computacional.

3. Histórias que precisam de ordem para fazer sentido

Histórias são ótimas aliadas e você pode aproveitar o momento da contação de histórias ou de explorar livrinhos e contar uma história conhecida trocando as partes, ou apresentar imagens embaralhadas e pedir que as crianças organizem.

Depois, vale provocar:
“O que acontece se mudar essa parte?”
“Dá pra começar pelo final?”

Ao organizar começo, meio e fim, a criança está estruturando pensamento, prevendo consequências e construindo lógica narrativa mais uma base importante da computação.

Fácil, né? Trabalhar computação na Educação Infantil não é adicionar um conteúdo novo. Quando a criança pensa antes de agir, testa possibilidades, erra e ajusta, ela está desenvolvendo pensamento computacional e isso cabe na escola pública, sem recursos caros e no tempo que cada professor tem.

Um super abraço digital,
Prof. Dra. Emilly Fidelix

@seligaprof

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