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Sustentabilidade

A mídia impressa ajuda a proteger as florestas

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No mundo todo, indústrias que usam madeira para produção de celulose e de papel plantam, todo os dias, o equivalente à área de 1.500 campos de futebol de florestas. No Brasil hoje, há 7,8 milhões de hectares de plantações de árvores, na maioria eucaliptos e pinus. Muitas pessoas chamam esse tipo de plantio de “reflorestamento”, mas não é correto dizer isso, uma vez que não se trata de substituir uma floresta nativa por outra, plantada com espécies exóticas.

As áreas destinadas ao plantio de árvores para produção de celulose e papel, no Brasil, são aquelas que há muitas décadas já são usadas para atividades agropecuárias. Tal plantio em nada prejudica a manutenção de ecossistemas nativos. Ao contrário, ao plantar as árvores que serão usadas como matéria-prima, essas indústrias ajudam a evitar a destruição de matas nativas. Além disso, a indústria brasileira de base florestal é responsável pela preservação de 5,6 milhões de hectares de ecossistemas nativos, ou seja, 0,7 hectares de matas preservadas para cada um dos 7,8 milhões de hectares de florestas plantadas. É importante observar que as áreas plantadas com árvores para produção de celulose e papel correspondem a apenas 0,3% do território nacional ou 2,2% da área disponível para agricultura atualmente.

Outras pessoas dizem que a plantação de eucaliptos é prejudicial ao meio-ambiente por ser uma monocultura. Mas, assim como tantas outras monoculturas, seu manejo correto pode permitir um equilíbrio satisfatório com o meio ambiente. Esse tipo de manejo acontece nos plantios realizados pela indústria brasileira. O Brasil já é o 7º no ranking total de certificações do sistema FSC, a principal entidade certificadora de boas práticas no manejo florestal, respeitada mundialmente.

Manoel Manteigas de Oliveira

Diretor técnico da Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica – ABTG e de Two Sides Brasil

O papel é um dos produtos mais reciclados no mundo

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O processo de reciclagem de papel começa com você. Depois que o papel foi usado ele deve ser descartado como resíduo a ser reciclado. Na Europa, a taxa de reciclagem de papel foi de 72,5% em 2016. No Brasil esse índice já chega a 67% e cresce ano a ano.

Para manter a qualidade, é importante que o papel seja coletado separadamente de outros materiais. Durante o processo de reciclagem é necessário remover contaminantes e, quando necessário, também resíduos de tinta. A matéria prima resultante pode ser usada para produzir 100% de papel reciclado ou misturada com fibra virgem, dependendo das características de qualidade exigidas.

Tanto a fibra reciclada quanto a virgem oferecem benefícios. Como as fibras virgens e recicladas fazem parte de um único sistema complexo, é muito difícil comparar com segurança seus atributos ambientais. Na prática, a fibra reciclada não existiria se a fibra virgem não fosse colhida e as demandas da sociedade por produtos de papel e cartão não poderiam ser atendidas sem as duas coisas. Para a produção de celulose virgem é necessário plantar árvores continuamente, o que ajuda a reduzir o efeito estufa.

Uma fibra pode ser reciclada várias vezes, mas não indefinidamente. A reciclagem de papel precisa incorporar uma certa quantidade de fibras novas porque a celulose se deteriora cada vez que é reciclada. Além disso, muitos tipos de papéis exigem fibra virgem na sua composição para alcançar as propriedades técnicas adequadas. Finalmente, às vezes não há papel reciclado, com boa qualidade, em quantidade suficiente para atender à demanda. Cerca de 22% do papel utilizado não é possível coletar ou reciclar.

Papel é feito de celulose, extraída de árvores. Ao contrário do que muita gente pensa, toda celulose produzida no Brasil vem de árvores plantadas e nada vem de matas nativas. Trata-se, portanto, de matéria-prima renovável que não esgota recursos naturais. As árvores plantadas contribuem para a redução do efeito estufa.  Em alguns países usam-se árvores nativas, mas para cada árvore colhida outras são replantadas de modo a garantir sua reposição. Na Europa, por exemplo, as florestas têm crescido 44.000 km2 nos últimos dez anos. A água utilizada na fabricação de celulose e papel não é perdida. Mais de 90% é devolvida ao meio ambiente em condições adequadas segundo os critérios legais.

Para saber mais:

17 de Maio – Dia Internacional da Reciclagem

No dia 17 de maio é comemorado o Dia Internacional da Reciclagem. A data comemorativa foi instituída pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência, e a Cultura (UNESCO) como forma de conscientizar as pessoas sobre os impactos que o alto consumismo gera ao meio ambiente.

Segundo levantamento da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), cada brasileiro produz em média 387 kg de lixo por ano, o que chega a mais de 79 mil toneladas anuais no país. Além da quantidade, há um preço ambiental altíssimo: aterros sanitários produzem gases de efeito estufa (GEE) que poderiam ser evitados com uma política de reciclagem.

Contaminação
Alguns materiais levam anos ou décadas para se decompor, como os descartáveis (fraldas, copos plásticos etc). Metais, vidros e plásticos poderiam ser excluídos dos aterros se fosse feita sua separação dos demais materiais. Com a reciclagem, é possível reaproveitar esses materiais, pois as empresas do setor os reutilizam no processo industrial. O caso do lixo eletrônico (também conhecido como e-lixo) tem um agravante: seus componentes possuem elementos químicos altamente tóxicos, quando entram em contato com o solo e com lençóis freáticos.

Há outros vilões contaminantes no material descartado pelos munícipes, como as lâmpadas fluorescentes (elas devem ser descartadas com cuidado para evitar a quebra e consequente esparrame do seu interior para o solo), baterias em geral, televisores, geladeiras e micro-ondas. A SVMA incluiu coletores para o e-lixo em treze parques.

Coleta Seletiva
A cidade de São Paulo tem vários locais cadastrados para o descarte de lixo reciclável. O Programa de Coleta Seletiva da Prefeitura conta com uma rede de 27 cooperativas e associações de catadores habilitadas pela Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (AMLURB). Para participar da coleta seletiva basta fazer uma pesquisa pelo site da Loga ou Ecourbis, para saber dia e horário de coleta de acordo com a região. Depois, é só separar os recicláveis, como papel, plástico, vidro e metal.

O munícipe auxilia muito nesse processo tomando alguns cuidados: plásticos (principalmente de detergentes e xampus) devem ser lavados antes da coleta. As tampas devem ser retiradas. Os vidros também precisam ser lavados e as tampas, retiradas. Metais (latinhas de bebidas em geral) devem ser amassadas ou prensadas. Já os papeis devem ser guardados diretamente em sacos plásticos, tomando o cuidado de não molhá-los. Vidro quebrado também é aceito, mas tome o cuidado de embalá-lo em jornal para não ferir o coletor. Caixas de papelão (incluindo as embalagens longa vida) devem ser desmontadas ou compactadas para reduzir o volume na hora da coleta.

Fonte: Prefeitura de São Paulo

Papel vem de recursos renováveis

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A despeito do pessimismo de muitas pessoas a humanidade tem evoluído para melhor. No entanto, há questões que devemos enfrentar para continuar a progredir. O resgate de populações que vivem em extrema pobreza, por exemplo, é um desafio. Outra é a questão ambiental.

Esta última envolve, basicamente, três aspectos:

1 – O primeiro é a contaminação dos ecossistemas com resíduos não biodegradáveis – frequentemente substâncias sintéticas e tóxicas. A imagem das gigantescas “ilhas” de detritos flutuando no Oceano Pacífico é bastante conhecida e estão por toda a parte, poluindo e contaminando o meio ambiente.

2 – O segundo aspecto é o uso abusivo dos recursos naturais. Matérias primas não renováveis, extraídas continuamente, podem ter suas reservas esgotadas, comprometendo a sustentabilidade econômica. Solos usados intensivamente e sem o manejo adequado podem se tornar inúteis. O desmatamento pode promover a desertificação.

3 – O terceiro ponto é o aquecimento do planeta pelo efeito estufa, causado pela contaminação da atmosfera com diferentes gases, principalmente o dióxido de carbono.

Papel é feito de celulose, extraída de árvores. Ao contrário do que muita gente pensa, toda celulose produzida no Brasil vem de árvores plantadas e nada vem de matas nativas. Trata-se, portanto, de matéria-prima renovável que não esgota recursos naturais. As árvores plantadas contribuem para a redução do efeito estufa.  Em alguns países usam-se árvores nativas, mas para cada árvore colhida outras são replantadas de modo a garantir sua reposição. Na Europa, por exemplo, as florestas têm crescido 44.000 km2 nos últimos dez anos. A água utilizada na fabricação de celulose e papel não é perdida. Mais de 90% é devolvida ao meio ambiente em condições adequadas segundo os critérios legais.

Manoel Manteigas de Oliveira
Diretor técnico da Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica – ABTG e de Two Sides Brasil

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