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Precisamos falar, e muito, sobre água

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Nos últimos tempos, quando abro uma das muitas torneiras espalhadas pela minha casa e vejo a água jorrar em profusão tenho refletido o quanto esta é uma comodidade que não valorizamos. Comento sobre isso com os amigos, com os professores e alunos com quem costumo trocar ideias em salas de aula. É um pensamento incômodo, especialmente recorrente após ter me juntado a um grupo de 10 pessoas, entre mulheres e crianças, que se embrenhava pelo sertão do Piauí para buscar água. Sob um sol inclemente, andamos por trilhas inóspitas durante quase três horas caatinga adentro, desde o povoado de Barreiro, na zona rural do pobre município de Guaribas, até um poço de água barrenta – o objetivo da jornada. Após um breve descanso, com direito a molhar os rostos suados, baldes de plástico e latas foram enchidos até a boca e equilibrados sobre as cabeças. Pegamos o árduo caminho de volta.
Nos últimos tempos, quando abro uma das muitas torneiras espalhadas pela minha casa e vejo a água jorrar em profusão tenho refletido o quanto esta é uma comodidade que não valorizamos. Comento sobre isso com os amigos, com os professores e alunos com quem costumo trocar ideias em salas de aula. É um pensamento incômodo, especialmente recorrente após ter me juntado a um grupo de 10 pessoas, entre mulheres e crianças, que se embrenhava pelo sertão do Piauí para buscar água. Sob um sol inclemente, andamos por trilhas inóspitas durante quase três horas caatinga adentro, desde o povoado de Barreiro, na zona rural do pobre município de Guaribas, até um poço de água barrenta – o objetivo da jornada. Após um breve descanso, com direito a molhar os rostos suados, baldes de plástico e latas foram enchidos até a boca e equilibrados sobre as cabeças. Pegamos o árduo caminho de volta.

Sérgio Túlio Caldas

Sérgio Túlio Caldas

Autor de “Água – Precisamos falar sobre isso”, “Terra sob Presão – a vida na era do aquecimento global” e “Com os Pés na África”, livro premiado no Jabuti 2017.

Embora um tanto escura e de aspecto nada confiável, a água serviria para matar a sede, fazer a comida e cuidar da higiene pessoal das famílias do grupo. A quantidade do líquido colhida era um volume muito abaixo do recomendado pela Organização das Nações Unidas (ONU). A entidade indica 110 litros diários de água para atender as necessidades de consumo e higiene de uma pessoa.

Ao ver a água que escorre fácil da minha torneira, também me lembro de Shiva Avatari, que conheci em uma das viagens ao Nepal. Na casa do meu amigo nepalês, espetada no alto de uma montanha, não há chuveiro ou uma simples torneira. Todo santo dia, Shiva desce o morro a pé para pegar água em uma fonte pública da capital Katmandu. Com o galão de plástico abastecido, ele retorna ladeira acima com a carga de 20 litros que dará conta de suas necessidades do dia.

Da janela da casa de Shiva, a vista é espetacular. Fica-se cara a cara com a imponente cordilheira do Himalaia, que além de contar 8 dos 10 picos mais altos do planeta – incluindo o Everest –, abriga em suas montanhas uma das mais extraordinárias reservas de água do planeta. Para Shiva e milhões de moradores da região do Himalaia, porém, a água permanece apenas ao alcance das vistas, e não das mãos.

Costumo falar nas conversas nas escolas que essas duas experiências que vivi no sertão brasileiro e nas montanhas nepalesas regaram a semente que brotou no meu recente livro “Água – Precisamos falar sobre isso”.

A essa altura do século 21, quando startups digitais bilionárias são criadas da noite para o dia, cruzar longas distâncias transportando água na cabeça é uma realidade perturbadora. Ainda mais no Brasil, país que estoca 12% de toda a água doce superficial do mundo – a maior reserva hídrica da Terra.

Essa indignação, somada ao fato de cuidarmos tão mal do recurso natural imprescindível à vida, me indicou que era urgente falar, escrever, sobre a água. Resolvi botar o pé na estrada e também resgatar observações que venho colhendo nos últimos anos sobre a delicada situação da água em diversas regiões do Brasil e do mundo, onde há fartura e escassez do recurso, onde existem ações de preservação, e também tensões por um pouco de água.

Hoje, entende-se que não basta ter água em quantidade para uma cidade ou um país sentir orgulho. O mais importante é saber tratá-la e administrá-la. Sem tratamento e poluída, ela ameaça ambientes naturais e causa doenças graves. Nos países em desenvolvimento, estima-se que 90% dos esgotos e 70% dos resíduos industriais sem tratamento são descarregados em rios.

Por aqui, 100 milhões de brasileiros não têm serviço de coleta de esgoto. E quase 40 milhões vivem sem redes de água em casa. A cada 100 litros de água tratada, cerca de 40 litros vão para o ralo, desperdiçadas em instalações clandestinas e tubulações mal conservadas. Não é à toa que 65% das internações de crianças com menos de 10 anos em hospitais no Brasil ocorrem devido ao contato com água contaminada.

O agronegócio e as atividades das mineradoras consomem e desperdiçam grandes quantidades de água, superexploram as reservas subterrâneas, contaminando rios e devastando fontes d’água. Essa constante pressão sobre os recursos hídricos deve se agravar ainda mais em resposta às mudanças climáticas e ao ritmo do crescimento populacional. Somos 7,5 bilhões de habitantes na Terra. Em 2025, seremos 9 bilhões, e a demanda por água aumentará. E muitos de nós continuam a não dar a mínima, mesmo diante de tão sérias pressões ambientais e hídricas no nosso horizonte.

De uma maneira geral, a ONU recomenda que é urgente haver mudanças na administração pública dos recursos hídricos, com investimentos em infraestrutura e atenção especial à educação. As escolas podem contribuir, e muito, na preservação do precioso recurso natural ao ensinar a crianças e jovens a importância soberana da água para a existência de toda espécie de vida. Esse esforço equivale a um passo enorme, e necessário, para tratarmos melhor e com mais responsabilidade o nosso planeta.

Saiba mais

De toda a água existente no planeta, cerca de 97% é salgada – inapropriada ao consumo humano. Dos 3% restantes, justamente a água doce que podemos usar, 2% estão inacessíveis em geleiras, camadas de neve e reservatórios subterrâneos. Ou seja, temos à nossa disposição apenas 1% para irrigar plantações, abastecer cidades, movimentar a indústria e, principalmente, para matar a nossa sede. Neste instante, fonte de água se encontram ameaçadas pelo desmatamento, pela poluição, pelo desperdício e pela exploração desenfreada. Se não soubermos usar com responsabilidade o líquido fundamental para a vida, a mina irá secar. Neste livro, o autor nos mostra a situação desse valioso recurso a partir de estudos recentes e de suas observações em viagens por diversas regiões do Brasil e do mundo, locais em que há fartura e escassez; onde existem ações de preservação, mas também conflitos e tensões por um pouco de água.

A água e eu

By | Literatura | No Comments

Conversando com amigos e amigas que compartilham o prazer e o dom da escrita, descubro que cada um tem uma dica ou mesmo algum truque para destravar as ideias. Uns tocam piano, outros comem muito, outros, ainda, correm um pouco para fazer com que os pensamentos se transformem em palavras escritas. Já eu, gosto de pisar na grama e lavar as mãos. Não consigo sentar em frente ao computador sem antes deixar a água escorrer por entre os meus dedos. Acredito que a terra, em contato com os meus pés, organiza minhas ideias, e a água, abraçando as minhas mãos, clareia minha mente.

Se pudesse, confesso que só escreveria meus livros e artigos ao lado de uma cachoeira, mas como isso não é possível, prefiro contar minha profunda relação com a água neste texto. Só um minuto, que vou lavar as mãos e já volto.

César Obeid

César Obeid

Escritor e palestrante

Fui gerado em um útero, espaço maravilhoso cheio de mistérios e água, muita água. Sou da espécie humana, que habita o planeta Terra, que, por sinal, poderia se chamar planeta Água, pois visto do alto, bem de cima mesmo, dá para ver que o nosso planeta é azul.

Nasci no Brasil, o país com a maior disponibilidade de água doce do mundo. Terra das fartas cachoeiras, das belas praias e dos grandes rios. Água, água e água. Nasci na cidade de São Paulo, que, em um passado não muito distante, era conhecida como terra da garoa. Hoje em dia, mais parece terra das tempestades, pois basta uma chuvinha para, a maior cidade do país, parar.

O bairro em que nasci e onde minha mãe mora até hoje chama-se Água Fria, fica na zona norte da capital.  A casa em que passei toda a minha infância fica em uma baixada, o que significa que a rua enche quando cai muita água do céu. Me lembro de ver meu pai correr para tirar o carro da garagem e estacioná-lo na rua ao lado, pois facilmente a água fazia um carro de verdade boiar, feito um simples brinquedo, quando vinha aos montes do céu.

Para quem acredita (eu creio), meu ascendente é em peixes, um signo do elemento água. Dizem que pessoas sob essa ascendência se emocionam demais e vertem água dos olhos por qualquer coisa. Essa parte vou deixar em suspense…

Vazamentos me acompanharam a vida toda. Grandes, médios, pequenos. Pelo telhado, pela torneira, pelos canos, ralos e cantos.

Vazamentos no carro também não faltam em meu currículo. Em todos os carros usados que comprei entrava água, ou por baixo, pelas laterais ou por cima. Lembro bem do primeiro carro zero que tive. Estava feliz da vida com a nova aquisição de quatro rodas, mas logo na primeira chuva forte, o que aconteceu? A água invadiu o lado do passageiro e molhou todo o carpete do assoalho. Fiquei um pouco assustado, claro, mas no fundo sabia que não era uma novidade, mesmo em se tratando de um carro novo.  Muitos me disseram que fui presenteado pelo azar ou que eu deveria reclamar com a montadora, que não fez um bom serviço. Pode até ser, mas prefiro acreditar que a minha íntima relação com a água sempre tem algum importante significado escondido. Consertei o carro e ainda fiquei com ele por alguns anos.

Quando construí a minha casa, em vez de laje, como arquiteta, engenheiro e empreiteiro sugeriram, coloquei forro. Eles disseram que com a laje a casa ficaria mais segura, que a obra custaria menos e que “todo mundo” faz assim. Desobedeci, pois sabia que até na casa recém-construída eu teria algum tipo de vazamento. O pânico tomou conta de mim só pelo fato de imaginar que uma grossa camada de concreto me separaria da água que (com certeza) vazaria do telhado. Me imaginei subindo na laje com aquele cheiro insuportável de mofo, pois o vazamento estaria lá há muito tempo e, só teria percebido quando o estrago fosse irreversível.

Não me arrependo da minha rebeldia. A escolha na instalação do forro foi ótima, pois, de vez em quando, ouço um pingo ou outro vindo do telhado e, com agilidade e sorriso no rosto, me vangloriando pela certeira teimosia, subo para arrumar. Vedo, selo, limpo as calhas para que a água corra para o lugar certo. Afinal, a água é uma coisa maravilhosa, mas caindo na nossa cabeça, de madrugada, traz muito mais do que pesadelos.

Água vira gelo, vira vapor, vira líquido, desvia, se molda para seguir seu caminho. Tem muito a nos ensinar. No campo simbólico, a água é ligada às emoções mais profundas, aos nossos sentimentos. Também é relacionada à energia feminina e à intuição.

Quem mora no deserto pensa em água o tempo todo. Quem não mora, também. Não há para onde escapar; a água faz parte das nossas vidas. Para beber, tomar banho etc.

A mesma água que mata a sede, que refresca, que limpa, que faz o alimento crescer, também faz, quando desce com força, quem não tem nada, perder tudo. Água é água, sempre profunda.

A água está dentro da gente. 60%, 70%? Alguns pesquisadores dizem que até 80% do corpo humano é composto de água.

O envolvimento com a água é tão misterioso que, não raro, foge da nossa compreensão racional. Lembro da antiga prática que até hoje existe, da água benta, usada por diversas tradições religiosas espalhadas pelo mundo. O líder religioso, por meio de orações e, às vezes, de algum ritual, torna-se um instrumento divino para tornar benta a água. Imagino que muitas pessoas aceitem e até gostem de beber uma água que recebeu boas energias. Mas será que o mesmo acontece com um copo de água que ficou perto de duas pessoas que discutiam feio? Quem se animaria a beber um copo de água que esteve perto de palavrões, xingamentos e acusações? Eu mesmo, por mais sedento que estivesse, não beberia.

Um tanto inexplicável, mas é assim que eu vejo a água.

Já criei enredo que se passa no fundo do mar, já fiz personagens tomarem banho de cachoeira, já fiz poemas para a água, já falei de água virtual e do descaso que a sociedade tem para com este bem tão precioso. Definitivamente, é um tema que me acompanha, me fascina e me surpreende, seja na minha vida pessoal ou nos meus livros. E é por isso mesmo, por não compreender racionalmente a água, que eu lavo as minhas mãos, sento em frente ao computador na esperança de que a criatividade, como um rio que sabe qual o caminho a seguir, me guie para que novas histórias e novos poemas surjam, clareando não só a minha mente, mas os corações de milhares e milhares de leitores.

VOCÊ SABIA….

By | Literatura | No Comments

…que o Carnaval é a nossa festa popular mais famosa, mas não nasceu no Brasil?

Apesar da popularidade por aqui, a folia que vemos hoje está bem longe de ser brasileira. A história do Carnaval remete à Antiguidade e é bem diferente do que conhecemos hoje. A origem da festa não é precisa, mas existem relatos de festividades bem similares em diferentes lugares e momentos. Porém, uma coisa é certa: eram grandes festejos para celebrar colheitas e louvar divindades.

No Brasil, o Carnaval chegou com os portugueses e era chamado de Entrudo, recheado de muitas brincadeiras e diversão.

Atualmente, é a festa mais conhecida do país e é um período dividido entre àqueles que gostam do agito do samba e àqueles que preferem usar a ocasião para repor as energias descansando ou fazendo atividades mais tranquilas, como uma boa leitura, por exemplo.

Seja qual for a forma escolhida, sempre há aquele momento de pegar um bom livro e viajar em grandes histórias. Por isso, selecionamos para vocês alguns títulos da literatura infanto-juvenil que encantam crianças e adultos. Quem sabe não nasce aí alguma inspiração para a fantasia a ser usada no próximo bloquinho?

Bom Carnaval e boa leitura!

😊

Novo autor exclusivo da Moderna

By | Literatura, Sem Categoria | No Comments

Ilan Brenman

“A criança, principalmente a pequena, respira histórias! Ela é capaz de esquecer de comer e de ir ao banheiro por causa do envolvimento com as histórias. As narrativas ficcionais destinadas à infância fornecem as ferramentas necessárias para a compreensão, assimilação e enfrentamento dos percalços da vida. E ainda mais, estreita vínculos entre pais e filhos, alunos e professores, avós e netos…” 

A Moderna e a Salamandra sempre valorizaram a literatura infantojuvenil brasileira. É o primeiro grupo editorial a promover autores exclusivos. Hoje, estão no time Ruth Rocha, Pedro Bandeira, Eva Furnari e Walcyr Carrasco. A obra completa desses grandes autores recebeu bibliotecas próprias as quais adotaram seus nomes, e estão recheadas de incríveis histórias e best-sellers. Segundo Maristela Petrili, diretora editorial de Literatura, a valorização das literaturas infantil e juvenil, em suas particularidades, é essencial em um país que pouco lê, principalmente por despertar o prazer da leitura nas novas gerações.

“Contar boas histórias, que respeitem a inteligência da criança e do jovem, e possibilitem a leitura em família e na escola, é nosso principal compromisso com a nova geração do país”, assegura. “Trazer para nossa casa editorial autores de prestígio no cenário nacional é uma forma de garantir acesso a todo o seu acervo, ainda mais em um momento delicado do país, tanto para a economia quanto para a liberdade de expressão e, consequentemente, para a literatura”.

Eva Furnari
Ruth Rocha
Pedro Bandeira
Walcyr Carrasco

Nova geração de autores

Uma nova geração de autores tem, cada vez mais, garantido espaço neste vasto universo da literatura infantil e juvenil. Eles dividem o palco do escrever e contar histórias com grandes nomes em igualdade de excelência. Agora, nossa seleção de autores exclusivos acaba de ganhar um novo nome para ampliar ainda mais esse sucesso: ILAN BRENMAN!

Ilan Brenman: um autor engajado

Ilan Brenman nasceu em Israel, mas é brasileiro por opção e coração. É psicólogo e fez mestrado e doutorado em Educação. Seus trabalhos acadêmicos sempre defenderam uma literatura infantil livre da ideologia do “politicamente correto” e com muito cuidado e respeito para não subestimar a inteligência e a sensibilidade da criança e do jovem leitor.

“Não escrevemos ‘livrinhos’ e nem ‘historinhas’ só porque são para crianças.”

De forma lúdica, Ilan conta histórias de vida que falam sobre sonhos e obstáculos a ser ultrapassados. Mas sempre podendo contar com alguém para ajudar a seguir em frente.

Segundo o autor, adota 3 formas de escrever: a criação, a partir de uma ideia totalmente ficcional; o reconto, que é quando coloca ao seu modo aquele clássico que todos já conhecem; e a observação, sua forma de trabalho em que utiliza, normalmente, do próprio cotidiano para criar as mais belas histórias. Um exemplo é sua obra Papai é meu!, já publicada pela Moderna, em que retrata de forma divertida momentos vividos com suas duas filhas.

Qualidade reconhecida em prêmios

Excelência e inventividade são qualidades que Ilan Brenman não deixa faltar em suas histórias. Prova disso é o quanto o seu trabalho já foi premiado. São mais de 25 menções, sendo elas Prêmios pela FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil); Selo de livro altamente recomendado pela FNLIJ; Prêmio: os 30 melhores livros do ano, pela Revista Crescer e Seleção no catálogo White Ravens 2012, com o livro O alvo, uma das seis obras brasileiras escolhidas pela maior biblioteca de literatura infantil e juvenil do mundo, a IJB – Internationale Jugend bibliothek (Biblioteca Internacional da Juventude).

Prêmios pela FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infanto-Juvenil):

  • Melhor livro para Crianças 2011, pelo livro “O Alvo”
  • Melhor livro de reconto 2009, pelo “As 14 Pérolas da Índia”
  • Melhor livro-Imagem 2010, pelo” Telefone sem Fio”’
Selo de livro Altamente recomendado pela FNLIJ:

  • A Amizade Eterna – 2017
  • O Faraó e o homem dos figos – 2017A Condenação de Emília – 2013
  • Silêncio, doze histórias universais sobre a morte – 2013
  • Pai, não fui eu! – 2013
  • A Mulher que não sabia guardar segredos – 2013
  • As 14 pérolas da sabedoria judaica – 2012
  • O que a terra está falando? – 2012
  • Lendas Judaicas – 2009
  • As 14 pérolas budistas – 2010
  • O que cabe num livro? – 2007
  • O Senhor do bom nome – 2005
  • As narrativas preferidas de um contador de histórias – 2006
  • A dobradura do samurai – 2005
  • Hoje é dia de festa – 2006
  • Hermes, o Motoboy – 2007
  • Contador de histórias de bolso – África – 2005
  • Contador de histórias de bolso – Brasil – 2006
Prêmio: Os 30 melhores livros infantis do ano, pela Revista Crescer:

  • Pai, quem inventou? – 2017
  • Pai, não fui eu! – 2013
  • Bocejo – 2013
  • Mamãe é um lobo – 2011
  • Telefone sem fio – 2011
  • Pai, todos os animais soltam pum? – 2010
  • Até as princesas soltam pum – 2009
  • Clara – 2008

Seleção no catálogo White Ravens 2012

O livro “O alvo” foi uma das seis obras brasileiras escolhidas para o catálogo White Ravens 2012, prestigiosa seleção internacional feita pela maior biblioteca de literatura infantil e juvenil do mundo, a IJB – Internationale Jugend bibliothek (Biblioteca Internacional da Juventude).

Biblioteca Ilan Brenman

A Biblioteca Ilan Brenman incorporará gradativamente a obra completa do autor, organizada em novas coleções. A partir de 2019, os livros vão passar por um processo de reformulação com novas capas, novas ilustrações e projetos gráficos que valorizarão ainda mais o trabalho desse grande nome da literatura brasileira.

Quando se abre a possibilidade de trabalhar a obra completa de um autor, cria-se um vínculo com o escritor e sua biografia e faz com que as crianças se interessem mais por conhecer seu estilo literário. Em sala de aula, será possível criar atividades divertidas com as coleções temáticas, ampliar o repertório cultural e, ao mesmo tempo, trabalhar a competência leitora. Mas, acima de tudo, será uma nova oportunidade de estimular o prazer da leitura como emancipadora.

Nosso último lançamento

Na Moderna, o último lançamento de Ilan Brenman é a obra A amizade eterna, um livro em que o autor reconta uma série de narrativas africanas pesquisadas em suas viagens pelo continente onde se deu a origem da vida humana na Terra. Histórias que discutem questões complexas com várias características semelhantes a outras narrativas como A gata borralheira, dos Irmãos Grimm.

É uma honra para a Moderna ter Ilan Brenman como Autor Exclusivo. Queremos construir com Ilan, Eva, Ruth, Pedro, Walcyr e os tantos outros nomes de peso que temos a alegria de promover em nosso catálogo, uma grande caminhada na literatura. E, junto com você, contribuir para cultivarmos nossos leitores e formarmos cidadãos.

Maior best-seller

Sua obra mais conhecida no Brasil – e uma das mais traduzidas em outros países (14 idiomas) – é “Até as princesas soltam pum”, em acordo com seu pensamento liberal quanto ao politicamente correto. Uma história divertida criada a partir de um acontecimento de sua vida e adaptado à visão geral de que toda criança tem seu quê de curiosidade.

Na obra, Ilan traça a figura de um pai que precisa contar para sua filha que até as princesas soltam pum. Mas, claro, ele não poderia contar algo tão importante de qualquer maneira, por isso, apresentou a ela “O Livro Secreto das Princesas”, que acabou revelando este e vários outros segredos do mundo mágico.

Com este best-seller, o autor desmistifica o estereótipo esperado por parte da sociedade na formação da menina, estimulando o trabalho com as emoções das crianças.

PRÊMIO JABUTI: MODERNA CONCORRE COM 11 FINALISTAS

By | Literatura, Novidades | No Comments

Na última terça-feira, 03, a Câmara Brasileira do Livro (CBL) divulgou a lista dos livros finalistas da 59ª edição do Prêmio Jabuti. Neste ano, foram recebidas 2.346 inscrições, divididas em 29 categorias de premiação. Nós, da Editora Moderna, estamos muito felizes pelas 11 indicações de finalistas em 5 categorias: adaptação, infantil, juvenil, didático e paradidático, e educação e pedagogia. Estamos muito orgulhosos de mais uma vez fazer parte desse reconhecimento e gostaríamos de parabenizar a todos os envolvidos: autores, equipes e editora!

A próxima etapa do Jabuti avalia e dá nota a todos os concorrentes, para então escolher os três primeiros colocados de cada categoria. O resultado dessa fase será divulgado no dia 31 de outubro pela Câmara Brasileira do Livro.

Maristela Petrili, diretora editorial de literatura da Editora Moderna e Editora Salamandra, reitera a importância de participar do Prêmio. “Para a equipe de Literatura, há vários motivos de comemoração em ter onze títulos finalistas do Prêmio Jabuti: o reconhecimento do nosso trabalho por avaliadores competentes, o estímulo para a gente caminhar para a frente com novas produções, a alegria pela visibilidade que os livros terão e o orgulho de ter em nossos catálogos autores talentosos”.

Perguntamos também para os  autores finalistas sobre a satisfação de ter a obra entre as principais produções do país. Confira o breve depoimento deles:

Qual a importância de ser um finalista do Prêmio Jabuti para o seu trabalho como autor?

É como sonhar acordado. Se a gente considerar que todo escritor é, antes, leitor, ver o próprio nome escrito em uma lista com os nomes dos autores que você ama é coisa de sonho. É também um reconhecimento que traz certas responsabilidades, porque muda o olhar das pessoas. Mas isso é positivo. Faz a gente andar para frente.

Marília Lovatel – A menina dos sonhos de renda

Ser finalista do prêmio Jabuti acrescenta muito à minha carreira de Autor por ser um reconhecimento crítico de minha atividade e ao mesmo tempo uma valorização do meu trabalho como escritor.

Álvaro Cardoso Gomes – Um grito de liberdade

Como autor representa uma baliza, um sinal de que se alcançou certo patamar na carreira a partir do qual você pode decidir com mais confiança o que fazer daqui por diante em termos de escrita. Como se sabe, a lista dos finalistas do Jabuti é resultado de uma seleção criteriosa feita por gente experiente, o que agrega um valor inestimável à condição de finalista. Há também uma grande satisfação por saber que você está sendo reconhecido por algo que cultiva desde que se entende por gente, a escrita, da qual não abre mão num mundo carente de valores e de princípios. E quando essa escrita é voltada para crianças e adolescentes, a satisfação é ainda maior.

Samir Thomaz – Me belisca! Sete histórias filosóficas para crianças

Vejo duas coisas importantes em ser finalista do Prêmio Jabuti. A primeira é o reconhecimento do mérito do trabalho, por um grupo de avaliadores independentes. A segunda é a visibilidade que esta distinção dá ao livro, fazendo com que mais pessoas saibam de sua existência e se interessem por ele.

Simon Schwartzman – Educação média profissional no Brasil

Considero a indicação um dos mais saborosos estímulos que poderia receber. É como se um chef de cozinha de renome elogiasse um prato preparado por mim. O Jabuti é o mais longevo e, provavelmente, o mais conhecido prêmio literário do Brasil. Minha experiência pessoal é de, anualmente, pegar a lista de premiados (ou mesmo a de finalistas) e ir à livraria com enorme curiosidade para folhear as páginas desses títulos. Tenho boas lembranças de todos os livros que li e que foram finalistas do Jabuti, de modo que a sensação agora, ao ser indicado pela primeira vez, é algo como: “ôpa, estamos fazendo algo bacana, com qualidade, reconhecido por quem entende do assunto”.

Camilo Vannuchi – Jovem Guarda e Tropicália

Para mim é mais do que o reconhecimento de um trabalho. É uma esperança de que o Brasil comece a olhar mais para dentro, para a sua cultura. O que nos inspirou fazer a coleção Ritmos do Brasil (além deste livro indicado, há outros dois: Samba e Bossa Nova e Choro e Música Caipira, todos pela Editora Moderna) foi a percepção de que as crianças e os jovens desconhecem as origens da nossa música.  O prêmio pode jogar luz sobre isto. Portanto, é uma felicidade em dobro.

Carla Gullo – Jovem Guarda e Tropicália

Um importante incentivo para continuar batalhando pela cultura e pela arte. Mesmo quando parece que não dá. Sem contar a expectativa de ter uma estatueta do jabutizinho em casa.

Rita Gullo – Jovem Guarda e Tropicália

Ver seu trabalho reconhecido é uma satisfação e um incentivo a novas produções.

Rosane Pamplona – Almanaque dos astros

Ser finalista no Jabuti, para mim, já é o prêmio. É o reconhecimento do meu trabalho, e reconhecimento, para um autor, é tudo. A indicação é uma chancela muito especial que levarei comigo para o resto da vida.

Silmara Franco – Você precisa de quê?

É importante para persistir trabalhando. É um reconhecimento muito importante para o trabalho de ilustradores e autores da LIJ.

Fiquei muito feliz com este reconhecimento.
Jean-Claude – A outra história de Chapeuzinho Vermelho

Ser finalista do Jabuti, a mais importante premiação da literatura do Brasil, vai além de ser uma honra imensa. O fato de estar indicado ao lado das obras de autores de primeira é um reconhecimento valioso do meu trabalho e, ao mesmo tempo, um estímulo para aperfeiçoar-me a cada novo livro a ser criado, escrito, com responsabilidade ainda maior.

Sérgio Tulio Caldas – Com os pés na África

Ser finalista no Prêmio Jabuti, além de ser importante, é muito bom, é uma delícia. Com esse reconhecimento, vejo que valeu a pena fazer e refazer o trabalho um milhão de vezes até alcançar a qualidade que eu desejava.

Eva Furnari – Drufs

Ser finalista, para mim é uma honra, uma enorme felicidade, pois o Prêmio Jabuti é o mais importante da Literatura Nacional.

Walcyr Carrasco – Romeu e Julieta

5 livros para trabalhar a cultura afro-brasileira em 2017

By | Literatura, Novidades | 3 Comments

O dia 20 de novembro celebra a Consciência Negra e relembra a todos a importância de viver em um mundo repleto de diversidade. Nesta data, celebramos a influência das raízes africanas no nosso país e levantamos debates sobre temas transversais e de extrema importância como o combate ao racismo, a promoção da convivência, a cultura afro-brasileira e o respeito.

Sabendo da relevância do assunto e da necessidade de falarmos cada vez mais sobre isso com os nossos alunos, nós selecionamos 5 obras para que professores de todo o Brasil possam realizar projetos especiais, focados na conscientização e no respeito à pluralidade.

Os conteúdos dos livros podem ser trabalhados ao longo do ano ou em projetos interdisciplinares para datas comemorativas e são destinados aos diversos segmentos da educação básica. São obras de ficção e de não ficção que abordam aspectos diferenciados da cultura de influência africana e sua correlação e presença no nosso cotidiano.

Para conhecer mais sobre estes livros, entre em contato com o consultor Moderna na sua escola ou entre em contato com a nossa equipe pelo telefone 0800 17 2002 para agendar uma visita.

ENSINO FUNDAMENTAL 1

***FINALISTA PRÊMIO JABUTI 2016! ***

Categoria Didático e Paradidático

KIESE: HISTÓRIA DE UM AFRICANO NO BRASIL

Antepassados
Editora Moderna

Autor: Ricardo Dreguer
Edição: 1ª Edição
Ilustração: Bruna Assis Brasil
Faixa etária: A partir de 09 anos
Trabalho interdisciplinar: Geografia, História, Português
Indicação: 4º Ano (EF1), 5º Ano (EF1), 6º Ano (EF2)
Assunto: África, Cultura afro-brasileira, Escravidão no Brasil
Tema transversal: Cidadania, Pluralidade Cultural, Ética
ISBN: 9788516096700

Sinopse: O livro narra a trajetória de Kiese, um menino que foi capturado ainda na infância em sua aldeia, na África, e trazido para o Brasil para ser escravizado. É também a história de muitos africanos que foram tirados de seu território, separados de seus familiares e amigos e trazidos para o Brasil ao longo do tempo que durou o regime escravista em nosso país. A história de Kiese é a história de um brasileiro que lutou para conquistar um lugar para ser feliz com sua família, seus amigos e sua gente. Sua história se confunde com a própria formação do Brasil.

O QUE HÁ DE ÁFRICA EM NÓS?

Coleção Viramundo
Editora Moderna

Autor: Wlamyra R. de Albuquerque, Walter Fraga
Ilustração: Pablo Mayer
Faixa etária: A partir de 09 anos
Trabalho interdisciplinar: História, Português
Indicação: 4º Ano (EF1)
Assunto: africanos, escravidão, negros no Brasil
ISBN: 9788516084769

Sinopse: O que há de África em nós é um livro de viagens. Os personagens atravessam o oceano Atlântico, visitam outros períodos históricos, embarcam em navios e chegam a lugares e situações diferentes. Tudo começa com uma pergunta: Desde quando o mundo é mundo? Essa questão nos leva ao continente africano. Venha navegar com Cecília, Camila, Akin, Chico, Isabel e Alice nessa incrível história sobre a presença africana no Brasil.

ENSINO FUNDAMENTAL 2

A AMIZADE ETERNA E OUTRAS VOZES DA ÁFRICA

Veredas
Editora Moderna

 

Autor: Ilan Brenman
Edição: 1ª Edição
Ilustração: Catarina Bessell
Faixa etária: A partir de 09 anos
Trabalho interdisciplinar: Geografia, História, Português, Português
Indicação: 4º Ano (EF1), 5º Ano (EF1), 6º Ano (EF2), 7º Ano (EF2)
Assunto: África, ancestralidade, astúcia, escravidão, esperteza, origem, traição
Tema transversal: Pluralidade Cultural
ISBN: 9788516103637

Sinopse: Cada conto deste livro tem no seu DNA a sabedoria, o humor, a perspicácia e a celebração da vida, deixando um legado de inestimável valor para os homens do futuro.

UM GRITO DE LIBERDADE: A SAGA DE ZUMBI DOS PALMARES

Recontando a História
Editora Moderna

Autor: Álvaro Cardoso Gomes, Rafael Lopes de Sousa
Edição: 1ª Edição
Faixa etária: A partir de 11 anos
Trabalho interdisciplinar: História, Português
Indicação: 6º Ano (EF2), 7º Ano (EF2), 8º Ano (EF2), 9º Ano (EF2)
Assunto: Escravidão, Palmares, Quilombos, Sociedade Açucareira, Zumbi
Tema transversal: Pluralidade Cultural
ISBN: 9788516102753

Sinopse: Um jovem escravo, batizado como Francisco, vive em companhia de um padre que é seu protetor. Aprendeu a ler, a escrever e tem regalias que seus companheiros não têm. Mesmo assim, é um eterno descontente, porque almeja conquistar o bem que considera mais precioso – a liberdade. Ao mesmo tempo, a história contempla também o drama da jovem Kênia, uma escrava recém-chegada da África e que se apaixonará por um forte guerreiro chamado Vemba. Contando com muita ação, lutas sangrentas, atos de heroísmo, a narrativa procura resgatar a saga de Palmares. No reino criado pelos negros, estes personagens farão de tudo para manter acesa a chama da liberdade.

DA COR DA ESPERANÇA: A LIBERTAÇÃO DOS ESCRAVOS

Recontando a História
Editora Moderna

Autor: Márcia Abreu
Edição: 1ª Edição
Faixa etária: A partir de 11 anos
Trabalho interdisciplinar: História, Português
Indicação: 6º Ano (EF2), 7º Ano (EF2), 8º Ano (EF2), 9º Ano (EF2)
Assunto: Abolicionismo, Caifazes, Escravidão, Lei Áurea
Tema transversal: Pluralidade Cultural, Ética
ISBN: 9788516102746

Sinopse: Que cor deve ter alguém para ser gente? De que cor deve ser para ter esperança? Até o século XIX, muitos negros foram escravizados e tratados como animais ou coisas. Eram comprados e vendidos, trabalhavam à força, eram castigados duramente. Gente não se submete a este tipo de tratamento sem revolta, por isso eles organizaram rebeliões e fugas, resistiram aos desmandos e lutaram para se tornar livres. Da cor da esperança conta a história de um grupo de negros – escravos, livres e libertos – desde a captura na África até os movimentos abolicionistas. Gente que tinha dor e queria ser livre, gente que sofria e fazia festa, gente que amava e sentia medo.

Conheça outras obras

Preparamos um catálogo especial para os professores que têm interesse em trabalhar com os elementos da cultura africana na sala de aula. Vale lembrar que a Unesco proclamou a década de 2015 a 2024 como a Década Internacional das Pessoas de Ascendência Africana e, para isso, organizou a campanha “Afrodescendentes: reconhecimento, justiça e desenvolvimento”. Confira mais algumas obras do nosso catálogo que trabalham o tema e são específicas para cada segmento.