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Educação financeira vai muito além do dinheiro

By | Dicas, Educação Financeira, Novidades | 5 Comments

No post da semana passada, conversamos sobre a origem e o significado de educação financeira de acordo com o contexto brasileiro. Hoje, vou aprofundar essa conversa para revelar um pouco mais do potencial deste tema em sala de aula.os.

Imagine um iceberg, aquele imenso bloco de gelo que flutua em oceanos onde as temperaturas são muito baixas. Quando alguém vê um iceberg olhando da superfície, enxerga apenas uma pequena parte dele. A parte maior está submersa e pode chegar a centenas de metros de profundidade. Bem, mas o que isso tem a ver com educação financeira? Tudo!

Quando olhamos para nossas entradas e saídas de dinheiro, nossas planilhas e contas, é como se estivéssemos vendo apenas a ponta do iceberg, ou seja, a parte visível aos nossos olhos. Muitos autores e livros de educação financeira cuidam apenas desta parte. Analisam as contas, os números e trazem dicas para equilibrar os dois lados da equação (entradas – saídas = 0) ou para torná-la positiva (entradas – saídas > 0).

Esta forma de olhar educação financeira tem seu valor, mas a meu ver é um pouco superficial. Se fosse tão simples, bastaria entender de matemática e números para ser uma pessoa financeiramente saudável, certo? Não haveria um só estatístico, economista, bancário ou professor de matemática endividado… e sabemos que eles existem.

Andy de Santis é autora do livro Lições de Valor e parceira do blog para o tema Educação Financeira

Para entender nosso comportamento financeiro, precisamos aprofundar um pouco mais a visão e reconhecer que o dinheiro é uma forma concreta de representar nossas escolhas e preferências. Todos os dias fazemos escolhas, algumas mais simples, outras mais complexas. Decidimos o que comer, o que vestir, onde morar, com quem viver, onde estudar ou trabalhar. Todas essas escolhas deixam um rastro: nosso extrato bancário. Sim, porque o dinheiro vem geralmente do trabalho que escolhemos, passa pelas nossas mãos (ou contas bancárias) e segue seu destino para pagar pelas experiências que escolhemos para dar significado às nossas vidas. Olhar para o dinheiro então é uma forma de revelar essas escolhas.

E como fazemos nossas escolhas? Algumas são profundamente pensadas, ponderadas e avaliadas com base no que precisamos, valorizamos e planejamos, ou seja nossas necessidades, valores e sonhos. Outras seguem desejos, impulsos e podem servir a valores alheios, da propaganda ou da sociedade. Será que nossas escolhas revelam que somos mais impulsivos ou planejados? Estamos escolhendo a partir de nossos valores ou dos outros? Olhe agora para sua planilha financeira e você verá muito mais do que apenas números e contas.

Lições de Valor: Educação Financeira escolar

Se você pretende trabalhar com educação financeira em sala de aula, lembre-se de que o tema vai muito além do dinheiro. No livro “Lições de Valor – Educação financeira escolar”, lançado pela Editora Moderna para alunos do Ensino Fundamental II, abordamos as escolhas, os valores, os sonhos, as influências da mídia e muitas outras questões que envolvem a relação dos jovens e suas famílias com o dinheiro, o trabalho e o consumo. Temas profundos, mas abordados de uma forma leve e lúdica.

Eu sou Andyara de Santis Outeiro, autora do livro e estou aqui para dialogar com você sobre os conteúdos da obra e trazer dicas sobre educação financeira para aplicar na escola e na vida. Aproveite o espaço, traga seus dilemas, dúvidas e experiências. Vamos aprender juntos?

Você já pensou em publicar seu artigo sobre EJA?

By | Dicas, Geral, Novidades | 7 Comments

A revista Educatrix está em busca de produções, estudos e pesquisas realizados por profissionais da Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Esta é uma oportunidade para publicar seu artigo acadêmico ou experiência profissional em uma revista especial, de circulação nacional e distribuição gratuita em milhares de instituições educacionais públicas.

O escolhido estará na mesma edição com artigo de capa escrito por Moacir Gadotti, uma das maiores referências na EJA!

Envie seu artigo

Quem pode participar?

Profissionais que estejam em atividade na área de Educação de Jovens e Adultos: educadores em geral e pesquisadores.

Qual o tamanho do artigo?

Os artigos devem ter entre 14 e 20 mil caracteres (com espaço) e devem ser enviados em formato Word. Se o texto for acompanhado de imagens, elas precisarão ter cessão de uso.

Quais são os critérios para seleção?

Abrimos nossas páginas para compartilhar projetos educacionais, casos de gestão, pesquisas e artigos acadêmicos que reflitam sobre o panorama atual, propondo estratégias para modificar o dia a dia da EJA, relatando experiências regionais bem-sucedidas.

Qual o prazo de envio?

Os textos devem ser enviados para a análise da equipe editorial pelo e-mail educatrix@moderna.com.br até 01 de maio de 2015.

Orientações gerais

A equipe editorial selecionará 1(um) artigo dentre os enviados. Por ser uma revista de distribuição gratuita, a participação na revista não será remunerada. O participante receberá 10 edições impressas da publicação e terá seu artigo compartilhado em âmbito nacional.

Venha fazer parte deste movimento pela melhoria da educação no Brasil!

Avaliação nossa de cada dia

By | Avaliação, Dicas | One Comment

Ao ser convidada para abrir o espaço deste blog para falar sobre avaliação, pensei sobre o que gostaria de transmitir e como fazê-lo de uma forma que, ao tratar de um tema bastante controverso, pudesse motivar os leitores a uma reflexão sobre as tradicionais e as novas ideias sobre avaliação.

A reflexão sobre processos avaliativos é um dos caminhos possíveis para a problematização dos processos educacionais, seja no interior das salas de aula, nas práticas pedagógicas de cada professor, seja na relação que a comunidade possui com a escola ou, ainda, nos efeitos das políticas públicas aplicadas. Não há interpretação consensual sobre esses aspectos, mas sim, a consideração de que a construção de conhecimento e a definição de ações nessa área devem ser realizadas sempre de maneira coletiva, com diferentes abordagens, e com interesses que visem a um progressivo aperfeiçoamento.

Para organizar nossa conversa, tratarei inicialmente, a cada publicação, sobre os diferentes tipos de avaliações educacionais, suas características, objetivos e utilidades. Assim, esse primeiro post fala sobre um dos mais criticados pelos educadores: a avaliação externa aplicada em larga escala.

É sempre bom começar falando a verdade, não é mesmo?

Juliana Miranda é gerente de avaliação da Avalia Educacional e nossa parceira para o tema Avaliação

As avaliações por si só não têm o poder de transformar procedimentos pedagógicos ou administrativos das escolas. Sozinhas, elas não “melhoram” nem “pioram” os sistemas educativos, uma vez que não expressam as especificidades de cada uma das salas de aula do país.

Mas nem tudo é assim tão limitado.

É muito importante compreender que os dados fornecidos por tais avaliações informam acerca do funcionamento dos processos educativos inseridos no conjunto de todo um sistema, em um sentido macro, mais úteis e significativos para a gestão escolar do que para os professores que, necessariamente, precisam se preocupar com o processo de aprendizagem de cada um de seus alunos, com uma abordagem bastante específica e, muitas vezes, individualizada.

Nesse sentido, as avaliações externas são, obrigatoriamente, configuradas por métodos científicos objetivos, que determinam desde as áreas e os temas abordados – que guiam a elaboração das questões aplicadas – até as formas de cálculo e apresentação de resultados. Ou seja, o foco de uma avaliação externa em larga escala é muito bem definido, e sua abordagem não se relaciona a todos os conteúdos curriculares das escolas, mas apenas àqueles necessários para o alcance de seu objetivo de análise.

No cenário dos projetos oficiais desenvolvidos pelo MEC/Inep, exames como os da ANA, da Prova Brasil e do Enem estão diretamente relacionados a estudos longitudinais, cuja metodologia utilizada assegura a comparação e o acompanhamento dos dados organizados. Eles aferem o desenvolvimento de competências e habilidades em áreas de conhecimento como Leitura e Matemática (dentre outras) por meio de metodologias particulares (como a Teoria de Resposta ao Item), uma vez que são aplicadas por atores que não pertencem ao cotidiano da sala de aula. Para as instituições que participam dessas avaliações, portanto, elas são úteis para o aperfeiçoamento de processos e práticas por meio do diagnóstico de seu trabalho. Para os gestores educacionais, principalmente, elas auxiliam na prestação de contas às famílias dos alunos e à sociedade, ao transparecer o emprego de recursos, a orientação das políticas e os planos de ação dos sistemas educacionais.

Passível de reflexão, também, é a forma de divulgação dos resultados das avaliações. Com a constante atividade da imprensa e a rápida transmissão de informações, o primeiro produto destacado é o ranking dos melhores e piores.

Apesar de ser preciso admitir que a determinação de uma lista com uma classificação de escolas seja uma importante ferramenta de marketing, ela está longe de traduzir o que é qualidade da educação, pois informa apenas fragmentos do processo realizado. E é papel dos educadores e dos interessados em educação transmitir à sociedade o significado desses rankings, a forma como são produzidos e sua utilidade para o trabalho pedagógico.

Assim, a garantia da qualidade da educação passa pela realização de avaliações externas. E a compreensão de como essas são planejadas e quais são seus objetivos, faz com que esta deixe de ser uma ação autoritária e penalizante e a transforma em uma prática necessária e útil.

As avaliações não proporcionam uma receita sobre como desenvolver uma educação de qualidade, mas a reflexão sobre os dados produzidos oferece à comunidade escolar a oportunidade de analisar a trajetória do trabalho que tem sido realizado e de verificar processos que deram certo e podem ser incentivados, como também aqueles que precisam de aperfeiçoamento.

Escrito por Juliana Miranda

Bacharel em Ciências Sociais/USP e Mestre em Educação/PUC-SP e gerente de Avaliação da Avalia Educacional

Referências:

SOLIGO, Valdecir. A ação do professor e o significado das avaliações em larga escala na prática pedagógica. Em: WERLE, Flávia Obino Corrêa (org.). Avaliação em larga escala: foco na escola. São Leopoldo: Oikos; Brasília: Liber Livro, 2010. p. 119-133.

SCHWARTZMAN, Simon. As avaliações de nova geração. Em: SOUZA, Alberto de Mello e (org.). Dimensões da avaliação educacional. Petrópolis: Vozes, 2005. p. 15-34.

WERLE, Flávia Obino Corrêa. Sistema de avaliação da educação básica no Brasil: abordagem por níveis de significação. Em: WERLE, Flávia Obino Corrêa (org.). Avaliação em larga escala: foco na escola. São Leopoldo: Oikos; Brasília: Liber Livro, 2010. p.21-36.

Projeto Presente: educação híbrida é tema de encontro com autores

By | Dicas, Eventos | No Comments

Boa tarde, amigos modernos!

Estamos preparando mais um encontro especial para os professores de São Paulo.

No próximo dia 11 de abril, os autores da coleção Projeto Presente participarão de uma troca de experiências e práticas na sala de aula com professores do Ensino Fundamental I.

O tema central do encontro será a escola híbrida e os participantes acompanharão a palestra Diferentes formas de ensinar e aprender: a educação híbrida em foco, ministrada por Lilian Bacich, autora do livro de Ciências. Na segunda parte do evento, os professores poderão conversar diretamente com os autores da coleção sobre como colocar em prática estratégias para o uso das tencologias digitais, sempre levando em conta o uso fo livo didatico como norteador do conhecimento.

O encontro acontecerá no Hotel Matsubara, em São Paulo, no dia 11 de abril, a partir das 8h00. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas através do email eventos@moderna.com.br  ou pelos telefones (11) 2076-7905 ou (11)2076-7909.

Confira a programação:

Projeto Presente evento

Baixe gratuitamente o livro 5 atitudes pela educação

By | Dicas | 9 Comments

Amigos, boa tarde.

Só, nós, educadores, sabemos o quanto precisamos arregaçar as mangas e nos reinventar todos os dias de aula.

Para celebrar 2014 e nos preparar para os novos desafios de 2015,  estamos disponibilizando para todos os nossos seguidores a versão para download do livro 5 Atitudes pela Educação, feito em parceria com a equipe do Todos Pela Educação.

Baixe já o seu livro digital gratuitamente!

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Michael Faraday: o senhor da eletricidade

By | Dicas | No Comments

Michael Faraday nasceu em 22 de setembro de 1791, em Londres, na Inglaterra e foi um dos maiores cientistas experimentais de todos os tempos. Suas contribuições à ciência vão desde as criações do motor elétrico, do gerador elétrico, do transformador e do dínamo até as leis da eletrólise e o efeito Faraday. Assuntos bastante comentados nas aulas de Física e Química.

Primeiros passos para a comodidade

Pare para pensar em algo simples: você passaria uma semana sem usar nenhum equipamento que usa eletricidade? Imagine como seria ficar sem utilizar computadores, celulares, televisão, ventilador, forno micro-ondas, lâmpadas e diversos outros equipamentos que facilitam em muito a nossa vida. Missão nada fácil, não é mesmo?

De onde vem a eletricidade?

A resposta mais simples é: dos experimentos do autodidata inglês Michael Faraday. Vindo de uma família pobre, Michael Faraday teve formação educacional deficiente e ficou órfão de pai em 1809. Como sua família – mãe e dois irmãos – vivia em função do salário de James Faraday, seu pai, o jovem Michael precisou começar a trabalhar. Aos 13 anos, Faraday só tinha noções básicas de leitura, escrita e matemática. Seu primeiro emprego foi em uma encadernadora, ajudando na distribuição de jornais e nas encadernações de uma livraria. O amplo contato que tinha com os livros, que lia quando autorizado, despertou seu interesse pelas ciências e o ajudou a conquistar mais clientes na livraria.

O químico Humphrey Davy teve papel fundamental na vida de Michael Faraday. Foi como assistente de Davy que, aos 22 anos, Faraday, iniciou sua carreira científica. Além de viajar por toda a Europa com Davy, Faraday pôde conhecer o trabalho de diversos físicos e químicos da época como Alessandro Volta e Joseph Gay-Lussac. Como assistente de laboratório aprendeu a conduzir experimentos e fazer análises qualitativas.

Michael Faraday

Após um tempo começou a obter destaque como experimentador e colaborou muito nos experimentos do laboratório de Davy. Aprendeu conceitos de observação científica e fez diversos estudos sobre a difusão de gases e liquefação, principalmente do cloro. Toda essa habilidade em experimentos o ajudou no desenvolvimento das leis básicas da eletrólise. Com a aposentadoria de seu mentor do laboratório tornou-se responsável por este e continuou seus trabalhos na área de eletricidade, muito mais em uma questão química do que física.

Michael Faraday: contribuições científicas

Os experimentos de Faraday trataram de diversas áreas do conhecimento químico e físico, tendo a eletricidade como grande figura. Faradey foi o responsável por notar as diversas formas de eletricidade conhecidas na época. Em uma citação do próprio Faraday temos:

Os vários aspectos sob os quais as formas da matéria se manifestam têm uma origem comum. Em outras palavras, são tão diretamente relacionadas e naturalmente dependentes, que são conversíveis como tais entre si, possuindo uma equivalência de potência em todas as suas ações

Michael Faraday

Em vários experimentos de seus experimentos, o cientista inglês construiu as bases do que conhecemos hoje como eletroquímica. Ao lado de William Whewell estabeleceu a nomenclatura utilizada neste ramo da disciplina. Assim, os créditos de nomes como cátodo, ânodo, íons etc podem ser dados a ele.

Os movimentos relativos de ímãs e cabos condutores de eletricidade foram outros temas de suma importância estudados por Faraday. Nesse sentido, alguns segredos da natureza como a geração de forças magnéticas por correntes elétricas e por  movimentos de imãs próximos a cabos de eletricidade foram desvendados pelo inglês.

Sabendo da existência dessa relação entre imãs e eletricidade, Faraday desenvolveu muitas experiências que exploravam essa capacidade e desenvolveu as primeiras bobinas de geração de eletricidade – principal forma de geração de eletricidade utilizada em usinas de energia.

Além das primeiras bobinas, Faraday começou a desenvolver uma espécie de motor, ou seja, um equipamento onde ele transformava a eletricidade em energia mecânica, mais especificamente uma rotação de discos metálicos.

Conta-se que certa vez, um primeiro-ministro inglês foi ao laboratório de Faraday conhecer os equipamentos de eletricidade do cientista e o questionou qual seria a funcionalidade de seus gerados. Na ocasião, Michael Faraday lhe respondeu:

“Não sei, mas aposto que algum dia seu governo vai colocar um imposto sobre ele.”

E ele estava certo. Hoje, somos quase incapazes de viver sem os equipamentos que vieram a surgir usando as técnicas básicas que Faraday desenvolveu.

Como foi proposto no começo do texto, alguém ainda quer tentar o desafio?