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2021 e a escola como um sistema complexo

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Caros leitores, este é o penúltimo texto que escrevo nesta jornada que dividimos, juntos, em 2021. Pensei em temas que fossem relevantes para a finalização desta etapa na vida de todos nós: quem sabe uma retrospectiva de alguns artigos? Alguma ferramenta tecnológica? Algum método inovador?

Não. Hoje quero propor uma reflexão. Uma reflexão sobre duas breves palestras que tive a oportunidade de assistir esse ano e que pensei em compartilhar com você durante todo esse ano, sem fazê-lo. Bem, acredito que este é o momento ideal. Você também fica meio reflexivo(a) nessa época do ano? (Risos!)

Durante esse ano, assisti a uma palestra da educadora Leslie Patterson*, que falava, sobretudo, acerca do engajamento, mas não da forma como estamos acostumados a explorar.

Leslie começou sua fala propondo algumas reflexões:

  • Quem nós somos?
  • O que realmente importa para nós?
  • Como nos conectamos? (Não com a internet, mas entre nós mesmos

A costura disso tudo se deu quando a educadora trouxe a ESCOLA como um conceito que trabalha cotidianamente com um conceito muito bacana: “transcontextualidade”. Parece difícil, né? Mas não é. Transcontextual é a forma de percebermos como a comida, por exemplo, se trata de economia, ciência, cultura, tradição, arte.

Na escola, enquanto uma comunidade, enquanto um sistema complexo, lidamos com pessoas, com cultura, com visões de mundo, com experiências e, sim, isso é complexo.

Mas para não pararmos na simples constatação de que isso é “complexo”, Leslie trouxe outro conceito: o julgamento. A proposta é: olharmos para o outro com curiosidade e encantamento – sem julgamento.

Por estarmos em um sistema complexo, e agora entra a colaboração da fala da educadora Royce Holiday** (coincidentemente irmã da Leslie), tudo é interdependente, cada criança é uma e de um dia para o outro é outra: as coisas mudam, ela muda e nós também mudamos.

Responda mentalmente: O quanto eu mudei esse ano?

Perceba o quanto esses exercícios se conectam às metodologias ativas, de que tanto falamos esse ano:

  • Curiosidade
  • Capacidade de reagir
  • Conexão
  • Diálogo
  • Adaptação
  • Colaboração

Nesse sistema complexo, vivo e dinâmico que é a escola, nosso principal exercício, para fechar esse ciclo e iniciar um novo, transformados, deve ser: 

  • Transformar meu julgamento para a curiosidade (fulano está impossível hoje. Ô, menino bagunceiro! Para: fulano não têm esse comportamento comumente, o que será que está acontecendo com ele?)
  • Discordância para compartilhamento: (Esta é sua opinião? E o que o levou a chegar a essas conclusões? Como você se sente sobre tal tema? Pois eu me sinto um pouco confuso. O que você acha sobre isso?)
  • De ações defensivas para a autorreflexão (Você me criticou gratuitamente! Para: com base no que você achou isso de mim? Vou pensar sobre isso e perceber se nesse momento, isso faz sentido para mim).

Em um mundo altamente permeado pelas máquinas, hoje, caros educadores e educadoras, falamos sobre aquilo de mais cru há entre nós: somos todos humanos e o tempo todo estamos aprendendo a viver em conjunto. Compartilhando, crescendo, dialogando. Afinal de contas, escola também é esse grande turbilhão de questões.

Deixo o meu grande abraço digital a você, com o desejo de que essas reflexões tenham feito sentido.

Prof. Emilly Fidelix | @seligaprof 

* Leslie Patterson é pós-graduada pela Universidade Estadual da Califórnia e especialista em educação superior, relações públicas e governamentais.

** Royce Holiday foi diretora de planejamento estratégico para escolas públicas de Minneapolis, nos EUA e é autora de 5 livros.

Sobre a autora do post

Emilly Fidelix

Emilly Fidelix

Colunista

Emilly Fidelix é criadora do @seligaprof, onde impacta milhares de professores de todo o Brasil, palestrante e formadora de professores. É doutoranda em História Cultural (UFSC), especialista em Tecnologias, Comunicação e Técnicas de Ensino (UTFPR), colunista no blog Redes Moderna e professora de pós-graduação no Instituto Singularidades. Atua nas áreas de metodologias ativas, storytelling aplicado à educação e BNCC.

E se… O Instagram se tornasse o seu recurso pedagógico?

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Que o Instagram é a rede social do momento (e esse momento já dura alguns anos), todo mundo já sabe, não é? O Instagram é uma rede social que originalmente foi criada para compartilhamento de fotografias e se tornou famosa pela possibilidade de aplicação dos filtros, lá no início. Hoje, a rede social permite o compartilhamento não só de imagens, mas também de vídeo, como os formatos de vídeos longos, vídeos curtos (Reels), lives e stories, vídeos de até 15 segundos.

Embora possa parecer uma rede social recente, o Instagram foi lançado em outubro de 2010 e o Brasil é um dos países que mais passa tempo nessa rede. E como cultura digital é um dos tópicos pautados na BNCC, especialmente quando o assunto é o desenvolvimento de competências, vamos pensar juntos em formas de aproveitar a existência dessa rede social para desenvolver reflexões e ideias sobre o universo digital.

Fenômeno das blogueiras

O primeiro tópico que gostaria de explorar com você é o fenômeno das “blogueiras” e o quanto esta rede social, extremamente visual, acabou impactando diretamente no psicológico de muitos adolescentes. Fenômenos como a “vida perfeita”, a “produtividade sempre em alta”, “#gratidão” banalizada, imagens tratadas com filtro e as selfies, também trabalhadas com filtros que editam o formato do rosto geram a impressão de que a vida de quem acompanho nas redes é incrível, menos a minha.

Trabalhar a maturidade dos estudantes sobre o recorte que é feito nas redes, parece óbvio e até pode parecer “ingênuo”, mas a própria empresa já sabe dos efeitos que têm causado, especialmente nos jovens, veja aqui.

Nesse sentido, projetos nas áreas de linguagens que envolvam discussões em torno da autoestima, autoimagem, depressão e outros temas relevantes para o universo jovem, são fundamentais de serem explorados. E para visualizarmos também outro viés, o positivo das redes, podemos trabalhar as formas de contato com pessoas de qualquer parte do mundo, o acompanhamento dos ídolos nas redes sociais, a forma como se pode aprender acompanhando páginas de museus, instituições de ensino, jornais, etc.

Outro elemento interessante de explorarmos é a história da beleza: o que é o belo? E como esse conceito foi se transformando com o tempo. Para isso, a Geografia, a História e a Arte, por exemplo, são um prato cheio para compor o arcabouço das discussões com a turma.

Continuando o nosso quadro de ideias, outro tópico interessante e que pode servir como forma de revisão dos conteúdos é a criação de páginas de Instagram fictícias (usando templates em PDF ou mesmo desenhando o formato no papel). Uma boa fonte de inspiração é o site Histagrams.com, veja alguns exemplos:

Exercício para você: como o Instagram poderia ser explorado no seu componente curricular e segmento? Espero que tenha muitas ideias!

Um grande abraço digital,

Prof. Emilly Fidelix | @seligaprof 

Para ir além: deixo como sugestão o artigo de Marco Antônio Moreira: O que é afinal aprendizagem significativa? Disponível em: http://moreira.if.ufrgs.br/oqueeafinal.pdf

Um grande abraço digital,

Prof. Emilly Fidelix | @seligaprof

Sobre a autora do post

Emilly Fidelix

Emilly Fidelix

Colunista

Emilly Fidelix é criadora do @seligaprof, onde impacta milhares de professores de todo o Brasil, palestrante e formadora de professores. É doutoranda em História Cultural (UFSC), especialista em Tecnologias, Comunicação e Técnicas de Ensino (UTFPR), colunista no blog Redes Moderna e professora de pós-graduação no Instituto Singularidades. Atua nas áreas de metodologias ativas, storytelling aplicado à educação e BNCC.

Competência geral 4: Comunicação. Como desenvolver na prática?

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Você sabia que as competências gerais são direitos essenciais de todos os estudantes brasileiros? Pois é. Elas devem ser desenvolvidas durante todo o período de formação da escola básica e precisam estar claras no PPP e nos planejamentos dos professores.

Nessa imersão pelas competências gerais, vamos pousar em uma em específico: a competência geral 4: comunicação. Vamos ao que a BNCC diz sobre essa competência?

Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital –, bem como conhecimentos das linguagens artística, matemática e científica, para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo

Para que essa competência seja desenvolvida durante todo o percurso da educação básica, uma série de habilidades compõem o arcabouço formativo dos estudantes: das mais simples às complexas. Para facilitar o seu entendimento, selecionei algumas habilidades de áreas diversas e de vários anos, para que você perceba, na prática, como a BNCC dispõe o processo de desenvolvimento da comunicação em suas múltiplas esferas, veja:

LÍNGUA PORTUGUESA – 1º AO 5º ANO 

(EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário. 

LÍNGUA PORTUGUESA – 1º AO 5º ANO 

(EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado.

LÍNGUA PORTUGUESA – 6º AO 9º ANO

(EF69LP10) Produzir notícias para rádios, TV ou vídeos, podcasts noticiosos e de opinião, entrevistas, comentários, vlogs, jornais radiofônicos e televisivos, dentre outros possíveis, relativos a fato e temas de interesse pessoal, local ou global e textos orais de apreciação e opinião – podcasts e vlogs noticiosos, culturais e de opinião, orientando-se por roteiro ou texto, considerando o contexto de produção e demonstrando domínio dos gêneros.

HISTÓRIA – 6º ANO 

(EF06HI09) Discutir o conceito de Antiguidade Clássica, seu alcance e limite na tradição ocidental, assim como os impactos sobre outras sociedades e culturas.

LÍNGUA INGLESA – 7º ANO 

(EF07LI22) Explorar modos de falar em língua inglesa, refutando preconceitos e reconhecendo a variação linguística como fenômeno natural das línguas.

CIÊNCIAS – 7º ANO

(EF07CI01) Discutir a aplicação, ao longo da história, das máquinas simples e propor soluções e invenções para a realização de tarefas mecânicas cotidianas.

MATEMÁTICA – 9º ANO 

(EF09MA23) Planejar e executar pesquisa amostral envolvendo tema da realidade social e comunicar os resultados por meio de relatório contendo avaliação de medidas de tendência central e da amplitude, tabelas e gráficos adequados, construídos com o apoio de planilhas eletrônicas.

LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS – LÍNGUA PORTUGUESA ENSINO MÉDIO

(EM13LP19) Apresentar-se por meio de textos multimodais diversos (perfis variados, gifs biográficos, biodata, currículo web, videocurrículo etc.) e de ferramentas digitais (ferramenta de gif, wiki, site etc.), para falar de si mesmo de formas variadas, considerando diferentes situações e objetivos.

Agora que você já conheceu um pouco mais da multiplicidade de formas de se trabalhar a comunicação, que tal ir até a BNCC e perceber como outras habilidades se aplicam ao desenvolvimento da comunicação, seja ouvindo, compartilhando, criando, discutindo, apresentando? Você pode acessar o texto completo da BNCC nesse link.

Para finalizar, deixo a provocação, momento exercício para você, hein?

  • Que temas específicos me dão a possibilidade de criar atividades e desafios que envolvam a produção, por parte dos alunos, de: podcasts, jornais digitais, revistas digitais, vídeos, mini documentários, fotografias, obras de arte, memes, histórias em quadrinhos? 

Um grande abraço digital,

Prof. Emilly Fidelix | @seligaprof

Sobre a autora do post

Emilly Fidelix

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Emilly Fidelix é criadora do @seligaprof, onde impacta milhares de professores de todo o Brasil, palestrante e formadora de professores. É doutoranda em História Cultural (UFSC), especialista em Tecnologias, Comunicação e Técnicas de Ensino (UTFPR), colunista no blog Redes Moderna e professora de pós-graduação no Instituto Singularidades. Atua nas áreas de metodologias ativas, storytelling aplicado à educação e BNCC.

Como programas de TV podem me inspirar no planejamento de aulas?

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Vai dizer que você nunca ficou esperando aquele programa de TV voltar do intervalo para saber o desenrolar de uma história? Que nunca chorou com uma história de vida apresentada? Que nunca riu até a barriga doer em meio a uma brincadeira?

Pois é.

A televisão e o cinema, tomados aqui como elementos principais de nossa discussão, têm seu foco especialmente voltado para as emoções humanas e tudo o que isso gera em nós: o desconforto, o contentamento, a reflexão, o despertar para um novo tema, a conscientização. É claro que o ibope é fundamental para a TV, mas para que ela alcance esse número, precisa alcançar, primeiro, o coração das pessoas. Seja porque diverte, porque relaxa, porque faz rir, faz chorar, porque gera susto, raiva ou nostalgia. Tempos e formatos são pensados para construir momentos que têm objetivos muito específicos. Mas como isso é feito e como eu posso me apropriar desses modos de fazer e trazer alguns elementos para minhas aulas?

  1. Tempos e formatos: muitos programas de TV são planejados e pensados a partir de arcos, quer dizer, blocos que têm objetivos específicos: o bloco de entretenimento leve, com notícias de cachorrinhos engraçados, por exemplo; o bloco de notícias, que pode envolver situações mais pesadas e desagradáveis; o bloco em que se entrevista um convidado; o bloco de publicidade, em que se apresenta um produto, por exemplo. Uma ideia de adaptação desse formato, seria pensar a sua aula também em blocos. Exemplo:

Bloco 1: Explicação do tema novo, com apresentação de um recurso visual para ilustração

Bloco 2: Estudantes exploram o recurso visual, recebem perguntas do professor e iniciam uma investigação sobre o tema

Bloco 3: Estudantes se unem em grupos para discutir os resultados do que encontraram na investigação 

Bloco 4: Compartilhamento para toda a turma das principais curiosidades encontradas na investigação e início das discussões que serão vistas no próximo encontro.

             2 . Emoções: “a emoção é a base da aprendizagem” (Zull 2006 , p. 7), portanto, como gerar esse impacto nas minhas aulas? Sempre que possível, pense em recursos como: fotografia, obras de arte, filmes, séries, reportagens, entrevistas, poemas, biografias que tenham sentido com o tema, que ilustrem a situação ou que sirvam de ponto de atenção para iniciar as discussões.

             3. Histórias: histórias são parte fundamental de filmes e de muitos blocos de programas de televisão, por que? Porque nos conectamos com o outro, com sua história de vida, suas dificuldades, suas aventuras, suas conquistas. Ao ouvir e conhecer a história do outro, tenho a oportunidade de também viver um pouco daqueles momentos e aprender aquelas lições. Histórias podem ser contadas pelo professor para ilustrar uma situação fictícia, ou não e despertar a imaginação, conscientizar e educar sobre um tema. Quer saber mais? Leia meu artigo para a revista Educatrix aqui: https://educatrix.moderna.com.br/8-passos-para-contar-historias-e-engajar-a-turma/ 

Com um pouquinho de criatividade e planejamento intencional não fica difícil, não é? Desejo que essas ideias gerem muitas outras, por aí!

Um grande abraço digital,

Prof. Emilly Fidelix | @seligaprof

Fonte citada: Zull, J. E. (2006). Key aspects of how the brain learns. In S. Johnson & K. Taylor (Eds.), The neuroscience of adult learning (pp. 3–9). San Francisco: Jossey-Bass.

Sobre a autora do post

Emilly Fidelix

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Emilly Fidelix é criadora do @seligaprof, onde impacta milhares de professores de todo o Brasil, palestrante e formadora de professores. É doutoranda em História Cultural (UFSC), especialista em Tecnologias, Comunicação e Técnicas de Ensino (UTFPR), colunista no blog Redes Moderna e professora de pós-graduação no Instituto Singularidades. Atua nas áreas de metodologias ativas, storytelling aplicado à educação e BNCC.

3 formas de provocar a aprendizagem significativa

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O protagonista do artigo de hoje é uma figura célebre no campo da educação: David Ausubel e sua teoria chamada Aprendizagem significativa. Vamos viajar pelo universo de Ausubel e tudo o que o aprendiz já sabe?

Para começo de conversa: David Ausubel era norte-americano, nascido no ano de 1918, tendo vivido até 2008. Uma frase célebre desse autor diz que a coisa mais importante sobre a aprendizagem é aquilo que o aprendiz já conhece. Até aí, tudo bem. Todo professor já deve ter ouvido falar da importância de se levar em consideração a realidade do estudante, seu contexto de vida, seus interesses ou mesmo aquilo que ele já sabe. Mas e na prática, como fazer isso? Vamos aos nossos três exemplos?

 

  1. Ampliar e reconfigurar: que tal iniciar um novo conteúdo explorando os vários ângulos daquele mesmo tema? Pela perspectiva de um filme, de uma situação vivida por alguém, de um objeto, de algo que os próprios estudantes possuem em casa, de uma música. Quanto mais links conseguirmos fazer durante os encontros, mais esse aprendizado será construído de forma rica e abundante em conexões.

      2. A escola como ambiente motivador: o professor pode preparar uma aula sensacional, com recursos, planejamento alinhado, contexto levado em consideração, comunicação empática. Mas se o estudante não estiver disposto a      aprender, temos aí um grande empecilho. Um ambiente rico e acolhedor que desperte a curiosidade, que tenha uma cultura institucional em que todos estão alinhados com a busca pelo conhecimento é fundamental.

           3. A colaboração como potência: ao trabalhar em grupo, seja para uma pesquisa, a criação de um protótipo, a elaboração de um texto, experiências são trazidas à tona, bem como conhecimentos, informações, vivências que podem trazer novos significados ao que está sendo proposto. Por isso, a troca com os pares é tão importante: ela não substitui outros momentos da aula, mas ajuda a trazer novos links, gerar novas experiências com aquele conteúdo estudado.

Para ir além: deixo como sugestão o artigo de Marco Antônio Moreira: O que é afinal aprendizagem significativa? Disponível em: http://moreira.if.ufrgs.br/oqueeafinal.pdf

Um grande abraço digital,

Prof. Emilly Fidelix | @seligaprof

Sobre a autora do post

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Emilly Fidelix é criadora do @seligaprof, onde impacta milhares de professores de todo o Brasil, palestrante e formadora de professores. É doutoranda em História Cultural (UFSC), especialista em Tecnologias, Comunicação e Técnicas de Ensino (UTFPR), colunista no blog Redes Moderna e professora de pós-graduação no Instituto Singularidades. Atua nas áreas de metodologias ativas, storytelling aplicado à educação e BNCC.

5 séries/filmes para explorar Cultura Digital com os estudantes

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Olá, prof! Se você me acompanha há algum tempo por aqui, já leu sobre a competência geral 5 da BNCC: Cultura Digital, não é? Caso esteja chegando agora, não tem problema, a gente reforça exatamente o que a Base Nacional Comum Curricular nos diz sobre essa competência:

Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva. Essa competência reconhece o papel fundamental da tecnologia e estabelece que o estudante deve dominar o universo digital, sendo capaz, portanto, de fazer um uso qualificado e ético das diversas ferramentas existentes e de compreender o pensamento computacional e os impactos da tecnologia na vida das pessoas e da sociedade.

Desse modo, tudo o que se refere às tecnologias digitais, como algoritmo, inteligência artificial, programação, redes sociais, ética e segurança em rede, interessa à educação básica. Mas nem sempre a inspiração e as ideias de formas sobre como conectar essas discussões às nossas áreas do conhecimento surgem, não é verdade? Que tal buscar repertório em filmes e séries? Separei uma lista com cinco indicações pra você assistir e se julgar pertinente, trazer para a discussão com os estudantes. Vamos lá?

Black Mirror (série)

Esta série antológica de ficção científica explora um futuro próximo onde a natureza humana e a tecnologia de ponta entram em um perigoso conflito. A série, disponível no Netflix, conta com episódios independentes. Dessa forma, sugiro um em específico, chamado Nosedive, episódio 1 da temporada 3. Nele, são explorados a relação das pessoas com as curtidas e o valor que cada indivíduo passa a ter na sociedade perante seu status na rede.

O Dilema das redes (filme)

Especialistas em tecnologia e profissionais da área fazem um alerta: as redes sociais podem ter um impacto devastador sobre a democracia e a humanidade. O filme, disponível no Netflix, explora o acesso de dados dos usuários via algoritmo, por empresas como o Google. A série chama a atenção sobre um ponto em específico: tudo o que faz online está sendo rastreado e observado. Como lidar com isso?

Better than us (série)

Imagine robôs humanoides vivendo entre nós. Como seria esse mundo? O que poderia acontecer? A série, disponível no Netflix pode não ser ideal a se trabalhar na íntegra com os estudantes (ainda que a classificação indicativa seja de 14 anos, a série contém discussões fortes, envolvendo prostituição e terrorismo, por exemplo), é rica em reflexões sobre um futuro onde os robôs conviveriam conosco.

O círculo (filme)

Com classificação indicativa de 12 anos e disponível no Netflix, o filme O círculo é estrelado por Emma Watson (queridinha de muitos adolescentes). O foco do filme é a vigilância na internet, trazendo discussões também sobre privacidade e ética.

O quinto poder (filme) 

Ao fundar o polêmico site WikiLeaks, o personagem Julian Assange conta com o apoio do amigo Daniel Domscheit-Berg. O objetivo da página é fornecer uma plataforma para que denunciantes, anonimamente, exponham segredos do governo e crimes corporativos. Com o crescimento do site, a dupla logo passa a dar mais furos noticiosos do que a mídia convencional. O grau de influência de Assange aumenta, e a relação entre os dois amigos acaba bastante abalada. O principal alerta do filme trata da a vulnerabilidade das informações postadas na Internet.

Agora é só escolher as produções que mais te chamaram a atenção e assistir, sempre pensando em formas de expandir seu repertório e aproveitar as discussões propostas para incluir no seu planejamento.

Um super abraço digital,

Prof. Emilly Fidelix | @seligaprof

Sobre a autora do post

Emilly Fidelix

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Emilly Fidelix é criadora do @seligaprof, onde impacta milhares de professores de todo o Brasil, palestrante e formadora de professores. É doutoranda em História Cultural (UFSC), especialista em Tecnologias, Comunicação e Técnicas de Ensino (UTFPR), colunista no blog Redes Moderna e professora de pós-graduação no Instituto Singularidades. Atua nas áreas de metodologias ativas, storytelling aplicado à educação e BNCC.