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Saiba mais sobre um recurso chamado infográfico

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Olá, prof! Você já pensou em explorar um recurso chamado infográfico? Sabe o que é? Já criou um? Pois é sobre isso que vamos conversar.

Infográfico é uma representação visual que traz consigo dados, informações, conceitos ou mesmo fenômenos, por exemplo. A base de um infográfico é a necessidade de comunicar algo, por isso, utiliza-se de recursos visuais variados, com o objetivo de tornar aquela informação o mais clara possível. Como é um recurso visual, os infográficos tornam a informação mais atraente, chamando a atenção do leitor para os tópicos elencados e servindo como recurso para elucidar situações.

Nesse sentido, ao olharmos para a educação, podemos enxergar o potencial dos infográficos em várias esferas: pelas vias da comunicação, da criatividade, do trabalho colaborativo, da síntese e da possibilidade de se explorar outros caminhos para explicar um fenômeno. E já que entramos no nosso campo, que tal analisarmos como a BNCC aborda os infográficos? Veja:

“As práticas de linguagem contemporâneas não só envolvem novos gêneros e textos cada vez mais multissemióticos e multimidiáticos, como também novas formas de produzir, de configurar, de disponibilizar, de replicar e de interagir. As novas ferramentas de edição de textos, áudios, fotos, vídeos tornam acessíveis a qualquer um a produção e disponibilização de textos multissemióticos nas redes sociais e outros ambientes da Web. Não só é possível acessar conteúdos variados em diferentes mídias, como também produzir e publicar fotos, vídeos diversos, podcasts, infográficos, enciclopédias colaborativas, revistas e livros digitais et” (BNCC, p. 68)

Infográficos são uma ótima forma de trabalhar com divulgação científica, comunicação, apresentação de dados, representação de fenômenos, explicar conceitos, compartilhar ideias e síntese de notícias, por exemplo. Para o desenvolvimento de habilidades, a BNCC também aponta algumas possibilidades, veja alguns exemplos para o ensino fundamental e médio:

(EF69LP33) Articular o verbal com os esquemas, infográficos, imagens variadas etc. na (re)construção dos sentidos dos textos de divulgação científica e retextualizar do discursivo para o esquemático – infográfico, esquema, tabela, gráfico, ilustração etc. – e, ao contrário, transformar o conteúdo das tabelas, esquemas, infográficos, ilustrações etc. em texto discursivo, como forma de ampliar as possibilidades de compreensão desses textos e analisar as características das multissemioses e dos gêneros em questão (BNCC, p. 151).

(EF09LI12) Produzir textos (infográficos, fóruns de discussão on-line, fotorreportagens, campanhas publicitárias, memes, entre outros) sobre temas de interesse coletivo local ou global, que revelem posicionamento crítico (BNCC, p. 263)

(EM13LP45) Analisar, discutir, produzir e socializar, tendo em vista temas e acontecimentos de interesse local ou global, notícias, fotodenúncias, fotorreportagens, reportagens multimidiáticas, documentários, infográficos, podcasts noticiosos, artigos de opinião, críticas da mídia, vlogs de opinião, textos de apresentação e apreciação de produções culturais (resenhas, ensaios etc.) e outros gêneros próprios das formas de expressão das culturas juvenis (vlogs e podcasts culturais, gameplay etc.), em várias mídias, vivenciando de forma significativa o papel de repórter, analista, crítico, editorialista ou articulista, leitor, vlogueiro e booktuber, entre outros (BNCC, p. 522).

Mas, Emilly, onde encontro ferramentas que sirvam para a criação dos infográficos? É para isso que chegamos até aqui! Lembre-se que você pode criar infográficos como parte adicional aos seus conteúdos, mas também pode desafiá-los a criarem uma apresentação nesse formato. Vamos conhecer três ferramentas digitais simples que você pode explorar? Vamos lá:

  1. Canva – www.canva.com
  2. Infogram – www.infogram.com 
  3. Venngage – www.pt.venngage.com

Sugestão final: explore as ferramentas, entenda o que serve para o seu contexto, o seu componente e verifique a intencionalidade no uso de infográficos com os seus alunos: 1. Qual é o meu objetivo? 2. Que competências espero que desenvolvam? 3. Quanto tempo terão para realizar esse desafio? 4. Como serão avaliados? Deixe esses três itens claros para que todo o processo seja transparente e os estudantes entendam a importância dessa atividade, do uso dessas ferramentas e como serão avaliados.

Um grande abraço digital,

Professora Emilly | @seligaprof

Sobre a autora do post

Emilly Fidelix

Emilly Fidelix

Colunista

Emilly Fidelix é criadora do @seligaprof, onde impacta milhares de professores de todo o Brasil, palestrante e formadora de professores. É doutoranda em História Cultural (UFSC), especialista em Tecnologias, Comunicação e Técnicas de Ensino (UTFPR), colunista no blog Redes Moderna e professora de pós-graduação no Instituto Singularidades. Atua nas áreas de metodologias ativas, storytelling aplicado à educação e BNCC.

5 maneiras simples de aumentar a motivação dos estudantes

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Não importa o formato em que o professor esteja trabalhando, lidar com a falta de motivação dos estudantes sempre foi um desafio. O desafio, no entanto, tem aumentado desde que a pandemia assolou a nossa realidade transformando o nosso cotidiano e, consequentemente, a nossa prática pedagógica. Diariamente, professores vêm me trazer a seguinte demanda: como engajar os estudantes? Para isso, é preciso levarmos alguns tópicos iniciais em consideração:

                1. O tão falado protagonismo do estudante vem ganhando cada vez mais espaço e demanda. Aquele formato de apenas ser um ouvinte, em todas as aulas, vem sendo deixado de lado à medida que novas metodologias são aprendidas e implementadas. Especialmente em idades em que os estudantes se comunicam e criam na internet, para eles, fará cada vez menos sentido se deslocar a um espaço de aprendizagem para cumprir um papel passivo. Ser protagonista, como num filme, é ser aquele que tem sua história revelada, valorizada, é ter sua voz ouvida e suas experiências compartilhadas.

                2. Com quem estou lidando? Em meio a tantas atividades, deveres a serem cumpridos, planejamentos e avaliações a serem desenvolvidas, muitas vezes, um aspecto fundamental é esquecido: conhecer quem são os nossos alunos. O que gostam? Quais seus interesses? O que não gostam? No que se consideram bons? Quem são seus ídolos? E seus talentos? E suas músicas favoritas? E seus filmes e séries?

              3. Autonomia pode ser a chave para uma educação emancipatória, que forma não apenas pessoas para o mercado de trabalho, mas para a cidadania consciente. Autonomia para serem criativos, autonomia para resolver problemas, autonomia para criarem, inovarem, inventarem. E autonomia vem com… Opções de escolha. É preciso criarmos um ambiente escolar com mais poder de decisão aos estudantes.

Tendo isso em mente, vamos às cinco formas simples de aumentar a motivação e o engajamento dos estudantes.

1. Incluir elementos que fazem parte de suas realidades e interesses: uma forma de fazer isso, é adicionar à sua comunicação/apresentação, memes que tenham relação com o conteúdo que você está explorando. Existem memes de diversas áreas do conhecimento e páginas em redes sociais totalmente destinadas a esse tipo de conteúdo. Logo que veem um meme na apresentação do professor, os estudantes logo se perguntam: mas o que isso quer dizer? Que sacada está por trás disso? Ou o que isso quer dizer? O interesse e curiosidade são despertados e o professor pode aproveitar o recurso para fazer análise, interpretação, pesquisa e conferir se a informação é correta ou, ainda, entender ironia, sarcasmo, etc. Ah, e se você pensa que meme é bobagem, procure por MEMES no documento da BNCC.

2. Vai solicitar um trabalho? Dê opções de escolha. Se uma das possibilidades for o desenvolvimento da cultura digital, por exemplo, que tal desafiá-los a produzirem um vídeo-minuto, uma fotodenúncia ou meme, por exemplo? Assim, as equipes podem pensar em todas as alternativas, negociar entre si (com autonomia) e entender qual é o melhor caminho para fazerem um bom trabalho.

3Técnica 2 verdades e 1 mentira: essa é uma forma de engajar os estudantes que eu usei muito, especial no ensino médio. A técnica é muito básica e antes de iniciar um conteúdo, com o propósito de engajá-los com a temática e gerar conexões com o tema, eu preparava 2 verdades sobre aquele tema e 1 mentira. Assim que eu lançava as afirmações, todos precisavam, em dupla ou trios, fazer pesquisas para descobrir qual era a mentira e justificar o motivo.

4. Debates também são outra forma bastante interessante de propiciar protagonismo e interação entre os estudantes. Em história, particularmente, gosto de dividir a turma em dois grandes grupos, que devem defender uma causa, movimento, ideia, etc. Depois, invertemos os grupos, de modo que todos os grupos devem defender todos os lados ao final do processo, o que dá uma visão ampla e envolve a pesquisa e estudo de todos os lados envolvidos.

5. Momentos de interação: momentos para revisar rapidamente como está o andamento, se estão entendendo, se têm dificuldade em algum tópico. Gosto de avaliações rápidas que envolvam fazer um sinal de ok com as mãos ou com o polegar pra baixo indicando alguma dificuldade. Também pode ser feito com cartazes, fichas pequenas que ficam na carteira ou respondendo quizzes. É importante pensarmos na variação de estratégias para incluir os estudantes mais tímidos, que tendem a esconder dificuldades por vergonha ou algum receio.

Espero que essas ideias ajudem na sua prática, sempre partindo do interesse pelas pessoas com quem trabalhamos e a valorização de suas trajetórias, contexto de vida e histórias.

Um grande abraço digital,

Professora Emilly Fidelix | @seligaprof

Sobre a autora do post

Emilly Fidelix

Emilly Fidelix

Colunista

Emilly Fidelix é criadora do @seligaprof, onde impacta milhares de professores de todo o Brasil, palestrante e formadora de professores. É doutoranda em História Cultural (UFSC), especialista em Tecnologias, Comunicação e Técnicas de Ensino (UTFPR), colunista no blog Redes Moderna e professora de pós-graduação no Instituto Singularidades. Atua nas áreas de metodologias ativas, storytelling aplicado à educação e BNCC.

Como escolher a metodologia ideal para a minha aula?

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Com tantas possibilidades de abordagens, métodos, estratégias, além de ferramentas digitais e recursos que podem ser explorados, definir o método que será o fio condutor de uma aula pode se tornar algo complexo.

Na teoria, todos os métodos parecem perfeitos e sua efetividade, comprovada. Ao chegar em sala de aula, nem sempre tudo se cumpre conforme os protocolos prévios e parece que a implementação de um novo método “deu errado”. E é daí que partimos: ao trabalhar com um método que não faz parte do seu rol de domínios pedagógicos, é certo que nem tudo ocorrerá conforme o planejado: perguntas inusitadas surgirão, interrupções vão ocorrer em momentos inoportunos, a internet pode ficar fora do ar bem naquela hora chave, os estudantes podem não entender o motivo daquela movimentação toda e por aí vai.

Como evitar? Primeiro, é preciso reavaliarmos nossa relação com o erro. Se é errando que se aprende, é errando que você vai aprender a implementar novas metodologias. E é assim com todo mundo: foi assim comigo e será assim com você. Mas há estratégias simples para evitar isso:

1. Perceber o erro, o equívoco, aquilo que deu errado de forma científica. Científica? Sim, explico: anotando dados, entendendo o que não saiu conforme o programado e se sair do programado foi realmente ruim ou se foi uma ótima oportunidade para tirar uma dúvida que era o questionamento de muitos outros estudantes.

2.  Planejar tendo a consciência de que o planejamento é flexível: se no meio do caminho você perceber que a trilha planejada tomou outro rumo, alimente aquele rumo, tire as dúvidas, valorize as participações e realinhe as velas assim que possível. É pra isso que o planejamento serve: não para ser rígido e imutável, mas para entrarmos em ação sabendo exatamente onde queremos chegar e qual é o objetivo daquela experiência.

3. Comunicação clara: há quem diga que boa comunicação evita guerras. No caso da escola, uma comunicação clara alinha expectativas entre estudantes e professores. Quer dizer, antes de adotar novas metodologias, especialmente aquelas em que a autonomia do estudante será mais requerida, é importante que exista um diálogo franco com os estudantes e não esqueça: com as famílias. Isso porque, para alguns, ainda existe a crença de que metodologias envolve menos trabalho por parte do professor, por exemplo. Algo que precisa ser esclarecido desde o início. Quanto aos alunos, é importante que entendam as etapas que passarão, os objetivos e a importância da variação de métodos de aprendizagem, por exemplo.

Dito isso, vamos ao passo-a-passo para escolher a metodologia ideal?

  • Defina as habilidades e competências a serem desenvolvidas no processo
  • Atente-se ao contexto e realidade em que os estudantes vivem
  • Perceba fatores potencializadores ou limitantes, por exemplo: tamanho da sala de aula, estrutura da escola, equipamentos disponíveis
  • Alinhamento com o seu jeito de trabalhar e desenvolver atividades

A união: domínio dos conteúdos + métodos que correspondam aos objetivos de aprendizagem é um dos caminhos ideais ao se buscar variedade nos métodos de ensino, sempre entendendo a possibilidade de adaptação à sua realidade e visando propiciar a melhor experiência de aprendizagem possível, dentro das possibilidades.

Educador(a), desejo que esse texto tenha demonstrado para você o valor da intencionalidade em qualquer processo pedagógico. Recursos, métodos e ferramentas devem passar por um filtro, que leve em consideração o contexto dos estudantes, os objetivos pedagógicos e mesmo a estrutura da instituição.

Boa jornada! Um abraço digital,

Professora Emilly Fidelix @seligaprof

Sobre a autora do post

Emilly Fidelix

Emilly Fidelix

Colunista

Emilly Fidelix é criadora do @seligaprof, onde impacta milhares de professores de todo o Brasil, palestrante e formadora de professores. É doutoranda em História Cultural (UFSC), especialista em Tecnologias, Comunicação e Técnicas de Ensino (UTFPR), colunista no blog Redes Moderna e professora de pós-graduação no Instituto Singularidades. Atua nas áreas de metodologias ativas, storytelling aplicado à educação e BNCC.

5 temáticas para você trabalhar a competência geral 5: cultura digital

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Olá, educadores! Hoje o nosso papo envolverá uma temática que está em alta nos últimos anos: tecnologias digitais. Esse tema, que até alguns anos atrás era pouco discutido no cenário educacional brasileiro, salvo algumas exceções, cresceu timidamente e despontou com a Base Nacional Comum Curricular, quando nos deparamos com uma das competências gerais: Cultura digital.

Nesse sentido, a BNCC está trazendo para o debate, a importância de aderirmos a essas ferramentas como recursos pedagógicos, mas também como fonte de análise, de reflexão, de pensamento crítico, não apenas para consumir, mas para criar. Veja o que o documento nos diz:

“a cultura digital tem promovido mudanças sociais significativas nas sociedades contemporâneas. Em decorrência do avanço e da multiplicação das tecnologias de informação e comunicação e do crescente acesso a elas pela maior disponibilidade de computadores, telefones celulares, tablets e afins, os estudantes estão dinamicamente inseridos nessa cultura, não somente como consumidores. Os jovens têm se engajado cada vez mais como protagonistas da cultura digital, envolvendo-se diretamente em novas formas de interação multimidiática e multimodal e de atuação social em rede, que se realizam de modo cada vez mais ágil” (BNCC, p. 61).

Sobre essa competência, a BNCC nos diz que é preciso:

Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva (p. 9).

Por isso, uma formação que envolva a temática de forma crítica, significativa, reflexiva e ética se faz necessária: não basta o uso pelo uso, mas o uso ético, responsável e seguro. A partir disso, sugiro que você faça num caderno ou recurso digital, um exercício de brainstorming para construir ideias e possibilidades sobre como você pode trabalhar a competência geral 5 da BNCC com os seus estudantes. Para isso, dividi a competência em 5 temáticas-pilares, que você pode mudar de acordo com o seu componente curricular e/ou planejamento. Vamos lá?

Pense sempre em formas de adaptar ao seu contexto, partindo de temáticas que facilmente se encaixam nas discussões, como fake news nas ciências, por exemplo, envolvendo vacinas. Outra forma sobre como refletir sobre o impacto das redes sociais em língua portuguesa, por exemplo, seria trabalhar a partir de crônicas, as sensações que os estudantes já tiveram a partir da comparação, a dita vida perfeita, o medo do julgamento do outro ou mesmo discussões envolvendo ansiedade e depressão com os jovens.

Também é importante pensarmos no uso de recursos digitais para que os estudantes criem a partir da colaboração, do senso crítico e explorem diferentes plataformas que lhes permitam diversas formas de se expressar: a partir do desenho, do texto, da história em quadrinhos, dos memes, de podcasts.

Os caminhos são muitos. É interessante que cada educador estude a BNCC e, especialmente o que o documento propõe a cada componente curricular, para que então, analise as possibilidades e as inclua, pouco a pouco, à sua prática pedagógica.

Boa jornada, educadores! Um grande abraço digital!

Prof. Emilly Fidelix | @seligaprof

Sobre a autora do post

Emilly Fidelix

Emilly Fidelix

Colunista

Emilly Fidelix é criadora do @seligaprof, onde impacta milhares de professores de todo o Brasil, palestrante e formadora de professores. É doutoranda em História Cultural (UFSC), especialista em Tecnologias, Comunicação e Técnicas de Ensino (UTFPR), colunista no blog Redes Moderna e professora de pós-graduação no Instituto Singularidades. Atua nas áreas de metodologias ativas, storytelling aplicado à educação e BNCC.

3 ideias práticas de experiências de aprendizagem para explorar no ensino remoto

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Experiência de aprendizagem é certamente um dos termos que mais veremos num futuro próximo, especialmente com a retomada das discussões envoltas na aplicação ideal da BNCC através do desenvolvimento de competências e habilidades, bem como à aderência a novos métodos, que envolvam a experimentação, a criação e, consequentemente, o protagonismo dos estudantes nesse processo.

Nesse percurso, tem ganhado espaço a teoria de David Ausubel, ainda pouco estudada e explorada nos cursos de licenciatura e pedagogia: a aprendizagem significativa. Como construir, nesse sentido, experiências de aprendizagem que não se baseiam apenas na transferência de informações? Como fica o papel do educador num cenário de constantes mudanças na educação? Como desenvolver habilidades e competências? E mais desafiador ainda, como fazer tudo isso num modelo remoto?

Primeiro, precisamos estar alinhados em um ponto fundamental: experiências de aprendizagem. Perceba que o foco não está na experiência de ensino. O nosso olhar se volta para como os estudantes aprenderão, como construirão esse aprendizado. E quando falamos de experiências, estamos falando de experimentação, de criação, de teste, de verificação, de reflexão, de momentos de aprendizagem que envolvam práticas multissensoriais, que atendam aos diversos estilos de aprendizagem, que sejam desafiadoras, mas também, motivadoras, instigantes.

A sequência didática da construção e planejamento das diversas etapas é papo para outro artigo, aqui, vamos focar na construção de desafios e atividades que podem ser feitas em diversos formatos de aula, aproveitando sempre recursos simples e baseados na BNCC.

Complicado? Na teoria, pode parecer. Mas se olharmos a riqueza de possibilidades que temos, pensando juntos, simplificamos. Vamos lá?

  • Produção de videominuto: uma ótima oportunidade para desenvolver a comunicação, a criatividade, a capacidade de síntese, a elaboração de roteiros, a produção colaborativa e a experiência autoral. Videominuto é uma das práticas que aparecem na BNCC, especialmente na área de linguagens, mas pode ser explorada em todas as áreas, propiciando produções que envolvam temáticas diversas.

Exercício: Que temática trabalharei em breve, que me possibilita utilizar esse recurso como um desafio instigante aos meus estudantes?

  •  Produção de podcast: nós já vimos por aqui uma ferramenta muito simples e online para criar podcasts com o celular ou computador, o site: https://vocaroo.com. Que tal passar esse desafio aos estudantes, para que contem histórias, realizem entrevistas breves com familiares, produzam um curto programa de rádio fictícia, criem um roteiro focado em informações científicas, identificação de fake news ou trazendo fatos curiosos ou biográficos sobre um ícone?

Exercício: Como posso aproveitar a produção de podcasts com meus estudantes, levando em consideração as temáticas a serem trabalhadas e a idade deles?

  • Exercícios que envolvam produtos que os estudantes têm em casa: a experiência de explorar um conteúdo através de produtos, embalagens, objetos que se tem em casa torna-se muito mais significativa que ver uma ilustração estática. Que tal explorar elementos químicos de um produto de limpeza? Ou a tabela nutricional de na embalagem de um alimento? E se explorarmos a história de uma civilização antiga iniciando um debate sobre a história da nossa própria família? E se trabalharmos as formas geométricas a partir de objetos que temos em casa?

Exercício: realize uma lista dos seus próximos conteúdos e temáticas e pense em formas de explorá-lo a partir de objetos que os estudantes tenham em casa. Os objetos não precisam estar inteiramente interligados ao conteúdo, mas podem se tornar um ponto de levantamento de ideias, discussões e reflexões para entrar no tema, por exemplo.

Ponto de atenção: ao final de cada processo de criação ou discussão, explorar com os estudantes o que aprenderam no processo, como conectaram os pontos, no que erraram e o que aprenderam com tal experiência.

Ideias são compartilhadas para que você, educador, adapte à sua realidade, aos seus objetivos pedagógicos e podem ser transformadas em outras ideias, que caibam ao seu público e formato de aulas adotado. Desejo que essas ideias se multipliquem em outras ideias simples, mas efetivas na construção do conhecimento nesse momento desafiador.

Seguimos juntos!

Professora Emilly Fidelix

Sobre a autora do post

Emilly Fidelix

Emilly Fidelix

Colunista

Emilly Fidelix é criadora do @seligaprof, onde impacta milhares de professores de todo o Brasil, palestrante e formadora de professores. É doutoranda em História Cultural (UFSC), especialista em Tecnologias, Comunicação e Técnicas de Ensino (UTFPR), colunista no blog Redes Moderna e professora de pós-graduação no Instituto Singularidades. Atua nas áreas de metodologias ativas, storytelling aplicado à educação e BNCC.

3 aplicativos para desenvolver a criatividade dos seus estudantes

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Não dá para negar que criatividade é uma das palavras mais utilizadas quando falamos das bases de uma educação conectada com as mudanças que estamos vivendo, não é? Seja para o mercado de trabalho, seja para viver em sociedade, ser criativo pode ser criar obras de arte, despertar o gênio criativo que há em cada um de nós, mas também pode envolver a resolução de problemas cotidianos ou de problemas vividos por toda uma comunidade, por exemplo.

Estimular o potencial criativo de cada um na escola envolve, entre outras coisas, uma palavra-chave muito citada na BNCC: autonomia. Com autonomia, desenvolvemos, pouco a pouco, a confiança, a autoestima e o autoconhecimento. Atrelado a isso, desenvolvemos um outro olhar sobre o erro: se é errando que se aprende, por que mascaramos o erro? Por que apenas valorizamos os acertos? Ser criativo é ser autônomo o bastante para descobrir quando algo vai errado, para identificar o erro, a falha e entre tantos caminhos, optar por uma possível solução.

Não é assim com ciência? Que tal formarmos pequenos cientistas? Reitero: que tal formarmos pessoas que, ainda que não se tornem cientistas, pensem como cientistas? Que sejam: críticos, criativos, resolutivos, curiosos, proativos, colaborativos?

Hoje trago três aplicativos e um site que podem ser porta de entrada para outras inspirações e ideias, que podem te fazer perceber o quanto pode ser simples desenvolver, pouco a pouco, a criatividade:

  1. Inventeca: esse é especialmente para os pequenos e para contadores de histórias. O app apresenta histórias ilustradas para envolver leitores de todas as idades. Basta escolher uma história e contar sua própria versão individualmente ou em grupo: ela ficará gravada no app, podendo ser compartilhada com amigos e parentes e até virar livros impressos para colecionar e presentear. 
  2. Infinite painter: em uma tela em branco, você tem diversos pincéis e ferramentas artísticas que formam uma interação realista. Ótimo para criações inspiradas nas cores utilizadas por um artista, criação de croquis, esboços e outros desenhos. 
  3. Infogram: É um site que permite a escolha entre a criação de infográficos, pôsteres, relatórios e outras possibilidades de forma personalizada. Ótimo para trabalhos e atividades em que os estudantes são desafiados a explicar um conceito, fenômeno, criar camapanhas de conscientização ou campanhas de marketing de produtos fictícios, por exemplo. O infogram pode ser acessado via: https://infogram.com/pt/.

Além dessas possibilidades, há muitas outras, basta entendermos quais objetivos tal ferramenta deve atender, como ajudará no desenvolvimento de habilidades e como poderá contribuir para experiências de aprendizagem mais engajadoras e desafiadoras. Lembre-se: para além de consumir conteúdos prontos na internet, é fundamental formarmos pessoas que produzem, remixam, criam conteúdos variados como autonomia, criatividade e colaboração.

Seguimos compartilhando e aprendendo, juntos. 😀

Prof. Emilly Fidelix

Sobre a autora do post

Emilly Fidelix

Emilly Fidelix

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Emilly Fidelix é criadora do @seligaprof, onde impacta milhares de professores de todo o Brasil, palestrante e formadora de professores. É doutoranda em História Cultural (UFSC), especialista em Tecnologias, Comunicação e Técnicas de Ensino (UTFPR), colunista no blog Redes Moderna e professora de pós-graduação no Instituto Singularidades. Atua nas áreas de metodologias ativas, storytelling aplicado à educação e BNCC.