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Para gestores: como apoiar os professores em momentos de crise?

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Os anos de 2020 e 2021 certamente foram e serão por muito tempo os anos mais desafiadores de nossas carreiras. Estivemos envolvidos em mudanças que transformaram as nossas relações sociais, nossa vida pessoal e profissional. Lembro do turbilhão que foi o ano de 2020 quando as escolas começaram a fechar: eram professores de todo o país me procurando para pedir socorro, montar um plano estratégico, planejar com eficiência e adaptação.

Mais de um ano depois, o que encontramos é um cenário em que os estudantes estão cansados e professores tentando processar toda essa informação. Surgiram até novos conceitos como “fadiga de zoom”, que é o cansaço provocado pelo tempo de tela, em reuniões ou aulas online, por exemplo, em que ficamos o tempo todo nos visualizando e sendo vistos. Dentro deste panorama, sabemos de toda a movimentação que a escola como um todo precisou realizar, em maior ou menor grau. Muitos professores tiveram de revolucionar suas práticas, planejando aulas em um formato que nunca pensaram executar e que claro, não foram formados para isso.

Esse caráter de emergência abateu todos nós: pais, famílias, estudantes, professores, coordenadores, orientadores e toda a comunidade escolar. É nesse sentido, que algumas escolas e eventos em todo o mundo têm pensado em ações que apoiem não somente os estudantes, mas também os docentes, que têm se empenhado em realizar o melhor, com as ferramentas que têm acesso. Por isso, trago algumas ideias bastante simples, mas efetivas no apoio e construção de uma cultura institucional que valoriza a saúde mental de seus colaboradores, que apoia, acolhe e reserva momentos para deixar essa comunicação clara a todos: a de que um de seus pilares é o da troca, do suporte e apoio.

  1. A escola Arcadia High School de Los Angeles criou questionários para conhecer as demandas dos professores: que dificuldades estavam enfrentando e disponibilizaram programas para eles, baseado nos seus interesses. Assim, chamaram professor de ioga uma vez por semana na escola, bem como psicólogos, especialistas em atenção plena, psicologia positiva, etc. Tudo baseado nos interesses dos professores e não numa decisão unilateral da escola.

2. Na escola Fall-Hamilton Elementary, em Nashville, criaram uma estratégia chamada “tap-in tap-out” que é um código que o professor (quando sente que as coisas estão fugindo de seu controle) envia para outro colega ou coordenador, que vai até a sua sala substituí-lo por 5 minutos para respirar e voltar aos trilhos. A ideia é: conte com seu colega.

3. Muitas escolas em todo o mundo estão fazendo: checkins matinais. Aquele encontro de toda a equipe, para tomar um café, receber uma mensagem carinhosa, compartilhar um sentimento, estreitar os laços. É o momento de promover união e apoio a todos, trocar ideias, receber e dar sugestões e mostrar-se atento (a) à equipe.

A construção de atitudes simples como essas, que podem ser adaptadas para cada realidade, é fundamental para construção de um ambiente escolar acolhedor, que preza pela qualidade e excelência do que produz, valorizando pessoas. E esses momentos de troca e apoio se valem entre professor-aluno, professor-professor, professor-gestores e suas trocas mútuas, pois também os gestores precisam de apoio e compreensão. É por isso que uma cultura escolar saudável, tem em sua pauta o diálogo mútuo entre todos os envolvidos.

Um grande abraço digital,

Profa. Emilly Fidelix | @seligaprof

Sobre a autora do post

Emilly Fidelix

Emilly Fidelix

Colunista

Emilly Fidelix é criadora do @seligaprof, onde impacta milhares de professores de todo o Brasil, palestrante e formadora de professores. É doutoranda em História Cultural (UFSC), especialista em Tecnologias, Comunicação e Técnicas de Ensino (UTFPR), colunista no blog Redes Moderna e professora de pós-graduação no Instituto Singularidades. Atua nas áreas de metodologias ativas, storytelling aplicado à educação e BNCC.

5 formas práticas de usar o Google Arts & Culture para turbinar suas aulas

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Olá, educadores! Não tem jeito, quando a pauta é sites que professores precisam conhecer, o primeiro que me vem em mente é sempre ele: o Google Arts & Culture. E tenho boas razões pra isso.

O site, como o próprio nome já indica, é mantido pelo Google e tem parceria com diversos museus de todo o mundo. Ainda, utiliza tecnologia do Street View, que propicia a experiência de visitas virtuais a galerias de arte de qualquer lugar do mundo. Se não bastasse isso, ele está disponível pra web, via site e também para acesso via aplicativo, que contém outras experiências incríveis, exclusivas para quem está acessando via app. Por lá, você pode pintar telas famosas de forma digital, utilizando as mesmas cores dos artistas, mas dando o seu toque, decidindo onde cada cor vai. Também pode participar de experimentos que envolvem Inteligência Artificial e mesmo visitar museus de qualquer lugar do mundo, promovendo experiências únicas e democratizando o acesso à cultura.

Agora… Vamos parar de papo e partir pro mão na massa? Primeiro, você deverá acessar o site: https://artsandculture.google.com/ ou baixar o aplicativo buscando pelo nome: Google Arts & Culture.

  1. A primeira possibilidade prática que quero te mostrar é a pintura digital de cenas clássicas da arte, que já comentei anteriormente. Você pode explorar isso a partir de um estudo que envolva, por exemplo, a cultura no Egito Antigo, esculturas ou uma das obras de arte específicas que estão disponíveis lá, partindo de seu contexto. Para acessar a pintura, clique neste link: https://artsandculture.google.com/experiment/art-coloring-book/1QGsh6vSfAQBgQ?cp (repare que no cantinho superior esquerdo há a possibilidade de baixar em PDF).

Veja a minha pintura como ficou:

2. E se você pudesse proporcionar aos seus alunos a experiência de criarem sua própria ópera, como se os cantores fossem uma espécie de marionete? A partir disso, poderíamos explorar os diversos elementos que compõem a música, o som, as óperas e outros assuntos relacionados. Que tal? Para conhecer mais essa experiência sonora, clique neste link e imagine seus alunos explorando os diversos sons produzidos (atenção: repare no canto inferior esquerdo é possível gravar a apresentação produzida, uma forma muito bacana de explorar como atividade e expor para a turma): https://artsandculture.google.com/experiment/blob-opera/AAHWrq360NcGbw?hl=en

Veja a minha ópera se apresentando em Paris:

3 – Que tal uma imersão na vida dos grandes gênios da humanidade? Partindo de documentos pessoais como fotografias, rabiscos, cartas… Isso é possível através do site. Basta escolher o seu personagem histórico (exemplo: Michelangelo, Leonardo Da Vinci, Frida Kahlo e tantos outros de diversas áreas do conhecimento). Aqui, a experiência teria foco na aproximação dos conteúdos com algo concreto e, claro, no acesso a documentos históricos de pessoas que foram ícones em nossa área do conhecimento, que criaram, inventaram, resolveram problemas. Para fazer isso via web, basta clicar na lupa que aparece no painel e buscar pelo nome. Veja o que há disponível de Marie Curie neste link: https://artsandculture.google.com/entity/marie-curie/m053_d?categoryId=historical-figure&hl=en

Veja alguns dos documentos de Marie Curie disponíveis no site:

DICA BÔNUS: no aplicativo há a possibilidade de você enviar uma foto sua e conhecer obras de arte com pessoas parecida com você. Que tal uma atividade envolvendo essa dinâmica divertida com os alunos? Veja na prática:

Eu poderia dar muitas outras dicas desse site, mas fecho nosso “encontro” com o convite para que você explore tudo o que há por lá, sempre pensando em experiências instigantes e significativas.

Um grande abraço digital,

Prof. Emilly Fidelix@seligaprof

Sobre a autora do post

Emilly Fidelix

Emilly Fidelix

Colunista

Emilly Fidelix é criadora do @seligaprof, onde impacta milhares de professores de todo o Brasil, palestrante e formadora de professores. É doutoranda em História Cultural (UFSC), especialista em Tecnologias, Comunicação e Técnicas de Ensino (UTFPR), colunista no blog Redes Moderna e professora de pós-graduação no Instituto Singularidades. Atua nas áreas de metodologias ativas, storytelling aplicado à educação e BNCC.

Como contar histórias com meu conteúdo? Conheça 3 técnicas simples e efetivas

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Era uma vez, uma história… E com esse início, diversas experiências, aventuras, lições e perigos foram vividos pelos personagens da narrativa. Histórias estão presentes em músicas, filmes, séries, novelas, nos livros de literatura a ficção científica, em poemas, em diários íntimos, em álbuns de fotografias, em peças publicitárias, nas redes sociais, naquela cicatriz de infância.

Histórias magnetizam, conectam, encantam. Vivemos no meio social e as experiências, as vivências e as dores do outro nos importam: porque nós também somos o outro. É por isso e não só por isso, que páginas com fofocas de celebridades alcançam tantos cliques: ali estão expostas as brigas de família, as disputas, as declarações de amor, as reações, as emoções de outras pessoas.

Mas se histórias são magnéticas, conectam, encantam, despertam a curiosidade, tornam a mensagem mais clara, mais potente, mais memorável, podemos torná-las estratégia e ferramenta pedagógica, certo? Certo! Mas como? É o que vamos ver a seguir:

Primeiro, você precisa ter em mente que pode criar ou contar situações reais ou fictícias que relacionem o conteúdo à história. A história, nesse caso, serve para dar concretude à temática. Um exemplo disso, poderia ser um problema ou dificuldade enfrentado por uma pessoa, por ela não saber como resolver aquilo da maneira mais lógica: usando o conteúdo que eles aprenderão na sequência. Você pode pensar em situações que envolvam rotinas caseiras, como a produção de um bolo, trocar uma lâmpada, medir um objeto ou situações profissionais, como aquelas vividas por um médico no seu dia-a-dia, por um profissional que trabalha com obras e construção de casas, por um pintor que não tem exatamente a cor de que precisa para sua obra, etc.

Você também pode aproveitar personagens icônicos da sua área do conhecimento para incrementar a sua explicação de um novo tema, exemplo: Cleópatra, Pitágoras, Anne Frank, Platão, Marie Curie, Van Gogh, etc. Histórias que envolvam personagens reais, que são ícones numa área do conhecimento, causam encantamento e aproximação com o conteúdo. Aproveite!

Agora vamos de exercício prático?

Veja:

Exercício 1: anote o seu componente curricular em um papel e puxe flechas que direcionem para temáticas que possam se transformar em histórias ou situações. Comece por temas simples, que você já tem maior facilidade em trabalhar de forma criativa.

Exercício 2: Pense em situações que envolvam essa temática. Elas podem envolver problemas fictícios vividos por alguma pessoa, por um bairro, um país, um profissional de qualquer área.

Exercício 3: É possível criar narrativas envolvendo o conteúdo e trazendo como personagens alguns dos estudantes? Se sim, aproveite! Essa é uma ótima oportunidade de gerar engajamento e contemplar suas participações, trazendo seus nomes e contribuições para dentro do conteúdo estudado.

E para finalizarmos, se liga na dica! A revista (maravilhosa, por sinal) Educatrix tem uma edição totalmente focada no storytelling que, inclusive, conta com um texto meu, trazendo diversas estratégias que complementam essas ideias iniciais que vimos por aqui. Separe um tempinho e faça um favor a si mesmo(a), leia todos os artigos, que estão incríveis! Vale a pena conferir, através do link: https://en.calameo.com/read/00289932783277213475a

Um grande abraço digital!

Professora Emilly Fidelix | @seligaprof

Sobre a autora do post

Emilly Fidelix

Emilly Fidelix

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Emilly Fidelix é criadora do @seligaprof, onde impacta milhares de professores de todo o Brasil, palestrante e formadora de professores. É doutoranda em História Cultural (UFSC), especialista em Tecnologias, Comunicação e Técnicas de Ensino (UTFPR), colunista no blog Redes Moderna e professora de pós-graduação no Instituto Singularidades. Atua nas áreas de metodologias ativas, storytelling aplicado à educação e BNCC.

Saiba mais sobre um recurso chamado infográfico

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Olá, prof! Você já pensou em explorar um recurso chamado infográfico? Sabe o que é? Já criou um? Pois é sobre isso que vamos conversar.

Infográfico é uma representação visual que traz consigo dados, informações, conceitos ou mesmo fenômenos, por exemplo. A base de um infográfico é a necessidade de comunicar algo, por isso, utiliza-se de recursos visuais variados, com o objetivo de tornar aquela informação o mais clara possível. Como é um recurso visual, os infográficos tornam a informação mais atraente, chamando a atenção do leitor para os tópicos elencados e servindo como recurso para elucidar situações.

Nesse sentido, ao olharmos para a educação, podemos enxergar o potencial dos infográficos em várias esferas: pelas vias da comunicação, da criatividade, do trabalho colaborativo, da síntese e da possibilidade de se explorar outros caminhos para explicar um fenômeno. E já que entramos no nosso campo, que tal analisarmos como a BNCC aborda os infográficos? Veja:

“As práticas de linguagem contemporâneas não só envolvem novos gêneros e textos cada vez mais multissemióticos e multimidiáticos, como também novas formas de produzir, de configurar, de disponibilizar, de replicar e de interagir. As novas ferramentas de edição de textos, áudios, fotos, vídeos tornam acessíveis a qualquer um a produção e disponibilização de textos multissemióticos nas redes sociais e outros ambientes da Web. Não só é possível acessar conteúdos variados em diferentes mídias, como também produzir e publicar fotos, vídeos diversos, podcasts, infográficos, enciclopédias colaborativas, revistas e livros digitais et” (BNCC, p. 68)

Infográficos são uma ótima forma de trabalhar com divulgação científica, comunicação, apresentação de dados, representação de fenômenos, explicar conceitos, compartilhar ideias e síntese de notícias, por exemplo. Para o desenvolvimento de habilidades, a BNCC também aponta algumas possibilidades, veja alguns exemplos para o ensino fundamental e médio:

(EF69LP33) Articular o verbal com os esquemas, infográficos, imagens variadas etc. na (re)construção dos sentidos dos textos de divulgação científica e retextualizar do discursivo para o esquemático – infográfico, esquema, tabela, gráfico, ilustração etc. – e, ao contrário, transformar o conteúdo das tabelas, esquemas, infográficos, ilustrações etc. em texto discursivo, como forma de ampliar as possibilidades de compreensão desses textos e analisar as características das multissemioses e dos gêneros em questão (BNCC, p. 151).

(EF09LI12) Produzir textos (infográficos, fóruns de discussão on-line, fotorreportagens, campanhas publicitárias, memes, entre outros) sobre temas de interesse coletivo local ou global, que revelem posicionamento crítico (BNCC, p. 263)

(EM13LP45) Analisar, discutir, produzir e socializar, tendo em vista temas e acontecimentos de interesse local ou global, notícias, fotodenúncias, fotorreportagens, reportagens multimidiáticas, documentários, infográficos, podcasts noticiosos, artigos de opinião, críticas da mídia, vlogs de opinião, textos de apresentação e apreciação de produções culturais (resenhas, ensaios etc.) e outros gêneros próprios das formas de expressão das culturas juvenis (vlogs e podcasts culturais, gameplay etc.), em várias mídias, vivenciando de forma significativa o papel de repórter, analista, crítico, editorialista ou articulista, leitor, vlogueiro e booktuber, entre outros (BNCC, p. 522).

Mas, Emilly, onde encontro ferramentas que sirvam para a criação dos infográficos? É para isso que chegamos até aqui! Lembre-se que você pode criar infográficos como parte adicional aos seus conteúdos, mas também pode desafiá-los a criarem uma apresentação nesse formato. Vamos conhecer três ferramentas digitais simples que você pode explorar? Vamos lá:

  1. Canva – www.canva.com
  2. Infogram – www.infogram.com 
  3. Venngage – www.pt.venngage.com

Sugestão final: explore as ferramentas, entenda o que serve para o seu contexto, o seu componente e verifique a intencionalidade no uso de infográficos com os seus alunos: 1. Qual é o meu objetivo? 2. Que competências espero que desenvolvam? 3. Quanto tempo terão para realizar esse desafio? 4. Como serão avaliados? Deixe esses três itens claros para que todo o processo seja transparente e os estudantes entendam a importância dessa atividade, do uso dessas ferramentas e como serão avaliados.

Um grande abraço digital,

Professora Emilly | @seligaprof

Sobre a autora do post

Emilly Fidelix

Emilly Fidelix

Colunista

Emilly Fidelix é criadora do @seligaprof, onde impacta milhares de professores de todo o Brasil, palestrante e formadora de professores. É doutoranda em História Cultural (UFSC), especialista em Tecnologias, Comunicação e Técnicas de Ensino (UTFPR), colunista no blog Redes Moderna e professora de pós-graduação no Instituto Singularidades. Atua nas áreas de metodologias ativas, storytelling aplicado à educação e BNCC.

5 maneiras simples de aumentar a motivação dos estudantes

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Não importa o formato em que o professor esteja trabalhando, lidar com a falta de motivação dos estudantes sempre foi um desafio. O desafio, no entanto, tem aumentado desde que a pandemia assolou a nossa realidade transformando o nosso cotidiano e, consequentemente, a nossa prática pedagógica. Diariamente, professores vêm me trazer a seguinte demanda: como engajar os estudantes? Para isso, é preciso levarmos alguns tópicos iniciais em consideração:

                1. O tão falado protagonismo do estudante vem ganhando cada vez mais espaço e demanda. Aquele formato de apenas ser um ouvinte, em todas as aulas, vem sendo deixado de lado à medida que novas metodologias são aprendidas e implementadas. Especialmente em idades em que os estudantes se comunicam e criam na internet, para eles, fará cada vez menos sentido se deslocar a um espaço de aprendizagem para cumprir um papel passivo. Ser protagonista, como num filme, é ser aquele que tem sua história revelada, valorizada, é ter sua voz ouvida e suas experiências compartilhadas.

                2. Com quem estou lidando? Em meio a tantas atividades, deveres a serem cumpridos, planejamentos e avaliações a serem desenvolvidas, muitas vezes, um aspecto fundamental é esquecido: conhecer quem são os nossos alunos. O que gostam? Quais seus interesses? O que não gostam? No que se consideram bons? Quem são seus ídolos? E seus talentos? E suas músicas favoritas? E seus filmes e séries?

              3. Autonomia pode ser a chave para uma educação emancipatória, que forma não apenas pessoas para o mercado de trabalho, mas para a cidadania consciente. Autonomia para serem criativos, autonomia para resolver problemas, autonomia para criarem, inovarem, inventarem. E autonomia vem com… Opções de escolha. É preciso criarmos um ambiente escolar com mais poder de decisão aos estudantes.

Tendo isso em mente, vamos às cinco formas simples de aumentar a motivação e o engajamento dos estudantes.

1. Incluir elementos que fazem parte de suas realidades e interesses: uma forma de fazer isso, é adicionar à sua comunicação/apresentação, memes que tenham relação com o conteúdo que você está explorando. Existem memes de diversas áreas do conhecimento e páginas em redes sociais totalmente destinadas a esse tipo de conteúdo. Logo que veem um meme na apresentação do professor, os estudantes logo se perguntam: mas o que isso quer dizer? Que sacada está por trás disso? Ou o que isso quer dizer? O interesse e curiosidade são despertados e o professor pode aproveitar o recurso para fazer análise, interpretação, pesquisa e conferir se a informação é correta ou, ainda, entender ironia, sarcasmo, etc. Ah, e se você pensa que meme é bobagem, procure por MEMES no documento da BNCC.

2. Vai solicitar um trabalho? Dê opções de escolha. Se uma das possibilidades for o desenvolvimento da cultura digital, por exemplo, que tal desafiá-los a produzirem um vídeo-minuto, uma fotodenúncia ou meme, por exemplo? Assim, as equipes podem pensar em todas as alternativas, negociar entre si (com autonomia) e entender qual é o melhor caminho para fazerem um bom trabalho.

3Técnica 2 verdades e 1 mentira: essa é uma forma de engajar os estudantes que eu usei muito, especial no ensino médio. A técnica é muito básica e antes de iniciar um conteúdo, com o propósito de engajá-los com a temática e gerar conexões com o tema, eu preparava 2 verdades sobre aquele tema e 1 mentira. Assim que eu lançava as afirmações, todos precisavam, em dupla ou trios, fazer pesquisas para descobrir qual era a mentira e justificar o motivo.

4. Debates também são outra forma bastante interessante de propiciar protagonismo e interação entre os estudantes. Em história, particularmente, gosto de dividir a turma em dois grandes grupos, que devem defender uma causa, movimento, ideia, etc. Depois, invertemos os grupos, de modo que todos os grupos devem defender todos os lados ao final do processo, o que dá uma visão ampla e envolve a pesquisa e estudo de todos os lados envolvidos.

5. Momentos de interação: momentos para revisar rapidamente como está o andamento, se estão entendendo, se têm dificuldade em algum tópico. Gosto de avaliações rápidas que envolvam fazer um sinal de ok com as mãos ou com o polegar pra baixo indicando alguma dificuldade. Também pode ser feito com cartazes, fichas pequenas que ficam na carteira ou respondendo quizzes. É importante pensarmos na variação de estratégias para incluir os estudantes mais tímidos, que tendem a esconder dificuldades por vergonha ou algum receio.

Espero que essas ideias ajudem na sua prática, sempre partindo do interesse pelas pessoas com quem trabalhamos e a valorização de suas trajetórias, contexto de vida e histórias.

Um grande abraço digital,

Professora Emilly Fidelix | @seligaprof

Sobre a autora do post

Emilly Fidelix

Emilly Fidelix

Colunista

Emilly Fidelix é criadora do @seligaprof, onde impacta milhares de professores de todo o Brasil, palestrante e formadora de professores. É doutoranda em História Cultural (UFSC), especialista em Tecnologias, Comunicação e Técnicas de Ensino (UTFPR), colunista no blog Redes Moderna e professora de pós-graduação no Instituto Singularidades. Atua nas áreas de metodologias ativas, storytelling aplicado à educação e BNCC.

Como escolher a metodologia ideal para a minha aula?

By | ATIVAR | No Comments

Com tantas possibilidades de abordagens, métodos, estratégias, além de ferramentas digitais e recursos que podem ser explorados, definir o método que será o fio condutor de uma aula pode se tornar algo complexo.

Na teoria, todos os métodos parecem perfeitos e sua efetividade, comprovada. Ao chegar em sala de aula, nem sempre tudo se cumpre conforme os protocolos prévios e parece que a implementação de um novo método “deu errado”. E é daí que partimos: ao trabalhar com um método que não faz parte do seu rol de domínios pedagógicos, é certo que nem tudo ocorrerá conforme o planejado: perguntas inusitadas surgirão, interrupções vão ocorrer em momentos inoportunos, a internet pode ficar fora do ar bem naquela hora chave, os estudantes podem não entender o motivo daquela movimentação toda e por aí vai.

Como evitar? Primeiro, é preciso reavaliarmos nossa relação com o erro. Se é errando que se aprende, é errando que você vai aprender a implementar novas metodologias. E é assim com todo mundo: foi assim comigo e será assim com você. Mas há estratégias simples para evitar isso:

1. Perceber o erro, o equívoco, aquilo que deu errado de forma científica. Científica? Sim, explico: anotando dados, entendendo o que não saiu conforme o programado e se sair do programado foi realmente ruim ou se foi uma ótima oportunidade para tirar uma dúvida que era o questionamento de muitos outros estudantes.

2.  Planejar tendo a consciência de que o planejamento é flexível: se no meio do caminho você perceber que a trilha planejada tomou outro rumo, alimente aquele rumo, tire as dúvidas, valorize as participações e realinhe as velas assim que possível. É pra isso que o planejamento serve: não para ser rígido e imutável, mas para entrarmos em ação sabendo exatamente onde queremos chegar e qual é o objetivo daquela experiência.

3. Comunicação clara: há quem diga que boa comunicação evita guerras. No caso da escola, uma comunicação clara alinha expectativas entre estudantes e professores. Quer dizer, antes de adotar novas metodologias, especialmente aquelas em que a autonomia do estudante será mais requerida, é importante que exista um diálogo franco com os estudantes e não esqueça: com as famílias. Isso porque, para alguns, ainda existe a crença de que metodologias envolve menos trabalho por parte do professor, por exemplo. Algo que precisa ser esclarecido desde o início. Quanto aos alunos, é importante que entendam as etapas que passarão, os objetivos e a importância da variação de métodos de aprendizagem, por exemplo.

Dito isso, vamos ao passo-a-passo para escolher a metodologia ideal?

  • Defina as habilidades e competências a serem desenvolvidas no processo
  • Atente-se ao contexto e realidade em que os estudantes vivem
  • Perceba fatores potencializadores ou limitantes, por exemplo: tamanho da sala de aula, estrutura da escola, equipamentos disponíveis
  • Alinhamento com o seu jeito de trabalhar e desenvolver atividades

A união: domínio dos conteúdos + métodos que correspondam aos objetivos de aprendizagem é um dos caminhos ideais ao se buscar variedade nos métodos de ensino, sempre entendendo a possibilidade de adaptação à sua realidade e visando propiciar a melhor experiência de aprendizagem possível, dentro das possibilidades.

Educador(a), desejo que esse texto tenha demonstrado para você o valor da intencionalidade em qualquer processo pedagógico. Recursos, métodos e ferramentas devem passar por um filtro, que leve em consideração o contexto dos estudantes, os objetivos pedagógicos e mesmo a estrutura da instituição.

Boa jornada! Um abraço digital,

Professora Emilly Fidelix @seligaprof

Sobre a autora do post

Emilly Fidelix

Emilly Fidelix

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Emilly Fidelix é criadora do @seligaprof, onde impacta milhares de professores de todo o Brasil, palestrante e formadora de professores. É doutoranda em História Cultural (UFSC), especialista em Tecnologias, Comunicação e Técnicas de Ensino (UTFPR), colunista no blog Redes Moderna e professora de pós-graduação no Instituto Singularidades. Atua nas áreas de metodologias ativas, storytelling aplicado à educação e BNCC.