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Como escolher a metodologia ideal para a minha aula?

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Com tantas possibilidades de abordagens, métodos, estratégias, além de ferramentas digitais e recursos que podem ser explorados, definir o método que será o fio condutor de uma aula pode se tornar algo complexo.

Na teoria, todos os métodos parecem perfeitos e sua efetividade, comprovada. Ao chegar em sala de aula, nem sempre tudo se cumpre conforme os protocolos prévios e parece que a implementação de um novo método “deu errado”. E é daí que partimos: ao trabalhar com um método que não faz parte do seu rol de domínios pedagógicos, é certo que nem tudo ocorrerá conforme o planejado: perguntas inusitadas surgirão, interrupções vão ocorrer em momentos inoportunos, a internet pode ficar fora do ar bem naquela hora chave, os estudantes podem não entender o motivo daquela movimentação toda e por aí vai.

Como evitar? Primeiro, é preciso reavaliarmos nossa relação com o erro. Se é errando que se aprende, é errando que você vai aprender a implementar novas metodologias. E é assim com todo mundo: foi assim comigo e será assim com você. Mas há estratégias simples para evitar isso:

1. Perceber o erro, o equívoco, aquilo que deu errado de forma científica. Científica? Sim, explico: anotando dados, entendendo o que não saiu conforme o programado e se sair do programado foi realmente ruim ou se foi uma ótima oportunidade para tirar uma dúvida que era o questionamento de muitos outros estudantes.

2.  Planejar tendo a consciência de que o planejamento é flexível: se no meio do caminho você perceber que a trilha planejada tomou outro rumo, alimente aquele rumo, tire as dúvidas, valorize as participações e realinhe as velas assim que possível. É pra isso que o planejamento serve: não para ser rígido e imutável, mas para entrarmos em ação sabendo exatamente onde queremos chegar e qual é o objetivo daquela experiência.

3. Comunicação clara: há quem diga que boa comunicação evita guerras. No caso da escola, uma comunicação clara alinha expectativas entre estudantes e professores. Quer dizer, antes de adotar novas metodologias, especialmente aquelas em que a autonomia do estudante será mais requerida, é importante que exista um diálogo franco com os estudantes e não esqueça: com as famílias. Isso porque, para alguns, ainda existe a crença de que metodologias envolve menos trabalho por parte do professor, por exemplo. Algo que precisa ser esclarecido desde o início. Quanto aos alunos, é importante que entendam as etapas que passarão, os objetivos e a importância da variação de métodos de aprendizagem, por exemplo.

Dito isso, vamos ao passo-a-passo para escolher a metodologia ideal?

  • Defina as habilidades e competências a serem desenvolvidas no processo
  • Atente-se ao contexto e realidade em que os estudantes vivem
  • Perceba fatores potencializadores ou limitantes, por exemplo: tamanho da sala de aula, estrutura da escola, equipamentos disponíveis
  • Alinhamento com o seu jeito de trabalhar e desenvolver atividades

A união: domínio dos conteúdos + métodos que correspondam aos objetivos de aprendizagem é um dos caminhos ideais ao se buscar variedade nos métodos de ensino, sempre entendendo a possibilidade de adaptação à sua realidade e visando propiciar a melhor experiência de aprendizagem possível, dentro das possibilidades.

Educador(a), desejo que esse texto tenha demonstrado para você o valor da intencionalidade em qualquer processo pedagógico. Recursos, métodos e ferramentas devem passar por um filtro, que leve em consideração o contexto dos estudantes, os objetivos pedagógicos e mesmo a estrutura da instituição.

Boa jornada! Um abraço digital,

Professora Emilly Fidelix @seligaprof

Sobre a autora do post

Emilly Fidelix

Emilly Fidelix

Colunista

Emilly Fidelix é criadora do @seligaprof, onde impacta milhares de professores de todo o Brasil, palestrante e formadora de professores. É doutoranda em História Cultural (UFSC), especialista em Tecnologias, Comunicação e Técnicas de Ensino (UTFPR), colunista no blog Redes Moderna e professora de pós-graduação no Instituto Singularidades. Atua nas áreas de metodologias ativas, storytelling aplicado à educação e BNCC.

5 temáticas para você trabalhar a competência geral 5: cultura digital

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Olá, educadores! Hoje o nosso papo envolverá uma temática que está em alta nos últimos anos: tecnologias digitais. Esse tema, que até alguns anos atrás era pouco discutido no cenário educacional brasileiro, salvo algumas exceções, cresceu timidamente e despontou com a Base Nacional Comum Curricular, quando nos deparamos com uma das competências gerais: Cultura digital.

Nesse sentido, a BNCC está trazendo para o debate, a importância de aderirmos a essas ferramentas como recursos pedagógicos, mas também como fonte de análise, de reflexão, de pensamento crítico, não apenas para consumir, mas para criar. Veja o que o documento nos diz:

“a cultura digital tem promovido mudanças sociais significativas nas sociedades contemporâneas. Em decorrência do avanço e da multiplicação das tecnologias de informação e comunicação e do crescente acesso a elas pela maior disponibilidade de computadores, telefones celulares, tablets e afins, os estudantes estão dinamicamente inseridos nessa cultura, não somente como consumidores. Os jovens têm se engajado cada vez mais como protagonistas da cultura digital, envolvendo-se diretamente em novas formas de interação multimidiática e multimodal e de atuação social em rede, que se realizam de modo cada vez mais ágil” (BNCC, p. 61).

Sobre essa competência, a BNCC nos diz que é preciso:

Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva (p. 9).

Por isso, uma formação que envolva a temática de forma crítica, significativa, reflexiva e ética se faz necessária: não basta o uso pelo uso, mas o uso ético, responsável e seguro. A partir disso, sugiro que você faça num caderno ou recurso digital, um exercício de brainstorming para construir ideias e possibilidades sobre como você pode trabalhar a competência geral 5 da BNCC com os seus estudantes. Para isso, dividi a competência em 5 temáticas-pilares, que você pode mudar de acordo com o seu componente curricular e/ou planejamento. Vamos lá?

Pense sempre em formas de adaptar ao seu contexto, partindo de temáticas que facilmente se encaixam nas discussões, como fake news nas ciências, por exemplo, envolvendo vacinas. Outra forma sobre como refletir sobre o impacto das redes sociais em língua portuguesa, por exemplo, seria trabalhar a partir de crônicas, as sensações que os estudantes já tiveram a partir da comparação, a dita vida perfeita, o medo do julgamento do outro ou mesmo discussões envolvendo ansiedade e depressão com os jovens.

Também é importante pensarmos no uso de recursos digitais para que os estudantes criem a partir da colaboração, do senso crítico e explorem diferentes plataformas que lhes permitam diversas formas de se expressar: a partir do desenho, do texto, da história em quadrinhos, dos memes, de podcasts.

Os caminhos são muitos. É interessante que cada educador estude a BNCC e, especialmente o que o documento propõe a cada componente curricular, para que então, analise as possibilidades e as inclua, pouco a pouco, à sua prática pedagógica.

Boa jornada, educadores! Um grande abraço digital!

Prof. Emilly Fidelix | @seligaprof

Sobre a autora do post

Emilly Fidelix

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Colunista

Emilly Fidelix é criadora do @seligaprof, onde impacta milhares de professores de todo o Brasil, palestrante e formadora de professores. É doutoranda em História Cultural (UFSC), especialista em Tecnologias, Comunicação e Técnicas de Ensino (UTFPR), colunista no blog Redes Moderna e professora de pós-graduação no Instituto Singularidades. Atua nas áreas de metodologias ativas, storytelling aplicado à educação e BNCC.

3 ideias práticas de experiências de aprendizagem para explorar no ensino remoto

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Experiência de aprendizagem é certamente um dos termos que mais veremos num futuro próximo, especialmente com a retomada das discussões envoltas na aplicação ideal da BNCC através do desenvolvimento de competências e habilidades, bem como à aderência a novos métodos, que envolvam a experimentação, a criação e, consequentemente, o protagonismo dos estudantes nesse processo.

Nesse percurso, tem ganhado espaço a teoria de David Ausubel, ainda pouco estudada e explorada nos cursos de licenciatura e pedagogia: a aprendizagem significativa. Como construir, nesse sentido, experiências de aprendizagem que não se baseiam apenas na transferência de informações? Como fica o papel do educador num cenário de constantes mudanças na educação? Como desenvolver habilidades e competências? E mais desafiador ainda, como fazer tudo isso num modelo remoto?

Primeiro, precisamos estar alinhados em um ponto fundamental: experiências de aprendizagem. Perceba que o foco não está na experiência de ensino. O nosso olhar se volta para como os estudantes aprenderão, como construirão esse aprendizado. E quando falamos de experiências, estamos falando de experimentação, de criação, de teste, de verificação, de reflexão, de momentos de aprendizagem que envolvam práticas multissensoriais, que atendam aos diversos estilos de aprendizagem, que sejam desafiadoras, mas também, motivadoras, instigantes.

A sequência didática da construção e planejamento das diversas etapas é papo para outro artigo, aqui, vamos focar na construção de desafios e atividades que podem ser feitas em diversos formatos de aula, aproveitando sempre recursos simples e baseados na BNCC.

Complicado? Na teoria, pode parecer. Mas se olharmos a riqueza de possibilidades que temos, pensando juntos, simplificamos. Vamos lá?

  • Produção de videominuto: uma ótima oportunidade para desenvolver a comunicação, a criatividade, a capacidade de síntese, a elaboração de roteiros, a produção colaborativa e a experiência autoral. Videominuto é uma das práticas que aparecem na BNCC, especialmente na área de linguagens, mas pode ser explorada em todas as áreas, propiciando produções que envolvam temáticas diversas.

Exercício: Que temática trabalharei em breve, que me possibilita utilizar esse recurso como um desafio instigante aos meus estudantes?

  •  Produção de podcast: nós já vimos por aqui uma ferramenta muito simples e online para criar podcasts com o celular ou computador, o site: https://vocaroo.com. Que tal passar esse desafio aos estudantes, para que contem histórias, realizem entrevistas breves com familiares, produzam um curto programa de rádio fictícia, criem um roteiro focado em informações científicas, identificação de fake news ou trazendo fatos curiosos ou biográficos sobre um ícone?

Exercício: Como posso aproveitar a produção de podcasts com meus estudantes, levando em consideração as temáticas a serem trabalhadas e a idade deles?

  • Exercícios que envolvam produtos que os estudantes têm em casa: a experiência de explorar um conteúdo através de produtos, embalagens, objetos que se tem em casa torna-se muito mais significativa que ver uma ilustração estática. Que tal explorar elementos químicos de um produto de limpeza? Ou a tabela nutricional de na embalagem de um alimento? E se explorarmos a história de uma civilização antiga iniciando um debate sobre a história da nossa própria família? E se trabalharmos as formas geométricas a partir de objetos que temos em casa?

Exercício: realize uma lista dos seus próximos conteúdos e temáticas e pense em formas de explorá-lo a partir de objetos que os estudantes tenham em casa. Os objetos não precisam estar inteiramente interligados ao conteúdo, mas podem se tornar um ponto de levantamento de ideias, discussões e reflexões para entrar no tema, por exemplo.

Ponto de atenção: ao final de cada processo de criação ou discussão, explorar com os estudantes o que aprenderam no processo, como conectaram os pontos, no que erraram e o que aprenderam com tal experiência.

Ideias são compartilhadas para que você, educador, adapte à sua realidade, aos seus objetivos pedagógicos e podem ser transformadas em outras ideias, que caibam ao seu público e formato de aulas adotado. Desejo que essas ideias se multipliquem em outras ideias simples, mas efetivas na construção do conhecimento nesse momento desafiador.

Seguimos juntos!

Professora Emilly Fidelix

Sobre a autora do post

Emilly Fidelix

Emilly Fidelix

Colunista

Emilly Fidelix é criadora do @seligaprof, onde impacta milhares de professores de todo o Brasil, palestrante e formadora de professores. É doutoranda em História Cultural (UFSC), especialista em Tecnologias, Comunicação e Técnicas de Ensino (UTFPR), colunista no blog Redes Moderna e professora de pós-graduação no Instituto Singularidades. Atua nas áreas de metodologias ativas, storytelling aplicado à educação e BNCC.

3 aplicativos para desenvolver a criatividade dos seus estudantes

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Não dá para negar que criatividade é uma das palavras mais utilizadas quando falamos das bases de uma educação conectada com as mudanças que estamos vivendo, não é? Seja para o mercado de trabalho, seja para viver em sociedade, ser criativo pode ser criar obras de arte, despertar o gênio criativo que há em cada um de nós, mas também pode envolver a resolução de problemas cotidianos ou de problemas vividos por toda uma comunidade, por exemplo.

Estimular o potencial criativo de cada um na escola envolve, entre outras coisas, uma palavra-chave muito citada na BNCC: autonomia. Com autonomia, desenvolvemos, pouco a pouco, a confiança, a autoestima e o autoconhecimento. Atrelado a isso, desenvolvemos um outro olhar sobre o erro: se é errando que se aprende, por que mascaramos o erro? Por que apenas valorizamos os acertos? Ser criativo é ser autônomo o bastante para descobrir quando algo vai errado, para identificar o erro, a falha e entre tantos caminhos, optar por uma possível solução.

Não é assim com ciência? Que tal formarmos pequenos cientistas? Reitero: que tal formarmos pessoas que, ainda que não se tornem cientistas, pensem como cientistas? Que sejam: críticos, criativos, resolutivos, curiosos, proativos, colaborativos?

Hoje trago três aplicativos e um site que podem ser porta de entrada para outras inspirações e ideias, que podem te fazer perceber o quanto pode ser simples desenvolver, pouco a pouco, a criatividade:

  1. Inventeca: esse é especialmente para os pequenos e para contadores de histórias. O app apresenta histórias ilustradas para envolver leitores de todas as idades. Basta escolher uma história e contar sua própria versão individualmente ou em grupo: ela ficará gravada no app, podendo ser compartilhada com amigos e parentes e até virar livros impressos para colecionar e presentear. 
  2. Infinite painter: em uma tela em branco, você tem diversos pincéis e ferramentas artísticas que formam uma interação realista. Ótimo para criações inspiradas nas cores utilizadas por um artista, criação de croquis, esboços e outros desenhos. 
  3. Infogram: É um site que permite a escolha entre a criação de infográficos, pôsteres, relatórios e outras possibilidades de forma personalizada. Ótimo para trabalhos e atividades em que os estudantes são desafiados a explicar um conceito, fenômeno, criar camapanhas de conscientização ou campanhas de marketing de produtos fictícios, por exemplo. O infogram pode ser acessado via: https://infogram.com/pt/.

Além dessas possibilidades, há muitas outras, basta entendermos quais objetivos tal ferramenta deve atender, como ajudará no desenvolvimento de habilidades e como poderá contribuir para experiências de aprendizagem mais engajadoras e desafiadoras. Lembre-se: para além de consumir conteúdos prontos na internet, é fundamental formarmos pessoas que produzem, remixam, criam conteúdos variados como autonomia, criatividade e colaboração.

Seguimos compartilhando e aprendendo, juntos. 😀

Prof. Emilly Fidelix

Sobre a autora do post

Emilly Fidelix

Emilly Fidelix

Colunista

Emilly Fidelix é criadora do @seligaprof, onde impacta milhares de professores de todo o Brasil, palestrante e formadora de professores. É doutoranda em História Cultural (UFSC), especialista em Tecnologias, Comunicação e Técnicas de Ensino (UTFPR), colunista no blog Redes Moderna e professora de pós-graduação no Instituto Singularidades. Atua nas áreas de metodologias ativas, storytelling aplicado à educação e BNCC.

Aulas presenciais transmitidas ao vivo: guia de sobrevivência para professores

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Já faz um ano que muitos educadores tiveram que transformar o formato de suas aulas, levar a sala de aula para casa e adaptar seus planejamentos, mas os efeitos da pandemia ainda estão presentes em nosso cotidiano e 2021 nos traz provas disso. Se antes, precisávamos nos adequar ao formato de ensino remoto emergencial, agora, muitas escolas brasileiras se adaptam na divisão entre estudantes que estão presencialmente, na escola, e outros que estão em casa, assistindo às aulas via transmissão ao vivo.

Algumas das muitas perguntas que tenho recebido nas formações e em mentorias para escolas e professores são: como dar atenção para quem está na sala de aula sem prejudicar quem está em casa? Como criar atividades que funcionem para ambos? Como engajar quem está em casa e com muito menos estímulos do que quem está no presencial? Como posicionar a câmera de modo que quem esteja em casa me acompanhe enquanto caminho pela sala? Dividi essas perguntas em duas grandes áreas, com o objetivo de lhe ajudar, na prática, a ter mais clareza em mente. Vamos lá?

Planejamento

  1. Divisão da aula por blocos: você já percebeu que os programas de TV são apresentados em blocos? Na área da comunicação, isso tem vários nomes e eu gosto de pensá-los como “áreas de respiro”, ou seja, há várias etapas e o público, no nosso caso, os estudantes, conhecem as etapas e esperam por elas. Mas agora você deve estar se perguntando: que blocos eu posso criar? Aí vão algumas ideias básicas para você adaptar ao seu contexto e planejamento específico:
  • Bloco 1: explicação e explanação de um conceito, contexto, conteúdo novo: é a exposição, através de uma história, apresentação de uma situação, perguntas instigantes. É o momento de apresentar algo novo aos estudantes, um novo objeto de conhecimento.
  • Bloco 2: Momento destinado ao lançamento de um desafio: questionário, construção de algo, produção de um desenho, criação de um infográfico, responder um questionário, fazer a leitura e interpretação de um texto, por exemplo.
  • Bloco 3: dividido em dois momentos – tira dúvidas para quem está online e tira dúvidas para quem está na sala de aula, auxiliando os estudantes no processo e explorando as dúvidas pontuais de um para todos, já que a dúvida de alguém que está online pode ser a mesma de alguém que está na sala de aula.

Outros blocos poderiam ser: momento de explanação dos trabalhos feitos; momento de avaliação diagnóstica via google formulários, por exemplo.

  1. Combinados: já percebeu que para que os blocos funcionem é preciso que tenhamos alguns combinados, não é? Para isso, sugiro que você use 3 a 5 minutos do início da aula ressaltando e relembrando os combinados, que podem ser, por exemplo: quem está na sala de aula e precisa de ajuda, que use a placa de ajuda e fique no aguardo do professor (essa placa pode ser feita com papel sulfite e reutilizado em todas as aulas). Quem está online e precisa de ajuda pode deixar sua pergunta no chat, por exemplo, enquanto aguarda sua vez de ser atendido.
  2. Comunicação clara e objetiva: Para que as duas etapas anteriores funcionem, é fundamental que todos os estudantes conheçam as etapas do processo em que estão envolvidos: os blocos, os momentos de serem atendidos, o respeito aos colegas e ao professor, a paciência enquanto aguarda para ser auxiliado, por exemplo. Para isso, os combinados precisam ser claros e reforçados em todas as aulas, para que se construa, de fato, uma cultura de pessoas adaptadas aos desafios do momento.

Atenção coordenadores: sua ajuda e apoio nesse momento será fundamental aos professores, já que terão demandas de pessoas que estão em ambientes e experiências de aprendizagem completamente diferentes. Seu suporte é essencial para que se faça o melhor trabalho possível. 

Ferramentas digitais

  1. Jamboard: pode ser uma ótima forma de integrar as atividades que são feitas por todos, já que você pode criar no computador, enquanto espelha a tela para quem está online e projeta para quem está na sala de aula. Nele, você pode criar painel semântico, brainstorming, apresentar atividades, etc. Veja um painel semântico criado por mim, em aula, sobre Egito Antigo:

A partir dessa criação, feita com elementos icônicos dessa civilização, entramos nos tópicos elencados com as figuras e cada estudante criou seu painel semântico como desafio, apresentando em um segundo momento. Ah, dica bacana: quem está em casa pode apresentar os seus painéis compartilhando a tela, o que torna visível para quem está em sala de aula e vice-versa.

2. Flippty: uma ótima forma de criar desafios envolvendo roletas, bingos, quizzes e outros jogos, que podem ser feitos durante a aula ou como desafio para casa.

3. Kahoot: o site queridinho dos professores em 2020, por propiciar a criação de quizzes envolvendo ranking e gamificação continua forte em 2021. Dica: aproveite para criar perguntar que sirvam como revisão dos conteúdos vistos ou como diagnóstico sobre o que eles já sabem acerca do assunto. Ah, fique de olho nas questões que mais apresentam erros e revise essas questões com os estudantes. Importante: para criar uma experiência realmente interativa e unir os alunos que estão em sala de aula e os que estão online, solicite que os alunos que estão em sala tragam seus smartphones ou disponibilize tablets da escola, em um ambiente que conte com wifi, para que todos possam jogar.

É claro que muitas outras iniciativas podem ser tomadas, sempre com o apoio dos coordenadores e orientadores, que devem estar atentos às demandas e desafios que professores e estudantes estão enfrentando. A união e suporte de toda a equipe é fundamental para que a aprendizagem seja construída com qualidade e significado. Espero que essas sugestões lhe ajudem na sua prática e propiciem outras ideias baseadas no que viu por aqui.

Seguimos compartilhando e aprendendo, juntos. 😀

Prof. Emilly Fidelix

Sobre a autora do post

Emilly Fidelix

Emilly Fidelix

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Emilly Fidelix é criadora do @seligaprof, onde impacta milhares de professores de todo o Brasil, palestrante e formadora de professores. É doutoranda em História Cultural (UFSC), especialista em Tecnologias, Comunicação e Técnicas de Ensino (UTFPR), colunista no blog Redes Moderna e professora de pós-graduação no Instituto Singularidades. Atua nas áreas de metodologias ativas, storytelling aplicado à educação e BNCC.

Os 6 Cs do uso de tecnologias em sala de aula e como eles podem te ajudar na prática

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O uso de tecnologias digitais tem crescido de forma expressiva nos últimos anos quando o assunto é educação. Além disso, a Base Nacional Comum Curricular traz entre suas competências gerais, a Cultura Digital, demonstrando a total importância dessa abordagem pelas escolas. Por isso, hoje vamos falar dos 6 Cs da utilização da tecnologia, conceito trazido pelo autor Josh Stumpenhorst:

Colaborar: Como o uso dessa ferramenta pode tornar a colaboração uma das bases dessa atividade/desafio? A colaboração envolve o trabalho em grupo, mas também, a comunicação com pessoas de outras instituições, o trabalho em conjunto com outros professores ou profissionais de outras áreas. Que tal trazer um professor de outro país para falar sobre a sua cultura? Sobre sua experiência educacional, sobre suas vivências em determinada área? Imagine a experiência de compartilhamento de ideias e de empatia global gerada a partir de uma simples videochamada com alguém que mora do outro lado do mundo ou do outro lado do nosso país? Hoje, com as redes sociais essas ações são muito simples de serem articuladas. Nesse sentido, um projeto muito interessante e ligado à colaboração em rede é o Global Read Aloud (ler em voz alta), em que jovens de todo o mundo votam sobre um livro a ser lido coletivamente, para então colaborar e compartilhar sua experiência de leitura e uma série de outras atividades. O objetivo do projeto é aproximar crianças e jovens de todo o mundo por meio do interesse em literatura.

Dica de ferramentas colaborativas: Google docs, Trello e Jamboard.

Comunicar: Como eu posso ajudar os meus estudantes a desenvolverem habilidades em comunicação? Aqui é preciso entendermos a comunicação como forma de expressão que vai muito além da comunicação oral, como a oratória, por exemplo. Pense em formatos como podcasts, vídeo-minuto, foto-denúncia.

Dicas de ferramentas para a comunicação: www.vocaroo.com, app Inshot e a câmera do celular.

Consumir: Como eu posso desenvolver momentos envoltos no consumo de informações de qualidade pelos meus estudantes? Como ajudá-los a fazerem uma pesquisa confiável? Ou a estarem bem informados? A internet contém um vasto universo de informações, nem sempre confiáveis e nem sempre qualificadas, tratar de temas como fake news, por exemplo, é estar de acordo, também, com as propostas da BNCC.

Dicas de ferramentas para desenvolver o consumo de informações de qualidade na internet: www.projetocomprova.com.br (identificação de fake news), https://scholar.google.com/ (google acadêmico, com artigos científicos), https://bndigital.bn.gov.br/ (acervo histórico digitalizado).

Conveniência: Como posso usar ferramentas digitais para poupar tempo? Planejar aulas em ferramentas digitais em arquivos que ficam salvos na nuvem é uma boa forma de aproveitar esses para que não precisemos fazer um retrabalho posteriormente, além de formar um repositório de conteúdos facilmente editáveis. Além disso, avaliações diagnósticas, por exemplo, que levariam muito tempo e custariam muitas folhas e tinta de impressora, podem ser facilmente criadas em ferramentas específicas.

Dicas de ferramentas para conveniência: Google Docs (para planejar e ter todos os seus planejamentos salvos na nuvem, facilmente editáveis) Google Formulários (para avaliações diagnósticas rápidas, bem como quizzes).

Criar: A grande potência do uso de ferramentas digitais com os estudantes é a criação. Que tal solicitar que criem blogs, infográficos, histórias em quadrinhos, ebooks, cartazes multimídia?

Ferramentas para criação: www.sites.google.com, https://infogram.com/pt/, https://edu.pixton.com/solo/, https://crello.com/pt/create/ebooks/, http://edu.glogster.com/.

Questão para refletir: Como posso aproveitar o potencial de tecnologias digitais para o processo de aprendizagem e não somente como suporte para o ensino?

Um abraço e até a próxima,

Emilly

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Emilly Fidelix

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Emilly Fidelix é criadora do @seligaprof, onde impacta milhares de professores de todo o Brasil, palestrante e formadora de professores. É doutoranda em História Cultural (UFSC), especialista em Tecnologias, Comunicação e Técnicas de Ensino (UTFPR), colunista no blog Redes Moderna e professora de pós-graduação no Instituto Singularidades. Atua nas áreas de metodologias ativas, storytelling aplicado à educação e BNCC.