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Tathiana Anselmo

Como levar a Educação Empreendedora para a sala de aula

By | Educação inovadora | No Comments

A educação empreendedora ocupa um espaço importante na educação, principalmente porque aborda projeto de vida dos estudantes e trabalha com algumas habilidades da sociedade contemporânea ligadas a autonomia, competências múltiplas, capacidade de aprender, adaptar a situações novas e de promover transformações.

A escola é um bom espaço para que essas habilidades possam ser desenvolvidas e vivenciadas, preparando os nossos alunos para este novo tempo. O empreendedorismo contribui para o modo de pensar, uma atitude que deve ser desenvolvida e praticada.

Esse tipo de educação busca inspirar os estudantes a empreender, ao experienciar qualidades e habilidades necessárias de um empreendedor, podendo estar presente em várias etapas do ensino e na diversidade das disciplinas.

Como trabalhar o empreendedorismo na sala de aula

Um dos principais objetivos da educação empreendedora é desenvolver atitude e mentalidade empreendedora, que visam estimular o raciocínio lógico e a busca por aprender conceitos e conhecimentos que contribuam para resolver problemas.

O ensino empreendedor estimula conversas sobre sonhos pessoais e profissionais formando habilidades necessárias para a vida como planejar, buscar informações, estabelecer metas, ser persistentes, autoconfiantes, protagonistas.

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

Colunista

Débora Garofalo é Assessora Especial de Tecnologias da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo (SEE SP) e professora da rede pública de ensino de São Paulo. Formada em Letras e Pedagogia, mestranda em Educação pela PUC-SP, vencedora na temática Especial Inovação na Educação no Prêmio Professores do Brasil, Vencedora no Desafio de Aprendizagem Criativa do MIT e considerada uma das dez melhoras professoras do mundo pelo Global Teacher Prize, o Nobel da Educação.

Na prática

É importante abordar alguns aspectos, estimulando os estudantes a empreender. As atividades devem conter desafios, estimular a criatividade, colaboração, ser lúdica e focar na atitude empreendedora.

Referenciais: Trazer pessoas de diferentes profissões e ou participar de feiras relacionadas ao tema são importantes para fomentar o diálogo, conhecer experiências reais sobre diferentes áreas e se aprofundar sobre a futura profissão.

Diálogo: conhecer os alunos, seus desejos é um primeiro passo, conversar sobre profissões, estabelecer roteiros e perfis destas profissões, é importante para fundamentar escolhas.

Dica: Hoje existem muitos sites gratuitos que realizam testes vocacionais. Entre eles podemos citar o teste vocacional gratuito.

Quais recursos estão disponíveis para trabalhar com os alunos

Mapas mentais – Mapas mentais ajudam a pensar em resoluções de problemas, estimulam a criatividade e a inventividade e podem ser criados para trabalhar com soluções e desafios empreendedores, como por exemplo, vamos criar um grêmio na escola? Quais caminhos de atuação? Quais funções? Quais melhorias para a comunidade escolar? Um exercício simples, que permite uma vivência de situações reais de uso.

Dica: Para enriquecer as etapas e possibilitar interação, é possível utilizar alguns softwares gratuitos.

Mind Node: programa muito simples e prático para ser utilizado ao dia a dia. Ele ajuda a visualizar melhor as ideias.

Free mind: é um software livre para criação de mapa mental, ele é simples e objetivo, disponível para usuários Windows e Linux.

Ree Plane: outro programa simples, compatível com Windows e Linux, que facilita a organização das ideias.

Coggle: software online, permite mais que uma pessoa trabalhe com o mesmo mapa mental. Não é preciso fazer download do programa, o que permite trabalhar no projeto de diferentes plataformas (como pelo celular em casa e no computador do laboratório da escola).

Debate: que tal proporcionar com os alunos um júri simulado? A partir de um problema inicial, os alunos se dividem em grupos de defesa, acusação onde cada um deve apresentar argumentos. Nesta atividade os alunos têm a oportunidade de aprofundar sobre um tema, construindo postura crítica, além, de desenvolver outras habilidades entre elas organização, argumentação, levantamento de hipóteses, exposição de ideias, colaboração e diálogo.

E você querido professor, como trabalha a educação empreendedora em sala de aula? Conte aqui nos comentários.

Um grande abraço,

Cultura Digital: o que é e como trabalhar em sala de aula

By | Educação inovadora | No Comments

A cultura digital busca integrar a realidade com o mundo virtual. Ganhou grande importância na educação com a homologação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), devido às mudanças sociais significativas, ao avanço tecnológico da informação e ao crescente acesso a dispositivos como computadores, telefones celulares e tablets.

Todo esse contexto impõe à educação novos desafios em relação ao papel e à formação dessas novas gerações, contribuindo para que os estudantes tenham atitudes críticas em relação ao conteúdo. Quando essas novas linguagens são incorporadas ao currículo, é possível reinventar modelos de promover a aprendizagem, a interação e o compartilhamento de significados entre professores e alunos.

Saiba mais

Como a BNCC contempla a cultura digital?

“Contempla a cultura digital, diferentes linguagens e diferentes letramentos, desde aqueles basicamente lineares, com baixo nível de hipertextualidade, até aqueles que envolvem a hipermídia”.

Ferramentas e atividades que podem ser utilizadas em sala de aula

As novas práticas de linguagens próprias da cultura digital, passaram por reelaboração dos gêneros impressos em função das transformações tecnológicas.

Fique por dentro

A BNCC não contempla ferramenta digital, mas, é possível utilizar, inclusive do celular, permitindo empatia, colaboração e interatividade para as aulas.

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

Colunista

Débora Garofalo é Assessora Especial de Tecnologias da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo (SEE SP) e professora da rede pública de ensino de São Paulo. Formada em Letras e Pedagogia, mestranda em Educação pela PUC-SP, vencedora na temática Especial Inovação na Educação no Prêmio Professores do Brasil, Vencedora no Desafio de Aprendizagem Criativa do MIT e considerada uma das dez melhoras professoras do mundo pelo Global Teacher Prize, o Nobel da Educação.

Fizemos um apanhando de ferramentas que podem potencializar o aprendizado da cultura digital para dentro da sala de aula. Vamos lá?

Blog: É um gênero textual digital, veiculado na internet e serve como meio de comunicação virtual. É possível criar um blog específico que possibilite a integração de foto, texto e vídeo, possibilitando atividades em sala de aula, como a criação de um diário, um jornal interativo ou a realização de um documentário. Entre os programas destacamos o  WordPress, Tumblr, Blogger, todos gratuitos.

Meme ou charge digital: O termo é bastante conhecido e utilizado no “mundo da internet”, devido ao fenômeno da “viralização” de uma informação, ou seja, qualquer ideia que se espalhe rapidamente e alcance muita popularidade. Pode ser criado a partir de ferramentas gratuitas e intuitivas como o Canvas e o Meme Mania. O professor pode trabalhar com esses gêneros como com a criação de tirinhas educativas ou histórias em quadrinhos.

Vídeo-minuto: Os alunos se identificam muito com este gênero, pela possibilidade de internalizar e oralizar acontecimentos. Além dos disponíveis pelo aplicativo do celular, também é possível trabalhar com o Windows Movie Maker, que é bem intuitivo e possui ferramentas de edição. O professor pode trabalhar com animações, curtas-metragens e até documentários.

Fanfic: É um gênero voltado para leitura e escrita de histórias. Pode ser realizado através do Playfic, um site com uma programação simples. Lá, o usuário pode criar sua narrativa e dar a chance aos leitores de escolherem o final da história.

Mobilizar práticas de cultura digital em diferentes linguagens, gêneros, mídias e ferramentas é importante para expandir e produzir sentidos, tornando os alunos protagonistas da construção do conhecimento.

E você, querido professor, como está trabalhando com a cultura digital em sala de aula? Quais atividades você já desenvolveu com os alunos e quais ferramentas já utilizou? Conte aqui nos comentários!

Um abraço,

Débora

Armandinho + Moderna

By | Novidades | No Comments

É isso mesmo, Armandinho, o garotinho de cabelos azuis e cheio de empatia por todos os seres, agora faz parte de uma parceria entre a Moderna e o ilustrador Alexandre Beck, criador das tirinhas do personagem.

Ao longo do ano ouviremos o que Armandinho tem a dizer sobre diversos assuntos e temas, e estamos muito felizes por ele ter escolhido a nossa casa para tratar questões tão importantes.

Para acompanhar as novas tirinhas, acesse nosso facebook e instagram, elas serão publicadas a cada 15 dias 🙂

Sobre o criador

Alexandre Beck nasceu em 1971, na ilha de Florianópolis, Santa Catarina. Com treze anos foi premiado na Bienal Internacional de Kanagawa, Japão.

Fez graduação em Agronomia e Comunicação Social. Começou a produzir as tirinhas no jornal Diário Catarinense, em 2002. Em 2009 fundou a Arte & Letras Comunicação, para trabalhar com quadrinhos educativos voltados ao meio ambiente e segurança.

Atualmente, além do trabalho com quadrinhos, o autor está plantando uma agrofloresta.

O personagem Armandinho foi criado em 2010 e desde então, é um ícone de representação de uma criança questionadora sobre diversos assuntos, inclusive polêmicos, de forma crítica e inteligente. Para conhecer mais histórias e aventuras, acesse: www.facebook.com/tirasarmandinho

Sejam bem-vindos, Armandinho e Alexandre!

😊

REFUGIADOS – O GRANDE DESAFIO HUMANITÁRIO

By | Literatura | No Comments

Por Gilberto M. A. Rodrigues

Refugiados são pessoas que fogem de um país devido a vários tipos de perseguição. Nos últimos anos, o número de refugiados vem aumentando no mundo e recentemente ultrapassou a marca da Segunda Guerra Mundial. Considera-se que o mundo vive hoje uma crise humanitária, sem precedentes. Segundo dados do Alto Comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR), atualmente são quase 70 milhões de pessoas que foram obrigadas a se deslocar de um território a outro dentro do mesmo país, ou para longe de seu próprio país (equivalente à população total da França). Os refugiados estão “no centro do mundo”. Por que isso está acontecendo?

As razões do aumento de refugiados no planeta se encontram no surgimento e na persistência de guerras e conflitos armados (As mais importantes são as da Síria, Afeganistão, Somália, República Democrática do Congo, Iêmen, Myanmar, Colombia, entre outras), em violações maciças de Direitos Humanos dentro de países (Venezuela e Nicarágua são exemplos) e perseguição por gangues e pelo crime organizado em Estados onde as autoridades não exercem controle sobre partes do território (por exemplo, Honduras, El Salvador, Guatemala e México). A consequência dessa crise é que muitos países têm que receber os refugiados e integrá-los em suas sociedades, o que muitas vezes é visto como algo negativo pela população local, gerando reações contrárias, como xenofobia e discriminação, e temor de que essas pessoas sejam criminosas e até terroristas.

Porém, receber refugiados é um dever jurídico e moral dos países, com base no princípio da solidariedade internacional. Praticamente todos os países no mundo se comprometeram a receber refugiados, ratificando acordos internacionais e aprovando leis internas para organizar o reconhecimento e a acolhida dessas pessoas. Há países em que essa recepção é muito alta, como a Turquia, que recebeu cerca de 3.5 milhões de sírios (equivalente à população do Uruguai); em outros, a recepção é baixa, mas está aumentando, como no caso do Brasil (que tem cerca de 10 mil refugiados reconhecidos, mas esse número tende a subir).

Os países desenvolvidos são os que menos recebem refugiados, mas são os que mais estão resistindo a recebê-los. Uma onda neoconservadora na Europa está pondo em xeque o reconhecimento e a importância dos refugiados para a economia e a cultura europeias – Isso pode ser visto claramente na Hungria, Polônia, Italia etc. A saída do Reino Unido da União Europeia (Brexit) também ter a ver com esse tema. Nos EUA, o governo quer construir um muro fechando toda a fronteira com o Mexico e expulsar migrantes e refugiados que já se integraram localmente. O fato é que a crise humanitária está levando muitas pessoas do Oriente Médio, África e América Latina a buscar refúgio em locais próximos (países fronteiriços) e em outros mais distantes, que oferecem melhores condições de vida para si e para seus filhos. É preciso entender que essa busca não é voluntária, é forçada. Essas pessoas não tem opção; é uma questão de vida ou morte.

O tema dos refugiados está se tornando cada vez mais motivo de debates nas escolas e universidades, de polêmicas na mídia e até de embates em campanhas políticas. Na América do Sul, a situação da Venezuela – que enfrenta a maior crise humanitária que se tem notícia na história da região – vem gerando um êxodo de migrantes e refugiados que buscam as fronteiras mais próximas – do Brasil e da Colômbia –para fugir.

Esse fenômeno, que não é apenas divulgado na mídia, mas vivenciado por muitos, devido à chegada e à proximidade dos refugiados em várias cidades brasileiras, coloca diversas questões importantes para o estudo e a compreensão da História, da Geografia, das Ciências Sociais e das Relações Internacionais.

No livro “Refugiados – O grande desafio humanitário”, Gilberto Rodrigues, professor e coordenador da Pós-Graduação em Relações Internacionais da Universidade Federal do ABC, aborda diversos elementos dessa temática, de forma interdisciplinar, explicando quem são os refugiados, à luz do Direito Internacional, como a ONU e os países agem para lidar com essa questão, de que forma o Brasil vem atuando como país de acolhimento de refugiados e quais os desafios para enfrentar essa crise humanitária – protegendo e integrando os refugiados.

Atitudes para a vida

By | Institucional | No Comments

Assim como consta nas exigências da BNCC, o programa Atitudes para a vida, pensado e desenvolvido pela Moderna, propõe o desenvolvimento gradual das competências cognitivas e socioemocionais, de forma integrada aos conteúdos das nossas coleções didáticas, contribuindo para o cultivo de relações pessoais ainda mais significativas.

Uma metodologia testada e aprovada por professores de todo o Brasil! 

O seu filho e as competências do século XXI

Afinal, o que é fundamental que os alunos aprendam para atuarem com autonomia e segurança em um mundo em constante transformação?