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Tathiana Anselmo

A hora e a vez dos Professores no centro da Educação

By | Educação inovadora | No Comments

O mês de outubro é especial é nele em que comemoramos o dia dos professores! A data no mundo é comemorada no dia 05 de outubro, enquanto no Brasil comemoramos no dia 15 de outubro. Você já parou para pensar o que  existe por detrás desta data tão especial?!

A data no Brasil foi decretada por Pedro I que na ocasião criou o ensino elementar no Brasil e no decreto dispôs sobre o salário dos professores, além das matérias básicas que todos os alunos deveriam aprender e ter contato. 

A educação se faz a muitas mãos, mas sem dúvida nenhuma, os professores estão no centro deste processo! E em especial, esse ano, os professores se reinventaram diariamente diante dos desafios da pandemia.

Ao longo deste ano, ouvi muitas histórias emocionantes, a começar pela minha própria orientadora do Mestrado que se viu diante de um dilema em seguir com aulas mediadas com tecnologia, mesmo com dificuldades de se conectar e que recentemente me relatou que as aulas estão acontecendo e que  estão deliciosas!

Sem contar a infinidade de histórias pelo Brasil, para que a educação não parasse! E me coloco aqui também. Minha trajetória como professora ficou conhecida por muitos, através do reconhecimento internacional do Global Teacher Prize que é considerado o nobel da Educação, em que fui considerada como uma das dez melhores professoras do mundo pelo trabalho de robótica com sucata.  Deixo aqui o link que conta um pouco desta trajetória que se tornou uma política pública no Estado de São Paulo. 

Durante o ano passado e esse vi muitos professores se inspirando com a minha história, outros me agradecendo e muitos querendo aprender para replicar. Muitas destas histórias me deram forças para seguir, sabemos que no dia a dia da sala de aula passamos muita coisa e ter a troca com o outro é essencial. 

O que não poderia saber e nem prever, que também precisaria me reinventar enquanto professora! Lecionando aulas de tecnologia, me vi com a necessidade de encontrar novos caminhos para oportunizar o ensino de programação, cultura maker, entre outros. 

Nunca tinha ministrado uma aula para uma câmera, e de repente me vi fazendo isso para uma rede inteira e com aulas de programação, cultura maker e recebendo novos alunos, aqueles que não tinha um contato tão próximo, possibilitado pelos novos tempos e por permitir se experimentar.

Temos muito o que avançar no quesito de educação, mas se chegamos até aqui, muito deste esforço são de professores que merecem todo o nosso respeito e nossa valorização, com plano de carreira, formação docente, acesso a melhores infraestrutura, entre outros e que neste momento estão fazendo história, transformando um momento difícil em novas oportunidades de aprendizado, ao não permitir que nenhum estudante fique para trás.  

Parabéns professores, por transformar vidas, que possamos continuar nessa caminhada a continuar conquistando mais espaços. É necessário ter altas expectativas para todos os nossos estudantes, mas é essencial ter altas expectativas aos nossos professores.

Um abraço carinhoso,

Débora

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

Colunista

Débora Garofalo é Assessora Especial de Tecnologias da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo (SEE SP) e professora da rede pública de ensino de São Paulo. Formada em Letras e Pedagogia, mestranda em Educação pela PUC-SP, vencedora na temática Especial Inovação na Educação no Prêmio Professores do Brasil, Vencedora no Desafio de Aprendizagem Criativa do MIT e considerada uma das dez melhoras professoras do mundo pelo Global Teacher Prize, o Nobel da Educação.

A importância da criatividade e o pensamento crítico no processo de aprendizagem

By | Educação inovadora | No Comments

A criatividade e o pensamento crítico são habilidades socioemocionais e precisam ser exercitada a todo o momento na educação para o desenvolvimento integral  do estudante. Conhecer um pouco mais sobre elas é fundamental para colocá-las em práticas no dia a dia escolar.

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) em suas 10 competências, descreve o objetivo de desenvolvimento e ao longo das competências enfatiza o trabalho com a criatividade e o pensamento crítico.

O ser humano, em sua essência traz o trabalho com a criatividade e com o pensamento crítico. Os avanços com a revolução industrial, a inteligência artificial e as mudanças ocorridas pela tecnologia colocaram essas habilidades no centro do processo de aprendizagem e a escola é um espaço propício para que essas habilidades sejam desenvolvidas e trabalhadas  ao longo do processo de aprendizagem. 

Habilidades socioemocionais híbridas

A criatividade e o pensamento críticos são competências socioemocionais híbridas, porque misturam aspectos socioemocionais, como por exemplo, aspectos da criticidade, mas também do processo de criação que passa por si e pelo outro que trabalham a colaboração, a empatia, a abertura ao novo, ao autocuidado, autogestão, alternando com competências cognitivas que  faz esse hibridismo. 

O fato destas competências serem híbridas permitem uma série de possibilidades na sala de aula, como estar aberto a vivenciar novas aprendizagens,  ter curiosidade de aprender, ser resiliente para expor o pensamento crítico e também criar em busca de novas aprendizagens e experimentações, permitindo sair da zona de conforto, mas resolvendo problemas ao exercitar o pensamento lógico, sendo assertivo. 

Além disso, essas habilidades trabalham aspectos essenciais para formação do estudante integral que busca por informações, pesquisa, que projeta lidar com situações conflituosas e que toma decisões através do exercício do pensamento crítico. Ao mesmo tempo que a criatividade busca por soluções de problemas, através da mobilização da capacidade criativa individual e ou em grupo, sendo essencial para a vida em sociedade e futuramente para a vivência no grupo de trabalho.

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

Colunista

Débora Garofalo é Assessora Especial de Tecnologias da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo (SEE SP) e professora da rede pública de ensino de São Paulo. Formada em Letras e Pedagogia, mestranda em Educação pela PUC-SP, vencedora na temática Especial Inovação na Educação no Prêmio Professores do Brasil, Vencedora no Desafio de Aprendizagem Criativa do MIT e considerada uma das dez melhoras professoras do mundo pelo Global Teacher Prize, o Nobel da Educação.

Para levar a sala de aula

Nas 10 competências da Base Nacional Comum Curricular, vemos um retrato do estudante que queremos formar e as habilidades que são necessárias para almejar essa formação. Inclusive neste momento de ensino emergencial é possível desenvolver uma proposta pedagógica em que o estudante possa trabalhar com essas habilidades.

A cultura maker, a todo o momento está trabalhando com o pensamento crítico e também com a criatividade que os estudantes têm que mobilizar diversos conhecimentos para construir os seus projetos que o processo tem uma importância muito maior do que o produto final.

O mesmo podemos dizer para o ensino de programação que pode ocorrer de maneira desplugada, através de vivências concretas e no plugado com o auxílio de programas específicos e que envolve o desenvolvimento das habilidades de criatividade ao criar narrativas digitais, jogos e ou programações para os protótipos e ainda o exercício do pensamento crítico ao exercitar o raciocínio lógico e pensar e refletir na resolução de problemas, colaborando para uma educação integral em que os estudantes participem ativamente do processo de construção da aprendizagem e que futuramente possa contribuir  para a vida em sociedade.

Citamos dois exemplos, mas é possível inovar e trabalhar com a criatividade e pensamento crítico a partir de diversos materiais, entre eles, o material didático, recursos digitais, tudo depende da maneira que será apresentado e abordado em sala de aula, trabalhando com uma aprendizagem ativa. 

Nossos jovens e crianças  aprendem de uma maneira diferenciada e temos que dar a oportunidade de aprender com o outro, ouvindo, lendo, aguçando sua vontade de aprender, experimentando para que possa dialogar com as diferenças e aprender a partir delas, respeitando os diferentes estilos e ritmos de aprendizagens em uma educação que considera o aluno de maneira integral.  

Um abraço carinhoso, 

Débora

Professor, a hora e vez de cultivar a resiliência

By | Educação inovadora | No Comments

Definitivamente 2020 está sendo um ano desafiador! No início da pandemia e da suspensão das aulas presenciais, sem saber ao certo o que nos aguardava, tínhamos a sensação que seria um breve momento. No entanto, estamos há 6 meses vivenciando a educação emergencial, com poucos Estados brasileiros, ensaiando a volta às aulas presenciais e a maioria realizando um estudo deste momento.

E diante deste cenário de incertezas, que chegou o momento de cultivar a resiliência, professor. Fomos desafiados a nos reinventar, de introduzir novas metodologias, de engajar, de administrar novas maneiras de conteúdo, de apoiar pais e estudantes, sem contar todas as tarefas pessoais. Ufa!

Com o isolamento social e o acúmulo de atividades, a longo prazo, a soma de todas essa ações pode levar os professores à exaustão, por isso cuidar da saúde mental e cultivar a resiliência, são essenciais neste momento.

Como cultivar a resiliência

A resiliência nasce da maneira de como respondemos e interpretamos os fatos e ações. A questão central é como agir a esses estímulos e o momento exato que precisamos colocar em prática essa habilidade, em um mundo que muda a cada segundo. Ter esse cuidado conosco é fundamental! Falamos sempre que precisamos trabalhar com as habilidades socioemocionais com os estudantes, mas estamos trabalhando em nós? 

Devemos a cada dia, está preparado para as mudanças e elas são uma das únicas certeza que temos não poderemos controlar, por outro lado, a forma que vamos responder  a essas mudanças, passa por nosso controle emocional. 

Todos nós professores, entramos na educação com o objetivo de impactar a vida dos estudantes. E a chave para alcançar esse objetivo está na forma que lidamos com as respostas, oferecendo aos nossos estudantes mais estabilidade e sendo um modelo para que possa inspirá-los ao longo de sua trajetória. 

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

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Débora Garofalo é Assessora Especial de Tecnologias da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo (SEE SP) e professora da rede pública de ensino de São Paulo. Formada em Letras e Pedagogia, mestranda em Educação pela PUC-SP, vencedora na temática Especial Inovação na Educação no Prêmio Professores do Brasil, Vencedora no Desafio de Aprendizagem Criativa do MIT e considerada uma das dez melhoras professoras do mundo pelo Global Teacher Prize, o Nobel da Educação.

Foco na resiliência

A resiliência nos traz a oportunidade de exercitar o comportamento adaptativo e reconhecer nossas atitudes e ações, além de exercitar nossa capacidade na prática, com foco no o que, por que e como fazer essas ações. Estudos demonstram que podemos ser mais resilientes ao estresse do dia e dia se mantivermos foco diários, tornando mais forte, que permite prosperar e não apenas sobreviver. 

Compreender esses pontos nos auxilia a manter um equilíbrio saudável das nossas atividades e a seguir nessa carreira em contribuímos em prol do outro e em que a todo momento somos colocados a prova. Por isso, se torna tão essencial falarmos deste assunto e mais do que falarmos aumentar a resiliência da equipe, evitando assim o abandono da carreira docente e evitando doenças como a síndrome de Burnout, que ocorre pelo esgotamento físico e mental. 

Devemos cultivar a resiliência, porque nosso objetivo não é apenas ensinar nas sala de aulas, mas também aprender, superar desafios e cumprir propósitos, formar cidadãos integrais, mas também nos cuidar para que possamos contribuir.

Se cuide,

Um abraço carinhoso e até a próxima!

Débora

Como a sala de aula invertida pode favorecer o aprendizado

By | Educação inovadora | No Comments

A sala de aula invertida do inglês flipped classroom aborda inverter a lógica da sala de aula convencional, em que o aluno fará a internalização de conteúdos, temas, assuntos essenciais antes da aula. E o processo continua durante e depois, junto com as aulas, para discutir conhecimentos adquiridos, tirar dúvidas de conteúdo, promover debates, tecer reflexões e depois aprofundar novos conhecimentos, entrando em um ciclo.

Na sala de aula de aula invertida o foco principal é o estudante. Desta maneira é possível trazer autoria e protagonismo aos estudantes, mas também as aulas. É preciso dar o primeiro passo para iniciar, para começar e envolver os estudantes em uma nova cultura, ao compreender que esse processo leva um tempo até os alunos ganhem essa independência e possam internalizar a sala de aula de aula invertida.

Assim, os professores podem propor preferências e também criar conteúdo para que os estudantes tenham o contato inicial, como: videoaulas, games, podcasts, pesquisas, textos, fóruns entre outros.

Por todo o exposto, a sala de aula invertida pode ser um importante aliado inclusive neste período de aprendizado emergencial, com aulas mediada por tecnologia, por oportunizar caminhos para que o estudante participe ativamente do processo de aprendizagem e se engaje nas atividades propostas, deixando que as aulas seja um momento para aprofundamento do que está sendo trabalhado e discutido entre os colegas, ao aprofundar no depois, com o conhecimento pleno do tema em que o professor proporciona assuntos complementares, desenvolvendo projetos específicos, atividades individuais e em grupos, no qual estará participando como protagonista da sua aprendizagem e o professor como um parceiro e um mediador essencial para que os alunos se guiem e busquem autoria na sua aprendizagem.

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

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Débora Garofalo é Assessora Especial de Tecnologias da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo (SEE SP) e professora da rede pública de ensino de São Paulo. Formada em Letras e Pedagogia, mestranda em Educação pela PUC-SP, vencedora na temática Especial Inovação na Educação no Prêmio Professores do Brasil, Vencedora no Desafio de Aprendizagem Criativa do MIT e considerada uma das dez melhoras professoras do mundo pelo Global Teacher Prize, o Nobel da Educação.

Para levar a sala de aula

Como vimos são muitos os benefícios para aprendizagem ao adotar a sala de aula invertida ao propor o trabalho com abordagem inovadora que torna a aprendizagem mais envolvente, prática e principalmente significativa, conheça algumas sugestões de como trabalhar com a sala de aula invertida.

Favoreça o trabalho com as habilidades: autonomia, capacidade de resolver problemas, senso crítico, criatividade, são algumas das oportunidades de trabalho com essa metodologia. 

Priorize o protagonismo juvenil: uma das vantagens da sala de aula invertida é que o estudante tem a oportunidade de ser ativo e responsável pela aprendizagem. No início é importante que o professor indique conteúdos. Com o tempo, os estudantes se tornarão curadores e poderão escolher o melhor conteúdo que ajudará a personalizar sua aprendizagem. 

Ao estudar previamente sobre um tema e ou assunto proposto, o estudante estabelece uma rotina de estudo, se organizando, controlando o seu tempo, seguindo o seu ritmo de aprendizagem e formato respeitando o seu processo de aprendizagem.

Tempo: a otimização do tempo é uma vantagem nesse modelo, já que ao abordar o tema nas aulas os estudantes já terão acesso ao assunto de maneira antecipada, potencializando, aprofundando e enriquecendo o aprendizado em sala de aula. 

Conteúdo prático: na sala de aula invertida o estudante acessa previamente o assunto a ser abordado nas aulas, chega melhor preparado e promove debates ricos com potenciais para trabalhar com soluções e situações reais e práticas. 

Enfim,  a sala de aula de invertida merece estar contemplada no seu planejamento!

Um abraço carinhoso e até a próxima,

Débora