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Tathiana Anselmo

PIRLS: VOCÊ SABE QUE NEGÓCIO É ESSE?

By | LITERATURA COM MARIA JOSÉ NÓBREGA | No Comments

O PIRLS – Progress in International Reading Literacy Study –, traduzido entre nós por Estudo Internacional de Progresso em Leitura, é uma iniciativa realizada a cada cinco anos pela  International  Association  for  the  Evaluation of Educational  Achievement (IEA), uma cooperativa internacional independente de instituições de pesquisa nacionais e agências de pesquisa governamentais que realiza estudos comparativos em grande escala de desempenho educacional e outros aspectos da educação. 

O PIRLS avalia habilidades de leitura no 4º ano do ensino fundamental, momento da escolaridade em que se espera que os estudantes já tenham ultrapassado a etapa do “aprender a ler”, podendo se dedicar a “ler para aprender”, a “ler para apreciar textos literários” de modo mais fluente e autônomo. Além de avaliar a compreensão leitora, o PIRLS recolhe informações sobre os fatores contextuais que podem influenciar o desempenho em leitura por meio de questionários dirigidos a estudantes, professores, diretores, pais ou responsáveis. 

Desde sua primeira edição em 2001, o número de países participantes tem aumentado a cada ciclo. A edição do PIRLS 2021 será a primeira em que o Brasil vai participar com uma amostra de escolas públicas e privadas, abrangendo todo o país. A tarefa de planejamento e operacionalização da prova está a cargo do Inep – Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, órgão ligado ao MEC, responsável pela avaliação educacional no país. 

A avaliação desenvolvida pelo PIRLS procura contemplar duas finalidades de leitura: ler para aprender por meio de textos expositivos, conhecidos como informativos, e ler para apreciar textos literários. No âmbito dessas duas finalidades, o PIRLS opera com quatro processos gerais de compreensão leitora:  

a. Localizar e retirar informação explícita;

b. Fazer inferências diretas; 

c. Interpretar e relacionar ideias e informações; 

d. Analisar e avaliar conteúdo e elementos textuais. 

No quadro seguinte, explicamos cada um desses processos, apontamos alguns fatores que podem tornar as tarefas propostas para avaliá-los mais ou menos difíceis e, por fim, sugerimos algumas intervenções de apoio aos estudantes que apresentem dificuldades para realizá-las com sucesso. 

*Clique na imagem para aumentá-la!

Explorar os quatro processos gerais de compreensão leitora do PIRLS no trabalho escolar pode ser bastante útil para que os educadores tenham maior clareza em relação aos desafios que propõem a seus alunos, mas, principalmente, para que ampliem seu arsenal de intervenções para apoiá-los no desafio de ler com proficiência os textos para seguir aprendendo, bem comousufruir os tesouros a serem descobertos pelos leitores literários. 

Para saber mais: 

Instituto de Avaliação Educativa, I.P. (IAVE).PIRLS = ePIRLS: Literacia de Leitura e Literacia de Leitura Online. Unidades de Avaliação. Disponível em: https://iave.pt/wp-content/uploads/2019/08/Unidades_AvaliacaoPIRLS_ePIRLS_2016.pdf   

Acesso em 03 jun. 2021. 

Um abraço e até a próxima,

Mazé

Sobre a autora do post

Maria José Nóbrega

Maria José Nóbrega

Colunista

Formada em Língua e Literatura Vernáculas pela PUC/SP, com mestrado em Filologia e Língua Portuguesa pela USP, atuou em programas de formação continuada junto ao MEC, à SEE de São Paulo e à SME de Florianópolis e de São Paulo. Compôs a equipe de elaboração dos Parâmetros Curriculares Nacionais, terceiro e quarto ciclos (1998); coordenou a equipe de Língua Portuguesa das Orientações curriculares e proposição de expectativas de aprendizagem para o ensino fundamental: ciclo I e II – SME de São Paulo (2007); integrou a equipe de elaboração da Proposta Curricular de Língua Portuguesa, do 1º ao 5º ano da SEE do Ceará (2014). Atuou como pesquisadora do Projeto “Currículos para os anos finais do ensino fundamental: concepções, modos de implantação, usos”, desenvolvido pelo Cenpec – Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (2015). Foi assessora do Projeto Planos de Aula da Nova Escola.

Atualmente, além de assessorar várias escolas particulares de São Paulo, é coordenadora dos projetos de leitura da Editora Moderna, organizadora da série “Como eu Ensino” da Editora Melhoramentos, professora do curso de Especialização em Formação de Escritores / Instituto Superior de Educação Vera Cruz e do curso O livro para a infância: processos de criação, circulação e mediação contemporâneos / A Casa Tombada.

Protagonismo juvenil: como desenvolver no dia a dia da sala de aula

By | Educação inovadora | No Comments

Muitos falamos sobre protagonismo juvenil, tema este que não é recente na sala de aula, mas que ganhou força com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), necessário para o envolvimento dos estudantes em ações pertencentes que vão além do universo pessoal e familiar e que podem gerar grandes impactos na sociedade. 

Conhecendo + 

Antonio Carlos Gomes da Costa, em sua obra intitulada Protagonismo Juvenil – Adolescência, Educação e participação democrática, defende que “parte do que os adolescentes pensam, dizem e fazem para transcender limites do entorno pessoal e familiar que impactará acontecimentos da vida comunitária e social que irá gerar mudanças decisivas na realidade ambiental, cultural e política, visando soluções de problemas ao desenvolver o potencial criativo e força transformadora.“ (Costa, 1996). 

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC), traz em sua essência, enquanto documento, a ideia do protagonismo em que relaciona com a Educação Integral e o Projeto de Vida dos estudantes, devendo ser vivenciada em todo o processo de escolarização, nas dimensões física, cognitiva, afetiva, social e cultural. A educação integral se refere a construção intencional de processos educativos em sintonia com as necessidades, possibilidades e interesses dos estudantes com os desafios da vida contemporânea, estando ligado ao desenvolvimento do protagonismo juvenil.  

Existem diversos caminhos para desenvolver o protagonismo juvenil em sala de aula, que reforça o compromisso da escola com a formação integral; promove o engajamento em ações pertencentes; desenvolve a autonomia e estimula e prepara os estudantes para a esfera social, cultural e econômica da vida.  Confira abaixo alguns caminhos para iniciar o trabalho em sala de aula. 

1. Abordagens ativas 

Leve a sala de aula novas abordagens, como as metodologias ativas. Experimente formatos como a sala de aula invertida e permita que os alunos tragam as suas próprias vivências para a educação. Dica: Especial Metodologias Ativas/Formação de professores 

2. Valorize a interação  

Crie momentos e espaços para a interação entre os estudantes, escola e território educativo. Promova debates e estimule a participação e a exposição de diferentes opiniões entre os discentes. 

3. Insira problemas reais 

Proponha atividades e reflexões que extrapolam o espaço escolar e que envolvam o território educativo. Incentive os alunos a trazerem para a sala de aula problemas reais, utilizando-o para interagir e solucionar demandas da vida em uma sociedade global.

4. Desenvolva habilidades de liderança 

Trabalhe diariamente o desenvolvimento de habilidades socioemocioanais para que sintam preparados para exercer à liderança, autonomia, o respeito, a empatia, a responsabilidade e a capacidade de tomar decisões. (DicaBenefícios da Educação Socioemocional).  

5. Papel do professor 

Nessa nova visão educacional o professor é mediador de conhecimento e deve considerar sua vivência e a sua realidade dentro e fora do ambiente escolar para uma relação colaborativa e, eventualmente, de autonomia dos estudantes. 

E você querido (a) professor (a), como promove o protagonismo na escola e na sala de aula? Conte aqui nos comentários e ajude a valorizar práticas docentes.  

Um abraço,

Débora

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

Colunista

Débora Garofalo é formada em Letras e Pedagogia, com especialização em Língua Portuguesa pela Unicamp, Mestra em Educação pela PUC-SP e FabLearn Fellow, Columbia, EUA. Professora há 16 anos da rede pública de SP, sendo idealizadora do trabalho de Robótica com Sucata que se tornou uma política pública. Atualmente é Coordenadora do Centro de Inovação da Secretaria Estadual de Educação do Estado de São Paulo e colunista do blog Redes na coluna Edução Inovadora na Editora Moderna.

Integrante da comissão de Direitos Humanos da Cidade de São Paulo e Palestrante em grandes eventos Nacionais e Internacionais entre eles, Latinoware, Campus Party, Bett Educar, Harvard, EUA, Oxford em Londres, Buenos Aires na Argentina, Ecole Polytechnique, França. Pelo trabalho realizado na Educação Pública, recebeu diversos prêmios importantes, entre eles: Professores do Brasil 2018, Desafio de Aprendizagem Criativa do MIT 2019, Medalha de Pacificadores da ONU 2019 e considerada uma 10 melhores Professoras do Mundo pelo Global Teacher Prize 2019, Nobel da Educação.

Como contar histórias com meu conteúdo? Conheça 3 técnicas simples e efetivas

By | ATIVAR | No Comments

Era uma vez, uma história… E com esse início, diversas experiências, aventuras, lições e perigos foram vividos pelos personagens da narrativa. Histórias estão presentes em músicas, filmes, séries, novelas, nos livros de literatura a ficção científica, em poemas, em diários íntimos, em álbuns de fotografias, em peças publicitárias, nas redes sociais, naquela cicatriz de infância.

Histórias magnetizam, conectam, encantam. Vivemos no meio social e as experiências, as vivências e as dores do outro nos importam: porque nós também somos o outro. É por isso e não só por isso, que páginas com fofocas de celebridades alcançam tantos cliques: ali estão expostas as brigas de família, as disputas, as declarações de amor, as reações, as emoções de outras pessoas.

Mas se histórias são magnéticas, conectam, encantam, despertam a curiosidade, tornam a mensagem mais clara, mais potente, mais memorável, podemos torná-las estratégia e ferramenta pedagógica, certo? Certo! Mas como? É o que vamos ver a seguir:

Primeiro, você precisa ter em mente que pode criar ou contar situações reais ou fictícias que relacionem o conteúdo à história. A história, nesse caso, serve para dar concretude à temática. Um exemplo disso, poderia ser um problema ou dificuldade enfrentado por uma pessoa, por ela não saber como resolver aquilo da maneira mais lógica: usando o conteúdo que eles aprenderão na sequência. Você pode pensar em situações que envolvam rotinas caseiras, como a produção de um bolo, trocar uma lâmpada, medir um objeto ou situações profissionais, como aquelas vividas por um médico no seu dia-a-dia, por um profissional que trabalha com obras e construção de casas, por um pintor que não tem exatamente a cor de que precisa para sua obra, etc.

Você também pode aproveitar personagens icônicos da sua área do conhecimento para incrementar a sua explicação de um novo tema, exemplo: Cleópatra, Pitágoras, Anne Frank, Platão, Marie Curie, Van Gogh, etc. Histórias que envolvam personagens reais, que são ícones numa área do conhecimento, causam encantamento e aproximação com o conteúdo. Aproveite!

Agora vamos de exercício prático?

Veja:

Exercício 1: anote o seu componente curricular em um papel e puxe flechas que direcionem para temáticas que possam se transformar em histórias ou situações. Comece por temas simples, que você já tem maior facilidade em trabalhar de forma criativa.

Exercício 2: Pense em situações que envolvam essa temática. Elas podem envolver problemas fictícios vividos por alguma pessoa, por um bairro, um país, um profissional de qualquer área.

Exercício 3: É possível criar narrativas envolvendo o conteúdo e trazendo como personagens alguns dos estudantes? Se sim, aproveite! Essa é uma ótima oportunidade de gerar engajamento e contemplar suas participações, trazendo seus nomes e contribuições para dentro do conteúdo estudado.

E para finalizarmos, se liga na dica! A revista (maravilhosa, por sinal) Educatrix tem uma edição totalmente focada no storytelling que, inclusive, conta com um texto meu, trazendo diversas estratégias que complementam essas ideias iniciais que vimos por aqui. Separe um tempinho e faça um favor a si mesmo(a), leia todos os artigos, que estão incríveis! Vale a pena conferir, através do link: https://en.calameo.com/read/00289932783277213475a

Um grande abraço digital!

Professora Emilly Fidelix | @seligaprof

Sobre a autora do post

Emilly Fidelix

Emilly Fidelix

Colunista

Emilly Fidelix é criadora do @seligaprof, onde impacta milhares de professores de todo o Brasil, palestrante e formadora de professores. É doutoranda em História Cultural (UFSC), especialista em Tecnologias, Comunicação e Técnicas de Ensino (UTFPR), colunista no blog Redes Moderna e professora de pós-graduação no Instituto Singularidades. Atua nas áreas de metodologias ativas, storytelling aplicado à educação e BNCC.

Jogos digitais na alfabetização

By | OLHARES | No Comments

Estamos sempre procurando novas práticas, metodologias, ferramentas e tudo mais que possa contribuir no processo de alfabetização dos nossos alunos, mas  sabemos que não há um único caminho, uma única “receita”, para alfabetizar, na verdade para atender diferentes necessidades de aprendizagem, precisamos de uma combinação entre esses vários elementos educacionais , que se complementem entre si. Tudo bem pensado e planejado em nossa rotina pedagógica, levando em conta as habilidades que serão desenvolvidas para que os alunos avancem na aprendizagem. 

Entre esses vários elementos temos os jogos digitais voltados para a alfabetização, que são ferramentas educacionais que podem fazer parte da rotina de estudos dos alunos, como  complementos as práticas desenvolvidas pelos professores em sala de aula, na consolidação de determinada habilidade desenvolvida, entre tantas outras funções pedagógicas.  

Trago aqui para a reflexão e  debate  a análise do uso de três possibilidades de usos dos jogos  digitais de alfabetização. Seus propósitos, suas dinâmicas e possibilidades de uso como complemento as nossas aulas na alfabetização. Em outro post, apresentarei outros, com outras características e possibilidades de explorar como apoio a educação. 

Aplicativos para a alfabetização: 

Grafogame 

É o aplicativo disponibilizado pelo MEC, dentro do Programa Tempo de Aprender, tendo como base principalmente a Consciência fonológica e o conhecimento alfabético. As atividades dentro do jogo exploram o aprendizado primeiro das letras (começa com as vogais), depois silabas e palavras, com muita  memorização e relações entre fonemas e grafemas.  

Necessita de conexão só para baixar, depois funciona offline. Pode ser utilizado com indicação e orientação do professor para uso da criança com apoio e acompanhamento pela família em casa, mas também pode ser usado diretamente por elas, sendo de fácil entendimento. Está disponível , no sistema Android, IOS e Microsoft Windows 7 e superiores. 

Voltado para crianças de 4 a 9 anos, do último ano da pré-escola e nos anos iniciais da alfabetização. A recomendação é de uso no máximo de quinze minutos por dia, segundo as orientações do Ministério da Educação.  

Minha análise: Pode apoiar o início da alfabetização, quando as crianças  ainda estão aprendendo o alfabeto e fazendo as primeiras relações entre o falado e escrito, escrevendo e lendo as primeiras palavras. Mas em sala de aula é importante que o professor inicie e explore a alfabetização tendo como base a centralidade do texto. Na BNCC, para os anos iniciais temos nas práticas de linguagem, quatro campos  onde os textos estão distribuídos: Campo de Vida Cotidiana, Campo da vida pública, Campo das práticas de estudo e pesquisa e Campo artístico-literário, que podem render inúmeras situações para a aprendizagem. 

Sugestão: Na rotina, se os alunos estiverem nessa fase inicial da alfabetização, inclua como tarefa, o uso com acompanhamento pela família, pelo menos 3 vezes por semana, como apoio ao trabalho iniciado na sala de aula, com base nos textos. 

Conheça: http://alfabetizacao.mec.gov.br/grapho-game 

Luz do saber  

Luz do Saber é um projeto do Programa Cientista-Chefe em Educação Básica do Estado do Ceará, que entre  suas ações disponibiliza um portal educacional gratuito  para alunos dos anos iniciais do ensino fundamental, com foco na alfabetização, com atividades online, jogos e materiais pedagógicos para o professor e de orientação as famílias. De fácil acesso e entendimento do seu funcionamento. 

Minha análise: Conteúdo de qualidade, amplo e diverso que explora as várias práticas de linguagem, para a alfabetização dos alunos, com sequências didáticas, com possibilidade de escritas autorias dos alunos, desenvolvimento leitura escrita e da oralidade a partir do contato com os diversos gêneros textuais orais, escritos e digitais. Destaque para as sugestões de atividades para serem desenvolvidas no contexto  familiar com uso da plataforma. `Pode inspirar práticas pedagógicas. 

Sugestão: Pode ser incorporado em toda a rotina de alfabetização dos alunos, em suas diferentes etapas, ao menos três dias da semana, como apoio  e complemento ao trabalho desenvolvido em sala de aula, de acordo com a necessidade de aprendizagem dos seus alunos. Realmente é um aprender brincando! Muito bom! Vale a pena explorar e estudar todo o conteúdo disponibilizado. 

Acesse: https://luzdosaber.seduc.ce.gov.br/  

EduEdu 

EduEdu é um aplicativo de acesso  gratuito, disponibilizado pela ONG -Instituto ABCD. A proposta é atender alunos com dificuldades em leitura e escrita, com dislexia. As atividades propostas exploram a consciência fonológica e o princípio alfabético, a leitura e compreensão do textual. A criança começa fazendo uma prova que verifica o conhecimento dela dentro dessas áreas e que gera um relatório com seu desempenho com dicas do que pode ser feito para que avance na aprendizagem. A partir desse relatório o aplicativo disponibiliza atividades digitais e para imprimir opara a criança voltada para atender as suas  necessidades de aprendizagem especificas, que vai mudando conforme a criança avança. O aplicativo tem muitas  atividades que envolvem a leitura e escrita de letras e palavras e as relações fonemas grafemas, mas  têm também textos, músicas e jogo. Tudo muito  colorido, com personagens no formato de monstrinhos, atrativo e dinâmico. Pode ser usado por alunos da pré-escola, de 4 a 5 anos, e de 1º ao 3º ano do ensino Fundamental 1. 

Destaque para aa atividades que exploram as questões socioemocionais e os relatórios com recomendações pedagógicas.  

Sugestão: Mesmo sendo pensado para crianças com dificuldades de aprendizagem, pode ser usado como complemento ao trabalho do professor em sala de aula com todos os alunos. O professor  pode aproveitar também o relatório gerado sobre o desempenho da criança, comparar com outros resultados no processo de avaliação realizado em sala, para refletir possíveis caminhos no processo de aprendizagem. Pode ser incorporado em toda a rotina de alfabetização dos alunos, em suas diferentes etapas, ao menos dois dias ou mais da semana, como apoio  e complemento ao trabalho desenvolvido em sala de aula, de acordo com a necessidade de aprendizagem dos seus alunos.  

Saiba mais: https://www.eduedu.com.br/ 

 Atenção!  

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), recomenda quanto ao uso excessivo das telas. Crianças com idades entre 2 e 5 anos, limitar o tempo de telas ao máximo de 1 hora/dia, sempre com supervisão de pais/cuidadores/ responsáveis; crianças com idades entre 6 e 10 anos, limitar o tempo de telas ao máximo de 1-2 horas/dia, sempre com supervisão de pais/responsáveis. 

Leia mais: https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/_22246c-ManOrient_-__MenosTelas__MaisSaude.pdf

 

Ao usar os jogos digitais, posso considerar que minhas aulas estão gamificadas? 

Resumidamente, a gamificação é uma metodologia de ensino com base na dinâmica do uso de jogos, que podem ser  eletrônicos ou não. Engaja a participação dos alunos, pode  potencializar o aprendizado de forma personalizada, torna o ensino prazeroso e  pode ser uma boa estratégia para apoiar o trabalho do professor na alfabetização. Esses aplicativos usam os elementos da gamificação, mas fazer uso deles apenas como recursos tecnológicos, não necessariamente significa que suas aulas serão gamifificadas, pois para isso precisamos considerar outros elementos como por exemplo, que os alunos pensem e encontrem novas formas de  se resolver situações e desafios, o que só fazer uso dos jogos digitais não dão conta. 

 

Um bom caminho para que seus alunos tenham mais oportunidades para avançar na aprendizagem é fazer uso dos aplicativos atrelados a sua rotina pedagógica, mas com a compreensão que eles não substituem as interações entre as crianças, o objeto do conhecimento e as intervenções dos professores! 

Espero que aproveitem as sugestões da melhor maneira possível, que explorem as possibilidades desses recursos e façam suas próprias análises, mas se já fazem uso de algum jogo digital voltado para a alfabetização, conte nos comentários. Será muito bom para todos esse compartilhamento de experiências! 

Um abraço e até o próximo post! 

Mara Mansani 

Sobre a autora do post

Mara Mansani

Mara Mansani

Colunista

Professora há quase 30 anos, lecionou em vários segmentos, da Educação Infantil ao 5º ano do Ensino Fundamental, passando também pela Educação de Jovens e Adultos (EJA). Recebeu o Prêmio Educador Nota 10, na área de Alfabetização, com o projeto Escrevendo com Lengalenga.

Leve para a sala de aula 7 ferramentas digitais que podem colaborar com o ensino híbrido

By | Educação inovadora | No Comments

O ensino híbrido compreende a mescla do aprendizado no formato presencial e o online, podendo e devendo ser adaptado conforme a necessidade escolar. Neste sentido, um importante aliado ao processo cognitivo, por permitir a mescla de estudantes em divisões por grupo, tanto para o retorno gradual das aulas no ambiente presencial e outro com aulas mediadas por tecnologia, neste momento que ainda estamos passando pela pandemia de COVID-19.

Este formato tende a contribuir com o processo da recuperação da aprendizagem, que já sabemos que devido ao longo período de aulas mediadas com o auxílio de tecnologias, não foi possível a participação de todos os estudantes e quando foi realizado, deixou lacunas e déficits no processo de ensino.

Estudo inédito realizado pelo Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (CAEd/UFJF) em estudantes do 5º e o 9º anos do Ensino Fundamental e a 3ª série do Ensino Médio, no início do ano letivo 2021, da Secretaria Estadual da Educação (Seduc-SP), no cenário da pandemia demostrou que crianças e jovens regrediram no processo de ensino e aprendizagem, com queda de 19% em Matemática Língua Portuguesa de 13% no 5º ano dos anos iniciais, em relação aos resultados do SAEB 2019. Para anos finais e médio as defasagens foram menores, mas com quedas no processo cognitivo.

É neste cenário que o ensino híbrido deve ter o foco no ambiente de aprendizado flexível, ativo e pautado no desenvolvimento de competências e habilidades que visam atividades por projetos e entre times. Este trabalho, antes imaginado somente na esfera presencial é possível de ser realizado na esfera online e com qualidade.

O que precisamos é mesclar, experimentar estas possibilidades e dar ao estudante a oportunidade de ser protagonista e participar ativamente da construção do seu processo de aprendizagem. A seguir, apresentarei algumas ferramentas que podem contribuir com o ensino híbrido.

Ferramentas digitais

As ferramentas digitais devem ser vistas como uma propulsora ao processo cognitivo e devem ser exploradas com finalidades especificas para que contribuam com a aprendizagem híbrida em que os estudantes terão a oportunidade de se envolver na construção de sua aprendizagem ao usar as muitas ferramentas conhecidas e ou explorar algumas com funcionalidades diferenciadas, mesclando-as para tornar as aulas mais atrativas.

1.Chat, WhatsApp e Telegram: essas ferramentas já são bastante conhecidas por todos, mas o ponto que trago, estamos usando toda a potencialidade delas nas aulas?  Sabemos que uma das constantes reclamações dos professores e a ausência de abertura de câmera dos estudantes nas aulas, que tal começar a olhar para o chat com o outro olhar, dando a oportunidade do estudante de participar por ali e o professor poderá eleger um mediador para este chat que irá auxiliá-lo com as dúvidas.

A mesma coisa vale para o WhatsApp e o Telegram, já que podem ser enviados complementos das aulas, como um exercício, promover uma discussão, algo que potencialize a sala de aula invertida.

Dica: O AprendiZap é uma ferramenta gratuita nova, mas muito promissora. Feito especialmente para alunos dos anos finais do Fundamental (6º ao 9º ano) e do Ensino Médio, ele consiste em conversas automáticas no WhatsApp, em que são enviados resumos, conteúdos e exercícios por meio do aplicativo de comunicação.

  1. Mindmeister é uma ferramenta gratuita para criação de mapas mentais são ideais para tecer reflexões e ou usar para realizar a idealização de um projeto do qual os estudantes possam criar. Além disso, serve como um norte para refletir, imaginar, criar e colocar em prática seus projetos e construções e tem muito a contribuir com o ensino híbrido.
  2. Padlet é uma ferramenta que possui sua versão paga e gratuita para criação de murais. Assim os estudantes podem exercitar a colaboração, mas também conhecer trabalhos que ficam expostos. Eles podem trabalhar as modalidades do ensino híbrido como estações por rotações que servirá para exposição dos seus trabalhos em murais para visualizações dos integrantes da sala. O professor pode fazer retomadas a partir destas construções e ou realizar exposição de um trabalho mão na massa em tempos que não podemos estar em contato físico. Já imaginou criar uma feira maker e ou de cientifica neste formato!
  3. Canva é uma das principais ferramentas para o ensino híbrido, nele é possível criar apresentações, slides, colaborativos e interativos, além de criar esquemas em uma plataforma bem intuitiva para os estudantes e de forma gratuita.
  4. GoConqr é uma ferramenta gratuita e perfeita para explorar possibilidades, dá para trabalhar a sala de aula invertida, estações por rotações, laboratório rotacional, ente outros ao expandir recursos utilizados em sala de aula por meio da criação de mapas mentais, quizzes, flashcards, fluxogramas, notas e outros, ótimos para ajudar no engajamento e nos estudos dos alunos.
  5. Edmodo a proposta desta ferramenta gratuita é bem interessante, pois ele funciona como uma rede social, porém voltada apenas à educação. Ela possibilita uma interação muito interessante entre professores, alunos e pais, com ferramentas relevantes para os docentes e uma plataforma prática e simples para os discentes que pode e deve usado na aprendizagem híbrida
  6. Edpuzzle – é uma ferramenta gratuita para criação de vídeos colaborativas, que podem trazer um ar diferente as aulas para realizar uma explicação sobre um determinado assunto e ou apenas permitir que os alunos realizem vídeos de maneira colaborativa, podendo contribuir muito para a aprendizagem híbrida.

Um abraço e até a próxima,

Débora

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

Colunista

Débora Garofalo é formada em Letras e Pedagogia, com especialização em Língua Portuguesa pela Unicamp, Mestra em Educação pela PUC-SP e FabLearn Fellow, Columbia, EUA. Professora há 16 anos da rede pública de SP, sendo idealizadora do trabalho de Robótica com Sucata que se tornou uma política pública. Atualmente é Coordenadora do Centro de Inovação da Secretaria Estadual de Educação do Estado de São Paulo e colunista do blog Redes na coluna Edução Inovadora na Editora Moderna.

Integrante da comissão de Direitos Humanos da Cidade de São Paulo e Palestrante em grandes eventos Nacionais e Internacionais entre eles, Latinoware, Campus Party, Bett Educar, Harvard, EUA, Oxford em Londres, Buenos Aires na Argentina, Ecole Polytechnique, França. Pelo trabalho realizado na Educação Pública, recebeu diversos prêmios importantes, entre eles: Professores do Brasil 2018, Desafio de Aprendizagem Criativa do MIT 2019, Medalha de Pacificadores da ONU 2019 e considerada uma 10 melhores Professoras do Mundo pelo Global Teacher Prize 2019, Nobel da Educação.

Saiba mais sobre um recurso chamado infográfico

By | ATIVAR | No Comments

Olá, prof! Você já pensou em explorar um recurso chamado infográfico? Sabe o que é? Já criou um? Pois é sobre isso que vamos conversar.

Infográfico é uma representação visual que traz consigo dados, informações, conceitos ou mesmo fenômenos, por exemplo. A base de um infográfico é a necessidade de comunicar algo, por isso, utiliza-se de recursos visuais variados, com o objetivo de tornar aquela informação o mais clara possível. Como é um recurso visual, os infográficos tornam a informação mais atraente, chamando a atenção do leitor para os tópicos elencados e servindo como recurso para elucidar situações.

Nesse sentido, ao olharmos para a educação, podemos enxergar o potencial dos infográficos em várias esferas: pelas vias da comunicação, da criatividade, do trabalho colaborativo, da síntese e da possibilidade de se explorar outros caminhos para explicar um fenômeno. E já que entramos no nosso campo, que tal analisarmos como a BNCC aborda os infográficos? Veja:

“As práticas de linguagem contemporâneas não só envolvem novos gêneros e textos cada vez mais multissemióticos e multimidiáticos, como também novas formas de produzir, de configurar, de disponibilizar, de replicar e de interagir. As novas ferramentas de edição de textos, áudios, fotos, vídeos tornam acessíveis a qualquer um a produção e disponibilização de textos multissemióticos nas redes sociais e outros ambientes da Web. Não só é possível acessar conteúdos variados em diferentes mídias, como também produzir e publicar fotos, vídeos diversos, podcasts, infográficos, enciclopédias colaborativas, revistas e livros digitais et” (BNCC, p. 68)

Infográficos são uma ótima forma de trabalhar com divulgação científica, comunicação, apresentação de dados, representação de fenômenos, explicar conceitos, compartilhar ideias e síntese de notícias, por exemplo. Para o desenvolvimento de habilidades, a BNCC também aponta algumas possibilidades, veja alguns exemplos para o ensino fundamental e médio:

(EF69LP33) Articular o verbal com os esquemas, infográficos, imagens variadas etc. na (re)construção dos sentidos dos textos de divulgação científica e retextualizar do discursivo para o esquemático – infográfico, esquema, tabela, gráfico, ilustração etc. – e, ao contrário, transformar o conteúdo das tabelas, esquemas, infográficos, ilustrações etc. em texto discursivo, como forma de ampliar as possibilidades de compreensão desses textos e analisar as características das multissemioses e dos gêneros em questão (BNCC, p. 151).

(EF09LI12) Produzir textos (infográficos, fóruns de discussão on-line, fotorreportagens, campanhas publicitárias, memes, entre outros) sobre temas de interesse coletivo local ou global, que revelem posicionamento crítico (BNCC, p. 263)

(EM13LP45) Analisar, discutir, produzir e socializar, tendo em vista temas e acontecimentos de interesse local ou global, notícias, fotodenúncias, fotorreportagens, reportagens multimidiáticas, documentários, infográficos, podcasts noticiosos, artigos de opinião, críticas da mídia, vlogs de opinião, textos de apresentação e apreciação de produções culturais (resenhas, ensaios etc.) e outros gêneros próprios das formas de expressão das culturas juvenis (vlogs e podcasts culturais, gameplay etc.), em várias mídias, vivenciando de forma significativa o papel de repórter, analista, crítico, editorialista ou articulista, leitor, vlogueiro e booktuber, entre outros (BNCC, p. 522).

Mas, Emilly, onde encontro ferramentas que sirvam para a criação dos infográficos? É para isso que chegamos até aqui! Lembre-se que você pode criar infográficos como parte adicional aos seus conteúdos, mas também pode desafiá-los a criarem uma apresentação nesse formato. Vamos conhecer três ferramentas digitais simples que você pode explorar? Vamos lá:

  1. Canva – www.canva.com
  2. Infogram – www.infogram.com 
  3. Venngage – www.pt.venngage.com

Sugestão final: explore as ferramentas, entenda o que serve para o seu contexto, o seu componente e verifique a intencionalidade no uso de infográficos com os seus alunos: 1. Qual é o meu objetivo? 2. Que competências espero que desenvolvam? 3. Quanto tempo terão para realizar esse desafio? 4. Como serão avaliados? Deixe esses três itens claros para que todo o processo seja transparente e os estudantes entendam a importância dessa atividade, do uso dessas ferramentas e como serão avaliados.

Um grande abraço digital,

Professora Emilly | @seligaprof

Sobre a autora do post

Emilly Fidelix

Emilly Fidelix

Colunista

Emilly Fidelix é criadora do @seligaprof, onde impacta milhares de professores de todo o Brasil, palestrante e formadora de professores. É doutoranda em História Cultural (UFSC), especialista em Tecnologias, Comunicação e Técnicas de Ensino (UTFPR), colunista no blog Redes Moderna e professora de pós-graduação no Instituto Singularidades. Atua nas áreas de metodologias ativas, storytelling aplicado à educação e BNCC.