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Tathiana Anselmo

Leve para a sala de aula 7 ferramentas digitais que podem colaborar com o ensino híbrido

By | Educação inovadora | No Comments

O ensino híbrido compreende a mescla do aprendizado no formato presencial e o online, podendo e devendo ser adaptado conforme a necessidade escolar. Neste sentido, um importante aliado ao processo cognitivo, por permitir a mescla de estudantes em divisões por grupo, tanto para o retorno gradual das aulas no ambiente presencial e outro com aulas mediadas por tecnologia, neste momento que ainda estamos passando pela pandemia de COVID-19.

Este formato tende a contribuir com o processo da recuperação da aprendizagem, que já sabemos que devido ao longo período de aulas mediadas com o auxílio de tecnologias, não foi possível a participação de todos os estudantes e quando foi realizado, deixou lacunas e déficits no processo de ensino.

Estudo inédito realizado pelo Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (CAEd/UFJF) em estudantes do 5º e o 9º anos do Ensino Fundamental e a 3ª série do Ensino Médio, no início do ano letivo 2021, da Secretaria Estadual da Educação (Seduc-SP), no cenário da pandemia demostrou que crianças e jovens regrediram no processo de ensino e aprendizagem, com queda de 19% em Matemática Língua Portuguesa de 13% no 5º ano dos anos iniciais, em relação aos resultados do SAEB 2019. Para anos finais e médio as defasagens foram menores, mas com quedas no processo cognitivo.

É neste cenário que o ensino híbrido deve ter o foco no ambiente de aprendizado flexível, ativo e pautado no desenvolvimento de competências e habilidades que visam atividades por projetos e entre times. Este trabalho, antes imaginado somente na esfera presencial é possível de ser realizado na esfera online e com qualidade.

O que precisamos é mesclar, experimentar estas possibilidades e dar ao estudante a oportunidade de ser protagonista e participar ativamente da construção do seu processo de aprendizagem. A seguir, apresentarei algumas ferramentas que podem contribuir com o ensino híbrido.

Ferramentas digitais

As ferramentas digitais devem ser vistas como uma propulsora ao processo cognitivo e devem ser exploradas com finalidades especificas para que contribuam com a aprendizagem híbrida em que os estudantes terão a oportunidade de se envolver na construção de sua aprendizagem ao usar as muitas ferramentas conhecidas e ou explorar algumas com funcionalidades diferenciadas, mesclando-as para tornar as aulas mais atrativas.

1.Chat, WhatsApp e Telegram: essas ferramentas já são bastante conhecidas por todos, mas o ponto que trago, estamos usando toda a potencialidade delas nas aulas?  Sabemos que uma das constantes reclamações dos professores e a ausência de abertura de câmera dos estudantes nas aulas, que tal começar a olhar para o chat com o outro olhar, dando a oportunidade do estudante de participar por ali e o professor poderá eleger um mediador para este chat que irá auxiliá-lo com as dúvidas.

A mesma coisa vale para o WhatsApp e o Telegram, já que podem ser enviados complementos das aulas, como um exercício, promover uma discussão, algo que potencialize a sala de aula invertida.

Dica: O AprendiZap é uma ferramenta gratuita nova, mas muito promissora. Feito especialmente para alunos dos anos finais do Fundamental (6º ao 9º ano) e do Ensino Médio, ele consiste em conversas automáticas no WhatsApp, em que são enviados resumos, conteúdos e exercícios por meio do aplicativo de comunicação.

  1. Mindmeister é uma ferramenta gratuita para criação de mapas mentais são ideais para tecer reflexões e ou usar para realizar a idealização de um projeto do qual os estudantes possam criar. Além disso, serve como um norte para refletir, imaginar, criar e colocar em prática seus projetos e construções e tem muito a contribuir com o ensino híbrido.
  2. Padlet é uma ferramenta que possui sua versão paga e gratuita para criação de murais. Assim os estudantes podem exercitar a colaboração, mas também conhecer trabalhos que ficam expostos. Eles podem trabalhar as modalidades do ensino híbrido como estações por rotações que servirá para exposição dos seus trabalhos em murais para visualizações dos integrantes da sala. O professor pode fazer retomadas a partir destas construções e ou realizar exposição de um trabalho mão na massa em tempos que não podemos estar em contato físico. Já imaginou criar uma feira maker e ou de cientifica neste formato!
  3. Canva é uma das principais ferramentas para o ensino híbrido, nele é possível criar apresentações, slides, colaborativos e interativos, além de criar esquemas em uma plataforma bem intuitiva para os estudantes e de forma gratuita.
  4. GoConqr é uma ferramenta gratuita e perfeita para explorar possibilidades, dá para trabalhar a sala de aula invertida, estações por rotações, laboratório rotacional, ente outros ao expandir recursos utilizados em sala de aula por meio da criação de mapas mentais, quizzes, flashcards, fluxogramas, notas e outros, ótimos para ajudar no engajamento e nos estudos dos alunos.
  5. Edmodo a proposta desta ferramenta gratuita é bem interessante, pois ele funciona como uma rede social, porém voltada apenas à educação. Ela possibilita uma interação muito interessante entre professores, alunos e pais, com ferramentas relevantes para os docentes e uma plataforma prática e simples para os discentes que pode e deve usado na aprendizagem híbrida
  6. Edpuzzle – é uma ferramenta gratuita para criação de vídeos colaborativas, que podem trazer um ar diferente as aulas para realizar uma explicação sobre um determinado assunto e ou apenas permitir que os alunos realizem vídeos de maneira colaborativa, podendo contribuir muito para a aprendizagem híbrida.

Um abraço e até a próxima,

Débora

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

Colunista

Débora Garofalo é formada em Letras e Pedagogia, com especialização em Língua Portuguesa pela Unicamp, Mestra em Educação pela PUC-SP e FabLearn Fellow, Columbia, EUA. Professora há 16 anos da rede pública de SP, sendo idealizadora do trabalho de Robótica com Sucata que se tornou uma política pública. Atualmente é Coordenadora do Centro de Inovação da Secretaria Estadual de Educação do Estado de São Paulo e colunista do blog Redes na coluna Edução Inovadora na Editora Moderna.

Integrante da comissão de Direitos Humanos da Cidade de São Paulo e Palestrante em grandes eventos Nacionais e Internacionais entre eles, Latinoware, Campus Party, Bett Educar, Harvard, EUA, Oxford em Londres, Buenos Aires na Argentina, Ecole Polytechnique, França. Pelo trabalho realizado na Educação Pública, recebeu diversos prêmios importantes, entre eles: Professores do Brasil 2018, Desafio de Aprendizagem Criativa do MIT 2019, Medalha de Pacificadores da ONU 2019 e considerada uma 10 melhores Professoras do Mundo pelo Global Teacher Prize 2019, Nobel da Educação.

Saiba mais sobre um recurso chamado infográfico

By | ATIVAR | No Comments

Olá, prof! Você já pensou em explorar um recurso chamado infográfico? Sabe o que é? Já criou um? Pois é sobre isso que vamos conversar.

Infográfico é uma representação visual que traz consigo dados, informações, conceitos ou mesmo fenômenos, por exemplo. A base de um infográfico é a necessidade de comunicar algo, por isso, utiliza-se de recursos visuais variados, com o objetivo de tornar aquela informação o mais clara possível. Como é um recurso visual, os infográficos tornam a informação mais atraente, chamando a atenção do leitor para os tópicos elencados e servindo como recurso para elucidar situações.

Nesse sentido, ao olharmos para a educação, podemos enxergar o potencial dos infográficos em várias esferas: pelas vias da comunicação, da criatividade, do trabalho colaborativo, da síntese e da possibilidade de se explorar outros caminhos para explicar um fenômeno. E já que entramos no nosso campo, que tal analisarmos como a BNCC aborda os infográficos? Veja:

“As práticas de linguagem contemporâneas não só envolvem novos gêneros e textos cada vez mais multissemióticos e multimidiáticos, como também novas formas de produzir, de configurar, de disponibilizar, de replicar e de interagir. As novas ferramentas de edição de textos, áudios, fotos, vídeos tornam acessíveis a qualquer um a produção e disponibilização de textos multissemióticos nas redes sociais e outros ambientes da Web. Não só é possível acessar conteúdos variados em diferentes mídias, como também produzir e publicar fotos, vídeos diversos, podcasts, infográficos, enciclopédias colaborativas, revistas e livros digitais et” (BNCC, p. 68)

Infográficos são uma ótima forma de trabalhar com divulgação científica, comunicação, apresentação de dados, representação de fenômenos, explicar conceitos, compartilhar ideias e síntese de notícias, por exemplo. Para o desenvolvimento de habilidades, a BNCC também aponta algumas possibilidades, veja alguns exemplos para o ensino fundamental e médio:

(EF69LP33) Articular o verbal com os esquemas, infográficos, imagens variadas etc. na (re)construção dos sentidos dos textos de divulgação científica e retextualizar do discursivo para o esquemático – infográfico, esquema, tabela, gráfico, ilustração etc. – e, ao contrário, transformar o conteúdo das tabelas, esquemas, infográficos, ilustrações etc. em texto discursivo, como forma de ampliar as possibilidades de compreensão desses textos e analisar as características das multissemioses e dos gêneros em questão (BNCC, p. 151).

(EF09LI12) Produzir textos (infográficos, fóruns de discussão on-line, fotorreportagens, campanhas publicitárias, memes, entre outros) sobre temas de interesse coletivo local ou global, que revelem posicionamento crítico (BNCC, p. 263)

(EM13LP45) Analisar, discutir, produzir e socializar, tendo em vista temas e acontecimentos de interesse local ou global, notícias, fotodenúncias, fotorreportagens, reportagens multimidiáticas, documentários, infográficos, podcasts noticiosos, artigos de opinião, críticas da mídia, vlogs de opinião, textos de apresentação e apreciação de produções culturais (resenhas, ensaios etc.) e outros gêneros próprios das formas de expressão das culturas juvenis (vlogs e podcasts culturais, gameplay etc.), em várias mídias, vivenciando de forma significativa o papel de repórter, analista, crítico, editorialista ou articulista, leitor, vlogueiro e booktuber, entre outros (BNCC, p. 522).

Mas, Emilly, onde encontro ferramentas que sirvam para a criação dos infográficos? É para isso que chegamos até aqui! Lembre-se que você pode criar infográficos como parte adicional aos seus conteúdos, mas também pode desafiá-los a criarem uma apresentação nesse formato. Vamos conhecer três ferramentas digitais simples que você pode explorar? Vamos lá:

  1. Canva – www.canva.com
  2. Infogram – www.infogram.com 
  3. Venngage – www.pt.venngage.com

Sugestão final: explore as ferramentas, entenda o que serve para o seu contexto, o seu componente e verifique a intencionalidade no uso de infográficos com os seus alunos: 1. Qual é o meu objetivo? 2. Que competências espero que desenvolvam? 3. Quanto tempo terão para realizar esse desafio? 4. Como serão avaliados? Deixe esses três itens claros para que todo o processo seja transparente e os estudantes entendam a importância dessa atividade, do uso dessas ferramentas e como serão avaliados.

Um grande abraço digital,

Professora Emilly | @seligaprof

Sobre a autora do post

Emilly Fidelix

Emilly Fidelix

Colunista

Emilly Fidelix é criadora do @seligaprof, onde impacta milhares de professores de todo o Brasil, palestrante e formadora de professores. É doutoranda em História Cultural (UFSC), especialista em Tecnologias, Comunicação e Técnicas de Ensino (UTFPR), colunista no blog Redes Moderna e professora de pós-graduação no Instituto Singularidades. Atua nas áreas de metodologias ativas, storytelling aplicado à educação e BNCC.

Contos e recontos, leituras e releituras, escrita e reescrita

By | LITERATURA COM MARIA JOSÉ NÓBREGA | No Comments

Aprende-se a falar e a escrever “tocando a linguagem de ouvido”1 (Albano, 1990), isto é, assimilando a palavra dos outros, interagindo com a linguagem. É por meio da convivência com textos que repetimos de memória, ou que recontamos, quer completando, adaptando, suprimindo, modificando, que nos inscrevemos em uma longa cadeia de narradores, de contadores de contos, lendas, fábulas… 

O processo de apropriação desses diferentes gêneros – enquanto formas típicas de linguagem – se dá por um processo que Bakhtin2 chama de ventrilocução, no qual se incorporam outras vozes, palavras alheias, que vão aos poucos se convertendo em palavras “próprias”. É assim que uma série de gêneros literários da tradição popular, cujas fontes são indefinidas, passaram ser contados e recontados das mais variadas formas e estilos.  

reconto tem sua origem na oralidade na figura do contador de histórias que se dirige a uma plateia. Só muito mais tarde é que o reconto também passou a circular como um texto escrito para ser lido.  

Pensando nessa longa jornada, é interessante, a título de exemplo, considerar a trajetória deIlan Brenman que começou sua carreira contando histórias de vários partes do mundo, para, apenas mais tarde, dar a elas uma versão escrita. Em As narrativas preferidas de um contador de histórias (Moderna), o leitor encontra alguns dos contos que Ilan contava na época em que sua profissão era contar histórias. Não há dúvidas de que essa experiência com a oralidade, marca a sua produção escrita. Tal como a água arredonda as arestas da pedra, a história escrita traz as marcas dos achados expressivos vivenciados na interação com os ouvintes: suas reações, intromissões, comentários. 

Por essa razão, os recontos são tão potentes para ensinar as crianças a escrever. Atividades de reconto permitem que a criança fique, em parte, liberada da tarefa de criar o plano do conteúdo já definido pelo texto a ser recontado. A tarefa oferece possibilidade de priorizar aspectos estilísticos característicos do plano da expressão do gênero a que pertence o texto-fonte, explorando uma série de tópicos relativos à construção da textualidade, como as operações de coesão referencial, de conexão e de segmentação do texto. Recontando textos, a criança assimila, progressivamente, os padrões próprios da linguagem escrita. 

Um pouco diferente é o trabalho de retextualização feito com obras de autores conhecidos a que se chama de adaptação. A obra adaptada procura aproximar o texto-fonte ao horizonte de expectativas do seu receptor, tornando possível a crianças e jovens dialogarem com a obra e, assim, refletirem a respeito de suas experiências, enriquecerem seu imaginário, ampliarem seu domínio linguístico. Se não recebessem esse tratamento, muito provavelmente, a assimetria existente entre o texto-fonte e seu destinatário inviabilizariam a compreensão da obra. As adaptações cumprem, assim, um papel relevante na formação do leitor literário ao mediar obras clássicas.  

Um cuidado, porém, é essencial: prezar pela qualidade do texto adaptado. É importante que, na medida do possível, a adaptação preserve as características do texto-fonte: o tratamento do assunto, a estrutura da narrativa e o estilo do autor, já que há um pacto ético entre quem adapta e o seu leitor. É o que faz Walcyr Carrasco em suas adaptações das obras de Júlio Verne – Viagem ao centro da Terra e Vinte mil léguas submarinas. Através dos recursos de sua escrita autoral como escritor e roteirista de novelas, Walcy assegura uma experiência estética de qualidade: o leitor pode dizer, sem mentir, que conhece as duas obras de Verne.  

Um trabalho textual um pouco diferente é o que faz o escritor e ilustrador Jean-Claude Alphen em A outra história de Cachinhos Dourados (Salamandra)Nessa versão, perdida na floresta, Cachinhos se dá conta de que o final da sua história não só já é conhecido, como é muito sem graça. A partir de então, em diálogo com o narrador do conto tradicional, a menina começa a narrar, ela mesma, sua aventura na casa dos três ursos. O que Jean-Claude faz é uma recriação ou releitura. 

Em uma recriação ou releitura, o autor “deforma” criativamente um texto preexistente, prestando uma espécie de homenagem à obra que lhe deu origem, por meio da intertextualidade. Demanda, assim, um leitor comparativo, já que, diferentemente de um plágio, em que ao copiar algo o autor deseja apagar a memória do texto-fonte, a releitura é uma criação artística que busca exatamente essa aproximação. 

Essa liberdade de brincar com os contos clássicos abre possibilidades para escrita infantil experimentar certa autoria. Um belo convite para nos enroscarmos nos contos e recontos, nas leituras e releituras, na escrita e reescrita. 

Mazé

Sobre a autora do post

Maria José Nóbrega

Maria José Nóbrega

Colunista

Formada em Língua e Literatura Vernáculas pela PUC/SP, com mestrado em Filologia e Língua Portuguesa pela USP, atuou em programas de formação continuada junto ao MEC, à SEE de São Paulo e à SME de Florianópolis e de São Paulo. Compôs a equipe de elaboração dos Parâmetros Curriculares Nacionais, terceiro e quarto ciclos (1998); coordenou a equipe de Língua Portuguesa das Orientações curriculares e proposição de expectativas de aprendizagem para o ensino fundamental: ciclo I e II – SME de São Paulo (2007); integrou a equipe de elaboração da Proposta Curricular de Língua Portuguesa, do 1º ao 5º ano da SEE do Ceará (2014). Atuou como pesquisadora do Projeto “Currículos para os anos finais do ensino fundamental: concepções, modos de implantação, usos”, desenvolvido pelo Cenpec – Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (2015). Foi assessora do Projeto Planos de Aula da Nova Escola.

Atualmente, além de assessorar várias escolas particulares de São Paulo, é coordenadora dos projetos de leitura da Editora Moderna, organizadora da série “Como eu Ensino” da Editora Melhoramentos, professora do curso de Especialização em Formação de Escritores / Instituto Superior de Educação Vera Cruz e do curso O livro para a infância: processos de criação, circulação e mediação contemporâneos / A Casa Tombada.

5 dicas para trabalhar a aprendizagem colaborativa em sala de aula

By | Educação inovadora | No Comments

A aprendizagem colaborativa pode ser compreendida como uma estratégia que traz benefícios a educação ao despertar o interesse dos estudantes e o potencial de prepará-los para os desafios futuros.

Há diferentes formas de trabalhar esta abordagem em sala de aula, que visa colocar o aluno no centro do processo de aprendizagem, mas principalmente de estimular a colaboração entre os estudantes e seus pares na busca ativa por sua construção de conhecimento.

Aprendizagem colaborativa

A aprendizagem colaborativa se baseia na interação e na participação ativa dos estudantes com o processo de aprendizagem, com o objetivo de promover trocas de experiências, cooperativismo e o engajamento dos estudantes.

O principal foco desta abordagem é permitir que os estudantes tenham a oportunidade de vivenciar o pensamento crítico e o desenvolvimento de capacidades interativas e de resoluções de problemas reais. Assim, os estudantes são convidados a trabalhar em colaboração em que o papel do professor é conduzir e mediar o processo cognitivo, permitindo que eles pensem, reflitam e participem ativamente da aprendizagem.

Dicas para levar a aprendizagem colaborativa para as aulas

Como vimos, a aprendizagem colaborativa traz diversos benefícios a aprendizagem dos estudantes. A abordagem tem o potencial de desenvolver diversas características que acompanharão ao longo da vida, como autonomia e capacidade de liderança.

Os benefícios desta abordagem ativa não são apenas no âmbito intelectual, mas também no âmbito social, por permitir troca de experiências, informações e de saberes, muitas relacionadas a aprendizagem emocional, que compreendem se relacionar com o outro, compreender e aceitar opiniões contrárias e tomar decisões em conjunto.

Esse aprendizado, faz com o que estudante aceite trabalhar as dificuldades e busque por novas soluções, mas tendo empatia pelo outro e respeitando mutuamente as diferentes situações. Confira abaixo algumas ideias para levar a sala de aula.

1. Ambiente flexível de aprendizado

A aprendizagem colaborativa visa que o aprendizado é compartilhado entre todos os estudantes, o que significa um ambiente flexível, beneficiando todos os envolvidos. Para isso, o professor tem que planejar situações que permita a vivência deste ambiente flexível que faz com o estudante seja protagonista.

2. Professor mediador de aprendizado

O papel do professor também diferente na abordagem colaborativa, ele tornar-se é mediador do conhecimento, que tem como missão guiar os estudantes dentro do processo de ensino, desafiando a trocar conhecimentos e experiências beneficiando o crescimento intelectual e social.

3. Aprendizagem investigativa

Como vimos, essa abordagem de ensino aguça e busca o conhecimento no campo investigativo, em que estudantes são estimulados a buscar e participar do processo de aprendizagem utilizando novas formas de aprender e ensinar em troca dos conhecimentos adquiridos. Assim, é essencial apresentar o currículo de outra maneira, através de metodologias ativas, ensino híbrido, sala de aula invertida, ferramentas digitais, cultura maker, entre outras possibilidades.

4. Invista em atividades em pares

A colaboração envolve a participação dos estudantes em projetos, em que o professor deve provocá-los a trabalhar as atividades em grupo para juntos possam criar

estratégias de ensino, fazendo com o que aprendam a chegar a conclusões, buscar autonomia, defender ideias de maneira colaborativa, usando diferentes ferramentas e formatos que dá a oportunidade de colocar em prática o que foi aprendido.

5. Cultura Maker

A aplicação e o uso da filosofia maker, contribui com a aprendizagem colaborativa. As atividades mão na massa permite que os estudantes participem ativamente das aulas, desde a idealização do seu projeto até a construção com temas propostos ao trabalhar a criatividade e o pensamento crítico.

E você querido professor (a), gostou de conhecer um pouco mais sobre o tema e possibilidades de implementar em suas aulas? Então, não deixe de compartilhar suas experiências e de compartilhar com os colegas para que possamos transformar a educação.

Um abraço e até a próxima,

Débora

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

Colunista

Débora Garofalo é formada em Letras e Pedagogia, com especialização em Língua Portuguesa pela Unicamp, Mestra em Educação pela PUC-SP e FabLearn Fellow, Columbia, EUA. Professora há 16 anos da rede pública de SP, sendo idealizadora do trabalho de Robótica com Sucata que se tornou uma política pública. Atualmente é Coordenadora do Centro de Inovação da Secretaria Estadual de Educação do Estado de São Paulo e colunista do blog Redes na coluna Edução Inovadora na Editora Moderna.

Integrante da comissão de Direitos Humanos da Cidade de São Paulo e Palestrante em grandes eventos Nacionais e Internacionais entre eles, Latinoware, Campus Party, Bett Educar, Harvard, EUA, Oxford em Londres, Buenos Aires na Argentina, Ecole Polytechnique, França. Pelo trabalho realizado na Educação Pública, recebeu diversos prêmios importantes, entre eles: Professores do Brasil 2018, Desafio de Aprendizagem Criativa do MIT 2019, Medalha de Pacificadores da ONU 2019 e considerada uma 10 melhores Professoras do Mundo pelo Global Teacher Prize 2019, Nobel da Educação.

5 maneiras simples de aumentar a motivação dos estudantes

By | ATIVAR | No Comments

Não importa o formato em que o professor esteja trabalhando, lidar com a falta de motivação dos estudantes sempre foi um desafio. O desafio, no entanto, tem aumentado desde que a pandemia assolou a nossa realidade transformando o nosso cotidiano e, consequentemente, a nossa prática pedagógica. Diariamente, professores vêm me trazer a seguinte demanda: como engajar os estudantes? Para isso, é preciso levarmos alguns tópicos iniciais em consideração:

                1. O tão falado protagonismo do estudante vem ganhando cada vez mais espaço e demanda. Aquele formato de apenas ser um ouvinte, em todas as aulas, vem sendo deixado de lado à medida que novas metodologias são aprendidas e implementadas. Especialmente em idades em que os estudantes se comunicam e criam na internet, para eles, fará cada vez menos sentido se deslocar a um espaço de aprendizagem para cumprir um papel passivo. Ser protagonista, como num filme, é ser aquele que tem sua história revelada, valorizada, é ter sua voz ouvida e suas experiências compartilhadas.

                2. Com quem estou lidando? Em meio a tantas atividades, deveres a serem cumpridos, planejamentos e avaliações a serem desenvolvidas, muitas vezes, um aspecto fundamental é esquecido: conhecer quem são os nossos alunos. O que gostam? Quais seus interesses? O que não gostam? No que se consideram bons? Quem são seus ídolos? E seus talentos? E suas músicas favoritas? E seus filmes e séries?

              3. Autonomia pode ser a chave para uma educação emancipatória, que forma não apenas pessoas para o mercado de trabalho, mas para a cidadania consciente. Autonomia para serem criativos, autonomia para resolver problemas, autonomia para criarem, inovarem, inventarem. E autonomia vem com… Opções de escolha. É preciso criarmos um ambiente escolar com mais poder de decisão aos estudantes.

Tendo isso em mente, vamos às cinco formas simples de aumentar a motivação e o engajamento dos estudantes.

1. Incluir elementos que fazem parte de suas realidades e interesses: uma forma de fazer isso, é adicionar à sua comunicação/apresentação, memes que tenham relação com o conteúdo que você está explorando. Existem memes de diversas áreas do conhecimento e páginas em redes sociais totalmente destinadas a esse tipo de conteúdo. Logo que veem um meme na apresentação do professor, os estudantes logo se perguntam: mas o que isso quer dizer? Que sacada está por trás disso? Ou o que isso quer dizer? O interesse e curiosidade são despertados e o professor pode aproveitar o recurso para fazer análise, interpretação, pesquisa e conferir se a informação é correta ou, ainda, entender ironia, sarcasmo, etc. Ah, e se você pensa que meme é bobagem, procure por MEMES no documento da BNCC.

2. Vai solicitar um trabalho? Dê opções de escolha. Se uma das possibilidades for o desenvolvimento da cultura digital, por exemplo, que tal desafiá-los a produzirem um vídeo-minuto, uma fotodenúncia ou meme, por exemplo? Assim, as equipes podem pensar em todas as alternativas, negociar entre si (com autonomia) e entender qual é o melhor caminho para fazerem um bom trabalho.

3Técnica 2 verdades e 1 mentira: essa é uma forma de engajar os estudantes que eu usei muito, especial no ensino médio. A técnica é muito básica e antes de iniciar um conteúdo, com o propósito de engajá-los com a temática e gerar conexões com o tema, eu preparava 2 verdades sobre aquele tema e 1 mentira. Assim que eu lançava as afirmações, todos precisavam, em dupla ou trios, fazer pesquisas para descobrir qual era a mentira e justificar o motivo.

4. Debates também são outra forma bastante interessante de propiciar protagonismo e interação entre os estudantes. Em história, particularmente, gosto de dividir a turma em dois grandes grupos, que devem defender uma causa, movimento, ideia, etc. Depois, invertemos os grupos, de modo que todos os grupos devem defender todos os lados ao final do processo, o que dá uma visão ampla e envolve a pesquisa e estudo de todos os lados envolvidos.

5. Momentos de interação: momentos para revisar rapidamente como está o andamento, se estão entendendo, se têm dificuldade em algum tópico. Gosto de avaliações rápidas que envolvam fazer um sinal de ok com as mãos ou com o polegar pra baixo indicando alguma dificuldade. Também pode ser feito com cartazes, fichas pequenas que ficam na carteira ou respondendo quizzes. É importante pensarmos na variação de estratégias para incluir os estudantes mais tímidos, que tendem a esconder dificuldades por vergonha ou algum receio.

Espero que essas ideias ajudem na sua prática, sempre partindo do interesse pelas pessoas com quem trabalhamos e a valorização de suas trajetórias, contexto de vida e histórias.

Um grande abraço digital,

Professora Emilly Fidelix | @seligaprof

Sobre a autora do post

Emilly Fidelix

Emilly Fidelix

Colunista

Emilly Fidelix é criadora do @seligaprof, onde impacta milhares de professores de todo o Brasil, palestrante e formadora de professores. É doutoranda em História Cultural (UFSC), especialista em Tecnologias, Comunicação e Técnicas de Ensino (UTFPR), colunista no blog Redes Moderna e professora de pós-graduação no Instituto Singularidades. Atua nas áreas de metodologias ativas, storytelling aplicado à educação e BNCC.

Como motivar os alunos a participarem ativamente das aulas online?

By | OLHARES | No Comments

Essa é o questionamento de muitos de nós professores, professoras e a reclamação é geral: “Eles estão desmotivados, não abrem as câmeras, não respondem!”

São muitos os fatores que podem influenciar essa situação, alguns deles são fatores externos a escola, mas outros estão diretamente ligados a metodologia adotada por nós, em nossas aulas. Não dá mais para propor aulas, seja presencial  e ou online, onde o papel do aluno se limite a responder as perguntas, ouvir a leitura do professor, sem  interação e conversas entre eles, sem atividades colaborativas, sem autonomia dos nossos estudantes.

Atividades colaborativas para participação ativa dos alunos!

Uma boa forma de mudar esse panorama é começar planejando  e propondo a sua turma , atividades coletivas e colaborativas, que exija a participação ativa de seus alunos e não precisa começar com grandes projetos. Vá experimentando devagar, fazendo ajustes se necessário e quando você menos esperar vai se surpreender com a participação deles. Depois é só ir incorporando essas atividades no planejamento maior, no ensino híbrido por exemplo.

Compartilho com vocês algumas práticas que já desenvolvi em sala de aula, que podem inspirar o seu planejamento e trazer a participação dos alunos. Na minha turma, alunos de 9 e 10 anos, foi sucesso de participação e de aprendizagem!

Murais interativos.  Você sabia que…?

Tema: Animais em extinção no Brasil

Recursos tecnológicos: Teams e lousa digital Jamboard

A proposta foi construir coletivamente, com a participação de todos, um mural digital com informações sobre animais brasileiros em extinção. Para isso, os alunos foram orientados a escolher o animal, a fazer a pesquisa sobre ele, sobre características gerais e motivos que o levaram a entrar na lista de animais que correm o risco de desaparecer. A partir da pesquisa, feita por alguns em casa, por outros na escola, na internet e em livros. Foi disponibilizado a eles uma ficha técnica que deveriam preencher sobre o animal escolhido. A ficha técnica foi impressa, mas pode-se apresentar no Google forms, por exemplo. Depois dessas etapas, em aulas no Teams, começamos a produção do Mural na lousa Jamboard. Envie o link da lousa, compartilhei no formato em que todos pudessem editar, ou seja que todos pudessem dar sua colaboração. Na primeira aula com a lousa, expliquei e deixei que todos experimentassem  e descobrissem os recursos. Foi uma loucura! Rapidamente aprenderam a usar e se encantaram com as possibilidades. Escreveram, colocaram fotos, desenharam, criaram notas adesivas etc. Então, depois dessa exploração entrei propriamente na atividade do mural, apresentando a eles informações sobre um animal pesquisado, em formato “você sabia que?” e um verbete de enciclopédia. Também conversamos  sobre o papel de cada um na composição coletiva do grupo, o respeito ao trabalho do outro e sobre o grande potencial de criação quando fazemos juntos. A primeira colaboração de cada um foi feita de forma simultânea, com minhas orientações e intervenções diretas, esclarecendo dúvidas, orientando ajustes na escrita, entre outras coisas, na aula online. Em combinação com o uso do Teams, os alunos leram suas escritas, explicaram sobre o animal e palpitaram na produção do outro. Mas depois a lousa ficou aberta, mesmo em outros horários, para que eles pudessem continuar a colocar suas contribuições. Em outras aulas no Teams, fomos lendo e vendo o mural surgir lindo, com muita informação, com textos (curiosidades e verbetes) e fotos ilustrativas. Fechamos com uma análise geral dos motivos que levaram os alunos a entra na lista de animais em extinção. O mural foi compartilhado com a equipe escolar.

https://www.microsoft.com/pt-br/microsoft-teams/log-in

https://play.google.com/store/apps/details?id=com.google.android.apps.jam&hl=pt_BR&gl=US

Veja abaixo o recorte de duas partes do nosso mural:

Indicações literárias no Padlet!

Seguindo os mesmos caminhos do aprendizado e uso da Jamboard, apresentei e ensinei meus alunos a usarem o Padlet, para criar um mural agora de indicações literárias da turma. Resumindo os passos: Apresentei a proposta de criação do mural; Com o Teams  apresentei o Padlet e deixei que experimentassem  todo os recursos Como criar uma “janelinha”, com textos, imagens e links no Padlet; Disponibilizei  alguns  modelos dentre as muitas possibilidades de fazer uma indicação literárias; Os alunos começaram a criar suas primeiras indicações dentro do Mural digital em nossa aula virtual; O mural ficou disponível por alguns dias para que todos os alunos, mesmo sem a professora, pudessem criar; Dúvidas e outras orientações foram dadas também pelo WhatsApp. Assim, construímos um mural maravilhoso, que está em permanente transformação,  que motivou além da participação, ainda mais interesse pela leitura entre os alunos!

https://pt-br.padlet.com/

Playlist da turma, via Spotify

Presentes digitais para o “Dia das Mães!”, com o uso do Canva, Spotify e Teams!

Tempos novos, novas necessidades e novos formatos, por isso o presente dos alunos para as mães esse ano, foi todo construído colaborativamente e no formato digital! Os alunos criaram um diploma personalizado usando o Canva, uma playlist de músicas no Spotify , que foram enviados a cada mãe , no seu dia, via WhatsApp. Para as músicas, também criei uma pequena chamada em vídeo/áudio, como abertura de um programa de rádio especialmente para o Dia das Mães. Elas adoraram!  Para criar o diploma da mamãe, compartilhei na aula no Teams, o Canva, que é uma plataforma de design gráfico e que permite  criar diversas produções de escrita, de vídeo, e muito mais, com os alunos.

Para o diploma, fui a escriba da turma, escrevendo e fazendo toda a formatação com as orientações de todos os alunos. Texto, imagens, formatos, cores, designer todo foi escolha deles. Foi possível também personalizar cada diploma com o nome da mãe de cada um. Fiz um cadastro gratuito no Canva e meus alunos usufruíram dessa minha conta, pois são pequenos ainda para ter uma conta no próprio nome, mas isso não impediu de criarem e usarem a criatividade. Ao final, como não usamos recursos Premium, de conta paga, pudemos fazer o download gratuito de cada diploma em formato em PDF, que foi enviado via WhatsApp. Com o Spotify disponibilizei o link da playlist criada com as músicas de cada um, enviadas as mães. Foi realmente lindo e emocionante!

Playlist da turma:

https://open.spotify.com/playlist/5v2p0i4xNrPuCgdyG4zsAV?si=5b63db642f6f43a4

https://www.canva.com/pt_br/

https://www.spotify.com/br/

Uso também o Mentimeter para criar enquetes e atividades colaborativas, em formato de nuvens de palavras com os alunos, como atividades dentro de um projeto maior no planejamento das aulas da turma.

Quantas as possibilidades, não é? Imaginem o que vocês, queridos colegas, professores e professoras, podem propor e realizar com seus alunos nesse formato de atividades colaborativas! Online ou mesmo presenciais  Depois que se sentirem seguros em realizá-las, vá ampliando propondo simultaneamente  ou ao final, com as atividades coletivas, outras complementares individuais que possam enriquecer ainda mais o processo de aprendizagem dos alunos. Depois, como já disse, incorpore-as no seu planejamento como um todo.

Finalizo com os resultados de minha turma! Mais alunos participando de forma ativa das aulas online! Câmeras abertas, mãos levantadas, explicação deles para outros, apropriação do uso dos recursos tecnológicos pelos alunos em produções autorais, com monitoria das famílias, no uso da Jambord e do Padlet, que ultrapassaram o uso da sala de aula. Mais entendimento, interação , compartilhamento de saberes  e aprendizado de todos!

Garanto a vocês! Depois que começarem a propor em suas aulas atividades coletivas e colaborativas, nem você e nem seus alunos vão querer voltar as aulas passivas!

Um grande abraço! Muito estudo e boa sorte nas suas aulas!

Mara Mansani

 

Sobre a autora do post

Mara Mansani

Mara Mansani

Colunista

Professora há quase 30 anos, lecionou em vários segmentos, da Educação Infantil ao 5º ano do Ensino Fundamental, passando também pela Educação de Jovens e Adultos (EJA). Recebeu o Prêmio Educador Nota 10, na área de Alfabetização, com o projeto Escrevendo com Lengalenga.