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Tathiana Anselmo

Precisamos falar, e muito, sobre água

By | Literatura, Sem Categoria | No Comments

Nos últimos tempos, quando abro uma das muitas torneiras espalhadas pela minha casa e vejo a água jorrar em profusão tenho refletido o quanto esta é uma comodidade que não valorizamos. Comento sobre isso com os amigos, com os professores e alunos com quem costumo trocar ideias em salas de aula. É um pensamento incômodo, especialmente recorrente após ter me juntado a um grupo de 10 pessoas, entre mulheres e crianças, que se embrenhava pelo sertão do Piauí para buscar água. Sob um sol inclemente, andamos por trilhas inóspitas durante quase três horas caatinga adentro, desde o povoado de Barreiro, na zona rural do pobre município de Guaribas, até um poço de água barrenta – o objetivo da jornada. Após um breve descanso, com direito a molhar os rostos suados, baldes de plástico e latas foram enchidos até a boca e equilibrados sobre as cabeças. Pegamos o árduo caminho de volta.
Nos últimos tempos, quando abro uma das muitas torneiras espalhadas pela minha casa e vejo a água jorrar em profusão tenho refletido o quanto esta é uma comodidade que não valorizamos. Comento sobre isso com os amigos, com os professores e alunos com quem costumo trocar ideias em salas de aula. É um pensamento incômodo, especialmente recorrente após ter me juntado a um grupo de 10 pessoas, entre mulheres e crianças, que se embrenhava pelo sertão do Piauí para buscar água. Sob um sol inclemente, andamos por trilhas inóspitas durante quase três horas caatinga adentro, desde o povoado de Barreiro, na zona rural do pobre município de Guaribas, até um poço de água barrenta – o objetivo da jornada. Após um breve descanso, com direito a molhar os rostos suados, baldes de plástico e latas foram enchidos até a boca e equilibrados sobre as cabeças. Pegamos o árduo caminho de volta.

Sérgio Túlio Caldas

Sérgio Túlio Caldas

Autor de “Água – Precisamos falar sobre isso”, “Terra sob Presão – a vida na era do aquecimento global” e “Com os Pés na África”, livro premiado no Jabuti 2017.

Embora um tanto escura e de aspecto nada confiável, a água serviria para matar a sede, fazer a comida e cuidar da higiene pessoal das famílias do grupo. A quantidade do líquido colhida era um volume muito abaixo do recomendado pela Organização das Nações Unidas (ONU). A entidade indica 110 litros diários de água para atender as necessidades de consumo e higiene de uma pessoa.

Ao ver a água que escorre fácil da minha torneira, também me lembro de Shiva Avatari, que conheci em uma das viagens ao Nepal. Na casa do meu amigo nepalês, espetada no alto de uma montanha, não há chuveiro ou uma simples torneira. Todo santo dia, Shiva desce o morro a pé para pegar água em uma fonte pública da capital Katmandu. Com o galão de plástico abastecido, ele retorna ladeira acima com a carga de 20 litros que dará conta de suas necessidades do dia.

Da janela da casa de Shiva, a vista é espetacular. Fica-se cara a cara com a imponente cordilheira do Himalaia, que além de contar 8 dos 10 picos mais altos do planeta – incluindo o Everest –, abriga em suas montanhas uma das mais extraordinárias reservas de água do planeta. Para Shiva e milhões de moradores da região do Himalaia, porém, a água permanece apenas ao alcance das vistas, e não das mãos.

Costumo falar nas conversas nas escolas que essas duas experiências que vivi no sertão brasileiro e nas montanhas nepalesas regaram a semente que brotou no meu recente livro “Água – Precisamos falar sobre isso”.

A essa altura do século 21, quando startups digitais bilionárias são criadas da noite para o dia, cruzar longas distâncias transportando água na cabeça é uma realidade perturbadora. Ainda mais no Brasil, país que estoca 12% de toda a água doce superficial do mundo – a maior reserva hídrica da Terra.

Essa indignação, somada ao fato de cuidarmos tão mal do recurso natural imprescindível à vida, me indicou que era urgente falar, escrever, sobre a água. Resolvi botar o pé na estrada e também resgatar observações que venho colhendo nos últimos anos sobre a delicada situação da água em diversas regiões do Brasil e do mundo, onde há fartura e escassez do recurso, onde existem ações de preservação, e também tensões por um pouco de água.

Hoje, entende-se que não basta ter água em quantidade para uma cidade ou um país sentir orgulho. O mais importante é saber tratá-la e administrá-la. Sem tratamento e poluída, ela ameaça ambientes naturais e causa doenças graves. Nos países em desenvolvimento, estima-se que 90% dos esgotos e 70% dos resíduos industriais sem tratamento são descarregados em rios.

Por aqui, 100 milhões de brasileiros não têm serviço de coleta de esgoto. E quase 40 milhões vivem sem redes de água em casa. A cada 100 litros de água tratada, cerca de 40 litros vão para o ralo, desperdiçadas em instalações clandestinas e tubulações mal conservadas. Não é à toa que 65% das internações de crianças com menos de 10 anos em hospitais no Brasil ocorrem devido ao contato com água contaminada.

O agronegócio e as atividades das mineradoras consomem e desperdiçam grandes quantidades de água, superexploram as reservas subterrâneas, contaminando rios e devastando fontes d’água. Essa constante pressão sobre os recursos hídricos deve se agravar ainda mais em resposta às mudanças climáticas e ao ritmo do crescimento populacional. Somos 7,5 bilhões de habitantes na Terra. Em 2025, seremos 9 bilhões, e a demanda por água aumentará. E muitos de nós continuam a não dar a mínima, mesmo diante de tão sérias pressões ambientais e hídricas no nosso horizonte.

De uma maneira geral, a ONU recomenda que é urgente haver mudanças na administração pública dos recursos hídricos, com investimentos em infraestrutura e atenção especial à educação. As escolas podem contribuir, e muito, na preservação do precioso recurso natural ao ensinar a crianças e jovens a importância soberana da água para a existência de toda espécie de vida. Esse esforço equivale a um passo enorme, e necessário, para tratarmos melhor e com mais responsabilidade o nosso planeta.

Saiba mais

De toda a água existente no planeta, cerca de 97% é salgada – inapropriada ao consumo humano. Dos 3% restantes, justamente a água doce que podemos usar, 2% estão inacessíveis em geleiras, camadas de neve e reservatórios subterrâneos. Ou seja, temos à nossa disposição apenas 1% para irrigar plantações, abastecer cidades, movimentar a indústria e, principalmente, para matar a nossa sede. Neste instante, fonte de água se encontram ameaçadas pelo desmatamento, pela poluição, pelo desperdício e pela exploração desenfreada. Se não soubermos usar com responsabilidade o líquido fundamental para a vida, a mina irá secar. Neste livro, o autor nos mostra a situação desse valioso recurso a partir de estudos recentes e de suas observações em viagens por diversas regiões do Brasil e do mundo, locais em que há fartura e escassez; onde existem ações de preservação, mas também conflitos e tensões por um pouco de água.

A água e eu

By | Literatura | No Comments

Conversando com amigos e amigas que compartilham o prazer e o dom da escrita, descubro que cada um tem uma dica ou mesmo algum truque para destravar as ideias. Uns tocam piano, outros comem muito, outros, ainda, correm um pouco para fazer com que os pensamentos se transformem em palavras escritas. Já eu, gosto de pisar na grama e lavar as mãos. Não consigo sentar em frente ao computador sem antes deixar a água escorrer por entre os meus dedos. Acredito que a terra, em contato com os meus pés, organiza minhas ideias, e a água, abraçando as minhas mãos, clareia minha mente.

Se pudesse, confesso que só escreveria meus livros e artigos ao lado de uma cachoeira, mas como isso não é possível, prefiro contar minha profunda relação com a água neste texto. Só um minuto, que vou lavar as mãos e já volto.

César Obeid

César Obeid

Escritor e palestrante

Fui gerado em um útero, espaço maravilhoso cheio de mistérios e água, muita água. Sou da espécie humana, que habita o planeta Terra, que, por sinal, poderia se chamar planeta Água, pois visto do alto, bem de cima mesmo, dá para ver que o nosso planeta é azul.

Nasci no Brasil, o país com a maior disponibilidade de água doce do mundo. Terra das fartas cachoeiras, das belas praias e dos grandes rios. Água, água e água. Nasci na cidade de São Paulo, que, em um passado não muito distante, era conhecida como terra da garoa. Hoje em dia, mais parece terra das tempestades, pois basta uma chuvinha para, a maior cidade do país, parar.

O bairro em que nasci e onde minha mãe mora até hoje chama-se Água Fria, fica na zona norte da capital.  A casa em que passei toda a minha infância fica em uma baixada, o que significa que a rua enche quando cai muita água do céu. Me lembro de ver meu pai correr para tirar o carro da garagem e estacioná-lo na rua ao lado, pois facilmente a água fazia um carro de verdade boiar, feito um simples brinquedo, quando vinha aos montes do céu.

Para quem acredita (eu creio), meu ascendente é em peixes, um signo do elemento água. Dizem que pessoas sob essa ascendência se emocionam demais e vertem água dos olhos por qualquer coisa. Essa parte vou deixar em suspense…

Vazamentos me acompanharam a vida toda. Grandes, médios, pequenos. Pelo telhado, pela torneira, pelos canos, ralos e cantos.

Vazamentos no carro também não faltam em meu currículo. Em todos os carros usados que comprei entrava água, ou por baixo, pelas laterais ou por cima. Lembro bem do primeiro carro zero que tive. Estava feliz da vida com a nova aquisição de quatro rodas, mas logo na primeira chuva forte, o que aconteceu? A água invadiu o lado do passageiro e molhou todo o carpete do assoalho. Fiquei um pouco assustado, claro, mas no fundo sabia que não era uma novidade, mesmo em se tratando de um carro novo.  Muitos me disseram que fui presenteado pelo azar ou que eu deveria reclamar com a montadora, que não fez um bom serviço. Pode até ser, mas prefiro acreditar que a minha íntima relação com a água sempre tem algum importante significado escondido. Consertei o carro e ainda fiquei com ele por alguns anos.

Quando construí a minha casa, em vez de laje, como arquiteta, engenheiro e empreiteiro sugeriram, coloquei forro. Eles disseram que com a laje a casa ficaria mais segura, que a obra custaria menos e que “todo mundo” faz assim. Desobedeci, pois sabia que até na casa recém-construída eu teria algum tipo de vazamento. O pânico tomou conta de mim só pelo fato de imaginar que uma grossa camada de concreto me separaria da água que (com certeza) vazaria do telhado. Me imaginei subindo na laje com aquele cheiro insuportável de mofo, pois o vazamento estaria lá há muito tempo e, só teria percebido quando o estrago fosse irreversível.

Não me arrependo da minha rebeldia. A escolha na instalação do forro foi ótima, pois, de vez em quando, ouço um pingo ou outro vindo do telhado e, com agilidade e sorriso no rosto, me vangloriando pela certeira teimosia, subo para arrumar. Vedo, selo, limpo as calhas para que a água corra para o lugar certo. Afinal, a água é uma coisa maravilhosa, mas caindo na nossa cabeça, de madrugada, traz muito mais do que pesadelos.

Água vira gelo, vira vapor, vira líquido, desvia, se molda para seguir seu caminho. Tem muito a nos ensinar. No campo simbólico, a água é ligada às emoções mais profundas, aos nossos sentimentos. Também é relacionada à energia feminina e à intuição.

Quem mora no deserto pensa em água o tempo todo. Quem não mora, também. Não há para onde escapar; a água faz parte das nossas vidas. Para beber, tomar banho etc.

A mesma água que mata a sede, que refresca, que limpa, que faz o alimento crescer, também faz, quando desce com força, quem não tem nada, perder tudo. Água é água, sempre profunda.

A água está dentro da gente. 60%, 70%? Alguns pesquisadores dizem que até 80% do corpo humano é composto de água.

O envolvimento com a água é tão misterioso que, não raro, foge da nossa compreensão racional. Lembro da antiga prática que até hoje existe, da água benta, usada por diversas tradições religiosas espalhadas pelo mundo. O líder religioso, por meio de orações e, às vezes, de algum ritual, torna-se um instrumento divino para tornar benta a água. Imagino que muitas pessoas aceitem e até gostem de beber uma água que recebeu boas energias. Mas será que o mesmo acontece com um copo de água que ficou perto de duas pessoas que discutiam feio? Quem se animaria a beber um copo de água que esteve perto de palavrões, xingamentos e acusações? Eu mesmo, por mais sedento que estivesse, não beberia.

Um tanto inexplicável, mas é assim que eu vejo a água.

Já criei enredo que se passa no fundo do mar, já fiz personagens tomarem banho de cachoeira, já fiz poemas para a água, já falei de água virtual e do descaso que a sociedade tem para com este bem tão precioso. Definitivamente, é um tema que me acompanha, me fascina e me surpreende, seja na minha vida pessoal ou nos meus livros. E é por isso mesmo, por não compreender racionalmente a água, que eu lavo as minhas mãos, sento em frente ao computador na esperança de que a criatividade, como um rio que sabe qual o caminho a seguir, me guie para que novas histórias e novos poemas surjam, clareando não só a minha mente, mas os corações de milhares e milhares de leitores.

Caminhos para abordar a Cibercensura

By | Educação inovadora | No Comments

Com a abertura dos ciberespaços, ganhamos velocidade e facilidade no acesso às informações e com a propensão das redes sociais ampliaram-se também o alcance da informação e da desinformação. Neste sentido, torna-se essencial orientar os estudantes para que sejam capazes de identificar o que é confiável do que não é e utilizar a Internet com ética e reflexão.

Saiba mais

O Dia Mundial Contra a Cibercensura é comemorada anualmente em 12 de março, em todo planeta. A data tem o objetivo de sensibilizar a sociedade mundial sobre a liberdade de expressão e comunicação online, apoiando a internet a se tornar única e acessível a todas as pessoas do planeta de maneira igualitária.

Aborde o tema notícias falsas

Boa parte dos compartilhamentos das notícias falsas que circulam nas mídias digitais é originária dos chamados bots, contas automatizadas, criadas para a finalidade de replicar mensagens nas redes sociais e influenciar o debate e opinião pública, porém, um estudo realizado pelo MIT, Instituto de Tecnologias de Massachusetts, apontou que ação destas informações tem ocorrido mais pela ação humana, através das redes sociais (como WhatsApp, Facebook, Twitter, entre outros), do que dos robôs. Outro dado da pesquisa aponta que as notícias postadas no Twitter de forma inverídica se espalham mais rápido do que as verdadeiras. Abaixo quatro medidas a serem trabalhadas para não cair nas notícias falsas:

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

Colunista

Formada em Letras e Pedagogia, pós-graduada em Língua Portuguesa pela Unicamp e mestranda em Educação pela PUC de SP. É professora de Tecnologias, trabalha com Cultura Digital, Robótica com sucata/livre, programação e animações; e implementação em tecnologias em Escolas Públicas. Vencedora na temática Especial Inovação na Educação no Prêmio Professores do Brasil e Finalista no Global Teacher Prize, considerado o Nobel da Educação.

Apesar dos passos serem simples, nem sempre está claro para os estudantes que estão em processo de formação de opinião e familiarizados com os meios digitais, por isso, se torna tão essencial à escola conversar sobre o uso da Internet Segura e das redes sociais, trabalhando o letramento midiático, através de textos jornalísticos em sala de aula, visando habilidades e competências descritas na BNCC, que visa envolver, acessar, analisar, avaliar e criar conteúdo na internet. Nossos estudantes são usuários de tecnologias e agora produtores dela!

Conhecer estratégias de checagem de informação, permite aos alunos verificar rapidamente aquilo que leem, reconhecendo uma mentira e tomando ciência dos problemas de passar uma notícia inverídica para frente.

Ponto de partida

O ponto de partida é buscar conhecer os usos que crianças e jovens fazem das tecnologias, compreendendo suas necessidades, saberes ao propiciar mediações pedagógicas educativas, favorecendo formação crítica ao refletir sobre os passos de como identificar e combater uma notícia falsa.

Abaixo listo alguns vídeos curtas de animação que podem ser usados para fomentar o diálogo com os discentes a respeito do assunto:

Cartilha Internet Segura

Boatos, na dúvida não compartilhe

Você tem vida privada de verdade na Internet

O segundo passo é apresentar as notícias para a turma, que podem ser textos informativos e opinativos, solicitando que os estudantes observem a diferenças e relações entre eles. Há diversos temas sobre o assunto e diferentes motivos que podem ser revertidos em ações que visam ação e reflexão, ação.

Saiba mais

Informação – Campanha “Internet Segura”: Envolva os estudantes em criação de uma campanha de sensibilização sobre a Internet Segura, informando sobre os cuidados com as redes sociais.

Ações de pertencimento – Produção de músicas:  Outra estratégia é a escrita de músicas pelos estudantes. Com o auxílio do software livre gratuito Audacity (editor de som), eles podem gravar e remixar suas produções.

Dialogo – Palestras: Abra a escola para o diálogo, convide estudantes, pais, funcionários e representantes públicos e ou privados que possam conversar e tirar dúvidas sobre o tema, dialogando sobre pesquisar informações e fontes, fomentando responsabilidade sobre o tema, fazendo com que os atores atuem de forma participativa na identificação, combate e denuncia das notícias falsas.

E você querido professor, como lida com o tema em sala de aula? Quais atividades você propõe aos estudantes para checagem das informações? Compartilhe aqui nos comentários e ajude a fomentar práticas docentes.

Um abraço,

Débora

8 de março, dia internacional das mulheres

By | Datas Especiais | No Comments

O dia 08 de março é um dia historicamente importante por marcar uma luta que continua até os dias de hoje: a igualdade de gênero.

Sabemos que a história das mulheres é permeada por episódios de violência de diversos tipos, desde a física, à intelectual. Em épocas não tão distantes, elas eram proibidas de estudar, não tinham direito ao voto, foram privadas de socializar com pessoas além de seus familiares, afinal, suas tarefas limitavam-se aos serviços domésticos. Destacar-se em algum tipo de produção cultural e intelectual era totalmente fora de cogitação.

Depois de muita luta pessoal e coletiva, vieram à tona inúmeras produções femininas. Elas estavam presentes nos livros, na música, no teatro. No entanto, é importante ressaltar que as mulheres nunca deixaram de pensar, por isso, mesmo em épocas proibitivas, sempre houve produção de conhecimento por parte delas. Algumas, escreviam através de pseudônimos masculinos para conseguir publicar seus textos; outras, encontravam-se escondidas em espaços secretos para criar tramas que contavam desde problemas pessoais até seus sonhos e devaneios. Fato é que mesmo que o patriarcado quisesse calar essas mulheres, elas sempre estavam lá, de alguma forma, se fazendo ouvir.

Atualmente temos uma grande presença feminina em todas as áreas do conhecimento e a certeza da importância de visibilizar trabalhos, ações, escritos e qualquer tipo de criação feita pelas mulheres em qualquer tempo.

Do passado ao presente, temos grandes nomes na literatura, nas artes, na academia e em qualquer outra área de atuação, afinal de contas, lugar de mulher é onde ela quiser. 😊

Para o dia de hoje (e em todos os outros!), celebramos a presença de autoras brilhantes em nossos catálogos e apresentamos uma listinha de livros incríveis escritos por essas mulheres!

(Descrição da imagem #PraCegoVer )

Adriana Falcão – A gaiola

Ana Maria Machado – Os Argonautas

Caia Amoroso – Violência X Tolerância – Como semear a paz no mundo

Cristina Costa – Questões de arte – o belo, a percepção estética e o fazer artístico

Denise Pellegrini – Esporte, caminho de superação

Dinah Sales de Oliveira – O que você vai ser quando crescer?

Eva Furnari – O segredo do violinista

Flávia Aidar/Januária Alves – Educação Financeira – Um guia de valor

Flávia Reis – Os perguntadores da garrafa – uma aventura pelos caminhos da Filosofia

Leusa Araujo – Convivendo em grupo: almanaque de sobrevivência em sociedade

Maria Helena Pires Martins – Somos todos diferentes – Convivendo com a diversidade

Maria José Nóbrega – Diga um verso bem bonito!

Maria Lúcia de Arruda Aranha – Filosofia da Educação

Maria Teresa Maldonado – Bullying e Cyberbullying

Silmara Franco – Navegando em mares conhecidos – Como usar a internet a seu favor

Tatiana Belinky – O grande rabanete

Rosane Pamplona – Almanaque bichos do Brasil

Ruth Rocha – Declaração universal dos direitos humanos

Wlamyra Albuquerque – O que há de África em nós

5 Ferramentas digitais para otimizar a avaliação dos estudantes

By | Educação inovadora | No Comments

Estamos vivenciado um momento de inovação na Educação onde muitos de nós professores temos levado diferentes formas de conceber a aprendizagem para dentro da sala de aula. Diante desse movimento, quais ferramentas otimizam a avaliação dos estudantes?

Como educadores, temos a expectativa de que nossos alunos desenvolvam habilidades nas diferentes áreas e componentes curriculares, como resolver problemas, argumentar, pesquisar com critérios estabelecidos. Para transformar essas probabilidades em realidade, o processo passa pelo planejamento, execução das atividades planejadas e avaliação.

A prática pedagógica só possui um ciclo completo quando realizamos a avaliação. Ela é a essência para qualquer prática educativa. O olhar reflexivo possibilita a sistematização do que foi realizado e a absorção do que foi aprendido ao longo de todo o processo, o que ajuda a determinar intervenções. A aprendizagem demanda diferentes instrumentos de avaliação e o foco é no processo e não no produto final.

Ferramentas digitais no processo de avaliação

A diversidade de instrumentos de avaliação para serem instrumentos de aprendizagem, podem constituir um grande desafio, perpassando nas diferentes modalidades (diagnóstica, dialógica, formativa e contínua). Hoje temos uma infinidade de ferramentas digitais que colaboram para otimização da avaliação, entre elas, destacamos algumas que trazem dinamismo ao processo avaliativo e pode ser usada para substituir as avaliações tradicionais.

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

Colunista

Formada em Letras e Pedagogia, pós-graduada em Língua Portuguesa pela Unicamp e mestranda em Educação pela PUC de SP. É professora de Tecnologias, trabalha com Cultura Digital, Robótica com sucata/livre, programação e animações; e implementação em tecnologias em Escolas Públicas. Vencedora na temática Especial Inovação na Educação no Prêmio Professores do Brasil e Finalista no Global Teacher Prize, considerado o Nobel da Educação.

É uma plataforma gratuita que reúne elementos de interatividade que podem ser agregados a avaliação escolar, possibilitando vídeos, animações, games, infográficos, simuladores que enriquecem o conhecimento, possibilitando uma extensão da sala de aula.

No contexto da aprendizagem as ferramentas de colaboração pode ser uma grande aliada o Google Sala de Aula, que possui um grande potencial de personalizar o ensino, reforçando o trabalho em equipe e o pensamento crítico. A ferramenta possibilita a professores e estudantes usufruírem de recursos que tornam o processo de aprendizado mais produtivo, integrando celular de forma dinâmica e fomentando a exposição dos conteúdos, organização da rotina escolar e acesso aos materiais didáticos.

O professor pode delegar tarefas e trabalhos colaborativos, dos quais todos os alunos podem participar, com direito a buscas na Internet. O docente pode gerenciar o trabalho, acompanhando o empenho e dificuldades dos estudantes. A ferramenta possibilita o envio de trabalhos e a realização de avaliações com descrições e prazos. Tanto o professor quanto os alunos podem incluir materiais multimídia como vídeos, áudios e links da internet. A tarefa pode ser enviada para mais de uma turma.

A ferramenta é gratuita, sendo um instrumento interativo, que possibilita criar grupos de estudos e compartilhar materiais junto aos estudantes, possibilitando criar conteúdo, incluindo mapas mentais, quizzes, flashcards, slides e anotações, dando dinamismo ao processo de avaliação. Ao acessar o site, o docente cria uma conta no site, informando sua disciplina.

Com a ferramenta é possível criar aulas interativas em minutos, importando recursos para despertar a atenção dos estudantes e adicionando recursos interativos, como viagens de campos virtuais, objetos 3D, questionários, enquetes, podendo ser usado pelo celular.

É uma plataforma que otimiza o tempo do professor com um sistema de gestão, capaz de realizar correção automática de questões objetivas e ofertar relatórios de desempenho dos estudantes. Ainda dentro da ferramenta é possível criar um banco de questões e montar um layout avaliativo. A ferramenta oferece a versão gratuita.

As ferramentas digitais permitem a construção do diálogo e ao professor acompanhar a aprendizagem dos estudantes – e a partir dos resultados tomar as decisões pertinentes, intervindo no processo de aprendizagem, ao despertando o interesse e permitindo interação.

Para atingir objetivos diferenciados, é necessário repensarmos a forma que avaliamos nossos alunos, dando a eles a oportunidade de participar da elaboração destes critérios.

E você querido professor, quais ferramentas digitais utiliza para otimizar a avaliação? Conte aqui, nos comentários e contribua com novas práticas pedagógicas.

Um abraço,

Débora