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Tathiana Anselmo

Uma meta para 2021: ler muitos livros!

By | LITERATURA COM MARIA JOSÉ NÓBREGA | No Comments

Começamos 2021, tendo que lidar com os velhos problemas de 2020, não é mesmo? Embora a vacina se anuncie como uma esperança, ainda vamos precisar manter o distanciamento social, os cuidados com a higiene das mãos, o uso das máscaras. No ambiente escolar, vai ser necessário enfrentar, com disposição, a herança do ano anterior e os novos desafios: o que nossos estudantes conseguiram aprender com as modalidades de ensino remoto ou híbrido? Quais são as sequelas desse ano tão complexo? 

Nesse contexto, o planejamento requer atenção aos conteúdos essenciais para que todos sigam aprendendo em um ambiente sereno e acolhedor. Essa ação requer o envolvimento de toda a equipe da escola não só para avaliar o que foi possível aprender, mas também para traçar ações didáticas adequadas para atender às necessidades de todos. 

Em meio a tantas urgências, uma pergunta é recorrente: como fica a leitura literária? Há tantos conteúdos a ensinar Ler literatura, nesse momento, não seria perder tempo? Claro que não! Ouso afirmar que a leitura literária talvez nunca tenha sido tão necessária. Em meio a tantas restrições, poder entrar em contato com autores e personagens incríveis, encontrar palavras capazes de traduzir nossos sentimentos, imaginar outras vidas, outros tempos e espaços são experiências que iluminam nossos caminhos. 

Mas como fazer isso? Você pode estar se perguntando. Aí vão duas sugestões para a construção de uma política de letramento literário na escola. 

  1. Quais são os gêneros priorizados em cada ano? Organize com seus colegas um quadro para que todos os educadores tenham acesso a essa seleção. 

PROGRESSÃO DO TRABALHO COM OS GÊNEROS 

Avalie o impacto na formação de leitores do desdobramento de uma ação simples como essa considerando os demais gêneros selecionados. 

2. Quais clássicos a comunidade escolar considera que todas as crianças ou adolescentes não poderiam deixar de ler? Com uma ferramenta como o formulário do Google ou similar, organize uma enquete envolvendo também os pais. Essa consulta pode resultar em uma lista de dicas parecida com esta: 

 

O que fazer com essetítulos? Ler compartilhadamente, isto é, negociando os sentidos do texto e convidar leitores adultos que tenham lido a obra para dividir suas impressões com a turma presencial ou virtualmente. Será que as emoções que a obra despertou nesses leitores de gerações tão diferentes foram as mesmas? 

E, então, o que achou das sugestõesQue tal transformar 2021 no ano da leitura? 

Mazé

Sobre a autora do post

Maria José Nóbrega

Maria José Nóbrega

Colunista

Formada em Língua e Literatura Vernáculas pela PUC/SP, com mestrado em Filologia e Língua Portuguesa pela USP, atuou em programas de formação continuada junto ao MEC, à SEE de São Paulo e à SME de Florianópolis e de São Paulo. Compôs a equipe de elaboração dos Parâmetros Curriculares Nacionais, terceiro e quarto ciclos (1998); coordenou a equipe de Língua Portuguesa das Orientações curriculares e proposição de expectativas de aprendizagem para o ensino fundamental: ciclo I e II – SME de São Paulo (2007); integrou a equipe de elaboração da Proposta Curricular de Língua Portuguesa, do 1º ao 5º ano da SEE do Ceará (2014). Atuou como pesquisadora do Projeto “Currículos para os anos finais do ensino fundamental: concepções, modos de implantação, usos”, desenvolvido pelo Cenpec – Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (2015). Foi assessora do Projeto Planos de Aula da Nova Escola.

Atualmente, além de assessorar várias escolas particulares de São Paulo, é coordenadora dos projetos de leitura da Editora Moderna, organizadora da série “Como eu Ensino” da Editora Melhoramentos, professora do curso de Especialização em Formação de Escritores / Instituto Superior de Educação Vera Cruz e do curso O livro para a infância: processos de criação, circulação e mediação contemporâneos / A Casa Tombada.

Olhares por Mara Mansani

By | OLHARES | No Comments

Olá, queridos professores e professoras, que fazem a Educação acontecer, em suas Redes, escolas e salas de aula, em cada canto desse nosso imenso Brasil! 

Que bom estar com vocês, aqui nBlog Redes Moderna, nesse espaço colaborativo da Coluna de Educação“Olhares  

Sou Mara Mansani, professora há 34 anos, em escolas públicas no Estado de São Paulo. Nessa trajetória, venho atuando  em vários segmentos, na Educação Infantil , também  de  1º ao 5º ano do Fundamental 1 e na  Educação de Jovens e Adultos (EJA). 

Ser professora não estava em meus planos e sonhos, mas me  apaixonei pela profissão ao meu primeiro contato com a educação. Me formei no magistériotambém no Normal Superior e venho nessa jornada estudandome especializando na área de Alfabetização. Esse empenho e estudo me rendeu em 2014o Prêmio Educador Nota 10, da Fundação Victor Civita, com um projeto onde meus alunos foram alfabetizados e se tornaram  autores de cinco livros  maravilhosos com textos de lengalenga. Atualmente trabalho também com formação de professores e participo de duas grandes redes de conexão de professores, no Brasil, a Conectando Saberes apoiada pela Fundação Lemann e a Comunidade Atenea, Rede Latino-Americana, apoiada pela Fundação Varkey.  

Agora que já sabem um pouco sobre minha trajetória na Educação, tenho um convite especial para vocês, queridos amigos de profissão! Uma parceria pela Educação de qualidade: eu, você e a Moderna! 

Sim, uma parceria aqui na “Olhares”, nossa nova coluna de educação, no Blog Redes Moderna, com encontros  quinzenais, para trocar experiências e práticas pedagógicas, tratar de tendências da educação e temas relevantes para professores e para as escolas, com foco voltado para a Alfabetização, relação com as famílias e a EJA.   

Olhares que levem a reflexão para a construção coletiva de uma educação de qualidade para todos! Vai ser incrível! De professor para professor, com a Moderna! 

Para começar e selar essa nossa parceria, trago a nossa roda um tema que deve sempre estar em nosso planejamento, ainda mais agora nesse momento de retorno as aulas, seja no modelo remoto, presencial ou híbrido, Como engajar e acolher os alunos?”. 

Por isso, compartilho com vocês: 

Quatro dicas, em práticas pedagógicas, para você  se inspirar  e desenvolver com sua turma. 

  1. Ouvir para acolher! 

Depois de tanto tempo em distanciamento social, as emoções estão a flor da pele, todo mundo quer e precisa falar. Imagine então na volta as aulas, nossos alunos querendo por tudo para fora. Nem sempre há espaços e tempos de escutas previstos para eles, por isso inclua aí no seu planejamento esse momento tão especial, que pode acontecer em uma Roda de Conversa que estimule a participação de todos. Para preparar, antecipar e facilitar ações para esse momento de escuta e fala, antes de iniciar as aulas (se possível) ou logo nos primeiros dias, você pode criar uma nuvem de palavras para a turma participar online, ou pelo WhatsApp e ou até mesmo em formato impresso, para que os alunos respondam: “ Na volta  às aulas, eu quero…” 

A proposta é criar um painel com sentimentos e expectativas dos alunos na volta as aulas, e a partir das respostas abrir a Roda de Conversa, onde você professor, professora, faça a mediação para que todos possam se sentir  bem acolhidos na turma, na escola ou sala de aula virtual. Imprima a nuvem criada, ou monte um painel a partir das respostas recebidas no WhatsApp e o respostas escritas pelos alunos. 

Para  alunos de todos os segmentos. 

Formato de ensino: remoto ou híbrido. 

Materiais: Aplicativos: WhatsApp e um para a criação da nuvem de palavra (sugestão Mentimeter) 

https://www.mentimeter.com/ 

2. Para motivar à volta as aulas 

Para chamar os alunos para a volta as aulas e mostrar o quanto eles são importantes para toda a escola, faça gravações com mensagens  personalizadas, usando os nomes de cada aluno da turma, com pessoas  que fazem parte do dia a dia da escola, a merendeira, o inspetor, você etc. Veicule pelo WhatsApp das famílias. As mensagens podem ser em vídeo ou áudio. Imagine eles recebendo uma mensagem que foi feita especialmente para ele, será emoção na certa! Uma ação dessa pode até evitar uma possível evasão escolar.  

Para alunos de todos os segmentos.

Formato de ensino: remoto, presencial e ou híbrido. 

Materiais: celulares e ou outros equipamentos para a gravação  de áudios ou vídeos. 

3. Para criar pertencimento! A nossa escola! 

Para alunos da Educação Infantil e  alfabetização, que ainda não conhecem a escola (ou mesmo para aqueles que conhecem e  estão com saudades)  e vão começar as aulas ainda no formato remoto, vale apresentar a escola em gravações em vídeos. No ensino presencial, uma das primeiras atividades é fazer um tour por todos os espaços da escola. Então, você pode combinar com outros professores e cada um apresenta um espaço, explicando seu uso, reforçando a mensagem que tudo está sendo preparado para recebê-los, quando as aulas voltarem presencialmente. Isso cria um sentimento de pertencimento. “Minha Escola!” 

Para  alunos de Educação Infantil ou 1º ano na alfabetização. Para os demais com adaptações na mensagem gravada. 

Formato de ensino: remoto. 

Materiais: celulares e ou outros equipamentos para a gravação  de vídeos. 

4. Conhecendo a turma: Mural da turma , quem sou eu  

Uma prática bem bacana para conhecer a turma é criar um mural digital (pode ser em PPT ou um aplicativo de uso da turma) ou em papel com a produção dos alunos, onde eles se desenham e escrevem um pouco sobre eles. Oriente para escrevam como se chamam, idade, sua preferencias em brinquedos e brincadeiras e o que mais quiserem escrever. Para turmas iniciais de alfabetização, alguém da família ou você professor em sala pode ser o escriba, mas a parte imagética é com eles. Uma produção dessa além de dar um panorama da turma, pode ser também um diagnóstico de como está a aprendizagem deles, na oralidade, na produção escrita, na fase da alfabetização. Todos podem fazer em papel e depois a produção pode ser fotografada, para a composição do mural digital e ou impressa para o mural físico. 

Para  alunos de todos os segmentos, com adaptações de acordo com a fase de aprendizagem. 

Formato de ensino: remoto, presencial e ou híbrido. 

Materiais: celulares para fotografia. Papel e lápis.  

  

Espero que gostem e se inspirem a volta as aulas, seja em qualquer formato de ensino. Que venha a vacina!  

Até aproxima! Um abraço forte! 

Mara Mansani 

Sobre a autora do post

Mara Mansani

Mara Mansani

Colunista

Professora há quase 30 anos, lecionou em vários segmentos, da Educação Infantil ao 5º ano do Ensino Fundamental, passando também pela Educação de Jovens e Adultos (EJA). Recebeu o Prêmio Educador Nota 10, na área de Alfabetização, com o projeto Escrevendo com Lengalenga.

Os 6 Cs do uso de tecnologias em sala de aula e como eles podem te ajudar na prática

By | ATIVAR | No Comments

O uso de tecnologias digitais tem crescido de forma expressiva nos últimos anos quando o assunto é educação. Além disso, a Base Nacional Comum Curricular traz entre suas competências gerais, a Cultura Digital, demonstrando a total importância dessa abordagem pelas escolas. Por isso, hoje vamos falar dos 6 Cs da utilização da tecnologia, conceito trazido pelo autor Josh Stumpenhorst:

Colaborar: Como o uso dessa ferramenta pode tornar a colaboração uma das bases dessa atividade/desafio? A colaboração envolve o trabalho em grupo, mas também, a comunicação com pessoas de outras instituições, o trabalho em conjunto com outros professores ou profissionais de outras áreas. Que tal trazer um professor de outro país para falar sobre a sua cultura? Sobre sua experiência educacional, sobre suas vivências em determinada área? Imagine a experiência de compartilhamento de ideias e de empatia global gerada a partir de uma simples videochamada com alguém que mora do outro lado do mundo ou do outro lado do nosso país? Hoje, com as redes sociais essas ações são muito simples de serem articuladas. Nesse sentido, um projeto muito interessante e ligado à colaboração em rede é o Global Read Aloud (ler em voz alta), em que jovens de todo o mundo votam sobre um livro a ser lido coletivamente, para então colaborar e compartilhar sua experiência de leitura e uma série de outras atividades. O objetivo do projeto é aproximar crianças e jovens de todo o mundo por meio do interesse em literatura.

Dica de ferramentas colaborativas: Google docs, Trello e Jamboard.

Comunicar: Como eu posso ajudar os meus estudantes a desenvolverem habilidades em comunicação? Aqui é preciso entendermos a comunicação como forma de expressão que vai muito além da comunicação oral, como a oratória, por exemplo. Pense em formatos como podcasts, vídeo-minuto, foto-denúncia.

Dicas de ferramentas para a comunicação: www.vocaroo.com, app Inshot e a câmera do celular.

Consumir: Como eu posso desenvolver momentos envoltos no consumo de informações de qualidade pelos meus estudantes? Como ajudá-los a fazerem uma pesquisa confiável? Ou a estarem bem informados? A internet contém um vasto universo de informações, nem sempre confiáveis e nem sempre qualificadas, tratar de temas como fake news, por exemplo, é estar de acordo, também, com as propostas da BNCC.

Dicas de ferramentas para desenvolver o consumo de informações de qualidade na internet: www.projetocomprova.com.br (identificação de fake news), https://scholar.google.com/ (google acadêmico, com artigos científicos), https://bndigital.bn.gov.br/ (acervo histórico digitalizado).

Conveniência: Como posso usar ferramentas digitais para poupar tempo? Planejar aulas em ferramentas digitais em arquivos que ficam salvos na nuvem é uma boa forma de aproveitar esses para que não precisemos fazer um retrabalho posteriormente, além de formar um repositório de conteúdos facilmente editáveis. Além disso, avaliações diagnósticas, por exemplo, que levariam muito tempo e custariam muitas folhas e tinta de impressora, podem ser facilmente criadas em ferramentas específicas.

Dicas de ferramentas para conveniência: Google Docs (para planejar e ter todos os seus planejamentos salvos na nuvem, facilmente editáveis) Google Formulários (para avaliações diagnósticas rápidas, bem como quizzes).

Criar: A grande potência do uso de ferramentas digitais com os estudantes é a criação. Que tal solicitar que criem blogs, infográficos, histórias em quadrinhos, ebooks, cartazes multimídia?

Ferramentas para criação: www.sites.google.com, https://infogram.com/pt/, https://edu.pixton.com/solo/, https://crello.com/pt/create/ebooks/, http://edu.glogster.com/.

Questão para refletir: Como posso aproveitar o potencial de tecnologias digitais para o processo de aprendizagem e não somente como suporte para o ensino?

Um abraço e até a próxima,

Emilly

Sobre a autora do post

Emilly Fidelix

Emilly Fidelix

Colunista

Emilly Fidelix é criadora do @seligaprof, onde impacta milhares de professores de todo o Brasil, palestrante e formadora de professores. É doutoranda em História Cultural (UFSC), especialista em Tecnologias, Comunicação e Técnicas de Ensino (UTFPR), colunista no blog Redes Moderna e professora de pós-graduação no Instituto Singularidades. Atua nas áreas de metodologias ativas, storytelling aplicado à educação e BNCC.

Mudança de Mindset para uma Educação Inovadora

By | Educação inovadora | No Comments

Mudar a maneira e a forma que ensinamos não é uma tarefa fácil. Principalmente pelo processo de formação docente, falta de infraestrutura das unidades escolares, ausência de formação docente em serviço e constantes mudanças nas políticas públicas.  

 Para realizar uma mudança na maneira de conceber a educaçãoé necessário romper com velhos paradigmas e anos de uma abordagem pedagógica pautada na transmissão de conhecimento, dando lugar a mudança de mindset e novas formas de conceber a educação inovadora.  

Neste sentido, a palavra mindset pode ser compreendida como um conjunto de atividades mentais e ganha força ao desenvolver novas competências, habilidades e formas para o professor assumir o protagonismo e emergir novas abordagens pedagógicas como um mediador do conhecimento e parceiro do estudante.  

Para saber mais 

 Existealgumas formas de mindset que podem nos fazer ser otimista e ou pessimista, nos âmbitos profissionais e pessoais, descritos através de pesquisas realizadas pela Dra. Carol Dweckph.D em seu livro, Mindset – a nova psicologia do sucesso. 

Na obra, a autora descreve alguns tipos de mindset como os fixos que são pessoas que não acreditam e determinadas capacidades, em que desafios são vistos como oportunidades de julgamento. E de crescimento que são pessoas otimistas, que acreditam em seus talentos e possuem resiliência frente a desafios. 

A chave do sucesso de uma educação inovadora, começa com a atitude em nós professores. Neste sentido, para iniciar o processo de mudança de mindset na educação é necessário darmos este passo, acreditando em nosso potencial, praticando a empatia, definindo metas tangíveis e pensando fora da caixa.  A seguir, compartilho algumas dicas e reflexões que poderão ajudar nesta mudança.

Tematização docente 

A tematização docente está diretamente relacionada com o perfil do professor enquanto pesquisador da sua prática, autoavaliando em sala de aula. Para isso, ele pode combinar com os estudantes e seus familiares que irá gravar algumas aulas para sua autorreflexão. É importante ter o apoio dos familiares e estudantes e realizar um termo de consentimento para esta ação. 

Ao realizar essa gravação, o professor poderá rever suas ações, tomadas decisões e principalmente compreender se está no caminho certo com a turma. Enquanto docente, fiz muito este processo e alguns casos percebi que estava sendo diretiva em minhas ações de forma involuntária e ou ainda deixado de intervir em algumas situações pedagógicas com receio dos estudantes não darem suas contribuições. Enquanto profissionais, somos todos aprendentes e devemos rever nossas rotas! 

Outra forma são as rubricas de avaliação, que além de avaliar o processo, com a participação dos estudantes podem e devem avaliar o professor e seu trabalho, criando uma nova cultura de aprendizado e de escuta ativa. 

Novas abordagens de ensino 

Romper com velhos paradigmas também significa permitir novas formas de aprendizagens. As metodologias ativas são um bom exemplo disso, porque podem ser trabalhadas em suas diferentes modalidades na busca da personalização e no respeito aos diferentes ritmos de aprendizagem, ao despertar os estudantes a uma nova cultura em que o professor será parceiro na construção da autoria e do protagonismo juvenil. 

Ambiente de aprendizagem 

 O ambiente de aprendizagem tem uma grande importância ao ensino. Para trabalhar com novas abordagens é essencial cuidar do espaço que deve trazer valores e aspectos de segurança, mas também elementos de uma educação integral, favorecendo a colaboração, empatia e trazendo recursos que possam personalizar este ambiente.  

Inclusão de uma educação inovadora 

Possibilitar novas formas de ensino requer possibilitar a inserção da inovação na sala de aula e no processo de ensino em frentes que possibilitam vivências significativas como a cultura maker, cultura digital, gamificação, programação (que permite o trabalho com narrativas digitaisstorytelling, jogos), robótica, entre outros, em que o estudante assume o centro do processo de aprendizagem e o professor exerce o papel central de apoiar novos caminhos. 

Incentive o mindset de crescimento dos estudantes 

 É necessário ressaltar, enaltecer e incentivar as habilidades dos estudantes. São pequenos gestos que podem transformar vidas e deixá-los mais seguros e acreditarem em si e em todo o seu potencial. 

Um grande abraço e até a próxima,

Débora

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

Colunista

Débora Garofalo é formada em Letras e Pedagogia, com especialização em Língua Portuguesa pela Unicamp, Mestra em Educação pela PUC-SP e FabLearn Fellow, Columbia, EUA. Professora há 16 anos da rede publica de SP, sendo idealizadora do trabalho de Robótica com Sucata que se tornou uma política pública. Atualmente é Coordenadora do Centro de Inovação da Secretaria Estadual de Educação do Estado de São Paulo e colunista das Redes Inovadora na Editora Moderna.

Integrante da comissão de Direitos Humanos da Cidade de São Paulo e Palestrante em grandes eventos Nacionais e Internacionais entre eles, Latinoware, Campus Party, Bett Educar, Havard, EUA, Oxford em Londres, Buenos Aires na Argentina, Ecole Polytechnique, França. Pelo trabalho realizado na Educação Pública, recebeu diversos prêmios importantes, entre eles: Professores do Brasil 2018, Desafio de Aprendizagem Criativa do MIT 2019, Medalha de Pacificadores da ONU 2019 e considerada uma 10 melhores Professoras do Mundo pelo Global Teacher Prize 2019, Nobel da Educação.

A SEMANA DE ARTE MODERNA

By | Institucional | No Comments

A Semana de Arte Moderna de 1922, foi uma manifestação artístico-cultural, que envolveu diversas vertentes da artedançamúsicapoesiaexposição de obras de pintura e escultura, palestras… 

Esse evento ocorreu em São Paulo, entre os dias 13 a 18 de fevereiro de 1922 e o objetivo principal dos artistas envolvidos, era propor uma nova visão da arte, mas de uma forma, digamosnão convencional para o período 

Realizada em uma época turbulenta no âmbito político, social, econômico e cultural, a Semana de Arte Moderna teve como uma das figuras mais importantes, o escritor Mário de Andrade, que junto à Oswald de Andrade (escritor) e Di Cavalcanti (artista plástico), articulou e organizou o evento. 

As princípais características desse momento foram: 

  • Utilização de uma linguagem coloquial e vulgar, buscando aproximação da linguagem oral;
  •  Abandono do formalismo nas composições;
  •  Rompimento com os padrões tradicionais da academia;
  •  Crítica à estética literária parnasiana;
  • Valorização da identidade nacional com temáticas nacionalistas e abordagem da realidade cotidiana brasileira;
  • Liberdade de expressão;
  • Inspiração em vanguardas europeias como futurismocubismodadaísmosurrealismo e expressionismo;
  • Experiências estéticas. 

 

Os destaques da Semana de Arte Moderna foram os artistas:

  • Mário de Andrade (1893-1945)
  • Oswald de Andrade (1890-1954)
  • Graça Aranha (1868-1931)
  • Tarsila do Amaral (1886-1973)
  • Victor Brecheret (1894-1955)
  • Plínio Salgado (1895-1975)
  • Anita Malfatti (1889-1964)
  • Menotti Del Picchia (1892-1988)
  • Ronald de Carvalho (1893-1935)
  • Guilherme de Almeida (1890-1969)
  • Sérgio Milliet (1898-1966)
  • Heitor Villa-Lobos (1887-1959)
  • Tácito de Almeida (1889-1940)
  • Di Cavalcanti (1897- 1976) 
Fonte: Educamais