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Tathiana Anselmo

6 sugestões de leitura para trabalhar com a modalidade híbrida

By | Educação inovadora | No Comments

Temos vivenciado tempos difíceis e com impactos profundos a Educação! O agravamento da pandemia acentua problemas em diferentes regiões do nosso país e faz com que uma das queixas constantes dos educadores seja lidar com falta de infraestrutura e formação docente para lidar com aulas remotas e híbridas.

O que pensávamos que duraria poucas semanas foi substituído por um longo e angustiante período que dura um ano e quatro meses, com consequências graves a aprendizagem de crianças e jovens e nos colocando no topo do ranking em não conseguir controlar a pandemia e com o maior tempo de escolas fechadas. A pandemia não só aumentou as desigualdades, mas a evidenciou de uma maneira brusca.

O encerramento do semestre e a proximidade do próximo traz a oportunidade de realizarmos exercícios, realizar análises, compreender o que está dando certo, o que precisa ser melhorado em busca da personalização do ensino e da compreensão do cenário atual e das possibilidades de trabalho no formato híbrido. Para isso, segue algumas sugestões de leitura para que possa refletir e potencializar ações que irá auxiliar a intensificar o trabalho em sala de aula.

  1. Ensino Híbrido – é um clássico para quem quer dar os primeiros passos na personalização e na tecnologia da educação. O livro é feito por professores para professores. A organização do livro é da Lilian Bacich, Adolfo Tanzi Neto e Fernando de Melo Trevisani, editora Penso, em que apresenta aos educadores possibilidades de integração das tecnologias digitais ao currículo escolar, de forma a alcançar uma série de benefícios no dia a dia da sala de aula, como maior engajamento dos alunos no aprendizado e melhor aproveitamento do tempo do professor para momentos de personalização do ensino por meio de intervenções efetivas.
  2. Metodologias Ativas para uma Educação Inovadora: Uma Abordagem Teórico-Prática – a obra aborda a participação efetiva dos estudantes na construção do conhecimento e no desenvolvimento de competências, possibilitando que aprendam em seu próprio ritmo, tempo e estilo, por meio de diferentes formas de experimentação e compartilhamento, dentro e fora da sala de aula, com mediação de docentes inspiradores e incorporação de todas as possibilidades do mundo digital. Este livro apresenta práticas pedagógicas, na educação básica e superior, que valorizam o protagonismo dos estudantes e que estão relacionadas com as teorias que lhes servem como suporte. Os autores Lilian Bacich e José Moran, editora Penso, reúnem nesta obra capítulos de autores brasileiros que analisam o porquê e para que usar metodologias ativas na educação de forma inovadora.
  3. Covid-19: educação e a ótica docente – a obra é fruto de um trabalho coletivo engendrado por dez pesquisadoras e oito pesquisadores com distintas formações acadêmicas e experiências docentes, oriundos de instituições públicas e privadas das regiões Nordeste e Sudeste do país, com um rico olhar multidisciplinar sobre as repercussões da pandemia, bem como as transformações da área educacional sob o olhar docente.

Organizado em sete capítulos, o livro foi estruturado com base em uma abordagem multidisciplinar, a qual valorizou a utilização de distintos recortes metodológicos e teóricos na construção das discussões, justamente findando apresentar debates permeados por um amplo sentido de pluralidade e por uma diversidade de apreensões empíricas. O livro traz pontos interessantes, como:

  • A prática pedagógica durante esse período;
  • Os desafios e trilhas alternativas de ensino e aprendizagem;
  • O uso de tecnologias digitais de informação e comunicação (TDICs);
  • A saúde mental do docente.
  1.  A educação em tempos de pandemia: desafios e possibilidades – a pandemia é abordada de forma bastante didática e com pluralidade e diversidade de concepções. A obra é destinada a um público bem amplo no campo da docência: de professores de ensino infantil até educadores de pós-graduação, com abordagem em metodologias inovadoras, processos educacionais no momento de pandemia e formação docente pelos autores Cristina Rezende Eliezer, Elivan Aparecida Ribeiro e Jenerton Arlan Schutz, editora Dialética.
  2. Educação integral em tempos de pandemia – a obra é uma construção coletiva feita por educadores de escolas públicas que diante do contexto pandêmico e as desigualdades evidenciadas, decidiram se unir para pesquisar, refletir e buscar o verdadeiro significado de uma educação integral em um contexto de desigualdade social. As experiências vivenciadas pelos educadores são registradas em que compartilham saberes e formas concretas de enfrentar a realidade social diante de cenários de isolamento e fechamento das escolas. Para além das experiências, a obra também compartilha tornar a educação integral um dos pilares da educação básica no Brasil.

6. Educando para a vida no pós-pandemia – com a narrativa que a pandemia mudou a face da educação, e que ela não tornará a ser a mesma depois de toda a experiência vivenciada, a obra fala dos desafios enfrentados por pais e professores durante o isolamento social – como adaptação a ferramentas digitais, apoio às famílias no ambiente virtual e vulnerabilidade de alunos fora da escola – e de como essa experiência

Um abraço e até a próxima,

Débora

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

Colunista

Débora Garofalo é formada em Letras e Pedagogia, com especialização em Língua Portuguesa pela Unicamp, Mestra em Educação pela PUC-SP e FabLearn Fellow, Columbia, EUA. Professora há 16 anos da rede pública de SP, sendo idealizadora do trabalho de Robótica com Sucata que se tornou uma política pública. Atualmente é Coordenadora do Centro de Inovação da Secretaria Estadual de Educação do Estado de São Paulo e colunista do blog Redes na coluna Edução Inovadora na Editora Moderna.

Integrante da comissão de Direitos Humanos da Cidade de São Paulo e Palestrante em grandes eventos Nacionais e Internacionais entre eles, Latinoware, Campus Party, Bett Educar, Harvard, EUA, Oxford em Londres, Buenos Aires na Argentina, Ecole Polytechnique, França. Pelo trabalho realizado na Educação Pública, recebeu diversos prêmios importantes, entre eles: Professores do Brasil 2018, Desafio de Aprendizagem Criativa do MIT 2019, Medalha de Pacificadores da ONU 2019 e considerada uma 10 melhores Professoras do Mundo pelo Global Teacher Prize 2019, Nobel da Educação.

Para gestores: como apoiar os professores em momentos de crise?

By | ATIVAR | No Comments

Os anos de 2020 e 2021 certamente foram e serão por muito tempo os anos mais desafiadores de nossas carreiras. Estivemos envolvidos em mudanças que transformaram as nossas relações sociais, nossa vida pessoal e profissional. Lembro do turbilhão que foi o ano de 2020 quando as escolas começaram a fechar: eram professores de todo o país me procurando para pedir socorro, montar um plano estratégico, planejar com eficiência e adaptação.

Mais de um ano depois, o que encontramos é um cenário em que os estudantes estão cansados e professores tentando processar toda essa informação. Surgiram até novos conceitos como “fadiga de zoom”, que é o cansaço provocado pelo tempo de tela, em reuniões ou aulas online, por exemplo, em que ficamos o tempo todo nos visualizando e sendo vistos. Dentro deste panorama, sabemos de toda a movimentação que a escola como um todo precisou realizar, em maior ou menor grau. Muitos professores tiveram de revolucionar suas práticas, planejando aulas em um formato que nunca pensaram executar e que claro, não foram formados para isso.

Esse caráter de emergência abateu todos nós: pais, famílias, estudantes, professores, coordenadores, orientadores e toda a comunidade escolar. É nesse sentido, que algumas escolas e eventos em todo o mundo têm pensado em ações que apoiem não somente os estudantes, mas também os docentes, que têm se empenhado em realizar o melhor, com as ferramentas que têm acesso. Por isso, trago algumas ideias bastante simples, mas efetivas no apoio e construção de uma cultura institucional que valoriza a saúde mental de seus colaboradores, que apoia, acolhe e reserva momentos para deixar essa comunicação clara a todos: a de que um de seus pilares é o da troca, do suporte e apoio.

  1. A escola Arcadia High School de Los Angeles criou questionários para conhecer as demandas dos professores: que dificuldades estavam enfrentando e disponibilizaram programas para eles, baseado nos seus interesses. Assim, chamaram professor de ioga uma vez por semana na escola, bem como psicólogos, especialistas em atenção plena, psicologia positiva, etc. Tudo baseado nos interesses dos professores e não numa decisão unilateral da escola.

2. Na escola Fall-Hamilton Elementary, em Nashville, criaram uma estratégia chamada “tap-in tap-out” que é um código que o professor (quando sente que as coisas estão fugindo de seu controle) envia para outro colega ou coordenador, que vai até a sua sala substituí-lo por 5 minutos para respirar e voltar aos trilhos. A ideia é: conte com seu colega.

3. Muitas escolas em todo o mundo estão fazendo: checkins matinais. Aquele encontro de toda a equipe, para tomar um café, receber uma mensagem carinhosa, compartilhar um sentimento, estreitar os laços. É o momento de promover união e apoio a todos, trocar ideias, receber e dar sugestões e mostrar-se atento (a) à equipe.

A construção de atitudes simples como essas, que podem ser adaptadas para cada realidade, é fundamental para construção de um ambiente escolar acolhedor, que preza pela qualidade e excelência do que produz, valorizando pessoas. E esses momentos de troca e apoio se valem entre professor-aluno, professor-professor, professor-gestores e suas trocas mútuas, pois também os gestores precisam de apoio e compreensão. É por isso que uma cultura escolar saudável, tem em sua pauta o diálogo mútuo entre todos os envolvidos.

Um grande abraço digital,

Profa. Emilly Fidelix | @seligaprof

Sobre a autora do post

Emilly Fidelix

Emilly Fidelix

Colunista

Emilly Fidelix é criadora do @seligaprof, onde impacta milhares de professores de todo o Brasil, palestrante e formadora de professores. É doutoranda em História Cultural (UFSC), especialista em Tecnologias, Comunicação e Técnicas de Ensino (UTFPR), colunista no blog Redes Moderna e professora de pós-graduação no Instituto Singularidades. Atua nas áreas de metodologias ativas, storytelling aplicado à educação e BNCC.

Autores queridos na leitura em família

By | LITERATURA COM MARIA JOSÉ NÓBREGA | No Comments

Apaixonar-se por escritores é um comportamento leitor. Quem nunca aguardou ansiosamente o lançamento do novo livro de um escritor querido!

A convivência com a voz literária de quem se ama cria e constrói intimidade, vontade de estar junto saboreando as novas histórias que ele tem para contar.

Agora, quando a voz de alguém querido lê um livro de um escritor ou escritora que se ama, aí é uma imensidão de afeto.

Por essa razão hoje vamos falar de autores queridos na leitura em família!

Mazé Nóbrega

Sobre a autora do post

Maria José Nóbrega

Maria José Nóbrega

Colunista

Formada em Língua e Literatura Vernáculas pela PUC/SP, com mestrado em Filologia e Língua Portuguesa pela USP, atuou em programas de formação continuada junto ao MEC, à SEE de São Paulo e à SME de Florianópolis e de São Paulo. Compôs a equipe de elaboração dos Parâmetros Curriculares Nacionais, terceiro e quarto ciclos (1998); coordenou a equipe de Língua Portuguesa das Orientações curriculares e proposição de expectativas de aprendizagem para o ensino fundamental: ciclo I e II – SME de São Paulo (2007); integrou a equipe de elaboração da Proposta Curricular de Língua Portuguesa, do 1º ao 5º ano da SEE do Ceará (2014). Atuou como pesquisadora do Projeto “Currículos para os anos finais do ensino fundamental: concepções, modos de implantação, usos”, desenvolvido pelo Cenpec – Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (2015). Foi assessora do Projeto Planos de Aula da Nova Escola.

Atualmente, além de assessorar várias escolas particulares de São Paulo, é coordenadora dos projetos de leitura da Editora Moderna, organizadora da série “Como eu Ensino” da Editora Melhoramentos, professora do curso de Especialização em Formação de Escritores / Instituto Superior de Educação Vera Cruz e do curso O livro para a infância: processos de criação, circulação e mediação contemporâneos / A Casa Tombada.

Educação antirracista, sim é possível

By | Educação inovadora | No Comments

Quero começar esse texto, diferente de todos os outros e dizendo: temos a missão de combater qualquer forma de discriminação e ressaltar a importância de uma educação antirracista! 

É preciso corrigir anos de desigualdades e políticas de exclusão em que é necessário o fortalecimento da representatividade e de movimentos negro e o reconhecimento que ao longo da história erramos. Desconstruir a história que por muito tempo foi vista nos livros didáticos e que permeou a construção da ideia de nação, racismo científico com a superioridade genética, construto social e políticas de embranquecimento. 

 Temos que combater as diferentes formas de racismo: estrutural, institucional e individual. É necessário um aprofundamento macro, micro e educacional. Nossos estudantes são alvos de machismo e racismo, em que diariamente travam lutas pelo direito de existir, de ser e de reconhecido como um individuo dentro da sociedade.  

Dados recentes realizados pelo IEDE (Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional) a pedido da Folha de São Paulo, apontam que estudantes negros tem desempenho de dois anos a menos de aprendizado que estudantes brancos já nos anos iniciais.  

Os estudantes negros possuem um menor acesso a educação e suporte pedagógico. E quando olhamos para o ensino médio esses dados são alarmantes, como mostram dados do PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), em que 44% de  jovens negros não finalizam o ensino médio e 33% de jovens negras não chegam a realizar essa etapa de ensino, sem contar dados sobre a mortalidade e violência. Compreender esses dados e ter a oportunidade de mudar essa realidade e combatê-la também em sala de aula.  

São recentes nossas políticas públicas, conforme abaixo e necessitam ser valorizadas. 

A educação tem o papel central de permitir que formemos estudantes para que não sofram com limitações dos estereótipos de gênero, visando educá-los desde as bases para que possam exercer o protagonismo da sua história.  

Para Naomy Oliveira, Professora e Gestora de Inovação na Escola de Formação de Profissionais do Estado de São Paulo (EFAPE) da SEDUC-SP, a educação é a principal arma na luta contra o racismo, tanto na formação de jovens antirracistas como no desenvolvimento dos jovens negros, que muitas vezes têm apenas no ambiente escolar a oportunidade de desenvolver e lutar pelos seus projetos de vida.  

Todo trabalho de formação Antirracista dos profissionais da Educação hoje desenvolvido pela EFAPE tem como objetivo transformar a escola nesse ambiente seguro, efetivamente antirracista e que alcance muito além da Pedagogia de eventos, onde a pauta Antirracista é lembrada apenas em novembro.  

Não basta apenas garantir infraestrutura e acesso à tecnologia, é necessário que isso venha acompanhado de mudanças profundas de pensamento crítico, senso de ética e valores integrais, para que nossos estudantes sejam capazes de questionar os paradigmas que nos trouxeram até aqui, os acolhendo e convivendo com as diversidades.  

Educação Antirracista 

A Educação tem o papel fundamental de consolidar uma sociedade antirracista. Temos marcas profundas adquiridas em mais de 300 anos de escravidão, que ocultaram a história, relações e costumes dos povos negros. É através da educação que temos a possibilidade concreta de transformar essa realidade e fazer um reparo social e histórico.   

Abordar o letramento racial e desenvolver uma educação antirracista promove relações saudáveis e valoriza a nossa própria história e cultura. Nossos estudantes têm o direito de conhecer sobre suas origens, antepassados e, principalmente, de acessar recursos para criticar e combater o racismo estrutural. A seguir, vamos conhecer juntos alguns desses caminhos?  

Combater o racismo estrutural 

 Reconhecer o racismo estrutural é a primeira maneira de combatê-lo. Estudar, pesquisar sobre o assunto, trazer artigos de opiniões, vídeos, é essencial para professores e estudantes para efetivar o trabalho na sala de aula.  Um vídeo que pode ser trabalhado com os estudantes é Vista Minha Pele, que traz a questão do racismo sob uma outra ótica, além de reflexões interessantes. Outra forma de abordagem é através de obras literárias, que o professor pode trazer no momento inicial da aula ou da maneira que achar mais adequada à proposta pedagógica. 

 Valorizar o currículo 

A lei 11.645/2008 representou um grande avanço, ao incluir a história e a cultura afro-brasileira e indígena como temáticas obrigatórias ao currículo da educação básica. Para além da lei, é necessário trabalhar o tema de forma transversal. Um bom exemplo disso são as trilhas de Educação antirracista realizadas pelo Centro de Inovação da Educação Básica de São Paulo, que atualmente sou a Coordenadora em fazemos aprofundamentos sobre temas e traz a proposta da aprendizagem “mão na massa”.  

Temos uma vasta gama de obras que precisam ser trabalhados em sala de aula. O livro “O Mundo no Black Power de Tayó”, da autora Kiusam de Oliveira, apresenta Tayó, uma menina negra que tem orgulho do cabelo afro com penteado black power, enfeitando-o das mais diversas formas. A autora apresenta uma personagem cheia de autoestima, capaz de enfrentar as agressões dos colegas de classe e de combater o racismo. Abaixo, elencamos algumas outras sugestões:  

  • Pequeno Dicionário Antirracista – Djamila Ribeiro 
  • Mulheres, Raça e Classe - Angela Davis 
  • Olhares Negros: Raça e representação - Bell Hooks 
  • Na Minha Pele - Lázaro Ramos 

Representatividade 

O trabalho sobre a representatividade tem o intuito de resgatar a história dos estudantes e da comunidade escolar, de modo que ajuda a trazer o sentimento de pertencimento aos alunos. Em uma das muitas atividades que realizei com os estudantes, uma sempre tinha destaque no meu planejamento. Tratava-se de um “Museu de Memórias Itinerantes”, em que os estudantes organizavam um espaço na escola, para que pudessem construir um memorial aberto à comunidade, com depoimentos, histórias e objetos. Era, assim, um espaço para se reconhecerem e preservarem suas histórias, bem como falarem sobre a juventude negra e os desafios que enfrentam no cotidiano.  

 A educação antirracista é um trabalho contínuo, que precisa ser realizado sempre, cercado de escutas ativas e acolhimento. A escola possui o poder de transformar a sociedade, que precisa caminhar para uma educação integral, pautada na excelência e equidade. 

Um abraço, 

Débora 

 

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

Colunista

Débora Garofalo é formada em Letras e Pedagogia, com especialização em Língua Portuguesa pela Unicamp, Mestra em Educação pela PUC-SP e FabLearn Fellow, Columbia, EUA. Professora há 16 anos da rede pública de SP, sendo idealizadora do trabalho de Robótica com Sucata que se tornou uma política pública. Atualmente é Coordenadora do Centro de Inovação da Secretaria Estadual de Educação do Estado de São Paulo e colunista do blog Redes na coluna Edução Inovadora na Editora Moderna.

Integrante da comissão de Direitos Humanos da Cidade de São Paulo e Palestrante em grandes eventos Nacionais e Internacionais entre eles, Latinoware, Campus Party, Bett Educar, Harvard, EUA, Oxford em Londres, Buenos Aires na Argentina, Ecole Polytechnique, França. Pelo trabalho realizado na Educação Pública, recebeu diversos prêmios importantes, entre eles: Professores do Brasil 2018, Desafio de Aprendizagem Criativa do MIT 2019, Medalha de Pacificadores da ONU 2019 e considerada uma 10 melhores Professoras do Mundo pelo Global Teacher Prize 2019, Nobel da Educação.

5 formas práticas de usar o Google Arts & Culture para turbinar suas aulas

By | ATIVAR | No Comments

Olá, educadores! Não tem jeito, quando a pauta é sites que professores precisam conhecer, o primeiro que me vem em mente é sempre ele: o Google Arts & Culture. E tenho boas razões pra isso.

O site, como o próprio nome já indica, é mantido pelo Google e tem parceria com diversos museus de todo o mundo. Ainda, utiliza tecnologia do Street View, que propicia a experiência de visitas virtuais a galerias de arte de qualquer lugar do mundo. Se não bastasse isso, ele está disponível pra web, via site e também para acesso via aplicativo, que contém outras experiências incríveis, exclusivas para quem está acessando via app. Por lá, você pode pintar telas famosas de forma digital, utilizando as mesmas cores dos artistas, mas dando o seu toque, decidindo onde cada cor vai. Também pode participar de experimentos que envolvem Inteligência Artificial e mesmo visitar museus de qualquer lugar do mundo, promovendo experiências únicas e democratizando o acesso à cultura.

Agora… Vamos parar de papo e partir pro mão na massa? Primeiro, você deverá acessar o site: https://artsandculture.google.com/ ou baixar o aplicativo buscando pelo nome: Google Arts & Culture.

  1. A primeira possibilidade prática que quero te mostrar é a pintura digital de cenas clássicas da arte, que já comentei anteriormente. Você pode explorar isso a partir de um estudo que envolva, por exemplo, a cultura no Egito Antigo, esculturas ou uma das obras de arte específicas que estão disponíveis lá, partindo de seu contexto. Para acessar a pintura, clique neste link: https://artsandculture.google.com/experiment/art-coloring-book/1QGsh6vSfAQBgQ?cp (repare que no cantinho superior esquerdo há a possibilidade de baixar em PDF).

Veja a minha pintura como ficou:

2. E se você pudesse proporcionar aos seus alunos a experiência de criarem sua própria ópera, como se os cantores fossem uma espécie de marionete? A partir disso, poderíamos explorar os diversos elementos que compõem a música, o som, as óperas e outros assuntos relacionados. Que tal? Para conhecer mais essa experiência sonora, clique neste link e imagine seus alunos explorando os diversos sons produzidos (atenção: repare no canto inferior esquerdo é possível gravar a apresentação produzida, uma forma muito bacana de explorar como atividade e expor para a turma): https://artsandculture.google.com/experiment/blob-opera/AAHWrq360NcGbw?hl=en

Veja a minha ópera se apresentando em Paris:

3 – Que tal uma imersão na vida dos grandes gênios da humanidade? Partindo de documentos pessoais como fotografias, rabiscos, cartas… Isso é possível através do site. Basta escolher o seu personagem histórico (exemplo: Michelangelo, Leonardo Da Vinci, Frida Kahlo e tantos outros de diversas áreas do conhecimento). Aqui, a experiência teria foco na aproximação dos conteúdos com algo concreto e, claro, no acesso a documentos históricos de pessoas que foram ícones em nossa área do conhecimento, que criaram, inventaram, resolveram problemas. Para fazer isso via web, basta clicar na lupa que aparece no painel e buscar pelo nome. Veja o que há disponível de Marie Curie neste link: https://artsandculture.google.com/entity/marie-curie/m053_d?categoryId=historical-figure&hl=en

Veja alguns dos documentos de Marie Curie disponíveis no site:

DICA BÔNUS: no aplicativo há a possibilidade de você enviar uma foto sua e conhecer obras de arte com pessoas parecida com você. Que tal uma atividade envolvendo essa dinâmica divertida com os alunos? Veja na prática:

Eu poderia dar muitas outras dicas desse site, mas fecho nosso “encontro” com o convite para que você explore tudo o que há por lá, sempre pensando em experiências instigantes e significativas.

Um grande abraço digital,

Prof. Emilly Fidelix@seligaprof

Sobre a autora do post

Emilly Fidelix

Emilly Fidelix

Colunista

Emilly Fidelix é criadora do @seligaprof, onde impacta milhares de professores de todo o Brasil, palestrante e formadora de professores. É doutoranda em História Cultural (UFSC), especialista em Tecnologias, Comunicação e Técnicas de Ensino (UTFPR), colunista no blog Redes Moderna e professora de pós-graduação no Instituto Singularidades. Atua nas áreas de metodologias ativas, storytelling aplicado à educação e BNCC.

Como anda a participação dos seus alunos em suas aulas?

By | OLHARES | No Comments

Para uma participação ativa dos nossos estudantes em sala de aula, seja virtual ou presencial na escola, precisamos criar situações de aprendizagem, que chamem a participação, que valorizem a expressão das crianças, adolescentes e jovens, que incentivem a autonomia e a criatividade, que levem a reflexão, que desafiem os alunos na busca de soluções e respostas, entre outras coisas, o que nem sempre é tarefa fácil de se fazer. Mas aulas onde os alunos são apenas espectadores desmotivam o estudo, levam ao desânimo e podem contribuir como um dos elementos que levam ao abandono escolar.

Mas o que podemos fazer?

São muitas as possibilidades que levam a participação ativa dos alunos, onde além de consumidores, passam a ser também  produtores de conteúdos e conhecimentos.

Compartilho com vocês, uma dessas possibilidades, uma proposta que venho fazendo há anos com meus alunos, que vai “chacoalhar sua sala de aula”, o jornal escolar.

Um projeto que explora a interdisciplinaridade, envolve diferentes linguagens e que pode render muita aprendizagem, além de ser muito prazeroso para todos, e que tem como produto final um material a ser compartilhado. Pode ser realizado com alunos em diferentes anos, com adaptações e de acordo com a complexidade possível para cada idade. Já desenvolvi com os pequenos na alfabetização, com os maiores de 3º ao 5º ano e com alunos da EJA -Educação de Jovens e adultos.

Jornal escolar

Os alunos adoram assumir os papéis de “jornalistas e repórteres”, se sentem importantes ao entrevistar pessoas, pesquisar assuntos, fotografar para as matérias, debater os temas, apurar fatos, e tudo mais que envolve a produção do jornal. Isso tudo sem contar todas as habilidades que podem ser desenvolvidas nas práticas de linguagem: oralidade, leitura e escrita, a partir da exploração dos textos das esferas jornalísticas, que estão previstas na BNCC desde o 1º ano do ensino fundamental e que fazem parte dos currículos, sem deixar de lado habilidades de outras disciplinas.

Veja abaixo algumas dessas habilidades, em Língua Portuguesa, do 1º aos 5º anos.

(EF12LP11) Escrever, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, fotolegendas em notícias, manchetes e lides em notícias, álbum de fotos digital noticioso e notícias curtas para público infantil, digitais ou impressos, dentre outros gêneros do campo jornalístico, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto.

(EF03LP22) Planejar e produzir, em colaboração com os colegas, telejornal para público infantil com algumas notícias e textos de campanhas que possam ser repassados oralmente ou em meio digital, em áudio ou vídeo, considerando a situação comunicativa, a organização específica da fala nesses gêneros e o tema/assunto/ finalidade dos textos.

(EF04LP17) Produzir jornais radiofônicos ou televisivos e entrevistas veiculadas em rádio, TV e na internet, orientando-se por roteiro ou texto e demonstrando conhecimento dos gêneros jornal falado/televisivo e entrevista.

(EF04LP16) Produzir notícias sobre fatos ocorridos no universo escolar, digitais ou impressas, para o jornal da escola, noticiando os fatos e seus atores e comentando decorrências, de acordo com as convenções do gênero notícia e considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto.

(EF05LP17) Produzir roteiro para edição de uma reportagem digital sobre temas de interesse da turma, a partir de buscas de informações, imagens, áudios e vídeos na internet, de acordo com as convenções do gênero e considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto.

Mas como fazer?

O professor pode:

  • propor a produção de um jornal completo com sua turma, com as principais seções;
  • propor a produção de uma ou mais seções, escolhendo o gênero textual que será explorado;
  • combinar a produção completa com toda a escola, onde cada turma fica encarregada de produzir uma parte do jornal. As turmas de alfabetização da escola, podem escrever legendas das fotos, os classificados ou uma entrevista, por exemplo.
  • selecionar e escolher com a turma e ou toda a escola, os temas que serão abordados, que podem ser do cotidiano escolar, da comunidade no entorno, de interesse dos alunos etc. Jornais temáticos são boas opções para se iniciar a produção de um jornal escolar. Veja alguns exemplos de temas: Meio Ambiente (o destino do lixo escolar e da comunidade); Saúde (Como a escola e a família podem se prevenir quanto a Covid); Cultura (O acesso de alunos aos livros e a leitura).
  • Propor o jornal escrito, no formato impresso e a partir dele propor a produção no formato digital, ou em vídeo ou oral;

O projeto jornal pode ser desenvolvido em até um mês de aula, em um bimestre, ou mesmo durante todo o ano escolar, com mais de uma edição produzida pelos alunos, mas a definição quanto ao tempo e espaço que irá ocupar dentro do planejamento e rotina da turma, depende das necessidades de aprendizagem dos alunos e habilidades a serem desenvolvidas. O professor deve selecionar quais são as habilidades que pretende desenvolver com os alunos dentro da oralidade, da leitura e escrita.

Onde encontro materiais de referência e de apoio ao desenvolvimento do jornal?

Os primeiros jornais que fiz com meus alunos foram reproduzidos com o uso do mimeógrafo a base de álcool e estêncil, depois com passar do tempo passei a usar uma impressora onde eram reproduzidos em papel jornal, coloridos e com fotos. O layout que era criado no desenho e com uso de régua no início, passou a ser definido com o uso dos computadores e recursos digitais. Mas hoje podemos conta ainda mais com materiais  e recursos disponibilizados gratuitamente para o planejamento e desenvolvimento do jornal.

Veja abaixo, alguns materiais e conteúdos que vão contribuir muito na produção do jornal escolar:

1. Site Jornal Escolar

Tem tudo o que o professor  precisa: A base teórica para compreender a importância do trabalho com jornal em sala de aula;  dados de pesquisas sobre seu uso escolar; orientação a todas as etapas de desenvolvimento; sequencias didáticas; planos de aulas; vídeos com práticas ; passo-a-passo da diagramação com diversos modelos editáveis e muito, muito mais.

http://www.jornalescolar.org.br/

4. Jornal voltado para crianças, mas só com assinatura

https://jornaldacrianca.com.br/

5. Plataforma de armazenamento para publicação e acesso de todos ao jornal escolar produzido.

https://issuu.com/

Agora, mãos na massa! Acesse os materiais, estude e planeje, se inspire e use todos os recursos disponíveis para criar um jornal escolar com sua turma ou toda a escola. Você vai ver como a participação dos alunos vai ser muito ativa e como podem avançar na aprendizagem. Deixe seu comentário sobre o uso do jornal em sala de aula. Já fez? Usa outros recursos tecnológicos? Como foram as participações  dos alunos?

Um grande abraço e até o próximo post aqui na coluna!

Mara Mansani 

Sobre a autora do post

Mara Mansani

Mara Mansani

Colunista

Professora há quase 30 anos, lecionou em vários segmentos, da Educação Infantil ao 5º ano do Ensino Fundamental, passando também pela Educação de Jovens e Adultos (EJA). Recebeu o Prêmio Educador Nota 10, na área de Alfabetização, com o projeto Escrevendo com Lengalenga.