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Tathiana Anselmo

Bullying: um assunto superado?

By | ATIVAR | No Comments

Parte de um dos grandes tópicos trabalhados nas escolas desde o início dos anos 2000, o termo “bullying” se popularizou no Brasil e seu conceito trouxe discussões importantes a serem trabalhadas dentro da escola: um dos ambientes onde tais práticas acontecem.

Atividades que envolviam valores e ações de respeito ao outro, à sua aparência, suas crenças, seu jeito de ser foram trabalhadas, além de palestras, vídeos, análise de textos que propiciassem uma cultura escolar mais consciente de práticas sociais respeitosas entre todos os sujeitos da escola.

O tema foi tão discutido, que com o passar dos anos, parece ter rareado. O que não significa que tais práticas deixaram de existir ou que o trabalho de conscientização já foi 100% cumprido. Na verdade, o artigo de hoje tem o objetivo de discutirmos uma outra esfera do bullying: o cyberbullying, tão perigoso quanto aquele que já conhecíamos.

Comentários depreciativos, apelidos, implicância, comentários repetitivos, ameaças, discriminação. Antes, as ameaças e xingamentos ocorriam apenas dentro da escola, mas quando isso ocorre também na internet, a sensação de ser odiado, o medo, a ansiedade por o que está por vir, acabam atormentando a pessoa o tempo todo.

Quando levamos essa discussão para a sala de aula, temos como subsídio a Base Nacional Comum Curricular, através, por exemplo, da competência geral 4 – Cultura Digital a ser desenvolvida durante todo o ensino básico, especialmente quando trata da ética.

Algumas possibilidades de discussão, rodas de conversas, pesquisas, projetos:

  • Como identificar comportamentos adequados e inadequados na internet?
  • Como denunciar perfis criminosos nas redes sociais?
  • Como denunciar perfis de pessoas que estão praticando cyberbullying nas redes sociais?
  • Como utilizar as redes sociais com segurança e privacidade?
  • Os valores que desenvolvemos na vida offline devem ser diferentes dos da vida online?
  • Para quem pedir ajuda caso eu ou algum colega seja vítima de cyberbullying?

A competência geral 9 – Empatia e cooperação, por sua vez, também são fundamentais para aprofundar a questão em sala de aula, especialmente quando aborda a importância da valorização da diversidade, o diálogo, a convivência sadia, a compreensão do ponto de vista do outro.

Algumas possibilidades de discussão, rodas de conversas, pesquisas, projetos:

  • Análise e leitura de reportagens abordando o tema
  • Depressão na adolescência: como buscar ajuda
  • Furando a bolha do algoritmo: aprendendo a lidar com a opinião do outro
  • Mediação de conflitos: o que isso tem a ver com redes sociais?
  • Análise do filme “Extraordinário”: um ensaio sobre empatia e amizade.

A mudança de cultura ocorre quando falamos sobre um mesmo assunto de maneiras variadas, sob várias perspectivas e através dos vários ângulos envolvidos. O bullying, o cyberbullying, a falta de tolerância e respeito continuam existindo, basta fazer uma breve pesquisa sobre matérias que abordam o tema. Esse assunto não deve ser negligenciado ou tido como superado: é um esforço diário para a construção de uma sociedade mais justa e sadia no trato com o outro. E como sempre, a escola é uma das esferas de grande poder de transformação nesse sentido.

Um grande e respeitoso abraço digital,

Prof. Emilly Fidelix | @seligaprof 

Sobre a autora do post

Emilly Fidelix

Emilly Fidelix

Colunista

Emilly Fidelix é criadora do @seligaprof, onde impacta milhares de professores de todo o Brasil, palestrante e formadora de professores. É doutoranda em História Cultural (UFSC), especialista em Tecnologias, Comunicação e Técnicas de Ensino (UTFPR), colunista no blog Redes Moderna e professora de pós-graduação no Instituto Singularidades. Atua nas áreas de metodologias ativas, storytelling aplicado à educação e BNCC.

Sete dicas para inovar nas aulas em 2022

By | Educação inovadora | No Comments

Se você quer inovar nas aulas em 2022, segue confira algumas dicas de como fazer isso!

Os últimos dois anos foram desafiadores a Educação devido a pandemia! Aulas remotas, ensino híbrido, retorno presencial, protocolos de segurança, recuperação da aprendizagem, inserção de novas abordagens de ensino, entre outros. São tantas mudanças que inovar parece uma palavra distante da sala de aula.

Por isso, este é um momento para rever caminhos e práticas e adotar novas estratégias em que o aprendizado a partir de experiências pode contribuir para aulas criativas e engajadoras. Para isso, é necessário usar metodologias e ferramentas digitais e ou analógicas para tornar o processo de aprendizado mais atrativo e lúdico. Confira abaixo algumas dicas de como inovar como diferentes abordagens:

  1. Paixão pela aprendizagem

Professores que são apaixonados pelo processo de ensino e aprendizagem desperta o interesse nos estudantes. Para esse momento, pode pensar em integrar práticas concretas e trazer possibilidades de audiovisual e cultura digital, como recursos de realidade aumentada para explicar parte da história, visitas pelo bairro, conexão com empresas locais e moradores do bairro o uso de ferramentas tecnológicas como o celular, mostrando aos estudantes o potencial disso ao seu processo de ensino e aprendizagem.

  1. Integração

Os estudantes amam as possibilidades de realização de projetos integradores, principalmente porque o aprendizado se torna prático, com possibilidades de exercitar a criatividade e o pensamento crítico, permitindo que os professores engajem os estudantes em ações de pertencimento e em soluções reais,  respeitando o processo e não o produto final.

  1. Planejamento

Em um mundo conectado, inserir a tecnologia como propulsora a aprendizagem faz todo o sentido, por isso, é essencial a adoção de ferramentas e métodos que podem ser na esfera desplugada (analógica) e plugada (digital) permitindo interação e possibilidades dos estudantes. Muitas vezes essas ações são simples e partem da inserção da cultura maker e toda a sua possibilidade a aprendizagem.

  1. Espaços colaborativos

Enquanto professores aprendemos com a prática do outro e precisamos cada vez mais tornar o espaço da sala de aula em espaços colaborativos em que os estudantes possam exercer a troca e partilhar os conhecimentos. Assim, a sala de aula precisa ser inspiradora em que os estudantes se sintam acolhidos e que possam fazer uso de abordagens como STEAM e o design thinking.

  1. Use problema reais

Apesar do ensino ser pautado no currículo é necessário que haja uma flexibilização e uma integração com os problemas reais para que os estudantes possam ter a oportunidade de vivenciar a educação e desenvolver suas habilidades e competências cognitivas e socioemocionais em busca de uma educação integral.

  1. Inventário mental

A inovação e a resolução de problemas não podem estar dissociados do currículo, para isso é necessário que os estudantes articulem estes eixos e realizem conexão com o que está sendo aprendido, ao explorar esse potencial e realizando inventários mentais que mobilizam o raciocínio lógico, experimentação e mapas mentais.

  1. Estudante Protagonista

O estudante precisa ser o centro do processo de aprendizagem, para isso, precisa ser aguçado, desafiado a experimentar novas possibilidades aprendizado. Para que participe ativamente do processo de construção do cognitivo aproximando da escola e do seu projeto de vida.

A inovação é um processo cultural que é possível repensar caminhos e práticas pedagógicas para inseri-las no dia a dia da sala de aula.

Desejo a você boas festas e um ano novo com muitas realizações. Até mais!

Débora

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

Colunista

Débora Garofalo é formada em Letras e Pedagogia, com especialização em Língua Portuguesa pela Unicamp, Mestra em Educação pela PUC-SP e FabLearn Fellow, Columbia, EUA. Professora há 16 anos da rede pública de SP, sendo idealizadora do trabalho de Robótica com Sucata que se tornou uma política pública. Atualmente é Coordenadora do Centro de Inovação da Secretaria Estadual de Educação do Estado de São Paulo e colunista do blog Redes na coluna Edução Inovadora na Editora Moderna.

Integrante da comissão de Direitos Humanos da Cidade de São Paulo e Palestrante em grandes eventos Nacionais e Internacionais entre eles, Latinoware, Campus Party, Bett Educar, Harvard, EUA, Oxford em Londres, Buenos Aires na Argentina, Ecole Polytechnique, França. Pelo trabalho realizado na Educação Pública, recebeu diversos prêmios importantes, entre eles: Professores do Brasil 2018, Desafio de Aprendizagem Criativa do MIT 2019, Medalha de Pacificadores da ONU 2019 e considerada uma 10 melhores Professoras do Mundo pelo Global Teacher Prize 2019, Nobel da Educação.

Igualdade de direitos na educação das crianças

By | AUTORES MODERNA | No Comments

*texto por Marcos Ribeiro 

Se é de pequeno que se torce o pepino, como reprimenda aos atos reprováveis, é também na educação das crianças que as ensinamos sobre a igualdade de direitos, o respeito às diferenças, o combate ao racismo e a todas as formas de preconceito que a escola não pode fechar os olhos para essa realidade e perceber que é preciso conversar.  

Também não podemos empurrar este assunto para debaixo do tapete ou ignorar a importância de se conversar sobre gênero, deixando-a do lado de fora da escola, sem entrar na sala de aula. 

A educação sexista que atribui mais direitos aos meninos do que as meninas, é a base para a desigualdade de gênero que produz defasagem salarial mesmo que ambos exerçam a mesma função – as mulheres chegam a receber 20% menos que os homens -; faltam oportunidades iguais e o machismo faz o homem acreditar que tem poder sobre o corpo da mulher, o que pode resultar em violências de todo tipo. 

Antes de continuarmos, vale explicar o que é gênero:  

A expressão “gênero” é a construção social, a imagem que homens e mulheres têm na nossa cultura, o que não é igual em todo o mundo. Com isso, quero dizer que esta imagem pode mudar de cultura para cultura e este padrão “masculino” e “feminino” não segue o mesmo roteiro, inclusive ao longo da história. 

Dessa forma, as relações de gênero são as expectativas criadas em torno dos papéis ‘masculino’ e ‘feminino’ a partir do que é esperado pela sociedade. Como construção social, cada cultura estabelece o que é “coisa de homem” e “coisa de mulher”. No nosso país, por exemplo, desde o nascimento, espera-se que o homem seja viril e a mulher frágil. Essas diferenças encontramos no comportamento, nas brincadeiras e vestimentas. 

A educação sexista reflete na autoestima, nos estudos, no processo ensino e aprendizagem, na convivência escolar, nos relacionamentos futuros, na crença do homem que se considera com mais direitos que a mulher e no trabalho com mais oportunidades ao homem, como se a mulher não fosse capaz. Dessa forma, a educação dos meninos é construída baseada numa masculinidade tóxica, com repercussões negativas que começa na escola e é extensiva nas relações pela vida afora. 

Saiba + 

2 livros que você pode trabalhar com os(as) alunos(as):  Menino brinca de boneca? e Somos iguais mesmo sendo diferentes!, de Marcos Ribeiro, Editora Moderna.  

Dica para debate: 

Após a exibição do vídeo, você pode realizar um debate com os(as) alunos(as): 

https://www.youtube.com/watch?v=VbIc4GDpIkQ  

Sobre o autor: 

Marcos Ribeiro, educador e palestrante, é mestrando no Programa de Pós-graduação em Educação Sexual na Universidade Estadual Paulista (UNESP), pós-graduado em “Educação Infantil e Desenvolvimento” e em “Sexualidade” pela UCAM. Escritor premiado pela Academia Brasileira de Letras, com mais de 20 livros editados e quase duas dezenas de artigos publicados. Parecerista dos Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ministério da Educação e consultor em educação sexual, com trabalhos realizados para a John Hopkins University (EUA), Unesco, Fundação Roberto Marinho, Canal Futura, Ministérios da Saúde e Educação, Secretarias de Educação e Saúde, entre outras. Docente e coordenador de série no programa Salto para o Futuro, programa da TV Escola, canal educativo do MEC. Consultor para peças de teatro, tem colunas em revistas e jornais e programas de TV. Já teve um livro adaptado para o teatro e outro para um vídeo em Cabo Verde (África). Consultor da Comissão da Mulher, OAB-RJ e detentor da Medalha Tiradentes, maior comenda entregue a uma personalidade pelo Poder Legislativo do Estado do Rio de Janeiro.

2021 e a escola como um sistema complexo

By | ATIVAR | No Comments

Caros leitores, este é o penúltimo texto que escrevo nesta jornada que dividimos, juntos, em 2021. Pensei em temas que fossem relevantes para a finalização desta etapa na vida de todos nós: quem sabe uma retrospectiva de alguns artigos? Alguma ferramenta tecnológica? Algum método inovador?

Não. Hoje quero propor uma reflexão. Uma reflexão sobre duas breves palestras que tive a oportunidade de assistir esse ano e que pensei em compartilhar com você durante todo esse ano, sem fazê-lo. Bem, acredito que este é o momento ideal. Você também fica meio reflexivo(a) nessa época do ano? (Risos!)

Durante esse ano, assisti a uma palestra da educadora Leslie Patterson*, que falava, sobretudo, acerca do engajamento, mas não da forma como estamos acostumados a explorar.

Leslie começou sua fala propondo algumas reflexões:

  • Quem nós somos?
  • O que realmente importa para nós?
  • Como nos conectamos? (Não com a internet, mas entre nós mesmos

A costura disso tudo se deu quando a educadora trouxe a ESCOLA como um conceito que trabalha cotidianamente com um conceito muito bacana: “transcontextualidade”. Parece difícil, né? Mas não é. Transcontextual é a forma de percebermos como a comida, por exemplo, se trata de economia, ciência, cultura, tradição, arte.

Na escola, enquanto uma comunidade, enquanto um sistema complexo, lidamos com pessoas, com cultura, com visões de mundo, com experiências e, sim, isso é complexo.

Mas para não pararmos na simples constatação de que isso é “complexo”, Leslie trouxe outro conceito: o julgamento. A proposta é: olharmos para o outro com curiosidade e encantamento – sem julgamento.

Por estarmos em um sistema complexo, e agora entra a colaboração da fala da educadora Royce Holiday** (coincidentemente irmã da Leslie), tudo é interdependente, cada criança é uma e de um dia para o outro é outra: as coisas mudam, ela muda e nós também mudamos.

Responda mentalmente: O quanto eu mudei esse ano?

Perceba o quanto esses exercícios se conectam às metodologias ativas, de que tanto falamos esse ano:

  • Curiosidade
  • Capacidade de reagir
  • Conexão
  • Diálogo
  • Adaptação
  • Colaboração

Nesse sistema complexo, vivo e dinâmico que é a escola, nosso principal exercício, para fechar esse ciclo e iniciar um novo, transformados, deve ser: 

  • Transformar meu julgamento para a curiosidade (fulano está impossível hoje. Ô, menino bagunceiro! Para: fulano não têm esse comportamento comumente, o que será que está acontecendo com ele?)
  • Discordância para compartilhamento: (Esta é sua opinião? E o que o levou a chegar a essas conclusões? Como você se sente sobre tal tema? Pois eu me sinto um pouco confuso. O que você acha sobre isso?)
  • De ações defensivas para a autorreflexão (Você me criticou gratuitamente! Para: com base no que você achou isso de mim? Vou pensar sobre isso e perceber se nesse momento, isso faz sentido para mim).

Em um mundo altamente permeado pelas máquinas, hoje, caros educadores e educadoras, falamos sobre aquilo de mais cru há entre nós: somos todos humanos e o tempo todo estamos aprendendo a viver em conjunto. Compartilhando, crescendo, dialogando. Afinal de contas, escola também é esse grande turbilhão de questões.

Deixo o meu grande abraço digital a você, com o desejo de que essas reflexões tenham feito sentido.

Prof. Emilly Fidelix | @seligaprof 

* Leslie Patterson é pós-graduada pela Universidade Estadual da Califórnia e especialista em educação superior, relações públicas e governamentais.

** Royce Holiday foi diretora de planejamento estratégico para escolas públicas de Minneapolis, nos EUA e é autora de 5 livros.

Sobre a autora do post

Emilly Fidelix

Emilly Fidelix

Colunista

Emilly Fidelix é criadora do @seligaprof, onde impacta milhares de professores de todo o Brasil, palestrante e formadora de professores. É doutoranda em História Cultural (UFSC), especialista em Tecnologias, Comunicação e Técnicas de Ensino (UTFPR), colunista no blog Redes Moderna e professora de pós-graduação no Instituto Singularidades. Atua nas áreas de metodologias ativas, storytelling aplicado à educação e BNCC.

O design thinking na Educação

By | Educação inovadora | No Comments

O design thinking é uma abordagem investigativa usada na busca de solução de problemas. Para a educação, esta metodologia pode trazer diversos benefícios, entre eles o desenvolvimento de competências e habilidades como a colaboração e a empatia em que o estudante participa ativamente do processo cognitivo.

A abordagem do design thinking parte da premissa de que precisamos nos desenvolver em nossa integralidade, almejando objetos individuais e em grupos. Nesta metodologia, não existe apenas uma forma correta de aplicá-la e é um equívoco imaginar que sua aplicação ocorre apenas por papéis coloridos. Ela vai além, exercitando, questões mais profundas fazendo que o foco do estudante esteja no centro ao encontrar soluções.

As etapas contemplam dinamismo, envolvimento e pertencimento, ao propor novas abordagens e um redesenho as aulas. A prática contempla cinco etapas que são elas:

  1. Descoberta – de um problema e o planejamento para as soluções, em que o professor deve envolver desafios.
  2. Interpretação – interpretação dos pontos levantados pelos estudantes e propostas para a resolução de problemas, para que possam refletir, debater e enfrentar as questões levantadas. Neste processo é considerado o conhecimento prévio do estudante e suas percepções individuais.
  3. Ideação – idealização da solução do problema, em que deve permitir a criação, a famosa chuva de ideias, que deve contemplar um espaço para troca, compartilhar e ter visões visionárias e factíveis para sua realização.
  4. Experimentação – nesta fase é onde as ideias ganham vida e os estudantes encontraram soluções para os problemas encontrados para os desafios propostos.
  5. Evolução – a última fase corresponde ao desenvolvimento do trabalho e envolve o planejamento das próximas etapas e como as ideias serão desenvolvidas em elaboração de projetos.

Para o desenvolvimento das etapas, o professor pode ofertar dicas de como organizar a ideias, seja formatando listas, usando post-its, histórias inspiradoras, fotos, aplicativos, mapas mentais, entre outros. São inúmeras possibilidades!

Cada situação requer uma abordagem personalizada em que o coletivo deverá estar presente e o professor poderá discutir com os estudantes a abordagem e a forma de aplicação em que para cada problema pode ser agregado uma modalidade das metodologias ativas, além da utilização de softwares gratuitos.

Conheça alguns softwares que você pode levar a sala de aula

1.Mind Node: programa muito simples e prático para ser utilizado ao dia a dia. Ele ajuda a visualizar melhor as ideias.

2.Free mind: é um software livre para criação de mapa mental, ele é simples e objetivo, disponível para usuários Windows e Linux.

3. Coggle: software online, permite mais que uma pessoa trabalhe com o mesmo mapa mental. Não é preciso fazer download do programa, o que permite trabalhar no projeto de diferentes plataformas (como pelo celular em casa e no computador do laboratório da escola.

Design Thinking tem muito a contribuir com a Educação, devido a escuta ativa, processo de criação, ações de envolvimento e pertencimento com o currículo, além do foco no trabalho em resoluções de problemas colaborativos.

Além disso, essa abordagem possibilita o desenvolvimento do raciocínio lógico, empatia, colaborando com as aulas desde o planejamento até o processo avaliativo, ao permitir que os estudantes estejam propícios a estarem em um ambiente participativo e colaborativo e que contribuam para resolver problemas na escola, da comunidade, do bairro, sendo considerado um excelente caminho para repensar abordagens que podem inclusive contribuir com o processo de recuperação da aprendizagem, por meio do reforço do currículo já visto nas áreas do conhecimento.

Um abraço,

Débora

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

Colunista

Débora Garofalo é formada em Letras e Pedagogia, com especialização em Língua Portuguesa pela Unicamp, Mestra em Educação pela PUC-SP e FabLearn Fellow, Columbia, EUA. Professora há 16 anos da rede pública de SP, sendo idealizadora do trabalho de Robótica com Sucata que se tornou uma política pública. Atualmente é Coordenadora do Centro de Inovação da Secretaria Estadual de Educação do Estado de São Paulo e colunista do blog Redes na coluna Edução Inovadora na Editora Moderna.

Integrante da comissão de Direitos Humanos da Cidade de São Paulo e Palestrante em grandes eventos Nacionais e Internacionais entre eles, Latinoware, Campus Party, Bett Educar, Harvard, EUA, Oxford em Londres, Buenos Aires na Argentina, Ecole Polytechnique, França. Pelo trabalho realizado na Educação Pública, recebeu diversos prêmios importantes, entre eles: Professores do Brasil 2018, Desafio de Aprendizagem Criativa do MIT 2019, Medalha de Pacificadores da ONU 2019 e considerada uma 10 melhores Professoras do Mundo pelo Global Teacher Prize 2019, Nobel da Educação.