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Katia Dutra

Tecnologias Assistivas na Educação

By | Educação inovadora | No Comments

Para conversar sobre Tecnologias Assistivas, é necessário antes dialogar sobre Educação Inclusiva.

A educação inclusiva compreende um espaço para todos, favorecendo a diversidade por acolher os estudantes com mobilidade reduzida. O tema ainda é muito delicado na educação, por conter diversas fragilidades, como: salas com muitos alunos, ausência de funcionários, formação docente.

Há necessidades que interferem de maneira significativa no processo de aprendizagem e que exigem atitudes educativas específicas da escola, como utilização de recursos e apoio especializado para garantir a aprendizagem dos estudantes. É neste cenário que as Tecnologias Assistivas podem contribuir para que o professor atue dentro da sala de aula.

Saiba mais sobre Tecnologias Assistivas

É uma área do conhecimento que tem como característica interdisciplinar ao englobar produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que promovem a funcionalidade relacionada à atividade e participação de pessoas com deficiência, mobilidade reduzida, visando sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social.

Mas, como colocar isso em prática?

Para transformar a educação, alguns caminhos e passos são possíveis a começar pelo acolhimento, como:

Abertura ao diálogo: Abrir espaços para que alunos, comunidade, familiares, professores, funcionários possam conversar sobre a diversidade, valorizando convívio, interação, cooperação e respeito mútuo.
Formação docente: É necessário o fortalecimento de formação dos professores, buscando criar uma rede de apoio entre educação e saúde.
Flexibilização do Currículo: É necessário flexibilizar o currículo, atendendo à realidade de cada estudante. Não é uma tarefa fácil, principalmente quando faltam recursos, mas é um passo essencial na construção de aprendizagem destes alunos. Levar para sala de aula artigos, vídeos, textos, músicas que abordem as experiências e aprendizagens em inclusão, como debates sobre culturas, povos, raças e as diferentes necessidades especiais.
Projeto pedagógico inclusivo: A inclusão deve garantir a todas as crianças e jovens o acesso à aprendizagem por meio de possibilidades de desenvolvimento. Algumas são passíveis ocorrer pelo Conselho de Escola e APM, como mudanças são na reestruturação física das escolas, com a eliminação das barreiras arquitetônicas, espaço acolhedores de aprendizagem

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

Colunista

Débora Garofalo é Assessora Especial de Tecnologias da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo (SEE SP) e professora da rede pública de ensino de São Paulo. Formada em Letras e Pedagogia, mestranda em Educação pela PUC-SP, vencedora na temática Especial Inovação na Educação no Prêmio Professores do Brasil, Vencedora no Desafio de Aprendizagem Criativa do MIT e considerada uma das dez melhoras professoras do mundo pelo Global Teacher Prize, o Nobel da Educação.

Recursos gratuitos disponíveis

Atualmente, existe uma série de programas para os alunos com mobilidade reduzida. Entre eles, podemos citar os programas gratuitos:

Teclado virtual que pode ser utilizado na tela do computador com auxilio de uma caneta especial.

Head mouse é um programa desenvolvido para permitir que pessoa que não tem os movimentos dos braços possam usar o computador e navegar pela internet sem ajuda de outras pessoas ao captar a imagem sendo acionado com um movimento e um piscar de olhos.

DOSVOX é um sistema destinado a auxiliar a fazer uso de computadores através do uso de sintetizador de voz.

PRO DEAF O software faz tradução de texto e voz da Língua Portuguesa para Libras, a língua brasileira de sinais, para facilitar a comunicação entre deficientes auditivos e ouvintes.

HandTalk Para deficientes auditivos que utilizam a Língua Brasileira de Sinais ou para quem deseja se comunicar com eles, mesmo sem saber LIBRAS, o aplicativo funciona como um tradutor simultâneo dos dois idiomas. A ferramenta está disponível gratuitamente no Google Play e na AppStore.

A educação inclusiva é um caminho para contemplar a diversidade mediante a construção de uma escola que ofereça propostas e que atenda às reais necessidades dos alunos, criando espaços de convivência. São muitos os desafios, mas, as iniciativas e as alternativas realizadas pelos educadores são fundamentais para este processo.

E você querido professor, como trabalha com a educação inclusiva em sua sala de aula? Conte aqui, nos comentários.

Um abraço.

A mídia impressa ajuda a proteger as florestas

By | Institucional, Sustentabilidade | No Comments

No mundo todo, indústrias que usam madeira para produção de celulose e de papel plantam, todo os dias, o equivalente à área de 1.500 campos de futebol de florestas. No Brasil hoje, há 7,8 milhões de hectares de plantações de árvores, na maioria eucaliptos e pinus. Muitas pessoas chamam esse tipo de plantio de “reflorestamento”, mas não é correto dizer isso, uma vez que não se trata de substituir uma floresta nativa por outra, plantada com espécies exóticas.

As áreas destinadas ao plantio de árvores para produção de celulose e papel, no Brasil, são aquelas que há muitas décadas já são usadas para atividades agropecuárias. Tal plantio em nada prejudica a manutenção de ecossistemas nativos. Ao contrário, ao plantar as árvores que serão usadas como matéria-prima, essas indústrias ajudam a evitar a destruição de matas nativas. Além disso, a indústria brasileira de base florestal é responsável pela preservação de 5,6 milhões de hectares de ecossistemas nativos, ou seja, 0,7 hectares de matas preservadas para cada um dos 7,8 milhões de hectares de florestas plantadas. É importante observar que as áreas plantadas com árvores para produção de celulose e papel correspondem a apenas 0,3% do território nacional ou 2,2% da área disponível para agricultura atualmente.

Outras pessoas dizem que a plantação de eucaliptos é prejudicial ao meio-ambiente por ser uma monocultura. Mas, assim como tantas outras monoculturas, seu manejo correto pode permitir um equilíbrio satisfatório com o meio ambiente. Esse tipo de manejo acontece nos plantios realizados pela indústria brasileira. O Brasil já é o 7º no ranking total de certificações do sistema FSC, a principal entidade certificadora de boas práticas no manejo florestal, respeitada mundialmente.

Manoel Manteigas de Oliveira

Diretor técnico da Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica – ABTG e de Two Sides Brasil

#PROFESSORPRESENTE | Por que os professores não querem ser homenageados?

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Todo ano no dia 15 de outubro os professores são saudados por praticamente todo os tipos de mídia, seja ela de massa, on-line ou off-line. Que eles merecem todo tipo de homenagem, é indiscutível, mas será que é isso mesmo o que eles querem?

Dados da pesquisa Profissão Professor, de julho de 2018, realizada pelo IBOPE Inteligência e encomendada pelo Todos Pela Educação e pelo Itaú Social, mostram que é possível entender o quanto a profissão que merecia pleno destaque no Brasil, ainda precisa de muita atenção e valorização.

Com maioria de mulheres (68%) e que trabalham, em média, 17 anos no corpo docente das escolas brasileiras, 71% dos professores são responsáveis pela renda familiar. O principal motivo pelo qual o professor escolhe sua profissão é o prazer por ensinar e formar pessoas. Porém, não aconselha aos jovens de hoje a seguirem o mesmo caminho, pois consideram o trabalho pouco reconhecido.

Valorização.

A Moderna acredita que o professor precisa do essencial: formação constante; compreender e ser compreendido pelas famílias; ter voz para participar de decisões importantes da escola; enfim, ser reconhecido por um trabalho que empodera pessoas.

Nossa campanha é de reconhecimento. Afinal, um dia de homenagens é pouco quando podemos ter um ano inteiro de valorização e respeito.

#ProfessorPresente

SEMINÁRIO DE EDUCAÇÃO PRESENTE – EVENTO GRATUITO

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Os autores do Projeto Presente convidam professores da Educação Infantil e do Fundamental 1 para mais uma edição do Seminário de Educação Presente, que acontecerá no próximo dia 20 de outubro de 2018, no Hotel Renaissance, em São Paulo. As vagas são limitadas e as inscrições devem ser feitas pelo e-mail rcastro@richmond.com.br ou pelo telefone (11) 2790 -1379.

O tema central do encontro será APRENDER EM REDE: DESAFIOS E POSSIBILIDADES e vai abordar como a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e as novas tecnologias digitais podem impactar a educação. A programação conta com uma palestra especial de Lilian Bacich, doutora em Psicologia pela USP, mestre em Educação e autora do Projeto Presente Ciências, e Leandro Holanda, mestre em Ciências pela USP e coordenador da área de STEM no colégio Albert Sabin, para falar sobre como as metodologias ativas são possibilidades para fortalecer essas competências e favorecer a construção de conceitos.

A programação ainda conta com palestras em formato TED que discutem a aprendizagem global a partir de cada componente curricular. Os autores do Projeto Presente compartilham suas descobertas na elaboração de hipóteses, problematização, criação de conhecimentos e sua sistematização

A Educação Infantil também tem espaço no Seminário de Educação Presente. Preparamos oficinas exclusivas para os professores do segmento infantil nas áreas de Linguagem e Matemática. É um momento de compartilhar iniciativas e construir juntos novos caminhos para uma educação de qualidade.

Contamos com a sua presença

VIVA ANA MARIA MACHADO

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Ana Maria Machado é uma das principais autoras brasileiras. Em 2000 recebeu o prêmio Hans Christian Andersen (2000), o Nobel da Literatura Infantil; de 2011 a 2013 foi presidente da Academia Brasileira de Letras, onde ainda ocupa a cadeira número 1; além de ter recebido muitos outros prêmios importantes, nacionais e internacionais, ao longo de mais de 40 anos dedicados à literatura.

Autora de renomados livros, como a Coleção Mico Maneco, Bisa Bia, Bisa Bel e Era uma vez um tirano, nos últimos dias Ana Maria Machado tornou-se protagonista de uma polêmica com o livro “O menino que espiava pra dentro”, publicado pela primeira vez em 1983 (Global Editora).

É uma pena que hoje, 35 anos depois da primeira edição, ainda existam adultos que não consigam perceber a literatura infantil como ferramenta de construção de caráter e de repertório das crianças.

Em seu livro Uma rede de casas encantadas (Editora Moderna), a autora explica a importância e o poder da literatura infantil:

As narrativas de ficção possibilitam que as crianças tenham contato com outras realidades além da sua e vivenciem coisas muito diferentes daquelas que seu quotidiano lhes oferece. Isso permite que projetem seus temores e seus desejos, adquiram experiências emocionais que as ajudem a crescer. Permite também que saiam de si mesmas, indo além dos limites individuais de cada um. Propicia oportunidades para que se identifiquem com os outros, sintam solidariedade e compaixão, admiração e carinho por pessoas que nem conhecem (e que muitas vezes são apenas imaginárias, puros personagens), mas nem por isso as emoções que trazem são menos intensas. Ou que enfrentam medos, vergonhas, sentimentos difíceis, sem precisar passar por eles de verdade.

Essa é uma possibilidade magnífica, quase mágica, que a literatura oferece às pessoas e, se vivida desde a infância, pode representar uma série de portas abertas para o pleno florescimento emocional e intelectual. Os leitores podem viver todos esses sentimentos de maneira simbólica e, com isso, trabalha-los dentro de si próprios, para serem mais felizes. A linguagem simbólica permite que se vivam várias vidas, com intensidade afetiva, e isso é um ganho fantástico para cada um – além de representar sempre uma excelente oportunidade de adquirir informação e construir conhecimento.

Toda criança tem direito a essa experiência. Todo adulto tem o dever de colaborar e fazer sua parte para que isso aconteça. (p. 14-15).

A Moderna e Salamandra colocam-se ao lado da autora neste momento de retrocesso, com a certeza de que a bibliografia de Ana Maria Machado continuará merecendo lugar de destaque na história da Literatura infantil – brasileira e mundial.

Como a BNCC prevê o uso das tecnologias na sua disciplina?

By | Educação inovadora | No Comments

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) já está em vigor, para a Educação Infantil e o Ensino Fundamental. Muitos Estados e Municípios estão debruçados no documento para produzir o currículo de acordo com peculiaridades e realidade de cada região e o mesmo está ocorrendo com materiais pedagógicos, como, por exemplo, o livro didático que está em processo de construção e alteração para se adaptar a BNCC.

Nas salas de aulas ainda é um momento de dúvidas, angústias e controvérsias, algo natural se considerarmos a complexidade do documento e a influência que terá nas políticas públicas. Mas eis que surge uma pergunta importante: e as tecnologias? Como estão sendo tratadas na Base?

PAPEL DAS TECNOLOGIAS NA BNCC

O documento encara a Tecnologia como uma competência que deve atravessar todo o currículo de uma escola.

Importante salientar que a tecnologia não é um objeto de estudo e deve ser encarada como uma estratégia de ensino, em que a proposta é trabalhar como uma intervenção social que contextualize o uso da tecnologia ao conteúdo aplicado, desenvolvendo essa que é uma das dez competências gerais citadas pelo documento. Um caminho é a mudança de foco, como por exemplo, quando ensinamos programação, estamos vivenciando o processo de aprendizagem, trabalhando com o desenvolvimento de habilidades como o raciocínio lógico, a matemática e não o resultado final.

Apesar de estar presente em todas as etapas de ensino, esse é um assunto que ainda gera polêmica. Aliás, muitos educadores que possuo contato se manifestaram enumerando dificuldades de utilizar ferramentas digitais em suas aulas.

Compartilho desses desafios, uma vez que enfrento todos os dias a falta de infraestrutura e os problemas com conectividade. Acredito que este é o maior entrave, levando em consideração que serão necessários investimentos em todas as unidades escolares para alinhar as áreas do conhecimento à era digital.

COMO A BNCC PREVÊ A UTILIZAÇÃO DAS TECNOLOGIAS?

tecnologias digitais na bncc

A BNCC reconhece os benefícios que a cultura digital tem promovido nas esferas sociais. O avanço tecnológico e a multiplicação de celulares, smartphones e computadores estão diretamente ligados ao hábito de consumo dos jovens. Diante dessas interações multimidiáticas e multimodais, a proposta da Base é trabalhar com uma intervenção social que contextualize o uso da tecnologia ao currículo aplicado, desenvolvendo essa que é uma das dez competências gerais citadas pelo documento.

Confira alguns trechos da versão atual que defendem essa prática:

Competência geral da Educação Básica

“Utilizar tecnologias digitais de comunicação e informação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas do cotidiano (incluindo as escolares) ao comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos e resolver problemas. ”

Competência de Matemática

“Utilizar processos e ferramentas matemáticas, inclusive tecnologias digitais disponíveis, para modelar e resolver problemas cotidianos, sociais, de outras áreas do conhecimento, validando estratégias e resultados.”

Competência de Língua Portuguesa

“Compreender e utilizar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares), para se comunicar por meio das diferentes linguagens e mídias, produzir conhecimentos, resolver problemas e desenvolver projetos autorais e coletivos.”

Competência de Ciências

“Utilizar diferentes linguagens e tecnologias digitais de informação e comunicação para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos e resolver problemas das Ciências da Natureza de forma crítica, significativa, reflexiva e ética”.

Competência de Língua Inglesa

“Utilizar novas tecnologias, com novas linguagens e modos de interação, para pesquisar, selecionar, compartilhar, posicionar-se e produzir sentidos em práticas de letramento na língua inglesa, de forma ética, crítica e responsável.”

Competência de Arte

“Mobilizar recursos tecnológicos como formas de registro, pesquisa e criação artística.”

Sugestões de uso

O campo para se trabalhar com as tecnologias é vasto, possibilitando o seu uso através de inúmeras ferramentas, abaixo apresento algumas sugestões de softwares livres e gratuitos.

Matemática

Ardublock / Scratch

Softwares gratuitos de linguagem de programação que utiliza blocos de funções prontas, auxiliando ensinar programação de formas simples e intuitiva.

Língua Portuguesa

Editor de histórias, que possui um banco de imagens com os diversos componentes para a construção de histórias em quadrinhos, como cenário, personagens e vários recursos de edição para essas imagens.

Ciências

Ciência Mão

Software desenvolvido e disponibilizado em mídia digital com a finalidade específica de aprendizagem de um determinado conteúdo, abrigando simulações, textos, jogos ou outros materiais em um conjunto consistente.

Língua Inglesa

Wondershare Quiz Creator

Software de produção de questionários com opção de inclusão de arquivos flash e pesquisas com objetos multimídia.

ProProfs

Aplicativo de produção de questionários, testes e exames online, com cores e imagens.

Arte

Edutopia

A plataforma reúne ferramentas e recursos como dicas, conferências, vídeos, depoimentos, grupos e blog por áreas temáticas, organizado por temas como Artes, Música, dança, entre outros.

GIMP

Um software de edição e criação de imagens e possui uma série de ferramentas e recursos, como pincéis e efeitos para fotografias.

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

Colunista

Formada em Letras e Pedagogia, pós-graduada em Língua Portuguesa pela Unicamp e mestranda em Educação pela PUC de SP. É professora de Tecnologias, trabalha com Cultura Digital, Robótica com sucata/livre, programação e animações; e implementação em tecnologias em Escolas Públicas.

ModernAmigos

A Moderna disponibiliza recursos pedagógicos abertos para todos os professores em uma plataforma gratuita. No ModernAmigos, você encontra materiais que contemplam cada fase do trabalho em sala de aula, integrando interação, colaboração, em um ambiente interativo.

modernamigos

Ainda não sabemos se os gestores públicos conseguirão garantir os recursos necessários e formação docente para a aplicação dessas premissas. O que temos de concreto é a certeza de que esse pode ser um grande propulsor de inovação, criatividade e inventividade por meio da experimentação.

Agora quero saber de você querido professor. Qual é a sua opinião sobre essa relação entre currículo e tecnologias? Compartilhe conosco aqui nos comentários.

Um abraço e até a próxima!

Débora