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Sete dicas para inovar nas aulas em 2022

Se você quer inovar nas aulas em 2022, segue confira algumas dicas de como fazer isso!

Os últimos dois anos foram desafiadores a Educação devido a pandemia! Aulas remotas, ensino híbrido, retorno presencial, protocolos de segurança, recuperação da aprendizagem, inserção de novas abordagens de ensino, entre outros. São tantas mudanças que inovar parece uma palavra distante da sala de aula.

Por isso, este é um momento para rever caminhos e práticas e adotar novas estratégias em que o aprendizado a partir de experiências pode contribuir para aulas criativas e engajadoras. Para isso, é necessário usar metodologias e ferramentas digitais e ou analógicas para tornar o processo de aprendizado mais atrativo e lúdico. Confira abaixo algumas dicas de como inovar como diferentes abordagens:

  1. Paixão pela aprendizagem

Professores que são apaixonados pelo processo de ensino e aprendizagem desperta o interesse nos estudantes. Para esse momento, pode pensar em integrar práticas concretas e trazer possibilidades de audiovisual e cultura digital, como recursos de realidade aumentada para explicar parte da história, visitas pelo bairro, conexão com empresas locais e moradores do bairro o uso de ferramentas tecnológicas como o celular, mostrando aos estudantes o potencial disso ao seu processo de ensino e aprendizagem.

  1. Integração

Os estudantes amam as possibilidades de realização de projetos integradores, principalmente porque o aprendizado se torna prático, com possibilidades de exercitar a criatividade e o pensamento crítico, permitindo que os professores engajem os estudantes em ações de pertencimento e em soluções reais,  respeitando o processo e não o produto final.

  1. Planejamento

Em um mundo conectado, inserir a tecnologia como propulsora a aprendizagem faz todo o sentido, por isso, é essencial a adoção de ferramentas e métodos que podem ser na esfera desplugada (analógica) e plugada (digital) permitindo interação e possibilidades dos estudantes. Muitas vezes essas ações são simples e partem da inserção da cultura maker e toda a sua possibilidade a aprendizagem.

  1. Espaços colaborativos

Enquanto professores aprendemos com a prática do outro e precisamos cada vez mais tornar o espaço da sala de aula em espaços colaborativos em que os estudantes possam exercer a troca e partilhar os conhecimentos. Assim, a sala de aula precisa ser inspiradora em que os estudantes se sintam acolhidos e que possam fazer uso de abordagens como STEAM e o design thinking.

  1. Use problema reais

Apesar do ensino ser pautado no currículo é necessário que haja uma flexibilização e uma integração com os problemas reais para que os estudantes possam ter a oportunidade de vivenciar a educação e desenvolver suas habilidades e competências cognitivas e socioemocionais em busca de uma educação integral.

  1. Inventário mental

A inovação e a resolução de problemas não podem estar dissociados do currículo, para isso é necessário que os estudantes articulem estes eixos e realizem conexão com o que está sendo aprendido, ao explorar esse potencial e realizando inventários mentais que mobilizam o raciocínio lógico, experimentação e mapas mentais.

  1. Estudante Protagonista

O estudante precisa ser o centro do processo de aprendizagem, para isso, precisa ser aguçado, desafiado a experimentar novas possibilidades aprendizado. Para que participe ativamente do processo de construção do cognitivo aproximando da escola e do seu projeto de vida.

A inovação é um processo cultural que é possível repensar caminhos e práticas pedagógicas para inseri-las no dia a dia da sala de aula.

Desejo a você boas festas e um ano novo com muitas realizações. Até mais!

Débora

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

Colunista

Débora Garofalo é formada em Letras e Pedagogia, com especialização em Língua Portuguesa pela Unicamp, Mestra em Educação pela PUC-SP e FabLearn Fellow, Columbia, EUA. Professora há 16 anos da rede pública de SP, sendo idealizadora do trabalho de Robótica com Sucata que se tornou uma política pública. Atualmente é Coordenadora do Centro de Inovação da Secretaria Estadual de Educação do Estado de São Paulo e colunista do blog Redes na coluna Edução Inovadora na Editora Moderna.

Integrante da comissão de Direitos Humanos da Cidade de São Paulo e Palestrante em grandes eventos Nacionais e Internacionais entre eles, Latinoware, Campus Party, Bett Educar, Harvard, EUA, Oxford em Londres, Buenos Aires na Argentina, Ecole Polytechnique, França. Pelo trabalho realizado na Educação Pública, recebeu diversos prêmios importantes, entre eles: Professores do Brasil 2018, Desafio de Aprendizagem Criativa do MIT 2019, Medalha de Pacificadores da ONU 2019 e considerada uma 10 melhores Professoras do Mundo pelo Global Teacher Prize 2019, Nobel da Educação.