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Como fazer uma aula gamificada

A gamificação tem muito potencial dentro da sala de aula, podendo despertar o interesse dos estudantes pelo currículo, além de contribuir para que as aulas sejam mais atraentes. Esta abordagem é pautada em metodologias ativas que visam a participação ativa dos estudantes por meio de jogos.

É possível montar uma aula gamificada mesmo que você não esteja familiarizado com o tema. O primeiro passo é compreender que ela é caracterizada pelo uso estratégico da lógica dos jogos, de forma que estudante aprenda e interaja ativamente. Desta maneira o estudante é incentivado a participar e assumir o papel de ativo, desenvolvendo habilidades e competências como: criatividade, protagonismo, iniciativa, inovação, cooperativismo, soluções de problemas, entre outros.

Neste processo, o professor é o mediador do processo de aprendizagem e deve aguçar a criatividade dos estudantes, com desafios baseados em problemas reais, ao transformar o currículo em uma atividade de descoberta, jogo de detetive, caça tesouros.

Assim, o conteúdo que seria expositivo se torna mais atraente e os momentos das aulas mais atraentes e divertidos, trazendo o lúdico, ao permitir que reflitam sobre as vivências e favorecendo o ouvir, ver, questionar, perguntar, fazer e ensinar e aprender junto entre os estudantes.

Transformando a aula em gamificada

Como vimos, a gamificação traz inúmeros benefícios a estudantes e professores tanto no que tange o desenvolvimento de habilidades e competências, enquanto no enriquecimento curricular, com a facilidade de trabalhar o currículo, emitir feedback instantâneo de aprendizado, possibilidade de trabalho multidisciplinar e temas transversais.

Para isso, o professor precisa ter mente que o estudante precisa desenvolver as seguintes estratégias:

1. Explorar o problema;

2. Levantar hipóteses;

3. Buscar soluções a partir de conhecimentos prévios;

4. Identificar o que sabe e o que precisa ser aprendido para resolver e atuar sobre o problema;

5. Estabelecer tarefas individuais e delegar responsabilidades entre os integrantes da equipe;

6. Compartilhar o novo conhecimento adquirido;

7. Aplicar o conhecimento para resolver o problema;

8. Avaliar a solução proposta e a eficácia dela.

Para isso, é necessário que o professor retome características do jogo, que vão desde elemento dinâmicos, mecânicos, objetivos de aprendizagem, conteúdos, aprendizados, plataformas digitais e feedbacks, como veremos a seguir.

1. Os elementos dinâmicos são as estruturas e o funcionamento da aula gamificada, como emoções, narrativa, progressão (indicadores de avanço no jogo), regras, relacionamento entre a equipe.

2. Os elementos mecânicos são as orientações do jogo. Itens necessários a prosseguir nas etapas, avaliação, chances, cooperação, competição, desafios, entre outros.

3. Objetivo de aprendizagem, diz respeito ao que o estudante deve saber e compreender com o jogo.

4. O conteúdo refere-se aos temas que serão abordados, se atividade é multidisciplinar e ou possui um tema central com subtemas.

5. As atividades são as trilhas de aprendizagem em que os estudantes precisarão resolver para desenvolver o conhecimento específico, além dos recursos que podem ser digitais e ou mão na massa.

Conheça aqui algumas ferramentas digitais:

· Kahoot

· Wordwall

· Quizzis

· Edupulses

6. Todos os jogos têm regras e essas precisam ser objetivas e vir acompanhadas de feedbacks. Cada atividade precisa ter uma duração definida, assim como o número de conquistas e frequência de interação entre os jogadores.

Um abraço e até a próxima!

Débora

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

Colunista

Débora Garofalo é formada em Letras e Pedagogia, com especialização em Língua Portuguesa pela Unicamp, Mestra em Educação pela PUC-SP e FabLearn Fellow, Columbia, EUA. Professora há 16 anos da rede pública de SP, sendo idealizadora do trabalho de Robótica com Sucata que se tornou uma política pública. Atualmente é Coordenadora do Centro de Inovação da Secretaria Estadual de Educação do Estado de São Paulo e colunista do blog Redes na coluna Edução Inovadora na Editora Moderna.

Integrante da comissão de Direitos Humanos da Cidade de São Paulo e Palestrante em grandes eventos Nacionais e Internacionais entre eles, Latinoware, Campus Party, Bett Educar, Harvard, EUA, Oxford em Londres, Buenos Aires na Argentina, Ecole Polytechnique, França. Pelo trabalho realizado na Educação Pública, recebeu diversos prêmios importantes, entre eles: Professores do Brasil 2018, Desafio de Aprendizagem Criativa do MIT 2019, Medalha de Pacificadores da ONU 2019 e considerada uma 10 melhores Professoras do Mundo pelo Global Teacher Prize 2019, Nobel da Educação.