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Como superar os desafios da aprendizagem e do ensino híbrido

É certo que teremos um longo caminho para a recuperação do processo de aprendizagem, ocasionado pela pandemia da Covid-19. Durante a pandemia,  temas que estavam sendo debatidos anteriormente ganharam notoriedade e a necessidade de inserção na educação.

Um deles, sem dúvida, é a consolidação da modalidade híbrida, por todos os benefícios e contribuições com o ensino em frentes importantes!

A primeira medida é a mescla da aprendizagem presencial e o escalonamento dos estudantes, para manter os protocolos de higiene e segurança necessários neste momento, prevendo rodízios e aulas remotas e respeitando o ritmo de aprendizagem na busca pela personalização do ensino.

A segunda medida visa contribuir com o processo cognitivo e a recuperação da aprendizagem, aumentando a jornada de estudo dos estudantes com atividades que podem ocorrer no contraturno das aulas e no formato remoto.

A primordial característica das metodologias ativas é oportunizar ao estudante estar no centro do processo de aprendizado, tornando o ensino personalizado por meio das suas modalidades e de ações que respeitem os diferentes tempos e ritmos cognitivos. Além do mais, essa forma de abordagem estimula o trabalho a partir de resolução colaborativa de problemas que contribui para o desenvolvimento de habilidades e competências, como: o pensamento crítico, a criatividade, cooperativismo, autogestão, autocuidado e o protagonismo juvenil.

Assim, as metodologias ativas na educação contribuem (e muito) no desenvolvimento da dimensão cognitiva e socioemocional dos estudantes ao fazer que troquem, compartilhem e exponham opiniões, lidando com emoções, frustrações e aprendendo a lidar com a diversidade.

Superando desafios

São muitos os desafios a serem superados, desde a garantir infraestrutura e conectividade até consolidar uma nova cultura de pertencimento e de inclusão a nossa Educação. A seguir, vamos conversar um pouco sobre os desafios e forma de superá-los.

1) Infraestrutura e conectividade

Um dos maiores desafios da nossa educação em que se faz necessário investimentos e políticas públicas que minimizem impactos e que visem a melhorias e impactos no processo de ensino e aprendizado.

É preciso que as redes de ensino realizem uma avaliação diagnóstica e o nível de adoção em tecnologias que prevê dimensões do uso das tecnologias (em visão, infraestrutura, recursos digitais e formação) e níveis a serem alcançados (básico, intermediário e avançado) e, a partir disso, realize um planejamento e ações contemplando reduzir os impactos aos estudantes mais vulneráveis.

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

Colunista

Débora Garofalo é formada em Letras e Pedagogia, com especialização em Língua Portuguesa pela Unicamp, Mestra em Educação pela PUC-SP e FabLearn Fellow, Columbia, EUA. Professora há 16 anos da rede pública de SP, sendo idealizadora do trabalho de Robótica com Sucata que se tornou uma política pública. Atualmente é Coordenadora do Centro de Inovação da Secretaria Estadual de Educação do Estado de São Paulo e colunista do blog Redes na coluna Edução Inovadora na Editora Moderna.

Integrante da comissão de Direitos Humanos da Cidade de São Paulo e Palestrante em grandes eventos Nacionais e Internacionais entre eles, Latinoware, Campus Party, Bett Educar, Harvard, EUA, Oxford em Londres, Buenos Aires na Argentina, Ecole Polytechnique, França. Pelo trabalho realizado na Educação Pública, recebeu diversos prêmios importantes, entre eles: Professores do Brasil 2018, Desafio de Aprendizagem Criativa do MIT 2019, Medalha de Pacificadores da ONU 2019 e considerada uma 10 melhores Professoras do Mundo pelo Global Teacher Prize 2019, Nobel da Educação.

A inspiração em cases de sucesso contribui para novos caminhos. Estudos recentes realizados pela Varkey Foundation e a British Council trazem os impactos das escolas fechadas e boas práticas nos países da América Latina, servindo de aprendizado para este momento.

2) Plataformas Adaptativas e trilhas avaliativas

Outro aspecto importante é a inserção de plataformas adaptativas que permitam que os estudantes se engajem com as atividades e se interessem em realizá-las. Sabemos que a pandemia trará consequências à evasão escolar, criar incentivos e formas de evitar que isso ocorra é primordial neste momento.

Investir na gamificação pode trazer grande envolvimento dos estudantes por meio da experiência com jogos, estimulando-os e motivando-os a serem críticos, trabalhar com o raciocínio lógico, além de inserir o lúdico nas aulas.

As trilhas avaliativas devem ter o foco no percurso formativo que contemple o processo avaliativo, para que o professor tenha como tomar decisões, e possa interferir e rever as rotas do processo pedagógico. Este é um bom momento para rever processos e investir em portfólios e rubricas que contribuam com a prática docente.

3) Engajamento dos estudantes

Um dos pontos fortes do ensino híbrido é manter os estudantes engajados. Para issoo, o foco deve estar na integração e articulação do currículo, através de projetos integradores e abordagens ativas e na diminuição de modelos expositivos, que deixam os alunos no papel passivo.

As modalidades do ensino híbrido são essenciais para envolver os estudantes com dinâmicas, como sala de aula invertida, laboratório rotacional ou estações por rotações, entre outras. Lembre-se que toda regra pode ser adaptada!

4) Formação Docente

É essencial que toda mudança venha acompanhada de formação docente. O professor precisa ter a oportunidade de vivenciar as metodologias ativas, ensino híbrido e o seu papel dentro desse processo.

Para atuar neste modelo, o professor precisa experimentar novos modelos e realizar troca entre seus pares. A formação é parte do processo e contribuirá para a superação de desafios, avanços de novos modelos na educação, prezando pela integralidade, qualidade, equidade e personalização do ensino.

Um abraço,

Débora