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Leve para a sala de aula 7 ferramentas digitais que podem colaborar com o ensino híbrido

O ensino híbrido compreende a mescla do aprendizado no formato presencial e o online, podendo e devendo ser adaptado conforme a necessidade escolar. Neste sentido, um importante aliado ao processo cognitivo, por permitir a mescla de estudantes em divisões por grupo, tanto para o retorno gradual das aulas no ambiente presencial e outro com aulas mediadas por tecnologia, neste momento que ainda estamos passando pela pandemia de COVID-19.

Este formato tende a contribuir com o processo da recuperação da aprendizagem, que já sabemos que devido ao longo período de aulas mediadas com o auxílio de tecnologias, não foi possível a participação de todos os estudantes e quando foi realizado, deixou lacunas e déficits no processo de ensino.

Estudo inédito realizado pelo Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (CAEd/UFJF) em estudantes do 5º e o 9º anos do Ensino Fundamental e a 3ª série do Ensino Médio, no início do ano letivo 2021, da Secretaria Estadual da Educação (Seduc-SP), no cenário da pandemia demostrou que crianças e jovens regrediram no processo de ensino e aprendizagem, com queda de 19% em Matemática Língua Portuguesa de 13% no 5º ano dos anos iniciais, em relação aos resultados do SAEB 2019. Para anos finais e médio as defasagens foram menores, mas com quedas no processo cognitivo.

É neste cenário que o ensino híbrido deve ter o foco no ambiente de aprendizado flexível, ativo e pautado no desenvolvimento de competências e habilidades que visam atividades por projetos e entre times. Este trabalho, antes imaginado somente na esfera presencial é possível de ser realizado na esfera online e com qualidade.

O que precisamos é mesclar, experimentar estas possibilidades e dar ao estudante a oportunidade de ser protagonista e participar ativamente da construção do seu processo de aprendizagem. A seguir, apresentarei algumas ferramentas que podem contribuir com o ensino híbrido.

Ferramentas digitais

As ferramentas digitais devem ser vistas como uma propulsora ao processo cognitivo e devem ser exploradas com finalidades especificas para que contribuam com a aprendizagem híbrida em que os estudantes terão a oportunidade de se envolver na construção de sua aprendizagem ao usar as muitas ferramentas conhecidas e ou explorar algumas com funcionalidades diferenciadas, mesclando-as para tornar as aulas mais atrativas.

1.Chat, WhatsApp e Telegram: essas ferramentas já são bastante conhecidas por todos, mas o ponto que trago, estamos usando toda a potencialidade delas nas aulas?  Sabemos que uma das constantes reclamações dos professores e a ausência de abertura de câmera dos estudantes nas aulas, que tal começar a olhar para o chat com o outro olhar, dando a oportunidade do estudante de participar por ali e o professor poderá eleger um mediador para este chat que irá auxiliá-lo com as dúvidas.

A mesma coisa vale para o WhatsApp e o Telegram, já que podem ser enviados complementos das aulas, como um exercício, promover uma discussão, algo que potencialize a sala de aula invertida.

Dica: O AprendiZap é uma ferramenta gratuita nova, mas muito promissora. Feito especialmente para alunos dos anos finais do Fundamental (6º ao 9º ano) e do Ensino Médio, ele consiste em conversas automáticas no WhatsApp, em que são enviados resumos, conteúdos e exercícios por meio do aplicativo de comunicação.

  1. Mindmeister é uma ferramenta gratuita para criação de mapas mentais são ideais para tecer reflexões e ou usar para realizar a idealização de um projeto do qual os estudantes possam criar. Além disso, serve como um norte para refletir, imaginar, criar e colocar em prática seus projetos e construções e tem muito a contribuir com o ensino híbrido.
  2. Padlet é uma ferramenta que possui sua versão paga e gratuita para criação de murais. Assim os estudantes podem exercitar a colaboração, mas também conhecer trabalhos que ficam expostos. Eles podem trabalhar as modalidades do ensino híbrido como estações por rotações que servirá para exposição dos seus trabalhos em murais para visualizações dos integrantes da sala. O professor pode fazer retomadas a partir destas construções e ou realizar exposição de um trabalho mão na massa em tempos que não podemos estar em contato físico. Já imaginou criar uma feira maker e ou de cientifica neste formato!
  3. Canva é uma das principais ferramentas para o ensino híbrido, nele é possível criar apresentações, slides, colaborativos e interativos, além de criar esquemas em uma plataforma bem intuitiva para os estudantes e de forma gratuita.
  4. GoConqr é uma ferramenta gratuita e perfeita para explorar possibilidades, dá para trabalhar a sala de aula invertida, estações por rotações, laboratório rotacional, ente outros ao expandir recursos utilizados em sala de aula por meio da criação de mapas mentais, quizzes, flashcards, fluxogramas, notas e outros, ótimos para ajudar no engajamento e nos estudos dos alunos.
  5. Edmodo a proposta desta ferramenta gratuita é bem interessante, pois ele funciona como uma rede social, porém voltada apenas à educação. Ela possibilita uma interação muito interessante entre professores, alunos e pais, com ferramentas relevantes para os docentes e uma plataforma prática e simples para os discentes que pode e deve usado na aprendizagem híbrida
  6. Edpuzzle – é uma ferramenta gratuita para criação de vídeos colaborativas, que podem trazer um ar diferente as aulas para realizar uma explicação sobre um determinado assunto e ou apenas permitir que os alunos realizem vídeos de maneira colaborativa, podendo contribuir muito para a aprendizagem híbrida.

Um abraço e até a próxima,

Débora

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

Colunista

Débora Garofalo é formada em Letras e Pedagogia, com especialização em Língua Portuguesa pela Unicamp, Mestra em Educação pela PUC-SP e FabLearn Fellow, Columbia, EUA. Professora há 16 anos da rede pública de SP, sendo idealizadora do trabalho de Robótica com Sucata que se tornou uma política pública. Atualmente é Coordenadora do Centro de Inovação da Secretaria Estadual de Educação do Estado de São Paulo e colunista do blog Redes na coluna Edução Inovadora na Editora Moderna.

Integrante da comissão de Direitos Humanos da Cidade de São Paulo e Palestrante em grandes eventos Nacionais e Internacionais entre eles, Latinoware, Campus Party, Bett Educar, Harvard, EUA, Oxford em Londres, Buenos Aires na Argentina, Ecole Polytechnique, França. Pelo trabalho realizado na Educação Pública, recebeu diversos prêmios importantes, entre eles: Professores do Brasil 2018, Desafio de Aprendizagem Criativa do MIT 2019, Medalha de Pacificadores da ONU 2019 e considerada uma 10 melhores Professoras do Mundo pelo Global Teacher Prize 2019, Nobel da Educação.