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A importância e necessidade da educação emocional na aprendizagem

Como embaixadora da Educação na Varkey Foudation, todo o ano temos encontros com professores da América Latina e nosso último encontro presencial, que ocorreu na Argentina, vivenciamos um aprendizado essencial, a Educação Emocional.

A atividade consistia que em grupos resolvêssemos problemas para superar desafios junto aos cavalos, como por exemplo, colocar acessórios, nas baias, alimentá-los, escová-los, entre outras atividades.

Com este exercício simples vimos a importância de estarmos conectados e superarmos juntos os muitos desafios propostos naquele dia, como lidar com nossas emoções frentes ao exercício e tendo confiar plenamente no outro para não realizarmos movimentos que pudessem comprometer todo o grupo e os cavalos. Em apenas um dia, vivenciamos muitas emoções e aprendizados que tivemos que lidar emocionalmente.

Confira o que Professora Marta Relvas – Psicopedagoga, Neurocientista em Educação Especial nos fala sobre a importância de trabalhar com a Educação Emocional nestes tempos que o ensino tem sido realizado de maneira remota: Vídeo Marta Relvas

Benefícios de levar a educação emocional a sala de aula

A educação emocional é um termo relativamente novo para a aprendizagem e prevista na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para que os estudantes possam entender e vivenciar suas próprias emoções, controlando e gerenciando de modo que os acontecimentos ocorrem, consequentemente, aprendendo a lidar com eles.

Há um ano com aulas mediadas por tecnologias em formato remoto, esta forma de educação tornou-se essencial por permitir que os estudantes troquem, dialoguem e compartilhem suas angústias, dores, sofrimentos e perdas para que possam se relacionar com o outro.

A forma que os nossos estudantes lidam com suas emoções podem afetar e desencadear uma série de questões pessoais e na sua educação, ao trabalhar estes aspectos, estamos formando a sua integralidade, com aspectos pautados na educação integral.

Olhar para a educação emocional é ter a oportunidade de fazer com os alunos lidem melhor com a própria realidade e que aprendam a resolver problemas que os acompanharão para a vida toda.

Atividades

Muitas atividades podem ser propostas para o trabalho com o emocional e neste período de pandemia, segue abaixo algumas dicas.

Jogos emocionais

O professor pode criar jogos através de problemas para que os estudantes possam refletir e encontrar soluções, como jogos de RPG. Podem ser jogos criados na esfera online e ou mão na massa como a utilização de papelão, para que assumam o papel de resolver questões conflituosas.

Acolhimento inicial

Uma forma de lidar com as emoções é realizar um acolhimento inicial, em que os estudantes recebam os colegas, através de uma música, um termômetro emocional e ou ainda uma simples roda de conversa para que sejam os protagonistas.

Filmes

Trechos filmes podem ajudar nesta reflexão, confira abaixo duas indicações:

Extraordinário (Wonder). Este filme abrange temas como o bullying, a autoestima, o autoconceito, o respeito e a tolerância perante a diferença, aceitação. O filme narra a vida de Auggie Pullman, uma criança de 10 anos que nasceu com uma má formação facial, a Síndrome de Treacher Collins, que o obrigou a viver de hospital em hospital, sendo operado 27 vezes. A sua vida transcorreu entre as paredes da sua casa, junto à sua família e sua cadelinha Daisy. A sua mãe, dedicou-se a educá-lo até agora, mas chegou o momento de que conheça o mundo e enfrentar o seu maior desafio: ir à escola pela primeira vez e tentar ser aceite por professores e colegas.

Divertidamente: Neste filme da Disney, as emoções são, literalmente, as protagonistas. Um filme com um profundo significado tanto para as crianças, como para os adultos, que nos convida a conhecer as emoções básicas como a “alegria”, a “tristeza”, a “raiva”, o “medo” e o “nojo” e nos mostra como funciona o processo cada vez que nos invade algum sentimento: como surge, as suas consequências e as formas de o gerir.

Um abraço e até a próxima!

Débora

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

Colunista

Débora Garofalo é formada em Letras e Pedagogia, com especialização em Língua Portuguesa pela Unicamp, Mestra em Educação pela PUC-SP e FabLearn Fellow, Columbia, EUA. Professora há 16 anos da rede pública de SP, sendo idealizadora do trabalho de Robótica com Sucata que se tornou uma política pública. Atualmente é Coordenadora do Centro de Inovação da Secretaria Estadual de Educação do Estado de São Paulo e colunista do blog Redes da coluna Edução Inovadora na Editora Moderna.

Integrante da comissão de Direitos Humanos da Cidade de São Paulo e Palestrante em grandes eventos Nacionais e Internacionais entre eles, Latinoware, Campus Party, Bett Educar, Harvard, EUA, Oxford em Londres, Buenos Aires na Argentina, Ecole Polytechnique, França. Pelo trabalho realizado na Educação Pública, recebeu diversos prêmios importantes, entre eles: Professores do Brasil 2018, Desafio de Aprendizagem Criativa do MIT 2019, Medalha de Pacificadores da ONU 2019 e considerada uma 10 melhores Professoras do Mundo pelo Global Teacher Prize 2019, Nobel da Educação.

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