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Como escolher a metodologia ideal para a minha aula?

By 03/05/2021ATIVAR

Com tantas possibilidades de abordagens, métodos, estratégias, além de ferramentas digitais e recursos que podem ser explorados, definir o método que será o fio condutor de uma aula pode se tornar algo complexo.

Na teoria, todos os métodos parecem perfeitos e sua efetividade, comprovada. Ao chegar em sala de aula, nem sempre tudo se cumpre conforme os protocolos prévios e parece que a implementação de um novo método “deu errado”. E é daí que partimos: ao trabalhar com um método que não faz parte do seu rol de domínios pedagógicos, é certo que nem tudo ocorrerá conforme o planejado: perguntas inusitadas surgirão, interrupções vão ocorrer em momentos inoportunos, a internet pode ficar fora do ar bem naquela hora chave, os estudantes podem não entender o motivo daquela movimentação toda e por aí vai.

Como evitar? Primeiro, é preciso reavaliarmos nossa relação com o erro. Se é errando que se aprende, é errando que você vai aprender a implementar novas metodologias. E é assim com todo mundo: foi assim comigo e será assim com você. Mas há estratégias simples para evitar isso:

1. Perceber o erro, o equívoco, aquilo que deu errado de forma científica. Científica? Sim, explico: anotando dados, entendendo o que não saiu conforme o programado e se sair do programado foi realmente ruim ou se foi uma ótima oportunidade para tirar uma dúvida que era o questionamento de muitos outros estudantes.

2.  Planejar tendo a consciência de que o planejamento é flexível: se no meio do caminho você perceber que a trilha planejada tomou outro rumo, alimente aquele rumo, tire as dúvidas, valorize as participações e realinhe as velas assim que possível. É pra isso que o planejamento serve: não para ser rígido e imutável, mas para entrarmos em ação sabendo exatamente onde queremos chegar e qual é o objetivo daquela experiência.

3. Comunicação clara: há quem diga que boa comunicação evita guerras. No caso da escola, uma comunicação clara alinha expectativas entre estudantes e professores. Quer dizer, antes de adotar novas metodologias, especialmente aquelas em que a autonomia do estudante será mais requerida, é importante que exista um diálogo franco com os estudantes e não esqueça: com as famílias. Isso porque, para alguns, ainda existe a crença de que metodologias envolve menos trabalho por parte do professor, por exemplo. Algo que precisa ser esclarecido desde o início. Quanto aos alunos, é importante que entendam as etapas que passarão, os objetivos e a importância da variação de métodos de aprendizagem, por exemplo.

Dito isso, vamos ao passo-a-passo para escolher a metodologia ideal?

  • Defina as habilidades e competências a serem desenvolvidas no processo
  • Atente-se ao contexto e realidade em que os estudantes vivem
  • Perceba fatores potencializadores ou limitantes, por exemplo: tamanho da sala de aula, estrutura da escola, equipamentos disponíveis
  • Alinhamento com o seu jeito de trabalhar e desenvolver atividades

A união: domínio dos conteúdos + métodos que correspondam aos objetivos de aprendizagem é um dos caminhos ideais ao se buscar variedade nos métodos de ensino, sempre entendendo a possibilidade de adaptação à sua realidade e visando propiciar a melhor experiência de aprendizagem possível, dentro das possibilidades.

Educador(a), desejo que esse texto tenha demonstrado para você o valor da intencionalidade em qualquer processo pedagógico. Recursos, métodos e ferramentas devem passar por um filtro, que leve em consideração o contexto dos estudantes, os objetivos pedagógicos e mesmo a estrutura da instituição.

Boa jornada! Um abraço digital,

Professora Emilly Fidelix @seligaprof

Sobre a autora do post

Emilly Fidelix

Emilly Fidelix

Colunista

Emilly Fidelix é criadora do @seligaprof, onde impacta milhares de professores de todo o Brasil, palestrante e formadora de professores. É doutoranda em História Cultural (UFSC), especialista em Tecnologias, Comunicação e Técnicas de Ensino (UTFPR), colunista no blog Redes Moderna e professora de pós-graduação no Instituto Singularidades. Atua nas áreas de metodologias ativas, storytelling aplicado à educação e BNCC.