fbpx

Cinco passos para promover a gestão da aprendizagem no ambiente remoto e híbrido

Com a diversidade brasileira e a pandemia da COVID-19, temos situações adversas na Educação. Enquanto alguns Estados e Municípios retomaram o processo de ensino no modelo híbrido, que mescla o presencial e o remoto (com rodízios entre os estudantes), outros ainda permanecem somente no formato remoto.

Diante deste cenário, é comum nos questionarmos. Como manter os estudantes motivados a usar o ambiente remoto de aprendizagem? Este é um desafio real das unidades escolares por diversos motivos que são plurais, com realidades e necessidades diferenciadas e motivados por diversos fatores.

E para promover a gestão da aprendizagem em um ambiente remoto e híbrido, podemos seguir caminhos, que contemplem a atratividade para que os estudantes possam se envolver e contribuir com sugestões. A seguir alguns passos úteis nessa jornada.

  1. Cuidado ao planejar as aulas

O ensino remoto não deve ser realizado apenas com aulas online. A gestão da aprendizagem deve considerar novas formas de ensinar, indo além do cotidiano e se adequando ao contexto de cada realidade escolar e dos estudantes.

Para planejar as aulas é necessário considerar recursos que os estudantes possuem disponíveis em casa, como Internet, materiais, espaço para estudar, entre outros. Para o ensino híbrido é importante identificar pontos dos momentos presenciais com os remotos de forma combinada, pensando como dividir a classe e quais conteúdos são adequados a cada momento.

Explorar novas maneiras de aprendizagem com interações e que estimulem o processo criativo e a curiosidade, adaptando avaliações e realizando projetos diferenciados, contribuem com aulas dinâmicas.

2. Orientação de Estudo

A gestão da aprendizagem requer comunicação. O primeiro passo é orientar os estudantes sobre o ambiente, os recursos, as disciplinas, prazos e tarefas. Combinar com eles estes aspectos é um importante caminho, uma vez que no formato presencial o estudante tem liberdade de procurar o professor, sanar dificuldades e expor problemas que muitas vezes possuem receio de fazê-lo no formato remoto.

Estamos há muito tempo lidando com a pandemia e com o distanciamento social sendo necessário começar devagar, não gerar situações que os estudantes se sintam constrangidos a realizar, como abrir a câmera. Muitos não se sentem à vontade com a exposição e preciso respeitá-los e manter diálogo neste momento.

3. Humanizar a experiência nas aulas remota

Diante de aulas mediadas pela tecnologia é possível humanizar a experiência.  Uma maneira de contribuir para isso, são trazer exemplos e dados concretos, como conversar sobre as expectativas dos momentos remotos e o professor explanando seus anseios e desafios.

Escolha plataformas que permitam o acompanhamento de atividades, tempo de permanência, interações, pesquisas de opinião, leituras realizadas entre outras.

Se a plataforma não tiver esses recursos, pode ser criado um documento colaborativo para que o estudante possa preencher e colocar os dados, emitir opiniões em busca de uma escuta ativa e autônoma em que professor tenha um papel ativo e possa intervir na aprendizagem.

4. Desafio Docente

Como professores temos muitos desafios, é um deles não é apenas inserir ferramentas tecnológicas no processo de ensino, mas adaptá-las ao ambiente remoto de aprendizagem. Assim, é possível apostar nos formatos e trazer diversos tipos de interação de acordo com a turma desde trabalhos colaborativos, jogos digitais até circuitos gamificados.

5. Dicas de como escolher as Ferramentas digitais

A escolha de ferramentas digitais requer olhar para condições de acesso dos estudantes e compartilho dicas que podem auxiliar neste processo.

Aplicativos de realidade virtual e gamificação –Temos uma infinidade de vídeos em dimensões aumentadas e jogos digitais gamificados que podem ser aplicados para trabalhar diferentes conteúdos e situações de aprendizagem.

Gestão escolar – algumas plataformas auxiliam o professor a acompanhar o desenvolvimento e frequência dos estudantes. A learning analytics (que é a utilização de dados de aprendizagem para fazer análises sobre o desempenho educacional dos estudantes) é um exemplo com indicadores de avaliação a partir dos objetos e planejamento.

Ambientes colaborativos – O G Suite, Google sala de aula são pacotes de serviços disponíveis que permitem colaboração e o uso das metodologias ativas, registrando o percurso, interação, podendo ser usado em diferentes aparelhos tecnológicos.

A gestão da aprendizagem requer o protagonismo docente no papel de mediação do processo de ensino em que a tecnologia e abordagem pedagógica pode contribuir com o engajamento dos estudantes.

Um abraço e até a próxima!

Débora

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

Colunista

Débora Garofalo é formada em Letras e Pedagogia, com especialização em Língua Portuguesa pela Unicamp, Mestra em Educação pela PUC-SP e FabLearn Fellow, Columbia, EUA. Professora há 16 anos da rede publica de SP, sendo idealizadora do trabalho de Robótica com Sucata que se tornou uma política pública. Atualmente é Coordenadora do Centro de Inovação da Secretaria Estadual de Educação do Estado de São Paulo e colunista das Redes Inovadora na Editora Moderna.

Integrante da comissão de Direitos Humanos da Cidade de São Paulo e Palestrante em grandes eventos Nacionais e Internacionais entre eles, Latinoware, Campus Party, Bett Educar, Havard, EUA, Oxford em Londres, Buenos Aires na Argentina, Ecole Polytechnique, França. Pelo trabalho realizado na Educação Pública, recebeu diversos prêmios importantes, entre eles: Professores do Brasil 2018, Desafio de Aprendizagem Criativa do MIT 2019, Medalha de Pacificadores da ONU 2019 e considerada uma 10 melhores Professoras do Mundo pelo Global Teacher Prize 2019, Nobel da Educação.