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A importância da criatividade e o pensamento crítico no processo de aprendizagem

A criatividade e o pensamento crítico são habilidades socioemocionais e precisam ser exercitada a todo o momento na educação para o desenvolvimento integral  do estudante. Conhecer um pouco mais sobre elas é fundamental para colocá-las em práticas no dia a dia escolar.

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) em suas 10 competências, descreve o objetivo de desenvolvimento e ao longo das competências enfatiza o trabalho com a criatividade e o pensamento crítico.

O ser humano, em sua essência traz o trabalho com a criatividade e com o pensamento crítico. Os avanços com a revolução industrial, a inteligência artificial e as mudanças ocorridas pela tecnologia colocaram essas habilidades no centro do processo de aprendizagem e a escola é um espaço propício para que essas habilidades sejam desenvolvidas e trabalhadas  ao longo do processo de aprendizagem. 

Habilidades socioemocionais híbridas

A criatividade e o pensamento críticos são competências socioemocionais híbridas, porque misturam aspectos socioemocionais, como por exemplo, aspectos da criticidade, mas também do processo de criação que passa por si e pelo outro que trabalham a colaboração, a empatia, a abertura ao novo, ao autocuidado, autogestão, alternando com competências cognitivas que  faz esse hibridismo. 

O fato destas competências serem híbridas permitem uma série de possibilidades na sala de aula, como estar aberto a vivenciar novas aprendizagens,  ter curiosidade de aprender, ser resiliente para expor o pensamento crítico e também criar em busca de novas aprendizagens e experimentações, permitindo sair da zona de conforto, mas resolvendo problemas ao exercitar o pensamento lógico, sendo assertivo. 

Além disso, essas habilidades trabalham aspectos essenciais para formação do estudante integral que busca por informações, pesquisa, que projeta lidar com situações conflituosas e que toma decisões através do exercício do pensamento crítico. Ao mesmo tempo que a criatividade busca por soluções de problemas, através da mobilização da capacidade criativa individual e ou em grupo, sendo essencial para a vida em sociedade e futuramente para a vivência no grupo de trabalho.

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

Colunista

Débora Garofalo é Assessora Especial de Tecnologias da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo (SEE SP) e professora da rede pública de ensino de São Paulo. Formada em Letras e Pedagogia, mestranda em Educação pela PUC-SP, vencedora na temática Especial Inovação na Educação no Prêmio Professores do Brasil, Vencedora no Desafio de Aprendizagem Criativa do MIT e considerada uma das dez melhoras professoras do mundo pelo Global Teacher Prize, o Nobel da Educação.

Para levar a sala de aula

Nas 10 competências da Base Nacional Comum Curricular, vemos um retrato do estudante que queremos formar e as habilidades que são necessárias para almejar essa formação. Inclusive neste momento de ensino emergencial é possível desenvolver uma proposta pedagógica em que o estudante possa trabalhar com essas habilidades.

A cultura maker, a todo o momento está trabalhando com o pensamento crítico e também com a criatividade que os estudantes têm que mobilizar diversos conhecimentos para construir os seus projetos que o processo tem uma importância muito maior do que o produto final.

O mesmo podemos dizer para o ensino de programação que pode ocorrer de maneira desplugada, através de vivências concretas e no plugado com o auxílio de programas específicos e que envolve o desenvolvimento das habilidades de criatividade ao criar narrativas digitais, jogos e ou programações para os protótipos e ainda o exercício do pensamento crítico ao exercitar o raciocínio lógico e pensar e refletir na resolução de problemas, colaborando para uma educação integral em que os estudantes participem ativamente do processo de construção da aprendizagem e que futuramente possa contribuir  para a vida em sociedade.

Citamos dois exemplos, mas é possível inovar e trabalhar com a criatividade e pensamento crítico a partir de diversos materiais, entre eles, o material didático, recursos digitais, tudo depende da maneira que será apresentado e abordado em sala de aula, trabalhando com uma aprendizagem ativa. 

Nossos jovens e crianças  aprendem de uma maneira diferenciada e temos que dar a oportunidade de aprender com o outro, ouvindo, lendo, aguçando sua vontade de aprender, experimentando para que possa dialogar com as diferenças e aprender a partir delas, respeitando os diferentes estilos e ritmos de aprendizagens em uma educação que considera o aluno de maneira integral.  

Um abraço carinhoso, 

Débora