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Como o ensino híbrido pode contribuir com o retorno das aulas presenciais

O ensino híbrido recebe esse nome por mesclar aprendizagens de maneira presencial (que pode ser maneira off-line) e online. A metodologia contempla alguns modelos, entre eles, podemos citar rotações por estações, rotação individual, laboratório rotacional e a sala de aula de aula invertida, modelos que visam mesclar a aprendizagem, aprofundar debates e personalizar o ensino. Vamos conhecer de maneira breve esses modelos.

Rotações por estações visa mesclar estações de trabalho a partir de um tema central ou roteiros personalizados, como por exemplo o meio ambiente, em cada estação terá a oportunidade de se aprofundar sobre o tema, como aquecimento global, descarte de lixo, oceanos, entre outros. É importante que uma atividade seja realizada de maneira online. A rotação individual funciona de maneira similar, mas de maneira individual.

O laboratório rotacional visa mesclar o espaço da sala de aula e o espaço do laboratório que possui conexão com o mundo online, como plataformas, programas entre outros. A sala de aula invertida, traz a oportunidade de antecipar fatos tendo acesso a diversos conteúdos para que a sala de aula seja um momento para debates e reflexões, visando colocar o aluno no centro do processo de aprendizagem.

Por todo o exposto, o ensino híbrido pode contribuir com o retorno das aulas presenciais por possibilitar mesclar a aprendizagem, analisando o melhor modelo que se encaixe com as aulas presenciais, que já sabemos, que deverá haver um rodízio entre os estudantes no momento presencial e com as aulas mediadas por tecnologia. 

Agora que conhecemos um pouco sobre o ensino híbrido e seu potencial para a aprendizagem, segue algumas dicas para você experimentar o ensino híbrido. Vamos juntos?!

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

Colunista

Débora Garofalo é Assessora Especial de Tecnologias da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo (SEE SP) e professora da rede pública de ensino de São Paulo. Formada em Letras e Pedagogia, mestranda em Educação pela PUC-SP, vencedora na temática Especial Inovação na Educação no Prêmio Professores do Brasil, Vencedora no Desafio de Aprendizagem Criativa do MIT e considerada uma das dez melhoras professoras do mundo pelo Global Teacher Prize, o Nobel da Educação.

Ensino híbrido: a metodologia pode ser adaptada conforme a necessidade, o importante é ter a oportunidade de experimentar e criar uma nova rotina que permita a autoria, protagonismo e a personalização do ensino. 

Permita-se: Como tudo que não temos hábito pode parecer que dará um pouco mais de trabalho levar o ensino híbrido para as aulas, mas os resultados são incríveis. É preciso dar o primeiro passo para uma educação que vise ao estudante participar de maneira ativa da construção do seu aprendizado e a oportunidade ao professor de mediar esses conhecimentos, combinado a educação, com novas tecnologias em busca de uma aprendizagem contínua.  

Cuide do tempo: Ao trabalhar com alguns modelos é necessário cuidar do tempo para que não se torne algo cansativo. Assim dê preferências a vídeos curtos, pesquisas com roteiros e atividades que tenham o envolvimento dos estudantes. 

Valorize o momento das aulas.  Na sala de aula invertida é importante produzir materiais para que os estudantes possam acessar fora do ambiente escolar, pensando também no momento de reflexão e nos encontros das aulas, produza exercícios que estimulem a interação da sala e que fortaleçam a relação com o professor. 

Comece simples: Leve para a sala de aula plataformas conhecidas e atividades simples, para que os estudantes e professores possam se habituar ao novo. Utilize aquelas que são conhecidas e quando for produzir materiais coloque em locais que são acessíveis aos estudantes, como grupo de WhatsApp. Esses detalhes fazem toda a diferença. 

Promova a interação: Envolva os estudantes em ações que envolvam interações, como atividades mão na massa, audiovisuais, roteiros personalizados e em diferentes canais de conteúdos, como games, filmes, podcasts, entre outras possibilidades e que permitam a interação com os colegas, discutindo conceitos e ideias, agindo de maneira ativa na construção da sua aprendizagem. 

São inúmeras possibilidades, que já podem ser colocada em prática (mesmo diante deste cenário emergencial), adaptando conceitos e se permitindo aprender no processo em busca de uma aprendizagem que seja significativa e traga personalização ao ensino.

Um abraço e até a próxima!

Débora