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Os cuidados necessários com a alfabetização na educação emergencial

A pandemia trouxe adaptações às aulas, mas é bem difícil falar em educação emergencial para o ciclo da alfabetização. Isso, devido às crianças estarem em processo de descoberta em que a presença e o acompanhamento do professor é essencial, para que os estudantes possam ir avançado no processo de aprendizagem, além dessa etapa (como outras na educação) ser baseada no contato presencial.

A faixa etária das crianças são outro desafio, por justamente estarem se ambientando a nova rotina. Na escola, as crianças possuem uma rotina de estudos para que possam se adaptar, em que o lúdico está presente em atividades práticas para fortalecer a coordenação motora e contribuir para o raciocínio lógico, noções espaciais, escrita, cálculos entre outros. É  o mundo de descoberta e de experimentação!

Pais e professores estão aflitos com toda essa situação! No entanto, apesar de todas as dificuldades esse é o momento que devemos seguir com tranquilidade. A etapa da alfabetização é marcada por um ciclo e com o retorno presencial, deverá ser feito um diagnóstico e aulas de reforço, para que os estudantes possam se recuperar nesse período.

Neste período de pandemia também é possível promover ações para minimizar os impactos, juntando esforços. Vamos juntos ver algumas sugestões?!

Aposte no relacionamento com a família

É importante professores e familiares se unirem para que as crianças neste período possam desenvolver atividades práticas e atividades relacionadas a alfabetização. 

Se as aulas forem ministradas por tecnologia, é necessário ter o cuidado com o tempo e com a administração da atividade, dado o suporte digital que a criança está utilizando para acompanhar, como por exemplo, o celular em que o cuidado se faz  pelo grau atividade, mas também com o acompanhamento da mesma na tela, por isso o ideal é ouvir os familiares e criar com eles um planejamento conjunto. 

As atividades podem ser híbridas, respeitando as especificidades de cada criança, mas nesse caso ter o material didático é um apoio é importante. É claro que aula mediada por tecnologia é algo inusitado, mas é necessário recordarmos que estamos em um momento atípico e que nada substitui o contato presencial dentro de uma sala de aula, principalmente na alfabetização. O diálogo é a chave para este momento! 

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

Colunista

Débora Garofalo é Assessora Especial de Tecnologias da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo (SEE SP) e professora da rede pública de ensino de São Paulo. Formada em Letras e Pedagogia, mestranda em Educação pela PUC-SP, vencedora na temática Especial Inovação na Educação no Prêmio Professores do Brasil, Vencedora no Desafio de Aprendizagem Criativa do MIT e considerada uma das dez melhoras professoras do mundo pelo Global Teacher Prize, o Nobel da Educação.

Atividades diferenciadas

Neste momento, vale apostar em projetos conhecidos que são exitosos,  como leitura em família, mala da leitura, meu diário, entre outros. E também em velhos conhecidos como jogos, cantigas de rodas, rimas, entre outros. Se os estudantes tiverem acesso, vale a pena recomendar jogos digitais, com o intuito de ampliar o universo de experiências e potencializar as aprendizagens e o desenvolvimento cognitivo. 

Vale explorar atividades de observações e trabalhar com as habilidades socioemocionais, como propor atividades diferenciadas com esses temas, traçar roteiros e produzir guias de orientações aos familiares para que possam trabalhar com os pequenos.

Proponha uma rotina

Estabeleça aos familiares uma rotina que inclua intervalos, leituras, brincadeiras e atividades e exercícios. Oriente os familiares como proceder em caso as crianças ficarem inquietas diante das propostas e demonstre a importância aos familiares mesmo diante da rotina em casa, a fonte de aprendizado que pode ter, ao fazer uma receita junto com a criança e ou até uma atividade física. 

Outro aspecto importante é a orientação referente ao processo de aprendizagem, como manter o diálogo com as crianças, aguçar a criatividade e a fazer perguntas norteadoras sobre as atividades para que possam tecer reflexões. 

A alfabetização é um período marcante, que requer atenção e cuidados e mesmo diante deste cenário pode ser prazeroso, porque o conhecimento adquirido nesse momento é rico e merece ser considerado, alternando com momentos de leitura e escrita. 

 Um abraço carinhoso,

Débora

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