Dia do controle da poluição industrial

Uma questão que se apresenta como um grande desafio para a economia mundial é compatibilizar crescimento com sustentabilidade.  Como garantir suprimento de matérias primas para a produção crescente de bens de consumo e como garantir que a poluição industrial e produtos descartados não contaminem o meio-ambiente? A simples redução do consumo, como muitos propõem, não resolve o problema. Essa atitude, embora louvável, pode implicar na redução da atividade econômica, prejudicando toda a sociedade.

Muitas empresas já estão buscando implementar o conceito de “economia circular”. A proposta é que no design dos produtos já esteja planejada a reciclagem total dos materiais utilizados na sua fabricação e/ou a reutilização de suas partes. Na economia circular tudo deve ser reaproveitado, transformado em novos bens. No limite, não haverá mais lixo oriundo da produção, apenas materiais a serem reciclados e reutilizados. O papel vem de matéria prima renovável e, depois de utilizado, apresenta altas taxas de reciclagem, 67% no Brasil.

Quanto à poluição industrial, o papel também se sai bem. As indústrias de celulose e papel há décadas vêm reduzindo seus resíduos e melhorando seu tratamento. Na atividade florestal (plantio e colheita de árvores usadas como matéria prima), 99,7% dos resíduos (cascas, galhos e folhas) ficam no próprio campo e fertilizam o solo. Nas atividades industriais, 66% dos resíduos servem como combustível para produção de energia, substituindo combustíveis fósseis. Outros 30,5 % são reutilizados como matéria-prima por outras indústrias. O restante, apenas 3,5%, é encaminhado a aterros industriais. O objetivo é zerar esse resíduo.

Manoel Manteigas de Oliveira
Diretor técnico de Two Sides Brasil e da Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica
Diretor da Associação Brasileira de Encadernação e Restauro – Aber

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