A importância de ensinar o pensamento computacional nas escolas

Em muitos países o pensamento computacional já é ensinado como uma segunda língua, pelos benefícios que oferece ao processo de ensino aprendizagem.

Para alguns professores, só de ouvir a palavra programação, causa espanto, e foi assim também comigo e por isso adianto que não é algo de outro mundo, e em algumas situações, você nem precisa utilizar o computador e para perder o receio e encorajá-lo a dar os primeiros passos, vamos abordar a importância de ensinar o pensamento computacional na escola que traz como benefícios o desenvolvimento de habilidades como o raciocínio lógico, autonomia, pensamento crítico, colaboração, trabalho em equipe, empatia e capacidade de resolver problemas complexos.

Mas, porque ensinar a programar na escola?

Estamos vivendo uma revolução digital que influencia diversos aspectos da nossa sociedade onde precisamos além de estar preparado, preparar as próximas gerações para se apropriar e utilizar todo potencial que a tecnologia tem a nos oferecer.

Quando ensinamos a programar nas escolas com programas específicos, estamos contribuindo para a formação de crianças e jovens, capacitando a usar criativamente o computador, ao aprender a usar as máquinas como ferramentas, exercitando o pensamento computacional, fundamental na resolução de problemas. Problemas estes que pode ser desde uma solução simples de melhoria de processos a desenvolver um sistema que vá beneficiar muitas pessoas.

É oportunizar que nossos jovens não sejam somente consumidores de conteúdo , fazendo-os compreender de forma prática que as tecnologias são criadas e produzidas, deixando de ser consumidora e sendo produtora de recursos digitais e mesmo que ela não seja um produtora, isso faz com utilizem de forma mais consciente e que possam estar preparada para o mundo digital que a gente vive, conhecendo e entendendo os dados por de trás dos programas.

A programação deve ser vista como linguagem que está na nossa sociedade, presente praticamente em todos os recursos digitais, onde o professor ao trabalhar com a programação oferece uma nova possibilidade de comunicação e interação.

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

Colunista

Débora Garofalo é Assessora Especial de Tecnologias da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo (SEE SP) e professora da rede pública de ensino de São Paulo. Formada em Letras e Pedagogia, mestranda em Educação pela PUC-SP, vencedora na temática Especial Inovação na Educação no Prêmio Professores do Brasil, Vencedora no Desafio de Aprendizagem Criativa do MIT e considerada uma das dez melhoras professoras do mundo pelo Global Teacher Prize, o Nobel da Educação.

Como utilizar a linguagem de programação

A programação pode estar presente nas escolas de diversas formas e em qualquer disciplina, o professor pode utilizar a programação para produção de recursos didáticos, onde ele desenvolve e aplica esses recursos ou trabalha com os alunos para que os mesmos produzam os seus conteúdos, exercitando conhecimentos a partir da linguagem de programação.

Ao ser ensinada de forma contextualizada, a linguagem de programação pode ser uma grande aliada para o processo de aprendizagem, como por exemplo, vamos imaginar que a aula seja sobre sustentabilidade, com a linguagem de programação, eu posso pedir aos alunos para criar uma história animada, um jogo e ou desenvolver em robótica algo sobre o tema.

Um professor de matemática, por exemplo, pode utilizar a programação no campo das formas geométricas e das operações aritméticas, já um professor de língua portuguesa, pode usar a programação como suporte na alfabetização e ou produções de textos, tendo em vista,  uma nova forma de abordagem, que aproxima o envolvimento do aluno com o conhecimento e sua interação com o objeto de estudo.

Quais recursos estão disponíveis para trabalhar com os alunos

Atividades desplugadas

São atividades realizadas sem a ajuda do computador, onde é possível de forma concreta, vivenciar a programação estimulando a convivência, criatividade e antecipando fatos que irá auxiliar posteriormente em programações com softwares específicos.

E para iniciar a linguagem de programação com estudantes, uma sugestão é iniciar pelo Programaê, uma plataforma gratuita, que visa ensinar os primeiros passos na programação de forma lúdica e interativa, a partir de desafios com personagens que os estudantes já conhecem. A plataforma possui planos de aula e sequência didáticas que auxiliam o professor, inclusive em atividades desplugadas.

Softwares

Para ensinar programação, o professor não precisa ser programador, basta ter interesse e vontade de aprender. Hoje temos ferramentas que foram desenvolvidas para o ensino de programação de crianças e jovens, onde são gratuitas, intuitivas e permite muita interação.

O Code.org, tem por objetivo desmistificar e democratizar o aprendizado de programação. Para isso, possui uma série de atividades, justamente para professores que desejam ensinar programação, permitindo que os alunos possam dar continuidade nestes aprendizados em casa, fora do ambiente escolar, realizando uma extensão da sala de aula, podendo criar clubes de programação com os colegas.

Scratch com o ele, qualquer professor, mesmo sem conhecimento prévio, pode ensinar programação para crianças de forma simples e intuitiva. Por meio de blocos de comandos que se encaixam, o Scratch permite a criação de jogos, animações e histórias interativas que podem ser facilmente disponibilizadas no site do projeto e compartilhadas com crianças de outras escolas. A ferramenta ajuda a dar forma à imaginação e pode ser trabalhada de maneira offline.

Scratch 3.0

Para os professores que já conhecem e trabalham com o Scratch, a novidade é a sua versão 3.0 . A nova versão tem como objetivo expandir a forma como as crianças podem criar e compartilhar e os professores podem fomentar a aprendizagem, onde é possível incluir imagens, novos suportes e capacidades de programação, funcionando sobre uma larga variedade de dispositivos, incluindo tablets.

E você querido professor, como trabalha como a linguagem de programação com os alunos? Conte aqui nos comentários e ajude a fomentar práticas docentes.

Um abraço,

Débora