Caminhos para abordar a Cibercensura

Com a abertura dos ciberespaços, ganhamos velocidade e facilidade no acesso às informações e com a propensão das redes sociais ampliaram-se também o alcance da informação e da desinformação. Neste sentido, torna-se essencial orientar os estudantes para que sejam capazes de identificar o que é confiável do que não é e utilizar a Internet com ética e reflexão.

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O Dia Mundial Contra a Cibercensura é comemorada anualmente em 12 de março, em todo planeta. A data tem o objetivo de sensibilizar a sociedade mundial sobre a liberdade de expressão e comunicação online, apoiando a internet a se tornar única e acessível a todas as pessoas do planeta de maneira igualitária.

Aborde o tema notícias falsas

Boa parte dos compartilhamentos das notícias falsas que circulam nas mídias digitais é originária dos chamados bots, contas automatizadas, criadas para a finalidade de replicar mensagens nas redes sociais e influenciar o debate e opinião pública, porém, um estudo realizado pelo MIT, Instituto de Tecnologias de Massachusetts, apontou que ação destas informações tem ocorrido mais pela ação humana, através das redes sociais (como WhatsApp, Facebook, Twitter, entre outros), do que dos robôs. Outro dado da pesquisa aponta que as notícias postadas no Twitter de forma inverídica se espalham mais rápido do que as verdadeiras. Abaixo quatro medidas a serem trabalhadas para não cair nas notícias falsas:

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

Colunista

Formada em Letras e Pedagogia, pós-graduada em Língua Portuguesa pela Unicamp e mestranda em Educação pela PUC de SP. É professora de Tecnologias, trabalha com Cultura Digital, Robótica com sucata/livre, programação e animações; e implementação em tecnologias em Escolas Públicas. Vencedora na temática Especial Inovação na Educação no Prêmio Professores do Brasil e Finalista no Global Teacher Prize, considerado o Nobel da Educação.

Apesar dos passos serem simples, nem sempre está claro para os estudantes que estão em processo de formação de opinião e familiarizados com os meios digitais, por isso, se torna tão essencial à escola conversar sobre o uso da Internet Segura e das redes sociais, trabalhando o letramento midiático, através de textos jornalísticos em sala de aula, visando habilidades e competências descritas na BNCC, que visa envolver, acessar, analisar, avaliar e criar conteúdo na internet. Nossos estudantes são usuários de tecnologias e agora produtores dela!

Conhecer estratégias de checagem de informação, permite aos alunos verificar rapidamente aquilo que leem, reconhecendo uma mentira e tomando ciência dos problemas de passar uma notícia inverídica para frente.

Ponto de partida

O ponto de partida é buscar conhecer os usos que crianças e jovens fazem das tecnologias, compreendendo suas necessidades, saberes ao propiciar mediações pedagógicas educativas, favorecendo formação crítica ao refletir sobre os passos de como identificar e combater uma notícia falsa.

Abaixo listo alguns vídeos curtas de animação que podem ser usados para fomentar o diálogo com os discentes a respeito do assunto:

Cartilha Internet Segura

Boatos, na dúvida não compartilhe

Você tem vida privada de verdade na Internet

O segundo passo é apresentar as notícias para a turma, que podem ser textos informativos e opinativos, solicitando que os estudantes observem a diferenças e relações entre eles. Há diversos temas sobre o assunto e diferentes motivos que podem ser revertidos em ações que visam ação e reflexão, ação.

Saiba mais

Informação – Campanha “Internet Segura”: Envolva os estudantes em criação de uma campanha de sensibilização sobre a Internet Segura, informando sobre os cuidados com as redes sociais.

Ações de pertencimento – Produção de músicas:  Outra estratégia é a escrita de músicas pelos estudantes. Com o auxílio do software livre gratuito Audacity (editor de som), eles podem gravar e remixar suas produções.

Dialogo – Palestras: Abra a escola para o diálogo, convide estudantes, pais, funcionários e representantes públicos e ou privados que possam conversar e tirar dúvidas sobre o tema, dialogando sobre pesquisar informações e fontes, fomentando responsabilidade sobre o tema, fazendo com que os atores atuem de forma participativa na identificação, combate e denuncia das notícias falsas.

E você querido professor, como lida com o tema em sala de aula? Quais atividades você propõe aos estudantes para checagem das informações? Compartilhe aqui nos comentários e ajude a fomentar práticas docentes.

Um abraço,

Débora