Papel vem de recursos renováveis

A despeito do pessimismo de muitas pessoas a humanidade tem evoluído para melhor. No entanto, há questões que devemos enfrentar para continuar a progredir. O resgate de populações que vivem em extrema pobreza, por exemplo, é um desafio. Outra é a questão ambiental.

Esta última envolve, basicamente, três aspectos:

1 – O primeiro é a contaminação dos ecossistemas com resíduos não biodegradáveis – frequentemente substâncias sintéticas e tóxicas. A imagem das gigantescas “ilhas” de detritos flutuando no Oceano Pacífico é bastante conhecida e estão por toda a parte, poluindo e contaminando o meio ambiente.

2 – O segundo aspecto é o uso abusivo dos recursos naturais. Matérias primas não renováveis, extraídas continuamente, podem ter suas reservas esgotadas, comprometendo a sustentabilidade econômica. Solos usados intensivamente e sem o manejo adequado podem se tornar inúteis. O desmatamento pode promover a desertificação.

3 – O terceiro ponto é o aquecimento do planeta pelo efeito estufa, causado pela contaminação da atmosfera com diferentes gases, principalmente o dióxido de carbono.

Papel é feito de celulose, extraída de árvores. Ao contrário do que muita gente pensa, toda celulose produzida no Brasil vem de árvores plantadas e nada vem de matas nativas. Trata-se, portanto, de matéria-prima renovável que não esgota recursos naturais. As árvores plantadas contribuem para a redução do efeito estufa.  Em alguns países usam-se árvores nativas, mas para cada árvore colhida outras são replantadas de modo a garantir sua reposição. Na Europa, por exemplo, as florestas têm crescido 44.000 km2 nos últimos dez anos. A água utilizada na fabricação de celulose e papel não é perdida. Mais de 90% é devolvida ao meio ambiente em condições adequadas segundo os critérios legais.

Manoel Manteigas de Oliveira
Diretor técnico da Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica – ABTG e de Two Sides Brasil

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