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Michael Faraday: o senhor da eletricidade

By 17/11/2014Dicas

Michael Faraday nasceu em 22 de setembro de 1791, em Londres, na Inglaterra e foi um dos maiores cientistas experimentais de todos os tempos. Suas contribuições à ciência vão desde as criações do motor elétrico, do gerador elétrico, do transformador e do dínamo até as leis da eletrólise e o efeito Faraday. Assuntos bastante comentados nas aulas de Física e Química.

Primeiros passos para a comodidade

Pare para pensar em algo simples: você passaria uma semana sem usar nenhum equipamento que usa eletricidade? Imagine como seria ficar sem utilizar computadores, celulares, televisão, ventilador, forno micro-ondas, lâmpadas e diversos outros equipamentos que facilitam em muito a nossa vida. Missão nada fácil, não é mesmo?

De onde vem a eletricidade?

A resposta mais simples é: dos experimentos do autodidata inglês Michael Faraday. Vindo de uma família pobre, Michael Faraday teve formação educacional deficiente e ficou órfão de pai em 1809. Como sua família – mãe e dois irmãos – vivia em função do salário de James Faraday, seu pai, o jovem Michael precisou começar a trabalhar. Aos 13 anos, Faraday só tinha noções básicas de leitura, escrita e matemática. Seu primeiro emprego foi em uma encadernadora, ajudando na distribuição de jornais e nas encadernações de uma livraria. O amplo contato que tinha com os livros, que lia quando autorizado, despertou seu interesse pelas ciências e o ajudou a conquistar mais clientes na livraria.

O químico Humphrey Davy teve papel fundamental na vida de Michael Faraday. Foi como assistente de Davy que, aos 22 anos, Faraday, iniciou sua carreira científica. Além de viajar por toda a Europa com Davy, Faraday pôde conhecer o trabalho de diversos físicos e químicos da época como Alessandro Volta e Joseph Gay-Lussac. Como assistente de laboratório aprendeu a conduzir experimentos e fazer análises qualitativas.

Michael Faraday

Após um tempo começou a obter destaque como experimentador e colaborou muito nos experimentos do laboratório de Davy. Aprendeu conceitos de observação científica e fez diversos estudos sobre a difusão de gases e liquefação, principalmente do cloro. Toda essa habilidade em experimentos o ajudou no desenvolvimento das leis básicas da eletrólise. Com a aposentadoria de seu mentor do laboratório tornou-se responsável por este e continuou seus trabalhos na área de eletricidade, muito mais em uma questão química do que física.

Michael Faraday: contribuições científicas

Os experimentos de Faraday trataram de diversas áreas do conhecimento químico e físico, tendo a eletricidade como grande figura. Faradey foi o responsável por notar as diversas formas de eletricidade conhecidas na época. Em uma citação do próprio Faraday temos:

Os vários aspectos sob os quais as formas da matéria se manifestam têm uma origem comum. Em outras palavras, são tão diretamente relacionadas e naturalmente dependentes, que são conversíveis como tais entre si, possuindo uma equivalência de potência em todas as suas ações

Michael Faraday

Em vários experimentos de seus experimentos, o cientista inglês construiu as bases do que conhecemos hoje como eletroquímica. Ao lado de William Whewell estabeleceu a nomenclatura utilizada neste ramo da disciplina. Assim, os créditos de nomes como cátodo, ânodo, íons etc podem ser dados a ele.

Os movimentos relativos de ímãs e cabos condutores de eletricidade foram outros temas de suma importância estudados por Faraday. Nesse sentido, alguns segredos da natureza como a geração de forças magnéticas por correntes elétricas e por  movimentos de imãs próximos a cabos de eletricidade foram desvendados pelo inglês.

Sabendo da existência dessa relação entre imãs e eletricidade, Faraday desenvolveu muitas experiências que exploravam essa capacidade e desenvolveu as primeiras bobinas de geração de eletricidade – principal forma de geração de eletricidade utilizada em usinas de energia.

Além das primeiras bobinas, Faraday começou a desenvolver uma espécie de motor, ou seja, um equipamento onde ele transformava a eletricidade em energia mecânica, mais especificamente uma rotação de discos metálicos.

Conta-se que certa vez, um primeiro-ministro inglês foi ao laboratório de Faraday conhecer os equipamentos de eletricidade do cientista e o questionou qual seria a funcionalidade de seus gerados. Na ocasião, Michael Faraday lhe respondeu:

“Não sei, mas aposto que algum dia seu governo vai colocar um imposto sobre ele.”

E ele estava certo. Hoje, somos quase incapazes de viver sem os equipamentos que vieram a surgir usando as técnicas básicas que Faraday desenvolveu.

Como foi proposto no começo do texto, alguém ainda quer tentar o desafio?