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Dia do Estatístico

29 de maio: DIA DO ESTATÍSTICO

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A palavra “Estatística” vem do alemão “Statistik”, criada pelo cientista Schmeitzel, a partir do latim statisticum, que significa analisar, verificar. Atualmente, a estatística é um conjunto de técnicas e métodos de pesquisa que nos permite planejar, processar e analisar informações.

O uso da Estatística remota aos 3000 a.C., quando os babilônios já faziam uma espécie de Censo. O imperador César Augusto pedia o Censo do Império Romano para cobrar mais impostos à população e auxiliar no alistamento militar. Em terra brasileiras, o primeiro contato registrado com bancos de dados estatísticos remota ao período imperial. Nessa época  existia apenas um órgão regulamentador de estatística, a Diretoria Geral de Estatística, criada em 1871. Com a instauração da República, o governo precisou levantar mais informações sobre a população brasileira, assim, surgiram os registros civis de nascimento, casamento e óbitos.

Em 1934, com a ascensão de Getúlio Vargas ao governo, o Departamento Nacional de Estatística deu lugar ao Instituto Nacional de Estatística (INE), que iniciou suas atividades apenas no dia 29 de Maio de 1936. Essa data determina a comemoração do Dia do Estatístico. Em 1937, o Conselho Brasileiro de Geografia incorporou o INE e passou a entidade passou a se chamar Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Conheça mais sobre o IBGE, clicando aqui.

 

Estatística: profissão do futuro

Cada vez mais as empresas percebem a importância da área de Inteligência de Mercado (ou Business Intelligence) para manter sua competitividade. Dessa forma, a demanda por profissionais formados em Estatística tem crescido progressivamente. Os profissionais da área trabalham com importantes ferramentas de análise que permitem avaliações objetivas, claras e fundamentadas a respeito de seus produtos, serviços e do comportamento de seu público-alvo.

MERCADO DE TRABALHO

Com o rápido avanço das tecnologias, as empresas precisam buscar soluções e alternativas rápidas para alavancar suas vendas e suas relações com os públicos de interesse. Coleta de informações, análises  de micro e macroambiente, definição de perfis etc são necessidades de qualquer empresa que quer se manter competitiva. Assim, a diversidade de atuação dentro do mercado de trabalho é um dos atrativos para quem trabalha com estatística. Veja alguns exemplos de atuação:

 

 O que é preciso ter para se tornar um estatístico?

A formação universitária para estatístico passa por disciplinas como Matemática,  Cálculo, Teoria das Probabilidades, Técnicas e Métodos Estatísticos, Computação, Métodos de Análises Estatísticas e Disciplinas Profissionalizantes. Ao sair da faculdade, o estatístico é capaz de efetuar levantamentos de informações; realizar planejamento, experimentos e pesquisas em várias áreas do conhecimento, formular soluções para muitas perguntas corriqueiras, entre outros.

Onde estudar?

De acordo com a classificação do Guia do Estudante, as melhores faculdades de Estatística do Brasil são:

  1. Universidade de São Paulo – http://guiadoestudante.abril.com.br/universidades/estatistica/usp-universidade-de-sao-paulo-sao-paulo-sp-bacharelado.shtml
  2. Universidade Federal de Minas Gerais – http://guiadoestudante.abril.com.br/universidades/estatistica/ufmg-universidade-federal-de-minas-gerais-belo-horizonte-mg-bacharelado.shtml
  3. Universidade Federal do Rio de Janeiro – http://guiadoestudante.abril.com.br/universidades/estatistica/ufrj-universidade-federal-do-rio-de-janeiro-rio-de-janeiro-rj-bacharelado.shtml
  4. Universidade Federal de São Carlos – http://guiadoestudante.abril.com.br/universidades/estatistica/ufscar-universidade-federal-de-sao-carlos-sao-carlos-sp-bacharelado.shtml

 

Com a colaboração de Danielle do Prado, assessora de Matemática da Editora Moderna. 

Referências:

www.ccet.ufrn.br

http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/maio/dia-do-estatistico.php#ixzz1wBqij0x2

http://www.ibge.gov.br/home/

 

SAIBA MAIS

Que tal um pouco de diversão?


Alfredo Volpi - Imagem destacada

Alfredo Volpi: Nascido na Itália, formado no Brasil

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Boa tarde, amigos!

A pintura acompanha a evolução da humanidade. Desde os primeiros desenhos feitos por nossos antepassados nas paredes de cavernas até as técnicas modernas de afresco e, porque não, de ilustrações digitais, a humanidade e suas diversas feições têm sido retratadas através das imagens. Hoje, vamos falar sobre Alfredo Volpi, um dos maiores artistas que passaram pelo Brasil e que registrou grande parte de nossa cultura e tradição em suas obras.

Nascido na Itália, formado no Brasil

Alfredo Volpi nasceu em Lucca, na Itália, em 14 de abril de 1896. Seus pais vieram no ano seguinte para o Brasil em busca de novas oportunidades na nova república formada. Frequentou a Escola Profissional Masculina do Brás, e, ainda pequeno, começou a demonstrar interesse em tintas e mistura de cores.

Volpi pintou sua primeira aquarela aos 16 anos. A primeira obra de arte como pintor foi feita aos 18 anos sobre a tampa de uma caixa de charutos, usando tinta a óleo. Seu talento fez com que ele conseguisse um emprego de pintor de frisos, florões e painéis nas paredes das mansões paulistanas. Autodidata, Volpi realizou belíssimos trabalhos como decorador de interiores.

Na década de 1930, já com certo prestígio, tornou-se membro do Grupo Santa Helena, nos anos 1940. Nesse grupo passou a ter contato com outros pintores importantes, como Ernesto de Fiori, que influenciaria toda a sua obra criativa. O grupo, formado por artistas paulistas, se reunia no palacete Santa Helena, durante as décadas de 30 e 40. Os integrantes dedicavam seu talento a retratar cenas cotidianas e a paisagem de São Paulo. Alguns pintores do grupo foram Bonadei, Mário Zanini, Francisco Rebolo Rebolo, Clóvis Graciano e Pennacchi.

 

As fases de Alfredo Volpi

Alfredo Volpi faleceu em 28 de maio de 1988, vivendo 92 anos. Em quase um século de existência, a obra de Volpi acompanhou as mudanças políticas e culturais da sociedade brasileira. Por isso, é possível verificar diversas influências nas pinturas dele. Mas, sem dúvida, a obra impressionista de Cézanne, Giotto e Ucello, foram as que mais influenciaram seu caminho. Com essa base, Volpi conseguiu evoluir as representações da natureza e criou sua própria linguagem.

 

A fama veio junto com o Prêmio de Melhor Pintor Brasileiro, na 2ª Bienal de São Paulo. Daí em diante suas obras seriam dominadas pelas cores e pelo estilo abstrato geométrico. Exemplo marcante disso são suas bandeirinhas multicoloridas, que se tornaram sua marca registrada. As formas geométricas e as trocas cromáticas começaram nos anos 1970: Volpi preparava várias pinturas parecidas, alterando cores, no que os críticos definem como uma combinação inventiva.

É a fase das bandeirinhas, sua maior contribuição para a arte brasileira moderna, expressa em seu trabalho Bandeiras e Mastros. Só pintava com a luz do sol e se envolvia totalmente com a criação de sua obra, o que incluía esticar o linho para as telas. Depois de dominar a técnica da têmpera com clara de ovo, o artista nunca mais usou tintas industriais – “elas criam mofo e perdem vida com o passar do tempo”, dizia.

Bandeirinhas Estrudadas - Alfredo Volpi

Num processo típico de um pintor do Renascimento, fazia suas próprias tintas, diluídas em uma emulsão de verniz e clara de ovo, em que ele adicionava pigmentos naturais purificados (terra, ferro, óxidos, argila colorida por óxido de ferro) e ressecados ao sol.

Saiba mais

A Editora Moderna possui um material para ser trabalhado com as crianças em sala de aula. Parte integrante da coleção Grande Mestre das Artes no Brasil, o livro “Alfredo Volpi” traz a história e as principais obras desse grande pintor.

Alfredo Volpi

Coleção Mestres das Artes no Brasil

Autor: Nereide Schilaro Santa Rosa

Faixa etária: A partir de 11 anos

Área: Não Ficção

Número de páginas: 32

 

MMDC - 2

23 de Maio: Ontem e Hoje

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Algumas datas comemorativas parecem estar muito distantes do universo cotidiano dos brasileiros. Muitas vezes se tornam apenas emblemas destacados do calendário ou feriados sem sentido. Por exemplo, você sabia que no dia 23 de maio é comemorado o dia do Soldado Constitucionalista? E que essa data foi importantíssima para o dia 09 de julho, feriado paulista da Revolução de 1932? Mas, qual é exatamente a ligação entre essas efemérides?

Antes de refletir sobre essas e outras perguntas que surgirão com esse debate, devemos pensar sobre o momento histórico que potencializou alguns fenômenos que, mais tarde, seriam rememorados.

A cidade de São Paulo de 1930 é o cenário chave para entender a data que recordamos hoje. A Revolução de 1930, marco do final da República Velha, teve seu apogeu com Getúlio Vargas impossibilitando a posse de Júlio Prestes, que ocuparia um cargo equivalente ao que conhecemos hoje como governador. Dessa forma, o Governo provisório foi instaurado e nenhuma Constituição foi promulgada por Vargas, incitando em alguns estudantes paulistas, sentimentos de revolta e de indignação.

A articulação estudantil revelou-se como um perigo iminente ao Governo provisório, pois foi disseminada em todo o território paulista. No dia 23 de maio de 1932, exatos 80 anos, um grupo de estudantes planejou invadir um pólo do governo, chamado de Liga Revolucionária. Contudo seus opositores resistiram por meio de armas de fogo. O resultado desse confronto foi a morte imediata de três estudantes – Mário Martins de Almeida, Euclides Miragaia e Dráusio Marcondes de Sousa – precedida de outra, resultante de graves ferimentos em Antônio Camargo de Andrade. Um quinto companheiro, Orlando de Oliveira Alvarenga, que tradicionalmente não consta na sigla M.M.D.C., também veio a falecer depois de alguns meses, por isso, muitos historiadores fazem a inclusão de sua inicial – M.M.D.C.A.

O falecimento dos cinco integrantes do movimento foi o estopim de uma grande mobilização cívica denominada como Revolução Constitucionalista de 1932, e que daria início ao processo de redemocratização no Brasil, em que os paulistas saíram às ruas em 09 de julho daquele mesmo ano e lutaram contra as tropas de Getúlio Vargas pelo poder. Saiba mais sobre o processo revolucionário de 1932, clicando aqui.


Mas, podemos nos perguntar sobre a influência desse evento histórico nos dias atuais. Existem registros em nossos ambientes urbanos desse momento marcante em nossa história? Ao passarmos no bairro do Butantã, encontramos um conjunto de ruas que receberam os nomes dos cinco estudantes mortos durante o conflito. Outras duas vias arteriais da cidade, respectivamente 23 de maio e 9 de julho, não permitem que esse momento histórico seja apagado da memória de qualquer brasileiro. Outras cidades, como Campinas, também homenageiam os “heróis paulistas” dando seus nomes aos traçados urbanos. Dessa forma, devemos compreender as datas comemorativas como eventos que marcaram profundamente os rumos de nossa história e que, de alguma forma, estão presentes em nosso dia a dia.
Escrito por Melanie Lauro, assessora especialista de HIstória da Editora Moderna.

 

SAIBA MAIS

Os adotantes da coleção Moderna Plus contam com um depoimento especial do historiador Boris Fausto sobre a Revolução Constitucionalista de 1932, em São Paulo. O material é um recurso didático interessante para auxiliar os alunos na contextualização histórica deste movimento que mudou o cenário político da capital paulista.

 

Obelisco do Ibirapuera

O Obelisco é o maior monumento da cidade e tem 72 metros de altura. Projetado pelo escultor ítalo-brasileiro Galileo Ugo Emendabili, o monumento é considerado um dos símbolos da revolução e foi tombado pelos conselhos estadual e municipal de preservação de patrimônio histórico. Nele, estão os corpos dos estudantes Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo (M.M.D.C) e de outros 713 ex-combatentes que morreram durante a Revolução de 1932. Por dentro, o Obelisco é decorado com cenas bíblicas e trechos da história paulista feitos com pastilhas de mosaico veneziano.

O Obelisco fica localizado no Parque do Ibirapuera, na Avenida Pedro Álvares Cabral, em Moema.

Jorge Amado - Exposição - imagem destacada

Os 100 anos de Jorge Amado no Museu da Língua Portuguesa

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Boa tarde, amigos modernos.

Hoje, vamos dar uma dica cultural bem bacana para quem gosta de Literatura.

Até o dia 22 de julho, o Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, abriga a exposição “Jorge Amado Universal”, que celebra o centenário do escritor, nascido em 10 de agosto de 1912 e falecido em 06 de agosto de 2001.

A mostra conta com fotografias, manuscritos, jornais, ilustrações, filmes, documentos, charges, correspondências e objetos de uso pessoal do escritor. Todo o conteúdo foi organizado pela Fundação Casa de Jorge Amado e por Ana Helena Curti, coordenadora-geral do evento. O projeto cenográfico é assinado pela dupla Daniela Thomas e Felipe Tassara.

A exposição está dividida por módulos que abrigam características e curiosidades acerca dos personagens amadianos. A organização evitou utilizar imagens das adaptações das obras de Jorge Amados para teatro, cinema ou TV, como tentativa de valorizar o imaginário dos visitantes.

Os visitantes encontram diversas surpresas na exposição e contam com curiosidades sobre a vida pessoal de Jorge Amado, seu gosto pela política e o processo de criação de seus personagens.

Boas notícias

A exposição que homenageia o autor de grandes clássicos da nossa literatura como Gabriela, Quincas Berro d’Água, Dona Flor e Seus Dois Maridos, também marcará presença em outros estados do Brasil. Os personagens mais queridos de Jorge Amado poderão ser prestigiados em mais oito capitais e cidades do exterior, como Buenos Aires. Logo depois de São Paulo, a exposição desembarca no Museu de Arte Moderna da Bahia.

Serviço

Exposição JORGE AMADO E UNIVERSAL

ONDE: Museu da Língua Portuguesa

ENDEREÇO: Praça da Luz, s/nº – próximo a estação Luz do metrô

QUANDO: Até 22 de julho – de ter. a dom., das 10h às 18h

CLASSIFICAÇÃO livre

 

 

SAIBA MAIS

O livro “Romântico, sedutor e anarquista – Como e por que ler Jorge Amado hoje”, de Ana Maria Machado, publicado pela Editora Objetiva, apresenta uma importante reflexão sobre a vida e a obra de Jorge Amado e a importância histórica do material. Para quem tem interesse em conhecer a fundo as perspectivas literárias e políticas desse grande autor, sem dúvida, deve ter esse livro na estante.

Com um texto ao mesmo tempo erudito e acessível, Ana Maria Machado promove neste ensaio um encontro fértil do leitor com a obra de Amado, longe dos caminhos batidos da crítica apressada. “Parti de uma conjetura concreta, baseada na lembrança de todas as minhas leituras anteriores do romancista baiano e do papel quase legendário de que sua presença é popularmente investida em nossas letras. Essa premissa foi a hipótese de que a obra de Jorge Amado ajuda a lançar luz sobre alguns aspectos da identidade nacional que nem sempre, ou raramente, ficam em primeiro plano em nossa literatura. E, no entanto, eles também nos caracterizam”, explica a autora.

Conheça mais sobre quem foi Jorge Amado, clicando aqui

 

Oscar - imagem destacada

A história das valiosas estatuetas douradas

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Boa tarde, pessoal
Receber uma das belas estatuetas do Oscar é, sem dúvida, a maior realização de um ator da indústria cinematográfica. Mas para quem não sabe essa história teve início em 16 de maio de 1929, quando aconteceu a primeira entrega das estatuetas banhadas a ouro como prêmios concedidos pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood.
Isso mesmo. Desde 1929, as pequenas estatuetas tornaram-se desejadas por todos os profissionais da dramaturgia. A cerimônia de entrega do prêmio é um dos espetáculos de maior audiência no mundo todo, reunindo celebridades, críticos e muito talento.
Que tal conhecermos um pouco mais dessa história?

A primeira apresentação

A primeira apresentação dos prêmios aconteceu em 16 de maio de 1929, no Hotel Roosevelt, em Hollywood. Na ocasião, foram premiadas 11 obras realizadas entre 1927 e 1928. Atualmente, celebra-se entre 23 e 25 filmes, divididos em categorias com um único vencedor. Todavia, anualmente, as categorias variam de acordo com o desenvolvimento da indústria cinematográfica – como aconteceu em 2002, com a criação da categoria Animação.

Outra diferença diz respeito ao número de indicados nas categorias. Nas primeiras versões da premiação a escolha dos finalistas era realizada por um comitê de 20 pessoas – que não tinham nada a ver com a Academia. Depois, por sorteio, cinco delas definiam os vencedores. A mudança aconteceu em 1931, quando Mary Pickford foi acusada de ter sido ajudada pelos juízes. A partir de então, as escolhas dos vencedores eram realizadas por membros da Academia.

Nos seis primeiros anos do Oscar, os prêmios eram por temporada, como acontece hoje nas premiações de TV. A partir de 34, o critério passou a ser o ano: só concorriam os filmes lançados de 1º de janeiro até 31 de dezembro. Concorrem os filmes de longa-metragem em inglês ou com legendas em inglês, qualquer que seja seu país de origem, desde que tenham sido exibidos em 35 milímetros, com entrada paga, em um cinema da área de Los Angeles, durante o ano, e essa exibição tenha sido de, no mínimo, uma semana.

 

“And the Oscars goes to…”

Quando falamos em Oscar, todo mundo se lembra da estatueta dourada de um homem nu em cima de um rolo de filme segurando uma espada. Mas no começo de tudo o Oscar, não era Oscar. Ou melhor não tinha esse nome e não se parecia em nada com a versão atual. A obra de arte foi criada por Cedric Gibbons, diretor de arte da Metro, e esculpida por George Stanley. Quanto ao nome Oscar, há três versões e três pessoas que se dizem responsáveis pelo apelido: Bette Davis, a bibliotecária Margaret Herrick e o colunista Sidney Skolsky. Bette Davis apelidou o prêmio de Oscar porque ele se parecia com as costas de Harmon Oscar Nelson, seu marido na época. Já a bibliotecária Margaret, mais tarde secretária executiva da Academia, teria dito que a estatueta se parecia com seu tio Oscar. E o famoso colunista de Hollywood Sidney Skolsky diz que foi ele quem inventou o nome porque estava cansado de se referir ao prêmio como estatueta. O fato é que o apelido pegou.

 

Critérios de seleção

Com tantas boas opções de filmes, não é uma missão simples escolher os vencedores do Oscar. O critério de seleção é bastante burocrático e envolve quase 5 mil pessoas. A Price Waterhouse, entidade de regulamenta e fiscaliza a premiação, organiza a votação com todos os integrantes da Academia (atores e atrizes, produtores, diretores, roteiristas, cenógrafos, montadores, fotógrafos, músicos, maquiadores).

Com base nos votos, os cinco mais agraciados recebem a indicação da Academia e passam por um novo processo de votação entre todos os membros. Desta vez, a Academia pede que as cédulas com os votos sejam devolvidas à Academia sem identificação do remetente. Com as opiniões em mãos, cabe a um computador ler todos os votos e colocar os vencedores em um envelope lacrado, que é lido somente na noite da premiação.

Saiba mais

Papa Leão XIII - imagem destacada

A Encíclica Rerum Novarum e a direção da Igreja Católica

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Pessoal, boa tarde.

Leão XIII

Em 15 de maio de 1891, o Papa Leão XIII publicava a encíclica Rerum Novarum, que definia a doutrina social da Igreja Católica. Nesse documento, o Papa defendia direitos dos trabalhadores, definia o trabalho como a atividade destinada a obter recursos para suprir necessidades que garantem a sobrevivência do indivíduo e decretava o direito à propriedade privada. Até então, a Igreja Católica jamais havia se manifestado em relação aos novos quadros de trabalho oriundos da Revolução Industrial e ao surgimento de empresas. Que tal entendermos um pouco mais sobre o contexto em que a Encíclica Rerum Novarum foi publicada?

 

 

Contexto histórico

O primeiro ponto fundamental é contextualizar as transformações do século XIX. As potências europeias estavam fervilhando: guerras por territórios, revoluções civis (Revolução Francesa)e tecnológicas (Revolução Industrial). Junte a isso a evolução das pesquisas bélicas, a medicina e outras áreas do conhecimento humano que cresciam pouco a pouco. Este cenário foi fundamental para a expansão da vida urbana e a instalação das primeiras fábricas operárias.

O liberalismo passou a comandar as relações econômicas do mundo. A mão-de-obra precisou se adequar à vida na cidade e aos novos empregos para se manter viva. Mudaram-se os cargos, mudaram-se os salários. O grande problema era que todas essas mudanças não tinham regulamentações específicas.

A maioria das fábricas definia o pagamento de seus funcionários de acordo com leis de mercado, que, muitas vezes, não tinham pé nem cabeça. Para lutar pelos direitos trabalhistas, começaram a surgir os sindicatos, as greves e a concentração de renda nas mãos dos grandes proprietários.

Em meio às mudanças, a Igreja Católica começa a perceber um processo de desintegração dos laços familiares e a busca por motivos racionais às coisas que antes eram depositadas a Deus. Temeroso, o Papa decide publicar a Encíclica Rerum Novarum em prol dos trabalhadores que estão, em sua maioria, entregues à boa vontade – quase inexistente – de seus patrões.

A Encíclica

No documento, o Papa Leão XIII defende o pagamento de salários adequados aos operários. Além disso, critica a forma como os patrões tratavam os funcionários, obrigando-os a jornadas de trabalho absurdas sem remuneração. A questão do tempo de trabalho dos empregados é discutida e são estabelecidos limites à exploração da mão de obra. E, no fim, propõe que as relações de trabalho sejam baseadas na justiça.

Outro ponto citado pelo pontifício foi a definição de perfis de trabalho, já que alguns trabalhos não podiam ser exercidos por mulheres ou crianças. O Papa afirma também que os salários devem ser acordados para que sejam suficientes para assegurar a subsistência do empregado (caso o contrário ele deve recorrer às corporações ou sindicatos para pedir auxílio).

O trabalho é pessoal e intransferível. Os operários possuem alguns deveres e obrigações para com os seus empregadores como: não devem lesar o seu patrão nem seus bens e suas reivindicações devem ser isentas de violência. A maioria dos operários gostaria de melhorar sua condição por meios honestos, porém eles são incentivados pelos agitadores que possuem idéias de invasão do direito alheio sob o pretexto da igualdade. É função do Estado reprimir essa minoria e preservar os bons operários do perigo da sedução. De acordo com a visão leonina, o Estado deve garantir os direitos das classes mais baixas já que, os ricos possuem certa “proteção” dada pela sua riqueza.

Leão XIII também define o papel do Estado como um regulamentar entre todas as partes. Assim, cabe ao governo do país garantir que patrões e empregados estejam em comum acordo, evitando greves, manifestações, violência e abusos. No caso da propriedade privada, O Estado não pode suprimi-la, uma vez que sua existência é uma lei que emana da natureza. A desigualdade das condições nasce espontaneamente, a própria natureza estabelece múltiplas diferenças entre os homens, portanto o desejo socialista de elevar todos ao mesmo nível, instituindo uma propriedade coletiva, é contra essa natureza.

Por conta de todas as ideias expressadas pelo documento, não podemos afirmar que a Igreja Católica se posicionava contra o liberalismo. Ao contrário, em todos os momentos, Leão XIII estabelece paralelos que apoiam a ascensão social e a diferença entre os homens – ideologia oposta ao marxismo ou ao socialismo. Em suma, o direito à propriedade privada é sinônimo de direito da garantia da independência social. Mesmo condenando o socialismo, a Igreja incentivou a união dos trabalhadores através da formação de corporações e mais, também apóia a integração destes com os seus patrões por meio de todas as obras capazes de aliviar eficazmente a indigência e de operar uma aproximação entre as duas classes.

 

Saiba mais

Selecionamos alguns filmes que têm como pano de fundo a Revolução Industrial e a situação dos trabalhadores das grandes fábricas

Germinal – 1993

Direção: Claude Berri
País: Bélgica, Itália, França
Gênero: Drama
Duração 170 min. / cor
Título Original: Germinal
Sinopse: O filme retrata o processo de gestação e maturação de movimentos grevistas e de uma atitude mais ofensiva por parte dos trabalhadores das minas de carvão do século 19 na França em relação à exploração de seus patrões.

Oliver Twist – 2004

Direção: Roman Polanski
País: República Tcheca, Itália, França, Reino Unido
Gênero: Drama
Duração 170 min. / cor
Título Original: Oliver Twist
Sinopse: Oliver Twist (Barney Clark) é um órfão entre as centenas que sofrem com a fome e o trabalho escravo na Inglaterra vitoriana. Vendido para um coveiro, ele sofre com a crueldade da família deste e acaba fugindo para Londres. Lá ele é recolhido das ruas por Artful Dodger (Harry Eden), um ladrão que o leva até Fagin (Ben Kingsley), um velho que comanda um exército de prostitutas e pequenos marginais. Quando Oliver conhece um bondoso homem em quem finalmente enxerga um possível pai, Fagin teme que ele denuncie seu esquema. Para evitar isso Fagin planeja um assalto à casa do rico Sr. Brownlow (Edward Hardwicke), o pai desejado por Oliver.

 

Feliz Dia das Mães

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Bom dia, amigos!!!

A Editora Moderna parabeniza e agradece a todas as mães do Brasil.

Obrigada pelo amor e carinho dedicados a todos nós, filhos, maridos e amigos!

 

Os braços de uma mãe são feitos de ternura e os filhos dormem profundamente neles.

(Victor Hugo)

Evolução das TVS - imagem destacada

A Física das televisões de LCD e LED

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Boa tarde, pessoal.

Vocês já repararam quantas tecnologias de televisão e monitores que nós temos disponíveis no mercado? São tantas opções que perdemos as contas, não é mesmo? Realmente, na última década, a evolução tecnológica fez com que as televisões saíssem dos antigos tubos catódicos para a alta definição de som e imagem, com estruturas cada vez mais finas, leves e compactas. À primeira vista, pode ser que você ache que a física não tem nada a ver com isso. Mas, acredite, você está enganado. Os avanços de pesquisas físicas têm tudo a ver com o desenvolvimento do LCD (em inglês Liquid Crystal Display) e do LED (Light-Emitting Diode), por exemplo.

 

O mistério do LCD e do LED

O LCD, em síntese, é uma espécie híbrida entre um cristal (estado sólido) e um líquido propriamente dito.  As televisões feitas com esse material possuem características ópticas que permitem sua utilização como polaróides de luz – uma espécie de filtro -, que permite passagem de uma faixa estreita de freqüências de luz em uma única cor. Ao mesmo tempo em que melhora a qualidade da imagem, esse filtro de luz determina um ângulo máximo para quem está assistindo. Esse ângulo surge justamente pela filtragem da luz, pois passam somente os raios que tem uma determinada orientação. Outra limitação é o tempo útil desse tipo de TV, pois utilizam lâmpadas que acabam queimando muito tempo antes da qualidade do cristal líquido.

Existem três tipos de LEDs usados na fabricação dos televisores de mesmo nome:  vermelhos, verdes e azuis. As cores e a intensidade são combinadas para a criação das milhares de cores que vemos na tela. Outra vantagem do LED é a durabilidade. Normalmente, mais robustas, as televisões feitas com o material podem ter tamanhos maiores sem perder a qualidade angular. Todavia, essa tecnologia ainda depende de uma filtragem da luz como os televisores de LCD.

A Física por trás de um LED

Cubo de LED

Talvez você ainda não saiba, mas seus aparelhos de televisão, celulares, GPS e outros equipamentos que tenham painéis de inspeção (telas) usam a tecnologia LED. O que com certeza você não sabe é que a composição física dessas telas tem sua explicação em física moderna, mais especificamente no átomo de Bohr.

Os LEDs são sistemas elétricos que possuem uma estrutura simples, são materiais condutores com certa quantidade de impurezas – átomos de material não condutor -, que deixam buracos na estrutura desse material. Esses buracos podem ser preenchidos pelos elétrons ligados a um circuito elétrico. Porém, para que esse elétron seja realmente capturado é necessária a perda de um pouco de energia, conforme mencionado no modelo de Bohr para o átomo. Essa energia liberada pelo elétron no processo é a luz que vemos. Para ter cada uma das cores dos LEDs são usados materiais diferentes em sua produção como também tensões diferentes entre seus terminais.

O futuro está no OLED?

A mais recente tecnologia no mercado está presente nos chamadas aparelhos OLEDs. O nome diz respeito a uma camada de material orgânico utilizada na produção dessas televisões. Mas, tome cuidado, pois a palavra orgânica aqui tem relação a um material que é composto de carbono e não que venha de um ser vivo.  Os aparelhos que tem como base a tecnologia OLED continuam sendo cada vez mais finos e leves, porém o grande diferencial dessa tecnologia é sua flexibilidade, que proporciona diversas aplicações, como:

  • GPS integrado ao pára-brisa sem alterar a visibilidade dos motoristas.
  • Utilização no vestuário criando uma geração de roupas inteligentes
  • Telefonia móvel ainda mais compacta e com mais recursos multimídia

O futuro da qualidade de imagem e de suas aplicações é incerto. É difícil de imaginar que há vinte anos, a indústria saiba qual era o destino dos televisores. Desta forma, os próximos vinte anos não são previsíveis e, por isso, podemos esperar grandes novidades do setor para nossa diversão comodidade e segurança.  A única certeza que temos é que as tecnologias tendem a ficar cada vez mais acessíveis e barateados pela concorrência.

 

Escrito por Danilo Prado, assessor de Física da Editora Moderna.

Saiba mais

Os adotantes da coleção Moderna Plus contam com a explicação do átomo de Bohr no livro Física 3, parte 3, Unidade D, Capítulo 19. Com o vídeo, fica mais claro para os alunos o pensamento de Bohr para a criação da teoria:

 

Como funciona a televisão?