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Jorge Amado - Exposição - imagem destacada

Os 100 anos de Jorge Amado no Museu da Língua Portuguesa

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Boa tarde, amigos modernos.

Hoje, vamos dar uma dica cultural bem bacana para quem gosta de Literatura.

Até o dia 22 de julho, o Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, abriga a exposição “Jorge Amado Universal”, que celebra o centenário do escritor, nascido em 10 de agosto de 1912 e falecido em 06 de agosto de 2001.

A mostra conta com fotografias, manuscritos, jornais, ilustrações, filmes, documentos, charges, correspondências e objetos de uso pessoal do escritor. Todo o conteúdo foi organizado pela Fundação Casa de Jorge Amado e por Ana Helena Curti, coordenadora-geral do evento. O projeto cenográfico é assinado pela dupla Daniela Thomas e Felipe Tassara.

A exposição está dividida por módulos que abrigam características e curiosidades acerca dos personagens amadianos. A organização evitou utilizar imagens das adaptações das obras de Jorge Amados para teatro, cinema ou TV, como tentativa de valorizar o imaginário dos visitantes.

Os visitantes encontram diversas surpresas na exposição e contam com curiosidades sobre a vida pessoal de Jorge Amado, seu gosto pela política e o processo de criação de seus personagens.

Boas notícias

A exposição que homenageia o autor de grandes clássicos da nossa literatura como Gabriela, Quincas Berro d’Água, Dona Flor e Seus Dois Maridos, também marcará presença em outros estados do Brasil. Os personagens mais queridos de Jorge Amado poderão ser prestigiados em mais oito capitais e cidades do exterior, como Buenos Aires. Logo depois de São Paulo, a exposição desembarca no Museu de Arte Moderna da Bahia.

Serviço

Exposição JORGE AMADO E UNIVERSAL

ONDE: Museu da Língua Portuguesa

ENDEREÇO: Praça da Luz, s/nº – próximo a estação Luz do metrô

QUANDO: Até 22 de julho – de ter. a dom., das 10h às 18h

CLASSIFICAÇÃO livre

 

 

SAIBA MAIS

O livro “Romântico, sedutor e anarquista – Como e por que ler Jorge Amado hoje”, de Ana Maria Machado, publicado pela Editora Objetiva, apresenta uma importante reflexão sobre a vida e a obra de Jorge Amado e a importância histórica do material. Para quem tem interesse em conhecer a fundo as perspectivas literárias e políticas desse grande autor, sem dúvida, deve ter esse livro na estante.

Com um texto ao mesmo tempo erudito e acessível, Ana Maria Machado promove neste ensaio um encontro fértil do leitor com a obra de Amado, longe dos caminhos batidos da crítica apressada. “Parti de uma conjetura concreta, baseada na lembrança de todas as minhas leituras anteriores do romancista baiano e do papel quase legendário de que sua presença é popularmente investida em nossas letras. Essa premissa foi a hipótese de que a obra de Jorge Amado ajuda a lançar luz sobre alguns aspectos da identidade nacional que nem sempre, ou raramente, ficam em primeiro plano em nossa literatura. E, no entanto, eles também nos caracterizam”, explica a autora.

Conheça mais sobre quem foi Jorge Amado, clicando aqui

 

Oscar - imagem destacada

A história das valiosas estatuetas douradas

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Boa tarde, pessoal
Receber uma das belas estatuetas do Oscar é, sem dúvida, a maior realização de um ator da indústria cinematográfica. Mas para quem não sabe essa história teve início em 16 de maio de 1929, quando aconteceu a primeira entrega das estatuetas banhadas a ouro como prêmios concedidos pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood.
Isso mesmo. Desde 1929, as pequenas estatuetas tornaram-se desejadas por todos os profissionais da dramaturgia. A cerimônia de entrega do prêmio é um dos espetáculos de maior audiência no mundo todo, reunindo celebridades, críticos e muito talento.
Que tal conhecermos um pouco mais dessa história?

A primeira apresentação

A primeira apresentação dos prêmios aconteceu em 16 de maio de 1929, no Hotel Roosevelt, em Hollywood. Na ocasião, foram premiadas 11 obras realizadas entre 1927 e 1928. Atualmente, celebra-se entre 23 e 25 filmes, divididos em categorias com um único vencedor. Todavia, anualmente, as categorias variam de acordo com o desenvolvimento da indústria cinematográfica – como aconteceu em 2002, com a criação da categoria Animação.

Outra diferença diz respeito ao número de indicados nas categorias. Nas primeiras versões da premiação a escolha dos finalistas era realizada por um comitê de 20 pessoas – que não tinham nada a ver com a Academia. Depois, por sorteio, cinco delas definiam os vencedores. A mudança aconteceu em 1931, quando Mary Pickford foi acusada de ter sido ajudada pelos juízes. A partir de então, as escolhas dos vencedores eram realizadas por membros da Academia.

Nos seis primeiros anos do Oscar, os prêmios eram por temporada, como acontece hoje nas premiações de TV. A partir de 34, o critério passou a ser o ano: só concorriam os filmes lançados de 1º de janeiro até 31 de dezembro. Concorrem os filmes de longa-metragem em inglês ou com legendas em inglês, qualquer que seja seu país de origem, desde que tenham sido exibidos em 35 milímetros, com entrada paga, em um cinema da área de Los Angeles, durante o ano, e essa exibição tenha sido de, no mínimo, uma semana.

 

“And the Oscars goes to…”

Quando falamos em Oscar, todo mundo se lembra da estatueta dourada de um homem nu em cima de um rolo de filme segurando uma espada. Mas no começo de tudo o Oscar, não era Oscar. Ou melhor não tinha esse nome e não se parecia em nada com a versão atual. A obra de arte foi criada por Cedric Gibbons, diretor de arte da Metro, e esculpida por George Stanley. Quanto ao nome Oscar, há três versões e três pessoas que se dizem responsáveis pelo apelido: Bette Davis, a bibliotecária Margaret Herrick e o colunista Sidney Skolsky. Bette Davis apelidou o prêmio de Oscar porque ele se parecia com as costas de Harmon Oscar Nelson, seu marido na época. Já a bibliotecária Margaret, mais tarde secretária executiva da Academia, teria dito que a estatueta se parecia com seu tio Oscar. E o famoso colunista de Hollywood Sidney Skolsky diz que foi ele quem inventou o nome porque estava cansado de se referir ao prêmio como estatueta. O fato é que o apelido pegou.

 

Critérios de seleção

Com tantas boas opções de filmes, não é uma missão simples escolher os vencedores do Oscar. O critério de seleção é bastante burocrático e envolve quase 5 mil pessoas. A Price Waterhouse, entidade de regulamenta e fiscaliza a premiação, organiza a votação com todos os integrantes da Academia (atores e atrizes, produtores, diretores, roteiristas, cenógrafos, montadores, fotógrafos, músicos, maquiadores).

Com base nos votos, os cinco mais agraciados recebem a indicação da Academia e passam por um novo processo de votação entre todos os membros. Desta vez, a Academia pede que as cédulas com os votos sejam devolvidas à Academia sem identificação do remetente. Com as opiniões em mãos, cabe a um computador ler todos os votos e colocar os vencedores em um envelope lacrado, que é lido somente na noite da premiação.

Saiba mais

Papa Leão XIII - imagem destacada

A Encíclica Rerum Novarum e a direção da Igreja Católica

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Pessoal, boa tarde.

Leão XIII

Em 15 de maio de 1891, o Papa Leão XIII publicava a encíclica Rerum Novarum, que definia a doutrina social da Igreja Católica. Nesse documento, o Papa defendia direitos dos trabalhadores, definia o trabalho como a atividade destinada a obter recursos para suprir necessidades que garantem a sobrevivência do indivíduo e decretava o direito à propriedade privada. Até então, a Igreja Católica jamais havia se manifestado em relação aos novos quadros de trabalho oriundos da Revolução Industrial e ao surgimento de empresas. Que tal entendermos um pouco mais sobre o contexto em que a Encíclica Rerum Novarum foi publicada?

 

 

Contexto histórico

O primeiro ponto fundamental é contextualizar as transformações do século XIX. As potências europeias estavam fervilhando: guerras por territórios, revoluções civis (Revolução Francesa)e tecnológicas (Revolução Industrial). Junte a isso a evolução das pesquisas bélicas, a medicina e outras áreas do conhecimento humano que cresciam pouco a pouco. Este cenário foi fundamental para a expansão da vida urbana e a instalação das primeiras fábricas operárias.

O liberalismo passou a comandar as relações econômicas do mundo. A mão-de-obra precisou se adequar à vida na cidade e aos novos empregos para se manter viva. Mudaram-se os cargos, mudaram-se os salários. O grande problema era que todas essas mudanças não tinham regulamentações específicas.

A maioria das fábricas definia o pagamento de seus funcionários de acordo com leis de mercado, que, muitas vezes, não tinham pé nem cabeça. Para lutar pelos direitos trabalhistas, começaram a surgir os sindicatos, as greves e a concentração de renda nas mãos dos grandes proprietários.

Em meio às mudanças, a Igreja Católica começa a perceber um processo de desintegração dos laços familiares e a busca por motivos racionais às coisas que antes eram depositadas a Deus. Temeroso, o Papa decide publicar a Encíclica Rerum Novarum em prol dos trabalhadores que estão, em sua maioria, entregues à boa vontade – quase inexistente – de seus patrões.

A Encíclica

No documento, o Papa Leão XIII defende o pagamento de salários adequados aos operários. Além disso, critica a forma como os patrões tratavam os funcionários, obrigando-os a jornadas de trabalho absurdas sem remuneração. A questão do tempo de trabalho dos empregados é discutida e são estabelecidos limites à exploração da mão de obra. E, no fim, propõe que as relações de trabalho sejam baseadas na justiça.

Outro ponto citado pelo pontifício foi a definição de perfis de trabalho, já que alguns trabalhos não podiam ser exercidos por mulheres ou crianças. O Papa afirma também que os salários devem ser acordados para que sejam suficientes para assegurar a subsistência do empregado (caso o contrário ele deve recorrer às corporações ou sindicatos para pedir auxílio).

O trabalho é pessoal e intransferível. Os operários possuem alguns deveres e obrigações para com os seus empregadores como: não devem lesar o seu patrão nem seus bens e suas reivindicações devem ser isentas de violência. A maioria dos operários gostaria de melhorar sua condição por meios honestos, porém eles são incentivados pelos agitadores que possuem idéias de invasão do direito alheio sob o pretexto da igualdade. É função do Estado reprimir essa minoria e preservar os bons operários do perigo da sedução. De acordo com a visão leonina, o Estado deve garantir os direitos das classes mais baixas já que, os ricos possuem certa “proteção” dada pela sua riqueza.

Leão XIII também define o papel do Estado como um regulamentar entre todas as partes. Assim, cabe ao governo do país garantir que patrões e empregados estejam em comum acordo, evitando greves, manifestações, violência e abusos. No caso da propriedade privada, O Estado não pode suprimi-la, uma vez que sua existência é uma lei que emana da natureza. A desigualdade das condições nasce espontaneamente, a própria natureza estabelece múltiplas diferenças entre os homens, portanto o desejo socialista de elevar todos ao mesmo nível, instituindo uma propriedade coletiva, é contra essa natureza.

Por conta de todas as ideias expressadas pelo documento, não podemos afirmar que a Igreja Católica se posicionava contra o liberalismo. Ao contrário, em todos os momentos, Leão XIII estabelece paralelos que apoiam a ascensão social e a diferença entre os homens – ideologia oposta ao marxismo ou ao socialismo. Em suma, o direito à propriedade privada é sinônimo de direito da garantia da independência social. Mesmo condenando o socialismo, a Igreja incentivou a união dos trabalhadores através da formação de corporações e mais, também apóia a integração destes com os seus patrões por meio de todas as obras capazes de aliviar eficazmente a indigência e de operar uma aproximação entre as duas classes.

 

Saiba mais

Selecionamos alguns filmes que têm como pano de fundo a Revolução Industrial e a situação dos trabalhadores das grandes fábricas

Germinal – 1993

Direção: Claude Berri
País: Bélgica, Itália, França
Gênero: Drama
Duração 170 min. / cor
Título Original: Germinal
Sinopse: O filme retrata o processo de gestação e maturação de movimentos grevistas e de uma atitude mais ofensiva por parte dos trabalhadores das minas de carvão do século 19 na França em relação à exploração de seus patrões.

Oliver Twist – 2004

Direção: Roman Polanski
País: República Tcheca, Itália, França, Reino Unido
Gênero: Drama
Duração 170 min. / cor
Título Original: Oliver Twist
Sinopse: Oliver Twist (Barney Clark) é um órfão entre as centenas que sofrem com a fome e o trabalho escravo na Inglaterra vitoriana. Vendido para um coveiro, ele sofre com a crueldade da família deste e acaba fugindo para Londres. Lá ele é recolhido das ruas por Artful Dodger (Harry Eden), um ladrão que o leva até Fagin (Ben Kingsley), um velho que comanda um exército de prostitutas e pequenos marginais. Quando Oliver conhece um bondoso homem em quem finalmente enxerga um possível pai, Fagin teme que ele denuncie seu esquema. Para evitar isso Fagin planeja um assalto à casa do rico Sr. Brownlow (Edward Hardwicke), o pai desejado por Oliver.

 

Feliz Dia das Mães

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Bom dia, amigos!!!

A Editora Moderna parabeniza e agradece a todas as mães do Brasil.

Obrigada pelo amor e carinho dedicados a todos nós, filhos, maridos e amigos!

 

Os braços de uma mãe são feitos de ternura e os filhos dormem profundamente neles.

(Victor Hugo)

Evolução das TVS - imagem destacada

A Física das televisões de LCD e LED

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Boa tarde, pessoal.

Vocês já repararam quantas tecnologias de televisão e monitores que nós temos disponíveis no mercado? São tantas opções que perdemos as contas, não é mesmo? Realmente, na última década, a evolução tecnológica fez com que as televisões saíssem dos antigos tubos catódicos para a alta definição de som e imagem, com estruturas cada vez mais finas, leves e compactas. À primeira vista, pode ser que você ache que a física não tem nada a ver com isso. Mas, acredite, você está enganado. Os avanços de pesquisas físicas têm tudo a ver com o desenvolvimento do LCD (em inglês Liquid Crystal Display) e do LED (Light-Emitting Diode), por exemplo.

 

O mistério do LCD e do LED

O LCD, em síntese, é uma espécie híbrida entre um cristal (estado sólido) e um líquido propriamente dito.  As televisões feitas com esse material possuem características ópticas que permitem sua utilização como polaróides de luz – uma espécie de filtro -, que permite passagem de uma faixa estreita de freqüências de luz em uma única cor. Ao mesmo tempo em que melhora a qualidade da imagem, esse filtro de luz determina um ângulo máximo para quem está assistindo. Esse ângulo surge justamente pela filtragem da luz, pois passam somente os raios que tem uma determinada orientação. Outra limitação é o tempo útil desse tipo de TV, pois utilizam lâmpadas que acabam queimando muito tempo antes da qualidade do cristal líquido.

Existem três tipos de LEDs usados na fabricação dos televisores de mesmo nome:  vermelhos, verdes e azuis. As cores e a intensidade são combinadas para a criação das milhares de cores que vemos na tela. Outra vantagem do LED é a durabilidade. Normalmente, mais robustas, as televisões feitas com o material podem ter tamanhos maiores sem perder a qualidade angular. Todavia, essa tecnologia ainda depende de uma filtragem da luz como os televisores de LCD.

A Física por trás de um LED

Cubo de LED

Talvez você ainda não saiba, mas seus aparelhos de televisão, celulares, GPS e outros equipamentos que tenham painéis de inspeção (telas) usam a tecnologia LED. O que com certeza você não sabe é que a composição física dessas telas tem sua explicação em física moderna, mais especificamente no átomo de Bohr.

Os LEDs são sistemas elétricos que possuem uma estrutura simples, são materiais condutores com certa quantidade de impurezas – átomos de material não condutor -, que deixam buracos na estrutura desse material. Esses buracos podem ser preenchidos pelos elétrons ligados a um circuito elétrico. Porém, para que esse elétron seja realmente capturado é necessária a perda de um pouco de energia, conforme mencionado no modelo de Bohr para o átomo. Essa energia liberada pelo elétron no processo é a luz que vemos. Para ter cada uma das cores dos LEDs são usados materiais diferentes em sua produção como também tensões diferentes entre seus terminais.

O futuro está no OLED?

A mais recente tecnologia no mercado está presente nos chamadas aparelhos OLEDs. O nome diz respeito a uma camada de material orgânico utilizada na produção dessas televisões. Mas, tome cuidado, pois a palavra orgânica aqui tem relação a um material que é composto de carbono e não que venha de um ser vivo.  Os aparelhos que tem como base a tecnologia OLED continuam sendo cada vez mais finos e leves, porém o grande diferencial dessa tecnologia é sua flexibilidade, que proporciona diversas aplicações, como:

  • GPS integrado ao pára-brisa sem alterar a visibilidade dos motoristas.
  • Utilização no vestuário criando uma geração de roupas inteligentes
  • Telefonia móvel ainda mais compacta e com mais recursos multimídia

O futuro da qualidade de imagem e de suas aplicações é incerto. É difícil de imaginar que há vinte anos, a indústria saiba qual era o destino dos televisores. Desta forma, os próximos vinte anos não são previsíveis e, por isso, podemos esperar grandes novidades do setor para nossa diversão comodidade e segurança.  A única certeza que temos é que as tecnologias tendem a ficar cada vez mais acessíveis e barateados pela concorrência.

 

Escrito por Danilo Prado, assessor de Física da Editora Moderna.

Saiba mais

Os adotantes da coleção Moderna Plus contam com a explicação do átomo de Bohr no livro Física 3, parte 3, Unidade D, Capítulo 19. Com o vídeo, fica mais claro para os alunos o pensamento de Bohr para a criação da teoria:

 

Como funciona a televisão?

 

educatrix - banner 2ª edição

Saiu do forno! Confira a nova edição da revista Educatrix

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Pessoal, bom dia.

Acabou de sair do forno a segunda edição da Educatrix, a revista que pensa a educação. A revista está recheada de matérias deliciosas sobre tendências educacionais, dicas e planos de aula para trabalhar em sala de aula, além de informações pedagógicas para os educadores ficarem antenados sobre a prática docente.

Já na matéria de capa, você lerá uma reportagem sobre a importância dos conhecimentos prévios para a aprendizagem das crianças, através da assimilação entre o que é o mundo e o que é a escola. Destaque também para a matéria “O conhecimento na ponta do joystick”, que fala sobre como recursos virtuais como animações e jogos eletrônicos têm se tornado essenciais para unir aprendizado e brincadeira. As formas lúdicas de ensino e a interatividade estão invadindo as salas de aula.

Como interatividade é a palavra-chave, preparamos também uma surpresa: duas matérias exclusivas na versão digital da revista sobre inclusão e sobre as tendências levantadas pelo PISA (Programa Internacional de Avaliação dos Alunos),   que provou que políticas públicas fazem diferença no aprendizado dos nossos pequenos. Corre lá no Portal da Educatrix e confira as matérias exclusivas.

 

Especial de Música

A segunda edição da Educatrix está cheia de surpresas. Produzimos um superespecial de Música com planos de aula para trabalhar canções infantis com os pequenos do 1º ao 5º ano.

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Estão todos convidadíssimos a saborear cada pedacinho da Educatrix!

 

Revista Educatrix

Para quem ainda não conhece a Educatrix, a produção editorial é semestral e a distribuição é feita pela Editora Moderna, especialmente para escolas e professores de todos os segmentos da educação brasileira. Quem preferir, pode baixar a revista gratuitamente em qualquer computador e aproveitar todas as matérias, dicas e sugestões que nossos especialistas prepararam. Confira também a primeira edição da Educatrix, clicando aqui.

Os educadores podem acompanhar as novidades, dar opiniões e interagir conosco também pelo Twitter: @euleioEducatrix.

Confira a nova edição da revista na íntegra:

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Noel Rosa - imagem destacada

A arte e espetáculo de Noel Rosa

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Boa tarde, amigos modernos.

Noel Rosa, o criador do samba?

Já dizia a velha música de Dorival Caymmi que “quem não gosta de samba, bom sujeito não é/ É ruim da cabeça ou doente do pé.”

O samba está no sangue dos brasileiros. Traz uma dose enorme de nossa cultura e das tradições e costumes dos nossos antepassados. Por mais que você não seja grande adepto do samba, é inegável a importância cultural e a identificação popular do ritmo com os brasileiros. Assim, por mais que você não escute samba no seu MP3 player, você convive com as canções em churrascos, bares e festas.

Mas, afinal de contas, como surgiu o samba?

Não se sabe ao certo quando o samba surgiu ou aonde, mas o ritmo, assim como grande parte das nossas tradições, sofreu influência dos povos africanos e europeus que formaram a nossa identidade. No final do século XIX, algumas pessoas colaboraram muito para a popularização das canções. Uma delas foi Noel Rosa, o nosso homenageado de hoje, considerado por muitos o criador do samba.

Quem foi Noel Rosa?  

Caricatura Noel Rosa

Noel de Medeiros Rosa nasceu em 11 de dezembro de 1910, no bairro de Vila Isabel, no Rio de Janeiro. Filho de Martha de Azevedo Rosa e de Manuel Medeiros Rosa, Noel veio ao mundo em um parto difícil que exigiu o uso de fórceps. Desse procedimento, o músico carregou uma hipoplasia da mandíbula (conhecida como Síndrome de Pierre-Robin), que limitou o desenvolvimento da região e marcou sua feição por toda a vida.

A família de Noel Rosa não era pobre. Ao contrário, sua mãe trabalhava como professora e seu pai era um comerciante de prestígio no bairro de Vila Isabel. Foi alfabetizado por sua mãe, mas estudou no tradicional Colégio São Bento. Desde pequeno Noel conviveu com instrumentos musicais e aprendeu a tocar bandolim e violão antes dos 12 anos. Quem o conheceu pequeno, contava que Noel era muito mais ligado na música que nos estudos, apesar de ter pensado em fazer Medicina.

 

 

A trajetória musical

Já mais velho começou a frequentar bares da boêmia carioca do início do século XX e era amigo de alguns artistas importantes do Modernismo. Suas primeiras composições foram Minha Viola e Festa no Céu, ambas gravadas por ele mesmo, em 1929. No ano seguinte, vem o sucesso Com que roupa?, um samba com estilo despojado e que, até hoje, faz sucesso nas rodas de samba.

A inspiração da letra veio de uma situação comum de sua casa. A mãe de Noel não gostava muito quando o jovem de 20 anos saía com os amigos boêmios e escondia as suas roupas. Sem roupas, ele dizia “com que roupa eu vou?”. A letra diz muito sobre o estilo musical de Noel Rosa: despojado, narrando o cotidiano, de linguagem simples, bem-humorado e de grande alegria no ritmo.

Ao mesmo tempo em que caminhava lado a lado com o sucesso, Noel Rosa começou a ser acometido pela tuberculose. Considerada um dos grandes males da vida boêmia, a tuberculose nunca impediu o compositor de conviver com amigos em bares, com o cigarro e com a bebida, cercado de mulheres. Aliás, Noel Rosa foi reconhecido como um grande mulherengo. Apesar de ter se casado em 1934, com Lindaura, uma moça da alta sociedade, constantemente era visto com prostitutas. Conta-se que a verdadeira paixão dele era a jovem Ceci, uma prostituta de cabaré que foi amante do compositor por muitos anos.

“Sambar é chorar de alegria”

(Noel Rosa) 

Para se tratar da tuberculose, Noel viveu durante algum tempo na cidade de Belo Horizonte com Lindaura. Cansado da vida tranquila da cidade mineira, ele escreveu ao seu médico Dr. Graça Melo:

“Já apresento melhoras,

Pois levanto muito cedo

E deitar às nove horas,

Para mim é um brinquedo.

A injeção me tortura

E muito medo me mete.

Mas minha temperatura,

Não passa de trinta e sete.

Creio que fiz muito mal

Em desprezar o cigarro,

Pois não há material

Para o exame de escarro”

 

Em 1937, aos 26 anos, ele jura estar curado da tuberculose e volta ao Rio de Janeiro e à boêmia. Até que em 04 de maio de 1937, Noel Rosa falece, vítima da doença que acometia, deixando sua mulher, Lindaura, e sua mãe, Martha, desoladas.

Retrato de Noel Rosa

A vida musical

Durante sua breve carreira, Noel Rosa escreveu grandes letras e foi considerado por Orestes Barbosa, exímio poeta da canção, como o “rei das letras”. A parceria dos dois rendeu frutos como as canções Araruta (1932), Habeas-corpus (1933), Positivismo (1933) e Suspiro (1934). Seus sambas ganharam diversos intérpretes ao longo das décadas. Alguns deles são: Mário Reis, Francisco Alves, Aracy de Almeida, Marília Batista, Beth Carvalho, entre outros.

Noel também foi protagonista de uma curiosa polêmica com o cantor Wilson Batista. Tudo começou em 1934, quando Noel Rosa gravou a música Rapaz Folgado, uma resposta à canção Lenço no Pescoço, de Batista. Logo depois, Noel lançaria a música Feitiço da Vila e ganharia a resposta de Batista na canção Frankestein da Vila, sendo respondido por Rosa com a canção Palpite Infeliz. Para finalizar a rixa, Wilson canta a música Terra de Cego. Mais tarde, a briga seria explicada: Wilson Batista havia roubado uma namorada de Noel Rosa.

 

Saiba mais

Quem quiser conhecer mais sobre a vida de Noel Rosa, vale a pena assistir ao programa De Lá Pra Cá, sobre Noel Rosa:

 

Como referência bibliográfica, a nossa indicação é o livro de André Dinis e Juliana Lins sobre a obra de Noel Rosa:

Noel Rosa – Coleção Mestres da Música no Brasil

Noel Rosa - Coleção Mestres da Música no Brasil


Autor: André Diniz, Juliana Lins

Trabalho interdisciplinar: Arte, Português

Indicação: 4º Ano (EF1), 5º Ano (EF1), 6º Ano (EF2), 7º Ano (EF2), 8º Ano (EF2), 9º Ano (EF2)

Área: Arte

Tema transversal: Pluralidade Cultural

Número de páginas: 40

Sinopse: Poeta do samba, o carioca Noel Rosa é um dos compositores mais importantes da música brasileira. Sua obra é uma crônica cantada do Rio de Janeiro nos anos 1930, retratando a vida cotidiana, a modernidade do cinema, do automóvel, das fábricas. A paixão, a cidade (e a paixão pela cidade) não escaparam da sensibilidade de um compositor que viveu intensamente a sua arte.

 

O filme Noel – Poeta da Vila conta a história de Noel Rosa e fala sobre o cenário musical do Rio de Janeiro nas primeiras décadas do século XX. Além disso, o filme retrata a produção desse grande gênio da música brasileira. Confira  o trailer: