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Planejar 2012 – João Pessoa / PB – 19/01

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No último dia 19 de janeiro, o Colégio João XXIII, em João Pessoa, na Paraíba, mais uma vez abriu suas portas para o Planejar 2012. Na ocasião, professores de Educação Infantil, adotantes da Editora Moderna, se reuniram para montar o planejamento das aulas. Ao todo, 21 professores e coordenadores debateram as melhores formas de se trabalhar os livros didáticos da Editora Moderna e compartilharam experiências.

Confira algumas fotos:

Os 30 anos de adeus da Pimentinha

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Bom dia, amigos modernos!

Hoje é o dia de relembrarmos uma das maiores cantores da Música Popular Brasileira. Elis Regina Carvalho Costa nasceu em Porto Alegre no dia 17 de março de 1945 e começou a cantar aos 11 anos de idade em um programa infantil chamado O Clube do Guri, transmitido pela Rádio Farroupilha. Desde essa época, ganhou grande destaque por sua bela voz.

Elis Regina ficou reconhecida por sua grande presença de palco, voz marcante e carisma. Dona de um sorriso cativante, Elis conquistava amigos por onde passava e despertava diversas emoções em suas apresentações. Seu sucesso foi tanto que, até hoje, muitos críticos da MPB a consideram a melhor intérprete da música brasileira de todos os tempos.

 

Querida por todos, fez parcerias com grandes nomes da nossa música, entre eles Jair Rodrigues, Ivan Lins, Aldir Blanc, João Bosco, Tom Jobin, Wilson Simonal, Rita Lee e Milton Nascimento. Em sua vida pessoal, foi casada duas vezes: Ronaldo Bôscoli, diretor do Fino da Bossa, com quem teve seu primeiro filho João Marcelo Bôscoli; e César Camargo Mariano, sendo Pedro Mariano e Maria Rita frutos dessa relação.

Apesar do sucesso profissional, Elis Regina teve sua trajetória interrompida precocemente, aos 36 anos, em 19 de janeiro de 1982, vítima de uma intoxicação exógena aguda. Apesar das controvérsias a respeito da morte, os exames comprovaram que a morte de Elis está relacionada ao consumo excessivo de cocaína e bebidas alcoólicas.

Uma trajetória de sucesso

O primeiro disco de sua carreira foi lançado aos 19 anos com a ajuda de Wilson Rodrigues Poso, um vendedor da gravadora Continental que a descobriu na rádio e sugeriu que a gravadora a contratasse. O produtor Walter Silva, que, na época, era um apresentador do rádio foi o primeiro a tocar e receber Elis Regina em seu programa. Por isso, muitos dizem, erroneamente, que ele a descobriu. Todavia, sem dúvida, Walter Silva foi o primeiro a acreditar no trabalho profissional de Elis.

Assim como muitos artistas da MPB, Elis Regina começou a participar dos festivais de música na década de 1960 e demonstrava seu talento em apresentações dramáticas e repletas de emoção. No festival da TV Excelsior em 1965, por exemplo, Elis ganhou notoriedade quando cantou “Arrastão”, de Vinicius de Moraes e Edu Lobo. Essa apresentação lhe rendeu o título de primeira estrela da canção popular brasileira na era da TV e o festival daquele ano.

 

Saiba mais

Confira o especial Por toda a minha vida que conta a carreira de Elis:

 

Este ano, a gravadora Universal Music encontrou uma versão inédita da música Comigo É Assim, interpretada por Elis Regina. A faixa é uma sobra do disco Elis Como e Porque, de 1969, e será parte do álbum de raridades da caixa Elis nos Anos 60, que será lançada este mês, com 12 CDs da cantora. Além disso, a filha de Elis, Maria Rita fará uma turnê especial composta somente das músicas da mãe. Serão cinco shows em cinco cidades diferentes (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife e Porto Alegre), todos gratuitos. Os locais ainda não foram divulgados. Saiba mais sobre  o projeto Viva ELIS:

Os 30 anos do adeus de Elis Regina em 30 músicas que selecionamos:

A versatilidade de Benjamin Franklin

Por | Dicas | Sem comentários

Boa tarde, pessoal!

Algumas pessoas se tornam célebres por seus feitos, por sua versatilidade e por sua capacidade de inovar sempre. Benjamin Franklin foi um desses homens. Diplomata, escritor, inventor e cientista, Franklin marcou seu nome na história dos Estados Unidos como um dos maiores herois norte-americanos. Hoje, em seu 306º aniversário de nascimento, vale a pena relembrar a sua participação na independência dos EUA e em sua contribuição para a humanidade.

Benjamin Franklin nasceu em Boston no dia 17 de janeiro de 1706. De origem humilde, foi o caçula de 17 irmãos nascidos dos dois casamentos do comerciante de velas, Josiah Franklin. Aprendeu a ler sozinho e começou a trabalhar com o pai aos 10 anos. Aos 15 anos, passou a contribuir no jornal de seu irmão mais velho como escritor. Mais tarde, mudar-se-ia para a Filadélfia onde passaria a estudar mais sobre letras e ciências.

Sua paixão pela escrita fez com que e tornasse proprietário de duas publicações: o jornal The Pennsylvania Gazette, que seria mais tarde o Saturday Evening Post; e o Poor Richard’s Almanac , coletâneas de anedotas e provérbios populares sob o pseudônimo Richard Saunders. Ambas ficaram famosas e projetaram suas economias e o ajudaram a acumular uma pequena fortuna, permitindo-o instalar tipografias em outras 13 colônias americanas.

O Poor Richard’s Almanac trazia uma série de frases célebres do escritor que são até hoje conhecidas:

As atividades intelectuais de Franklin abrangeram os mais variados ramos do conhecimento humano, das ciências naturais, educação e política, às ciências humanas e artes. Escreveu numerosos ensaios, artigos e panfletos. Sua obra mais importante é a Autobiography, publicada postumamente (1791). Chamado pelos contemporâneos de “apóstolo dos tempos modernos”, Franklin viveu os cinco últimos anos de vida retirado da vida. Quando morreu, em 17 de abril de 1790, aos 84 anos, o funeral foi acompanhado por 20 mil pessoas.

 

“Investir em conhecimentos rende sempre melhores juros.”

(Benjamin Franklin)

Quando alcançou certa estabilidade, Benjamin Franklin passou a se dedicar mais aos seus estudos. Nessa época, decide fundar a primeira biblioteca circulante dos Estados Unidos, organiza um clube de leituras e debates, que originou a Sociedade Americana de Filosofia, e abre uma academia para reunião de estudiosos que mais tarde se tornaria a Universidade da Pensilvânia. Para estimular o crescimento da Filadélfia instalou o Corpo de Bombeiros na cidade e ajudou a construiu o primeiro hospital do estado.

 

“A verdadeira sabedoria consiste em saber como aumentar o bem-estar do mundo.”

(Benjamin Franklin)

Em 1748, com 42 anos, ele vende a editora para se dedicar exclusivamente ao trabalho de cientista. Foi nessa época que começar a investigar o fenômeno da eletricidade, que lhe trouxe a notoriedade internacional. Por conta de suas primeiras descobertas, ganha a medalha Copley em 1953 e é eleito membro da Royal Society.

Na verdade, Benjamin Franklin provou que os trovões são fenômenos de natureza elétrica e que possuem cargas elétricas. Com base nessas ideias, surgiu o seu primeiro invento: o para-raios.

Outra contribuição que devemos a Benjamin Franklin é a meteorologia. Os primeiros mapas meteorológicos foram desenhados por Franklin com base em conversas com agricultores. Nesses diálogos, ele notou que a mesma tormenta percorria várias regiões em sequência, permitindo que os eventos fossem previstos.

Entre suas invenções também estão as lentes bifocais, bateria e condensador, e um aquecedor a lenha, bastante popular nos EUA.

 

“Ser humilde com os superiores é uma obrigação, com os colegas uma cortesia, com os inferiores é uma nobreza.”
(Benjamin Franklin)

Por ser comunicativo e querido por onde passava, Benjamin Franklin investiu também na carreira política. Foi embaixador das 13 colônias no Reino Unido e um dos entusiastas da independência norte-americana. Ao lado de Samuel Adams e Thomas Jefferson, fez parte do comitê que redigiu a declaração de independência dos Estados Unidos, em 1776, e da Constituição.

Logo após o famoso 4 de julho, Franklin passa a trabalhar como representante dos Estados Unidos na França, onde se tornou famoso na sociedade parisiense. Em 1783, os bons contatos que fez durante sua estadia na Grã-Bretanha permitiu que ele assinasse o tratado de aliança entre EUA e Inglaterra.

Em 1785, Franklin foi chamado de volta aos Estados Unidos e honrado com um retrato pintado por Joseph Siffred Duplessis para a Galeria do Retrato Nacional, do Instituto Smithsoniano, em Washington, como um dos heróis da independência.

Por conta de toda a sua versatilidade, até hoje, Benjamin Franklin é reconhecido no mundo inteiro como uma dos homens mais brilhantes e admirados da história da humanidade.

 

“Se você não quer ser esquecido quando morrer, escreva coisas que vale a pena ler ou faça coisas que vale a pena escrever.”
(Benjamin Franklin)

Saiba mais

Para saber mais sobre a evolução dos estudos da eletricidade e a contribuição de Benjamin Franklin, veja o documentário:

Os adotantes da coleção Moderna Plus de Física contam com um conteúdo exclusivo no portal mostrando como foi idealizado o para-raios de Benjamin Franklin. Para acessar, clique na imagem abaixo, faça o login com sua chave de acesso e acesse o conteúdo complementar A Física em nosso mundo – Eletricidade na atmosfera: raio – relâmpago – trovão

 

Planejar 2012 – Fortaleza / CE

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A equipe da Editora Moderna do Ceará iniciou os trabalhos do Planejar 2012 no dia 12 de janeiro, no Hotel Oásis Atlântico . O evento contou com a participação de 443 professores e coordenadores de escolas adotantes de livros da Editora Moderna. Na ocasião, o diretor de Serviços Educacionais da Editora Moderna, Miguel Thompson, ministrou uma palestra sobre métodos e formas de planejamento. Todos os presentes participaram de uma troca de experiência assertiva e dividiram histórias dentro da sala de aula que ampliarão a prática docente.

 

Confira as fotos:

A literatura brasileira perde o grande escritor Bartolomeu Campos de Queirós

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Morreu, na madrugada desta segunda-feira, em Belo Horizonte, o escritor Bartolomeu Campos de Queirós, de 66 anos. Ele estava internado no Hospital Felício Rocho, na Região Centro-Sul da cidade.

Nascido em Minas Gerais, Bartolomeu Campos de Queirós é autor de vários livros para crianças, peças teatrais e textos sobre arte-educação. Recebeu os mais significativos prêmios pelo seu trabalho literário. Bartolomeu tem 13 obras publicadas pela Editora Moderna, destacando-se “O olho de vidro do meu avô”, que recebeu vários prêmios literários, entre eles o Jabuti.

Em nota, a Academia Mineira de Letras lamentou a morte e informou que o escritor será velado no Auditório Vivaldi Moreira (Rua da Bahia 1466 – Belo Horizonte), das 11h às 16h de hoje. O sepultamento será às 17h, no Cemitério Parque da Colina no bairro Nova Cintra, na Região Oeste de Belo Horizonte.

 

Confira o vídeo do projeto “Memórias da Literatura Infantil e Juvenil”:

Shakespeare no SESC

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Bom dia a todos!

Hoje vamos dar uma dica muito bacana para quem gosta das obras de William Shakespeare ou que gostaria de entender mais sobre o sucesso do autor inglês. O Sesc Belenzinho, em São Paulo, preparou o “Experimento Shakespeare”, programação que conta com diversas atividades que aproximam o público das peças teatrais do escritor.

Confira as atividades que estão na programação:

R&J de Shakespeare – Juventude Interrompida

Dirigido por João Fonseca, o espetáculo é baseado na adaptação de Romeu e Julieta, escrita pelo norte-americano Joe Calarco.No enredo, quatro estudantes, entediados com a vida escolar, passam a vivenciar os personagens do clássico. O drama é uma metalinguagem teatral em que o público observa um jogo cênico que apresenta “a peça dentro da peça”, atraindo inesgotáveis possibilidades cênicas. O espetáculo fica em cartaz de 14 de janeiro a 18 de fevereiro com ingressos que variam entre R$6 e R$24.

Serviço:

R&J de Shakespeare – Juventude Interrompida

Local: SESC Belenzinho

Endereço: Rua Padre Adelino, 1000

Temporada: 14/01 a 26/02

Horário: Sextas e sábados, às 21h30; Domingos, às 18h30.Sábado de Carnaval, dia 18/02, a sessão será às 18h30.

Ingressos: R$ 24,00 (inteira), R$ 12,00    (usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, professores da rede pública de ensino e estudantes com comprovante); e R$6,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes).

Versão de Cena

Encenado pela Cia Elevador de Teatro Panorâmico (direção de  Marcelo Lazzaratto), pela Cia Ilimitada de Teatro (direção de Marcelo Romagnoli) e Ângelo Madureira & Ana Catarina Vieira (direção da dupla), o programa apresenta versões de cenas consagradas das obras de William Skakespeare. O grupo preparou a recriação de cenas de “Romeu e Julieta” e “Hamlet” em três versões distintas. A cena do Balcão de Romeu e Julieta será apresentada em 27 de janeiro, às 20h, enquanto o famoso “Ser ou não ser”, de Hamlet, será o espetáculo de 28 de janeiro, às20h. O espetáculo não é recomendado para menores de 14 anos.

Serviço:

Versão de Cena

Local: SESC Belenzinho

Endereço: Rua Padre Adelino, 1000

Datas: 27/01, sexta-feira, às 20h (Do Balcão, Romeu e Julieta) e 28/01, sábado, às 20h (Ser ou não ser, Hamlet)

Ingressos: R$ 8,00 (inteira), R$ 4,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, professores da rede pública de ensino e estudantes com comprovante); e R$ 2,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes).

Uma Lady Macbeth

Dirigido por Edélcio Mostaço e adaptado por Heloise Baurich Vidor, a “aula-espetáculo” foi criada a partir da tragédia Macbeth, do autor inglês. O desenrolar desta aula-espetáculo procura aproximar o espectador da trama, através da aparição de seus principais personagens: Macbeth e Lady Macbeth, compartilhando e assumindo a dificuldade de contar esta história shakespeariana tão rica de detalhes e acontecimentos extraordinários. Não recomendado para menores de 14 anos.

Serviço:

Uma Lady Macbeth

Local: SESC Belenzinho

Endereço: Rua Padre Adelino, 1000

Temporada: 04/02 e 05/02

Horário: Sábados, às 20h; Domingos, às 17h.

Ingressos: R$ 24,00 (inteira), R$ 12,00    (usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, professores da rede pública de ensino e estudantes com comprovante); e R$ 6,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes)

Informações pelo telefone: (11) 2076-9700

 

Saiba mais

Oswald de Andrade: o artista da brasilidade

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Boa tarde, pessoal!

Há exatamente 122 anos, chegava ao mundo Oswald de Andrade, uma das maiores celebridades literárias do Brasil. Nascido em 11 de janeiro de 1890, em uma família rica paulista, Oswald sempre conviveu nas grandes rodas artísticas e sempre teve apreço pela boêmia. De vida pessoal movimentada, tendo se casado oito vezes, Oswald de Andrade viajou muitas vezes ao Velho Mundo para conhecer tendências artísticas na pintura, na música, na literatura e na estética.

Seu espírito aventureiro e sua personalidade marcante caracterizaram toda a sua obra e influenciaram toda a produção de sua geração. As ideias de Oswald foram cruciais para o desenvolvimento de movimentos artísticos famosos, como a tropicália (música), o concretismo (poesia) e a criação do Teatro Oficia e Cia Antropofágica (teatro), por exemplo.

Além de seus estigmas literários, Oswald de Andrade foi uma celebridade. Sua vida pessoal sempre estava estampada nos jornais de sua época. Foi casado com a pintora Tarsila do Amaral e com a escritora e jornalista, Patrícia Galvão, a Pagu. Na época, Oswald se separou da pintora para se casar com Pagu, o que foi considerado um escândalo para a sociedade conservadora da época.

Oswald de Andrade foi, acima de tudo, um apaixonado por São Paulo e via a capital paulista como a cidade do futuro. Ele faleceu em 22 de outubro de 1954, em São Paulo.

Que tal conhecermos um pouco mais dessa personalidade brilhante?

 

Um artista versátil

Oswald de Andrade navegou por diversas áreas da literatura. Foi prosador, poeta, dramaturgo e um grande amante da pintura e da música. Entre suas principais obras estão os romances  Memórias sentimentais de João Miramar (1924) e Serafim Ponte Grande(1933), a peça de teatro O rei da vela (1937), os manifestos Manifesto da poesia pau-brasil (1924) e Manifesto antropófago (1928) e diversas poesias.

 

O legado dos de Andrade: Oswald e Mario

Apesar de terem o mesmo sobrenome, Mario e Oswald de Andrade não eram parentes. Mas, quando se conheceram em 1917, perceberam que tinham muitas afinidades. Foram os gostos semelhantes que os tornaram grandes amigos e essa amizade foi fundamental para a introdução dos ideais e técnicas modernistas. Desta forma, ambos serviram de base para a provocação dos artistas da época rumo a uma literatura mais nacional, com a cara do Brasil.

Enquanto Mario de Andrade era um escritor mais técnico e que tinha suas obras voltadas ao amor que sentia pela cidade de São Paulo, Oswald de Andrade era o responsável pelas provocações e polêmicas nas rodas literárias paulistas. Foi um grande incentivador da busca pela alma brasileira. Nesse aspecto, não só os seus escritos como as suas aparições públicas serviram para moldar o ambiente modernista da década de 1920 e de 1930.

Juntos, os dois participaram do grupo de idealizadores da Semana de Arte Moderna de 1922, que definiu a identidade cultural brasileira e determinou a independência artística do nosso país em relação às fórmulas portuguesas. O evento deu as diretrizes de toda a criação cultural da primeira geração modernista.

O grande diferencial de Oswald de Andrade foi observar a cultura brasileira com toda a sua riqueza e miscigenação. Ele aproveitou em suas obras a influência negra, europeia e indígena como elementos formadores da cultura e alma nacional brasileira. Por esse motivo, podemos observar tantas referências ao “que é do Brasil” em seu legado, que conta com peças de teatro, poemas, manifestos e romances.

 

Manifestos do Modernismo

Os manifestos escritos por Oswald de Andrade refletem todos os ideais modernistas e busca pela identidade brasileira. Pintado por Tarsila de Amaral, o quadro Antropofagia é o símbolo maior da primeira geração modernista e ilustra o texto do Manifesto Antropófago.

No ano de 1924, Oswald lançou na Europa o movimento nativista Pau-Brasil. Para dar continuidade a este movimento, ele fundou, em 1927, a Revista de Antropofagia com seu Manifesto Antropófago, que prega a “digestão” dos valores importados e a criação de uma identidade brasileira:

A poesia de Oswald

A poesia de Oswald de Andrade é marcada pela brasilidade, com senso de humor e ironia. Pela sua linguagem bem-humorada, ficou conhecido pelos poemas-piadas, textos curtos em que um trocadilho ou jogo verbal ligeiro desencadeia o efeito humorístico. Com a linguagem simples e direta, a poesia de Oswald de Andrade é marcante e provocativa e garantiu-lhe bastante sucesso.

 

Oswald como prosador

Os romances escritos por Oswald também trouxeram estruturas inovadoras à literatura nacional. Em Memórias Sentimentais de João de Miramar, por exemplo, Oswald de Andrade mantém o humor como lente pela qual a sociedade brasileira é examinada de modo impiedoso. A estrutura do romance, composto em 163 fragmentos, usa elementos da linguagem cinematográfica. Escrita com grande economia de linguagem, a obra é marcada pela presença de diferentes gêneros, oque se tornou a marca registrada da prosa do escritor.

 

Saiba mais

Confira o documentário “De Lá pra cá” especial Oswald de Andrade que conta grande parte da trajetória do escritor. O material foi produzido em 2010 em comemoração aos 120 anos de nascimento do autor:

Os adotantes da coleção Moderna Plus também têm a disposição o material complementar sobre a primeira geração do Modernismo no Brasil:

João Cabral de Melo Neto: o poeta arquiteto

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Boa tarde, amigos modernos.

Hoje vamos homenagear os 91 anos de João Cabral de Melo Neto, um dos maiores poetas da segunda metade do século XX no Brasil. Nascido em 09 de janeiro de 1920, em Recife, veio de uma família com tradição na literatura, sendo primo do poeta Manuel Bandeira e do sociólogo Gilberto Freyre.

O pequeno João Cabral vivia em meio aos engenhos de açúcar pernambucanos e realizou seus estudos na capital pernambucana, participando das rodas literárias de Willy Lewin, onde conheceu escritores, pintores e arquitetos importantes da sua época. Neste sentido, os estudiosos apontam a leitura das obras do arquiteto francês, Le Corbusier, como crucial para a sua formação poética e lírica.

Além da poesia, era um amante da política e seguiu carreira diplomática, em Londres, Dacar e Tegucigalpa. Todavia, sempre teve grande afinidade com a Espanha, em especial com a cidade de Sevilha, que acabou sendo homenageada em uma de suas poesias mais importantes: Sevilha andando, escrita já em 1990.

João Cabral de Melo Neto foi membro da Academia Brasileira de Letras, eleito em 1968. Faleceu em 09 de outubro de 1999, no Rio de Janeiro, aos 79 anos, com falência cardíaca. Na ocasião de sua morte, João Cabral estava quase cego, sofria de depressão e morreu ao lado de sua mulher, Marly de Oliveira.

“Dar a ver” a realidade

A construção poética de João Cabral de Melo Neto possui alguns elementos marcantes, considerados a assinatura do autor. Nesse sentido, podemos citar a linguagem seca e contida, a aversão ao lirismo e a proposta de obras cujas funções são construir a realidade.  Assim, o poeta investia na forma, construindo a poesia palavra a palavra.

Seu primeiro livro, Pedra do sono, foi publicado em 1942. Nele, é possível perceber a forte influência do surrealismo, vanguarda artística que estava em alta na época e que esteve presente em grande parte das obras dos artistas da geração de 45. Andarilho incansável e leitor voraz, João Cabral tornou-se referência fundamental para as vanguardas brasileiras do século XX, em particular para o Movimento da Poesia Concreta. Foi também grande amigo de Carlos Drummond de Andrade, tendo escrito o poema abaixo em sua homenagem:

Os estudiosos afirmam que as primeiras obras de João Cabral não foram bem aceitas pelo público, que o definiam como um poeta sem alma, muito frio e sem coração. Conforme o tempo passou, a crítica reconheceu os esforços do escritor e foi tornou a obra de João Cabral referência na poesia brasileira do século XX.

Na verdade, é preciso entender que João Cabral de Melo Neto é o que chamamos de poeta cerebral. Isso quer dizer que ele buscar a reflexão sobre o próprio fazer poético, dando importância ao significado de cada uma das palavras usadas. Essa busca pela perfeição de significados fez com que ele se tornasse o maior exemplo da geração de 45.

As principais obras dele são: O engenheiro (1945), Psicologia da composição (1947), O cão sem plumas (1950), Morte e vida Severina (1954), A educação pela pedra (1966), Museu de tudo( 1975), A escola de facas (1980), Sevilha andando (1990), entre outras.

Morte e vida Severina

A poesia mais famosa de João Cabral de Melo Neto é Morte e Vida Severina, escrita em 1954. Apesar de ter tornado o seu nome imortal, esta era a obra de que o autor menos gostava. O material foi encomendado por Maria Clara Machado, que precisava de um auto de Natal, o poema narra a cena bíblica do nascimento de Cristo, representada pelo nascimento de filho de um carpinteiro pernambucano. A história se passa em um manguezal do Recife.

Severino, o protagonista, é um nordestino que sai do interior do sertão em direção ao litoral, em busca de melhores condições. Na sua fala inicial, percebe-se o drama da personagem: incapaz de encontrar características pessoais ou sociais que o diferenciem de tantos outros retirantes, Severino torna-se uma espécie de símbolo do drama vivido nas regiões assoladas pela seca.

O retirante chega ao Recife com uma dúvida: “será que vale a pena uma pessoa como ele permanecer viva, tendo que enfrentar tanta dificuldade?”. No momento em que ele faz essa pergunta a José, um carpinteiro com quem conversava no cais do rio Capiberibe, é interrompido por uma mulher, que vem avisar José do nascimento de seu filho. Severino testemunha, então, a solidariedade dos outros habitantes do manguezal, dispostos a dividir o pouco que têm com a criança recém-nascida. Naquele momento, ele encontra a resposta que procurava. Mesmo sendo difícil e, muitas vezes, cruel, a vida merece ser vivida.

Confira a série especial que a Rede Globo produziu em 1981 baseada na história de Morte e Vida Severina. Confira algumas cenas com José Dumont e Tânia Alves, que entoa trecho do poema musicado por Chico Buarque.
Levou prêmios internacionais nos EUA e Europa, como o Emmy, o Oscar da TV.

 

Saiba mais

A Editora Alfaguara, um dos selos da Fundação Santillana, relançou grandes clássicos de João Cabral de Melo Neto. Confira alguns (clique nas imagens para mais informações):

Morte e Vida Severina