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editora moderna Archives - Página 34 de 46 - Editora Moderna

Feliz Dia das Mães

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Bom dia, amigos!!!

A Editora Moderna parabeniza e agradece a todas as mães do Brasil.

Obrigada pelo amor e carinho dedicados a todos nós, filhos, maridos e amigos!

 

Os braços de uma mãe são feitos de ternura e os filhos dormem profundamente neles.

(Victor Hugo)

Evolução das TVS - imagem destacada

A Física das televisões de LCD e LED

By | Dicas | No Comments

Boa tarde, pessoal.

Vocês já repararam quantas tecnologias de televisão e monitores que nós temos disponíveis no mercado? São tantas opções que perdemos as contas, não é mesmo? Realmente, na última década, a evolução tecnológica fez com que as televisões saíssem dos antigos tubos catódicos para a alta definição de som e imagem, com estruturas cada vez mais finas, leves e compactas. À primeira vista, pode ser que você ache que a física não tem nada a ver com isso. Mas, acredite, você está enganado. Os avanços de pesquisas físicas têm tudo a ver com o desenvolvimento do LCD (em inglês Liquid Crystal Display) e do LED (Light-Emitting Diode), por exemplo.

 

O mistério do LCD e do LED

O LCD, em síntese, é uma espécie híbrida entre um cristal (estado sólido) e um líquido propriamente dito.  As televisões feitas com esse material possuem características ópticas que permitem sua utilização como polaróides de luz – uma espécie de filtro -, que permite passagem de uma faixa estreita de freqüências de luz em uma única cor. Ao mesmo tempo em que melhora a qualidade da imagem, esse filtro de luz determina um ângulo máximo para quem está assistindo. Esse ângulo surge justamente pela filtragem da luz, pois passam somente os raios que tem uma determinada orientação. Outra limitação é o tempo útil desse tipo de TV, pois utilizam lâmpadas que acabam queimando muito tempo antes da qualidade do cristal líquido.

Existem três tipos de LEDs usados na fabricação dos televisores de mesmo nome:  vermelhos, verdes e azuis. As cores e a intensidade são combinadas para a criação das milhares de cores que vemos na tela. Outra vantagem do LED é a durabilidade. Normalmente, mais robustas, as televisões feitas com o material podem ter tamanhos maiores sem perder a qualidade angular. Todavia, essa tecnologia ainda depende de uma filtragem da luz como os televisores de LCD.

A Física por trás de um LED

Cubo de LED

Talvez você ainda não saiba, mas seus aparelhos de televisão, celulares, GPS e outros equipamentos que tenham painéis de inspeção (telas) usam a tecnologia LED. O que com certeza você não sabe é que a composição física dessas telas tem sua explicação em física moderna, mais especificamente no átomo de Bohr.

Os LEDs são sistemas elétricos que possuem uma estrutura simples, são materiais condutores com certa quantidade de impurezas – átomos de material não condutor -, que deixam buracos na estrutura desse material. Esses buracos podem ser preenchidos pelos elétrons ligados a um circuito elétrico. Porém, para que esse elétron seja realmente capturado é necessária a perda de um pouco de energia, conforme mencionado no modelo de Bohr para o átomo. Essa energia liberada pelo elétron no processo é a luz que vemos. Para ter cada uma das cores dos LEDs são usados materiais diferentes em sua produção como também tensões diferentes entre seus terminais.

O futuro está no OLED?

A mais recente tecnologia no mercado está presente nos chamadas aparelhos OLEDs. O nome diz respeito a uma camada de material orgânico utilizada na produção dessas televisões. Mas, tome cuidado, pois a palavra orgânica aqui tem relação a um material que é composto de carbono e não que venha de um ser vivo.  Os aparelhos que tem como base a tecnologia OLED continuam sendo cada vez mais finos e leves, porém o grande diferencial dessa tecnologia é sua flexibilidade, que proporciona diversas aplicações, como:

  • GPS integrado ao pára-brisa sem alterar a visibilidade dos motoristas.
  • Utilização no vestuário criando uma geração de roupas inteligentes
  • Telefonia móvel ainda mais compacta e com mais recursos multimídia

O futuro da qualidade de imagem e de suas aplicações é incerto. É difícil de imaginar que há vinte anos, a indústria saiba qual era o destino dos televisores. Desta forma, os próximos vinte anos não são previsíveis e, por isso, podemos esperar grandes novidades do setor para nossa diversão comodidade e segurança.  A única certeza que temos é que as tecnologias tendem a ficar cada vez mais acessíveis e barateados pela concorrência.

 

Escrito por Danilo Prado, assessor de Física da Editora Moderna.

Saiba mais

Os adotantes da coleção Moderna Plus contam com a explicação do átomo de Bohr no livro Física 3, parte 3, Unidade D, Capítulo 19. Com o vídeo, fica mais claro para os alunos o pensamento de Bohr para a criação da teoria:

 

Como funciona a televisão?

 

educatrix - banner 2ª edição

Saiu do forno! Confira a nova edição da revista Educatrix

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Pessoal, bom dia.

Acabou de sair do forno a segunda edição da Educatrix, a revista que pensa a educação. A revista está recheada de matérias deliciosas sobre tendências educacionais, dicas e planos de aula para trabalhar em sala de aula, além de informações pedagógicas para os educadores ficarem antenados sobre a prática docente.

Já na matéria de capa, você lerá uma reportagem sobre a importância dos conhecimentos prévios para a aprendizagem das crianças, através da assimilação entre o que é o mundo e o que é a escola. Destaque também para a matéria “O conhecimento na ponta do joystick”, que fala sobre como recursos virtuais como animações e jogos eletrônicos têm se tornado essenciais para unir aprendizado e brincadeira. As formas lúdicas de ensino e a interatividade estão invadindo as salas de aula.

Como interatividade é a palavra-chave, preparamos também uma surpresa: duas matérias exclusivas na versão digital da revista sobre inclusão e sobre as tendências levantadas pelo PISA (Programa Internacional de Avaliação dos Alunos),   que provou que políticas públicas fazem diferença no aprendizado dos nossos pequenos. Corre lá no Portal da Educatrix e confira as matérias exclusivas.

 

Especial de Música

A segunda edição da Educatrix está cheia de surpresas. Produzimos um superespecial de Música com planos de aula para trabalhar canções infantis com os pequenos do 1º ao 5º ano.

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Estão todos convidadíssimos a saborear cada pedacinho da Educatrix!

 

Revista Educatrix

Para quem ainda não conhece a Educatrix, a produção editorial é semestral e a distribuição é feita pela Editora Moderna, especialmente para escolas e professores de todos os segmentos da educação brasileira. Quem preferir, pode baixar a revista gratuitamente em qualquer computador e aproveitar todas as matérias, dicas e sugestões que nossos especialistas prepararam. Confira também a primeira edição da Educatrix, clicando aqui.

Os educadores podem acompanhar as novidades, dar opiniões e interagir conosco também pelo Twitter: @euleioEducatrix.

Confira a nova edição da revista na íntegra:

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Noel Rosa - imagem destacada

A arte e espetáculo de Noel Rosa

By | Dicas | No Comments

Boa tarde, amigos modernos.

Noel Rosa, o criador do samba?

Já dizia a velha música de Dorival Caymmi que “quem não gosta de samba, bom sujeito não é/ É ruim da cabeça ou doente do pé.”

O samba está no sangue dos brasileiros. Traz uma dose enorme de nossa cultura e das tradições e costumes dos nossos antepassados. Por mais que você não seja grande adepto do samba, é inegável a importância cultural e a identificação popular do ritmo com os brasileiros. Assim, por mais que você não escute samba no seu MP3 player, você convive com as canções em churrascos, bares e festas.

Mas, afinal de contas, como surgiu o samba?

Não se sabe ao certo quando o samba surgiu ou aonde, mas o ritmo, assim como grande parte das nossas tradições, sofreu influência dos povos africanos e europeus que formaram a nossa identidade. No final do século XIX, algumas pessoas colaboraram muito para a popularização das canções. Uma delas foi Noel Rosa, o nosso homenageado de hoje, considerado por muitos o criador do samba.

Quem foi Noel Rosa?  

Caricatura Noel Rosa

Noel de Medeiros Rosa nasceu em 11 de dezembro de 1910, no bairro de Vila Isabel, no Rio de Janeiro. Filho de Martha de Azevedo Rosa e de Manuel Medeiros Rosa, Noel veio ao mundo em um parto difícil que exigiu o uso de fórceps. Desse procedimento, o músico carregou uma hipoplasia da mandíbula (conhecida como Síndrome de Pierre-Robin), que limitou o desenvolvimento da região e marcou sua feição por toda a vida.

A família de Noel Rosa não era pobre. Ao contrário, sua mãe trabalhava como professora e seu pai era um comerciante de prestígio no bairro de Vila Isabel. Foi alfabetizado por sua mãe, mas estudou no tradicional Colégio São Bento. Desde pequeno Noel conviveu com instrumentos musicais e aprendeu a tocar bandolim e violão antes dos 12 anos. Quem o conheceu pequeno, contava que Noel era muito mais ligado na música que nos estudos, apesar de ter pensado em fazer Medicina.

 

 

A trajetória musical

Já mais velho começou a frequentar bares da boêmia carioca do início do século XX e era amigo de alguns artistas importantes do Modernismo. Suas primeiras composições foram Minha Viola e Festa no Céu, ambas gravadas por ele mesmo, em 1929. No ano seguinte, vem o sucesso Com que roupa?, um samba com estilo despojado e que, até hoje, faz sucesso nas rodas de samba.

A inspiração da letra veio de uma situação comum de sua casa. A mãe de Noel não gostava muito quando o jovem de 20 anos saía com os amigos boêmios e escondia as suas roupas. Sem roupas, ele dizia “com que roupa eu vou?”. A letra diz muito sobre o estilo musical de Noel Rosa: despojado, narrando o cotidiano, de linguagem simples, bem-humorado e de grande alegria no ritmo.

Ao mesmo tempo em que caminhava lado a lado com o sucesso, Noel Rosa começou a ser acometido pela tuberculose. Considerada um dos grandes males da vida boêmia, a tuberculose nunca impediu o compositor de conviver com amigos em bares, com o cigarro e com a bebida, cercado de mulheres. Aliás, Noel Rosa foi reconhecido como um grande mulherengo. Apesar de ter se casado em 1934, com Lindaura, uma moça da alta sociedade, constantemente era visto com prostitutas. Conta-se que a verdadeira paixão dele era a jovem Ceci, uma prostituta de cabaré que foi amante do compositor por muitos anos.

“Sambar é chorar de alegria”

(Noel Rosa) 

Para se tratar da tuberculose, Noel viveu durante algum tempo na cidade de Belo Horizonte com Lindaura. Cansado da vida tranquila da cidade mineira, ele escreveu ao seu médico Dr. Graça Melo:

“Já apresento melhoras,

Pois levanto muito cedo

E deitar às nove horas,

Para mim é um brinquedo.

A injeção me tortura

E muito medo me mete.

Mas minha temperatura,

Não passa de trinta e sete.

Creio que fiz muito mal

Em desprezar o cigarro,

Pois não há material

Para o exame de escarro”

 

Em 1937, aos 26 anos, ele jura estar curado da tuberculose e volta ao Rio de Janeiro e à boêmia. Até que em 04 de maio de 1937, Noel Rosa falece, vítima da doença que acometia, deixando sua mulher, Lindaura, e sua mãe, Martha, desoladas.

Retrato de Noel Rosa

A vida musical

Durante sua breve carreira, Noel Rosa escreveu grandes letras e foi considerado por Orestes Barbosa, exímio poeta da canção, como o “rei das letras”. A parceria dos dois rendeu frutos como as canções Araruta (1932), Habeas-corpus (1933), Positivismo (1933) e Suspiro (1934). Seus sambas ganharam diversos intérpretes ao longo das décadas. Alguns deles são: Mário Reis, Francisco Alves, Aracy de Almeida, Marília Batista, Beth Carvalho, entre outros.

Noel também foi protagonista de uma curiosa polêmica com o cantor Wilson Batista. Tudo começou em 1934, quando Noel Rosa gravou a música Rapaz Folgado, uma resposta à canção Lenço no Pescoço, de Batista. Logo depois, Noel lançaria a música Feitiço da Vila e ganharia a resposta de Batista na canção Frankestein da Vila, sendo respondido por Rosa com a canção Palpite Infeliz. Para finalizar a rixa, Wilson canta a música Terra de Cego. Mais tarde, a briga seria explicada: Wilson Batista havia roubado uma namorada de Noel Rosa.

 

Saiba mais

Quem quiser conhecer mais sobre a vida de Noel Rosa, vale a pena assistir ao programa De Lá Pra Cá, sobre Noel Rosa:

 

Como referência bibliográfica, a nossa indicação é o livro de André Dinis e Juliana Lins sobre a obra de Noel Rosa:

Noel Rosa – Coleção Mestres da Música no Brasil

Noel Rosa - Coleção Mestres da Música no Brasil


Autor: André Diniz, Juliana Lins

Trabalho interdisciplinar: Arte, Português

Indicação: 4º Ano (EF1), 5º Ano (EF1), 6º Ano (EF2), 7º Ano (EF2), 8º Ano (EF2), 9º Ano (EF2)

Área: Arte

Tema transversal: Pluralidade Cultural

Número de páginas: 40

Sinopse: Poeta do samba, o carioca Noel Rosa é um dos compositores mais importantes da música brasileira. Sua obra é uma crônica cantada do Rio de Janeiro nos anos 1930, retratando a vida cotidiana, a modernidade do cinema, do automóvel, das fábricas. A paixão, a cidade (e a paixão pela cidade) não escaparam da sensibilidade de um compositor que viveu intensamente a sua arte.

 

O filme Noel – Poeta da Vila conta a história de Noel Rosa e fala sobre o cenário musical do Rio de Janeiro nas primeiras décadas do século XX. Além disso, o filme retrata a produção desse grande gênio da música brasileira. Confira  o trailer:

Primeira missa do Brasil - imagem destacada

Primeira Missa no Brasil

By | Aulas/Explicações, Dicas | 3 Comments

Boa tarde, amigos modernos.

Caricatura Pero Vaz de Caminha

A chegada dos portugueses às terras brasileiras aconteceu em 22 de abril de 1500. Pedro Álvares Cabral e sua frota (13 caravelas) aportaram por aqui e tiveram o primeiro contato com os índios nativos de nossas terras. A partir daí, nossa cultura começaria a ser definida pela mistura desses povos (e mais tarde com os negros e outros imigrantes).

Portugal, assim como a maioria das nações europeias do século XVI, tinha como religião oficial o Cristianismo. Dessa forma, no dia 26 de abril de 1500, cinco dias após sua chegada, os portugueses realizaram a primeira missa em terras brasileiras. O ritual foi celebrado por Frei Henrique de Coimbra e seus assistentes, em um banco de areia na praia da Coroa Vermelha, onde atualmente está localizada a cidade de Porto Seguro.

Registros históricos

Pero Vaz de Caminha foi o escrivão oficial da frota de Cabral e o responsável pelos registros históricos dos primeiros contatos entre os portugueses e os nativos. Em sua carta ao rei de Portugal, D. Manuel, Caminha conta as belezas naturais da nova terra e descreve a recepção que os navegantes portugueses receberam dos índios.

Da mesma forma, ficou a cargo de Pero Vaz de Caminha a descrição da primeira missa brasileira. Na carta, o escrivão conta que depois 47 dias navegando pelo oceano Atlântico, ao chegarem à praia da Coroa Vermelha, dois carpinteiros fizeram uma cruz e a colocaram na areia. Cerca de mil e duzentos homens, entre oficiais, marinheiros e índios, acompanharam a celebração:

Conforme descrito na carta de Caminha, os portugueses que chegaram ao Brasil acreditavam que a conversão dos índios não seria difícil. Na primeira missa celebrada, os nativos foram muito respeitosos com o culto dos homens brancos e tentaram participar, imitando-os. Aqui vale a pena lembrar que os índios, em geral, são muito ligados a rituais de adoração, o que certamente facilitou, mais tarde, o contato entre os jesuítas e os nativos.  Nos dias seguintes, os portugueses tentaram mostrar para os índios o respeito que tinham com a cruz, se ajoelharam um por um e a beijaram. Alguns índios fizeram o mesmo gesto, o que fez com que fossem considerados inocentes e fáceis de evangelizar.

 

Saiba mais

Em 1860, o pintor catarinense Victor Meirelles pintou q tela “Primeira missa no Brasil”, que serve como fonte histórica para entender o contexto da primeira missa brasileira.

O artista se preocupou com diversos fatores importantes que ajudam os alunos a entenderem melhor esse grande momento da nossa história:


Funções matemáticas - imagem destacada

Como surgiu a função matemática f(x)?

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Boa tarde, amigos.

Durante as nossas aulas de matemática na escola, por vezes, nos deparamos com as chamadas funções matemáticas. Mas, afinal de contas, o que é uma função? Como foi que surgiu esse conceito? É exatamente sobre esse termo conceitual que vamos falar mais hoje.

 

O conceito de função

Caricatura de Isaac Newton

Isaac Newton, caricatura

O primeiro passo é saber que o conceito de função nem sempre foi o que conhecemos. Na verdade, em comparação a outras questões matemáticas, como o sistema de numeração, por exemplo, a origem conceitual de função é bastante recente. Acredita-se que a primeira menção teria surgido a partir dos estudos do cálculo infinitesimal, por volta do século XVII.

O primeiro a citar o conceito foi o inglês Isaac Newton (1642-1727). Todavia, ele deu um nome tanto quanto confuso para as suas ideias: “fluentes” e “fluxões”. Newton também descrevia “relatia quantias”, como a variável dependente e a “genita”, como a quantidade obtida a partir de outras, utilizando as quatro operações fundamentais. De fato, o conceito apresentado por Newton era bem similar com o que usamos atualmente.

Apropriando-se das teorias de Newton, o matemático alemão Wilhelm von Leibniz (1646 – 1716), demonstrou pela primeira fez a aplicação do conceito de função, em 1673, no manuscrito, em latim, “Methodus tangentium inversa, seu de fuctionibus”. Leibniz usou o termo apenas para designar, em termos gerais, a dependência de uma curva de quantidades geométricas, como as subtangentes e subnormais. Introduziu também a terminologia de constante, variável e parâmetro.

 

De Leibniz a Johann Bernoulli

O suíço Johann Bernoulli também teve grande importância para a divulgação do conceito. Entre 1694 e 1698, Bernoulli manteve contato com Leibniz e as correspondências trocadas evidenciam a palavra “função”. Até 1716, o termo “função” ainda não havia aparecido em nenhum glossário matemático. Seria Bernoulli que o estrearia na comunidade matemática. Em 1718, o suíço publica um artigo de grande alcance, contendo a sua definição de função de certa variável, como uma quantidade que é composta de qualquer forma dessa variável e constante.

Anos mais tarde, em 1748, Leonhard Paul Euler grande matemático e físico suíço de língua alemã e aluno de Bernoulli, substituiu o termo “quantidade” por “expressão analítica” e acrescentou a notação “f(x)”, tal qual conhecemos hoje:

 

Percebemos que o nosso conceito de função foi aprimorado com o passar dos tempos e é muito importante para ajudar na determinação de vários padrões e fórmulas, sejam elas na matemática, na física, na química e na biologia.

 

Referências:
[1] Função. <http://pt.wikipedia.org/wiki/Fun%C3%A7%C3%A3o>. Acessado em: 18 de Abril de 2012.

[2] Função, um pouco de história. <http://www.educ.fc.ul.pt/icm/icm2000/icm28/hist.htm>. Acessado em: 18 de Abril de 2012.

 

 

Escrito por Danielle do Prado, assessora especialista de Matemática da Editora Moderna. 

 

Saiba mais

Conheça um pouco mais dos grandes matemáticos que fizeram parte da história das funções:

Selecionamos o material do canal Vestibulândia como indicação para o entendimento de Funções matemáticas:

 

 

 

Shakespeare - imagem destacada

As facetas de William Shakespeare

By | Dicas, Moderna Plus | No Comments

William Shakespeare é unanimidade quando se fala em literatura. É um gênio reconhecido que traz consigo uma série de lendas e de mitos sobre quem teria sido na realidade. Mas isso não prejudica em nada sua imagem perante os leitores de todas as gerações. Afinal, todo o gênio está envolto em mitos jamais desvendados.

O que se sabe é que Willian Shakespeare nasceu em abril de 1564, mas não se sabe com precisão a data de seu nascimento, somente que foi entre os dias 21 e 23. Alguns críticos preferem assumir o dia 26 de abril, sua data de batismo, como comemoração. Curiosamente, o escritor pode ter falecido no dia de seu aniversário de 52 anos, em 23 de abril de 1616. Aqui está outra curiosidade. Shakespeare faleceu no mesmo dia que Miguel de Cervantes, autor espanhol de Dom Quixote, outro grande gênio da literatura mundial.

Que tal conhecer mais?

A vida de Shakespeare

Retirado do site A Caricatura do Brasil

William Shakespeare foi o terceiro filho do casal Mary e John que vivia na pequena cidade de Stratford-Upon-Avon, na Inglaterra . Teve uma infância abastada, mas sua família não era rica. Seu pai, um fabricante de tintas, bolsas e luvas de couro, teve problemas financeiros e acabou falindo quando William completou 12 anos. Para ajudar a família, ele começa a trabalhar em pequenos cargos.

Mesmo com as dificuldades que passou, a família e William sempre incentivou a educação e os hábitos de leitura. Assim, desde menino, Shakespeare esteve rodeado de grandes obras de sua época e de autores clássicos, que foram fundamentais na sua formação de poeta e dramaturgo.

Casou-se aos 18 anos com a jovem Anne Hathaway, oito anos mais velha que ele, e teve três filhos com ela: Susanna e os gêmeos Judith e Hamnet, que morreu aos 11 anos. Nessa época, ele já escrevia algumas peças teatrais que fazia sucesso em sua cidade. Para tentar melhores oportunidades, a família Shakespeare parte para Londres para tentar a sorte. Lá, o autor inglês conseguiria obter o sucesso necessário que o tornaria imortal.

Em 1592, com menos de 30 anos, Shakespeare já tinha o seu talento reconhecido no teatro, tendo redigido pelo menos duas peças: “A Comédia dos Erros” e “A Megera Domada“. O seu prestígio aumentou ainda mais em 1594, quando começou a trabalhar para a companhia de teatro “The Lord Chamberlain’s Men“.

Estilo e contexto

Existem algumas observações a serem feitas quando falamos das obras de Shakespeare. A primeira delas é o contexto histórico do escritor. Shakespeare viveu durante a chamada era elizabetana, em que artistas eram bastante valorizados pela realeza. Assim, os poemas e peças dele caíram no gosto das classes mais altas.

Outro ponto importante é observar a composição dos personagens shakespearianos. A maioria deles está inserida em situações comuns aos ingleses. Além disso, as personalidades chamavam a atenção, pois iam desde reis enlouquecidos pelo poder, até a história de amores proibidos. Outros ainda habitavam mundos fantásticos e traziam à tona grandes nomes da história Antiga.

Shakespeare usou como ninguém a linguagem para explorar personalidades complexas, criar climas variados e controlar enredos estonteantes, recheados de identidades marcantes e misteriosas.

 

As facetas Shakespearianas

Shakespeare é o maior escritor da língua inglesa.

É o maior tesouro literário da Inglaterra.

Talvez seja também o maior escritor de todos os tempos.

 A gratidão é o único tesouro dos humildes.

(William Shakespeare)

Independente do que você já tenha ouvido falar sobre as obras de Shakespeare, o autor inglês foi detentor de uma habilidade única no manuseio da linguagem. Ele dominava vocabulários e linguagens consideradas extremamente acessíveis e que atingiam o âmago de seus leitores em cheio.

Para facilitar o estudo de suas obras, os estudiosos dividem sua produção em três partes, relacionadas ao estilo e formato empregados por Shakespeare. A primeira fase, entre 1590 e 1602, revela um autor de comédias alegres, dramas históricos e tragédias renascentistas. A segunda parte de suas obras é definida pelas tragédias grandiosas e comédias amargas e são consideradas suas obras-primas (Antônio e Cleópatra, Júlio César, Hamlet, Rei Lear, Macbeth e Otelo). Essa fase perdura até 1610. A última fase da produção shakespeariana – que vai até a sua morte – é definida pelas peças com finais conciliatórios. Sua última peça foi Henrique VIII, escrita em 1613.

Todas as graças da mente e do coração se escapam quando o propósito não é firme.

(William Shakespeare)

O material conhecido de Shakespeare foi realizado em 25 anos (1590-1616). Ao todo, foram 13 comédias (Muito Barulho por Nada, Sonhos de uma Noite de Verão), 13 peças históricas (Henrique V, Ricardo III), 6 tragédias, 4 tragicomédias, 154 sonetos e  três poemas longos. Apesar de ter morrido há mais de cinco séculos, Shakespeare ainda é um dos dramaturgos mais encenados no mundo.

 

Saiba mais

Os adotantes da coleção Moderna Plus de Literatura contam com um vídeo explicativo da obra Romeu e Julieta, escrita por William Shakespeare:

 

 

A minissérie Som & Fúria, produzida em 2009 pela Rede Globo conta os bastidores de uma companhia de teatro que está preparando encenações de peças shakespearianas. O diretor do folhetim foi Fenando Meirelles e a co-direção ficou por conta de Katia Lund. Vale a pena conferir: