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Dia Mundial do Rock – 2012

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Olá, amigos modernos!

Hoje é o Dia Mundial do Rock!

Se você está acompanhando as nossas redes sociais, deve ter visto nossa construção coletiva de uma playlist com as melhores músicas de rock de todos os tempos. Chegou a hora de ver oresultado das opiniões dadas no Facebook por Rízia Assunção AraujoDilson Colman CassaroJozieli Blue CamargoAlex MirkhanFlavia NunnesAndrea NascimentoWendy K. MendesDanielle Ferreira do PradoRicardo Couto BobDanilo Panda PradoRosana Oliveira Cabral e no Twitter por @fahhh_gata, @DMatosdeMaria, @katinhadutra, @EricaRockCity, @Thomaz_Campos, @lizianesg, @WaleskaBarros2, @socramrp, @ivanilsonsant0s, @profnatasha, @re_s_ramos, @cesarkel, @bobcouto, @Milenas7, @anef, @Regiane_Carrie, @lekamyself, @Iran_GV, @mcrisaragao, @bebel85, @Mara_Viviane_, @felipe_maga e @MotheJessica

Aproveite as músicas como trilha sonora para o post que vem logo abaixo.

\m/

 

As raízes do rock

Ela nem vem mais prá casa
Doutor!
Ela odeia meus vestidos
Minha filha é um caso sério
Doutor!
Ela agora está vivendo
Com esse tal de:
Roque Enrow! Roque Enrow!
Roque En!…

O trecho acima é da música Esse Tal De Roque Enrow, interpretada por Rita Lee. Pode parecer loucura, mas nos anos 60 e 70, muita gente partiu para viver de rock ‘n roll mesmo. O gênero surgiu nos Estados Unidos durante a década de 1950. Considerado inovador na época, o rock primitivo misturava a música country, com o R&B, jazz e blues, acompanhados por baixo, guitarras elétricas e o inconfundível som da bateria. Como as letras não eram complexas e as músicas eram bem dançantes, o ritmo caiu no gosto popular rapidamente.

As bandas também aproveitavam o sucesso do ritmo para criar músicas de rebeldia e manifestar opiniões, além de falar de amor e outros sentimentos. O nome rock and roll teria surgido a partir de um comentário de Alan Freed ao tentar explicar o som durante uma apresentação para uma plateia multirracial.

Não se sabe ao certo qual foi o primeiro rock de sucesso. Alguns atribuem o feito a Bill Haley com o sucesso Shake, Rattle and Roll, outros falam de “Rocket 88“, de Jackie Brenston. O que se sabe é que nessa década os destaques, merecidos, são dados a Outros artistas que lançaram os primeiros sucessos do rock and roll foram Chuck Berry, Bo Diddley, Fats Domino, Little Richard, Jerry Lee Lewis e Gene Vincent.

 

Coroado o Rei do Rock: Elvis Presley

Outra figura importante que surge nesse momento é Elvis Presley. Seu primeiro disco foi lançado em 1956, chamado Heartbreaker Hotel, e que atingiu vendas extraordinárias. Elvis foi, sem dúvida, o primeiro grande roqueiro, por sua atitude e coragem de utilizar topete, roupas espalhafatosas e, principalmente, rebolar em cima do palco em uma época em que a sociedade ainda era bastante conservadora.

Se durante os anos 50, o rock era um rebelde controlado, a década seguinte espalhou a rebeldia por todo o mundo. Foi nos anos 60 que surgiram quatro jovens ingleses, da pequena cidade de Liverpool, e que se tornariam o quarteto mais famoso e querido do mundo. A música Love me do, tornaram o The Beatles, os donos do mundo da música. O The Rolling Stones também surgiria durante a década de 60. Mas em oposição aos Beatles, o Rolling Stones era visto como reacionário e rebelde.

Para terminar a década e fomenter a rebeldia dos jovens, o Festival de Woodstock, um símbolo desse período aconteceu em 1969. Sob o lema “paz e amor”, meio milhão de jovens comparecem no concerto que contou com a presença de Jimi Hendrix e Janis Joplin.Bandas de rock que fizeram sucesso nesta época : The Mamas & The Papas, Animals, The Who, Jefferson Airplane, Pink Floyd, The Beatles, Rolling Stones, The Doors.

O surgimento do pop rock e do punk rock

Os anos 70 foram bem pesados. O rock ganhou batidas mais pesadas com bandas de heavy metal como Deep Purple, Black Sabbath e Led Zeppelin. Paralelo a isso, surgiu um ritmo dançante e que também utilizava guitarras, baixos e baterias em suas composições. O chamado pop rock e o folk rock dos anos 70 tiveram como principais ícones Frank Zappa, Creedence Clearwater, Capitain Beefheart, Neil Young, Elton John, Brian Ferry e David Bowie.

O final dos anos 70 trouxe consigo bandas especializadas em shows inesquecíveis e que criavam místicas especiais por onde passavam: Yes, Genesis, Pink Floyd e Queen

O cenário musical dos anos 80 deu espaço para vários estilos de rock, principalmente por conta do surgimento da MTV, emissora norte-americana dedicada exclusivamente à música. Assim, era possível saber as novidades do Rei do Pop, Michael Jackson, e, em seguida, conferir o clipe novo do The Police. Outra banda que começa a fazer sucesso nessa época é o U2, uma banda irlandesa com letras de protesto e de forte caráter político.

A partir dos anos 90, o rock ganhou diversas formas e estilos. Bandas como Red Hot Chili Peppers e Faith no More fundem o heavy metal e o funk, ganhando o gosto dos roqueiros e fazendo grande sucesso.
Surge o movimento grunge em Seattle, na California. O grupo Nirvana, liderado por Kurt Cobain, é o maior representante deste novo estilo. R.E.M., Soundgarden, Pearl Jam e Alice In Chains também fazem sucesso no cenário grunge deste período. O rock britânico ganha novas bandas como, por exemplo, Oasis, Green Day e Supergrass.


O Rock no Brasil

O primeiro sucesso no cenário do rock brasileiro apareceu na voz de uma cantora. Celly Campello estourou nas rádios com os sucessos Banho de Lua e Estúpido Cupido, no começo da década de 1960. Em meados desta década, surge a Jovem Guarda com cantores como, por exemplo, Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléa. Com letras românticas e ritmo acelerado, começa fazer sucesso entre os jovens.
Na década de 1970, surge Raul Seixas e o grupo Secos e Molhados. Na década seguinte, com temas mais urbanos e falando da vida cotidiana, surgem bandas como: Ultraje a Rigor, Legião Urbana, Titãs, Barão Vermelho, Kid Abelha, Engenheiros do Hawaii, Blitz e Os Paralamas do Sucesso.
Na década de 1990, fazem sucesso no cenário do rock nacional : Raimundos, Charlie Brown Jr., Jota Quest, Pato Fu, Skank entre outros.

 

Anísio Teixeira

Anísio Teixeira: o revolucionário da educação brasileira

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Boa tarde, amigos modernos.

A educação no Brasil sempre foi tema de pesquisas e estudos no Brasil. Assim, tivemos grandes exemplos de educadores que mudaram o rumo da educação no nosso país. Hoje, vamos falar um pouco mais sobre Anísio Teixeira, educador baiano, considerado o responsável pelas grandes mudanças da educação brasileira do século XX.

Biografia e teorias aplicadas

Nascido em 12 de julho de 1900, em Caetité, na Bahia, Anísio Spínola Teixeira teve educação católica e almejou a vida do celibato. Por decisão da família, desiste da vida religiosa e vai para o Rio de Janeiro estudar Ciências Jurídicas.Bacharel em Direito, a sua história com a educação teve início em 1924, quando a convite do Governador Góes Calmo, assume a Direção da Instrução Pública.

O Brasil do final da década de 20 não era uma maravilha para a educação. O estudo era algo destinado apenas às classes mais abastadas da sociedade. Era preciso fazer muitas modificações na Constituição para melhorar o sistema educacional. Além disso, era preciso conhecer outros modelos que estivessem dando certo. Por esse motivo, Anísio frequentemente viajava para grandes centros como Espanha, França, Itália, Alemanha e Estados Unidos.

Nessas viagens, Anísio conheceu grandes estudiosos da educação. Mas, sem dúvida, o que mais o influenciou foi o norte-americano, John Dewey. Logo, Teixeira se torna grande divulgador das teorias de Dewey e propõe um modelo de educação brasileira, baseados nos moldes norte-americanos. Com base nessas ideias, ele produz o livro Em marcha para a democracia: à margem dos Estados Unidos.

De acordo com Dewey, a educação é baseada na experiência. Dessa forma, é preciso reconstruí-la segundo as evoluções do pensamento, por exemplo. Essa ideia inquietava Anísio Teixeira e fazia com que a busca pela verdade torna-se incessante. Para o pragmatismo, o mundo em transformação requer um novo tipo de homem consciente e bem preparado para resolver seus próprios problemas acompanhando a tríplice revolução da vida atual: intelectual, pelo incremento das ciências; industrial, pela tecnologia; e social, pela democracia. Essa concepção exige, segundo Anísio, “uma educação em mudança permanente, em permanente reconstrução”.

A atuação pelo Brasil

Entre 1931 e 1935, Anísio Teixeira determinou que a rede municipal de ensino deveria garantir o ensino da escola primária à universidade. Sem dúvida, uma das maiores revoluções (e vitórias) da educação brasileira.

Anísio Teixeira ocupou o cargo de Secretario da Educação do Estado da Bahia. Em 1950, foi responsável pelo Instituto Educacional Carneiro Ribeiro, ou Escola Parque, que instituía a educação integral para todas as crianças da região. O espaço foi muito importante por proporcionar acesso à educação, à arte, a oficinas e outras atividades para formação humana.

“Democracia, essencialmente, é o modo de vida social em que cada indivíduo conta como uma pessoa”

Outra característica fundamental do Instituto foi o abrigo para as crianças carentes que não tinham um lugar para morar. O projeto influenciou outras instituições de ensino em tempo integral que deu muitos frutos, tendo inclusive, recebido financiamento da United Nations Educational, Scientific and Cutural Organization (UNESCO).

O sucesso de suas realizações na Bahia levou Anísio de volta ao Rio de Janeiro como Secretario Geral da CAPES ( atual Coordenação de Aperfeiçoamento do Pessoal de Nível Superior). Em 1952, ele também acumula o cargo de diretor do INEP (Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos).  Vale lembrar que atualmente o INEP leva seu nome como forma de homenagem às contribuições dadas por ele.

Quando os militares assumiram o governo brasileiro, Anísio Teixeira foi afastado e teve seus direitos políticos cassados, permanecendo apenas na condição de membro do Conselho Federal de Educação até o ano de 1968.

A morte

Anísio Teixeira foi dado como desaparecido por sua família em 11 de março de 1971. Três dias depois, ele foi encontrado morto em um fosso de elevador. O trabalho de Anísio Teixeira ficou imortalizado por seus projetos na educação nacional, pensamentos, ideias e reflexões que até hoje são bases para as decisões no campo da educação.

Para pensar

O Portal EDUCAR PARA CRESCER propõe uma questão interessante acerca do trabalho de Anísio.

As escolas comunitárias americanas inspiraram a concepção de ensino de tempo integral de Anísio Teixeira. Lá, no entanto, a jornada dificilmente tem mais do que seis horas diárias. O conceito entre nós ampliou-se consideravelmente: escola de pelo menos oito horas e, no caso dos Cieps, uma instituição que deveria dar conta de todas as necessidades das crianças, até mesmo de cuidados maternos moradia. Numa realidade na qual os recursos são limitados, o problema é de prioridades e decisões difíceis: manter uma escola com esse modelo para uma minoria ou manter um modelo menos ambicioso para a maioria? Afinal, Anísio também propunha uma escola para todos.

Saiba mais

Confira mais sobre a trajetória de Anísio Teixeira:

X Congresso Internacional

X Congresso Internacional de Tecnologia na Educação

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Boa tarde, amigos modernos.

A nossa dica de hoje é especial para os professores do Nordeste.

O X Congresso Internacional de Tecnologia na Educação acontece entre os dias 04 e 06 de setembro, no Centro  de Convenções de Pernambuco, em Olinda. Nesta edição, o tema central será “Educação, Tecnologia e Sustentabilidade”.  O evento é destinado a estudantes, pesquisadores, técnicos, professores e demais profissionais envolvidos com educação que tem interesse em saber mais sobre a aplicabilidade da tecnologia como forma de incentivar a sustentabilidade

A programação do evento conta com 45 atividades e 35 palestrantes, com 9 conferências, 20 palestras e 16 minicursos. Para participar, os congressistas precisam pagar a taxa de inscrição, anunciada no site oficial do congresso. Até 13/07, o valor é R$90,00, após essa data R$100,00. Lembrando que o preço é bastante razoável para um Congresso tão interessante!

 

Organização


A realização do Congresso é fruto de uma parceria entre o Sistema Fecomércio, o SENAC e o SESC-PE e tem como principal objetivo ressaltar a importância da tecnologia aplicada na educação como forma de garantir o futuro das próximas gerações. Durante os três dias de eventos, os educadores participarão de palestras e trabalhos sobre a educação, abordando temas gerais e específicos.

A organização do evento conta com  Simultaneamente ao Congresso, os participantes podem conhecer o Espaço do Conhecimento, coordenador pela Faculdade SENAC – PE. O intuito deste espaço é estimular a produção científica e socializar os conhecimentos dos trabalhos inscritos.

Os produtos e serviços de tecnologia, inovação e artes, serão demonstrados e comercializados no Salão de Tecnologia e Empreendedorismo, que acontece nos três dias do congresso. O tradicional Restaurante-escola do SENAC – PE funcionará servindo almoços e lanches nos dias 5 e 6 de setembro, no mezanino do Centro de Convenções.

Serviço 

Tema: Educação, tecnologia e sustentabilidade

Local: Centro de Convenções de Pernambuco

Endereço: Avenida Governador Agamenon Magalhães – Salgadinho  Olinda

Data: 4 a 6 de setembro de 2012

Telefone: (81) 3413.6731

Mais informações no site: http://www.pe.senac.br/ascom/congresso/index.asp

Bill Watterson - imagem destacada

Bill Watterson e as aventuras de Calvin e Haroldo

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Bom dia, pessoal.

Com certeza, você já se deparou com algum quadrinho de Calvin e Haroldo em algum exercício na aula de Português. De fato, já precisou fazer algum tipo de análise nas falas do menino e de seu tigre de estimação, não é mesmo? Pois hoje, vamos contar um pouco mais sobre os bastidores da criação dessa tirinha engraçada.

Para quem não sabe, Calvin e Haroldo foram criados pelo norte-americano Bill Watterson, que completa 54 anos. Infelizmente, a tirinha parou de ser produzida em 1996, não antes de se tornar famosa mundo afora.

A destreza de Bill Watterson

Bill Watterson nasceu em 05 de julho de 1958, em Washington D.C., filho mais velho de James G.Watterson um examinador de patentes e de Kathryn Watterson, que após a mudança da família para Chagrin Falls, Ohio, quando Bill tinha seis anos de idade, viria a se tornar membro do conselho municipal.

Graduou-se em Artes com ênfase em Ciências Políticas pelo Ohio’s Kenyon College em Grambier, em 1980. Durante o curso, Watterson foi cartunista do The Kenyon Collegion, jornal da faculdade que circulava entre os alunos. Ainda nessa época fez ilustrações para a editora Puck Press, tendo como principal trabalho a capa do livro “Best Political Cartoons of 1978” (As melhores Charges Políticas de 1978).

Esses pequenos trabalhos deram a Bill o status necessário para conseguir um emprego de seis meses no jornal Cincinnati Post, com a produção de charges políticas. O emprego não deu certo e  Watterson se transferiu para o jornal semana Target, voltado para charges políticas e celebridades. O jornal não durou muito tempo – a última edição foi número 24 -, mas deu a experiência necessária para o cartunista seguir em frente.

Estilo do autor

Bill Watterson não era muito adepto das formas convencionais das tiras de jornais. Durante sua carreira, tentou muitas vezes inovar métodos e técnicas. Acima de tudo, acreditava no trabalho do cartunista e no valor artístico dos quadrinhos e, por isso, se incomodava com a diminuição dos espaços dedicados à arte. O cartunista realmente acreditava no poder das imagens críticas das charges e tirinhas.

Em relação ao formato dos quadrinhos, Bill Watterson detestava criar suas histórias naquele tradicional retângulo comprido com o logotipo da tira no canto direito seguido de um quadrinho que pode ser eliminado da área principal (como no exemplo abaixo). Dessa forma, os jornais que tivessem problema com espaço podiam retirar espaços das tirinhas para colocar conteúdo informativo, negligenciando o trabalho do artista.

Em 1991, depois de brigar bastante com editores, Bill conseguiu uma “licença poética” e passou a desenhar as tirinhas de Calvin & Haroldo livremente.

Se artisticamente, ele havia resolvido o seu problema, Watterson precisou travar batalhas contra editores que queriam comercializar seus trabalhos em produtos licenciados. Para ele, Calvin e Haroldo não eram personagens para canecas, camisetas, meias e outros mercados. Para ele, vender a imagem dos personagens poderia fazer com que eles perdessem a sua identidade com o público. Seguindo essa linha, ele também não permitiu a criação de filmes e desenhos animados com Calvin & Haroldo.

De acordo com Bill Watterson suas influências incluem Charles Schulz, por seu trabalho em Minduim (Snoop), Walt Kelly, por sua tira Pogo, George Herriman, por Krazy Kat, e Little Nemo in Slumberland, uma tira desenhada no começo do século XX por Winsor McCay.

Calvin & Hobbes 

Foi no dia 18 de novembro de 1985 que nasceu a tirinha de Calvin & Hobbes (Calvin & Haroldo, no Brasil). A tirinha traz a relação entre Calvin, um menino bastante ardiloso, e seu tigre de estimação, Haroldo. As aventuras desses dois amigos duraram 10 anos, de 1985 a 1995 e fizeram sucesso em vários lugares do mundo.

Na história, o jovem Calvin é dono de uma imaginação fértil que cria aventuras incríveis e dá vida a Haroldo, seu tigre de pelúcia e fiel escudeiro. Quem gosta das tirinhas de Calvin & Haroldo sabe que elas nos contagiam com a abordagem bem-humorada de temas filosóficos como felicidade, morte, vida, amor e compreensão. Bill Watterson era um grande filósofo que renascia a criança dentro de cada um de nós.

Por conta do seu legado, ganhou tantos prêmios, o pai da série se tornou uma espécie de ícone e gênio dos quadrinhos norte-americanos, testando (e questionando) os limites da inocência infantil. Entre os prêmios recebidos, podemos destacar 2 Reuben Award (1986/1988) como Melhor Cartunista do Ano e 8 Harvey Award como Melhor Tirinha de Humor

Se Calvin fosse real, ele teria 32 anos e já seria um homem formado com as preocupações de adultos. Haroldo, seu tigre de pelúcia, já teria ganho um espaço bem desconfortável entre as caixas de lembranças da infância de Calvin. Foi esse o maior motivo para Bill Watterson decidir aposentar a dupla. Ele não queria ver seus personagens perdendo a infância ou sendo questionados.

Calvin e Haroldo, por Brandon Oak

 

Confira o texto de despedida de Bill Watterson, na íntegra:

Caro Editor,

Eu vou parar com Calvin e Haroldo no final do ano. Esta não foi uma decisão fácil ou tomada às pressas, e saio com tristeza. De qualquer modo, meus interesses mudaram e acredito ter feito o possível de acordo com as obrigações de fechamentos diários e quadros pequenos. Estou ansioso para trabalhar num ritmo mais atencioso, com menos compromissos artísticos.

Ainda não decidi sobre futuros projetos, mas meu relacionamento com a Universal Press Syndicate continuará.

É uma honra que tantos jornais publiquem Calvin e Haroldo e me orgulho disso. Agradeço seu apoio e indulgência durante a década passada. Desenhar a tira foi um privilégio e um prazer e agradeço a você por ter me dado esta oportunidade.

Sinceramente,

Watterson

Essa foi a forma de deixar Calvin vivendo entre suas bolas de neves, bexigas d’água e as peripécias vividas com seu grande amigo. Assim, em 31 de dezembro de 1995, Bill Watterson declarou o adeus aos amigos, com a tirinha abaixo:

Última tirinha, publicada em 31 de dezembro de 1995

Saiba mais

Uma dica legal para as tirinhas do Calvin, é o blog Depósito do Calvin, que possui muitas informações sobre as histórias e disponibiliza um monte de tirinhas da dupla. Nós separamos um vídeo feito por um estudante belga baseado em uma das histórias de Calvin & Haroldo, traduzido pela equipe do blog.

Sugira você também atividades com as histórias:

Revista Educatrix: #POUCASeBOAS

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Boa tarde, pessoal!

Precisamos da ajuda de vocês!

Em setembro, a Editora Moderna vai lançar a nova edição da Revista Educatrix!

Como vocês já sabem, temos a seção #POUCASeBOAS, um espaço em que a opinião dos nossos seguidores faz a diferença.

Queremos saber a opinião de quem vive o dia a dia da educação e sugerir melhorias para o aprendizado e o sucesso dos estudantes.

Para participar basta seguir o perfil da @Editora_Moderna ou da @euleioEducatrix., usar a hastag #POUCASeBOAS e responder à questão:

 “Qual seria a dica mais valiosa para o bom uso da tecnologia na sala de aula?

As respostas mais criativas serão utilizadas na próxima edição da Revista Educatrix.

Lembrando que só serão utilizadas as respostas enviadas pelo Twitter, sempre utilizando a hashtag #POUCASeBOAS.

Participe!

 

Revista Educatrix

Para quem ainda não conhece a Educatrix, a produção editorial é semestral e a distribuição é feita pela Editora Moderna, especialmente para escolas e professores de todos os segmentos da educação brasileira. Quem preferir, pode baixar a revista gratuitamente em qualquer computador e aproveitar todas as matérias, dicas e sugestões que nossos especialistas prepararam. Confira também a primeira edição da Educatrix, clicando aqui.

Confira a nova edição da revista na íntegra:

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bandeirantes do brasil - imagem destacada

Em Busca do Eldorado: Expedições Bandeiristas Brasileiras

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A temática da mineração no território brasileiro se repete com freqüência em vários momentos de nossa história. A corrida do ouro na região da Serra Pelada, no estado do Pará, durante a década de 1980, apesar de contemporânea às expedições bandeiristas, reflete um imaginário semelhante ao que os homens daquela época tinham em relação aos ganhos e perdas de explorações compulsivas de minerais.

Trabalhadores Migrantes em busca do Sonho Dourado

No caso de Serra Pelada, a mão de obra dos migrantes, que buscavam melhores condições de vida, foi utilizada de maneira exploratória. Já com os bandeirantes, durante os séculos XVII e XVIII, a história foi diferente. Em primeiro lugar, as bandeiras eram expedições armadas que adentravam o interior do país à procura de metais preciosos, com objetivo de aprisionar índios e destruir quilombos, locais de refúgio dos escravos. E, como fator mais importante, as bandeiras eram incentivadas pela Coroa Portuguesa.

Os bandeiristas ou bandeirantes eram os homens dessas expedições. As viagens costumavam partir de São Paulo – na época, conhecida como Capitania de São Vicente -, em direção ao interior, ultrapassando a linha do Tratado de Tordesilhas. Durante as jornadas, por diversas vezes, os exploradores encontravam grupos de índios, organizados em Aldeias.

Aqui vale lembrar que muitas tribos indígenas foram catequizadas pelas missões jesuítas e, por isso, já possuíam organizações da vida coletiva como plantações, oficinas, meios de transporte e até o comércio. Apesar disso, os índios representaram uma ameaça às bandeiras exploratória e, apesar da resistência dos indígenas, tiveram sua estrutura abalada pelos ataques bandeiristas. No mapa abaixo[1], podemos identificar as rotas percorridas pelos bandeirantes que tiveram destaque no período.


O descobrimento maciço do ouro foi concretizado somente no final do século XVII. As primeiras regiões que iniciaram a exploração foram Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso. Para atender a demanda, mais de 30 milhões de homens de todas as partes do Brasil serviram de mão de obra para a extração dos metais preciosos das jazidas. Sob a motivação de enriquecimento, os pólos de mineração se tornaram verdadeiros caldeirões urbanos, repletos de grande fluxo populacional.

“COMBATE CONTRA BOTOCUDOS” - OBRA DE JEAN BAPTISTE DEBRET, de 1827. Guerra dos bandeirantes contra tribos de Piratininga

Bartolomeu Bueno da Silva, o Anhanguera

Esse contexto histórico nos permite chegar a um personagem ícone desse momento do Brasil: Bartolomeu Bueno da Silva, o Anhanguera. O bandeirante foi o responsável pelas expedições aos sertões goianos em 1722, que encontraram as jazidas de ouro no rio Vermelho. Sua trajetória foi parecida com a de seu pai, Bartolomeu Bueno da Silva, contudo, este pertenceu ao “bandeirismo defensivo”, cujo objetivo era a posse e colonização das terras. Já Anhanguera participou do auge do movimento bandeirista, marcado pela degradação dos solos, pelo surgimento de pólos urbanos e também pela exploração da força de trabalho de homens atraídos por mitos difundidos no imaginário brasileiro.

Em 1942, na cidade de Goiás Velho, fruto da urbanização intensificada pelo descobrimento das jazidas no rio Vermelho, foi erguido o Monumento ao Bandeirante, escultura em bronze com três metros e meio de altura, doado aos habitantes de Goiás.

Monumento ao Bandeirante, em Goiânia

O Parque Ibirapuera, em São Paulo, abriga o Monumento às Bandeiras, obra esculpida por Victor Brecheret, em 1954. Localizado em frente ao Palácio Nove de Julho, sede da Assembléia Legislativa, e ao Parque do Ibirapuera, o monumento foi encomendado pelo governo de São Paulo em 1921, após a Primeira Guerra Mundial. A escultura, em granito, com cinquenta metros de comprimento e dezesseis de altura, foi inaugurada em 1954, juntamente com o Parque do Ibirapuera para as comemorações do quarto centenário de fundação da cidade no ano seguinte.

E, para você? 

O que significa a construção desse monumento mais de dois séculos após o acontecimento de fato? Essa memória difundida em pleno século XX durante o governo desenvolvimentista de Getúlio Vargas lhe parece sem propósitos? Deixarei em aberto essas reflexões e outras que certamente surgirão após a leitura desse texto!


[1]  Podemos encontrá-lo no livro “História: Das Cavernas ao Terceiro Milênio”, 2° volume.

 Escrito por Melanie Lauro, assessora especialista de História da Editora Moderna.

Saiba mais

Para entender mais sobre o contexto histórico das bandeiras, nós indicamos a minissérie brasileira A Muralha, produzida pela Rede Globo, em 2000. Baseada na obra homônima de Dinah Silveira de Queiroz, A Muralha explora a saga dos desbravadores rumo ao interior do Brasil. A trama se passa por volta de 1600, época em que os bandeirantes buscavam terras cultiváveis, riquezas e índios para serem vendidos como escravos. A muralha do título refere-se à serra do Mar, o maior obstáculo às incursões ao centro do país.

Dia do Bombeiro - imagem destacada

02 de julho: Dia do Bombeiro

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Boa tarde, amigos modernos!

Muitos meninos sonham em ser bombeiros quando pequenos. Viver aventuras, desbravar o fogo e, principalmente, salvar vidas faz parte do imaginário infantil. Claro que os sonhos das crianças não se  preocupam com a falta de recursos das corporações no nosso país, com o risco de vida que envolve a profissão, ou ainda com os baixos salários dos profissionais.

Em 02 de julho, comemora-se no Brasil, o Dia dos Bombeiros. A data relembra a criação do Corpo Provisório de Bombeiros da Corte, em 1856, sob o comando do major João Batista de Morais Antas.

Hoje, relembramos a importância desse profissionais que dedicam à vida para a manutenção da ordem. São inúmeros os atos de heroísmo praticados pelos bombeiros das corporações de todo o Brasil. Sem dúvida, perto da sua casa deve ter um ponto do Corpo de Bombeiros preparado para socorrer qualquer emergência, desde um incêndio até um resgate mais sério.

 

Saiba mais

Os bombeiros fazem parte do imaginário infantil. Por esse motivo, diversos autores de livros infanto-juvenis trazem “mocinhos” bombeiros. Separamos dois sucessos do nosso catálogo para trabalhar com as crianças na sala de aula:

O macaco bombeiro

Série Pulo do Gato

Autor: Ruth Rocha

Ilustração: Mariana Massarani

Faixa etária: A partir de 06 anos

Indicação: Alfabetização (EI)

Área: Ficção

Assunto: Esperteza, Estripulias, Profissões

Número de páginas: 32

 

 

 

Meu carrinho de bombeiros

Faixa etária: A partir de 03 anos

Área: Livro-Brinquedo

Formato: 11,00 x 7,00

Número de páginas: 8

 

Antoine Saint Exupery - imagem destacada

Antoine de Saint-Exupèry e a paz mundial

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Boa tarde, amigos modernos.

Qual foi a criança que nunca leu o clássico O Pequeno Príncipe? Além de ser um livro bastante educativo sobre valores, amizade e amor, o romance desperta sentimentos em leitores de todas as idades. Dizem, inclusive, que todas as vezes que você lê a obra você tira um aprendizado diferente.

Mas por trás de um grande livro, existe um autor diferenciado. E no caso de O Pequeno Príncipe não foi diferente. Hoje, vamos homenagear Antoine Saint-Exupèry, escritor francês que nasceu em 29 de junho de 1900, em Lyon, e que foi imortalizado pela obra favorita de toda candidata a Miss.

Quem foi Antoine de Saint-Exupèry?

A carreira de escritor de Saint-Exupèry começou com sua estadia no norte da África. As belas paisagens, os desertos e a vida africana o inspiraram a contar histórias. Mas se engana quem pensa que o escritor ficou somente nos livros infantis. O escritor também escreveu livros de não-ficção e romances que se parecem cm livros de viagem, inspirados por sua vida como piloto e pelos países onde viveu e que visitou.

Viveu por um tempo na Argentina, onde se casou com Consuelo Gomes Carillo. O casamento era bastante conturbado e por diversas vezes Antoine foi abertamente infiel. De personalidade nômade, o escritor se sentia mais à vontade pilotando do que em terra firme. Apesar da facilidade em pilotar, Antoine de Saint-Exupèry sofreu dois graves acidentes: em 1935, no deserto da África e, em 1937, na Guatemala.

Empolgado com a Força Aérea Francesa, alistou-se para participar da Segunda Guerra Mundial. Todavia, a infraestrutura da aviação de seu país não era muito organizada. Assim, foi ficando cada vez mais deprimido diante da fraqueza da França em relação à ocupação alemã.

Em 1944, o avião de Saint-Exupèry, um P-38 Lightning, desapareceu enquanto sobrevoava o Mediterrâneo. Não se sabe ao certo se ele foi derrubado, se sofreu um acidente ou se cometeu suicídio. O corpo e a aeronave jamais foram encontrados. Atribui-se o dia 31 de julho de 1944 como data de morte do aviador e escritor.

Suas histórias

Grande amante dos desertos, muitas de suas histórias falam o isolamento e os pensamentos etéreos proporcionados pela vida nas alturas. Suas narrativas são consideradas oníricas, recheadas com lembranças de viagem e o chamada realismo mágico, em que coisas reais são contadas com toques fantásticos. Suas principais obras são O Pequeno Príncipe (1943), Piloto de Guerra (1942), Terra dos homens (1939), Correio Sul (1929) e O Aviador (1926)

“Conheço apenas uma liberdade: a liberdade da mente”

(Antoine Saint-Exupèry)

O Pequeno Príncipe

Sem dúvida, O Pequeno Príncipe é um desses livros. Escrito pelo francês Antoine Saint-Exupéry, a história conta as aventuras de um menino que vive sozinho em seu planeta e, cansado da sua rotina, busca se aventurar no desconhecido. O jovem príncipe vem para a Terra e, por aqui, entende o que são sentimentos, a importância das amizades e o cultivo das relações pessoais.

A história é tão atemporal que a família do autor está planejando a construção do projeto “Casa do Pequeno Príncipe” que será abrigado no castelo de Saint-Maurice-de-Rémens, situado em Ain, a poucos quilômetros ao norte de Lyon (sudeste da França). O museu deve ficar pronto até 2014 e contará com três espaços dedicados à memória, um centro de recursos com vídeos e hologramas e um espaço cultural aberto. Os parentes de Saint-Exupéry querem resgatar os muros que o viram crescer e fazer com este espaço recupere o legado do escritor que, quando perguntado de onde vinha, respondia: “da infância”.

 

“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”.

Veja um trecho do filme. Trata-se de um diálogo entre o jovem príncipe e a raposa, onde fica claro para as crianças a importância da amizade.