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X Congresso Internacional

X Congresso Internacional de Tecnologia na Educação

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Boa tarde, amigos modernos.

A nossa dica de hoje é especial para os professores do Nordeste.

O X Congresso Internacional de Tecnologia na Educação acontece entre os dias 04 e 06 de setembro, no Centro  de Convenções de Pernambuco, em Olinda. Nesta edição, o tema central será “Educação, Tecnologia e Sustentabilidade”.  O evento é destinado a estudantes, pesquisadores, técnicos, professores e demais profissionais envolvidos com educação que tem interesse em saber mais sobre a aplicabilidade da tecnologia como forma de incentivar a sustentabilidade

A programação do evento conta com 45 atividades e 35 palestrantes, com 9 conferências, 20 palestras e 16 minicursos. Para participar, os congressistas precisam pagar a taxa de inscrição, anunciada no site oficial do congresso. Até 13/07, o valor é R$90,00, após essa data R$100,00. Lembrando que o preço é bastante razoável para um Congresso tão interessante!

 

Organização


A realização do Congresso é fruto de uma parceria entre o Sistema Fecomércio, o SENAC e o SESC-PE e tem como principal objetivo ressaltar a importância da tecnologia aplicada na educação como forma de garantir o futuro das próximas gerações. Durante os três dias de eventos, os educadores participarão de palestras e trabalhos sobre a educação, abordando temas gerais e específicos.

A organização do evento conta com  Simultaneamente ao Congresso, os participantes podem conhecer o Espaço do Conhecimento, coordenador pela Faculdade SENAC – PE. O intuito deste espaço é estimular a produção científica e socializar os conhecimentos dos trabalhos inscritos.

Os produtos e serviços de tecnologia, inovação e artes, serão demonstrados e comercializados no Salão de Tecnologia e Empreendedorismo, que acontece nos três dias do congresso. O tradicional Restaurante-escola do SENAC – PE funcionará servindo almoços e lanches nos dias 5 e 6 de setembro, no mezanino do Centro de Convenções.

Serviço 

Tema: Educação, tecnologia e sustentabilidade

Local: Centro de Convenções de Pernambuco

Endereço: Avenida Governador Agamenon Magalhães – Salgadinho  Olinda

Data: 4 a 6 de setembro de 2012

Telefone: (81) 3413.6731

Mais informações no site: http://www.pe.senac.br/ascom/congresso/index.asp

Bill Watterson - imagem destacada

Bill Watterson e as aventuras de Calvin e Haroldo

By | Dicas | 2 Comments

Bom dia, pessoal.

Com certeza, você já se deparou com algum quadrinho de Calvin e Haroldo em algum exercício na aula de Português. De fato, já precisou fazer algum tipo de análise nas falas do menino e de seu tigre de estimação, não é mesmo? Pois hoje, vamos contar um pouco mais sobre os bastidores da criação dessa tirinha engraçada.

Para quem não sabe, Calvin e Haroldo foram criados pelo norte-americano Bill Watterson, que completa 54 anos. Infelizmente, a tirinha parou de ser produzida em 1996, não antes de se tornar famosa mundo afora.

A destreza de Bill Watterson

Bill Watterson nasceu em 05 de julho de 1958, em Washington D.C., filho mais velho de James G.Watterson um examinador de patentes e de Kathryn Watterson, que após a mudança da família para Chagrin Falls, Ohio, quando Bill tinha seis anos de idade, viria a se tornar membro do conselho municipal.

Graduou-se em Artes com ênfase em Ciências Políticas pelo Ohio’s Kenyon College em Grambier, em 1980. Durante o curso, Watterson foi cartunista do The Kenyon Collegion, jornal da faculdade que circulava entre os alunos. Ainda nessa época fez ilustrações para a editora Puck Press, tendo como principal trabalho a capa do livro “Best Political Cartoons of 1978” (As melhores Charges Políticas de 1978).

Esses pequenos trabalhos deram a Bill o status necessário para conseguir um emprego de seis meses no jornal Cincinnati Post, com a produção de charges políticas. O emprego não deu certo e  Watterson se transferiu para o jornal semana Target, voltado para charges políticas e celebridades. O jornal não durou muito tempo – a última edição foi número 24 -, mas deu a experiência necessária para o cartunista seguir em frente.

Estilo do autor

Bill Watterson não era muito adepto das formas convencionais das tiras de jornais. Durante sua carreira, tentou muitas vezes inovar métodos e técnicas. Acima de tudo, acreditava no trabalho do cartunista e no valor artístico dos quadrinhos e, por isso, se incomodava com a diminuição dos espaços dedicados à arte. O cartunista realmente acreditava no poder das imagens críticas das charges e tirinhas.

Em relação ao formato dos quadrinhos, Bill Watterson detestava criar suas histórias naquele tradicional retângulo comprido com o logotipo da tira no canto direito seguido de um quadrinho que pode ser eliminado da área principal (como no exemplo abaixo). Dessa forma, os jornais que tivessem problema com espaço podiam retirar espaços das tirinhas para colocar conteúdo informativo, negligenciando o trabalho do artista.

Em 1991, depois de brigar bastante com editores, Bill conseguiu uma “licença poética” e passou a desenhar as tirinhas de Calvin & Haroldo livremente.

Se artisticamente, ele havia resolvido o seu problema, Watterson precisou travar batalhas contra editores que queriam comercializar seus trabalhos em produtos licenciados. Para ele, Calvin e Haroldo não eram personagens para canecas, camisetas, meias e outros mercados. Para ele, vender a imagem dos personagens poderia fazer com que eles perdessem a sua identidade com o público. Seguindo essa linha, ele também não permitiu a criação de filmes e desenhos animados com Calvin & Haroldo.

De acordo com Bill Watterson suas influências incluem Charles Schulz, por seu trabalho em Minduim (Snoop), Walt Kelly, por sua tira Pogo, George Herriman, por Krazy Kat, e Little Nemo in Slumberland, uma tira desenhada no começo do século XX por Winsor McCay.

Calvin & Hobbes 

Foi no dia 18 de novembro de 1985 que nasceu a tirinha de Calvin & Hobbes (Calvin & Haroldo, no Brasil). A tirinha traz a relação entre Calvin, um menino bastante ardiloso, e seu tigre de estimação, Haroldo. As aventuras desses dois amigos duraram 10 anos, de 1985 a 1995 e fizeram sucesso em vários lugares do mundo.

Na história, o jovem Calvin é dono de uma imaginação fértil que cria aventuras incríveis e dá vida a Haroldo, seu tigre de pelúcia e fiel escudeiro. Quem gosta das tirinhas de Calvin & Haroldo sabe que elas nos contagiam com a abordagem bem-humorada de temas filosóficos como felicidade, morte, vida, amor e compreensão. Bill Watterson era um grande filósofo que renascia a criança dentro de cada um de nós.

Por conta do seu legado, ganhou tantos prêmios, o pai da série se tornou uma espécie de ícone e gênio dos quadrinhos norte-americanos, testando (e questionando) os limites da inocência infantil. Entre os prêmios recebidos, podemos destacar 2 Reuben Award (1986/1988) como Melhor Cartunista do Ano e 8 Harvey Award como Melhor Tirinha de Humor

Se Calvin fosse real, ele teria 32 anos e já seria um homem formado com as preocupações de adultos. Haroldo, seu tigre de pelúcia, já teria ganho um espaço bem desconfortável entre as caixas de lembranças da infância de Calvin. Foi esse o maior motivo para Bill Watterson decidir aposentar a dupla. Ele não queria ver seus personagens perdendo a infância ou sendo questionados.

Calvin e Haroldo, por Brandon Oak

 

Confira o texto de despedida de Bill Watterson, na íntegra:

Caro Editor,

Eu vou parar com Calvin e Haroldo no final do ano. Esta não foi uma decisão fácil ou tomada às pressas, e saio com tristeza. De qualquer modo, meus interesses mudaram e acredito ter feito o possível de acordo com as obrigações de fechamentos diários e quadros pequenos. Estou ansioso para trabalhar num ritmo mais atencioso, com menos compromissos artísticos.

Ainda não decidi sobre futuros projetos, mas meu relacionamento com a Universal Press Syndicate continuará.

É uma honra que tantos jornais publiquem Calvin e Haroldo e me orgulho disso. Agradeço seu apoio e indulgência durante a década passada. Desenhar a tira foi um privilégio e um prazer e agradeço a você por ter me dado esta oportunidade.

Sinceramente,

Watterson

Essa foi a forma de deixar Calvin vivendo entre suas bolas de neves, bexigas d’água e as peripécias vividas com seu grande amigo. Assim, em 31 de dezembro de 1995, Bill Watterson declarou o adeus aos amigos, com a tirinha abaixo:

Última tirinha, publicada em 31 de dezembro de 1995

Saiba mais

Uma dica legal para as tirinhas do Calvin, é o blog Depósito do Calvin, que possui muitas informações sobre as histórias e disponibiliza um monte de tirinhas da dupla. Nós separamos um vídeo feito por um estudante belga baseado em uma das histórias de Calvin & Haroldo, traduzido pela equipe do blog.

Sugira você também atividades com as histórias:

Revista Educatrix: #POUCASeBOAS

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Boa tarde, pessoal!

Precisamos da ajuda de vocês!

Em setembro, a Editora Moderna vai lançar a nova edição da Revista Educatrix!

Como vocês já sabem, temos a seção #POUCASeBOAS, um espaço em que a opinião dos nossos seguidores faz a diferença.

Queremos saber a opinião de quem vive o dia a dia da educação e sugerir melhorias para o aprendizado e o sucesso dos estudantes.

Para participar basta seguir o perfil da @Editora_Moderna ou da @euleioEducatrix., usar a hastag #POUCASeBOAS e responder à questão:

 “Qual seria a dica mais valiosa para o bom uso da tecnologia na sala de aula?

As respostas mais criativas serão utilizadas na próxima edição da Revista Educatrix.

Lembrando que só serão utilizadas as respostas enviadas pelo Twitter, sempre utilizando a hashtag #POUCASeBOAS.

Participe!

 

Revista Educatrix

Para quem ainda não conhece a Educatrix, a produção editorial é semestral e a distribuição é feita pela Editora Moderna, especialmente para escolas e professores de todos os segmentos da educação brasileira. Quem preferir, pode baixar a revista gratuitamente em qualquer computador e aproveitar todas as matérias, dicas e sugestões que nossos especialistas prepararam. Confira também a primeira edição da Educatrix, clicando aqui.

Confira a nova edição da revista na íntegra:

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bandeirantes do brasil - imagem destacada

Em Busca do Eldorado: Expedições Bandeiristas Brasileiras

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A temática da mineração no território brasileiro se repete com freqüência em vários momentos de nossa história. A corrida do ouro na região da Serra Pelada, no estado do Pará, durante a década de 1980, apesar de contemporânea às expedições bandeiristas, reflete um imaginário semelhante ao que os homens daquela época tinham em relação aos ganhos e perdas de explorações compulsivas de minerais.

Trabalhadores Migrantes em busca do Sonho Dourado

No caso de Serra Pelada, a mão de obra dos migrantes, que buscavam melhores condições de vida, foi utilizada de maneira exploratória. Já com os bandeirantes, durante os séculos XVII e XVIII, a história foi diferente. Em primeiro lugar, as bandeiras eram expedições armadas que adentravam o interior do país à procura de metais preciosos, com objetivo de aprisionar índios e destruir quilombos, locais de refúgio dos escravos. E, como fator mais importante, as bandeiras eram incentivadas pela Coroa Portuguesa.

Os bandeiristas ou bandeirantes eram os homens dessas expedições. As viagens costumavam partir de São Paulo – na época, conhecida como Capitania de São Vicente -, em direção ao interior, ultrapassando a linha do Tratado de Tordesilhas. Durante as jornadas, por diversas vezes, os exploradores encontravam grupos de índios, organizados em Aldeias.

Aqui vale lembrar que muitas tribos indígenas foram catequizadas pelas missões jesuítas e, por isso, já possuíam organizações da vida coletiva como plantações, oficinas, meios de transporte e até o comércio. Apesar disso, os índios representaram uma ameaça às bandeiras exploratória e, apesar da resistência dos indígenas, tiveram sua estrutura abalada pelos ataques bandeiristas. No mapa abaixo[1], podemos identificar as rotas percorridas pelos bandeirantes que tiveram destaque no período.


O descobrimento maciço do ouro foi concretizado somente no final do século XVII. As primeiras regiões que iniciaram a exploração foram Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso. Para atender a demanda, mais de 30 milhões de homens de todas as partes do Brasil serviram de mão de obra para a extração dos metais preciosos das jazidas. Sob a motivação de enriquecimento, os pólos de mineração se tornaram verdadeiros caldeirões urbanos, repletos de grande fluxo populacional.

“COMBATE CONTRA BOTOCUDOS” - OBRA DE JEAN BAPTISTE DEBRET, de 1827. Guerra dos bandeirantes contra tribos de Piratininga

Bartolomeu Bueno da Silva, o Anhanguera

Esse contexto histórico nos permite chegar a um personagem ícone desse momento do Brasil: Bartolomeu Bueno da Silva, o Anhanguera. O bandeirante foi o responsável pelas expedições aos sertões goianos em 1722, que encontraram as jazidas de ouro no rio Vermelho. Sua trajetória foi parecida com a de seu pai, Bartolomeu Bueno da Silva, contudo, este pertenceu ao “bandeirismo defensivo”, cujo objetivo era a posse e colonização das terras. Já Anhanguera participou do auge do movimento bandeirista, marcado pela degradação dos solos, pelo surgimento de pólos urbanos e também pela exploração da força de trabalho de homens atraídos por mitos difundidos no imaginário brasileiro.

Em 1942, na cidade de Goiás Velho, fruto da urbanização intensificada pelo descobrimento das jazidas no rio Vermelho, foi erguido o Monumento ao Bandeirante, escultura em bronze com três metros e meio de altura, doado aos habitantes de Goiás.

Monumento ao Bandeirante, em Goiânia

O Parque Ibirapuera, em São Paulo, abriga o Monumento às Bandeiras, obra esculpida por Victor Brecheret, em 1954. Localizado em frente ao Palácio Nove de Julho, sede da Assembléia Legislativa, e ao Parque do Ibirapuera, o monumento foi encomendado pelo governo de São Paulo em 1921, após a Primeira Guerra Mundial. A escultura, em granito, com cinquenta metros de comprimento e dezesseis de altura, foi inaugurada em 1954, juntamente com o Parque do Ibirapuera para as comemorações do quarto centenário de fundação da cidade no ano seguinte.

E, para você? 

O que significa a construção desse monumento mais de dois séculos após o acontecimento de fato? Essa memória difundida em pleno século XX durante o governo desenvolvimentista de Getúlio Vargas lhe parece sem propósitos? Deixarei em aberto essas reflexões e outras que certamente surgirão após a leitura desse texto!


[1]  Podemos encontrá-lo no livro “História: Das Cavernas ao Terceiro Milênio”, 2° volume.

 Escrito por Melanie Lauro, assessora especialista de História da Editora Moderna.

Saiba mais

Para entender mais sobre o contexto histórico das bandeiras, nós indicamos a minissérie brasileira A Muralha, produzida pela Rede Globo, em 2000. Baseada na obra homônima de Dinah Silveira de Queiroz, A Muralha explora a saga dos desbravadores rumo ao interior do Brasil. A trama se passa por volta de 1600, época em que os bandeirantes buscavam terras cultiváveis, riquezas e índios para serem vendidos como escravos. A muralha do título refere-se à serra do Mar, o maior obstáculo às incursões ao centro do país.

Dia do Bombeiro - imagem destacada

02 de julho: Dia do Bombeiro

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Boa tarde, amigos modernos!

Muitos meninos sonham em ser bombeiros quando pequenos. Viver aventuras, desbravar o fogo e, principalmente, salvar vidas faz parte do imaginário infantil. Claro que os sonhos das crianças não se  preocupam com a falta de recursos das corporações no nosso país, com o risco de vida que envolve a profissão, ou ainda com os baixos salários dos profissionais.

Em 02 de julho, comemora-se no Brasil, o Dia dos Bombeiros. A data relembra a criação do Corpo Provisório de Bombeiros da Corte, em 1856, sob o comando do major João Batista de Morais Antas.

Hoje, relembramos a importância desse profissionais que dedicam à vida para a manutenção da ordem. São inúmeros os atos de heroísmo praticados pelos bombeiros das corporações de todo o Brasil. Sem dúvida, perto da sua casa deve ter um ponto do Corpo de Bombeiros preparado para socorrer qualquer emergência, desde um incêndio até um resgate mais sério.

 

Saiba mais

Os bombeiros fazem parte do imaginário infantil. Por esse motivo, diversos autores de livros infanto-juvenis trazem “mocinhos” bombeiros. Separamos dois sucessos do nosso catálogo para trabalhar com as crianças na sala de aula:

O macaco bombeiro

Série Pulo do Gato

Autor: Ruth Rocha

Ilustração: Mariana Massarani

Faixa etária: A partir de 06 anos

Indicação: Alfabetização (EI)

Área: Ficção

Assunto: Esperteza, Estripulias, Profissões

Número de páginas: 32

 

 

 

Meu carrinho de bombeiros

Faixa etária: A partir de 03 anos

Área: Livro-Brinquedo

Formato: 11,00 x 7,00

Número de páginas: 8

 

Antoine Saint Exupery - imagem destacada

Antoine de Saint-Exupèry e a paz mundial

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Boa tarde, amigos modernos.

Qual foi a criança que nunca leu o clássico O Pequeno Príncipe? Além de ser um livro bastante educativo sobre valores, amizade e amor, o romance desperta sentimentos em leitores de todas as idades. Dizem, inclusive, que todas as vezes que você lê a obra você tira um aprendizado diferente.

Mas por trás de um grande livro, existe um autor diferenciado. E no caso de O Pequeno Príncipe não foi diferente. Hoje, vamos homenagear Antoine Saint-Exupèry, escritor francês que nasceu em 29 de junho de 1900, em Lyon, e que foi imortalizado pela obra favorita de toda candidata a Miss.

Quem foi Antoine de Saint-Exupèry?

A carreira de escritor de Saint-Exupèry começou com sua estadia no norte da África. As belas paisagens, os desertos e a vida africana o inspiraram a contar histórias. Mas se engana quem pensa que o escritor ficou somente nos livros infantis. O escritor também escreveu livros de não-ficção e romances que se parecem cm livros de viagem, inspirados por sua vida como piloto e pelos países onde viveu e que visitou.

Viveu por um tempo na Argentina, onde se casou com Consuelo Gomes Carillo. O casamento era bastante conturbado e por diversas vezes Antoine foi abertamente infiel. De personalidade nômade, o escritor se sentia mais à vontade pilotando do que em terra firme. Apesar da facilidade em pilotar, Antoine de Saint-Exupèry sofreu dois graves acidentes: em 1935, no deserto da África e, em 1937, na Guatemala.

Empolgado com a Força Aérea Francesa, alistou-se para participar da Segunda Guerra Mundial. Todavia, a infraestrutura da aviação de seu país não era muito organizada. Assim, foi ficando cada vez mais deprimido diante da fraqueza da França em relação à ocupação alemã.

Em 1944, o avião de Saint-Exupèry, um P-38 Lightning, desapareceu enquanto sobrevoava o Mediterrâneo. Não se sabe ao certo se ele foi derrubado, se sofreu um acidente ou se cometeu suicídio. O corpo e a aeronave jamais foram encontrados. Atribui-se o dia 31 de julho de 1944 como data de morte do aviador e escritor.

Suas histórias

Grande amante dos desertos, muitas de suas histórias falam o isolamento e os pensamentos etéreos proporcionados pela vida nas alturas. Suas narrativas são consideradas oníricas, recheadas com lembranças de viagem e o chamada realismo mágico, em que coisas reais são contadas com toques fantásticos. Suas principais obras são O Pequeno Príncipe (1943), Piloto de Guerra (1942), Terra dos homens (1939), Correio Sul (1929) e O Aviador (1926)

“Conheço apenas uma liberdade: a liberdade da mente”

(Antoine Saint-Exupèry)

O Pequeno Príncipe

Sem dúvida, O Pequeno Príncipe é um desses livros. Escrito pelo francês Antoine Saint-Exupéry, a história conta as aventuras de um menino que vive sozinho em seu planeta e, cansado da sua rotina, busca se aventurar no desconhecido. O jovem príncipe vem para a Terra e, por aqui, entende o que são sentimentos, a importância das amizades e o cultivo das relações pessoais.

A história é tão atemporal que a família do autor está planejando a construção do projeto “Casa do Pequeno Príncipe” que será abrigado no castelo de Saint-Maurice-de-Rémens, situado em Ain, a poucos quilômetros ao norte de Lyon (sudeste da França). O museu deve ficar pronto até 2014 e contará com três espaços dedicados à memória, um centro de recursos com vídeos e hologramas e um espaço cultural aberto. Os parentes de Saint-Exupéry querem resgatar os muros que o viram crescer e fazer com este espaço recupere o legado do escritor que, quando perguntado de onde vinha, respondia: “da infância”.

 

“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”.

Veja um trecho do filme. Trata-se de um diálogo entre o jovem príncipe e a raposa, onde fica claro para as crianças a importância da amizade.

Raul Seixas - imagem destacada

Raul Seixas: a mosca que pousou na sua sopa

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Boa tarde, amigos modernos.

O rock ‘n roll por muito tempo foi visto como uma forma de protesto de uma juventude rebelde. As roupas pretas com unhas e olhos pintados e cabelão criaram o estereótipo do jovem roqueiro no mundo inteiro. Aqui no Brasil, nós tivemos um exemplar a parte do rock ‘n roll.

Raul dos Santos Seixas nasceu em 28 de junho de 1945, em Salvador, Bahia, filho de Raul Varella Seixas e Maria Eugênia Seixas . Apesar de ter origem no celeiro da Tropicália, sendo contemporâneo de grandes nomes como Caetano Veloso, Gal Costa e Gilberto Gil, Raulzito teve em sua infância a forte influência do rock ‘n roll. A assimilação com o gênero musical aconteceu principalmente por causa da amizade com filhos de norte-americanos, vizinhos de Raul, que trabalhavam no consulado dos Estados Unidos, na Bahia.

Engana-se quem pensa que Raul Seixas foi contra a cultura brasileira ou que ele tenha renegado nossas origens. Engana-se também quem pensa que o diferencial das músicas de Raul esteja relacionado apenas a voz marcante, repleta de agudos e graves.  Raul Seixas marcou (e diria que ainda marca) gerações por suas composições atemporais, inteligentes e provocativas.

Raul Seixas é um símbolo na música de protesto de nosso país. Foi uma mosca que incomodou e que continuaria incomodando por muito tempo se não fosse seu vício em bebidas. Raul Seixas faleceu em 21 de Agosto de 1989, vítima de um ataque cardíaco em virtude de problemas causados pela bebida e de complicações da diabetes.

Trajetória Musical

Raul Seixas era o pior aluno de sua sala. Repetiu diversas vezes. Achava a escola um ambiente desinteressante. Tudo isso era compensado em casa com sua paixão pela leitura. Lia muito e lia de tudo, principalmente filosofia, literatura, história e psicologia. Cansado dos fracassos na escola, ele decide partir para a carreira de música.

A sua primeira banda foi montada em 1962 (auge da bossa nova) com o nome Os Relâmpagos do Rock. Mais tarde, Raul (vocal e guitarra), Thildo Gama, Perinho (guitarra), Mariano Lanat (baixo), Carleba (bateria) passaria a se chamar The Panthers e, depois, Raulzito e os Panteras. A banda começa a ganhar expressão regional como uma extensão do movimento da Jovem Guarda na Bahia.

Em meados dos anos 60, o cantor Jerry Adriani convida os Panteras para abrir seus show em uma turnê brasileira. Em 1968, a banda grava um LP, considerado por muitos, um fracasso. Raul, então, volta a Salvador e começa a trabalhar como produtos da CBS onde trabalharia com artistas como Jerry Adriani, Renato e Seus Blue Caps, Trio Ternura, entre outros.

Rebelde, Raul Seixas perderia esse trabalho após gastar dinheiro da gravadora para produzir seu segundo LP: Sociedade da Grã Ordem Kavernista Apresenta Sessão das Dez . Em 1972, vem o reconhecimento nacional com a classificação de Let Me Sing, Let me Sing e Eu Sou Eu Nicuri é o Diabo no Festival Internacional da Canção, organizado pela Rede Globo. O primeiro single chegaria à final e renderia a Raul um compacto da canção e a participação no LP Rock Generation com os 24 Maiores Sucessos da Era do Rock.

Let me sing, let me sing:

Ao todo, Raulzito lançou 21 discos, em 26 anos de carreira. Raul Seixas criou um  estilo musical que o creditou  como”contestador e místico”, principalmente por conta da Sociedade Alternativa apresentada em Gita (1974), influenciado por figuras como Aleister Crowley.

Influências musicais

Como amante do rock nos anos 60, é impossível não relacionar o amor pelo gênero com as músicas de Elvis Presley. Raul se tornou fã incondicional do Rei do Rock e chegou até mesmo a montar um pequeno fã-clube do astro quando tinha 14 anos, o Elvis Rock Club. A sua mensagem muitas vezes está implícita em letras que podem ser taxadas como bobas como Carimbador Maluco e, em outros momentos, é pura poesia, como em Canção Para Minha Morte.

As temáticas de suas canções falavam sobre o agnosticismo, o esoterismo, os sentimentos humanos, duras críticas ao sistema, amor, fé, morte e vida. Mas acima de tudo sobre a liberdade de viver. Apesar de detestar assumidamente a bossa nova, Raul Seixas aproveitou diversos elementos da cultura brasileira para a composição dos arranjos musicais de seus álbuns. Em diversas músicas de Raulzito, nós ouvimos ritmos como o baião, o xaxado, músicas umbandistas e a música brega. Além disso, suas roupas lembravam muito mais um cantor de música romântica do que um roqueiro tradicional, não é mesmo?

A parceria com Paulo Coelho e a Sociedade Alternativa

Raul Seixas (à esq.) e Paulo Coelho (à dir.)

Muito se fala sobre a parceria entre Raul Seixas e Paulo Coelho. Essa história começa em 1972, quando os dois se conheceram por conta de um artigo escrito por Paulo Coelho para a revista “A Pomba”, sobre a existência de discos voadores. Na época, Coelho estava interessado em escritos do bruxo Aleister Crowley que falavam sobre o direito da liberdade.

Com base nesses preceitos, Paulo Coelho e Raul Seixas propuseram a Sociedade Alternativa, em 1974. Apesar de toda a utopia, não se tem muitas teorias sobre a proposta. É mais fácil você encontrar as ideologias nas músicas compostas pela dupla do que propriamente entender o que eles queriam com a Sociedade Alternativa.

Raul e Paulo eram ligados pelos interesses em estudos esotéricos e por acreditarem na liberdade política do anarquismo. Por conta dos ideais partilhados, antes de propor a Sociedade Alternativa, eles juntos criaram grandes sucessos do LP Krig-Ha Bandolo, como Mosca na Sopa, Metamorfose Ambulante, Al Capone e Ouro de Tolo. Os shows eram verdadeiros espetáculos teatrais e divagações místico-filosóficas e deram a Raul o título de BRUXO.

A verdade é que a utopia da Sociedade Alternativa era muito pessoal de Raul Seixas. Sonhar nunca custou nada e Raulzito não se importou em sonhar alto. Sonhou sonhos multicores com a Sociedade Alternativa, mesmo que o mundo ao seu redor lhe dissesse que essa utopia era inatingível.

“Faça o que tu queres, pois é tudo dentro da lei”

O exílio político

Tentar criar um movimento libertário em meio a uma ditadura militar talvez não tenha sido a melhor ideia de Raul Seixas. Obviamente, a Sociedade Alternativa ia contra a repressão do governo ditatorial e foi considerada subversiva. Raul sofreu torturas e, em companhia a Paulo Coelho, foi exilado para os Estados Unidos. Em terras norte-americanas, teve contato rápido com Elvis, John Lennon e Jerry Lewis que influenciaram muito a sua produção artística.

De volta ao Brasil, ainda com Paulo Coelho, Raul lança o seu melhor LP: Gita, que foi parte da novela O Rebu. Mais tarde viriam outros clássicos como Há 10 Mil Anos Atrás (último em parceria com Paulo Coelho), Raul Rock Seixas, O Dia Em Que a Terra Parou.


O problema com o álcool

Já na década de 80, Raul Seixas começou a apresentar problemas causados pelo consumo exacerbado de álcool.  Contraiu uma hepatite crônica e suas apresentações tiveram que ser reduzidas. Apesar disso, mantinha projetos importantes com a úsica Carimbador Maluco do LP Raul Seixas, parte do especial infantil Plunct Plact Zumm da Rede Globo. Seguiram-se os discos Metrô Linha 743, Uah Bap Lu Bap La Bein Bum (com o que seria seu último grande hit, Cowboy Fora da Lei).

Em 21 de agosto de 1989, ele sofre uma parada cardíaca. Apesar de sua morte, o sucesso de suas canções aumentou mais e mais e ele conquistou legiões de fãs em todo o país. Pessoas que acreditam na força das palavras e na inteligência de suas canções.

Seja você também uma Metamorfose Ambulante! 


Saiba mais

O sucesso de Raul Seixas ainda é tanto que a banda Pedra Letícia criou uma música contando o quanto os fãs pedem para que eles toquem as músicas do BRUXO. A canção é bem divertida!

Quem quiser saber mais sobre a vida de Raul Seixas, vale a pena assistir ao documentário lançado no final do ano passado sobre a vida do cantor:

Raul – O início, o meio e o fim

Saiba mais sobre os preceitos da Sociedade Alternativa:

north-korea-at-night-satillite-photo-no-lights - image chartercities.org

Guerra na Coreia: duas nações em um território

By | Aulas/Explicações, Dicas, Moderna Plus | No Comments

Bom dia, amigos modernos.

A história comprova que muitos problemas políticos dentro de um país deixam o campo diplomático e são decididos com base na violência. As guerras civis, por diversas vezes, fortalecem um grupo ou uma ideologia. Em outras situações, porém, o confronto ressalta ainda mais as diferenças entre os civis e a resposta ao problema é a separação do território. Esse é o caso da guerra separatista entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul.

Contexto histórico

A primeira observação a fazer sobre a Guerra da Coreia tem a ver com o momento pelo qual o mundo passava. Ao final da Segunda Guerra Mundial, Estados Unidos (EUA) e a ex-União Soviética (URSS) passaram a disputar o poder do mundo em conflitos não-armados. A esse período da história, damos o nome de Guerra Fria. Dessa forma, encontramos diversos conflitos armados com a interferência bélica e política dos dois países.

Na luta por aliados, o bloco capitalista, sob a liderança dos EUA, e o bloco socialista, liderado pela URSS, se envolveram em guerras civis, devastando populações e separando territórios. O território coreano é dividido pelo Paralelo 38º e o problema começou em 1947, quando a ONU (Organização das Nações Unidas) cria um grupo não autorizado pela URSS para organizar eleições em todo o país, em uma clara tentativa de unificar a Coreia.

A tentativa fracassou e dividiu ainda mais a opinião dos civis. Até que em 09 de setembro de 1948, a zona soviética, patrocina pela URSS, declara a independência e funda a República Democrática Popular da Coreia, ou Coreia do Norte. Nessa área, instala-se o regime socialista, seguindo os moldes soviéticos. A parte sul, contrária ao regime socialista, passa a se chamar Coreia do Sul. Patrocinada pelo EUA, adota o capitalismo como regime político.

Um problema que não se resolveu

Coreia dividida. Solução anunciada?

Infelizmente, não. Apesar da separação dos territórios, Estados Unidos e URSS continuavam buscando o controle total da região – considerada estratégica para a expansão de influência na Ásia. Logo, a fronteira entre Coreia do Norte e Coreia do Sul se transformou em um campo de batalhas explosivo.

Em 25 de junho de 1950, o exército norte-coreano invade a Coreia do Sul e toma a capital Seul, em 03 de julho. A ONU, por sua vez, entendeu o atentado da Coreia do Norte como uma violação da paz mundial e também enviou tropas, comandadas elo americano Douglas MacArthur, para expulsar os socialistas, que pretendem unificar o país sob a bandeira do Comunismo.

Em 27 de junho, o presidente norte-americano Truman ordenou ao seu exército norte-americano que socorresse os sul-coreanos. O ato marcou a entrada americana na Guerra da Coreia, no apogeu da Guerra Fria. A URSS, por sua vez, não se manifestou diretamente na guerra, mas cedeu contingente militar para as tropas norte-coreanas. Apesar de não se enfrentarem diretamente, norte-americanos e soviéticos usaram os coreanos como marionetes para aumentar as vantagens comerciais e territoriais que tinham com a venda de produtos.

Em setembro de 1950, as tropas da ONU, da Coreia do Sul e dos EUA se reúnem em Inchon, próximo a Seul. Lá, os 140 mil soldados sul coreanos enfrentaram os 60 mil soldados do norte. Vitória da Coreia do Sul. Com o domínio do Sul, as tropas multinacionais seguem o exemplo dos norte-coreanos e também transgridem o Paralelo 38°. Seguem então na direção da Coréia do Norte, entrando logo depois em sua capital, Pyongyang, ameaçando inclusive a fronteira chinesa no Rio Yalu, sede de intensa batalha.

A corrida armamentista ainda acontece entre as Coreias

 

A entrada da China no confronto

Sentindo-se ameaçado, o governo chinês manda 300 mil homens para ajudar a Coreia do Norte contra as tropas reunidas do sul.  A entrada da China na Guerra da Coreia fez com que a paz mundial ficasse abalada e a perspectiva da Terceira Guerra Mundial era iminente. Com mais homens, os norte-coreanos e os chineses devolvem os ataques e reconquistam Seul , em 04 de janeiro de 1951. Entre fevereiro e março, as tropas multinacionais foram expulsas da Coreia do Norte.

A partir daí os jogos de forças permanecem estáveis, equilibrados, prolongando esta guerra por mais dois anos, com muitas mortes de lado a lado. O conflito durou três anos e só teve fim oficial em 27 de julho de 1953, quando os dois países assinam o Armistício de Panmunjon e estabelecida a fronteira do Paralelo 38°.

O documento também determinou a criação de uma área desmilitarizada entre as duas Coreias, mas até hoje as diferenças são enormes. A Coreia do Norte adota uma política bastante radical de isolamento, impedindo a entrada de estrangeiros no país e desenvolvendo uma série de armamentos nucleares, à espera mais uma corrida armamentista contra a Coreia do Sul.

Coleção Moderna Plus  

Os adotantes da coleção Moderna Plus de História podem conferir os materiais complementares no portal. Lá, disponibilizamos um vídeo  sobre os principais eventos do confronto e as consequências da Guerra da Coreia.

Saiba mais

Para complementar seus estudos sobre a Guerra da Coreia, nós selecionamos alguns filmes interessantes:

As Pontes de Toko-Ri

Diretor: Mark Robson, EUA, 1955

Estrelado por William Holden e Grace Kelly, conta a história de um piloto americano, veterano da Segunda Guerra, obrigado a abandonar a família para lutar novamente, na Guerra da Coréia.

A Irmandade da Guerra

Diretor: Je-gyu Kang, Coréia do Sul, 2004.

O sapateiro Jin-tae trabalha de sol a sol para conseguir pagar a faculdade do irmão, Jin-seok, mas a guerra chega e os dois são forçados a entrar para o exército contra a vontade.