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Editora Moderna de cara nova

By | Dicas, Geral | One Comment

Pessoal,

Vocês que acompanham nosso trabalho sabem da nossa preocupação em compartilhar com todos os educadores o compromisso por uma educação de qualidade. Para acompanhar as mudanças de um mundo que não para de evoluir, a Editora Moderna está de cara nova.

Uma nova marca, com cores vibrantes, representa toda a nossa trajetória de grandes compromissos globais com a educação brasileira e estará presente nos nossos livros, nas redes sociais e nas nossas comunicações com vocês.

A Editora Moderna renova, transforma e inova sua maneira de atuar para acompanhar as necessidades do mundo. Afinal de contas, uma empresa que é Moderna, tem sempre que estar à frente das novas tendências, não é mesmo?

Compartilhe conosco! 

Para celebrar o novo visual da Editora Moderna, nós criamos um jingle para cantarmos juntos:

Nunca foi tão fácil aprender
Estudando com prazer e
Usando a imaginação.

Nunca foi tão fácil ensinar,
Os valores da vida para uma boa formação.

Editora Moderna e você.
Mais fácil ensinar, mais gostoso aprender.
Editora Moderna e você.

Dia do Escritor

By | Dicas | 2 Comments

Bom dia, amigos modernos!

O dia 25 de julho é conhecido como o Dia Nacional do Escritor. É uma data para prestigiarmos as obras dos diversos escritores brasileiros e internacionais que dedicam suas vidas a transformar pensamentos em palavras. Relembre seus autores favoritos.

A escrita encanta a quem lê e dá vida a nossa imaginação. É um exercício livre que precisa apenas de um lápis e um pedaço de papel. Pode ser praticada por todas as idades, crenças e temas. Imortaliza histórias, relembra momentos e expõem pontos de vista.

 

Esquecer é uma necessidade. A vida é uma lousa, em que o destino, para escrever um novo caso, precisa de apagar o caso escrito.

(Machado de Assis)

A Editora Moderna parabeniza a todos os escritores, jornalistas, autores, professores, blogueiros e outros tantos que traduzem sentimentos em palavras.

Parabéns a todos vocês, nossos parceiros!

 

Amelia Earhart: a revolução da aviação

By | Eventos | No Comments

Boa tarde, amigos modernos.

As mulheres conquistaram um espaço importante em diversas áreas que eram conhecidas como tipicamente masculinas. Mas, acredite, os feitos vieram muito antes das revoluções feministas do século XX.

Amelia Earhart nasceu em 24 de julho de 1897, no estado do Kansas, nos Estados Unidos. Foi a primeira mulher a voar sozinha sobre o Oceano Atlântico. Ficou conhecida por ser uma grande defensora dos direitos femininos e por seus livros sobre suas experiências na aviação, além de ter escrito diversos artigos e colunas de jornais.

O interesse pela aviação

Amelia Earhart foi uma mulher à frente de seu tempo. Seu interesse pela aviação começou aos 20 anos de idade ao assistir a performance de um piloto que fazia acrobacias. De acordo com relatos dela, o piloto percebeu quer era assistindo por Amelia e uma amiga e resolveu fazer uma brincadeira com as duas, passando rente com seu avião por cima das duas moças. Mas, ao contrário do que imaginou o condutor da aeronave, Amelia manteve-se firme no lugar, observando o voo da aeronave.

“Foi ali que eu senti. Eu sabia que teria que voar”

(Amelia Earhart)

 

Claro que para uma jovem de 20 anos do início do século XX encontraria diversos obstáculos para realizar um sonho “masculino”. Além do preconceito da sociedade, os estudos de pilotagem eram muito caros. Para se motivar, Amelia Earhart buscava inspiração em outras mulheres que se destacaram em papeis considerados masculinos, guardando alguns recortes sobre elas.

Durante a Primeira Guerra Mundial, Amelia Earhart tentava ficar mais próxima de realizar o seu sonho trabalhando como enfermeira voluntária no Canadá. Com a experiência tornou-se assistente social e começou a receber um salário que lhe permitiu começar as aulas de piloto em 1921.

Seu primeiro avião, um biplano Kinner Airster – ao qual deu o nome de Canário por seu amarelo-vivo -, foi comprado com a economia de 6 meses de pagamento.  Com o Canário, Amelia Earhart conquistou o seu primeiro recorde, alcançando 14 mil pés de altitude, o equivalente a 4,2 km.

A viagem pelo Atlântico

Aliás, durante sua carreira, Amelia estabeleceu grandes recordes, o que a tornou conhecida foi o fato de ter sido a primeira mulher a conseguir voar pelo Atlântico. A viagem foi realizada juntamente com outro piloto e um mecânico e demorou 21 horas, partindo dos Estados Unidos e aterrissando em Wales, na Inglaterra.

Não satisfeita com o recorde, Amelia almejou ser a primeira mulher a atravessar o Atlântico em um voo solitário. Ela tentou realizar a viagem em 1932, mas encontrou em seu caminho problemas mecânicos e ventos fortes, que a obrigaram a fazer um pouso de emergência no quintal de um lavrador. Por conta desse espírito aventureiro recebeu do então presidente dos Estados Unidos, a medalha de ouro da National Geographic Society, eternizando seu nome na história da aviação.

 

Morte

Quebrar recordes se tornou algo comum na vida de Amelia Earhart. Mas ainda faltava algo audacioso. Em 1937, próxima dos seus 40 anos, Amelia decide partir em uma nova aventura: queria ser a primeira mulher a voar ao redor do mundo. No dia 01 de junho daquele ano, ela e seu navegador, Fred Noonan, decolaram para o voo de 47 mil km de distância.

 

“Eu sinto que só consigo realizar mais um bom voo e espero que seja esta viagem”

(Amelia Earhart)

 

Infelizmente, o que era para ser a consagração de uma grande mulher, tornou-se tristeza para os fãs da aviação.

O sistema de mapeamento daquela época era totalmente diferente do que conhecemos hoje. E a imprecisão dos mapas era um fator que complicava o trabalho de Noonan. No dia 02 de julho, Amelia e Noonan decolaram de Nova Guiné em direção à ilha Howland. Um navio da Guarda Costeira dos EUA seria seu contato de rádio e outros dois navios acenderiam todas as suas luzes para funcionarem como marcadores de rota.

A dupla de aventureiros não contava com a forte chuva e a falta de combustível. Noonan e Amelia Earhart acabaram desaparecendo e perdendo o contato com a base naval. Tentativas de resgate e buscas foram realizadas amplamente. Mas, infelizmente, os corpos jamais foram encontrados.

 

“Eu quero fazer porque quero fazer. As mulheres devem tentar fazer as coisas que os homens tentaram. Quando falhamos o erro deve ser um desafio para outras.”

(Amelia Earhart, em carta para seu marido, George Putman)

Saiba mais

Quem quiser conhecer mais sobre a vida de Amelia Earhart, nós indicamos o filme estrelado por Hilary Swank e Richard Gere que conta a história da aviadora:

Amélia – 2009   EUA / Canadá

Gênero:  Aventura
Classificação etária: 12 anos
Tempo de Duração: 111 minutos
Estúdio/Distrib.:  Fox Filmes

Sinopse:

Amelia Earhart (Hilary Swank, de P.S. Eu Te Amo) foi a primeira mulher a completar a travessia do oceano Atlântico pilotando um avião. Este feito fez com que se tornasse uma celebridade nos Estados Unidos, onde passou a ser chamada de “deusa da luz” devido a sua ousadia e carisma. Casada com George Putnam (Richard Gere, de Justiça a Qualquer Preço), um magnata do mercado editorial, e tendo o piloto Gene Vidal (Ewan McGregor, de Anjos e Demônios) como seu grande amigo, Amelia decide, em 1937, embarcar na mais arrojada de suas missões: dar a volta ao mundo em um vôo solo.

 

 

 

Olimpíadas em Olímpia: Aspectos dos Jogos Olímpicos na Grécia Antiga

By | Dicas, Moderna Plus | 3 Comments

Boa tarde, amigos modernos.

Estamos em clima olímpico. Durante as próximas semanas, faremos alguns posts sobre os Jogos Olímpicos e a importância do evento para a economia, para a união e para a evolução das nações envolvidas.

Hoje, vamos começar conhecendo um pouco da história dos Jogos no post escrito pela assessora de História da Editora Moderna, Melanie Lauro. Vamos entender como os gregos tiveram a ideia de criar a competição e qual é o significado para as nações atualmente.

 

Como tudo começou… 

A cada quatro anos acompanhamos um grande evento esportivo: as Olimpíadas. Nações com diferentes culturas, etnias e formas de governar compartilham experiências e emoções durante um mês em uma competição de diversas modalidades esportivas. A bandeira olímpica, formada por anéis entrelaçados, simboliza esse espírito esportivo e a cooperação entre os povos.

Bandeira Olímpica representando os cinco continentes

A origem dos Jogos Olímpicos remete à Grécia Antiga, por volta de 2.500 a. C. A competição foi criada como homenagem a Zeus, divindade suprema que protegia a humanidade. Naquela época, apenas homens livres descendentes de pessoas nascidas nas cidades da região do Peloponeso ou que falassem a língua grega podiam participar do evento. Mulheres, prisoneiros de guerras e estrangeiros não participavam dos Jogos Olímpicos.

Durante a competição, que acontecia no Santuário de Olímpia, selavam-se acordos de cessar fogo e cidades inimigas mantinham um tratado de paz para que pessoas de diversas regiões, como Esparta e Tebas, pudessem circular livremente. Em pararelo ao evento esportivo, ocorriam outros festivais religiosos e encontros entre mercadores, possibilitando trocas de informações.

Santuário de Olímpia: local de realização das primeiras Olimpíadas

 

Poucos sabem, mas as Olimpíadas nem sempre foram marcadas por eventos esportivos. Quando foram criados, os Jogos Olímpicos da Antiguidade Clássica eram festivais religiosos, em que se realizavam sacrifícios e rituais em homenagem aos deuses. Além disso, durante o período, realizavam-se pequenas competições de vários esportes, inseridos gradativamente, como a luta greco-romana, que se tornou parte da educação dos jovens desde o século 10 a. C.

A violência fazia parte de algumas modalidades. O boxe, por exemplo, não contava com os instrumentos de proteção de hoje, como luvas e capacetes, e as regras não aliviam os golpes. Por conta disso, alguns competidores morriam em decorrência do excesso de hematomas e fraturas, e seu adversário era intensamente aplaudido pela plateia.

A violência retratada durante uma luta olímpica.

O Pentatlo também era um conjunto de provas extremamente importantes durante os Jogos de Olímpia. Os participantes lançavam discos, dardos e realizavam-se saltos em distância. As dificuldades, como os pesos dos dardos e dos discos e também pelo efeito do vento sobre esses instrumentos, intensificavam a competição.

As corridas no stuadium de Olímpia se aproximavam aos 200 metros atuais. A diferença é que o trajeto era totalmente feito em linha reta e os atletas não podiam usar calçados. O campeão dessa prova ganhava uma coroa de oliveira, considerada como presente dos deuses. A última disputa, a corrida com armas simbolizava o final dos Jogos Olímpicos e, consequentemente, o fim da trégua entre os países.

Os campeões de Olímpia

A série “Campeões de Olímpia” exibido pela Discovery Channel reencenou os jogos olímpicos da antiguidade clássica. Atletas de vários países aceitaram o desafio de “reviver” os jogos olímpicos gregos por meio de uma reconstituição arquitetônica e histórica. É uma dica bacana para quem quer saber mais sobre a história dos Jogos Olímpicos:

Florestan Fernandes: Sociologia Crítica no Brasil

By | Aulas/Explicações, Dicas | No Comments

Nascido em 22 de julho de 1920, em São Paulo, Florestan Fernandes foi um grande sociólogo brasileiro. Filho de uma empregada portuguesa analfabeta, e mãe solteira, Florestan começou a trabalhar aos seis anos de idade, abandonando os estudos. Somente adulto conseguiu concluir seus estudos em um supletivo e iniciou a sua vida acadêmica na Universidade de São Paulo, no curso de Ciências Sociais (1943).

Junto com o começo da carreira acadêmica, Flroestan escreveu seu primeiro artigo para o jornal O Estado de S.Paulo, intitulado O Negro na Tradição Oral. No ano seguinte, tornou-se assistente do Professore Fernando de Azevedo na cadeira de Sociologia II. Este foi o grande passo para a sua formação sociológica e o princípio do contato com grupos esquerdistas universitários.

Por toda a sua obra, Florestan Fernandes é considerado o fundador da Sociologia Crítica no Brasil. Em suas produções, preocupa-se com reflexões e pensamentos que questionam a realidade social e coletiva de diversos temas como: a problemática indígena, a escravatura, a abolição, a educação e a sociedade, o folclore e a cultura, a Revolução Burguesa e a Revolução Socialista.

Entre os grandes títulos que conquistou estão o de Mestre em Ciências Sociais – Antropologia, por sua dissertação sobre a Organização Social dos Tupinambás (1947) e pela sua tese de Doutorado em Ciências Sociais, também na FFLCH/USP, ainda sobre a cultura e a vida das tribos tupinambás. Tornou-se um especialista nos estudos sociológicos sobre os indígenas e sobre os negros.

Sua carreira é marcada pela publicação de 80 livros, entre eles A Revolução Burguesa no Brasil e Sociedade de Classes e Subdesenvolvimento. Além de estudos sobre  a relação entre a psique, a personalidade e a sociedade. Para ele, a experiência onírica, parte do princípio de que os sonhos só existem e são memorizados quando o sonhador está desperto. O sonho é aquilo que é compartilhado e que depende de ouvintes. Na teoria freudiana, os sonhos são uma manifestação divina, premonição ou manifestação de desejos e angústias inconscientes.

Assim como grande parte dos estudiosos dos anos 70, Florestan Fernandes foi preso durante a ditadura militar. Acabou deixando o Brasil para  para lecionar no Canadá e nos Estados Unidos. De volta ao nosso país, na década de 80, filiou-se ao PT (Partido dos Trabalhadores), e ocupou o cargo de deputado em 1986 e 1990, tendo ganhado destaque por seus projetos educacionais como o projeto da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.

O sociólogo destacou-se também na educação, sobretudo no fim de sua vida, concentrando-se na área de ensino. Junto ao italiano Antonio Gramsci (1891-1937), militou em favor do socialismo e acreditavam que a educação e a ciência possuem juntas grande capacidade transformadora, para Florestan “Um povo educado não aceitaria as condições de miséria e desemprego que temos”. Faleceu em 10 de agosto de 1995, vítima de complicações de um transplante de fígado.

Escrito por Maria Maccagnini, assessora especialista de Geografia e Sociologia da Editora Moderna.

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Complemente sua aula

A importância de Florestan Fernandes para a Sociologia Crítica no Brasil é gigantesca. Além de ter elaborado grandes estudos sobre a nossa cultura e nossos costumes, Florestan foi um grande entusiasta de políticas sociais e educacionais. Vale a pena conhecer mais sobre as suas ideologias com a entrevista concedida para o programa Roda Viva, da TV Cultura, em 1994. 

A apresentação abaixo fala um pouco sobre a obra “Revolução Burguesa no Brasil: ensaio de interpretação sociológica”: 

 

 A Fundação Florestan Fernandes também é uma excelente fonte de consulta para quem quer saber mais sobre os trabalhos do sociólogo:

 

Olimpíadas na Moderna

By | Dicas, Eventos | No Comments

Boa tarde, amigos modernos.

Hoje, iniciamos uma série de posts sobre as Olimpíadas. Durante as próximas semanas, conversaremos sobre assuntos do dia a dia da escola e que podem ser relacionados aos Jogos Olímpicos de Londres. Teremos posts especiais em todas as disciplinas da grade curricular e vamos conhecer um pouco mais sobre a aplicação das teorias na prática esportiva.

Jogos Olímpicos 2012: infraestrutura e tecnologia de ponta

Os Jogos Olímpicos de Londres começarão na próxima sexta-feira, 27 de julho.

Para quem ainda não sabe, Londres será a primeira cidade a sediar os Jogos Olímpicos por três vezes – as anteriores foram realizadas em 1908 e 1948. O lema dos Jogos de 2012 será “Live is one” (“Viva como se fosse o único”). Serão 17 dias de competição, com mais de 10 mil atletas, de 192 países, participando de 26 modalidades, e distribuídos por 205 comitês olímpicos.

As modalidades forma divididas em três sedes principais: Parque Olímpico, Zona do Rio e Zona Central. O primeiro tem capacidade para 80 mil espectadores e será o palco dos shows de abertura e encerramento e das provas de atletismo. Que tal conhecermos mais sobre as instalações e a infraestrutura que abrigará o evento?

Abrigar as Olimpíadas não é tarefa fácil. Por isso, o Comitê Olímpico Internacional (COI) acompanha de perto as obras e as ideias que as cidades-sedes trazem. No caso de Londres, as obras começaram em 2005 e a expectativa é de grandes estruturas tecnológicas, não somente para o evento, mas para o futuro dos cidadãos londrinos.

Serão 17 dias de competição, com mais de 10 mil atletas, participando de 26 modalidades, e distribuídos por 205 comitês olímpicos. Mais de 4 bilhões de pessoas acompanham o evento pelos 21 mil transmissores. Para suportar tudo isso, a organização dos Jogos Olímpicos contam com a utilização de 900 servidores, 1000 dispositivos de rede e segurança, 9.500 computadores, 3.500 especialistas de tecnologia e 500 mil linhas de código.

Os mascotes olímpicos

Os mascotes olímpicos fazem parte da história dos países e das regiões que abrigam os jogos.

Fizemos uma montagem com todos os mascotes olímpicos. Vocês se lembram deles?

 

Os Sermões de Antônio Vieira

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Boa tarde, pessoal.

O post de hoje tem um pouco de Literatura e um pouco de História.

A colonização portuguesa no Brasil teve início em 1532. Os jesuítas portugueses ficaram encarregados de catequizar os indígenas brasileiros, apresentando (e impondo) rituais da cultura católica. Nessa época também surgiriam as primeiras manifestações da literatura brasileira: o registro dos viajantes portugueses, a poesia viva de Gregório de Matos e os sermões do Padre Antônio Vieira, sendo este último nosso tema de hoje.

Padre Antônio Vieira: caráter humano

Entre os jesuítas que deram grandes contribuições à literatura brasileiras, está o Padre Antônio Vieira. Nascido em 06 de fevereiro de 1608, em Lisboa, Antônio Vieira veio para o Brasil com sua família em 1614 e instalou-se na cidade de Salvador. Seu pai era funcionário do império português e aceitou vir para nossas terras em buscas de melhores condições de vida.

Antônio Vieira ingressou na Companhia de Jesus aos 15 anos. Estudou Teologia, Lógica, Metafísica, Matemática, Economia e Física e foi professor de Humanidades e Retórica em Olinda. Ordenado sacerdote em 1634, na Bahia, seus sermões começaram a fazer sucesso entre os portugueses que moravam no Brasil e isso lhe garantiu uma posição influente junto ao rei de Portugal, D. João IV.

Por conta da sua posição, foi designado pelo imperador para negociar a reconquista das colônias lusitanas que haviam sido perdidas durante a guerra pela Restauração da Coroa, contra a Espanha. Antônio Vieira propôs a conciliação de Portugal e Holanda através da entrega da província de Pernambuco aos holandeses sob indenização. Defendia também a proteção aos judeus convertidos ao catolicismo, chamados de cristãos-novos, contra a Inquisição em troca de investimentos nas colônias portuguesas.

Suas ideias foram consideradas absurdas pelo governo português e Antônio Vieira foi obrigado a voltar ao Brasil, instalando-se no Maranhão. Por lá, arranjou conflitos com senhores de escravos que não admitiam suas posições contrárias à escravidão indígena. Furioso, ele volta a Portugal e escreve seus manuscritos “heréticos”: “Quinto Império”; “História do Futuro” e “Chave dos Profetas”. Por conta das obras, é condenado pela Inquisição e fica preso durante dois anos (1965- 1967). Como era um orador consagrado e bastante querido pelo imperador português, recebeu o perdão do papa em 1669. Passa um período em Roma, sob a proteção da Rainha Cristina da Suécia. De volta ao Brasil, reeditou todos os seus 207 sermões. Morreu em 1697, aos 89 anos, em Salvador, na Bahia.

Um exemplar do barroco brasileiro

Dá-se o nome de sermões a textos de cunho religioso que transmitem algum tipo de ensinamento ou dogma católico. Os sermões do Padre Antônio Vieira ganharam destaque pela argumentação bem estrutura, pelo grande poder de retórica, com o domínio de palavras e a habilidade da fala de Antônio Vieira.

O sermão barroco tem como principal objetivo demonstrar uma posição moral através de imagens que, associadas a um fato ou a uma citação da Bíblia, pudessem ser símbolos da posição a ser defendida. Por isso, o autor do sermão precisa ter um grande domínio do uso de metáforas e prosopopeias, típicas do movimento barroco. Antônio Vieira era um mestre nesse processo.

Dentre suas obras de destaque, podemos citar Sermão Pelo Bom Sucesso das Armas de Portugal, contra as da Holanda, Sermão da Sexagésima, Sermão da Quinta Dominga da Quaresma e Sermão do Bom Ladrão.

Escolhemos como exemplo, o Sermão da Quadragésima, de 1665, em que Antônio Vieira procura responder a questão:

“Por que não faz fruto a palavra de Deus”

Em sua argumentação, Vieira procura convencer os fieis de que a culpa é da falta de talento dos pregadores que, ao invés de embasar seus argumentos, preocupam-se em enfeitar a linguagem, tornando o texto incompreensível aos leigos. Dessa forma, a estrutura ideal proposta pelo jesuíta seria a seguinte:

Retirado do livro Moderna Plus Literatura - cap. 10 - p. 179

Saiba mais

Os adotantes da coleção Moderna Plus de Literatura contam com materiais complementares no portal que falam sobre o período Barroco, entre eles um vídeo explicativo:

Para entender mais sobre as missões jesuítas no Brasil, nós indicamos o filme “A Missão”, de Rolland Joffé, produzido em 1986 e estrelado por Robert de Niro. O filme narra a história de Rodrigo Mendoza, um mercado de escravos que tem uma crise consciência por ter matado Felipe (Aidan Quinn), seu irmão, num duelo, pois Felipe se envolveu com Carlotta (Cherie Lunghi). Ela havia se apaixonado por Felipe e Mendoza não aceitou isto, pois ela tinha um relacionamento com ele. Para tentar se penitenciar Mendoza se torna um padre e se une a Gabriel (Jeremy Irons), um jesuíta bem intencionado que luta para defender os índios, mas se depara com interesses econômicos.

Henri Poincaré: O Último Universalista

By | Dicas, Material Extra, Moderna Plus | No Comments

Bom dia, amigos modernos.

Os grandes estudiosos do mundo antigo foram fundamentais para a aquisição do nosso conhecimento. Um fator importante era a atuação desses estudiosos por diversas áreas das ciências. Assim, era comum encontrarmos matemáticos com interesse em Filosofia, ou físicos com grandes feitos na Biologia. Hoje, até podemos dizer que muitos especialistas percorrem áreas correlatas de um tema, mas, sem dúvida, diversos cientistas passam a vida se dedicando a apenas um campo científico. E isso é ótimo. Há muito a se descobrir na Biologia, nas Linguagens, na Física, na Química, na Matemática etc.

Vamos homenagear um especialista com esses dois perfis. Além de ter atuado na Física, na Filosofia e na Matemática, Henri Poincaré se preocupou em conhecer um pouco sobre cada campo matemático, o que lhe trouxe grandes feitos e um lugar especial na história do conhecimento científico.

 

Quem foi Henri Poincaré?

O francês, Jules Henri Poincaré, nasceu na cidade de Nancy, em 29 de abril de 1854. Primo do presidente francês, Raymond Poincaré, Henri foi uma criança ambidestra, míope, com coordenação muscular pobre, e que, durante algum tempo, conviveu com a difteria.

Em 1862, começou a estudar no Liceu em Nancy, onde ficou conhecido como “monstro da matemática”. Em 1873, entrou na École Polytechnique, graduando-se em 1875. Em 1879, fez o Doutorado em Matemática pela Universidade de Paris, sendo nomeado professor da disciplina na Universidade de Sorbonne em 1881, e mantendo-se no cargo até a sua morte, em 1912.

Casado com Poulain d’Andecy e pai de quatro filhos, Poincaré foi um cientista preocupado com muitos aspectos da Matemática, da Física e da Filosofia, o que lhe deu o título de o “Último Universalista”. Antes de chegar aos 30 anos, Henri já havia desenvolvido o conceito de funções automórficas, para resolver equações diferenciais lineares de segunda ordem com coeficientes algébricos. Durante sua vida, contribuiu para diversos campos da matemática aplicada, mecânica celeste, mecânica dos fluidos, a teoria especial da relatividade e na filosofia da ciência.

A amplitude de sua pesquisa fez com que Henri Poincaré fosse eleito para ocupar cinco seções da Académie des Sciences: geometria, mecânica, física, geografia e secções de navegação. Foi eleito diretor da Académie Ffrançaise no ano de sua morte e também cavaleiro da Légion d’Honner. A conjectura de Poincaré, por exemplo, foi um dos problemas não resolvidos mais desafiantes da topologia algébrica, sendo resolvido apenas em 2003 pelo matemático russo Grigory Perelman.

Faleceu em Paris, no dia 17 de julho de 1912, aos 58 anos, após passar por uma cirurgia na próstata e apresentar quadro de embolia. Em seu enterro, muitas pessoas influentes da Academia e da política compareceram. Veja uma parte do discurso feito em seu funeral:

 

…um matemático, geômetra, filósofo e homem de letras,

que era uma espécie de poeta do infinito,

uma espécie de bardo da ciência.

 

Em 2004, Claude Allègre, então Ministro da Educação, propôs que o corpo de Henri Poincaré fosse exumado e enterrado no Pantheon, em Paris. Essa é uma das maiores homenagens que o governo francês presta aos cidadãos franceses que prestaram grandes contribuições à humanidade.

Seus estudos matemáticos…

Poincaré trabalhou arduamente em seus estudos e demonstrações, bem como na popularização da matemática e da física. Escreveu diversos trabalhos para leigos. Veja alguns assuntos matemáticos que ele contribuiu diretamente:

Seus estudos na Física…

Mesmo sendo matemático, Poincaré assumiu a cátedra de Física Matemática dentro da Universidade de Paris, cargo que ocupou durante mais de trinta anos. Devido a essa proximidade com a Física e seu extraordinário talento em Matemática, solucionou alguns dos grandes problemas que a Física enfrentava em suas teorias.

Dentre as contribuições de Poincaré na Física, está a resolução do problema dos três corpos dentro da mecânica celeste, depois de proposto por Isaac Newton. O modelo da gravitação universal tem como fundo a atração entre as massas segundo uma relação direta entre suas massas e indiretamente proporcional ao quadrado da distancia entre elas:

 

 

 

Porém, essa forma de potencial, explicava apenas a estabilidade de um sistema com duas partículas: uma geradora de campo gravitacional, como o Sol, por exemplo; e, outra, que fica sob ação desse campo, como a Terra. O nosso sistema solar possui vários outros corpos que circulam em órbita com o Sol de uma forma estável.

A genialidade desse trabalho não está em dizer se as trajetórias são ou não estáveis. A magnificência está na proposição de Poincaré, que afirmava que esse tipo de estrutura tinha um comportamento caótico, ou seja, não era possível prever de maneira confiável toda a evolução do sistema, pois existem inúmeras possibilidades de movimento.

Com essa proposta é possível dizer que Poincaré deu início a um novo ramo da Matemática com ampla aplicação na Física, o Caos, em que temos uma grande quantidade de soluções possíveis. Dessa forma, não é possível fazer previsões sobre o fenômeno que irá acontecer. Como exemplo da Teoria do Caos, podemos citar o eletromagnetismo.

Escrito por Danielle do Prado e Danilo Prado, assessores de Matemática e Física da Editora Moderna.

 

Complemente seus conhecimentos

Os adotantes da coleção Moderna Plus de Matemática podem conferir dois materiais interessantes no portal com contribuições de Henri Poincaré.

O Dispositivo prático de Briot-Ruffini, parte complementar do livro Matemática 3 > Parte III > Cap. 07 > Seção 7.2:

O outro material é o simulador “Calculadora de polinômios”, parte complementar do Matemática 3 > Parte III > Cap. 07 > Seção 7.2:

Saiba mais

Confira também a atuação de Policaré na História da geometria, em um documentário produzido pela Fundação Roberto Marinho:

Outro material interessante que pode complementar os conhecimentos acerca das obras de Henri Policaré é o documentário “História da Matemática”, escrito e produzido pela rede inglesa BBC:

A Teoria do Caos é um tema bastante explorado no cinema e fez bastante sucesso com o filme Efeito Borboleta, de 2004, estrelado por Ashton Kutcher. Vale a pena assistir para entender mais sobre a teoria que Poincaré ajudou a formular – mesmo sem saber: