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MAPAS CONCEITUAIS: um caminho para um aprendizado eficiente

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Diversas estratégias didáticas auxiliam o professor a exercitar o pensamento dos alunos para que eles compreendam os conteúdos por completo e sejam capazes de elaborar suas próprias conclusões. Uma delas é a construção de mapas conceituais. Essa ferramenta propõe um modo organizado de expressar relações entre fatos, conceitos e princípios da disciplina, de maneira visual e hierarquizada. Assim, o aluno é levado a construir uma rede de significados sobre determinado tema. Os mapas conceituais também podem ser utilizados pelos próprios docentes para otimizar a sua prática pedagógica.

DESENVOLVENDO HABILIDADES PARA O APRENDIZADO E PARA A VIDA

Para os professores, os mapas conceituais ajudam a planejar o ano letivo, a elaborar a melhor sequência didática e a buscar estratégias assertivas para favorecer a construção e a interligação de conceitos numa aprendizagem significativa. Para os alunos, a elaboração dos mapas ajuda a distinguir as informações fundamentais das complementares. Também os auxilia a estabelecer a relação dos conceitos mais abrangentes com outros, deles decorrentes ou a eles subordinados. Conforme o aluno aprende o conteúdo, vai sendo estimulado a identificar os aspectos mais importantes, tornando-se assim protagonista de sua própria aprendizagem.

Espera-se que, com o auxílio do professor, os alunos adquiram gradual desenvoltura na interpretação dos mapas conceituais trabalhados em sala de aula e, posteriormente, fiquem à vontade para elaborar seus próprios mapas. Organizar informações por relevância, coerência, abrangência e especificidade é uma habilidade que os jovens usarão por toda a sua vida pessoal e profissional.

mapas conceituais

PASSO A PASSO PARA CONSTRUIR UM MAPA CONCEITUAL

Os passos descritos a seguir mostram uma das maneiras para elaborar um mapa com os conteúdos conceituais de um texto:

1. LISTE OS CONCEITOS MAIS IMPORTANTES

Após a leitura de um texto, levante as informações essenciais e importantes, sejam elas abrangentes ou específicas. Observe títulos, subtítulos e palavras destacadas em itálico ou negrito, pois frequentemente expressam fatos, conceitos ou princípios.

2. AGRUPE OS CONTEÚDOS CONCEITUAIS RELACIONADOS

Faça uma análise daquilo que você listou e junte os conceitos que estão mais próximos em grupos separados.

3. ORGANIZE OS CONCEITOS DE CADA GRUPO

Determine, dentro de cada série que você separou, a ordem de importância ou abrangência dos conceitos. Depois, escreva cada um deles em um retângulo (ou círculo, ou elipse etc.) e organize-os colocando os mais abrangentes acima e os mais específicos, abaixo.

4. LIGUE OS PONTOS RELACIONADOS

Interligue os retângulos com setas e escreva próximo a elas uma ou mais palavras de ligação que estabeleçam uma relação.

5. APERFEIÇOE SUAS IDEIAS MENTAIS

Analise o mapa para ver em que ele pode ser melhorado: remanejar blocos, estabelecer relações cruzadas, omitir partes menos importantes em prol da clareza, modificar a disposição para facilitar a visualização etc.

Dica: Ao montar um mapa com os alunos, é conveniente escrever os conteúdos conceituais em retângulos de papel, para que possam ser facilmente trocados de lugar.

MAPAS CONCEITUAIS EM LIVROS DIDÁTICOS

ciências naturais canto

A coleção Ciências Naturais – Aprendendo com o cotidiano, de Eduardo Canto, traz um trabalho consistente com mapas conceituais para o Ensino Fundamental 2. Todos os capítulos contam com um mapa pronto para que o aluno consulte durante ou ao final do estudo. O objetivo é que esse instrumento funcione como um guia da sua leitura, servindo de apoio para a compreensão global dos conceitos. O docente, por sua vez, poderá saber mais sobre como utilizar esta ferramenta pedagógica no Manual do Professor, além de encontrar mapas conceituais que também o guiarão na aplicação dos conteúdos do livro.

A coleção, aprovada pelo MEC para o PNLD 2017 também se destaca pela apresentação dos conteúdos em espiral, ou seja, retomando os conceitos já trabalhados enquanto insere gradativamente novos elementos da disciplina. As obras podem ser folheadas no nosso site, clicando aqui.

Confira abaixo um exemplo de mapa conceitual presente no livro:

O poder do mindset: pensar diferente

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A pesquisadora da faculdade de Stanford, Carol Dweck, desenvolveu por anos o conceito de mindset, que basicamente significa a mentalidade que você possui em diversas situações da vida. Portanto, para fazer o ponto da sua pesquisa, ela diz que há dois tipos de mentalidade:

  1. Mentalidade de crescimento

  2. Mentalidade fixa

Em uma mentalidade fixa (fixed mindset), as pessoas acreditam que suas qualidades básicas, como sua inteligência ou talento, simplesmente são traços fixos, ou seja, que já nascemos com determinada “quantidade” de talento e inteligência e você não pode fazer muito para mudar isso. As pessoas com a mentalidade fixa tendem a ficar preocupadas em preservar sua autoimagem inteligente, em vez de se desenvolver. Eles também acreditam que o talento por si só é suficiente para ter sucesso, sem a necessidade de se colocar esforço. Para Carol Dweck, essas pessoas estão erradas.

Já em uma mentalidade de crescimento (growth mindset), as pessoas acreditam que suas habilidades mais básicas podem ser desenvolvidas através da dedicação e esforço. Acreditam que a inteligência pode ser desenvolvida e a entendem como um músculo. Ou seja, quando você coloca esforço e desafia-se a si mesmo, você pode ficar mais inteligente, assim como funcionam seus músculos. A inteligência e o talento são apenas pontos de partida. São pessoas que amam aprender e tendem a ter capacidade de resiliência bem desenvolvida, que é essencial para o alcance do sucesso.

Educação para a vida

Tonia Casarin é mestre em Educação pelo Teachers College Columbia University.

pensar diferente

O QUE ESTAMOS FAZENDO DENTRO DE SALA DE AULA PARA PROMOVER ESSA MENTALIDADE DE CRESCIMENTO?

Recentemente, tive a chance de ouvir um dos meus alunos me falar que não queria participar das Olimpíadas de Matemática. Aquilo me chamou muita atenção, porque, claramente, ele era o aluno mais provável da classe que poderia ser bem classificado. Depois de uma conversa com ele, repleta de emoções, capturei que o menino não via porque participar daquilo: simplesmente não queria perder a “fama” de mais inteligente da turma, caso fracassasse na sua colocação. Isso me fez lembrar dessa teoria e repensar algumas práticas de sala de aula.

O principal objetivo para os alunos com uma mentalidade fixa é mostrar como eles são espertos e inteligentes, ou para esconder e não arriscar o quão inteligentes eles são. Isso faz sentido se você acha que a inteligência é algo que se tem ou não se tem, e é natural querer parecer inteligente. Portanto, é natural que essas crianças não aceitem desafios, como o meu aluno. Participar desse evento significa colocar em risco toda a inteligência dele para todos os alunos da classe. E ele não estava disposto a qualquer possibilidade de falha ou erro que pudesse arranhar sua reputação. Assim como meu aluno, já ouvi casos de crianças que se destacavam em alguma modalidade esportiva na escola, mas evitavam ao máximo participar de eventos que envolvessem outras escolas. A criança não quer correr o risco de ter algum atleta melhor que ela em outro lugar. E, se tiver, que ninguém fique sabendo.

Quando traçamos uma meta – adultos ou crianças – sempre há um risco de ela não ser alcançada. Muitas vezes, não era o momento certo, mas talvez com mais tempo ou dedicação, aquela meta poderia ser atingida. Esse é o pensamento das pessoas que possuem mentalidade de crescimento. Elas conseguem aprender e crescer com a experiência.

Portanto, estudantes com uma mentalidade fixa tendem a evitar fazer perguntas quando não entendem alguma coisa, porque eles querem preservar a imagem de que são inteligentes. Mas o objetivo principal dos alunos com uma mentalidade de crescimento é aprender. Claro, se você acha que a inteligência é algo que se pode desenvolver, a maneira de desenvolvê-la é aprender novas coisas.

mentalidade fixa

Além disso, alunos com uma mentalidade fixa não gostam de desafios. Acreditam que colocar esforço é para aqueles que não são espertos. Quem realmente é inteligente não precisa se esforçar. Mas os estudantes com uma mentalidade de crescimento, na verdade, gostam de desafios. Se eles já sabiam como fazer alguma coisa, não seria uma oportunidade para aprender, para desenvolver sua inteligência.

Como você deve ter refletido ao longo do texto, todos nós temos os dois tipos de mentalidade, para tarefas variadas. A boa notícia é que, quando aprendemos que nosso cérebro é muito mais maleável do que muitas pessoas pensam, percebemos que podemos desenvolver o growth mindset. Isso também funciona para nossos alunos.

pensar diferente

Em um estudo com alunos do Ensino Médio, os pesquisadores ensinaram a eles uma mentalidade de crescimento por meio de uma aula de neurociência. Aprenderam que o cérebro é feito de pequenas células chamadas neurônios, que estão ligados um ao outro, e quando as ligações são mais fortes, as pessoas podem pensar mais rápido. Isso é o que faz uma pessoa inteligente. Quando as pessoas trabalham duro no trabalho da escola, as conexões em seu cérebro ficam mais fortes, tornando-os mais inteligentes. Comparado a uma condição de controle, esses alunos expostos a esse conteúdo tiveram notas em matemática significativamente mais elevadas do que aqueles que não foram expostos a esse conteúdo.

Que tal contar para seus alunos sobre a maleabilidade do nosso cérebro?

Projeto Presente traz encontro sobre multiletramento

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No último dia 21 de maio, a Editora Moderna realizou um encontro especial entre professores de escolas particulares do estado de São Paulo e os autores do Projeto Presente. Mais de 180 educadores de instituições de ensino da capital e do interior de São Paulo participaram do evento e debateram o multiletramento e o trabalho com a oralidade nas salas de aula da Educação Infantil e de Ensino Fundamental I.

Durante o encontro, os educadores acompanharam a palestra Multiletramento e o trabalho em sala de aula, ministrada por Jacqueline Peixoto Barbosa, mestre e doutora em Línguística Aplicada ao Ensino da Língua pela PUC-SP. Ela apresentou dicas importantes para o trabalho significativo com foto, vídeo e áudio nos primeiros anos escolares.

O encontro contou também com a fala de Maria José Nóbrega, autora dos livros de Língua Portuguesa do Projeto Presente, que apresentou um panorama geral sobre o trabalho com oralidade na sala de aula nos primeiros anos do Ensino Fundamental.

Novo Projeto Presente Educação Infantil

Outra novidade do evento foi o lançamento do Projeto Presente Educação Infantil. Para apresentar a nova coleção, Miruna Kayano, uma das autoras, preparou uma palestra sobre oralidade e a importância deste conceito para a Educação Infantil.

Agradecemos a presença de todos os educadores que enriqueceram este encontro. Confira as fotos:

Evento PRojeto Presente 2016 - São Paulo

Multiletramento e a oralidade na sala de aula é tema de evento com autores do Projeto Presente

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No próximo dia 21 de maio, os professores de São Paulo terão um encontro especial com os autores da coleção Projeto Presente. O tema central do evento será o multiletramento e o trabalho com a oralidade nas salas de aula da Educação Infantil e de Ensino Fundamental I.

Para tornar o debate ainda mais interessente, Jacqueline Peixoto Barbosa, mestre e doutora em Línguística Aplicada ao Ensino da Língua pela PUC-SP, ministra a palestra Multiletramento e o trabalho em sala de aula. Ela traz dicas sobre como trabalhar de forma significativa o trabalho com foto, vídeo e áudio no currículo.

Já na segunda parte do encontro, Maria José Nóbrega, autora dos livros de Língua Portuguesa do Projeto Presente, traz um panorama geral sobre o trabalho com oralidade na sala de aula nos primeiros anos do Ensino Fundamental.

O encontro acontecerá no Teatro Eva Herz, em São Paulo, no dia 21 de maio de 2016, a partir das 9h00. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas através do email apoiopedagogia@moderna.com.br ou pelo telefone 0800 13 0033.

Esperamos por você!

PROGRAMAÇÃO

evento projeto presente

Mais empatia, por favor!

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Os primeiros teóricos e escritores viam a empatia como um traço ou característica que era estável e que podia ser medido, mas não ensinado. Essas convicções estão ultrapassadas. A ciência e a academia enxergam a empatia como habilidade fundamental para viver em um mundo diverso. A literatura indica que as pessoas, no geral têm disposição para ser empáticas, mas ser ou não empático pode depender de fatores situacionais.

Alguns autores identificam outras habilidades que andam juntas com a empatia. Essas seriam necessárias para desenvolvê-la, incluindo, por exemplo, a habilidade de escutar, de oferecer atenção plena e de se abster de julgamentos. Outros, destacam a empatia como componente da inteligência emocional, como é o caso do Goleman, famoso autor que ficou conhecido mundialmente pelo seu best-seller “Inteligência Emocional”. Ainda existem pesquisadores que destacam o autoconhecimento, as habilidades de comunicação (principalmente a de escuta ativa), a capacidade de perceber emoções em si e nos outros, junto com sentimentos ocultos, e o não julgamento dos outros como parte integrante da empatia.

A empatia é uma habilidade crucial para as relações, portanto, muitos autores discutem métodos mais efetivos de ensiná-la. Portanto, abordo aqui alguns pontos relevantes ao elaborar intencionalmente atividades com este fim.

Educação para a vida

Tonia Casarin é mestre em Educação pelo Teachers College Columbia University.

Enxergar o mundo pelo olhar do outro

A maioria das referências incluem a capacidade de olhar o mundo pelo olhar do outro como fator decisivo para o desenvolvimento da empatia, ou seja, sem isso a empatia não pode acontecer. Nessa capacidade está implícita também a habilidade de escutar o outro.

Compreender as emoções do outro

Outro fator é a capacidade de compreensão das emoções do outro como fundamental para o desenvolvimento da empatia. Ainda que a emoção tenha sido sentida no passado e seja relatada, é possível ser empático e reconhecê-la, mesmo que a pessoa não se sinta da mesma forma no presente.

Não julgamento

O “não julgamento” é outro atributo atribuído à empatia. Diz respeito à capacidade de não julgar o outro. Vale ressaltar que nem todos os autores concordam com esse atributo da empatia como fundamental, pois argumentam que é possível entender o outro e ainda assim julgar, o que seria uma característica humana. Porém, o “não julgamento” é hoje um atributo cada vez mais valorizado em uma sociedade reconhecidamente diversa.

Comunicar seu entendimento

A comunicação de entendimento parece vital se houver empatia. Seria, assim, o último estágio desta habilidade, em que, além de enxergar o mundo pelo olhar do outro, compreender suas emoções e não julgá-lo(a), é possível entender a posição colocada. Esta competência pode ser desenvolvida com debates em sala de aula, em que dois grupos de alunos defendam posições opostas. Depois de um primeiro debate, os alunos trocam de lado para defender os argumentos opostos. Esta atividade possibilita o entendimento do outro lado e o profundo envolvimento dos alunos com cada um dos lados.

Tonia Casarin empatia

Estudos sobre culturas e religiões diferentes da maioria também costumam ser um bom veículo de aprendizagem para os alunos. Isso pode envolver uma feira de culturas, com comidas típicas e até eventuais convidados estrangeiros em que as crianças possam interagir e fazer perguntas. Além de desenvolver empatia, essa atividade aguça a curiosidade dos alunos.

Além disso, a utilização de filmes e documentários como ferramentas pedagógicas pode ser o início de uma debate sobre questões vistas muitas vezes como polêmicas. Construir esse espaço seguro dentro de sala de aula, em que os alunos podem expor suas opiniões e questionamentos, sem medo de julgamentos, é chave para compreenderem e se permitirem entender o outro.

Como educadores, somos agentes de transformação, não somente de indivíduos, mas também da sociedade que nos cerca. E a empatia parece ser um dos caminhos para um mundo melhor.

O autoconhecimento também é considerado um antecedente, uma vez que vários programas que ensinam empatia começam com autoconhecimento. Isto foi rejeitado porque muitas pessoas são naturalmente empáticas – sem necessariamente serem conscientes disso.

As consequências de uma interação empática é que os “empatizados” têm a necessidade de compreensão satisfeita, sentem-se valorizados e melhor preparados para entender a si mesmos e mudar. A pessoa empática sente-se satisfeita por sentir que ajudou e cumpriu o dever de ser útil para os outros.

Hábitos da mente - ESCUTAR-OS-OUTROS

Eu sou Tonia Casarin, mestre em Educação pelo Teachers College Columbia University (NY). Escrevo neste espaço quinzenalmente sobre educação socioemocional e educação integral, assunto fundamental na pauta das escolas e das famílias.

Um bom clima na sala de aula é capaz de atenuar a influência da condição socioeconômica dos estudantes sobre a aprendizagem

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O título do post de hoje é a conclusão a que o Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) chegou ao analisar o desempenho na aprendizagem de estudantes de 15 anos de idade dos países membros da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

O estudo considerou as opiniões de estudantes sobre o quanto suas salas de aula são propícias à aprendizagem. As perguntas que definiram esse indicador questionavam se os alunos ouviam o que o professor dizia, se havia barulho e desordem na sala, se o professor tinha que esperar muito tempo até que os alunos se aquietassem, se os estudantes conseguiam trabalhar bem em sala e se os mesmos demoravam longo período de tempo para começar a trabalhar após o início da aula.

As percepções dos estudantes foram combinadas com seus resultados na avaliação da competência leitora, realizada em 2009. A relação mostrou, sem surpresas, que o clima disciplinar em sala de aula e na escola afetam (e muito) o desempenho na avaliação.

Assim, nas salas de aula e escolas com mais problemas disciplinares, o ambiente estabelecido se mostrou menos propício à aprendizagem, uma vez que os professores têm de gastar mais tempo criando um ambiente ordeiro antes de iniciar a aula. O inverso também se mostrou verdadeiro, pois em 55 países e economias que participaram do Pisa, onde os estudantes de escolas em que o clima de sala de aula é mais propício à aprendizagem, um melhor desempenho foi observado.

Juliana Miranda é gerente de Avaliação da Avalia Educacional e nossa parceira para o tema Avaliação

aprendizagem indisciplina

Escolas com climas disciplinares mais positivos são também aquelas com outras características que estão intimamente relacionadas a um melhor desempenho. Por exemplo, essas escolas tendem a ter populações de estudantes mais favorecidos. Em 36 países e economias, há uma relação positiva entre o clima disciplinar das escolas e o perfil socioeconômico médio de seus estudantes.

Mas não é só isso, a novidade do estudo foi descobrir que mesmo depois de considerar o contexto socioeconômico e o perfil demográfico dos estudantes e das escolas e suas várias outras características (tais como recursos educacionais, perfil de gestão, modalidades de avaliação etc.), as escolas com clima disciplinar mais positivo ainda tendiam a ter melhor desempenho.

Isso significa que o clima disciplinar, portanto, é uma das poucas características relacionadas à escola que mantém uma relação positiva significativa com o desempenho em todos os países analisados, mesmo depois de se considerar a realidade dos alunos e outras características da escola. Portanto, o estabelecimento de sólidas condições de aprendizagem em sala de aula ameniza dificuldades causadas pelo status socioeconômico sobre o desempenho do estudante, fator considerado como o de maior impacto nas condições de sucesso ou de fracasso escolar dos alunos.

Vale destacar, finalmente, que a imagem de “disciplina” colocada no indicador do Pisa não se relaciona a uma sala de aula necessariamente rígida, com carteiras enfileiradas em que os alunos se sentam em silêncio observando passivamente o que explica seu professor. A ideia de disciplina aqui colocada é, independentemente da organização física, um ambiente em que o trabalho pedagógico é central na utilização de tempo.

Escrito por Juliana Miranda

Bacharel em Ciências Sociais/USP e mestre em Educação/PUC-SP e gerente de Avaliação da Avalia Educacional

Referências bibliográficas:

Benefícios da Educação Socioemocional

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O estudo e aplicação do desenvolvimento das competências socioemocionais nas escolas é decorrente de pesquisas acadêmicas em diversas áreas do conhecimento: pedagogia, andragogia, neurociência, psicologia, educação, economia e outras ciências. Além disso, experiências atuais demonstram melhores resultados acadêmicos e sociais para crianças cujas competências socioemocionais foram mais bem desenvolvidas. Obviamente, as competências cognitivas e acadêmicas continuar sendo o cerne da educação, que passa a incorporar, de forma intencional aspectos socioemocionais na educação de alunos.  Um exemplo ocorre quando alunos desenvolvem competências socioemocionais, eles são mais motivados a participar da vida escolar e mais comprometidos.

Como outros resultados desses estudos e experiências, temos conclusões que apontam que o trabalho com as essas competências contribui para a redução do abandono escolar e para a melhoria do desempenho acadêmico, e ainda ressalta a escola como um espaço seguro para estimular o desenvolvimento socioemocional dos alunos, tornando-a central no papel de formação integral dos seus alunos. Conforme o CASEL (The Collaborative for Academic, Social and Emotional Learning), a aprendizagem de habilidades socioemocionais é uma das estratégias mais significativas para promover sucesso acadêmico e reformas escolares eficazes.

Dados mostram que a aprendizagem socioemocional melhora resultados acadêmicos, ajuda alunos a desenvolver autocontrole, melhora as relações da escola com a comunidade, reduz os conflitos entre os alunos e o bullying, ajuda os professores a manter o controle da sala de aula e ajuda os jovens a serem mais saudáveis e bem sucedidos na escola e na vida.

Tonia Casarin é mestre em Educação pelo Teachers College Columbia University.

Dentre algumas implicações de pesquisas, uma das mais interessantes sobre crianças que participam de programas de aprendizagem socioemocional em escolas, são os estudos longitudinais, aqueles que acompanham as crianças por longo período de tempo. Esses estudos comprovam impactos em todos os anos escolares, contextos sociais e tipos de escolas.

Os resultados mostram que 23% dos alunos apresentam de melhoria em habilidades socioemocionais, 9% de melhoria em atitudes frente a escola, família e outras pessoas de seu convívio, 9% de melhoria em comportamento social e 11% melhoria em testes acadêmicos. Esses benefícios são  acompanhados de 9% a menos de problemas de comportamento, e 10% de redução em distúrbios emocionais. Além disso, os pesquisadores identificaram a redução de fatores de risco em várias áreas da vida de uma criança, envolvimento em problemas como violência, delinquência, abuso de substâncias químicas ou a reprovação escolar.

Um recente estudo de 2015 da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) faz um panorama entre dezoito países sobre o impacto das competências socioemocionais do desenvolvimento econômico de diferentes populações. As correlações indicam que, em todos os países, habilidades socioemocionais se relacionam com níveis de  renda e desemprego, graduação, obesidade, depressão, problemas de comportamento e conduta, bullying, comportamentos vitimizantes, além de indicadores de qualidades de vida e saúde física.

Outra argumentação relevante é o estudo da área da economia. Ele mostra que o impacto econômico longitudinal indica, em média, uma economia de 11 dólares para cada um dólar investido em educação e aprendizagem socioemocional na infância e na adolescência.

Portanto, a importância de aumentar a capacidade dos alunos no longo prazo de lidar com diversas situações e protegê-los de riscos é central no desenho de um programa de habilidades para a vida. Não somente esses indivíduos irão colher os resultados para sua vida, como o país será beneficiado como um todo, como indicam os estudos.

Eu sou Tonia Casarin, mestre em Educação pelo Teachers College Columbia University (NY). Escreverei neste espaço quinzenalmente sobre educação socioemocional e educação integral, assunto fundamental na pauta das escolas e das famílias.

Lançamento oficial do sistema Farias Brito de ensino na Bett Brasil Educar 2016!

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Este ano a Bett Brasil Educar, o maior evento de educação do Brasil e da América Latina, que acontecerá nos dias 18 a 21 de maio em São Paulo no Expo Exhibition & Convention Center, terá como tema: “Melhor Educação, Melhor Sociedade”. O foco é a qualidade da Educação e da Escola e sua consequente relação com a melhoria da vida e da prática social.

Aproveitando o ensejo, a Editora Moderna e o Sistema Farias Brito realizarão neste evento o lançamento oficial de uma parceria de sucesso. A liderança no mercado editorial se une a uma das escolas mais conceituadas: Editora Moderna e Organização Educacional Farias Brito, e assim nasce o melhor sistema educacional do Brasil.

Estaremos presentes também na programação oficial com a palestra: “A Curadoria como Estratégia de Trabalho do Professor Autor” ministrada por Solange Petrosino no dia 19/05/2016 – Auditório: Práticas Escolares Efetivas e Inovadoras – das 9h30 às 10h.

Venha nos visitar e participe das palestras exclusivas realizadas nosso estande.

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