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John Locke: filosofia, política e educação

Por | Aulas/Explicações | Sem comentários

John Locke faleceu em 28 de outubro de 1704 na Inglaterra. Apesar da distância de mais de três séculos, as ideias liberais do filósofo inglês se mantém atuais. Locke nasceu em 1632, na cidade de Wrignton, Somerset, região sudoeste da Inglaterra. Durante o início da sua vida adulta, John Locke alimentou um grande interesse por assuntos relacionados à política, à educação e à filosofia, em uma época em que o Absolutismo imperava na Europa e o Rei era visto como um representante de Deus na Terra, que podia interferir em todos os seus interesses e no de seus súditos.

John LockeCom o passar do tempo, a estrutura das sociedades europeias começou a mudar e junto com elas as percepções de Locke. A insatisfação com os abusos da nobreza fizeram com que a burguesia começasse a se manifestar contra a monarquia absolutista. Nesse cenário, John Locke teve um papel importante para a transição do pensamento político, inaugurando uma nova modalidade de governo: o liberalismo.

Os ideais de John Locke são tão importantes que serviram de base para a implantação da monarquia parlamentarista na Inglaterra, inspiraram a Constituição dos Estados Unidos e foram adotadas como lema dos iluministas franceses, que, um século mais tarde, fariam a Revolução Francesa.

O grande ponto da filosofia política de Locke está no questionamento à legitimidade do direito divino dos reis, como pode ser observado na obra “Dois Tratados sobre o Governo”, publicada bem depois de sua morte, no final do século XVII. No livro, o filósofo defende a criação de práticas políticas que não fossem contra as leis naturais do mundo, ou seja, que garantisse igualdade aos cidadãos.

Uma situação que incomodava Locke era o fato de os cidadãos não terem direito sobre as coisas que produziam. De acordo com ele, a humanidade e o mundo são frutos do trabalho divino e, por isso, são propriedade de Deus. Sendo assim, qualquer riqueza que o homem conquistava por meio de seu próprio esforço, deveria ser de sua propriedade.

“A mente humana é uma tabula rasa”

John LockeNa filosofia, Locke procurou investigar as ações da mente humana, principalmente, a forma como ela capta informações e traduz o mundo exterior. Para isso, partiu do princípio de que todos os seres humanos nascem com o mesmo conhecimento: nenhum! Exatamente. O homem adquire conhecimento ao longo de sua vida. A partir dessa premissa é que o autor britânico acreditava que as mazelas eram socialmente produzidas e poderiam ser superadas pelo homem.

Em suas concepções filosóficas, Locke se opunha às correntes de pensamento que encontravam em Deus a resposta para as questões profundas. Para ele, a moral e a bondade só seriam obtidas através da razão e da análise sobre o que é vantajoso individual e coletivamente.

Em suas obras, Locke tentou demonstrar que a mente humana tem, de fato, um limite superficial e que seria impossível chegar às causas primordiais das grandes questões filosóficas. Através dos nossos sentidos é possível captar o conhecimento e formar ideias simples. A junção dessas ideias simples formaria os pensamentos complexos.

"Os homens são bons ou maus graças a sua educação"

Para John Locke, a transformação das instituições de ensino é a base para executar as mudanças na sociedade. As crianças aprendiam a partir da experiência com situações distintas e o papel da escola é garantir que elas tivessem contato com novas condições. Através do empirismo, os pequenos absorvem novos conteúdos e informações para sua formação intelectual. Mas, mesmo o conhecimento sendo igual a todos, a forma e a habilidade de reservar novos elementos são variáveis entre as pessoas.

John Locke educação

Assim sendo, Locke destaca a importância de um mestre condutor do pensamento com o qual a criança se relacionaria para sua formação. Sem esta figura, os pequenos se tornariam obsoletos, preguiçosos, egocêntricos e moralmente ignorantes e incapazes de conviver socialmente. Apesar da racionalidade de suas obras, o filósofo acreditava que as características emocionais do aluno influenciavam no seu aprendizado. Desta forma, os educadores precisavam estar preparados para aplicar metodologias diferentes em cada tipo de estudante.

 

 

A construção do Muro de Berlim

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Em 13 de agosto de 1961, a Alemanha começaria a presenciar uma reviravolta civil em sua história. Eram iniciadas as obras para construção do Muro de Berlim, que dividia o país entre Alemanha Ocidental e Alemanha Oriental, e marcaria a separação do povo alemão durante os próximos 28 anos.

A construção do muro

A Alemanha foi devastada no pós Segunda Guerra Mundial. Internamente, os alemães enfrentavam um sério problema civil por conta do descontentamento com o governo comunista do lado oriental. Percebendo isso, as autoridades da República Democrática Alemã (RDA) ordenaram a construção de uma barreira praticamente intransponível que dividiu a capital do País ao longo de 155 quilômetros.

Muro de Berlim

Foto da construção do Muro de Berlim

O Muro de Berlim, como ficou conhecido, foi construído para “estancar a emigração em massa para ocidente e a sangria econômica resultante para o regime comunista”. Dados oficiais alemães mostram que entre 1949 (ano de fundação da RDA) e 13 de agosto de 1961, cerca de três milhões de pessoas mudaram-se da área oriental da Alemanha para o ocidente. Todos estavam descontentes com o rumo que RDA estava dando à Alemanha Oriental, tornando-a uma espécie de zona de influência soviética.

Durante os 28 anos que se seguiram, até a queda do mundo, as milícias comunistas ergueram barreiras de arame farpado, ergueram barricadas na fronteira, impedindo que a população saísse do país e os alemães ocidentais de entrar em território da RDA. A segurança era forte. Os alemães orientais utilizavam uma dupla barreira de betão com uma “faixa da morte”, em que foram colocadas minas, armas de tiro automático e um conjunto de vigilantes com mais de 47 mil guardas. Por conta de tudo isso, o Muro ficou conhecido como o “Muro da Vergonha”.

A repercussão na mídia

Veja também a matéria completa veiculada pelo Jornal Nacional, quando houve a queda do muro, em 10 de novembro de 1989.

Saiba mais

Na coleção Conexões com a História, aprovada no PNLD 2015, traz um objeto educacional sobre o Muro de Berlim que pode complementar as aulas de História. Confira:

Muro de Berlim

Filmes de apoio

Adeus, Lênin

Alemanha, 2003

Direção: Wolfganger Becker

A mãe de Alexander, fiel devota do socialismo na antiga Alemanha Oriental, tem um ataque cardíaco ao ver o filho em uma passeata contra o sistema vigente. Quando ela acorda do coma, após a queda do muro de Berlim, o médico aconselha a Alexander que ela evite emoções fortes, pois outro ataque tão cedo seria fatal. Com o peso na consciência pelo estado atual de sua mãe, Alex faz de tudo para que ela continue vivendo em uma ilusória Alemanha socialista, mudando embalagens de produtos industrializados e até mesmo inventando documentários televisivos para preencher as brechas do dia-a-dia do recente capitalismo no país.

Um Amor Além do Muro

Alemanha, 2006
Direção: Dominik Graf

No verão de 1961, quatro meses antes da construção do Muro de Berlim, Siggi (Max Riemelt), um jovem de 20 anos, chega a Dresden para tentar a vida como cenógrafo. Na boate A Cacatua Vermelha conhece Luise (Jessica Schwartz), uma jovem poeta cujo trabalho é proibido na Alemanha Oriental, sem saber que ela é casada com Wolle (Ronald Zehrfeld). Na boate, o trio é apresentado à música proibida do ocidente: o rock’n’roll.

A Vida dos Outros

Alemanha, 2006
Direção: Florian Henckel von Donnersmarck

Vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, retrata a situação de artistas e intelectuais numa Alemanha ainda dividida. Em 1984, um ministro da Alemanha Oriental ordena que Georg Dreyman (Sebastian Koch), o maior dramaturgo do país, seja vigiado pelo serviço secreto, apesar dele não contestar o governo ou seu regime político. O ministro Bruno Hempf (Thomas Thieme) passa esta tarefa para Anton Grubitz (Ulrich Tukur), que monta uma estrutura em que Dreyman e sua namorada, a atriz Christa-Maria Sieland (Martina Gedeck), são vigiados 24 horas. Com a descoberta do mundo particular do casal, Grubitz passa a ter uma afeição aos dois e questionar seu trabalho.

Guerra do Golfo: a diplomacia e o petróleo

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A exploração do petróleo desperta o interesse de Estados e empresas em todo o mundo. Neste contexto, o Golfo Pérsico, no Oriente Médio, surge como grande destaque pelo número de reservas petrolíferas e, por consequência, como foco de tensão diplomática. A região já foi palco de uma guerra entre Irã e Iraque (1980 -1988), motivada pelo interesse do ditador iraquiano Saddam Hussein, sunita, em enfraquecer a influência xiita nos campos petrolíferos.

Em 1990, Hussein invadiu o Kuwait sob a justificativa de que o país estava se apropriando de petróleo iraquiano na região da fronteira e o comercializando a preços mais baixos para prejudicar a economia iraquiana. O objetivo principal do Iraque com a invasão era anexar o território vizinho como uma província e controlar o petróleo kuwaitiano.

Era o início do conflito que seria conhecido como Guerra do Golfo.

Saddam Hussein - Guerra do Golfo

Saddam Hussein discursa durante a Guerra do Golfo

 

Guerra do Golfo: Intervenção da ONU e entrada dos EUA

Com a morte de milhares de soldados e civis, a Organização das Nações Unidas (ONU) interveio na situação e declarou embargo comercial ao Iraque e impedindo que outros países associados comercializassem com Saddam Hussein durante a Guerra do Golfo. A medida não foi o bastante para apaziguar a situação e os conflitos armados continuaram. A situação afetou relações comerciais e o fornecimento de petróleo para todo o mundo, mobilizando grandes economias a participarem das ações por paz. Os Estados Unidos decidiram participar do confronto armado apoiando as tropas kuwaitianas para retirada dos iraquianos do território.

Saddam Hussein pretendia, a longo prazo, decretar guerra ao Oriente Médio e dominar territórios vizinhos ao Iraque para dominar o mercado petrolífero. O que o ditador não esperava era o apoio da Arábia Saudita e da Turquia às tropas norte-americanas. Assim, a Organização das Nações Unidas (ONU), autorizou, no início de 1991, a invasão de uma coalizão militar, formada por 34 países, sob a liderança dos Estados Unidos, para forçar a retirada das tropas iraquianas do Kuwait.

Guerra do Golfo: avião sobrevoando o Kuwait

F-14 sobrevoando o território do Kuwait durante a Guerra do Golfo

Os iraquianos atacaram Israel com mísseis de fabricação soviética como medida para ganhar o apoio de outros países da região. No entando, as relações diplomáticas entre Israel e Estados Unidos foram fundamentais para convencer Israel de não contra-atacar militarmente. Saddam Hussein ainda autorizou o incêndio de plataformas petrolíferas do Kuwait.

Em 28 de fevereiro de1991, o Iraque foi bombardeado e as tropas terrestres da coalizão anunciaram a devolução do Kuwait. Apesar das milhares de mortes civis e militares, a Guerra do Golfo não representou grandes mudanças políticas no Iraque, que manteve Saddam Hussein como ditador e não perdeu nenhum território.

Em 2002, esse conflito seria retomado pelo ex-presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, sob alegação de que o Iraque desenvolvia armas de destruição em massa. Tropas norte-americanas ficaram alojadas no Iraque até 2011 e as armas de destruição em massa nunca foram encontradas e o ditador Saddam Hussein foi condenado à pena de morte e executado em 2006.

Saiba mais sobre a Guerra do Golfo

A Guerra do Golfo foi o primeiro conflito armado com transmissão ao vivo pelos meios de comunicação. O canal britânico CNN (Cable News Network) enviou três jornalistas para acompanhar as ações militares. Bernard Shaw descreveu os primeiros ataques da coalizão contra Bagdá, no Iraque:

A Rede Globo guarda um acervo sobre a Guerra do Golfo. Foi a primeira vez que a emissora realizou a cobertura in loco de um conflito armado.  

Fundação Santillana e Editora Moderna lançam livro sobre o Ensino Médio Politécnico gaúcho

Por | Dicas, Material Extra | Um comentário

A Fundação Santillana e a Editora Moderna acabam de disponibilizar para download o livro “O Ensino Médio e os Desafios da Experiência: movimentos da prática. A obra reúne reflexões de 16 educadores sobre a reestruturação curricular no Ensino Médio Politécnico do Rio Grande do Sul. Organizado pelo secretário de educação José Clovis de Azevedo e pelo assessor Jonas Tarcísio Reis, o título tem como objetivo ampliar o debate sobre a implantação deste formato de Ensino Médio, bem como proporcionar o entendimento teórico e da prática desta mudança já em andamento na rede estadual de ensino gaúcho.

“Essa é uma obra atual, contemporânea, que expressa ideias de um movimento coletivo e reflexivo de educadores/pesquisadores que buscam construir uma nova forma de pensar e fazer o Ensino Médio no século XXI. O livro apresenta grandes contribuições para o avanço do debate sobre o tema da reestruturação do Ensino Médio na perspectiva da politecnia, uma vez que assinala a responsabilidade social do Estado para com a educação pública e o seu compromisso com um projeto emancipatório”, afirma o prof. Dr. Sidinei Pithan da Silva, no prefácio da obra O Ensino Médio e os Desafios da Experiência: movimentos da prática.

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Esta é a segunda publicação lançada pela Fundação Santillana e pela Editora Moderna em parceria com a Secretaria da Educação do Estado do Rio Grande do Sul. Em 2013, as instituições apresentaram o livro “Reestruturação do Ensino Médio – Pressupostos Teóricos e Desafios da Prática”, também organizada por José Clovis de Azevedo e Jonas Tarcísio Reis, que reúne artigos de especialistas e contribui com reflexões acerca das Diretrizes Curriculares Nacionais do Ensino Médio e apresenta experiências de sucesso.

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Franz Kafka: realismo da estranheza

Por | Dicas | Sem comentários

Boa tarde, amigos modernos.

Franz Kafka é um dos mais importantes nomes da literatura mundial. Nascido em 03 de julho de 1883, em Praga, na Tchecoslováquia, o escritor era filho de judeus e cresceu cercado de elementos da cultira judaica, tcheca e alemã. De acordo com alguns estudiosos, o falecimento dos seus irmãos, ainda na infância, justificam características importantes de suas obras como a culpa, a descrença e a angústia.

Fonte: The Telegraph

Socialista e ateu desde a juventude, Franz Kafka se formou em Direito em 1906. Durante sua graduação em Direito, fez parte da chamada Escola de Praga, movimento que incentivava a criação artística baseada no realismo, com inclinação metafísica, passagens marcadas pela lucidez racional e pela ironia.

Morreu em 03 de junho de 1924, em um sanatório na cidade de Kierling, na Áustria, em decorrência da tuberculose. Sua fama viria apenas depois da morte. Durante a vida, publicou apenas alguns textos, mas deixou instruções ao amigo e testamenteiro literário, Max Brod, para que os originais inéditos fossem queimados na ocasião de sua morte.

Obviamente, seu pedido não foi respeitado pelo amigo.

Estilo literário

A habilidade de tornar fatos impossíveis em realidades plausíveis é uma característica essencial do legado kafkiano. Acordar transformado em um inseto gigante ou ser preso sem nenhum motivo aparente ganham sentido em A Metamorfose (1915) e em O Processo (1925) pela capacidade de fazer o leitor entender e se relacionar com a angústia do narrador-personagem.

O impossível ganha vida com uma linguagem de descrição concisa e pela lucidez em situações incompreensíveis. Além disso, Kafka faz duras críticas aos governos burocratas que reprimem o povo com o poder e analisam a condição do ser humano dentro do sistema. Por esse motivo, é comum ouvir que as obras de Kafka são atemporais.

Para ler e, principalmente entender, os clássicos kafkianos, é necessária uma boa dose de atenção à construção da obra. Normalmente, o olhar de Kafka é direcionado à opressão das instituições, à justiça, à dor e à fragilidade do homem perante problemas do dia a dia.

Para os amantes da literatura, as obras de Kafka oferecem momentos de estranheza e de angústia com histórias envolventes. Se você gosta de finais felizes, os livros de Franz Kafka não são os mais indicados para a sua estante.

As obras de Franz Kafka também receberam adaptações para outros formatos. O famoso diretor Orson Welles produziu a versão cinematográfica em 1962. Confira:

 

#CraquesdaEducação – Philippe Perrenoud

Por | #CraquesdaEducação | Sem comentários

Data de nascimento: 9 de março de 1955
Local de nascimento: Genebra – Suíça
Posição: Lateral direito
Habilidade e técnica: Toque e disciplina
Principal Obra: “10 Novas Competências para Ensinar”

Principais ideias:

  • Formação docente continuada
  • Avaliação crítica
  • Pedagogia diferenciada com envolvimento na gestão escolar
  • Envolvimento dos pais na escola

O que pensou:

O suíço Philippe Perrenoud é, sem dúvida, uma referência bastante atual na educação. Ele sistematizou dez objetivos a serem alcançados pelo professor. As chamads 10 novas competências para ensinar envolvem recursos cognitivos para resolver situações-problema. Dessa forma, encontramos na teoria de Perrenoud, as seguintes funções para o professor: organizar e dirigir situações de aprendizagem; administrar a progressão das aprendizagens; envolver os alunos em suas aprendizagens e em seu trabalho e trabalhar em equipe.

Perrenoud afirma que o professor deve ser crítico em relação à atuação docente e traçar as dificuldades encontradas no convívio didático para estabelecer melhorias na relação aluno x professor.

#CraquesdaEducação – Mikhail Bakhtin

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Data de nascimento: 17 de novembro de 1895
Local de nascimento: Orlovsky – Rússia
Posição: Lateral direito
Habilidade e técnica: Cruzamento e boa movimentação
Principais Obra: Marxismo e Filosofia da linguagem

Principais ideias:

  • Toda a atividade humana está relacionada à linguagem
  • Todo enunciado é individual e reflete a individualidade do falante

O que pensou:

Mikhail Bakhtin dedicou sua vida a estudar conceitos relacionados à linguagem e suas aplicações. Todos nós somos agentes das relações sociais e responsáveis pela interação mediada pelo diálogo que fortalece a língua falada.

Em suas pesquisas, Bakhtin estabeleceu uma linha de pensamento alternativa à retórica aristotélica. Segundo o russo, para cada discurso há uma escolha diferente de palavras, enunciados e estilos. Assim, o aluno só adquire conhecimento suficiente para escrever uma poesia, por exemplo, se ele for capaz de entender as marcas do gênero.

#CraquesdaEducação – Emília Ferreiro

Por | #CraquesdaEducação | Sem comentários

Data de nascimento: 1936
Local de nascimento: Argentina
Posição: Meio-Campo
Habilidade e técnica: Visão ampla e autonomia de jogadas
Principal Obra: “Psicogênese da Língua Escrita”

Principais ideias:

  • Processo de aprendizagem das crianças é individual. Uma criança que aprende mais devagar, não é menos inteligente.
  • Os alunos reinventam a construção da aprendizagem segundo suas próprias facilidades e assimilações
  • O professor eficaz é capaz de adaptar seu ponto de vista ao da criança, tornando-se parceiros na construção da aprendizagem

O que pensou:

Emília Ferreiro nasceu na Argentina e dedicou seus estudos à alfabetização de crianças. Bastante influenciada pelas ideias de Jean Piaget, Emília é reconhecida por sua proposta construtivista de aprendizagem, estabelecendo que a criança tem um papel ativo e de construção de seu próprio conhecimento.

Emília Ferreiro estabeleceu uma série de quatro etapas de aprendizagem da leitura e escrita. Durante este processo, os alunos passam por avanços e recuos até o domínio do código lingüístico. A alfabetização é um fenômeno social, modificado constantemente pelas crianças, segundo suas próprias ideias.