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Fuja de quatro grandes ciladas na interpretação dos resultados

Por | Avaliação | Sem comentários

No post passado, falamos sobre o impacto que a mudança do Ensino Fundamental de 8 para 9 anos trouxe nas avaliações externas. Hoje, vamos falar um pouco sobre como o Enem pode ajudar as escolas a acompanharem a evolução dos alunos, evitando algumas “armadilhas” que o senso comum costuma a pregar na hora de avaliar os resultados obtidos na prova.

Em primeiro lugar, vale lembrar que os resultados preliminares por escola do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2014 foram divulgados pelo Inep/MEC neste mês de julho. Para quem ainda não viu o seu, clique aqui e confira. Após o julgamento de todos os pedidos de esclarecimento e de revisão de notas, esses dados se tornarão públicos e certamente serão amplamente divulgados pela imprensa.

Nesse meio tempo, e enquanto os alunos não participam em outubro da edição 2015, é importante que as escolas analisem seus dados para verificar se as metas de rendimento da própria instituição estão sendo alcançadas, de modo a apoiar as práticas pedagógicas que estão dando certo e auxiliar outras que ainda precisam de ajustes.

A seguir, apresentamos quatro “ciladas” comuns que podem ocorrer a partir da interpretação das médias da escola no Enem e que devem ser evitadas para obter uma visão real da situação:

Juliana Miranda é gerente de Avaliação da Avalia Educacional e nossa parceira para o tema Avaliação

Comparar as notas entre as diferentes áreas do conhecimento que são avaliadas.

O Enem avalia as áreas de Linguagens e Códigos, Matemática, Ciências Humanas e Ciências da Natureza e os resultados de cada uma são divulgadas em faixas de desempenho (menor que 300, entre 300 e 399,99, e por aí vai).

Apesar de todas variarem entre 0 e 1000 pontos e serem calculadas pela Teoria de Resposta ao Item – com exceção da nota de Produção Textual -, não há uma equalização entre as escalas de proficiência das diferentes áreas do conhecimento. Dessa forma, se a escola tem média 650 em Matemática e 550 em Ciências da Natureza, não significa que seus alunos tenham desenvolvido melhor as competências e habilidades de Matemática. Cada área possui sua própria escala e deve ser analisada separadamente.

Estimar uma média única da escola, somando e dividindo por 4 as notas das provas objetivas.

Como dito, não há equalização entre as escalas em que são divulgadas as notas de cada uma das áreas do conhecimento. Por isso, uma nota 600 em Leitura não tem o mesmo peso e significado que 600 em Matemática ou Ciências da Natureza.

Além disso, a prática de calcular uma média única é resquício de uma concepção bastante perversa sobre a utilidade dos dados de avaliações educacionais, materializada nos famosos rankings de escolas. Desestimular esse tipo de publicação e incentivar um uso crítico e interpretativo dos dados é muito mais benéfico e proveitoso para as escolas e para a sociedade.

Não considerar os dados contextuais divulgados pelo Inep ao comparar a escola com outras instituições.

Como sabemos, diferenças sociais e econômicas atingem diretamente o desenvolvimento do trabalho pedagógico. Cada escola do nosso país está envolvida com a realidade da comunidade que atende, recebe alunos com diferentes backgrounds, possui mais ou menos recursos para investimento. Bem por isso, comparar todas as escolas que participam do Enem por meio de uma média geral, seria como julgar com a mesma expectativa o tempo de corrida de atletas que largaram de distâncias muito diferentes.

Por causa disso, desde 2013, o Inep tem publicado junto com as médias gerais das escolas uma série de dados contextuais que devem ajudar os gestores a encontrar grupos de escolas mais “semelhantes” à sua. É mais vantajoso, por exemplo, que as escolas limitem suas comparações a instituições com mesmo perfil socioeconômico, que sejam da mesma dependência administrativas e que estejam no mesmo município e estado.

Julgar que a escola com maior média no Enem é a escola em que os alunos aprendem mais.

Infelizmente, o senso comum considera que a escola com maior média geral no Enem é sinônimo de uma escola de “qualidade”. Contudo, se esse fosse realmente o objetivo desse Exame, certamente fatores mais amplos e profundos também seriam considerados, como, por exemplo, fatores institucionais que envolvessem toda a comunidade escolar (gestores, professores, funcionários, alunos e famílias).

O Enem possui o objetivo principal de fornecer um diagnóstico sobre o nível de domínio que os alunos que concluíram ou estão concluindo a educação básica têm sobre as competências e habilidades essenciais para sua formação como cidadãos. Portanto, o foco da avaliação, são os indivíduos, e não a competição entre as instituições de ensino.

Escrito por Juliana Miranda

Bacharel em Ciências Sociais/USP e Mestre em Educação/PUC-SP e gerente de Avaliação da Avalia Educacional

PNLD 2016: A IDENTIDADE E A CIDADANIA NA FORMAÇÃO DE CIDADÃOS ATIVOS NA SOCIEDADE

Por | FOCO DE AÇÃO, PNLD 2016 | Um comentário

Um dos principais objetivos do Ensino Fundamental é garantir a formação dos alunos para a cidadania, desenvolvendo a compreensão de sua realidade e de seu papel na sociedade. O quarto foco de ação que norteia as nossas obras didáticas chama-se Identidade e cidadania e tem como objetivo a construção da autonomia para que os alunos sejam aptos a expressar ideias e desenvolver atitudes como cidadãos de direitos e deveres.

Nos anos iniciais do Ensino Fundamental, a escola deve ser um ambiente que estimule conversas a partir da história pessoal da criança, da família e da escola, além de envolver os pequenos com as tradições da localidade em que moram (comunidade, bairro, povoado ou município), introduzindo a cultura e os costumes que criamos como nação e apresentando outras culturas do mundo. Essas práticas na sala de aula permitem que os alunos estabeleçam inúmeras relações e compreendam sua própria história e suas formas de viver e de se relacionar.

A escola deve contribuir também para o autoconhecimento e a formação da identidade dos alunos. O estudo do corpo humano, por exemplo, possibilita reconhecer padrões comuns a todas as pessoas e perceber a individualidade de cada um, expressa nas características físicas e comportamentais. Os cuidados com o corpo e a descoberta da sexualidade desenvolvem a autoestima, o respeito ao próximo e a compreensão de que a saúde é um bem pessoal e coletivo.

Na dimensão cognitiva, o foco de ação da IDENTIDADE E CIDADANIA propõe que o desenvolvimento do conhecimento por meio de atividades que exijam observação, comparação, identificação, contextualização e análise. Para isso, a utilização de diferentes fontes e linguagens — textos, imagens, objetos, mapas e elementos do patrimônio cultural — é fundamental.

Na dimensão social, auxilia os alunos a valorizarem seu espaço geográfico, entendendo que eles fazem parte todo e, por isso, também são produtores de cultura. Nesse sentido, o professor deve orientar os alunos a realizar uma leitura diferenciada da sua realidade, iniciando a compreensão de que ela é produto de uma série de relações complexas.

Este foco de ação pode ser trabalhado com propostas de discussões sobre os temas transversais e cotidianos. Promover pesquisas em diferentes fontes cria condições efetivas para um bom aprendizado. A busca por informações proporciona situações coletivas e individuais que exercitam observação, questionamento, formulação de hipóteses, experimentação, análise e registro, possibilitando novas indagações em sala de aula.

A partir da pesquisa, os alunos exercitam a sociabilidade e o respeito ao próximo, fundamental para o intercâmbio de ideias. Nestas atividades, o professor deve garantir que todos tenham a liberdade e a oportunidade de expressar suas ideias e pontos de vistas, contribuindo para o trabalho coletivo.

OBJETIVOS DO FOCO DE AÇÃO IDENTIDADE E CIDADANIA

  • Conhecer e respeitar modos de vida de diferentes grupos sociais, em diversos tempos e espaços, em suas manifestações culturais, econômicas, políticas e sociais, reconhecendo semelhanças e diferenças entre eles.
  • Questionar a realidade, identificar problemas e propor soluções.
  • Reconhecer formas de atuação política e organizações coletivas da sociedade civil.
  • Formular o próprio repertório histórico-cultural que permita localizar acontecimentos numa multiciplicidade de tempos, estabelecendo explicações para questões do passado, do presente e do futuro. 
  • Valorizar o patrimônio sociocultural e respeitar a diversidade, reconhecendo-a como direito dos povos e indivíduos e como um elemento de fortalecimento da democracia.
  • Comparar histórias de vida, investigar memórias familiares e analisar vivências do presente e do passado para construção do conhecimento histórico.

A educação de valores deve prever a discussão de questões relacionadas à convivência, à compreensão do respeito às diferenças, à necessidade de regras, normas e leis; ao manejo sustentável e à valorização dos recursos naturais; ao desenvolvimento dos sentimentos de identidade e reconhecimento do valor da diversidade. Além disso, a reflexão sobre a intervenção dos seres humanos na natureza ajuda a cultivar valores condizentes com a proteção ao meio ambiente e incentiva o comprometimento das crianças com a melhoria da qualidade de vida dentro e fora da escola

Enfim, as ações que promovem a IDENTIDADE E CIDADANIA devem visar à formação de pessoas aptas à participação social, capazes de refletir sobre sua realidade e atuar sobre ela.

CONHEÇA A PROPOSTA COMPLETA DOS 4 FOCOS DE AÇÃO

A Editora Moderna tem um compromisso com a educação de resultado. Nossa equipe pedagógica está sempre em contato com professores e gestores de ensino para conhecer as reais necessidades das escolas públicas brasileiras. A partir disso, nossos livros didáticos são pensados de forma a potencializar o trabalho dos educadores e preparar nossas crianças para os desafios escolares e da vida.

Para o PNLD 2016, voltado aos anos iniciais do Ensino Fundamental, preparamos materiais focados nos primeiros desafios da vida escolar. São projetos pedagógicos completos que se dedicam à alfabetização sem esquecer de valorizar a fase em que se encontra a criança, num mundo de brincadeiras e criatividade. Assim, organizamos nossas coleções segundo 4 focos de ação:

Alinhadas com os PCNs e com o PNAIC, nossas obras trabalham oralidade, leitura, compreensão e produção de textos gradualmente em todas as áreas do conhecimento.

Jogos e atividades interdisciplinares que trabalham situações cotidianas contribuindo na formação de uma postura criativa e autônoma do aluno.

Atividades cooperativas que despertam o prazer da descoberta, a partir da experimentação e da vivência. O uso de diferentes linguagens amplia o repertório do aluno, propiciando o pensamento investigativo e questionador.

Nossos conteúdos têm o objetivo de encorajar o aluno a se reconhecer como indivíduo e a manter uma relação ativa e cidadã com a sociedade, compreendendo que sua realidade é fruto de um processo histórico.

PLANOS DE AULA DATAS COMEMORATIVAS

A Editora Moderna preparou planos de aulas especiais para trabalhar datas comemorativas na sala de aula. Essas atividades auxiliam o aluno dos anos iniciais do Ensino Fundamental a entender o contexto de datas celebradas na cultura brasileira e mundial, reconhecendo a importância coletiva da cultura.

É sonhando que se economiza

Por | Educação Financeira | Sem comentários

No post passado falamos sobre a economia compartilhada e os benefícios que esse tipo de comportamento pode gerar para as famílias em tempos de crise. Hoje, vamos falar um pouco mais sobre a importância de traçar metas financeiras para a realização de desejos e sonhos. E quer coisa melhor do que falar de sonhos com os nossos pequenos sonhadores?

Andy de Santis é autora do livro Lições de Valor e parceira do blog para o tema Educação Financeira

“- Podes dizer-me, por favor, que caminho devo seguir para sair daqui? – pergunta Alice.

– Isso depende muito de para onde queres ir – responde-lhe imediatamente o Gato.

– Preocupa-me pouco aonde ir – disse Alice.

– Nesse caso, pouco importa o caminho que sigas – replicou o Gato.”

relogioRetirado do romance Alice no País das Maravilhas,
de Lewis Carroll.

Pode reparar: toda conquista que dependa de esforço e dedicação, um dia foi apenas um sonho, uma visão. Sonhar é essencial para mobilizar a energia de realização e é ainda mais importante para encorajar a persistência e a disciplina necessárias a quem pretende chegar a um destino, sem se perder no caminho. Afinal, se não sabemos aonde queremos ir, qualquer caminho serve.

Alice caiu em um buraco, e talvez por isso não se preocupe tanto aonde ir, apenas deseja sair daquele lugar. A metáfora do buraco talvez seja a mais apropriada para traduzir a situação de quem está endividado. Muitas pessoas me procuram com o desejo de sair das dívidas. Depois de ouvir o caso, eu lhes pergunto sobre seus sonhos e algumas me respondem: “Como posso sonhar se estou endividado? Meu único sonho é sair das dívidas”.

O que as pessoas endividadas talvez ainda não tenham notado é que a causa de sua situação pode ter sido justamente a falta de clareza dos seus sonhos. Por não terem definido uma visão de onde gostariam de chegar, tornaram-se reféns das tentações no caminho e acabaram se perdendo em dívidas, muitas vezes sem entender por quê. Claro que esta não é a única razão do endividamento, mas é uma das mais comuns.

Por isso, quando uma pessoa endividada me diz que não consegue sonhar, insisto para que tente. Peço para que feche os olhos e imagine que conseguiu pagar todas as dívidas. Os financiamentos, o cartão de crédito, o cheque especial e o consignado estão quitados e o saldo no banco está positivo. Aí, peço-lhe para abrir os olhos e então deixar a mente voar sem limites, perguntando: Agora que todas as suas dívidas estão pagas, o que deseja fazer? Qual será seu próximo sonho? E assim, ela começa a definir uma estratégia, não para sair do buraco, mas para alcançar esta meta. E faz isso consciente de que, ao definir um objetivo a se realizar, encontra mais forças para ultrapassar os obstáculos que a separam de atingi-lo.

Quando uma pessoa tem sonhos claros, fica mais fácil dizer “não” a si mesma, desviar das promoções, evitar as armadilhas do consumo e conter os impulsos. É um mecanismo que treina nossa consciência a abrir mão de um desejo imediato em prol de uma realização futura. A pessoa consegue olhar para um objeto de desejo e dizer a si mesma: “Eu não vou comprar esta bolsa, porque estou economizando para minha viagem”, “Não vou trocar meu celular agora, pois estou planejando comprar um carro no fim do ano”.

E você, já parou para pensar sobre onde quer chegar? Quais são seus sonhos, seus objetivos e projetos de vida? Proponho um exercício rápido: em uma folha de papel, descreva todos os seus sonhos, até mesmo aqueles que lhe pareçam mais improváveis. Depois, coloque-os em ordem cronológica, separando os sonhos que deseja realizar no próximo semestre, em um ano, cinco, dez e vinte anos. O próximo passo é pesquisar quanto custam seus sonhos e calcular quanto você precisaria guardar mensalmente para atingi-los. Se a meta lhe parecer impossível, experimente alongar um pouco o prazo de alguns sonhos ou quebrar os sonhos em etapas viáveis.

Definida a primeira etapa do sonho a se realizar, pense no que precisa fazer para alcança-lo. Talvez você precise economizar em algum item supérfluo ou tenha que trabalhar um pouco mais para aumentar sua renda. O importante é dar um passo de cada vez, dia após dia e quando você perceber, terá seu sonho realizado. ;-)

Lições de Valor: Educação Financeira escolar

Se você gostou desta reflexão e deseja trabalhar este tema com seus alunos do Ensino Fundamental II, que tal conhecer o livro “Lições de Valor – Educação financeira escolar”? A unidade 4, “Aonde você quer chegar” traz inspiração para estimular os alunos a sonhar, além de exercícios e métodos para apoia-los no planejamento de seus sonhos, passo a passo.

As escolas que adotarem o livro também terão acesso ao portal com textos e planilhas, que ajudarão as famílias e os professores a identificar seus valores pessoais e talentos. Um exemplo de exercício já está disponível aqui para você experimentar.

Eu sou Andyara de Santis Outeiro, autora do livro e estou aqui para dialogar com você sobre os conteúdos da obra e trazer dicas sobre educação financeira para aplicar na escola e na vida. Aproveite o espaço, traga seus dilemas, dúvidas e experiências. Vamos aprender juntos?

PNLD 2016: A RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS COMO ESTRATÉGIA DE ENSINO

Por | FOCO DE AÇÃO, PNLD 2016 | Um comentário

O segundo foco de ação que orienta nossas obras didáticas é a Resolução de Problemas e, ao contrário de qualquer primeira impressão, não tem a ver apenas com as aulas de Matemática.

As práticas cotidianas exigem que as pessoas, sejam crianças, adolescentes ou adul­tos, saibam resolver problemas, pois a todo momento nos deparamos com a necessidade de analisar dados, organizar, planejar e executar ações, buscar e avaliar novas informações. Assim, o que chamamos de problema, não corresponde exclusiva­mente à ideia mais difundida do que seja um desafio matemático.

Um problema se define como tal não por sua forma (um enunciado sobre uma situação ou uma pergunta para responder), mas sim por ser uma situação que para ser resolvida exige um certo nível de conhecimento do aluno. Desta forma, uma mesma proposta pode ser um problema para uma criança e não o ser para outra.

Existe mais uma condição para que determinada questão seja considerada um problema: os alunos precisam ter recursos suficientes para criar uma solução. Assim, ao propor situações desafiadoras aos alunos, é preciso ter em mente o objetivo de aprendizagem almejado.

A escola, como formadora do cidadão, deve trabalhar com diversas situações:

 Problemas do tipo fechado (que exigem resposta única)

Problemas do tipo aberto (que admitem várias soluções ou nenhuma)

Formulação de novos questionamentos (que para desenvolve uma pos­tura criativa e investigativa).

Propostas que aproximam o aluno da produção de conhecimento científico em qualquer área do saber, uma vez que o mobiliza a elaborar novas perguntas para o problema apresentado pelo professor.

Mais um aspecto fundamental na resolução de problemas diz respeito à contextualiza­ção. Além da seleção/elaboração de questionamentos significativos, o ambiente criado pelo professor precisa oferecer tempo para o processo de resolução e necessita mesclar momentos individuais e coletivos. No entanto, as soluções e diferentes estratégias devem ser discutidas e socializadas em um movimento de busca de vali­dações e de produção de sentidos e significados. Finalmente, compete ao professor formalizar os novos conceitos e sistematizar os novos procedimentos com os alunos.

A resolução de problemas nos nossos livros didáticos

As nossas coleções didáticas buscam encaminhar os conteúdos com base em uma sequência de atividades problematizadoras que, em alguns momentos, são bastante focadas na aplicação, sistematização e observação de regras e procedimentos, a fim de instrumentalizar as crianças. Em outros momentos, as atividades são muito desafiado­ras ao pensamento dos alunos, colocando-os numa posição de investiga­dores diante do conhecimento novo. Essas atividades se caracterizam como um ponto de partida para a aquisição dos conhecimentos trabalhados em sala de aula, pois possibilitam aos alunos reconhecer regularidades e propriedades elabo­rando conceitos e argumentos, sistematizando procedimentos e desenvolvendo atitudes.

CONHEÇA A PROPOSTA COMPLETA DOS 4 FOCOS DE AÇÃO

A Editora Moderna tem um compromisso com a educação de resultado. Nossa equipe pedagógica está sempre em contato com professores e gestores de ensino para conhecer as reais necessidades das escolas públicas brasileiras. A partir disso, nossos livros didáticos são pensados de forma a potencializar o trabalho dos educadores e preparar nossas crianças para os desafios escolares e da vida.

Para o PNLD 2016, voltado aos anos iniciais do Ensino Fundamental, preparamos materiais focados nos primeiros desafios da vida escolar. São projetos pedagógicos completos que se dedicam à alfabetização sem esquecer de valorizar a fase em que se encontra a criança, num mundo de brincadeiras e criatividade. Assim, organizamos nossas coleções segundo 4 focos de ação:

Alinhadas com os PCNs e com o PNAIC, nossas obras trabalham oralidade, leitura, compreensão e produção de textos gradualmente em todas as áreas do conhecimento.

Jogos e atividades interdisciplinares que trabalham situações cotidianas contribuindo na formação de uma postura criativa e autônoma do aluno.

Atividades cooperativas que despertam o prazer da descoberta, a partir da experimentação e da vivência. O uso de diferentes linguagens amplia o repertório do aluno, propiciando o pensamento investigativo e questionador.

Nossos conteúdos têm o objetivo de encorajar o aluno a se reconhecer como indivíduo e a manter uma relação ativa e cidadã com a sociedade, compreendendo que sua realidade é fruto de um processo histórico.

ATIVIDADES DE CIÊNCIAS

A Editora Moderna preparou atividades práticas para a disciplina de Ciências que propõem situações-problemas em que o aluno pode resolver, a partir de seus conhecimentos prévios e dos conteúdos aprendidos em sala de aula.

PNLD 2016: 4 FOCOS DE AÇÃO PARA POTENCIALIZAR RESULTADOS

Por | FOCO DE AÇÃO, PNLD 2016 | Um comentário

A Editora Moderna tem um compromisso com a educação de resultado. Nossa equipe pedagógica está sempre em contato com professores e gestores de ensino para conhecer as reais necessidades das escolas públicas brasileiras. A partir disso, nossos livros didáticos são pensados de forma a potencializar o trabalho dos educadores e preparar nossas crianças para os desafios escolares e da vida.

Para o PNLD 2016, voltado aos anos iniciais do Ensino Fundamental, preparamos materiais focados nos primeiros desafios da vida escolar. São projetos pedagógicos completos que se dedicam à alfabetização sem esquecer de valorizar a fase em que se encontra a criança, num mundo de brincadeiras e criatividade. Assim, organizamos nossas coleções segundo 4 focos de ação:

Hoje, vamos abordar o primeiro deles.

COMPETÊNCIA LEITORA: FORMANDO LEITORES EM TODAS AS ÁREAS DO CONHECIMENTO

A COMPETÊNCIA LEITORA, nosso primeiro foco de ação, é fruto de uma preocupação constante de 100% dos educadores e gestores de ensino. Resultados de diversas avaliações educacionais, como a Prova Brasil, demonstram que grande parte dos alunos que concluem o Ensino Fundamental não compreende o que lê e não sabe se expressar de forma adequada. Outros indicadores ainda apontam que dois terços da população brasileira entre 15 e 64 anos não está apta a entender textos longos, localizar informações implícitas, sintetizar ideias principais e/ou comparar gráficos.

Esses números nos fazem refletir sobre o processo de alfabetização desses jovens e nos ajudam a concluir que a criança que não é bem alfabetizada tem dificuldades não apenas durante as próximas fases escolares, mas por toda a vida. Neste sentido, o papel do professor e da escola na formação de cidadãos aptos à leitura, que argumentem com pensamento crítico e se tornem participativos na sociedade, se amplifica.

Ensinar a ler não pode ser visto apenas como uma meta para melhorar índices nas provas oficiais. É preciso entender que a leitura é uma ferramenta fundamental para toda a vida. Um leitor competente é aquele que consegue utilizar suas próprias estratégias de leitura e escrita para interpretar um texto e atender a uma necessidade individual ou coletiva. Isso quer dizer que saber ler e escrever envolve a interação entre leitores e escritores, tanto para atribuir sentido àquilo que se lê quanto para antecipar o que escrever a partir dos conhecimentos prévios do leitor. Na escola, quando a criança é colocada em situações em que deve ler ou escrever, considerando o que sabe e o que a situação lhe oferece e interagindo com seus colegas e com o professor, ela pode reformular suas próprias hipóteses e exercitar a leitura sob diversas perspectivas.

"Ler é um processo de interação entre um leitor e um texto no qual o leitor interpreta os conteúdos que o texto apresenta.
"

− Isabel Solé

Para formar leitores e escritores competentes, é imprescindível criar atividades voltadas aos contextos de uso social da linguagem e aprender a valorizar esse domínio como essencial à participação social. Assim, acreditamos que um material didático completo deve colocar o professor como mediador entre o conhecimento e o aluno, sempre valorizando o trabalho com a linguagem, qualquer que seja a disciplina. Desta forma, a responsabilidade de ensinar a ler e a escrever não pode ser atribuída apenas às aulas de Língua Portuguesa, o planejamento didático precisa estimular a leitura e a interpretação de materiais específicos de cada disciplina, como imagens, textos, gráficos, mapas, etc

Enfim, sabemos que aprender a ler e a escrever é muito mais complexo do que o ensino de um código de sinais. Apropriar-se da linguagem escrita é uma aprendizagem contínua que tem início antes da escola e se estende por toda a vida. Assim, oferecemos um trabalho sistemático que garante o contato das crianças com essa linguagem, ampliando seus conhecimentos construídos dentro e fora da escola. Ao admitir que a criança pensa a escrita muito antes de iniciar seus estudos, entendemos que o trabalho pedagógico deve levar em conta essa vivência e ampliá-la, com o cuidado de garantir que isso ocorra em situações significativas e adequadas à faixa etária do aluno.

CONHEÇA OUTROS FOCOS DE AÇÃO

Alinhadas com os PCNs e com o PNAIC, nossas obras trabalham oralidade, leitura, compreensão e produção de textos gradualmente em todas as áreas do conhecimento.

Jogos e atividades interdisciplinares que trabalham situações cotidianas contribuindo na formação de uma postura criativa e autônoma do aluno.

Atividades cooperativas que despertam o prazer da descoberta, a partir da experimentação e da vivência. O uso de diferentes linguagens amplia o repertório do aluno, propiciando o pensamento investigativo e questionador.

Nossos conteúdos têm o objetivo de encorajar o aluno a se reconhecer como indivíduo e a manter uma relação ativa e cidadã com a sociedade, compreendendo que sua realidade é fruto de um processo histórico.

ATIVIDADES DE VOCABULÁRIO

A Editora Moderna preparou atividades que auxiliam o aluno dos anos iniciais do Ensino Fundamental a adquirir a linguagem específica de cada disciplina, incentivando que ele expresse o significado real e compartilhe com a turma a sua representação.

Reprovar o aluno nem sempre é uma boa alternativa para recuperar a aprendizagem

Por | Avaliação | 2 Comentários

Já conversamos sobre o principal objetivo das avaliações educacionais externas aplicadas em larga escala, que é o de apresentar, com uma visão macro, o diagnóstico do nível de desenvolvimento de competências e habilidades em alunos de determinado ano escolar para orientar decisões de gestão.

Mas além desse importante papel, as avaliações mencionadas também são muito úteis para revelar (ou dar pistas) de como situações contextuais, internas ou externas à escola, exercem uma influência positiva ou negativa sobre a aprendizagem. Se vocês gostarem, essa nossa conversa pode ir longe…

Um exemplo bastante interessante que os dados de avaliações como o Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica) e o Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) revelam é sobre o impacto da retenção de alunos de um ano para o outro sobre os resultados de aprendizagem.

Segundo o Pisa 2012, no Brasil, 36% dos alunos com 15 anos (mais do que um em cada 3, portanto) já repetiu pelo menos um ano/série do ensino fundamental. Alguns até mais. Esses alunos com atraso escolar (isto é, aqueles que frequentam um ano escolar inferior ao que deveriam pela sua idade) estão, de maneira geral, relacionados ao baixo desempenho do país na avaliação, especialmente na competência matemática.

Juliana Miranda é gerente de Avaliação da Avalia Educacional e nossa parceira para o tema Avaliação

Estudos de J.M de Andrade (2007) com base no Saeb, por sua vez, mostram que uma das variáveis que mais afeta o desempenho na avaliação é justamente o atraso escolar. Há a estimativa de que, para cada ano que o aluno é retido, ele perde mais de 10 pontos na escala de proficiência (sua nota na avaliação).

Outro ponto importante levantado pelos estudos de Machado, Firpo e Gonzaga (2013) é que turmas escolares em que há alunos com diferentes idades são um desafio maior para os professores por serem constituídas por estudantes com diferentes interesses, o que torna mais difícil a implementação de um projeto de ensino. O fato de que essas turmas estão principalmente em escolas de comunidades de baixo nível socioeconômico só piora a situação.

Portanto, para quem acha que a reprovação é a melhor maneira de um aluno rever sua defasagem, os dados mostram que esse é o caminho errado a seguir. Na verdade, além de aumentar os custos de educação dos estados e municípios, reprovar o aluno não o faz recuperar sua aprendizagem.

Você sabia?

Um aluno regular do ensino fundamental deveria ganhar, a cada ano de estudo, cerca de 20 pontos na escala do Saeb.

Assim, se um aluno que repetiu um ano da escola perde 10 pontos na avaliação, mesmo estudando tudo de novo, ele estará sempre na metade do caminho.

Atenção!

Ninguém aqui é a favor de passar o aluno de ano sem aprender!

Mas o que a observação dos dados também nos mostra é que iniciativas de acompanhamento e reforço têm surtido efeitos muito melhores para os resultados da aprendizagem nas avaliações, além, claro, da atuação de professores com maior experiência (anos de profissão) e qualificação (grau de escolaridade) exatamente nas turmas formadas por mais alunos com diferentes idades. A presenças desses profissionais é comprovadamente capaz de diminuir a magnitude do efeito negativo que a reprovação causa – e esse impacto positivo é também maior em matemática, segundo os últimos autores citados.

Escrito por Juliana Miranda

Bacharel em Ciências Sociais/USP e mestre em Educação/PUC-SP e gerente de avaliação da Avalia Educacional

Referências bibliográficas:

ANDRADE, J. M. & Laros, J. A. (2007). Fatores associados ao desempenho escolar: estudo multinível com dados do SAEB/2001. Psicologia: Teoria e Pesquisa, 23 (1), 33-42.

MACHADO, Danielle Carusi. FIRPO, Sergio. GONZAGA, Gustavo. A relação entre proficiência e dispersão de idade na sala de aula: a influência do nível de qualificação do professor. Disponível em: http://ppe.ipea.gov.br/index.php/ppe/article/view/1481/1137.

OCDE. Programme for International Students Assessment (Pisa): results from Pisa 2012: Brazil: key findings. Disponível em: http://www.oecd.org/pisa/keyfindings/PISA-2012-results-brazil.pdf. Acesso em: 15 jun. 2015.

Seminário Aprova Brasil em Campo Grande supera expectativas

Por | Avaliação, Seminário Aprova Brasil 2015 | 3 Comentários

O Seminário Aprova Brasil aconteceu em 10 de junho em Campo Grande (MS). O evento reuniu 370 educadores da rede pública do estado e teve como tema central as avaliações nacionais da aprendizagem e as práticas de secretarias municipais para preparar o aprendizado dos alunos. O encontro contou com palestras de renomados especialistas da educação, entre eles, Cipriano Luckesi, uma das maiores referências do assunto no Brasil.

Clique na imagem abaixo e confira todas as fotos do evento

Seminário Aprova Brasil - Campo Grande MS

Sobre o Seminário Aprova Brasil

Com organização da Fundação Santillana e da Editora Moderna, o evento tem como objetivo apresentar um panorama das avaliações nacionais da alfabetização em três realidades: nas escolas, nos estados e no Brasil. A partir do encontro, gestores do município, diretores, coordenadores e professores de escolas dos anos iniciais do Ensino Fundamental podem aprimorar estratégias baseadas na análise e interpretação dos resultados da avaliação e conquistar grandes resultados na aprendizagem dos alunos.

Amplie conhecimentos

Para complementar as discussões apresentadas durante os encontros do Seminário Aprova Brasil, a Editora Moderna oferece uma série de obras produzidas por grandes especialistas para download gratuito. Clique aqui e acesse o nosso site e confira o acervo completo de obras.

Sugestão

O Anuário Brasileiro de Educação Básica 2015 é uma obra de referência que reúne os principais indicadores da Educação Básica brasileira, visando contribuir para os debates e decisões em prol da melhoria da qualidade do ensino. Sua organização está pautada pelas 20 metas do Plano Nacional de Educação. Além de estatísticas oficiais, oferece uma leitura analítica das informações, com séries históricas, dados sociodemográficos, por dependência administrativa, Estados e regiões, etapas de ensino, entre outros.

Seminário Aprova Brasil em Minas Gerais debate as avaliações de aprendizagem

Por | Avaliação, Seminário Aprova Brasil, Seminário Aprova Brasil 2015 | 4 Comentários

O Seminário Aprova Brasil em Belo Horizonte (MG) aconteceu no dia 09 de junho e reuniu 560 educadores da rede pública do estado.O tema central do encontro foram as avaliações nacionais de aprendizagem e os presentes puderam acompanhar as palestras de Macaé Evaristo, secretária estadual de Educação, Cipriano Carlos Luckesi, autor de livros sobre Avaliação Educacional, e a vice-presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação do Estado de Minas Gerais (Undime-MG) e secretária municipal de Educação de Itaúna, Maria Virgínia Morais Garcia.

Clique na imagem abaixo e confira todas as fotos do evento

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Sobre o Seminário Aprova Brasil

Com organização da Fundação Santillana e da Editora Moderna, o evento tem como objetivo apresentar um panorama das avaliações nacionais da alfabetização em três realidades: nas escolas, nos estados e no Brasil. A partir do encontro, gestores do município, diretores, coordenadores e professores de escolas dos anos iniciais do Ensino Fundamental podem aprimorar estratégias baseadas na análise e interpretação dos resultados da avaliação e conquistar grandes resultados na aprendizagem dos alunos.

Amplie conhecimentos

Para complementar as discussões apresentadas durante os encontros do Seminário Aprova Brasil, a Editora Moderna oferece uma série de obras produzidas por grandes especialistas para download gratuito. Clique aqui e acesse o nosso site e confira o acervo completo de obras.

Sugestão

O livro 5 Atitudes pela Educação apresenta o conceito das 5 atitudes para a melhoria da educação. Destinado a coordenadores pedagógicos, a obra apresenta estratégias para fomentar iniciativas que envolvam a formação continuada dos professores; o aprendizado dos alunos; e o envolvimento da comunidade escolar para valorizar o protagonismo juvenil.