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Ensino Médio | Nova edição do Sociologia: introdução à ciência da sociedade

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A partir de uma perspectiva contemporânea, a 5ª edição do volume único Sociologia: introdução à ciência da sociedade, da autora Cristina Costa, traz uma análise crítica e histórica do pensamento sociológicos, abordando temas relevantes para o jovem do século XXI, como globalização, tecnologias e minorias, sempre de maneira inovadora, dinâmica e atrativa, que consolidou a obra como uma das mais adotadas no Brasil!

POR QUE A NOVA EDIÇÃO FARÁ A DIFERENÇA NA SUA ESCOLA?

NOVO PROJETO GRÁFICO pensado para apresentar os assuntos de modo mais assertivo.
LINGUAGEM MAIS ACESSÍVEL para estimular o estudo autônomo.
EXERCÍCIOS QUE ABORDAM DIVERSAS LINGUAGENS como vídeo, histórias em quadrinhos, blog etc.
Embasamento na ANÁLISE CRÍTICA E HISTÓRICA do pensamento sociológico.
CONFLITOS CONTEMPORÂNEOS abordados também a partir de temas veiculados pela mídia.
DISCUSSÕES A RESPEITO DO COTIDIANO buscam tornar a sociedade mais compreensível ao aluno.
VALORIZAÇÃO DA PERSPECTIVA INTERDISCIPLINAR, com abordagem de História, Geografia e Filosofia.

CONHEÇA A AUTORA

CRISTINA COSTA estudou Ciências Sociais e dedicou-se à Sociologia da Arte, área em que se especializou e obteve título de mestre e doutora com teses que analisavam a arte brasileira. É livre-docente da Escola de Comunicação e Artes (ECA-USP).

CONTEÚDO ATUAL E MOTIVADOR

ABERTURA DE UNIDADE

Cada uma das 6 aberturas de unidades traz os títulos dos quatro capítulos que as compõem e um breve texto apresenta o tema central a ser estudado.

ABERTURA DE CAPÍTULO

Todos os capítulos são iniciados com imagens que ilustram os conceitos que serão trabalhados e apresentam os objetivos de aprendizagem.

CONCEITOS DA SOCIOLOGIA

Box AUTORES

Traz informações, como a área de pesquisa e as principais obras, dos autores citados no conteúdo.

Seção TERMOS E CONCEITOS

Apresenta explicações sobre palavras, termos, eventos históricos e conceitos relevantes para as Ciências Sociais.

PENSAMENTO CRÍTICO

Seção PINGOS NOS “IS”

Conta com esclarecimentos da autora sobre a atualidade dos conceitos trabalhados no capítulo.

Seção SOCIOLOGIA NA MÍDIA

Uma entrevista, notícia ou reportagem traz temas do capítulo para o aluno perceber a relação entre a teoria e a realidade.

PROGRAMA DE ATIVIDADES E PREPARAÇÃO PARA AS AVALIAÇÕES

Seção ATIVIDADES

A partir de notícias, trechos de livros, poemas, charges e obras de arte, exercícios propostos ajudam o aluno a sistematizar, ampliar, fixar e revisar o conteúdo estudado.

Seção EXAMES DE SELEÇÃO

Testes aplicados no ENEM ou em vestibulares de diversas universidades para que os alunos se familiarizem com as provas.

LEITURA E INTERPRETAÇÃO EM CONTEXTO

Seção OUTRAS MÍDIAS

Apresenta sugestões de filmes, livros e sites que trazem novas informações sobre os conteúdos estudados em sala de aula.

Seção OBRA DE ARTE

No final de cada unidade, o estudo de uma obra de arte contribui para ampliar a abordagem dos conteúdos e traz atividades de reflexão.

NAVEGUE PELA OBRA

Oficina de Redação em nova edição para o Ensino Fundamental 2

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Uma proposta completa e atual que ensina a produzir textos orais e escritos de forma consciente e descomplicada.

Para desenvolver as competências leitora e escrita, a coleção OFICINA DE REDAÇÃO chega a sua 5ª edição, propondo um trabalho diversificado, com orientações detalhadas para criação, avaliação e reescrita de textos. De forma objetiva e muita prática a autora, Leila Lauar Sarmento, explora os diferentes gêneros textuais e explica em que contextos cada um deles pode ser mais adequado.

POR QUE A NOVA EDIÇÃO FARÁ A DIFERENÇA NA SUA SALA DE AULA?

A expressão oral e a escrita são estimuladas por meio de SEÇÕES OBJETIVAS E INSTIGANTES.
Boxes promovem a SISTEMATIZAÇÃO DOS RECURSOS QUE GARANTEM A COESÃO E A COERÊNCIA.
A INTERDISCIPLINARIDADE é contemplada na seleção de textos e também nas propostas de produção.
A EXPLORAÇÃO DE TEXTOS NÃO VERBAIS como obras de arte, charges, cartuns e histórias em quadrinhos tornam a obra ainda mais dinâmica.
Capítulos dedicados à PRODUÇÃO DE TEXTOS DISSERTATIVOS-ARGUMENTATIVOS tornam a obra ainda mais atual.

CONHEÇA A AUTORA

LEILA LAUAR SARMENTO é licenciada e pós-graduada em Língua Portuguesa pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Sua obra consagrou-se por apresentar uma seleção de textos diversificada e instigante e por empregar uma metodologia objetiva e acessível a professores e alunos.

COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS

Seção LEITURA

A análise de textos literários e não literários, publicados em livros, jornais, revistas e sites, ajuda os alunos a realizar a compreensão global, a fazer interpretações e inferências e a compreender os recursos usados na produção do texto.

CONSTRUÇÃO E SISTEMATIZAÇÃO

Seção PARA ESTUDAR EM CASA

Preocupada em garantir que os alunos consigam recuperar em casa o que viram em sala de aula, a autora desenvolveu estar seção para sistematizar tanto os conceitos relacionados aos gêneros textuais quanto as informações relacionadas à construção da coesão e da coerência.

DESENVOLVIMENTO DO PENSAMENTO CRÍTICO

Seção OFICINA DE PRODUÇÃO

Traz propostas passo a passo para que os alunos façam suas próprias produções no gênero estudado no capítulo. No caderno MiniOficina, fichas de avaliação orientam a revisão e a reescrita dos textos e a avaliação do processo de produção dos alunos.

FORMAÇÃO DO LEITOR LITERÁRIO

Seção SALA DE LEITURA

Textos literários de autores nacionais e estrangeiros foram cuidadosamente selecionados e primorasamente ilustrados para despertar o gosto dos alunos pela leitura.

CADERNO MINIOFICINA

Um caderno especial oferece atividades que exploram a importância dos conhecimentos linguísticos na construção dos sentidos do texto, regras de ortografia e de acentuação e FICHAS DE AVALIAÇÃO que favorecem a autonomia dos alunos para que eles próprios possam avaliar e revisar suas produções.

NAVEGUE PELAS OBRAS

Tem matemática na química!

By | A Química e a vida | One Comment

“Resultados do exame que avalia a qualidade da educação básica do país mostram que a proficiência em matemática piorou”.

Revista Épocahttp://epoca.globo.com/vida/noticia/2016/09/ensino-medio-mais-uma-vez-tem-pior-resultado-do-ideb.html

Já virou rotina: todo exame de avaliação em Matemática aplicado aos alunos brasileiros mostra resultados alarmantes. Mas será que nós, professores de Química, podemos colaborar de alguma forma para melhorar esses índices? Claro que sim! Afinal, ambas as matérias fazem parte das Ciências Exatas!

Eventualmente, no ensino de Química, ao se optar pelo uso de fórmulas prontas, perdem-se ótimas oportunidades para trabalhar conceitos matemáticos fundamentais que serão de grande valia aos alunos/cidadãos em seu cotidiano. As oportunidades são muitas, mas, neste artigo, vamos nos ater ao estudo das misturas de soluções, onde o uso da fórmula M1×V1 + M2×V2 = M3×V3 pode, dependendo da abordagem, configurar a perda de uma excelente oportunidade para discutir o conceito de média ponderada. Vamos a um exemplo:

Misturando-se 60 mL de solução aquosa de HCl de concentração 2,0 mol/L com 40 mL de solução aquosa de HCl de concentração 4,5 mol/L, obtém-se uma solução de HCl de concentração, em gramas por litro (g/L), igual a: (massa molar do HCl = 36,5 g/mol)
a) 3,0               b) 10,5                   c) 76,0                     d) 109,5                 e) 143,0

O uso mecânico da fórmula citada esconde um interessante raciocínio matemático que, inclusive, pode apontar para a resposta em pouco tempo, além de envolver um significativo aumento da instrumentalização matemática do aluno. Acompanhe o raciocínio e, o mais importante, a rica discussão que uma questão como essa pode gerar em sala de aula:

Passo 1

Se as soluções misturadas têm concentrações 2,0 mol/L e 4,5 mol/L, não será possível que a concentração obtida de sua mistura esteja fora desse intervalo (assim como não é possível que um aluno tire 2,0 em uma prova, 4,5 em outra, e sua média, independente de ser aritmética ou ponderada, seja menor que 2,0 ou maior que 4,5). Portanto, a resposta tem que estar inserida na faixa (laranja) abaixo – a faixa de resposta esperada:

Observe que nesse momento já se sabe que a resposta (x), está no seguinte intervalo: 73 g/L < x < 164 g/L; portanto, estão eliminadas as alternativas “a” e“b”, que estão fora do intervalo.

Certa vez, em um reality show, um participante, para obter creme com fator de proteção solar 60, decidiu misturar volumes iguais de cremes de fator 30, acreditando que assim obteria fator 60, visto que 30 + 30 = 60… Esse é um bom mote para discutir com seus alunos a questão da faixa de resposta esperada. Se é feita uma mistura de uma amostra de creme fator 30 com outra de creme também fator 30, obtém-se fator… 30!

Passo 2

Calcule a média aritmética para os valores das duas concentrações e discuta com seus alunos em que situação a concentração final obtida pela mistura será igual ao valor da própria média aritmética. Em sua ação mediadora, o professor poderá encaminhar os alunos a perceberem que isso só ocorreria se os volumes misturados fossem iguais. Mas, como a solução 2,0 mol/L foi utilizada em maior volume, a concentração da solução obtida deverá ser incluída no intervalo indicado abaixo (em laranja), que será a nova faixa de resposta esperada, agora um pouco mais restrita:

Assim, 73 g/L < x < 119 g/L, o que exclui a alternativa “e”. Restam“c” e “d”.

Passo 3

A esta altura, alguns de seus alunos já poderão ter inferido que está sendo construído um cálculo de média ponderada. Ótimo! Sinal de que eles estão acompanhando o RACIOCÍNIO, no lugar de mera aplicação de uma fórmula que praticamente nada enriquece suas habilidades matemáticas.

Note que as proporções volumétricas utilizadas obedecem à razão de 60:40 = 6:4 = 3:2. Como 3 + 2 = 5, divide-se o intervalo de estudo em 5 frações iguais (os pesos de uma média ponderada!), sendo que cada um dos trechos obtidos valerá 0,5. O valor matemático da concentração obtida na mistura poderá ser encontrado contando-se dois trechos a partir da esquerda e três a partir da direita (note que o inverso – três trechos a partir da esquerda e dois a partir da direita – levaria a uma resposta fora do intervalo obtido no passo 2 e, portanto, errada). Acompanhe:

A resposta, portanto, é de 3 mol/L, ou 109,5 g/L (alternativa “d”) e pode ser assim obtida por puro raciocínio lógico-matemático, sem o uso de “fórmulas mágicas”!

Raciocínios semelhantes podem ser aplicados em vários momentos do estudo das soluções – o caso das titulações (assunto para um próximo artigo) é particularmente interessante. Fica claro que, com frequência, a aplicação mecânica de uma fórmula pronta pode jogar por terra uma ótima oportunidade para uma interessante discussão de fundamentos da matemática em sala de aula! Pense sobre isso, teste… e comprove!

Escrito pelos autores Emiliano Chemello Luís Fernando Pereira. Ambos são coautores, juntamente com Alberto Ciscato, da coleção QUÍMICA, da Editora Moderna.

Emiliano Chemello é Licenciado em Química e Mestre em Ciência e Engenharia de Materiais pela UCS. Professor de química no Ensino Médio e cursos Pré-Vestibulares.

Luís Fernando Pereira é químico industrial formado e licenciado pela USP. Leciona no Curso Intergraus desde 1995. É o químico consultor do programa Bem Estar, da Rede Globo.

Olimpíadas é mais do que esporte

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No último domingo, 21 de agosto, terminou o maior evento esportivo do planeta, as Olimpíadas. Apesar das polêmicas e crises que precederam este grande acontecimento, também é possível encontrar excelentes exemplos de inspiração para utilizarmos no contexto escolar.  Partindo dessas situações, proponho voltar nossos olhares à aplicabilidade das competências socioemocionais no esporte e demonstrar como estes aprendizados permanecem conosco ao longo da vida.

Podemos observar a criatividade da Cerimônia de Abertura, comentada não somente pelos brasileiros, como também muito elogiada pela imprensa internacional. A equipe responsável, além de fazer um evento muito bonito, teve que ser capaz de realizá-lo com um orçamento muito menor do que o mesmo evento de edições anteriores dos Jogos. A criatividade, sem dúvida, fez com que fôssemos capazes de realizar mais com menos recursos financeiros.

A Seleção Brasileira de vôlei masculino também merece destaque. Não por ter sido medalhista olímpica, mas porque foi um exemplo de trabalho em equipe e de colaboração. A liderança do Bernardinho, técnico que levou o time para 4 finais olímpicas consecutivas, merece também a medalha de ouro. Por sua consistência e sua capacidade de fazer cada integrante da equipe dar seu melhor e buscar um objetivo comum. Destaco também o jogador Lucarelli pelo seu esforço e dedicação. O atleta jogou a semifinal e a final com um estiramento no músculo da coxa, lesão que causa bastante dor. Uma lição do quanto temos que lutar e nos sacrificar por um objetivo.

Educação para a vida

Tonia Casarin é mestre em Educação pelo Teachers College Columbia University.

A garra e a vontade da seleção feminina de futebol que conquistou o coração dos torcedores. Era nítido que elas lutavam contra o cansaço e que sabiam que representavam um país inteiro. Essa responsabilidade era vista em campo. Nossa seleção masculina também mostrou vontade e lutou até o final em um jogo histórico com a Alemanha – para apagar de ver o fantasma do 7 a 1. Conquistou mais do que medalha, reconquistou o respeito dos brasileiros.

educação para a vida olimpíadas

Legado das Olimpíadas

Surgiram novos heróis nacionais, que o esporte nomeia com orgulho: Rafaella Silva, Isaquias Queiroz, Erlon de Souza, Robson Conceição, Maicon Siqueira, Thiago Braz. Determinação e resiliência são palavras comuns para atletas que superam no seu dia a dia não somente a dura rotina de treinamentos, mas as dificuldades financeiras e a vulnerabilidade social em que se encontram.

A capacidade de aprender com o fracasso foi claro na trajetória de Diego Hypólito. O atleta que ganhou medalha de prata no Jogos Rio 2016, passou por duas Olimpíadas com quedas na prova de solo. Achou que nunca conseguiria superar, passou por depressão e mostrou ao mundo a importância de acreditar em si mesmo. Assim como o ginasta, os judocas Mayra Aguiar e Rafael Silva tiveram que dar a volta por cima ao disputar a medalha de bronze após serem derrotados. O judô mostra que, em pouco tempo, temos que ser capazes de controlar nossas emoções e focar no objetivo.

Pela primeira vez na história, tivemos um time de refugiados, representado pela bandeira olímpica. Uma equipe de dez atletas representou 60 milhões de pessoas, espalhadas por todo o mundo, que tiveram que abandonar suas casas para sobreviver. Os atletas vieram da Síria, do Sudão do Sul, da Etiópia e da República Democrática do Congo. Suas histórias pessoais de superação são um exemplo por si só. Tendo o esporte como pano de fundo, o Time Olímpico de Refugiados é o lembrete de que o mundo precisa de paz e compaixão.

Além desses exemplos, poderia escolher muitos outros. Ainda emocionada com o espírito olímpico, afirmo que o esporte é pilar fundamental no desenvolvimento das habilidades socioemocionais. E, por isso, as escolas e professores precisam manter viva a prática esportiva e propagar o conhecimento sobre as diversas modalidades, aproveitando para desenvolver as competências socioemocionais. Que tal irmos além de um simples “bater bola” durante a aula de Educação Física? Vamos manter a emoção dos Jogos Olímpicos Rio 2016 e transformar a realidade de nossas escolas!

Aproveitem esse momento histórico. E foco nas Paraolimpíadas que começam em breve.

COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS VÃO ALÉM DA SALA DE AULA

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A discussão em torno do desenvolvimento das competências socioemocionais está focada nas crianças. Porém, se esquecermos de todos os outros atores envolvidos no processo educacional de uma crianças, o processo fica capenga.

Estamos buscando desenvolver nas crianças, competências que os adultos não foram ensinados. Pelo menos, não de forma declarada, explícita e estruturada em forma de currículo.

Portanto, a forma mais coerente de tratar do desenvolvimento dessas competências é no âmbito escolar. Um projeto pedagógico coeso deve ser entendido como um todo, tendo alunos, educadores e pais/responsáveis como atores de uma cultura em torno dessas competências.

Educação para a vida

Tonia Casarin é mestre em Educação pelo Teachers College Columbia University.

Incentivar os adultos a aprender, refletir e praticar suas próprias competências sociais e emocionais torna-se fundamental para o sucesso da implementação desse currículo nas escolas. Não somente os professores, que estarão no cotidiano com as crianças, mas, principalmente, toda a equipe de educadores, como diretores e coordenadores.

Esse desenvolvimento pessoal envolve o desenvolvimento profissional contínuo dos educadores em todos os níveis da escola. Garantir que toda a equipe escolar modele atitudes positivas que seja evidente a utilização de inteligência emocional e social em suas relações, entre os colegas da escola, com os próprios alunos, professores e pais e responsáveis.

Mais do que fazer parte de uma grande transformação na educação, coordenadores e diretores são beneficiados com o aprendizado que levam para a própria vida. Pesquisas mostram que desenvolver a inteligência emocional e social é condição sine qua non para ter sucesso na vida. Mais do que isso, o que diferencia um líder de outro profissional não é seu QI (quoeficiente de inteligência), mas sim, seu QE (quoeficiente de inteligência emocional). Enquanto o QI é responsável por 4% da performance, o QE representa 25%. Além disso, grandes líderes tendem a ser sete vezes mais propensos a ter uma pontuação alta em autocontrole, três vezes mais propensos em ter essa pontuação alta em empatia e duas vezes e meia em trabalho em time.

Sem dúvida, além de fatos e dados, sabemos que as crianças copiam nossos comportamentos como ninguém. Ter em mente que somos exemplos para elas e carregar essa responsabilidade e agir de forma intencional, faz com que comecemos a criar dentro da escola a chama da cultura que queremos.

A proposta socioemocional na prática: Colégio Estadual Chico Anysio

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O Colégio Estadual Chico Anysio, no Rio de Janeiro, é um exemplo da implementação da educação integral no Ensino Médio enriquecida pelo desenvolvimento socioemocional. O projeto faz parte da parceria entre a Secretaria de Estado de Educação e o Instituto Ayrton Senna, iniciada em 2013, e prevê que, além das disciplinas obrigatórias, parte da rotina do aluno seja voltada para desenvolver competências como colaboração, curiosidade, persistência e responsabilidade.

Com o objetivo de solucionar questões como a evasão escolar, o desinteresse dos alunos pelos estudos e a dificuldade de conectar o conteúdo com a vida real, o Colégio Estadual Chico Anysio definiu seu projeto pedagógico com base em quatro momentos durante a semana:

ESTUDO ORIENTADO 

Nestas situações, enfatiza-se o aprender a estudar. Um educador orienta os jovens sobre como buscar informações relevantes e como sintetizá-las.

Educação para a vida

Tonia Casarin é mestre em Educação pelo Teachers College Columbia University.

PROJETO DE VIDA 

Os professores se reúnem com pequenos grupos de alunos para ouvir angústias acadêmicas ou pessoais e ajudar a traçar metas maiores. O autoconhecimento e a empatia são trabalhados nesse momento, assim como o entendimento da relação com os colegas, a família e a comunidade.

AUTOGESTÃO

Os alunos ficam livres para fazerem o que quiserem, como participar de atividades artística ou corporal, realizar oficinas, estudar para a prova, entre outras. Nessa parte, o planejamento e a tomada de decisão são competências que ficam claras e são trabalhadas de forma intencional com a turma.

PROJETO DE INTERVENÇÃO E PESQUISA

Todos os alunos da escola são misturados para enfatizar a diversidade e exercitar a capacidade de relacionamento pessoal. Os estudantes formam grupos independentes de turma, idade ou série e ao longo do bimestre desenvolvem um projeto relacionado com o cotidiano. Eles se mobilizam em torno de um assunto de interesse comum, propõem ideias para resolver o problema, planejam, executam o trabalho e avaliam o projeto, e depois divulgam os resultados.

desenvolvimento socioemocional
Fachada do C.E. Chico  Anysio no Rio de Janeiro. 
Crédito: Marcia Costa/ Divulgação: SEEDUC RJ

RESULTADOS PRÁTICOS DA PROPOSTA SOCIOEMOCIONAL

A maior liberdade e participação dos alunos já deu frutos para Colégio Estadual Chico Anysio. Por exemplo, foi constatado um desperdício de alimentos na escola. A partir deste diagnóstico, uma banca composta por funcionários, alunos e professores propôs que os próprios alunos se servissem nas refeições, ao invés de receber os pratos prontos. Os estudantes foram incentivados a calcular o impacto financeiro decorrente dos oito quilos de alimentos que, diariamente, iam para o lixo e conseguiram reduzir para um quilo. Iniciativas como essa melhoram a prática escolar, o aprendizado e podem inclusive ser incorporadas no plano político pedagógico da escola.

As iniciativas melhoraram a relação entre alunos e professores e entre os próprios jovens. Os professores começaram a se sentir mais desafiados e entusiasmados com o trabalho e os estudantes passaram a se sentir mais confiantes e interessados pelos estudos. Começaram a gostar da escola e a respeitar seu espaço. Além disso, a escola teve um desempenho médio 50% melhor nas diversas disciplinas da matriz curricular do Ensino Médio, comparado às escolas avaliadas pelo Sistema de Avaliação Bimestral do Processo de Ensino e Aprendizagem (Saerjinho), evidenciando que o desenvolvimento de habilidades socioemocionais melhora a performance cognitiva. Esse exemplo parece ser um caminho promissor que muitas escolas estão buscando para desenvolver as habilidades e competências dos alunos.

Que tal iniciar um projeto parecido em sua escola?

CONHEÇA MAIS

Confira o depoimento da equipe pedagógica da escola sobre o projeto realizado no Colégio Estadual Chico Anysio e como é feito na prática o trabalho com as competências socioemocionais:

Escrito por Tônia Casarin, mestre em Educação pelo Teachers College Columbia University.

MAPAS CONCEITUAIS: um caminho para um aprendizado eficiente

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Diversas estratégias didáticas auxiliam o professor a exercitar o pensamento dos alunos para que eles compreendam os conteúdos por completo e sejam capazes de elaborar suas próprias conclusões. Uma delas é a construção de mapas conceituais. Essa ferramenta propõe um modo organizado de expressar relações entre fatos, conceitos e princípios da disciplina, de maneira visual e hierarquizada. Assim, o aluno é levado a construir uma rede de significados sobre determinado tema. Os mapas conceituais também podem ser utilizados pelos próprios docentes para otimizar a sua prática pedagógica.

DESENVOLVENDO HABILIDADES PARA O APRENDIZADO E PARA A VIDA

Para os professores, os mapas conceituais ajudam a planejar o ano letivo, a elaborar a melhor sequência didática e a buscar estratégias assertivas para favorecer a construção e a interligação de conceitos numa aprendizagem significativa. Para os alunos, a elaboração dos mapas ajuda a distinguir as informações fundamentais das complementares. Também os auxilia a estabelecer a relação dos conceitos mais abrangentes com outros, deles decorrentes ou a eles subordinados. Conforme o aluno aprende o conteúdo, vai sendo estimulado a identificar os aspectos mais importantes, tornando-se assim protagonista de sua própria aprendizagem.

Espera-se que, com o auxílio do professor, os alunos adquiram gradual desenvoltura na interpretação dos mapas conceituais trabalhados em sala de aula e, posteriormente, fiquem à vontade para elaborar seus próprios mapas. Organizar informações por relevância, coerência, abrangência e especificidade é uma habilidade que os jovens usarão por toda a sua vida pessoal e profissional.

mapas conceituais

PASSO A PASSO PARA CONSTRUIR UM MAPA CONCEITUAL

Os passos descritos a seguir mostram uma das maneiras para elaborar um mapa com os conteúdos conceituais de um texto:

1. LISTE OS CONCEITOS MAIS IMPORTANTES

Após a leitura de um texto, levante as informações essenciais e importantes, sejam elas abrangentes ou específicas. Observe títulos, subtítulos e palavras destacadas em itálico ou negrito, pois frequentemente expressam fatos, conceitos ou princípios.

2. AGRUPE OS CONTEÚDOS CONCEITUAIS RELACIONADOS

Faça uma análise daquilo que você listou e junte os conceitos que estão mais próximos em grupos separados.

3. ORGANIZE OS CONCEITOS DE CADA GRUPO

Determine, dentro de cada série que você separou, a ordem de importância ou abrangência dos conceitos. Depois, escreva cada um deles em um retângulo (ou círculo, ou elipse etc.) e organize-os colocando os mais abrangentes acima e os mais específicos, abaixo.

4. LIGUE OS PONTOS RELACIONADOS

Interligue os retângulos com setas e escreva próximo a elas uma ou mais palavras de ligação que estabeleçam uma relação.

5. APERFEIÇOE SUAS IDEIAS MENTAIS

Analise o mapa para ver em que ele pode ser melhorado: remanejar blocos, estabelecer relações cruzadas, omitir partes menos importantes em prol da clareza, modificar a disposição para facilitar a visualização etc.

Dica: Ao montar um mapa com os alunos, é conveniente escrever os conteúdos conceituais em retângulos de papel, para que possam ser facilmente trocados de lugar.

MAPAS CONCEITUAIS EM LIVROS DIDÁTICOS

ciências naturais canto

A coleção Ciências Naturais – Aprendendo com o cotidiano, de Eduardo Canto, traz um trabalho consistente com mapas conceituais para o Ensino Fundamental 2. Todos os capítulos contam com um mapa pronto para que o aluno consulte durante ou ao final do estudo. O objetivo é que esse instrumento funcione como um guia da sua leitura, servindo de apoio para a compreensão global dos conceitos. O docente, por sua vez, poderá saber mais sobre como utilizar esta ferramenta pedagógica no Manual do Professor, além de encontrar mapas conceituais que também o guiarão na aplicação dos conteúdos do livro.

A coleção, aprovada pelo MEC para o PNLD 2017 também se destaca pela apresentação dos conteúdos em espiral, ou seja, retomando os conceitos já trabalhados enquanto insere gradativamente novos elementos da disciplina. As obras podem ser folheadas no nosso site, clicando aqui.

Confira abaixo um exemplo de mapa conceitual presente no livro:

O poder do mindset: pensar diferente

By | Educação para a vida | No Comments

A pesquisadora da faculdade de Stanford, Carol Dweck, desenvolveu por anos o conceito de mindset, que basicamente significa a mentalidade que você possui em diversas situações da vida. Portanto, para fazer o ponto da sua pesquisa, ela diz que há dois tipos de mentalidade:

  1. Mentalidade de crescimento

  2. Mentalidade fixa

Em uma mentalidade fixa (fixed mindset), as pessoas acreditam que suas qualidades básicas, como sua inteligência ou talento, simplesmente são traços fixos, ou seja, que já nascemos com determinada “quantidade” de talento e inteligência e você não pode fazer muito para mudar isso. As pessoas com a mentalidade fixa tendem a ficar preocupadas em preservar sua autoimagem inteligente, em vez de se desenvolver. Eles também acreditam que o talento por si só é suficiente para ter sucesso, sem a necessidade de se colocar esforço. Para Carol Dweck, essas pessoas estão erradas.

Já em uma mentalidade de crescimento (growth mindset), as pessoas acreditam que suas habilidades mais básicas podem ser desenvolvidas através da dedicação e esforço. Acreditam que a inteligência pode ser desenvolvida e a entendem como um músculo. Ou seja, quando você coloca esforço e desafia-se a si mesmo, você pode ficar mais inteligente, assim como funcionam seus músculos. A inteligência e o talento são apenas pontos de partida. São pessoas que amam aprender e tendem a ter capacidade de resiliência bem desenvolvida, que é essencial para o alcance do sucesso.

Educação para a vida

Tonia Casarin é mestre em Educação pelo Teachers College Columbia University.

pensar diferente

O QUE ESTAMOS FAZENDO DENTRO DE SALA DE AULA PARA PROMOVER ESSA MENTALIDADE DE CRESCIMENTO?

Recentemente, tive a chance de ouvir um dos meus alunos me falar que não queria participar das Olimpíadas de Matemática. Aquilo me chamou muita atenção, porque, claramente, ele era o aluno mais provável da classe que poderia ser bem classificado. Depois de uma conversa com ele, repleta de emoções, capturei que o menino não via porque participar daquilo: simplesmente não queria perder a “fama” de mais inteligente da turma, caso fracassasse na sua colocação. Isso me fez lembrar dessa teoria e repensar algumas práticas de sala de aula.

O principal objetivo para os alunos com uma mentalidade fixa é mostrar como eles são espertos e inteligentes, ou para esconder e não arriscar o quão inteligentes eles são. Isso faz sentido se você acha que a inteligência é algo que se tem ou não se tem, e é natural querer parecer inteligente. Portanto, é natural que essas crianças não aceitem desafios, como o meu aluno. Participar desse evento significa colocar em risco toda a inteligência dele para todos os alunos da classe. E ele não estava disposto a qualquer possibilidade de falha ou erro que pudesse arranhar sua reputação. Assim como meu aluno, já ouvi casos de crianças que se destacavam em alguma modalidade esportiva na escola, mas evitavam ao máximo participar de eventos que envolvessem outras escolas. A criança não quer correr o risco de ter algum atleta melhor que ela em outro lugar. E, se tiver, que ninguém fique sabendo.

Quando traçamos uma meta – adultos ou crianças – sempre há um risco de ela não ser alcançada. Muitas vezes, não era o momento certo, mas talvez com mais tempo ou dedicação, aquela meta poderia ser atingida. Esse é o pensamento das pessoas que possuem mentalidade de crescimento. Elas conseguem aprender e crescer com a experiência.

Portanto, estudantes com uma mentalidade fixa tendem a evitar fazer perguntas quando não entendem alguma coisa, porque eles querem preservar a imagem de que são inteligentes. Mas o objetivo principal dos alunos com uma mentalidade de crescimento é aprender. Claro, se você acha que a inteligência é algo que se pode desenvolver, a maneira de desenvolvê-la é aprender novas coisas.

mentalidade fixa

Além disso, alunos com uma mentalidade fixa não gostam de desafios. Acreditam que colocar esforço é para aqueles que não são espertos. Quem realmente é inteligente não precisa se esforçar. Mas os estudantes com uma mentalidade de crescimento, na verdade, gostam de desafios. Se eles já sabiam como fazer alguma coisa, não seria uma oportunidade para aprender, para desenvolver sua inteligência.

Como você deve ter refletido ao longo do texto, todos nós temos os dois tipos de mentalidade, para tarefas variadas. A boa notícia é que, quando aprendemos que nosso cérebro é muito mais maleável do que muitas pessoas pensam, percebemos que podemos desenvolver o growth mindset. Isso também funciona para nossos alunos.

pensar diferente

Em um estudo com alunos do Ensino Médio, os pesquisadores ensinaram a eles uma mentalidade de crescimento por meio de uma aula de neurociência. Aprenderam que o cérebro é feito de pequenas células chamadas neurônios, que estão ligados um ao outro, e quando as ligações são mais fortes, as pessoas podem pensar mais rápido. Isso é o que faz uma pessoa inteligente. Quando as pessoas trabalham duro no trabalho da escola, as conexões em seu cérebro ficam mais fortes, tornando-os mais inteligentes. Comparado a uma condição de controle, esses alunos expostos a esse conteúdo tiveram notas em matemática significativamente mais elevadas do que aqueles que não foram expostos a esse conteúdo.

Que tal contar para seus alunos sobre a maleabilidade do nosso cérebro?