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Multiletramento e a oralidade na sala de aula é tema de evento com autores do Projeto Presente

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No próximo dia 21 de maio, os professores de São Paulo terão um encontro especial com os autores da coleção Projeto Presente. O tema central do evento será o multiletramento e o trabalho com a oralidade nas salas de aula da Educação Infantil e de Ensino Fundamental I.

Para tornar o debate ainda mais interessente, Jacqueline Peixoto Barbosa, mestre e doutora em Línguística Aplicada ao Ensino da Língua pela PUC-SP, ministra a palestra Multiletramento e o trabalho em sala de aula. Ela traz dicas sobre como trabalhar de forma significativa o trabalho com foto, vídeo e áudio no currículo.

Já na segunda parte do encontro, Maria José Nóbrega, autora dos livros de Língua Portuguesa do Projeto Presente, traz um panorama geral sobre o trabalho com oralidade na sala de aula nos primeiros anos do Ensino Fundamental.

O encontro acontecerá no Teatro Eva Herz, em São Paulo, no dia 21 de maio de 2016, a partir das 9h00. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas através do email apoiopedagogia@moderna.com.br ou pelo telefone 0800 13 0033.

Esperamos por você!

PROGRAMAÇÃO

evento projeto presente

Mais empatia, por favor!

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Os primeiros teóricos e escritores viam a empatia como um traço ou característica que era estável e que podia ser medido, mas não ensinado. Essas convicções estão ultrapassadas. A ciência e a academia enxergam a empatia como habilidade fundamental para viver em um mundo diverso. A literatura indica que as pessoas, no geral têm disposição para ser empáticas, mas ser ou não empático pode depender de fatores situacionais.

Alguns autores identificam outras habilidades que andam juntas com a empatia. Essas seriam necessárias para desenvolvê-la, incluindo, por exemplo, a habilidade de escutar, de oferecer atenção plena e de se abster de julgamentos. Outros, destacam a empatia como componente da inteligência emocional, como é o caso do Goleman, famoso autor que ficou conhecido mundialmente pelo seu best-seller “Inteligência Emocional”. Ainda existem pesquisadores que destacam o autoconhecimento, as habilidades de comunicação (principalmente a de escuta ativa), a capacidade de perceber emoções em si e nos outros, junto com sentimentos ocultos, e o não julgamento dos outros como parte integrante da empatia.

A empatia é uma habilidade crucial para as relações, portanto, muitos autores discutem métodos mais efetivos de ensiná-la. Portanto, abordo aqui alguns pontos relevantes ao elaborar intencionalmente atividades com este fim.

Educação para a vida

Tonia Casarin é mestre em Educação pelo Teachers College Columbia University.

Enxergar o mundo pelo olhar do outro

A maioria das referências incluem a capacidade de olhar o mundo pelo olhar do outro como fator decisivo para o desenvolvimento da empatia, ou seja, sem isso a empatia não pode acontecer. Nessa capacidade está implícita também a habilidade de escutar o outro.

Compreender as emoções do outro

Outro fator é a capacidade de compreensão das emoções do outro como fundamental para o desenvolvimento da empatia. Ainda que a emoção tenha sido sentida no passado e seja relatada, é possível ser empático e reconhecê-la, mesmo que a pessoa não se sinta da mesma forma no presente.

Não julgamento

O “não julgamento” é outro atributo atribuído à empatia. Diz respeito à capacidade de não julgar o outro. Vale ressaltar que nem todos os autores concordam com esse atributo da empatia como fundamental, pois argumentam que é possível entender o outro e ainda assim julgar, o que seria uma característica humana. Porém, o “não julgamento” é hoje um atributo cada vez mais valorizado em uma sociedade reconhecidamente diversa.

Comunicar seu entendimento

A comunicação de entendimento parece vital se houver empatia. Seria, assim, o último estágio desta habilidade, em que, além de enxergar o mundo pelo olhar do outro, compreender suas emoções e não julgá-lo(a), é possível entender a posição colocada. Esta competência pode ser desenvolvida com debates em sala de aula, em que dois grupos de alunos defendam posições opostas. Depois de um primeiro debate, os alunos trocam de lado para defender os argumentos opostos. Esta atividade possibilita o entendimento do outro lado e o profundo envolvimento dos alunos com cada um dos lados.

Tonia Casarin empatia

Estudos sobre culturas e religiões diferentes da maioria também costumam ser um bom veículo de aprendizagem para os alunos. Isso pode envolver uma feira de culturas, com comidas típicas e até eventuais convidados estrangeiros em que as crianças possam interagir e fazer perguntas. Além de desenvolver empatia, essa atividade aguça a curiosidade dos alunos.

Além disso, a utilização de filmes e documentários como ferramentas pedagógicas pode ser o início de uma debate sobre questões vistas muitas vezes como polêmicas. Construir esse espaço seguro dentro de sala de aula, em que os alunos podem expor suas opiniões e questionamentos, sem medo de julgamentos, é chave para compreenderem e se permitirem entender o outro.

Como educadores, somos agentes de transformação, não somente de indivíduos, mas também da sociedade que nos cerca. E a empatia parece ser um dos caminhos para um mundo melhor.

O autoconhecimento também é considerado um antecedente, uma vez que vários programas que ensinam empatia começam com autoconhecimento. Isto foi rejeitado porque muitas pessoas são naturalmente empáticas – sem necessariamente serem conscientes disso.

As consequências de uma interação empática é que os “empatizados” têm a necessidade de compreensão satisfeita, sentem-se valorizados e melhor preparados para entender a si mesmos e mudar. A pessoa empática sente-se satisfeita por sentir que ajudou e cumpriu o dever de ser útil para os outros.

Hábitos da mente - ESCUTAR-OS-OUTROS

Eu sou Tonia Casarin, mestre em Educação pelo Teachers College Columbia University (NY). Escrevo neste espaço quinzenalmente sobre educação socioemocional e educação integral, assunto fundamental na pauta das escolas e das famílias.

Um bom clima na sala de aula é capaz de atenuar a influência da condição socioeconômica dos estudantes sobre a aprendizagem

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O título do post de hoje é a conclusão a que o Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) chegou ao analisar o desempenho na aprendizagem de estudantes de 15 anos de idade dos países membros da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

O estudo considerou as opiniões de estudantes sobre o quanto suas salas de aula são propícias à aprendizagem. As perguntas que definiram esse indicador questionavam se os alunos ouviam o que o professor dizia, se havia barulho e desordem na sala, se o professor tinha que esperar muito tempo até que os alunos se aquietassem, se os estudantes conseguiam trabalhar bem em sala e se os mesmos demoravam longo período de tempo para começar a trabalhar após o início da aula.

As percepções dos estudantes foram combinadas com seus resultados na avaliação da competência leitora, realizada em 2009. A relação mostrou, sem surpresas, que o clima disciplinar em sala de aula e na escola afetam (e muito) o desempenho na avaliação.

Assim, nas salas de aula e escolas com mais problemas disciplinares, o ambiente estabelecido se mostrou menos propício à aprendizagem, uma vez que os professores têm de gastar mais tempo criando um ambiente ordeiro antes de iniciar a aula. O inverso também se mostrou verdadeiro, pois em 55 países e economias que participaram do Pisa, onde os estudantes de escolas em que o clima de sala de aula é mais propício à aprendizagem, um melhor desempenho foi observado.

Juliana Miranda é gerente de Avaliação da Avalia Educacional e nossa parceira para o tema Avaliação

aprendizagem indisciplina

Escolas com climas disciplinares mais positivos são também aquelas com outras características que estão intimamente relacionadas a um melhor desempenho. Por exemplo, essas escolas tendem a ter populações de estudantes mais favorecidos. Em 36 países e economias, há uma relação positiva entre o clima disciplinar das escolas e o perfil socioeconômico médio de seus estudantes.

Mas não é só isso, a novidade do estudo foi descobrir que mesmo depois de considerar o contexto socioeconômico e o perfil demográfico dos estudantes e das escolas e suas várias outras características (tais como recursos educacionais, perfil de gestão, modalidades de avaliação etc.), as escolas com clima disciplinar mais positivo ainda tendiam a ter melhor desempenho.

Isso significa que o clima disciplinar, portanto, é uma das poucas características relacionadas à escola que mantém uma relação positiva significativa com o desempenho em todos os países analisados, mesmo depois de se considerar a realidade dos alunos e outras características da escola. Portanto, o estabelecimento de sólidas condições de aprendizagem em sala de aula ameniza dificuldades causadas pelo status socioeconômico sobre o desempenho do estudante, fator considerado como o de maior impacto nas condições de sucesso ou de fracasso escolar dos alunos.

Vale destacar, finalmente, que a imagem de “disciplina” colocada no indicador do Pisa não se relaciona a uma sala de aula necessariamente rígida, com carteiras enfileiradas em que os alunos se sentam em silêncio observando passivamente o que explica seu professor. A ideia de disciplina aqui colocada é, independentemente da organização física, um ambiente em que o trabalho pedagógico é central na utilização de tempo.

Escrito por Juliana Miranda

Bacharel em Ciências Sociais/USP e mestre em Educação/PUC-SP e gerente de Avaliação da Avalia Educacional

Referências bibliográficas:

Benefícios da Educação Socioemocional

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O estudo e aplicação do desenvolvimento das competências socioemocionais nas escolas é decorrente de pesquisas acadêmicas em diversas áreas do conhecimento: pedagogia, andragogia, neurociência, psicologia, educação, economia e outras ciências. Além disso, experiências atuais demonstram melhores resultados acadêmicos e sociais para crianças cujas competências socioemocionais foram mais bem desenvolvidas. Obviamente, as competências cognitivas e acadêmicas continuar sendo o cerne da educação, que passa a incorporar, de forma intencional aspectos socioemocionais na educação de alunos.  Um exemplo ocorre quando alunos desenvolvem competências socioemocionais, eles são mais motivados a participar da vida escolar e mais comprometidos.

Como outros resultados desses estudos e experiências, temos conclusões que apontam que o trabalho com as essas competências contribui para a redução do abandono escolar e para a melhoria do desempenho acadêmico, e ainda ressalta a escola como um espaço seguro para estimular o desenvolvimento socioemocional dos alunos, tornando-a central no papel de formação integral dos seus alunos. Conforme o CASEL (The Collaborative for Academic, Social and Emotional Learning), a aprendizagem de habilidades socioemocionais é uma das estratégias mais significativas para promover sucesso acadêmico e reformas escolares eficazes.

Dados mostram que a aprendizagem socioemocional melhora resultados acadêmicos, ajuda alunos a desenvolver autocontrole, melhora as relações da escola com a comunidade, reduz os conflitos entre os alunos e o bullying, ajuda os professores a manter o controle da sala de aula e ajuda os jovens a serem mais saudáveis e bem sucedidos na escola e na vida.

Tonia Casarin é mestre em Educação pelo Teachers College Columbia University.

Dentre algumas implicações de pesquisas, uma das mais interessantes sobre crianças que participam de programas de aprendizagem socioemocional em escolas, são os estudos longitudinais, aqueles que acompanham as crianças por longo período de tempo. Esses estudos comprovam impactos em todos os anos escolares, contextos sociais e tipos de escolas.

Os resultados mostram que 23% dos alunos apresentam de melhoria em habilidades socioemocionais, 9% de melhoria em atitudes frente a escola, família e outras pessoas de seu convívio, 9% de melhoria em comportamento social e 11% melhoria em testes acadêmicos. Esses benefícios são  acompanhados de 9% a menos de problemas de comportamento, e 10% de redução em distúrbios emocionais. Além disso, os pesquisadores identificaram a redução de fatores de risco em várias áreas da vida de uma criança, envolvimento em problemas como violência, delinquência, abuso de substâncias químicas ou a reprovação escolar.

Um recente estudo de 2015 da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) faz um panorama entre dezoito países sobre o impacto das competências socioemocionais do desenvolvimento econômico de diferentes populações. As correlações indicam que, em todos os países, habilidades socioemocionais se relacionam com níveis de  renda e desemprego, graduação, obesidade, depressão, problemas de comportamento e conduta, bullying, comportamentos vitimizantes, além de indicadores de qualidades de vida e saúde física.

Outra argumentação relevante é o estudo da área da economia. Ele mostra que o impacto econômico longitudinal indica, em média, uma economia de 11 dólares para cada um dólar investido em educação e aprendizagem socioemocional na infância e na adolescência.

Portanto, a importância de aumentar a capacidade dos alunos no longo prazo de lidar com diversas situações e protegê-los de riscos é central no desenho de um programa de habilidades para a vida. Não somente esses indivíduos irão colher os resultados para sua vida, como o país será beneficiado como um todo, como indicam os estudos.

Eu sou Tonia Casarin, mestre em Educação pelo Teachers College Columbia University (NY). Escreverei neste espaço quinzenalmente sobre educação socioemocional e educação integral, assunto fundamental na pauta das escolas e das famílias.

Lançamento oficial do sistema Farias Brito de ensino na Bett Brasil Educar 2016!

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Este ano a Bett Brasil Educar, o maior evento de educação do Brasil e da América Latina, que acontecerá nos dias 18 a 21 de maio em São Paulo no Expo Exhibition & Convention Center, terá como tema: “Melhor Educação, Melhor Sociedade”. O foco é a qualidade da Educação e da Escola e sua consequente relação com a melhoria da vida e da prática social.

Aproveitando o ensejo, a Editora Moderna e o Sistema Farias Brito realizarão neste evento o lançamento oficial de uma parceria de sucesso. A liderança no mercado editorial se une a uma das escolas mais conceituadas: Editora Moderna e Organização Educacional Farias Brito, e assim nasce o melhor sistema educacional do Brasil.

Estaremos presentes também na programação oficial com a palestra: “A Curadoria como Estratégia de Trabalho do Professor Autor” ministrada por Solange Petrosino no dia 19/05/2016 – Auditório: Práticas Escolares Efetivas e Inovadoras – das 9h30 às 10h.

Venha nos visitar e participe das palestras exclusivas realizadas nosso estande.

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Três diferentes instrumentos para inovar na hora da avaliação

By | Avaliação | No Comments

Ao falar de instrumentos de avaliação educacional, muitas vezes o que aparece em nossa mente são as provas com questões de múltipla escolha ou dissertativas. A utilização desses recursos tradicionais faz muito sentido, afinal, quando estávamos em idade escolar, foram eles os eleitos por nossos professores para determinar notas e a aprovação no final do ano.

Contudo, hoje refletimos bastante sobre como o planejamento e o desenho de instrumentos de avaliação precisam superar a função “burocrática” das notas e encontrar caminhos que efetivamente meçam a qualidade do aprendizado dos alunos e da metodologia de ensino do professor, e ofereçam subsídios para uma evolução mais segura do trabalho pedagógico. Isso significa que não há nesse texto a determinação de tipos de instrumentos de avaliação certos ou errados, ou ainda, uma apologia à abolição das provas escritas nas escolas, mas sim, a sugestão do uso de recursos diferenciados que possam ser mais adequados, ou que se adaptem melhor à situação didática que se quer verificar.

A seguir, descrevemos três tipos de instrumentos que podem ajudar a diversificar o momento de avaliação, coletar novos dados e proporcionar um momento menos “tenso” para os alunos do que o da aplicação de provas.

Juliana Miranda é gerente de Avaliação da Avalia Educacional e nossa parceira para o tema Avaliação

 DEBATE

Em um debate, os alunos podem expor seus pontos de vista sobre determinado assunto e demonstram as habilidades de argumentação, oralidade, de organização estratégica de seus pensamentos, a conexão entre fatores etc.

Esse recurso é muito usado para tratar de assuntos polêmicos e atuais, contudo, também é possível utilizá-lo, por exemplo, para verificar a compreensão de conteúdos de ciências humanas, pedindo que os alunos confrontem diferentes aspectos da cultura humana, ou a atuação de diferentes movimentos sociais em processos de disputa pelo poder ao resgatar algum determinado momento histórico.

No trabalho com as ciências da natureza, o debate pode acontecer sobre os interesses de diferentes instituições ou indivíduos sobre ações que visam à preservação e a implementação da saúde individual, coletiva ou do ambiente.

As opções são muitas, e o professor mediador do debate precisa dar a chance de participação a todos, sem necessariamente apontar vencedores, afinal, o foco é permitir que o fluxo de informações entre as pessoas ocorra.

Além disso, uma vez definido o tema específico da atividade, é preciso que seja dado o tempo para a turma pesquisar sobre o assunto, e que o professor estabeleça critérios de análise como a pertinência do argumento utilizado e a adequação do uso da língua. Um relatório final também pode ser agregado à essa avaliação.

MAPA MENTAL

O mapa mental é um tipo de diagrama formado com o objetivo de representar, por meio de diferentes níveis de detalhamento, o relacionamento existente entre informações que normalmente são apresentadas em aula de maneira fragmentada. É um recurso visual útil para ilustrar ideias e conceitos, traçar relações de causalidade, simetria, similaridade etc.

Os esquemas feitos em um mapa mental usualmente partem de um único centro, uma ideia principal ou um tema, e a partir dele são irradiadas as informações relacionadas. Podem ser elaborados com canetas coloridas e folhas de papel, mas também há recursos digitais que podem ajudar na realização dessa atividade (Freemind, Mindjet, SimpleMind+, entre outros).

A seguir, segue o exemplo de um mapa mental (em espanhol) organizado a partir do assunto “polígonos”, de Matemática. Fazem parte do diagrama não apenas palavras-chave que demonstram a relação entre os conceitos, mas também figuras que ilustram as ideias pretendidas.

Para utilizar mapas mentais como instrumentos de avaliação, o professor pode, além de escolher o tema, determinar o nível de detalhe almejado e o peso de cada ramificação pertinente incluída no gráfico. Vale lembrar que mapas mentais podem também ser ensinados aos alunos como instrumento de estudo e hierarquização de informações. Isto é, as possibilidades de trabalho são muitas.

PORTFÓLIOS VIRTUAIS

Os alunos de hoje adoram utilizar tecnologia, redes sociais e muitas vezes não apenas buscam, como também produzem conteúdo e o disponibilizam na internet. Nesse contexto, a organização de portfólios virtuais pode ser uma boa opção para que os estudantes reúnam suas produções e mostrem o que aprenderam – para isso, podem fazer uso de músicas, desenhos, textos, vídeos etc. Tudo isso pode ser alocado em um blog formado a partir de recursos de uso gratuito, como WordPress ou Knowit App.

“Os blogs são boas ferramentas para melhorar a escrita dos alunos e também ajudam professores a trabalhar temas como uso de mídias sociais, cidadania digital e direitos autorais” (Porvir).

E vocês, utilizam instrumentos de avaliação diferentes com suas turmas?

Escrito por Juliana Miranda

Bacharel em Ciências Sociais/USP e mestre em Educação/PUC-SP e gerente de Avaliação da Avalia Educacional

Referências bibliográficas:

8 ways to assess without standardized. Disponível em http://theinnovativeeducator.blogspot.com.br/2012/04/8-ways-to-assess-without-standardized.html. Acesso em: 01 abr. 2016.

Como blogs podem melhorar a escrita dos alunos. Disponível em: http://porvir.org/como-os-blogs-podem-melhorar-escrita-dos-alunos/. Acesso em: 01 abr. 2016.

Mapa Mental – Wikipedia. Disponível em https://pt.wikipedia.org/wiki/Mapa_mental. Acesso em: 01 abr. 2016.

Avaliação diagnóstica

By | Avaliação | One Comment

Deixado o mês de fevereiro para trás e realizadas as primeiras atividades de socialização da turma no começo do ano, acho que vale a pena conversarmos sobre a realização de avaliações diagnósticas.

A rigor, seja no começo, no meio ou no final de determinado período, todas as avaliações são diagnósticas, uma vez que trazem informações sobre o grau de conhecimento dos alunos e identificam suas principais dificuldades.

Contudo, nosso foco hoje é refletir sobre a avaliação diagnóstica desenhada para determinar o quanto os alunos efetivamente aprenderam ou desenvolveram nos anos anteriores no que se refere aos conhecimentos e às habilidades fundamentais para a continuidade do trabalho. Nesse contexto, se retomarmos os 3 passos da avaliação da aprendizagem evidenciados por Cipriano Luckesi, temos:

Juliana Miranda é gerente de Avaliação da Avalia Educacional e nossa parceira para o tema Avaliação

Vamos aprofundar…

Para ficar mais claro, vamos explicar cada um dos passos propostos Luckesi, dando exemplos de como levar em conta a avaliação diagnóstica já durante a elaboração do planejamento.

PASSO 1: Definir objetivos

Listar quais são os pré-requisitos (conteúdos, conhecimentos, comportamentos, habilidades etc.) necessários para realização do trabalho pedagógico deste ano é um começo. Para isso, rever e organizar o planejamento curricular do ano anterior já pode ser meio caminho andado nesse processo. Uma dica é tentar se limitar aos pontos que são realmente fundamentais do programa para que o processo de verificação não fique muito longo e cansativo.

PASSO 2: Estabelecer critérios

Para cada ponto determinado como fundamental, refletir sobre o nível de desenvolvimento ou de compreensão que o aluno deverá demonstrar para que consideremos o pré-requisito como superado.

Um exemplo simples de matemática: vamos imaginar que um pré-requisito para o trabalho deste ano é “dominar soma de frações”. Algumas possibilidades de critérios para realizar a análise é verificar se o aluno sabe somar frações com denominadores iguais, frações como denominadores diferentes, resolver contas diretas e situações-problemas contextualizadas. A partir desses parâmetros, fica viável verificar o nível de compreensão de cada aluno sobre o assunto e determinar se ele está adequado ou não para seguir com conteúdos mais complexos.

PASSO 3: Perceber as evidências

Escolher o instrumento mais adequado para que o aluno possa demonstrar os conhecimentos esperados é essencial para que os dados coletados sejam úteis para a avaliação. Provas escritas são clássicas, mas é importante considerar também possíveis interações em grupo e a observação das atividades dos alunos. Tudo dependerá dos objetivos da avaliação e do contexto da turma.

Coletados e analisados os dados, chega a hora de traçar planos para melhor aproveitar os conhecimentos prévios dos alunos e para superar os problemas de aprendizagem encontrados (no que tange às causas cognitivas, claro, pois muitas questões podem ter sua origem em âmbitos alheios ao escopo de trabalho do professor e da escola).

Um ponto a se destacar é que, muitas vezes, ao verificar os resultados da avaliação diagnóstica, o professor atual tenha que fazer ajustes em seu programa e criar intervenções específicas que auxiliem os alunos a resolver a falta de pré-requisitos. Afinal, por mais que o tempo passe voando, não adianta seguir com o planejamento inicial sabendo que parte significativa da turma está ficando para trás e alimentando uma bola de neve de problemas com o currículo. Como diz o velho ditado, “antes tarde do que nunca”, não é mesmo?

Bom trabalho a todos!

Escrito por Juliana Miranda

Bacharel em Ciências Sociais/USP e mestre em Educação/PUC-SP e gerente de Avaliação da Avalia Educacional

Referências bibliográficas:

LUCKESI. Planejamento, execução e avaliação.
Disponível em: http://luckesi.blogspot.com.br/2014/09/planejamento-execucao-e-avaliacao.html. Acesso em: 2 fev. 2016.

Tendências e desafios em educação financeira de crianças e jovens do Brasil e do mundo

By | Educação Financeira | 8 Comments

No início de dezembro, tive a oportunidade de participar da 3ª Conferência Educação Financeira e Comportamento do Investidor e do Seminário de Educação Financeira para crianças e jovens. Nesses eventos, especialistas brasileiros e internacionais discutiram as tendências e os desafios ligados a educação financeira ao redor do mundo. Compartilho agora com você os tópicos que mais chamaram a minha atenção e que nos ajudam a entender o contexto do tema.

Os principais desafios globais ligados à educação financeira apresentados foram:

Longevidade – muito se falou sobre o aumento da longevidade das populações ao redor do mundo e os esforços dos países para ampliar o hábito de poupar a longo prazo para garantir bem-estar e qualidade de vida depois da aposentadoria, reduzindo a dependência das pessoas pelas previdências sociais, sucateadas em praticamente todas as economias do planeta.

Andy de Santis é autora do livro Lições de Valor e parceira do blog para o tema Educação Financeira

Analfabetismo financeiro – Annamaria Lusardi, do Centro Global de Excelência em Letramento Financeiro (GFLEC), apresentou estudos mundiais sobre o nível de alfabetização financeira das populações. Uma delas, a S&P Global Financial Literacy Survey, apontou que dois em cada três adultos no mundo são analfabetos financeiros. No mapa abaixo, é possível notar as variações entres os diferentes países, dentre eles o Brasil que atualmente apresenta um índice de alfabetização financeira próximo à média mundial.

Figura 1 - Letramento financeiro ao redor do mundo. Fonte: GFLEC

Considerando que saber lidar com dinheiro e crédito é uma habilidade essencial para que os cidadãos estejam aptos a participar do século XXI, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) publicou em 2012 uma seção de educação financeira no PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos). A pesquisa, intitulada Estudantes e Dinheiro, avaliou o nível de alfabetização financeira de crianças e jovens. Os principais achados também foram apresentados pela palestrante, mostrando que apenas 1 em cada 7 estudantes de 15 ou 16 anos de idade é capaz de realizar operações simples e cotidianas relativas a finanças, como entender detalhes de uma fatura ou calcular o preço de um quilo de alimento no supermercado.

Públicos mais vulneráveis: Vários palestrantes mencionaram que há diferenças significativas no letramento financeiro das populações e alguns grupos são considerados mais vulneráveis que outros, tais como os jovens, as mulheres, as pessoas de baixa renda e escolaridade e os idosos. Crises econômicas, inflação e mudanças abruptas no cenário afetam esses grupos com mais severidade, por isso é fundamental investir esforços em sua educação financeira.

Para superar esses desafios, foram apontadas algumas tendências:

QUANTO MAIS CEDO COMEÇAR, MELHOR!

Investir em educação financeira desde os anos iniciais da formação educacional básica pode formar hábitos financeiros saudáveis durante a vida adulta. Várias nações já atuam nessa direção com programas governamentais específicos. No Brasil, a Estratégia Nacional de Educação Financeira oferece diretrizes para desenvolver programas e materiais do tema dirigidos a todas as faixas etárias e de renda.

IR ALÉM DOS MUROS DA ESCOLA

A educação financeira não precisa nem deve estar restrita às salas de aula. É preciso inserir o tema nos locais de trabalho, nas comunidades, nas bibliotecas, museus e outras instituições públicas e privadas. Em 2013, foi lançada a Federação Internacional dos Museus Financeiros, com a missão de reunir e integrar iniciativas do tema no mundo todo. No Brasil, o Museu de Valores em Brasília traz, além do acervo de moedas e notas históricas, uma nova sala chamada “Você já parou pra pensar?”, que oferece aos visitantes um ambiente experimental voltado à melhor compreensão dos componentes emocionais implícitos nas decisões econômicas. Vale a pena conferir!

INTEGRAR A PSICOLOGIA ECONÔMICA

A educação financeira não é feita só de números e planilhas, como já vimos nesse post. Cada vez mais, a psicologia econômica ou economia comportamental está presente nas ações de educação financeira, trazendo insights sobre processos mentais envolvidos nas decisões econômicas. Existe um esforço permanente de entender esses processos para apoiar consumidores e investidores no exato momento da escolha; esse é o papel do “nudge” (em português ‘cutucada’), conceito criado por Daniel Kahneman, que propõe ‘atalhos’ para auxiliar as decisões do indivíduo em diversos assuntos, inclusive dinheiro. No Brasil, a CVM lançou o Núcleo de Estudos Comportamentais com apoio de grandes especialistas na área, que divulga as novidades da área pelo blog Penso, Logo Invisto?

Lições de Valor: Educação Financeira escolar

Fico muito feliz quando leio sobre essas tendências, pois sei que estão totalmente alinhadas com o livro “Lições de Valor – Educação financeira escolar”, lançado pela Editora Moderna para alunos do Ensino Fundamental II. A obra aborda os aspectos emocionais ligados às escolhas, crenças, valores e sonhos e oferece ferramentas para apoiar estudantes, famílias e educadores a melhorar sua relação com os recursos ao seu redor, inclusive o dinheiro. No capítulo 5, “Ou isto ou aquilo”, sugerimos um teste para o aluno responder sobre o que leva em consideração na hora de fazer suas escolhas de consumo.

Eu sou Andyara de Santis Outeiro, autora do livro e estou aqui para dialogar com você sobre os conteúdos da obra e trazer dicas sobre educação financeira para aplicar na escola e na vida. Aproveite o espaço, traga seus dilemas, dúvidas e experiências. Vamos aprender juntos?