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Hábitos da mente: Que competências os jovens precisam aprender?

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Há anos participamos de discussões sobre caminhos que possam melhorar a qualidade da educação no Brasil, sempre buscando soluções que acreditamos ser as mais adequadas para ajudar a garantir o sucesso e a felicidade dos alunos na escola e na vida. Mas afinal de contas, quais são as competências os jovens precisam aprender para atuar na sociedade atual e se preparar para as profissões do futuro? Venha conhecer os hábitos da mente!

Um dos focos das discussões atuais são as competências socioemocionais, conceito que vem ganhando notoriedade por desenvolver atitudes essenciais para a autonomia e o protagonismo destas gerações de nativos digitais.

Neste mundo conectado e em constante transformação, muito se fala sobre reformular a estrutura da sala de aula e a dinâmica do processo de ensino-aprendizado, ficando em segundo plano a reflexão sobre a formação social e a consolidação das identidades.

Os inúmeros desafios que os jovens podem enfrentar dentro e fora da escola exigem que haja condições para o desenvolvimento das competências apropriadas para o seu êxito acadêmico e profissional. Dentre elas, estão a competência leitora e o raciocínio lógico-matemático, já reconhecidos pelo sistema educativo e essenciais para o sucesso em exames internacionais.

No entanto, algumas competências não são adequadamente registradas por testes de desempenho e não estão contempladas na maior parte do currículo das escolas, embora sejam igualmente relevantes para o completo desenvolvimento do ser humano.

Pesquisas recentes, realizadas por economistas, psicólogos e educadores, demonstram que competências socioemocionais como persistência, tomada de decisões conscientes, pensamento crítico, cooperação e capacidade de resolução de problemas impactam positivamente o desempenho dos estudantes dentro e fora da escola. Por isso, são tão importantes quanto as habilidades cognitivas tradicionalmente desenvolvidas no ambiente escolar.

“Com o acesso abundante ao conteúdo, o que a pessoa precisa é saber escolher, separar fatos de opiniões, saber navegar em meio a muitas informações não filtradas. Daí a importância do pensamento crítico. E a resiliência tem a ver com um mundo menos previsível. Se não sei que profissões existirão, preciso me adaptar.”
− Denis Mizne, diretor-executivo da Fundação Lemann

É consenso entre os educadores que estudantes mais organizados, focados e confiantes conseguem aprender mais e continuamente. Ao mesmo tempo, alunos persistentes e resilientes tendem a se comprometer mais com os objetivos de longo prazo e a lidar melhor com frustrações e conflitos.

O desenvolvimento multidimensional dos alunos, propiciado por essa abordagem socioemocional, já é reconhecido pelas escolas. Hoje se entende que o aprendizado envolve o domínio de competências que não são diretamente cognitivas. Entretanto, embora haja esse reconhecimento inclusive por parte dos pais, pouco esforço tem sido dedicado ao seu desenvolvimento intencional, bem como à avaliação da efetividade das intervenções para promovê-lo.

A principal causa dessa limitação está ligada à falta de conhecimentos e de recursos relacionados aos modos pelos quais essas competências podem ser desenvolvidas e avaliadas em diferentes contextos de aprendizagem.

NOVAS PERSPECTIVAS EM SALA DE AULA

Comprometida com o desafio de oferecer informação e recursos para o desenvolvimento pleno dos nossos jovens, destacamos nove atitudes para trabalharmos as ferramentas cognitivas necessárias ao seu desenvolvimento, tanto como estudantes quanto como cidadãos conscientes, preparados e seguros. Elas são apresentadas a seguir, no infográfico “Nossos alunos e as competências do século XXI“. (Clique na imagem para ampliar)

Este trabalho partiu do estudo dos educadores norte-americanos Arthur L. Costa e Bena Kallick, a partir de pesquisas em desenvolvimento humano aliadas a suas experiências com alunos e equipes escolares. Desde a apresentação do resultado, os autores vêm contando com a colaboração de um grande número de professores nos Estados Unidos, Reino Unido e Austrália para ampliação do tema.

Seus estudos demonstram que as competências socioemocionais, ao serem trabalhadas de maneira sistemática com crianças e jovens, vão sendo interiorizadas por eles até serem empregadas de forma habitual. Esses comportamentos rotineiros, ou hábitos, são disposições que partem da consciência e do intelecto, daí o nome Hábitos da mente.

Assim, mais do que competências para trabalhar no século XXI, os Hábitos da mente são disposições que favorecem as relações humanas e a tomada de decisões responsáveis; ações que pessoas conscientes apresentam ao lidar com problemas ou situações incertas em qualquer esfera da vida: em casa, na escola, nas atividades esportivas, em instituições acadêmicas, governamentais ou em corporações.

EXPERIÊNCIAS NA PRÁTICA

O relatório “Educação: um tesouro a descobrir”, realizado para a UNESCO pela Comissão Internacional sobre Educação do Século XXI, coordenada por Jacques Delors, é um dos documentos que representam a mudança de discurso educacional em resposta aos desafios atuais, e sugere um sistema de ensino fundado em quatro pilares:

Aprender a conhecer, para compreender o mundo.
Aprender a fazer, para melhor atuar no mundo.
Aprender a conviver, para saber participar e a cooperar.
Aprender a ser, que integra as três aprendizagens anteriores.

EXERCITE OS HÁBITOS DA MENTE NO DIA A DIA

Confira algumas dicas de atividades para desenvolver competências socioemocionais dentro dos currículos das diferentes áreas do conhecimento:

Dica 1

Debater sobre o cotidiano da cidade e estabelecer relações com os conteúdos abordados.

Dica 2

Valorizar não só as respostas orais mais rápidas, mas também as contribuições daqueles que pararam para refletir antes de oferecer uma resposta

Dica 3

Explorar simuladores, objetos digitais interativos e outros recursos multimídia

Dica 4

Organizar projetos interdisciplinares de forma colaborativa com os alunos.

Dica 5

Inserir jogos educacionais e cooperativos na programação de aulas.

Dica 6

Estimular a criatividade e a originalidade ao longo das atividades, colocando a teoria em prática

Dica 7

Estruturar atividades coletivas com grupos heterogêneos, despertando a necessidade de escutar os outros, resolver conflitos e pensar com flexibilidade.

Dica 8

Analisar periódicos para valorizar o estudo de atualidades e desenvolver a clareza na exposição das ideias.

Dica 9

Estimular os alunos a questionar e a desenvolver estratégias próprias para resolução de questões pessoais ou relacionadas às disciplinas.

Dica 10

Incentivar a continuidade do estudo para além do ambiente escolar, para estabelecer conexões com os conteúdos já estudados e em novos contextos.

Dica 11

Perseverar para atingir seus objetivos acadêmicos, pessoais e profissionais.

Dica 12

Estruturar momentos de pesquisa bibliográfica, de campo e documental.

Dica 13

Aceitar o erro como parte do processo de descoberta, em vez de valorizar somente a resposta correta

Dica 14

Incentivar a exposição dos conhecimentos prévios dos alunos, a fim de formalizá-los e transformar as informações do cotidiano em conhecimento e em prática

Dica 15

Despertar momentos de humor e descontração a fim de criar uma perspectiva positiva para o andamento das aulas

Dica 16

Sistematizar momentos de aprendizagem que despertem os diferentes sentidos: gustativo, olfativo, tátil, cinestésico, auditivo e visual.

8 maneiras de usar a tecnologia para melhorar as aulas

Por | Dicas | Sem comentários

Utilizar tecnologia na sala de aula pode ser um desafio, principalmente por ser um espaço com alunos totalmente distintos entre si. Paralelo a isso, os professores contam com uma indústria milionária oferecendo aplicativos e ferramentas de tecnologia que prometem mudar a sala de aula.

A verdade é que não existe um aplicativo para mudar a forma de ensinar. Mas, há formas bem interessantes de incorporar a tecnologia na sala de aula.

De acordo com o pesquisador Howard Gardner, responsável pela teoria das múltiplas inteligências, pais e professores devem procurar aplicativos que ajudem as crianças a desenvolver seu próprio senso crítico. Para isso, é preciso saber quem criou a tecnologia, com que finalidade, se ela é flexível e, em até que ponto os dados produzidos serão usados.

Estabelecendo metas educacionais como ponto de partida, professores podem ajudar os alunos a usar tecnologia na aprendizagem. Preparamos oito dicas baseadas em pesquisas e apoiadas pelo bom senso e saber fazer docente:

1 – Mantenha seus objetivos pedagógicos à frente da tecnologia

No começo e no final de cada dia na escola, pergunte-se: qual é o objetivo pedagógico da minha aula? A nova forma de educação permite múltiplas plataformas e valoriza a do conteúdo, quer se trate de música, arte ou matemática. Segundo Punya Mishra, professor de Psicologia da Educação e Tecnologia Educativa da Universidade Estadual de Michigan, “os bons professores são mais do que apenas especialistas; eles são especialistas em ensinar o conteúdo. Pedagogia e conteúdo não podem ser considerados independentemente um do outro; o mesmo vale para a tecnologia e conteúdo.”.

2 – Escolha aplicativos flexíveis

Deixe os alunos surpreendê-lo e a si mesmos. Katie Davis, professora assistente na Universidade de Washington e co-autora do livro The App Generation, com Howard Gardner, sugere o uso de tecnologia como ponto de partida, uma forma de introduzir novas experiências e modos de expressões. Optar por tecnologias flexíveis que permitem aos estudantes fazerem uso de seus próprios conhecimentos e julgamentos é importante. “Os estudantes podem se perguntar ‘O que eu acho sobre isso? Qual direção eu devo seguir? As experiências devem ser abertas e, se possível, não restritas”, diz Davis. Em outras palavras, fuja de templates e aplicativos excessivamente prontos. Deixe as crianças se sentirem confortáveis com as confusões da aprendizagem e da vida.

3 – Não deixe a tecnologia tornar o aprendizado fácil

Use a tecnologia para tirar os alunos de sua zona de conforto. Em vez disso, desafie-os – traga situações que não podem ser resolvidas em poucos cliques. Procure tecnologias de aprendizagem que identifiquem e empurrem os alunos a lidar com suas lacunas cognitivas, aquele espaço entre o que eles já sabem e o que ainda não sabem. Mantenha a aprendizagem desafiadora, mas não impossível. Busque tencologias que questionam para fomentar a curiosidade e a alegria do descobrimento.

4 – Análise os resultados seriamente e peça feedbacks.

Evite softwares educacionais que ofereçam apenas respostas “corretas”ou “erradas”. Segundo Neil Heffernam, professor do Departamento de Ciência da Computação do Instituto Politécnico de Worcester e criador do sistema de ensino ASSISTments, é importante ajudar crianças a avaliarem seu progresso ao longo do tempo. Mais de 100 mil crianças nos Estados Unidos utilizam o sistema e Hefernan destaca como o comportamento na sala de aula muda baseado na tecnologia. “Nós participamos de uma discussão com toda a turma sobre um erro que 51% da sala cometeu. Então, perguntamos: Qual é o erro conceitual comum para a resposta errada? O próximo passo dos estudantes é escrever um comentário na questão dizendo seu erro. Assim, todas as crianças que acessarem esta questão amanhã terão o comentário do colega como um benefício para evitar o erro”, explica Hefernan.

5 – Desconfie da aprendizagem individualizada – por enquanto

Pesquisas sobre o aprendizado individualizados na esfera digital ainda estão em fases preliminares. Para Sidney D’Mello, professor de Psicologia e Ciência da Computaçao da Universidade de Notre Dame, o futuro é promissor. Ele desenvolveu um software que detecta as expressões faciais e as reações de acordo com a confusão, tédio ou desengajamento do aluno. Mas, para essas tecnologias funcionarem individualmente, a cultura da sala de aula precisa mudar. “É necessário estabelecer uma cultura que valoriza a falha e em que a confusão não signifique que você é estúpido”, explica Sidney.

6 - Traga os interesses dos alunos para a sala de aula

Mimi Ito, professora e antropóloga cultural do uso da tecnologia no Instituto de Pesquisas Humanas da Universidade da Califórnia, muitas vezes, vê que os professores tentam enxertar algumas das expressões de mídias sociais Facebook, Instagram e Twitter. “As crianças são resistentes a ter seu espaço de lazer colonizado por adultos. Conectar-se com as práticas direcionadas às crianças por sites de tecnologia educacional pode ser mais eficiente.”

Professores podem ajudar os alunos a identificar suas paixões. Quando há identificação com a atividade, os alunos ficam abertos a novas conexões. “Para os estudantes, pesquisar muito e ficar melhor em algo que seus amigos não é o suficiente para manter a atenção na escola. Quando um adulto – professor, mentor ou os pais – compartilha o interesse e demonstra que aquela atividade é relevante no mundo ou na escola é, de fato, uma transformação profunda.”, explica Ito.

7 - Busque experiências

Procure tecnologias que favoreçam as interações sociais. “Quais são os diálogos abertos por essa tecnologia?”, pergunta Loro Takeuchi, diretora e pesquisadora no Joan Ganz Cooney Center. Considere a noção de “aprendizagem em torno de tecnologia” e tenha em mente que nunca há uma tecnologia perfeita. A maioria dos professores confia em indicações e em sua própria experiência. De acordo com pesquisas realizadas por Takeuchi, 48% das recomendações vêm de outros professores, 41% vem de sua própria experiência, e 31 % dos estudantes.

8 – Compartilhe sua produção

Existe um movimento online para professores compartilharem conteúdos, planos de aula e sua produção professional. Por toda a internet existem sites com recursos educacionais abertos gratuitos e disponíveis para edição. Para Elizabeth Murray, fundadora de uma instituição especializada em educação online e a distância, “há conceitos que são difíceis para os professores ensinarem e difíceis para os alunos aprenderem. Dessa forma, os professores também querem aprender outras formas de ensinar e ajudar outros professores. Muitas vezes falta às escolas a iniciativa de usar a tecnologia educacional para capacitar e inspirar o seu própria corpo docente”, ressalta a pesquisadora.

Fonte: TED

Encontro com Autores do Projeto Presente acontece no dia 27 de setembro

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A Editora Moderna está preparando um encontro com autores para os professores de São Paulo. No próximo dia 27 de setembro, os autores da coleção Projeto Presente, destinada ao Ensino Fundamental I, participarão de um encontro para discutir os critérios de avaliação de aprendizagem nos primeiros passos da vida escolar.

A programação conta com uma palestra do Prof. Ocimar Munhoz Alavarse sobre Avaliação da Aprendizagem: perspectivas para a avaliação formativa e com uma apresentação da autora da coleção de Língua Portuguesa, Débora Vaz, a respeito da Avaliação e acompanhamento da aprendizagem do aluno. 

O encontro acontecerá no Hotel Transamérica Prime Internacional Plaza, em São Paulo, no dia 27 de setembro, a partir das 8h00. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas através do email eventos@moderna.com.br  ou pelos telefones (11) 2076-7905 ou (11)2076-7909.

Confira a programação completa:

convite A4 Presente set2014

“Educação.doc”: Editora Moderna lança livro com experiências de sucesso em escolas públicas

Por | Dicas, Novidades | Um comentário

Qual seria a “fórmula” adotada por uma escola pública no interior do Piauí para acumular dezenas de medalhas em Olimpíadas de Matemática e Química, e prêmios nacionais de astronáutica, astronomia e física? Ou, como um colégio sem muros é capaz de driblar a violência em uma das periferias mais perigosas de São Paulo? Essas e outras questões abordadas na série de documentários Educação.doc, codirigida pelos cineastas Luiz Bolognesi e Laís Bodanzky, acabam de ganhar espaço nas páginas do livro “Educação.doc Registros da série de documentários sobre educação pública de qualidade, lançado pela Editora Moderna em parceria com a Buriti Filmes.

O livro sintetiza as reflexões obtidas pelos entrevistados na série – professores, alunos, pais, diretores, funcionários, secretários – em torno das possibilidades de ensino público de qualidade, com padrões de primeiro mundo. Por meio de seis capítulos, que exploram a importância e contribuição de gestores, professores, comunidades e alunos para o sucesso escolar, a obra trilha os caminhos de excelência seguidos pelas oito escolas visitadas pelos cineastas em diferentes regiões do país.

Para Luciano Monteiro, diretor de relações institucionais da Editora Moderna, a série de documentários Educação.doc quebra o estigma de que o “ensino público não tem qualidade” ao mostrar instituições que fazem a diferença, mesmo em condições desfavoráveis, tornando-se referência para outras escolas do país.

“Viabilizar a transformação desse rico material elaborado pelo Luiz Bolognesi e Laís Bodanzky em livro ajuda a propagar uma premissa fundamental para nós: a aposta da escola como catalisadora de transformações, capaz de mudar realidades e oferecer melhores oportunidades para as crianças e jovens”

Luciano Monteiro

“A parceria com a Editora Moderna possibilitou ampliar essa iniciativa. Acreditamos que o livro contribuirá para servir de inspiração, visando multiplicar essas experiências de sucesso em mais instituições de ensino”.

Luiz Bolognesi

O livro “Educação.doc – Registros da série de documentários sobre educação pública de qualidadetraz também um DVD com a íntegra dos episódios veiculados no canal GloboNews. A partir de outubro, os vídeos ficarão disponíveis nos sites dos parceiros e no Portal Tela Brasil. Já a versão digital do livro pode ser acessada pelo site www.moderna.com.br.

A série de documentários Educação.doc, produzida pela Buriti Filmes e Instituto Buriti, contou com o patrocínio da CCR, da Editora Moderna, da Fundação Telefônica Vivo e do Instituto Ayrton Senna, além de recursos públicos operados ou geridos pela Ancine (Agência Nacional do Cinema).

Grupo Santillana Brasil na Bienal do Livro 2014

Por | Moderna LinkedIn | Sem comentários

As editoras do Grupo Santillana Brasil estiveram presentes na 23ª Bienal Internacional do Livro, realizada no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo, de 22 a 31 de agosto. A Moderna, a Richmond, a Salamandra e a Santillana Español foram alguns dos destaques do estande multimídia da Associação Brasileira de Editores de Livros Escolares (Abrelivros). O espaço reuniu 11 editoras associadas que apresentaram lançamentos e promoveram palestras e debates sobre o futuro do livro.

Grupo Santillana na Bienal 2014

O autor Pedro Bandeira marcou presença no estande Abrelivros, no Espaço Imaginário e no Salão de Ideias, com sessões de autógrafos para o lançamento do livro “A Droga da Amizade”, da coleção Os Karas, e para uma mesa redonda com os autores Ziraldo e Eva Furnari. As crianças também se divertiram com as personagens Frankie e Draculaura, da série Monster High, Marcelo da série Marcelo, marmelo, martelo, da Editora Salamandra e Webby, da coleção Kid’s Web, da Richmond.

Com cerca de 300 expositores, a Bienal trouxe as novidades do setor em todos os formatos, impresso ou digital. Mais de 700 mil pessoas estiveram presentes nos 10 dias de evento e participaram de uma intensa programação cultural, desenvolvida para despertar o gosto pela leitura com diversão, cultura e interatividade. Tudo junto e misturado.

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Editora Moderna renova página no LinkedIn

Por | Dicas, Novidades | Um comentário

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John Locke: filosofia, política e educação

Por | Aulas/Explicações | Sem comentários

John Locke faleceu em 28 de outubro de 1704 na Inglaterra. Apesar da distância de mais de três séculos, as ideias liberais do filósofo inglês se mantém atuais. Locke nasceu em 1632, na cidade de Wrignton, Somerset, região sudoeste da Inglaterra. Durante o início da sua vida adulta, John Locke alimentou um grande interesse por assuntos relacionados à política, à educação e à filosofia, em uma época em que o Absolutismo imperava na Europa e o Rei era visto como um representante de Deus na Terra, que podia interferir em todos os seus interesses e no de seus súditos.

John LockeCom o passar do tempo, a estrutura das sociedades europeias começou a mudar e junto com elas as percepções de Locke. A insatisfação com os abusos da nobreza fizeram com que a burguesia começasse a se manifestar contra a monarquia absolutista. Nesse cenário, John Locke teve um papel importante para a transição do pensamento político, inaugurando uma nova modalidade de governo: o liberalismo.

Os ideais de John Locke são tão importantes que serviram de base para a implantação da monarquia parlamentarista na Inglaterra, inspiraram a Constituição dos Estados Unidos e foram adotadas como lema dos iluministas franceses, que, um século mais tarde, fariam a Revolução Francesa.

O grande ponto da filosofia política de Locke está no questionamento à legitimidade do direito divino dos reis, como pode ser observado na obra “Dois Tratados sobre o Governo”, publicada bem depois de sua morte, no final do século XVII. No livro, o filósofo defende a criação de práticas políticas que não fossem contra as leis naturais do mundo, ou seja, que garantisse igualdade aos cidadãos.

Uma situação que incomodava Locke era o fato de os cidadãos não terem direito sobre as coisas que produziam. De acordo com ele, a humanidade e o mundo são frutos do trabalho divino e, por isso, são propriedade de Deus. Sendo assim, qualquer riqueza que o homem conquistava por meio de seu próprio esforço, deveria ser de sua propriedade.

“A mente humana é uma tabula rasa”

John LockeNa filosofia, Locke procurou investigar as ações da mente humana, principalmente, a forma como ela capta informações e traduz o mundo exterior. Para isso, partiu do princípio de que todos os seres humanos nascem com o mesmo conhecimento: nenhum! Exatamente. O homem adquire conhecimento ao longo de sua vida. A partir dessa premissa é que o autor britânico acreditava que as mazelas eram socialmente produzidas e poderiam ser superadas pelo homem.

Em suas concepções filosóficas, Locke se opunha às correntes de pensamento que encontravam em Deus a resposta para as questões profundas. Para ele, a moral e a bondade só seriam obtidas através da razão e da análise sobre o que é vantajoso individual e coletivamente.

Em suas obras, Locke tentou demonstrar que a mente humana tem, de fato, um limite superficial e que seria impossível chegar às causas primordiais das grandes questões filosóficas. Através dos nossos sentidos é possível captar o conhecimento e formar ideias simples. A junção dessas ideias simples formaria os pensamentos complexos.

"Os homens são bons ou maus graças a sua educação"

Para John Locke, a transformação das instituições de ensino é a base para executar as mudanças na sociedade. As crianças aprendiam a partir da experiência com situações distintas e o papel da escola é garantir que elas tivessem contato com novas condições. Através do empirismo, os pequenos absorvem novos conteúdos e informações para sua formação intelectual. Mas, mesmo o conhecimento sendo igual a todos, a forma e a habilidade de reservar novos elementos são variáveis entre as pessoas.

John Locke educação

Assim sendo, Locke destaca a importância de um mestre condutor do pensamento com o qual a criança se relacionaria para sua formação. Sem esta figura, os pequenos se tornariam obsoletos, preguiçosos, egocêntricos e moralmente ignorantes e incapazes de conviver socialmente. Apesar da racionalidade de suas obras, o filósofo acreditava que as características emocionais do aluno influenciavam no seu aprendizado. Desta forma, os educadores precisavam estar preparados para aplicar metodologias diferentes em cada tipo de estudante.

 

 

A construção do Muro de Berlim

Por | Aulas/Explicações, Material Extra | Sem comentários

Em 13 de agosto de 1961, a Alemanha começaria a presenciar uma reviravolta civil em sua história. Eram iniciadas as obras para construção do Muro de Berlim, que dividia o país entre Alemanha Ocidental e Alemanha Oriental, e marcaria a separação do povo alemão durante os próximos 28 anos.

A construção do muro

A Alemanha foi devastada no pós Segunda Guerra Mundial. Internamente, os alemães enfrentavam um sério problema civil por conta do descontentamento com o governo comunista do lado oriental. Percebendo isso, as autoridades da República Democrática Alemã (RDA) ordenaram a construção de uma barreira praticamente intransponível que dividiu a capital do País ao longo de 155 quilômetros.

Muro de Berlim

Foto da construção do Muro de Berlim

O Muro de Berlim, como ficou conhecido, foi construído para “estancar a emigração em massa para ocidente e a sangria econômica resultante para o regime comunista”. Dados oficiais alemães mostram que entre 1949 (ano de fundação da RDA) e 13 de agosto de 1961, cerca de três milhões de pessoas mudaram-se da área oriental da Alemanha para o ocidente. Todos estavam descontentes com o rumo que RDA estava dando à Alemanha Oriental, tornando-a uma espécie de zona de influência soviética.

Durante os 28 anos que se seguiram, até a queda do mundo, as milícias comunistas ergueram barreiras de arame farpado, ergueram barricadas na fronteira, impedindo que a população saísse do país e os alemães ocidentais de entrar em território da RDA. A segurança era forte. Os alemães orientais utilizavam uma dupla barreira de betão com uma “faixa da morte”, em que foram colocadas minas, armas de tiro automático e um conjunto de vigilantes com mais de 47 mil guardas. Por conta de tudo isso, o Muro ficou conhecido como o “Muro da Vergonha”.

A repercussão na mídia

Veja também a matéria completa veiculada pelo Jornal Nacional, quando houve a queda do muro, em 10 de novembro de 1989.

Saiba mais

Na coleção Conexões com a História, aprovada no PNLD 2015, traz um objeto educacional sobre o Muro de Berlim que pode complementar as aulas de História. Confira:

Muro de Berlim

Filmes de apoio

Adeus, Lênin

Alemanha, 2003

Direção: Wolfganger Becker

A mãe de Alexander, fiel devota do socialismo na antiga Alemanha Oriental, tem um ataque cardíaco ao ver o filho em uma passeata contra o sistema vigente. Quando ela acorda do coma, após a queda do muro de Berlim, o médico aconselha a Alexander que ela evite emoções fortes, pois outro ataque tão cedo seria fatal. Com o peso na consciência pelo estado atual de sua mãe, Alex faz de tudo para que ela continue vivendo em uma ilusória Alemanha socialista, mudando embalagens de produtos industrializados e até mesmo inventando documentários televisivos para preencher as brechas do dia-a-dia do recente capitalismo no país.

Um Amor Além do Muro

Alemanha, 2006
Direção: Dominik Graf

No verão de 1961, quatro meses antes da construção do Muro de Berlim, Siggi (Max Riemelt), um jovem de 20 anos, chega a Dresden para tentar a vida como cenógrafo. Na boate A Cacatua Vermelha conhece Luise (Jessica Schwartz), uma jovem poeta cujo trabalho é proibido na Alemanha Oriental, sem saber que ela é casada com Wolle (Ronald Zehrfeld). Na boate, o trio é apresentado à música proibida do ocidente: o rock’n’roll.

A Vida dos Outros

Alemanha, 2006
Direção: Florian Henckel von Donnersmarck

Vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, retrata a situação de artistas e intelectuais numa Alemanha ainda dividida. Em 1984, um ministro da Alemanha Oriental ordena que Georg Dreyman (Sebastian Koch), o maior dramaturgo do país, seja vigiado pelo serviço secreto, apesar dele não contestar o governo ou seu regime político. O ministro Bruno Hempf (Thomas Thieme) passa esta tarefa para Anton Grubitz (Ulrich Tukur), que monta uma estrutura em que Dreyman e sua namorada, a atriz Christa-Maria Sieland (Martina Gedeck), são vigiados 24 horas. Com a descoberta do mundo particular do casal, Grubitz passa a ter uma afeição aos dois e questionar seu trabalho.