É sonhando que se economiza

By | Educação Financeira | 2 Comments

No post passado falamos sobre a economia compartilhada e os benefícios que esse tipo de comportamento pode gerar para as famílias em tempos de crise. Hoje, vamos falar um pouco mais sobre a importância de traçar metas financeiras para a realização de desejos e sonhos. E quer coisa melhor do que falar de sonhos com os nossos pequenos sonhadores?

Andy de Santis é autora do livro Lições de Valor e parceira do blog para o tema Educação Financeira

“- Podes dizer-me, por favor, que caminho devo seguir para sair daqui? – pergunta Alice.

– Isso depende muito de para onde queres ir – responde-lhe imediatamente o Gato.

– Preocupa-me pouco aonde ir – disse Alice.

– Nesse caso, pouco importa o caminho que sigas – replicou o Gato.”

relogioRetirado do romance Alice no País das Maravilhas,
de Lewis Carroll.

Pode reparar: toda conquista que dependa de esforço e dedicação, um dia foi apenas um sonho, uma visão. Sonhar é essencial para mobilizar a energia de realização e é ainda mais importante para encorajar a persistência e a disciplina necessárias a quem pretende chegar a um destino, sem se perder no caminho. Afinal, se não sabemos aonde queremos ir, qualquer caminho serve.

Alice caiu em um buraco, e talvez por isso não se preocupe tanto aonde ir, apenas deseja sair daquele lugar. A metáfora do buraco talvez seja a mais apropriada para traduzir a situação de quem está endividado. Muitas pessoas me procuram com o desejo de sair das dívidas. Depois de ouvir o caso, eu lhes pergunto sobre seus sonhos e algumas me respondem: “Como posso sonhar se estou endividado? Meu único sonho é sair das dívidas”.

O que as pessoas endividadas talvez ainda não tenham notado é que a causa de sua situação pode ter sido justamente a falta de clareza dos seus sonhos. Por não terem definido uma visão de onde gostariam de chegar, tornaram-se reféns das tentações no caminho e acabaram se perdendo em dívidas, muitas vezes sem entender por quê. Claro que esta não é a única razão do endividamento, mas é uma das mais comuns.

Por isso, quando uma pessoa endividada me diz que não consegue sonhar, insisto para que tente. Peço para que feche os olhos e imagine que conseguiu pagar todas as dívidas. Os financiamentos, o cartão de crédito, o cheque especial e o consignado estão quitados e o saldo no banco está positivo. Aí, peço-lhe para abrir os olhos e então deixar a mente voar sem limites, perguntando: Agora que todas as suas dívidas estão pagas, o que deseja fazer? Qual será seu próximo sonho? E assim, ela começa a definir uma estratégia, não para sair do buraco, mas para alcançar esta meta. E faz isso consciente de que, ao definir um objetivo a se realizar, encontra mais forças para ultrapassar os obstáculos que a separam de atingi-lo.

Quando uma pessoa tem sonhos claros, fica mais fácil dizer “não” a si mesma, desviar das promoções, evitar as armadilhas do consumo e conter os impulsos. É um mecanismo que treina nossa consciência a abrir mão de um desejo imediato em prol de uma realização futura. A pessoa consegue olhar para um objeto de desejo e dizer a si mesma: “Eu não vou comprar esta bolsa, porque estou economizando para minha viagem”, “Não vou trocar meu celular agora, pois estou planejando comprar um carro no fim do ano”.

E você, já parou para pensar sobre onde quer chegar? Quais são seus sonhos, seus objetivos e projetos de vida? Proponho um exercício rápido: em uma folha de papel, descreva todos os seus sonhos, até mesmo aqueles que lhe pareçam mais improváveis. Depois, coloque-os em ordem cronológica, separando os sonhos que deseja realizar no próximo semestre, em um ano, cinco, dez e vinte anos. O próximo passo é pesquisar quanto custam seus sonhos e calcular quanto você precisaria guardar mensalmente para atingi-los. Se a meta lhe parecer impossível, experimente alongar um pouco o prazo de alguns sonhos ou quebrar os sonhos em etapas viáveis.

Definida a primeira etapa do sonho a se realizar, pense no que precisa fazer para alcança-lo. Talvez você precise economizar em algum item supérfluo ou tenha que trabalhar um pouco mais para aumentar sua renda. O importante é dar um passo de cada vez, dia após dia e quando você perceber, terá seu sonho realizado. ;-)

Lições de Valor: Educação Financeira escolar

Se você gostou desta reflexão e deseja trabalhar este tema com seus alunos do Ensino Fundamental II, que tal conhecer o livro “Lições de Valor – Educação financeira escolar”? A unidade 4, “Aonde você quer chegar” traz inspiração para estimular os alunos a sonhar, além de exercícios e métodos para apoia-los no planejamento de seus sonhos, passo a passo.

As escolas que adotarem o livro também terão acesso ao portal com textos e planilhas, que ajudarão as famílias e os professores a identificar seus valores pessoais e talentos. Um exemplo de exercício já está disponível aqui para você experimentar.

Eu sou Andyara de Santis Outeiro, autora do livro e estou aqui para dialogar com você sobre os conteúdos da obra e trazer dicas sobre educação financeira para aplicar na escola e na vida. Aproveite o espaço, traga seus dilemas, dúvidas e experiências. Vamos aprender juntos?

PNLD 2016: A RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS COMO ESTRATÉGIA DE ENSINO

By | FOCO DE AÇÃO, PNLD 2016 | One Comment

O segundo foco de ação que orienta nossas obras didáticas é a Resolução de Problemas e, ao contrário de qualquer primeira impressão, não tem a ver apenas com as aulas de Matemática.

As práticas cotidianas exigem que as pessoas, sejam crianças, adolescentes ou adul­tos, saibam resolver problemas, pois a todo momento nos deparamos com a necessidade de analisar dados, organizar, planejar e executar ações, buscar e avaliar novas informações. Assim, o que chamamos de problema, não corresponde exclusiva­mente à ideia mais difundida do que seja um desafio matemático.

Um problema se define como tal não por sua forma (um enunciado sobre uma situação ou uma pergunta para responder), mas sim por ser uma situação que para ser resolvida exige um certo nível de conhecimento do aluno. Desta forma, uma mesma proposta pode ser um problema para uma criança e não o ser para outra.

Existe mais uma condição para que determinada questão seja considerada um problema: os alunos precisam ter recursos suficientes para criar uma solução. Assim, ao propor situações desafiadoras aos alunos, é preciso ter em mente o objetivo de aprendizagem almejado.

A escola, como formadora do cidadão, deve trabalhar com diversas situações:

 Problemas do tipo fechado (que exigem resposta única)

Problemas do tipo aberto (que admitem várias soluções ou nenhuma)

Formulação de novos questionamentos (que para desenvolve uma pos­tura criativa e investigativa).

Propostas que aproximam o aluno da produção de conhecimento científico em qualquer área do saber, uma vez que o mobiliza a elaborar novas perguntas para o problema apresentado pelo professor.

Mais um aspecto fundamental na resolução de problemas diz respeito à contextualiza­ção. Além da seleção/elaboração de questionamentos significativos, o ambiente criado pelo professor precisa oferecer tempo para o processo de resolução e necessita mesclar momentos individuais e coletivos. No entanto, as soluções e diferentes estratégias devem ser discutidas e socializadas em um movimento de busca de vali­dações e de produção de sentidos e significados. Finalmente, compete ao professor formalizar os novos conceitos e sistematizar os novos procedimentos com os alunos.

A resolução de problemas nos nossos livros didáticos

As nossas coleções didáticas buscam encaminhar os conteúdos com base em uma sequência de atividades problematizadoras que, em alguns momentos, são bastante focadas na aplicação, sistematização e observação de regras e procedimentos, a fim de instrumentalizar as crianças. Em outros momentos, as atividades são muito desafiado­ras ao pensamento dos alunos, colocando-os numa posição de investiga­dores diante do conhecimento novo. Essas atividades se caracterizam como um ponto de partida para a aquisição dos conhecimentos trabalhados em sala de aula, pois possibilitam aos alunos reconhecer regularidades e propriedades elabo­rando conceitos e argumentos, sistematizando procedimentos e desenvolvendo atitudes.

CONHEÇA A PROPOSTA COMPLETA DOS 4 FOCOS DE AÇÃO

A Editora Moderna tem um compromisso com a educação de resultado. Nossa equipe pedagógica está sempre em contato com professores e gestores de ensino para conhecer as reais necessidades das escolas públicas brasileiras. A partir disso, nossos livros didáticos são pensados de forma a potencializar o trabalho dos educadores e preparar nossas crianças para os desafios escolares e da vida.

Para o PNLD 2016, voltado aos anos iniciais do Ensino Fundamental, preparamos materiais focados nos primeiros desafios da vida escolar. São projetos pedagógicos completos que se dedicam à alfabetização sem esquecer de valorizar a fase em que se encontra a criança, num mundo de brincadeiras e criatividade. Assim, organizamos nossas coleções segundo 4 focos de ação:

Alinhadas com os PCNs e com o PNAIC, nossas obras trabalham oralidade, leitura, compreensão e produção de textos gradualmente em todas as áreas do conhecimento.

Jogos e atividades interdisciplinares que trabalham situações cotidianas contribuindo na formação de uma postura criativa e autônoma do aluno.

Atividades cooperativas que despertam o prazer da descoberta, a partir da experimentação e da vivência. O uso de diferentes linguagens amplia o repertório do aluno, propiciando o pensamento investigativo e questionador.

Nossos conteúdos têm o objetivo de encorajar o aluno a se reconhecer como indivíduo e a manter uma relação ativa e cidadã com a sociedade, compreendendo que sua realidade é fruto de um processo histórico.

ATIVIDADES DE CIÊNCIAS

A Editora Moderna preparou atividades práticas para a disciplina de Ciências que propõem situações-problemas em que o aluno pode resolver, a partir de seus conhecimentos prévios e dos conteúdos aprendidos em sala de aula.

O impacto do Ensino Fundamental de 9 anos nas avaliações

By | Avaliação, Novidades | One Comment

No post anterior, mostramos como um fator externo à sala de aula, como o gênero dos alunos, incide sobre os resultados de avaliações educacionais.

Hoje, vamos falar sobre o impacto da implantação no Brasil de uma política pública bastante conhecida: a ampliação do Ensino Fundamental, de oito para nove anos, que adiantou em um ano a entrada das crianças nessa etapa escolar, desde 2006.

Como sabemos, infelizmente, a educação pré-escolar ainda não é obrigatória no Brasil. Nos faltam infraestrutura, políticas, currículo, iniciativas de formação, investimento etc. Bem por isso, a redução da faixa etária para ingresso no Ensino Fundamental, de 7 para 6 anos de idade, resultou efetivamente em um incremento do tempo de escolaridade das crianças que não tiveram acesso à Educação Infantil.

Segundo estudos recentes realizados pelo movimento Todos pela Educação, a partir de dados da Prova Brasil de 2007 até 2011, as crianças que frequentaram o ciclo I do Ensino Fundamental a partir dos 6 anos de idade, quando comparadas com crianças que entraram apenas com 7 anos, tiveram um desempenho melhor na avaliação – o que é esperado, pois essas tiveram um ano a mais de aulas.

Juliana Miranda é gerente de Avaliação da Avalia Educacional e nossa parceira para o tema Avaliação

Claro que a melhora das notas também é influenciada por fatores sociais e econômicos. Contudo, a estimativa feita é de que em torno de 11% a 14% do incremento na proficiência média da Prova Brasil ao longo dos anos é devido à ampliação do Ensino Fundamental, o que é um valor bastante significativo.

Os estudos também sugerem que a influência benéfica da ampliação do Ensino Fundamental não será mais percebida nos resultados da Prova Brasil de 2015, afinal, agora todas as crianças que serão avaliadas já entraram na escola com o modelo de 9 anos de curso. Dessa forma, se os resultados da Prova melhorarem a partir deste ano, será efetivamente devido a reais melhorias nos processos educacionais.

Além da ampliação do Ensino Fundamental, os dados apresentados nos ajudam a refletir sobre a grande importância (talvez, muitas vezes, não percebida) da Educação Infantil na vida de uma criança e, consequentemente, para toda a sociedade.

Segundo estudos de W. Steven Barnett (2008), crianças que frequentaram a Educação Infantil (EI) apresentam um melhor desempenho nos indicadores de avaliações educacionais quando comparadas com crianças que não frequentaram essa etapa. Mas o efeito da EI é ainda maior: essas crianças permanecem mais tempo na escola, têm menores índices de repetência escolar e tornam-se cidadãos com comportamento social mais benévolo, pois estatisticamente envolvem-se menos com atos de delinquência e de criminalidade.

Para finalizar, é importante destacar que, apesar da melhora do rendimento na Prova Brasil, ainda estamos longe de conseguir um resultado satisfatório nessa avaliação. Em 2013, apenas 40% dos alunos apresentaram aprendizagem adequada em Leitura no 5º ano do Ensino Fundamental, enquanto para Matemática, esse índice é ainda menor, de 35%. Portanto, mais da metade das crianças está ficando para trás.

O trabalho que temos pela frente ainda é muito longo, mas se tivermos mais políticas públicas pautadas em dados empíricos que ajudem a diminuir a desigualdade das oportunidades educacionais que enfrentamos, talvez o desafio se torne um pouco mais fácil.

Escrito por Juliana Miranda

Bacharel em Ciências Sociais/USP e mestre em Educação/PUC-SP e gerente de Avaliação da Avalia Educacional

Referências bibliográficas:

BARNETT, W. Steven. Preschool Education and its lasting effects: research and policy Implications, Boulder and Tempe: Education and the Public Interest Center & Education Policy Research Unit, 2008.

De olho nas metas 2013-14: sexto relatório de monitoramento das 5 metas do Todos pela Educação. Disponível em: http://moderna.com.br/lumis/portal/file/fileDownload.jsp?fileId=8A808A824E5325F5014E636193F807B7. Acesso em: 14 jul. 2014.

PNLD 2016: 4 FOCOS DE AÇÃO PARA POTENCIALIZAR RESULTADOS

By | FOCO DE AÇÃO, PNLD 2016 | One Comment

A Editora Moderna tem um compromisso com a educação de resultado. Nossa equipe pedagógica está sempre em contato com professores e gestores de ensino para conhecer as reais necessidades das escolas públicas brasileiras. A partir disso, nossos livros didáticos são pensados de forma a potencializar o trabalho dos educadores e preparar nossas crianças para os desafios escolares e da vida.

Para o PNLD 2016, voltado aos anos iniciais do Ensino Fundamental, preparamos materiais focados nos primeiros desafios da vida escolar. São projetos pedagógicos completos que se dedicam à alfabetização sem esquecer de valorizar a fase em que se encontra a criança, num mundo de brincadeiras e criatividade. Assim, organizamos nossas coleções segundo 4 focos de ação:

Hoje, vamos abordar o primeiro deles.

COMPETÊNCIA LEITORA: FORMANDO LEITORES EM TODAS AS ÁREAS DO CONHECIMENTO

A COMPETÊNCIA LEITORA, nosso primeiro foco de ação, é fruto de uma preocupação constante de 100% dos educadores e gestores de ensino. Resultados de diversas avaliações educacionais, como a Prova Brasil, demonstram que grande parte dos alunos que concluem o Ensino Fundamental não compreende o que lê e não sabe se expressar de forma adequada. Outros indicadores ainda apontam que dois terços da população brasileira entre 15 e 64 anos não está apta a entender textos longos, localizar informações implícitas, sintetizar ideias principais e/ou comparar gráficos.

Esses números nos fazem refletir sobre o processo de alfabetização desses jovens e nos ajudam a concluir que a criança que não é bem alfabetizada tem dificuldades não apenas durante as próximas fases escolares, mas por toda a vida. Neste sentido, o papel do professor e da escola na formação de cidadãos aptos à leitura, que argumentem com pensamento crítico e se tornem participativos na sociedade, se amplifica.

Ensinar a ler não pode ser visto apenas como uma meta para melhorar índices nas provas oficiais. É preciso entender que a leitura é uma ferramenta fundamental para toda a vida. Um leitor competente é aquele que consegue utilizar suas próprias estratégias de leitura e escrita para interpretar um texto e atender a uma necessidade individual ou coletiva. Isso quer dizer que saber ler e escrever envolve a interação entre leitores e escritores, tanto para atribuir sentido àquilo que se lê quanto para antecipar o que escrever a partir dos conhecimentos prévios do leitor. Na escola, quando a criança é colocada em situações em que deve ler ou escrever, considerando o que sabe e o que a situação lhe oferece e interagindo com seus colegas e com o professor, ela pode reformular suas próprias hipóteses e exercitar a leitura sob diversas perspectivas.

Ler é um processo de interação entre um leitor e um texto no qual o leitor interpreta os conteúdos que o texto apresenta.

Isabel Solé

Para formar leitores e escritores competentes, é imprescindível criar atividades voltadas aos contextos de uso social da linguagem e aprender a valorizar esse domínio como essencial à participação social. Assim, acreditamos que um material didático completo deve colocar o professor como mediador entre o conhecimento e o aluno, sempre valorizando o trabalho com a linguagem, qualquer que seja a disciplina. Desta forma, a responsabilidade de ensinar a ler e a escrever não pode ser atribuída apenas às aulas de Língua Portuguesa, o planejamento didático precisa estimular a leitura e a interpretação de materiais específicos de cada disciplina, como imagens, textos, gráficos, mapas, etc

Enfim, sabemos que aprender a ler e a escrever é muito mais complexo do que o ensino de um código de sinais. Apropriar-se da linguagem escrita é uma aprendizagem contínua que tem início antes da escola e se estende por toda a vida. Assim, oferecemos um trabalho sistemático que garante o contato das crianças com essa linguagem, ampliando seus conhecimentos construídos dentro e fora da escola. Ao admitir que a criança pensa a escrita muito antes de iniciar seus estudos, entendemos que o trabalho pedagógico deve levar em conta essa vivência e ampliá-la, com o cuidado de garantir que isso ocorra em situações significativas e adequadas à faixa etária do aluno.

CONHEÇA OUTROS FOCOS DE AÇÃO

Alinhadas com os PCNs e com o PNAIC, nossas obras trabalham oralidade, leitura, compreensão e produção de textos gradualmente em todas as áreas do conhecimento.

Jogos e atividades interdisciplinares que trabalham situações cotidianas contribuindo na formação de uma postura criativa e autônoma do aluno.

Atividades cooperativas que despertam o prazer da descoberta, a partir da experimentação e da vivência. O uso de diferentes linguagens amplia o repertório do aluno, propiciando o pensamento investigativo e questionador.

Nossos conteúdos têm o objetivo de encorajar o aluno a se reconhecer como indivíduo e a manter uma relação ativa e cidadã com a sociedade, compreendendo que sua realidade é fruto de um processo histórico.

ATIVIDADES DE VOCABULÁRIO

A Editora Moderna preparou atividades que auxiliam o aluno dos anos iniciais do Ensino Fundamental a adquirir a linguagem específica de cada disciplina, incentivando que ele expresse o significado real e compartilhe com a turma a sua representação.

Em tempos de crise, ensine a compartilhar!

By | Educação Financeira | One Comment

No post passado, conversamos sobre o custo de adquirir produtos ou pagar por serviços com pouco ou nenhum uso. A conta do desperdício pode ter um grande impacto no orçamento de uma família, principalmente neste momento delicado da economia brasileira, em que os aumentos na conta do supermercado e nos serviços essenciais são fortemente percebidos no nosso dia a dia.

Talvez você já tenha ouvido falar na expressão “crise é sinônimo de oportunidade”. Pois bem, foi exatamente durante a crise de 2008 que a economia compartilhada[1] ganhou mais força. A ideia parte do seguinte princípio: não precisamos possuir tudo que desejamos, só precisamos ter acesso. Voltemos ao caso daquele carro que foi comprado para usar somente aos finais de semana e que custa R$ 155,00 por ocasião de uso ou R$ 8.100 por ano a seu dono[2]. Durante a semana, ele fica parado na garagem, mas poderia muito bem servir aos vizinhos que necessitam de um veículo nos dias úteis, mas que não tem recursos ou interesse em adquirir seu próprio carro. E já que o dono do carro tem despesas para mantê-lo, por que não fazer uma renda extra alugando seu veículo para a vizinhança.

Andy de Santis é autora do livro Lições de Valor e parceira do blog para o tema Educação Financeira

Graças à popularização da internet, este sistema existe e se chama car sharing ou “compartilhamento de carros”. É muito simples: O dono do veículo anuncia o carro em um aplicativo que disponibiliza o anúncio aos interessados que residem nas redondezas. Assim, quem aluga paga menos do que custaria uma locação de automóveis tradicional, o dono do carro faz uma renda extra para custear as despesas de manutenção do veículo, que é utilizado em seu máximo potencial, ou seja, não fica parado na garagem, reduzindo o desperdício e a ociosidade de produtos e serviços. A meu ver, estes já seriam excelentes benefícios da economia compartilhada, pois se todos os carros já fabricados fossem utilizados em seu potencial máximo, não seria necessário extrair tantos recursos do planeta para produzir mais e mais carros novos só para enfeitar as garagens.

Mas além do valor econômico e ecológico de compartilhar, gostaria de destacar o valor social desta prática, que estimula a coletividade, o desapego e a inclusão. Afinal, quando um indivíduo compartilha o que tem com outra pessoa que não tem, mesmo recebendo por isso, viabiliza o acesso coletivo e a circulação de algo que em outro momento seria exclusivo e individual. E aqui usei o exemplo do carro propositalmente, pois trata-se de um símbolo de status e ascensão social nas sociedades ocidentais capitalistas.

[1] Para saber mais sobre economia compartilhada e consumo colaborativo, recomendo o livro “O que é Meu é Seu – Como o Consumo Colaborativo Vai Mudar o Nosso Mundo” de Roo Rogers; Rachel Botsman (Ed. Bookman)

Para além do carro, hoje também é possível compartilhar imóveis, eletrodomésticos e até objetos de uso pessoal. Afinal, quantas vezes você usa sua furadeira em um ano? E seu cortador de grama, batedeira, bicicleta, barraca de acampamento? Hoje existem vários aplicativos que facilitam a vida de quem deseja compartilhar um pouco mais do que apenas fotos de férias e frases feitas nas redes sociais.

Além dos produtos que acumulamos, outra forma de ampliar o patrimônio coletivo de conhecimento é compartilhar nossos saberes e talentos. E neste setor, a internet está repleta de exemplos de instrutores informais, com técnicas e dicas práticas para ensinar quase tudo, desde programações complexas em sistemas até receitas culinárias. Um fenômeno que só cresce e permite que pessoas muito talentosas, mas atualmente excluídas do mercado de trabalho possam gerar renda compartilhando seus conhecimentos.

E falando em compartilhar conhecimentos, que tal abrir um espaço para dialogar com sua turma de alunos sobre talentos e recursos disponíveis e ociosos em suas casas ou em suas mentes? Será que sua escola poderia ser um espaço para despertar nas famílias este potencial muitas vezes adormecido? Quem sabe refletindo sobre talentos e recursos, possamos descobrir maneiras de sair da crise, juntos.

Lições de Valor: Educação Financeira escolar

O livro “Lições de Valor – Educação financeira escolar”, dirigido a alunos do Ensino Fundamental II, estimula a reflexão sobre talentos e recursos que podem trazer realização pessoal, ajudar a refletir sobre a vocação profissional e até mesmo gerar renda. Na unidade 2, “De onde vem o dinheiro”, os alunos são estimulados a pensar em talentos, produtos criados por eles ou objetos que possam ser vendidos, trocados ou compartilhados.

As escolas que adotarem o livro também terão acesso ao portal com textos e planilhas, que ajudarão as famílias e os professores a identificar seus valores pessoais e talentos. Um exemplo de exercício já está disponível aqui para você experimentar.

Eu sou Andyara de Santis Outeiro, autora do livro e estou aqui para dialogar com você sobre os conteúdos da obra e trazer dicas sobre educação financeira para aplicar na escola e na vida. Aproveite o espaço, traga seus dilemas, dúvidas e experiências. Vamos aprender juntos?

Há diferença de gênero nos resultados das avaliações?

By | Avaliação | One Comment

No post passado iniciamos uma conversa sobre como as avaliações educacionais em larga escala podem trazer indícios sobre a influência que fatores externos à escola exercem nos resultados da aprendizagem. A relação entre esses dois pontos é tranquila, né? Se avaliamos o nível de aquisição de competências nos alunos, isto é, características que o ser humano desenvolve ao longo de toda sua vida, enquanto se relaciona com a família, com as pessoas da escola, com a sociedade etc., então, fatores que envolvem sua história e seu meio social interferem na trajetória de aprimoramento de suas habilidades.

Um dos pontos que chama a atenção nas análises das avaliações é a diferença de resultados entre meninos e meninas. Tradicionalmente, as meninas têm notas maiores em leitura, enquanto os meninos se dão melhor em matemática. Vamos pegar essa última área para uma análise mais detalhada.

No Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica), dos anos de 2011 e 2013, o percentual de meninas com aprendizagem proficiente (ou adequada) em matemática foi menor em todos os anos escolares. Em 2013, apenas 7,2% das meninas terminaram a educação básica demonstrando saber o que lhes era esperado nessa competência. Já para os meninos, o valor foi de 12,4% (muito baixo também, mas maior que o das meninas).

Juliana Miranda é gerente de Avaliação da Avalia Educacional e nossa parceira para o tema Avaliação

Por sua vez, na avaliação do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) de 2014, que enfatizou a verificação da competência matemática, a nota média dos meninos foi 440, enquanto das meninas, 418.

Já deu para ver que as avaliações nos dão pistas sobre aspectos que devem chamar a atenção dos estudiosos e interessados em educação, mas elas não trarão as respostas de por que isso acontece. As hipóteses que justificariam essa diferença de gênero são objetos de estudo relacionados à pedagogia, à antropologia e à sociologia.

Segundo Gláucia Torres Franco Novaes, Doutora da Fundação Carlos Chagas (em reportagem do G1), há um forte componente cultural nesses resultados – e não biológico. Tradicionalmente, as meninas são mais estimuladas para certas atividades e os meninos para outras. Apesar de essa divisão de papéis sociais não estar restrita à escola, ela reverbera em muitos dos exemplos e contextos que passamos por meio do conteúdo de livros, vídeos, músicas, de modo muitas vezes inconsciente. Em conjunto, essas influências direcionam os projetos das crianças ao longo da trajetória escolar e, posteriormente, na escolha da carreira profissional a seguir. E por isso, ainda hoje temos mais homens do que mulheres nas profissões da área de exatas.

Um estudo de Lindamir Casagrande (2011), sobre a representação de gêneros em livros didáticos de matemática, observou que por meio de ilustrações ou problemas, as mulheres normalmente aparecem como costureiras, cozinheiras, artesãs, mães, ou seja, desempenhando papéis em que só é preciso conhecer a matemática elementar. Já em problemas que apareciam profissões como administradores, executivos, cientistas, na maioria das vezes, a representação era masculina.

Essas discussões sobre diferenças de gênero na educação são hoje possíveis por meio da realização de estudos quantitativos (como as avaliações) e qualitativos (pedagógicos, antropológicos e sociológicos). Constatamos a diferença, mas o que podemos fazer sobre ela? Quando estão em uma mesma sala de aula, oferecemos o mesmo conteúdo para meninos e meninas, mas será que nossas representações sobre os gêneros já estariam tão profundamente enraizadas que nem percebemos a mensagem que estamos reproduzindo? Se queremos uma sociedade mais justa entre homens e mulheres, em que as oportunidades sejam distribuídas de modo mais igualitário, então temos que começar, desde cedo, a refletir sobre o tipo de mensagem que passamos para os meninos e as meninas.

Escrito por Juliana Miranda

Bacharel em Ciências Sociais/USP e Mestre em Educação/PUC-SP e gerente de Avaliação da Avalia Educacional

Referências bibliográficas:

A matemática das meninas e dos meninos. Disponível em: http://www.todospelaeducacao.org.br/reportagens-tpe/33918/a-matematica-das-meninas-e-dos-meninos/. Acesso em: 01 jul. 2015.

Brasil tem 3ª maior diferença a favor dos meninos em teste do Pisa. Disponível em: http://g1.globo.com/educacao/noticia/2014/04/brasil-tem-3-maior-diferenca-favor-dos-meninos-em-teste-do-pisa.html. Acesso em: 01 jul. 2015.

CASAGRANDE, Lindamir Salete. Entre silenciamentos e invisibilidades: relações de gênero no cotidiano das aulas de Matemática. (Tese). Paraná: UTFPR, 2011.

Conheça os SIMULADOS PARA MONITORAMENTO DA APRENDIZAGEM

A Editora Moderna acredita que para conquistar a educação de resultado, é necessário conhecer de perto cada aluno, seus pontos fortes e pontos a melhorar, utlizando informações e diagnósticos corretos. Por isso, desenvolvemos simulados especiais que consideram as novas demandas do Ensino Fundamental I para que professores, coordenadores e diretores possam acompanhar constantemente a aprendizagem das crianças.

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O que uma torneira pingando tem a ensinar sobre educação financeira?

By | Educação Financeira | 5 Comments

Você já parou para pensar em todos os recursos que utiliza no seu dia a dia? Desde o momento em que acorda até a hora de dormir, você consome recursos que sustentam e nutrem a sua vida e suas relações. Alguns são essenciais para a sobrevivência e atravessam as gerações, como água e alimentos. Outros são mais recentes, mas já fazem parte da nossa vida, como a energia elétrica, a telefonia celular e a conexão wi-fi. Por sua complexidade, o ser humano é uma espécie que precisa de estruturas fora do seu próprio corpo para sobreviver. Precisamos de moradia, roupas adequadas, meios de transporte e uma série de equipamentos para garantir a nossa satisfação pessoal e comunitária.

Mas será que estamos fazendo o uso mais racional de todos estes recursos? Será que tudo que compramos e acumulamos está de fato sendo utilizado em todo seu potencial? Imagine uma pessoa que acabou de comprar um carro por R$ 30 mil só para utilizar aos finais de semana. Sem sair da garagem, este carro, mesmo quitado, custará anualmente cerca de R$ 8.100 somente com seguro, IPVA, manutenção, depreciação e ainda o custo de oportunidade*[1]. Dividindo este valor pelos 52 fins de semana do ano, significa que este carro custará R$ 155,00 para cada ocasião de uso, sem considerar os custos de combustível, estacionamento, lavagens e multas.

Andy de Santis é autora do livro Lições de Valor e parceira do blog para o tema Educação Financeira

[1] Custo de oportunidade: É o valor que você receberia como rendimento de um valor investido. Por exemplo, no caso do carro, se ao invés de usar o dinheiro para comprar o veículo, a pessoa tivesse investido R$ 30 mil na poupança, ela teria um retorno estimado de R$ 1.800 por ano.

Outra situação comum é a da pessoa que compra um pacote de serviços de telefonia celular que oferece mais recursos do que ela necessita e paga por eles mensalmente um valor excedente que só gera mais despesas em sua conta, sem retornar em benefícios concretos. O que dizer então do desperdício de alimentos no Brasil? Cerca de 30% de tudo que é comprado é simplesmente “jogado fora”. Torneiras pingando, luzes acesas sem necessidade e banhos demorados são exemplos da falta de cuidado que temos com nossos recursos, cuja consequência é dinheiro indo embora ‘pelo ralo’.

Os japoneses chamam isso de “Mottainai”. É uma expressão usada em casa e nas escolas para educar as crianças a eliminar o desperdício do dia a dia.

Falando em escola, como educamos nossos alunos a usar os recursos de forma racional no dia a dia? Será que a escola é um ambiente que educa para evitar e eliminar o desperdício e poupar os recursos financeiros e naturais?

Lições de Valor: Educação Financeira escolar

O livro “Lições de Valor – Educação financeira escolar”, dirigido a alunos do Ensino Fundamental II foi todo elaborado a partir da lógica do uso mais racional e inteligente dos recursos que nos rodeiam, como o dinheiro. Na unidade 1, o aluno é convidado a contabilizar os recursos e os custos de um dia na sua vida, percorrendo todas as suas atividades cotidianas, desde o café da manhã até a hora de dormir. Na unidade 12, um dos projetos propostos para a turma é percorrer sua escola com o olhar crítico, mapeando oportunidades e desenvolvendo um plano de ação para aumentar a eficiência e reduzir o desperdício no ambiente escolar.

As escolas que adotarem o livro também terão acesso ao portal com textos e planilhas, que ajudarão as famílias e os professores a identificar possíveis desperdícios em sua vida pessoal. Um exemplo de exercício já está disponível aqui para você experimentar.

Eu sou Andyara de Santis Outeiro, autora do livro e estou aqui para dialogar com você sobre os conteúdos da obra e trazer dicas sobre educação financeira para aplicar na escola e na vida. Aproveite o espaço, traga seus dilemas, dúvidas e experiências. Vamos aprender juntos?

Reprovar o aluno nem sempre é uma boa alternativa para recuperar a aprendizagem

By | Avaliação | 2 Comments

Já conversamos sobre o principal objetivo das avaliações educacionais externas aplicadas em larga escala, que é o de apresentar, com uma visão macro, o diagnóstico do nível de desenvolvimento de competências e habilidades em alunos de determinado ano escolar para orientar decisões de gestão.

Mas além desse importante papel, as avaliações mencionadas também são muito úteis para revelar (ou dar pistas) de como situações contextuais, internas ou externas à escola, exercem uma influência positiva ou negativa sobre a aprendizagem. Se vocês gostarem, essa nossa conversa pode ir longe…

Um exemplo bastante interessante que os dados de avaliações como o Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica) e o Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) revelam é sobre o impacto da retenção de alunos de um ano para o outro sobre os resultados de aprendizagem.

Segundo o Pisa 2012, no Brasil, 36% dos alunos com 15 anos (mais do que um em cada 3, portanto) já repetiu pelo menos um ano/série do ensino fundamental. Alguns até mais. Esses alunos com atraso escolar (isto é, aqueles que frequentam um ano escolar inferior ao que deveriam pela sua idade) estão, de maneira geral, relacionados ao baixo desempenho do país na avaliação, especialmente na competência matemática.

Juliana Miranda é gerente de Avaliação da Avalia Educacional e nossa parceira para o tema Avaliação

Estudos de J.M de Andrade (2007) com base no Saeb, por sua vez, mostram que uma das variáveis que mais afeta o desempenho na avaliação é justamente o atraso escolar. Há a estimativa de que, para cada ano que o aluno é retido, ele perde mais de 10 pontos na escala de proficiência (sua nota na avaliação).

Outro ponto importante levantado pelos estudos de Machado, Firpo e Gonzaga (2013) é que turmas escolares em que há alunos com diferentes idades são um desafio maior para os professores por serem constituídas por estudantes com diferentes interesses, o que torna mais difícil a implementação de um projeto de ensino. O fato de que essas turmas estão principalmente em escolas de comunidades de baixo nível socioeconômico só piora a situação.

Portanto, para quem acha que a reprovação é a melhor maneira de um aluno rever sua defasagem, os dados mostram que esse é o caminho errado a seguir. Na verdade, além de aumentar os custos de educação dos estados e municípios, reprovar o aluno não o faz recuperar sua aprendizagem.

Você sabia?

Um aluno regular do ensino fundamental deveria ganhar, a cada ano de estudo, cerca de 20 pontos na escala do Saeb.

Assim, se um aluno que repetiu um ano da escola perde 10 pontos na avaliação, mesmo estudando tudo de novo, ele estará sempre na metade do caminho.

Atenção!

Ninguém aqui é a favor de passar o aluno de ano sem aprender!

Mas o que a observação dos dados também nos mostra é que iniciativas de acompanhamento e reforço têm surtido efeitos muito melhores para os resultados da aprendizagem nas avaliações, além, claro, da atuação de professores com maior experiência (anos de profissão) e qualificação (grau de escolaridade) exatamente nas turmas formadas por mais alunos com diferentes idades. A presenças desses profissionais é comprovadamente capaz de diminuir a magnitude do efeito negativo que a reprovação causa – e esse impacto positivo é também maior em matemática, segundo os últimos autores citados.

Escrito por Juliana Miranda

Bacharel em Ciências Sociais/USP e mestre em Educação/PUC-SP e gerente de avaliação da Avalia Educacional

Referências bibliográficas:

ANDRADE, J. M. & Laros, J. A. (2007). Fatores associados ao desempenho escolar: estudo multinível com dados do SAEB/2001. Psicologia: Teoria e Pesquisa, 23 (1), 33-42.

MACHADO, Danielle Carusi. FIRPO, Sergio. GONZAGA, Gustavo. A relação entre proficiência e dispersão de idade na sala de aula: a influência do nível de qualificação do professor. Disponível em: http://ppe.ipea.gov.br/index.php/ppe/article/view/1481/1137.

OCDE. Programme for International Students Assessment (Pisa): results from Pisa 2012: Brazil: key findings. Disponível em: http://www.oecd.org/pisa/keyfindings/PISA-2012-results-brazil.pdf. Acesso em: 15 jun. 2015.