Educação financeira até nas férias escolares

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Entramos no último bimestre do ano letivo e os alunos (e suas famílias) já começam a pensar nas férias escolares. Esse é um ótimo momento para introduzir os conceitos de planejamento financeiro em sala de aula. Que tal propor a seus alunos um projeto de poupança para férias?

Já vimos em um post anterior que o sonho é fundamental para motivar as pessoas a controlarem seus gastos e pouparem seu dinheiro. E quem não sonha em viajar no verão? Pensando nisso, elaborei algumas sugestões para apoiar você a conduzir o projeto com seus alunos.

Andy de Santis é autora do livro Lições de Valor e parceira do blog para o tema Educação Financeira

Inspire-os a sonhar e viajar

Aproveite os conteúdos de história e geografia vistos ao longo do ano e peça a seus alunos que escrevam sobre os lugares que já visitaram e os destinos que sonham conhecer.

Incentive a escolher o lugar em família

Dentre os lugares que sonham visitar, peça para que façam uma lista em ordem de interesses e conversem com suas famílias para decidirem juntos o destino da viagem. É possível que as famílias já tenham clareza sobre as férias deste ano, nesse caso oriente-os a começar já a planejar as férias do ano que vem. Outra opção é combinar uma viagem coletiva para as férias de julho de 2016 organizada pela escola.

A data da viagem

Após conversar com as famílias e definir quais destinos estão ao alcance de seu poder aquisitivo, é importante definir uma data prevista para a viagem.

Fazer as contas

Decidido o destino, é o momento de pesquisar preços de pacotes e definir qual o valor e por quanto tempo será preciso economizar para poupar o suficiente para a viagem. Nesta etapa do projeto, é importante abordar as questões de variação cambial e inflação, pois podem afetar significativamente o custo da viagem ao longo do período de poupança.

Elaborar um cronograma

Peça aos alunos que dividam o valor total a ser poupado pelo número de semanas ou meses até o dia da viagem. Assim, saberão exatamente quanto deverá ser necessário poupar por semana ou mês.

Definir as fontes de recurso

Agora que já sabem quanto precisarão juntar por semana, incentive-os a pensar em formas de conseguir estes recursos, cortando gastos, negociando com a família ou gerando receitas. Alguns exemplos de ações: pedir aos avós que o presente de natal seja em dinheiro, vender algo que não usa mais, cortar o gasto com chocolate, entre outros.

Acompanhar e celebrar

Crie um painel e fixe na parede da sala de aula para acompanhar visualmente a evolução do valor poupado pelos alunos e aproximando-os da realização de seu objetivo. No último dia de aula, organize uma celebração com eles.

Lições de Valor: Educação Financeira escolar

Uma boa forma de ensinar conceitos de educação financeira na escola é integrar o tema às outras disciplinas e partir de situações concretas da vida dos estudantes. A obra Lições de valor: educação financeira escolar é toda centrada no aluno e desenvolvida com os princípios da aprendizagem por problemas ou desafios como esse.

A unidade 4, “Aonde você quer chegar”, traz inspiração para estimular os alunos a sonhar, além de exercícios e métodos para apoia-los no planejamento de seus sonhos, passo a passo. As escolas que adotarem o livro também terão acesso ao portal com textos e planilhas, que ajudarão as famílias e os professores a mapear e planejar seus sonhos e objetivos.

Eu sou Andyara de Santis Outeiro, autora do livro e estou aqui para dialogar com você sobre os conteúdos da obra e trazer dicas sobre educação financeira para aplicar na escola e na vida. Aproveite o espaço, traga seus dilemas, dúvidas e experiências. Vamos aprender juntos?

IOEB: um novo indicador sobre as oportunidades da educação brasileira

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Há algumas semanas, no post sobre o IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), conversamos sobre como indicadores são criados em diferentes áreas do conhecimento para sintetizar uma característica macro, normalmente difícil de ser captada diretamente, com o intuito de facilitar a compreensão e permitir o acompanhamento ao longo do tempo das condições e da qualidade daquilo que se mede – o IDEB, por exemplo, tem o objetivo específico de apresentar, em uma escala de zero a dez, a qualidade das escolas no que tange seus resultados de aprendizagem e de fluxo de aprovação dos alunos.

Contudo, a qualidade de um sistema educacional é influenciada e pode ser diagnosticada por muitas outras variáveis além das escolhidas para o cálculo do IDEB. Pensando nisso, na última semana foi divulgado um novo indicador relacionado à educação: o Índice de Oportunidades da Educação Brasileira – IOEB, criado pelo Centro de Liderança Pública e assinado pelos mesmos autores do IDEB (Reynaldo Fernandes, ex-presidente do Inep, e Fabiana de Felicio, ex-diretora de estudos educacionais do Inep).

Juliana Miranda é gerente de Avaliação da Avalia Educacional e nossa parceira para o tema Avaliação

Como o próprio nome diz, o objetivo do IOEB é sintetizar, em um único número, de fácil compreensão, as oportunidades educacionais disponibilizadas às crianças e jovens de todas as localidades do país (municípios, estados e Distrito Federal), por qualquer rede de ensino (pública ou privada).

As informações compreendidas pelo IOEB para diagnóstico das oportunidades educacionais são:

DADOS DE RESULTADO EDUCACIONAL:

  • IDEB anos iniciais do ensino fundamental
  • IDEB anos finais do ensino fundamental
  • Taxa líquida de matrícula do ensino médio

DADOS DE INSUMOS E PROCESSOS EDUCACIONAIS:

  • Escolaridade dos professores
  • Número médio de horas-aula/dia
  • Experiência dos diretores
  • Taxa de atendimento na educação infantil

CONTROLE DE BACKGROUND FAMILIAR:

  • Escolaridade média dos pais

Bem mais completo que o IDEB, não é?

A escolha dessas informações para constituição do IOEB não é aleatória. Para desenvolver um indicador tão importante, é preciso considerar dados oficiais (como os do Censo Escolar, das avaliações educacionais e os coletados pelo IBGE), objetivos, que sejam publicados periodicamente em um intervalo máximo de até dois anos.

Há algumas especificidades importantes do IOEB que o diferencia e o faz complementar o IDEB e nossa capacidade de avaliação sobre o sistema educacional. Vamos lá:

O IOEB, portanto, foi construído a partir do reconhecimento de que os resultados dos alunos nas avaliações dependem tanto das oportunidades oferecidas no âmbito da comunidade, como também de suas características individuais e familiares. Cuidar de toda essa cadeia que determina o resultado do indicador passa a ser uma prioridade para os gestores educacionais.

Para saber mais, acesse o site http://www.ioeb.org.br e conheça os resultados dos municípios e estados, crie comparações e verifique tendências de cada um dos aspectos que formam o indicador.

Nosso papel agora é estudar e divulgar o IOEB a toda comunidade escolar, para que a sociedade possa se apropriar das informações publicadas e cobrar governantes e gestores do sistema por melhorias em todos os aspectos da estrutura educacional que atende nossas crianças e jovens.

Escrito por Juliana Miranda

Bacharel em Ciências Sociais/USP e mestre em Educação/PUC-SP e gerente de Avaliação da Avalia Educacional

Referência bibliográfica:

CLP. Índice de Oportunidades da Educação Básica. Disponível em: http://www.ioeb.org.br/arquivos/metodologia-ioeb.pdf. Acesso em: 10 out. 2015.

Moderna Plus é lançado em evento em Belo Horizonte (MG)

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Uma das mais conhecidas coleções do Ensino Médio acaba de ganhar sua nova edição. O Moderna Plus foi reformulado e a Editora Moderna está realizando um ciclo de eventos nas principais capitais brasileiras para apresentar a nova edição das obras disciplinares. No dia 07 de outubro foi a vez dos professores da rede privada de Belo Horizonte (MG) conhecerem as novidades do material.

O encontro contou com a palestra “A curadoria como estratégia de trabalho do professor autor”, ministrada pela especialista Tatiana Klix. Os professores presentes puderam tirar dúvidas e compartilhar experiências sobre o trabalho com informações na sala de aula, além de conhecer todas as novidades do Moderna Plus em três estandes temáticos, divididos por áreas de conhecimento.

Confira abaixo todas as fotos do evento:

Lançamento Projeto Moderna Plus 2015 - Belo Horizonte / MG

Conheça a coleção completa

Educar é a arte de potencializar o aprendizado de forma prazerosa. Isso acontece por meio de planejamento, técnica e respeito a competências e habilidades particulares. Dessa forma, a Coleção Moderna Plus busca fortalecer o trabalho do professor com o aluno, propondo projetos específicos para cada curso e idade, para que o aprendizado seja mais interessante.
Teoria e prática se aliam a jogos, tecnologia, recursos digitais e impressos, entre outras ferramentas que estimulam o aluno a aprender melhor.

Clique aqui e navegue pelas novidades da coleção.

Projeto Presente 2015: Evento em Belo Horizonte

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Mais de 100 educadores participaram do ciclo de eventos do Projeto Presente, que aconteceu no dia 06 de outubro, em Belo Horizonte. O encontro teve como tema central a palestra “A sistematização e o trabalho do dia a dia em sala de aula”, ministrada por César Augusto Amaral Nunes. Ricardo Dreguer, autor dos livros de História, e Neuza Guelli, autora de Geografia, falaram sobre o Currículo Nacional e seus Componentes no Ensino Fundamental 1.

A nova edição do Projeto Presente traz uma série de inovações para professores e alunos com a qualidade pedagógica que o mercado educacional já conhece. A obra trabalha o conhecimento como uma teia de relações e significados e a sistematização pode ser um grande aliado nessa aventura pedagógica que é o aprendizado. Acesse o novo site do Projeto Presente e solicite a visita de um de nossos consultores.

Confira abaixo todas as fotos do evento:

Projeto Presente 2015 - Belo Horizonte/MG

Amplie conhecimentos

Para complementar as discussões apresentadas durante o encontro e propor trabalhos didáticos para os professores, os autores do Projeto Presente prepararam a nova edição da revista Sempre Presente, com dicas de planos de aula, tendências e outros materiais que otimizam o dia a dia na sala de aula.

Clique aqui e conheça a publicação.

SESC Manaus realiza Projeto Dia do Filósofo

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Os professores de Filosofia, Giordano Cássio e Paulo Chacon, realizaram durante o período de 27 a 31 de agosto na Escola SESC em Manaus, uma mostra de trabalhos em comemoração ao Dia do Filósofo. A exposição dos trabalhos, elaborados em sala de aula, contou com a ajuda dos alunos do 5o ao 9o ano (matutino e vespertino) do Ensino Fundamental II.

Utilizando os temas filosóficos do livro didático Encontro com a Filosofia, da Editora Moderna,  professores e alunos realizaram atividades e produziram materiais para a exposição.

Os professores criaram um jogo chamado “Desafio dos Filósofos”. Uma forma de interagir testando os conhecimentos filosóficos dos nossos alunos.

As turmas de 5o ano criaram os origamis de coruja, os 6o anos desenharam os filósofos Tales, Sócrates, Platão e Aristóteles. As turmas de 7o ano fizeram cartazes de frases dos filósofos e também montaram um mosaico com a figura do filósofo Agostinho, que é considerado “padroeiro” dos filósofos. As turmas dos 8o e 9o anos criaram banners de temas filosóficos.

Assim, de uma forma criativa e divertida, a Escola SESC pôde comemorar o Dia do Filosofo (28/08), contribuindo com o processo de ensino-aprendizagem dos alunos da instituição. Confira algumas fotos da mostra:

Texto escrito pelo Prof. Giordano Cássio, da Escola SESC, em MANAUS/AM.

A PRODUÇÃO COLABORATIVA NO PROJETO ARARIBÁ

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Aprender e ensinar são atos coletivos. Ninguém aprende sozinho, sem referências ou exemplos prévios. Todos nós, alunos e professores, precisamos de mediação para aprender, ou seja, antes de aprender de fato, desenvolvemos a habilidade de reter conteúdos. Ao sermos estimulados por nossa família a falar nossas primeiras palavras, estamos adquirindo nossos primeiros conhecimentos e traçando a nossa própria rede de significados.

Nesse breve exemplo, nossos pais ou familiares assumem o papel de mediadores do conhecimento. Essa simples mediação é necessária para o desenvolvimento de uma habilidade que será utilizada por toda a nossa vida. Aprendemos a falar pela referência e pela repetição de tal competência no dia a dia com a nossa família, tempos antes das nossas experiências escolares.

O diálogo com os nossos pares é tão fundamental para o processo de aprendizagem quanto para a produção de conhecimento. Trocar experiências com amigos, ler materiais de distintos autores sobre um mesmo tema, assistir a um documentário, ouvir opiniões… tudo isso tem um valor inestimável para a construção daquilo que sabemos, das nossas visões de mundo e da nossa bagagem cultural. Assim, podemos afirmar que produzimos diferentes conteúdos, com diversas pessoas, o tempo todo.

A PRODUÇÃO COLETIVA NA ESCOLA

O conceito de produção colaborativa tem ganhado força nos debates sobre a qualidade dos materiais didáticos utilizados nas escolas. Enquanto os livros didáticos tradicionalmente traziam um único autor especialista assinando a obra, as obras de autoria coletiva trazem um número maior de especialistas em diferentes áreas da disciplina.

Mais do que a criação de um conteúdo por várias mentes e mãos, a produção colaborativa envolve compartilhar tomadas de decisão e responsabilidades. Quando transportamos esse conceito para o universo educacional, repleto de personagens e linguagens tão distintos, atribuímos ainda mais valor à troca de experiências entre professores e alunos.

No caso dos materiais didáticos, temos uma infinidade de conteúdos que circulam diariamente na sala de aula: livros, vídeos, animações, planos de aula, fotografias, artigos produzidos pelos estudantes, filmes etc. Traçar propostas para uma aprendizagem significativa, que partam da elaboração de conteúdos considerando as experiências vividas por professores e alunos pode ser interessante para prática docente e para a democratização do conhecimento na sala de aula, estimulando e ensinando os jovens a participarem da construção de sua própria rede de significados.

ENTENDA QUAL É O SEGREDO DO PROJETO ARARIBÁ

Levando em conta todas as vantagens da produção colaborativa, que vão desde uma proposta pedagógica disciplinar completa, com linguagem sistematizada, até a valorização da aplicação dos conceitos e conteúdos de cada campo do conhecimento na vida do aluno, a Editora Moderna entende que produzir projetos pedagógicos de autoria coletiva é essencial para atender a multiplicidade exigida por um processo de ensino-aprendizagem que converse com as novas demandas do século XXI.

A produção do Projeto Araribá Plus, por exemplo, reúne equipes de especialistas de diferentes áreas do conhecimento com o objetivo de criar uma coleção consistente no trabalho interdisciplinar com temas transversais e que leve à sala de aula múltiplos olhares sobre cada conteúdo. A coleção conta também com a contribuição de profissionais dedicados à produção de ferramentas e recursos multimídia cada vez mais eficientes, que garantam ao professor novas possibilidade de uso da tecnologia.

Com a produção colaborativa dos livros didáticos, a Editora Moderna oferece aos professores uma nova abordagem disciplinar, baseada nas relações entre diferentes campos de estudo e entre a diversidade de temas de cada disciplina, além da aplicação desses conhecimentos no mundo do trabalho e na relação do aluno com a família e a comunidade.

Confira alguns exemplos: (clique na imagem para ampliar)

Imagem retirada do Projeto Araribá Plus Português

A seção PROJETO EM EQUIPE coloca em ação várias das competências desenvolvidas ao longa da Unidade, com ênfase na produção de gêneros orais, valorizando o trabalho colaborativo.

Imagem retirada do Projeto Araribá Plus Matemática

A seção EDUCAÇÃO FINANCEIRA estimula os alunos a resolver situações-problemas a partir de conhecimentos prévios e de conteúdos estudados em sala de aula

Imagem retirada do Projeto Araribá Plus História

A seção DE OLHO NO INFOGRÁFICO aborda conteúdos interessantes para despertar a curiosidade dos alunos e exercitar a interpretação e a análise de textos em diferentes linguagens.

Imagem retirada do Projeto Araribá Plus Geografia

A seção LUGAR E CULTURA permite o estudo de manifestações culturais de caráter local ou regional, do Brasil e do mundo.

Imagem retirada do Projeto Araribá Plus Ciências

As  ABERTURAS DE UNIDADE trazem infográficos para apresentar a relevância do estudo, gerando expectativa e curiosidade nos alunos. Com isso, o professor pode proporcionar um momento de reflexão antes de iniciar um novo conteúdo.

O que muda nas avaliações com a Base Nacional Curricular Comum?

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A escolha de quais conteúdos devem ser ensinados e quais os objetivos de aprendizagem que os estudantes devem alcançar é atualmente influenciada por diferentes referências em cada escola do país. Em alguns lugares, a rede de ensino possui sua própria definição de currículo; em outros, a equipe pedagógica se apoia na organização proposta pelos materiais didáticos adotados; em outros ainda, essas escolhas são pautadas pelos documentos de referência para elaboração de avaliações externas.

Se por um lado essa possibilidade de escolher os referenciais que determinam o que deve ser ensinado aos alunos pode parecer privilegiar a autonomia do trabalho pedagógico, por outro, na prática, os professores são muitas vezes orientados a seguir uma estrutura bastante rígida e tradicional que define os conteúdos e as práticas de ensino, com pouco espaço e apoio para o desenvolvimento de um trabalho mais inovador e significativo.

Mas os desafios não param por aí. Por não termos ainda um currículo básico estabelecido no país, temos deixado passar a oportunidade de definirmos qual nosso projeto educacional. Isso porque um currículo, mais do que uma listagem de conteúdos, é um documento que demonstra nossas intenções e expectativas quando colocamos uma criança na escola e esperamos que sua formação nos ajude a desenvolver um projeto de sociedade (seja ele qual for).

Juliana Miranda é gerente de Avaliação da Avalia Educacional e nossa parceira para o tema Avaliação

No que tange a avaliação, especificamente, a ausência de um currículo nacional ocasiona muitas vezes um estreitamento dos objetivos de aprendizagem às competências e habilidades descritos nas matrizes de referência. E o problema disso é muito simples: ainda que as avaliações externas priorizem mensurar aprendizagens comuns a todos, sua estrutura de aplicação e correção exige que seja feito um recorte metodológico que privilegie os conhecimentos mais objetivos, pois são esses os passíveis de serem comprovados pela aplicação de testes impressos, escritos, composto por itens fechados.

Dessa forma, restringir os objetivos de aprendizagem aos descritores das avaliações, é mais ou menos como “colocar a carroça na frente dos bois”. Afinal, é o currículo que deve determinar o que deve ser avaliado, não a avaliação dizer o que deve ser ensinado.

A expectativa, portanto, com a determinação da Base Nacional Curricular Comum (BNCC, prevista no Plano Nacional de Educação) é que as avaliações tenham suas matrizes completamente revistas para atender às intenções que colocarmos em nosso projeto educacional. O que não será nada simples, afinal, as discussões feitas até agora pedem muitas mudanças, principalmente para a organização do Ensino Médio.

Bem por isso, por mais que o Ministério da Educação tenha convocado pesquisadores, formadores de docentes e representantes de associações para elaborar o documento inicial, agora é a vez da sociedade, e principalmente, dos professores, de contribuir para a definição da BNCC. Afinal, se são esses os profissionais com a responsabilidade de transformar o currículo previsto no currículo prático, naquilo que é realmente executado em sala de aula, então são eles que devem opinar bastante para garantir que o documento proposto seja significativo e realmente factível.

E o que o Currículo Nacional não deve fazer? Ele não deve intervir na metodologia de ensino, na definição de projetos, nas atividades e sequências didáticas desenvolvidas em sala, que são as ações a cargo apenas das equipes pedagógicas das escolas que garantem a autonomia de trabalho dos educadores.

É claro que a definição da Base Nacional Curricular Comum não é suficiente para que conquistemos as melhorias educacionais que precisamos, mas é um primeiro passo que precisa ser dado para criação de políticas públicas ligadas à formação e à carreira docente, às condições de trabalho nas escolas, às aprendizagens dos alunos, e claro, à determinação do que deve ser avaliado. Uma vez escolhido o que as crianças precisam saber, então fica mais fácil estabelecer o necessário para isso acontecer.

Para contribuir com a definição da Base, acesse a página criada pelo MEC no endereço http://basenacionalcomum.mec.gov.br/#/site/inicio

Escrito por Juliana Miranda

Bacharel em Ciências Sociais/USP e mestre em Educação/PUC-SP e gerente de Avaliação da Avalia Educacional

Referências bibliográficas:

Movimento pela Base Nacional Comum. Disponível em: http://movimentopelabase.org.br/acontece/mec-lanca-versao-preliminar-da-base-nacional-comum/. Acesso em: 29 set 2015.

PERRENOUD, Philippe. Sucesso na escola: só o currículo, nada mais que o currículo! Cadernos de pesquisa, 2003. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/cp/n119/n119a01.pdf. Acesso em: 28 de set. 2015.

Novo Projeto Moderna Plus é lançado em Fortaleza (CE)

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Uma das mais conhecidas coleções do Ensino Médio acaba de ganhar sua nova edição. O Moderna Plus foi reformulado e a Editora Moderna está realizando um ciclo de eventos nas principais capitais brasileiras para apresentar a nova edição das obras disciplinares. O primeiro encontro aconteceu em Fortaleza (CE)  no dia 24 de setembro de 2015 e reuniu mais de 100 professores da rede privada.

O encontro contou com a palestra “A curadoria como estratégia de trabalho do professor autor”, ministrada pela especialista Tatiana Klix. Os professores presentes puderam tirar dúvidas e compartilhar experiências sobre o trabalho com informações na sala de aula, além de conhecer todas as novidades do Moderna Plus em três estandes temáticos, divididos por áreas de conhecimento.

Confira abaixo todas as fotos do evento:

Moderna Plus 2015

Conheça a coleção completa

Educar é a arte de potencializar o aprendizado de forma prazerosa. Isso acontece por meio de planejamento, técnica e respeito a competências e habilidades particulares. Dessa forma, a Coleção Moderna Plus busca fortalecer o trabalho do professor com o aluno, propondo projetos específicos para cada curso e idade, para que o aprendizado seja mais interessante.
Teoria e prática se aliam a jogos, tecnologia, recursos digitais e impressos, entre outras ferramentas que estimulam o aluno a aprender melhor.

Clique aqui e navegue pelas novidades da coleção.