Em tempos de crise, ensine a compartilhar!

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No post passado, conversamos sobre o custo de adquirir produtos ou pagar por serviços com pouco ou nenhum uso. A conta do desperdício pode ter um grande impacto no orçamento de uma família, principalmente neste momento delicado da economia brasileira, em que os aumentos na conta do supermercado e nos serviços essenciais são fortemente percebidos no nosso dia a dia.

Talvez você já tenha ouvido falar na expressão “crise é sinônimo de oportunidade”. Pois bem, foi exatamente durante a crise de 2008 que a economia compartilhada[1] ganhou mais força. A ideia parte do seguinte princípio: não precisamos possuir tudo que desejamos, só precisamos ter acesso. Voltemos ao caso daquele carro que foi comprado para usar somente aos finais de semana e que custa R$ 155,00 por ocasião de uso ou R$ 8.100 por ano a seu dono[2]. Durante a semana, ele fica parado na garagem, mas poderia muito bem servir aos vizinhos que necessitam de um veículo nos dias úteis, mas que não tem recursos ou interesse em adquirir seu próprio carro. E já que o dono do carro tem despesas para mantê-lo, por que não fazer uma renda extra alugando seu veículo para a vizinhança.

Andy de Santis é autora do livro Lições de Valor e parceira do blog para o tema Educação Financeira

Graças à popularização da internet, este sistema existe e se chama car sharing ou “compartilhamento de carros”. É muito simples: O dono do veículo anuncia o carro em um aplicativo que disponibiliza o anúncio aos interessados que residem nas redondezas. Assim, quem aluga paga menos do que custaria uma locação de automóveis tradicional, o dono do carro faz uma renda extra para custear as despesas de manutenção do veículo, que é utilizado em seu máximo potencial, ou seja, não fica parado na garagem, reduzindo o desperdício e a ociosidade de produtos e serviços. A meu ver, estes já seriam excelentes benefícios da economia compartilhada, pois se todos os carros já fabricados fossem utilizados em seu potencial máximo, não seria necessário extrair tantos recursos do planeta para produzir mais e mais carros novos só para enfeitar as garagens.

Mas além do valor econômico e ecológico de compartilhar, gostaria de destacar o valor social desta prática, que estimula a coletividade, o desapego e a inclusão. Afinal, quando um indivíduo compartilha o que tem com outra pessoa que não tem, mesmo recebendo por isso, viabiliza o acesso coletivo e a circulação de algo que em outro momento seria exclusivo e individual. E aqui usei o exemplo do carro propositalmente, pois trata-se de um símbolo de status e ascensão social nas sociedades ocidentais capitalistas.

[1] Para saber mais sobre economia compartilhada e consumo colaborativo, recomendo o livro “O que é Meu é Seu – Como o Consumo Colaborativo Vai Mudar o Nosso Mundo” de Roo Rogers; Rachel Botsman (Ed. Bookman)

Para além do carro, hoje também é possível compartilhar imóveis, eletrodomésticos e até objetos de uso pessoal. Afinal, quantas vezes você usa sua furadeira em um ano? E seu cortador de grama, batedeira, bicicleta, barraca de acampamento? Hoje existem vários aplicativos que facilitam a vida de quem deseja compartilhar um pouco mais do que apenas fotos de férias e frases feitas nas redes sociais.

Além dos produtos que acumulamos, outra forma de ampliar o patrimônio coletivo de conhecimento é compartilhar nossos saberes e talentos. E neste setor, a internet está repleta de exemplos de instrutores informais, com técnicas e dicas práticas para ensinar quase tudo, desde programações complexas em sistemas até receitas culinárias. Um fenômeno que só cresce e permite que pessoas muito talentosas, mas atualmente excluídas do mercado de trabalho possam gerar renda compartilhando seus conhecimentos.

E falando em compartilhar conhecimentos, que tal abrir um espaço para dialogar com sua turma de alunos sobre talentos e recursos disponíveis e ociosos em suas casas ou em suas mentes? Será que sua escola poderia ser um espaço para despertar nas famílias este potencial muitas vezes adormecido? Quem sabe refletindo sobre talentos e recursos, possamos descobrir maneiras de sair da crise, juntos.

Lições de Valor: Educação Financeira escolar

O livro “Lições de Valor – Educação financeira escolar”, dirigido a alunos do Ensino Fundamental II, estimula a reflexão sobre talentos e recursos que podem trazer realização pessoal, ajudar a refletir sobre a vocação profissional e até mesmo gerar renda. Na unidade 2, “De onde vem o dinheiro”, os alunos são estimulados a pensar em talentos, produtos criados por eles ou objetos que possam ser vendidos, trocados ou compartilhados.

As escolas que adotarem o livro também terão acesso ao portal com textos e planilhas, que ajudarão as famílias e os professores a identificar seus valores pessoais e talentos. Um exemplo de exercício já está disponível aqui para você experimentar.

Eu sou Andyara de Santis Outeiro, autora do livro e estou aqui para dialogar com você sobre os conteúdos da obra e trazer dicas sobre educação financeira para aplicar na escola e na vida. Aproveite o espaço, traga seus dilemas, dúvidas e experiências. Vamos aprender juntos?

Há diferença de gênero nos resultados das avaliações?

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No post passado iniciamos uma conversa sobre como as avaliações educacionais em larga escala podem trazer indícios sobre a influência que fatores externos à escola exercem nos resultados da aprendizagem. A relação entre esses dois pontos é tranquila, né? Se avaliamos o nível de aquisição de competências nos alunos, isto é, características que o ser humano desenvolve ao longo de toda sua vida, enquanto se relaciona com a família, com as pessoas da escola, com a sociedade etc., então, fatores que envolvem sua história e seu meio social interferem na trajetória de aprimoramento de suas habilidades.

Um dos pontos que chama a atenção nas análises das avaliações é a diferença de resultados entre meninos e meninas. Tradicionalmente, as meninas têm notas maiores em leitura, enquanto os meninos se dão melhor em matemática. Vamos pegar essa última área para uma análise mais detalhada.

No Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica), dos anos de 2011 e 2013, o percentual de meninas com aprendizagem proficiente (ou adequada) em matemática foi menor em todos os anos escolares. Em 2013, apenas 7,2% das meninas terminaram a educação básica demonstrando saber o que lhes era esperado nessa competência. Já para os meninos, o valor foi de 12,4% (muito baixo também, mas maior que o das meninas).

Juliana Miranda é gerente de Avaliação da Avalia Educacional e nossa parceira para o tema Avaliação

Por sua vez, na avaliação do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) de 2014, que enfatizou a verificação da competência matemática, a nota média dos meninos foi 440, enquanto das meninas, 418.

Já deu para ver que as avaliações nos dão pistas sobre aspectos que devem chamar a atenção dos estudiosos e interessados em educação, mas elas não trarão as respostas de por que isso acontece. As hipóteses que justificariam essa diferença de gênero são objetos de estudo relacionados à pedagogia, à antropologia e à sociologia.

Segundo Gláucia Torres Franco Novaes, Doutora da Fundação Carlos Chagas (em reportagem do G1), há um forte componente cultural nesses resultados – e não biológico. Tradicionalmente, as meninas são mais estimuladas para certas atividades e os meninos para outras. Apesar de essa divisão de papéis sociais não estar restrita à escola, ela reverbera em muitos dos exemplos e contextos que passamos por meio do conteúdo de livros, vídeos, músicas, de modo muitas vezes inconsciente. Em conjunto, essas influências direcionam os projetos das crianças ao longo da trajetória escolar e, posteriormente, na escolha da carreira profissional a seguir. E por isso, ainda hoje temos mais homens do que mulheres nas profissões da área de exatas.

Um estudo de Lindamir Casagrande (2011), sobre a representação de gêneros em livros didáticos de matemática, observou que por meio de ilustrações ou problemas, as mulheres normalmente aparecem como costureiras, cozinheiras, artesãs, mães, ou seja, desempenhando papéis em que só é preciso conhecer a matemática elementar. Já em problemas que apareciam profissões como administradores, executivos, cientistas, na maioria das vezes, a representação era masculina.

Essas discussões sobre diferenças de gênero na educação são hoje possíveis por meio da realização de estudos quantitativos (como as avaliações) e qualitativos (pedagógicos, antropológicos e sociológicos). Constatamos a diferença, mas o que podemos fazer sobre ela? Quando estão em uma mesma sala de aula, oferecemos o mesmo conteúdo para meninos e meninas, mas será que nossas representações sobre os gêneros já estariam tão profundamente enraizadas que nem percebemos a mensagem que estamos reproduzindo? Se queremos uma sociedade mais justa entre homens e mulheres, em que as oportunidades sejam distribuídas de modo mais igualitário, então temos que começar, desde cedo, a refletir sobre o tipo de mensagem que passamos para os meninos e as meninas.

Escrito por Juliana Miranda

Bacharel em Ciências Sociais/USP e Mestre em Educação/PUC-SP e gerente de Avaliação da Avalia Educacional

Referências bibliográficas:

A matemática das meninas e dos meninos. Disponível em: http://www.todospelaeducacao.org.br/reportagens-tpe/33918/a-matematica-das-meninas-e-dos-meninos/. Acesso em: 01 jul. 2015.

Brasil tem 3ª maior diferença a favor dos meninos em teste do Pisa. Disponível em: http://g1.globo.com/educacao/noticia/2014/04/brasil-tem-3-maior-diferenca-favor-dos-meninos-em-teste-do-pisa.html. Acesso em: 01 jul. 2015.

CASAGRANDE, Lindamir Salete. Entre silenciamentos e invisibilidades: relações de gênero no cotidiano das aulas de Matemática. (Tese). Paraná: UTFPR, 2011.

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A Editora Moderna acredita que para conquistar a educação de resultado, é necessário conhecer de perto cada aluno, seus pontos fortes e pontos a melhorar, utlizando informações e diagnósticos corretos. Por isso, desenvolvemos simulados especiais que consideram as novas demandas do Ensino Fundamental I para que professores, coordenadores e diretores possam acompanhar constantemente a aprendizagem das crianças.

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O que uma torneira pingando tem a ensinar sobre educação financeira?

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Você já parou para pensar em todos os recursos que utiliza no seu dia a dia? Desde o momento em que acorda até a hora de dormir, você consome recursos que sustentam e nutrem a sua vida e suas relações. Alguns são essenciais para a sobrevivência e atravessam as gerações, como água e alimentos. Outros são mais recentes, mas já fazem parte da nossa vida, como a energia elétrica, a telefonia celular e a conexão wi-fi. Por sua complexidade, o ser humano é uma espécie que precisa de estruturas fora do seu próprio corpo para sobreviver. Precisamos de moradia, roupas adequadas, meios de transporte e uma série de equipamentos para garantir a nossa satisfação pessoal e comunitária.

Mas será que estamos fazendo o uso mais racional de todos estes recursos? Será que tudo que compramos e acumulamos está de fato sendo utilizado em todo seu potencial? Imagine uma pessoa que acabou de comprar um carro por R$ 30 mil só para utilizar aos finais de semana. Sem sair da garagem, este carro, mesmo quitado, custará anualmente cerca de R$ 8.100 somente com seguro, IPVA, manutenção, depreciação e ainda o custo de oportunidade*[1]. Dividindo este valor pelos 52 fins de semana do ano, significa que este carro custará R$ 155,00 para cada ocasião de uso, sem considerar os custos de combustível, estacionamento, lavagens e multas.

Andy de Santis é autora do livro Lições de Valor e parceira do blog para o tema Educação Financeira

[1] Custo de oportunidade: É o valor que você receberia como rendimento de um valor investido. Por exemplo, no caso do carro, se ao invés de usar o dinheiro para comprar o veículo, a pessoa tivesse investido R$ 30 mil na poupança, ela teria um retorno estimado de R$ 1.800 por ano.

Outra situação comum é a da pessoa que compra um pacote de serviços de telefonia celular que oferece mais recursos do que ela necessita e paga por eles mensalmente um valor excedente que só gera mais despesas em sua conta, sem retornar em benefícios concretos. O que dizer então do desperdício de alimentos no Brasil? Cerca de 30% de tudo que é comprado é simplesmente “jogado fora”. Torneiras pingando, luzes acesas sem necessidade e banhos demorados são exemplos da falta de cuidado que temos com nossos recursos, cuja consequência é dinheiro indo embora ‘pelo ralo’.

Os japoneses chamam isso de “Mottainai”. É uma expressão usada em casa e nas escolas para educar as crianças a eliminar o desperdício do dia a dia.

Falando em escola, como educamos nossos alunos a usar os recursos de forma racional no dia a dia? Será que a escola é um ambiente que educa para evitar e eliminar o desperdício e poupar os recursos financeiros e naturais?

Lições de Valor: Educação Financeira escolar

O livro “Lições de Valor – Educação financeira escolar”, dirigido a alunos do Ensino Fundamental II foi todo elaborado a partir da lógica do uso mais racional e inteligente dos recursos que nos rodeiam, como o dinheiro. Na unidade 1, o aluno é convidado a contabilizar os recursos e os custos de um dia na sua vida, percorrendo todas as suas atividades cotidianas, desde o café da manhã até a hora de dormir. Na unidade 12, um dos projetos propostos para a turma é percorrer sua escola com o olhar crítico, mapeando oportunidades e desenvolvendo um plano de ação para aumentar a eficiência e reduzir o desperdício no ambiente escolar.

As escolas que adotarem o livro também terão acesso ao portal com textos e planilhas, que ajudarão as famílias e os professores a identificar possíveis desperdícios em sua vida pessoal. Um exemplo de exercício já está disponível aqui para você experimentar.

Eu sou Andyara de Santis Outeiro, autora do livro e estou aqui para dialogar com você sobre os conteúdos da obra e trazer dicas sobre educação financeira para aplicar na escola e na vida. Aproveite o espaço, traga seus dilemas, dúvidas e experiências. Vamos aprender juntos?

Reprovar o aluno nem sempre é uma boa alternativa para recuperar a aprendizagem

By | Avaliação | 2 Comments

Já conversamos sobre o principal objetivo das avaliações educacionais externas aplicadas em larga escala, que é o de apresentar, com uma visão macro, o diagnóstico do nível de desenvolvimento de competências e habilidades em alunos de determinado ano escolar para orientar decisões de gestão.

Mas além desse importante papel, as avaliações mencionadas também são muito úteis para revelar (ou dar pistas) de como situações contextuais, internas ou externas à escola, exercem uma influência positiva ou negativa sobre a aprendizagem. Se vocês gostarem, essa nossa conversa pode ir longe…

Um exemplo bastante interessante que os dados de avaliações como o Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica) e o Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) revelam é sobre o impacto da retenção de alunos de um ano para o outro sobre os resultados de aprendizagem.

Segundo o Pisa 2012, no Brasil, 36% dos alunos com 15 anos (mais do que um em cada 3, portanto) já repetiu pelo menos um ano/série do ensino fundamental. Alguns até mais. Esses alunos com atraso escolar (isto é, aqueles que frequentam um ano escolar inferior ao que deveriam pela sua idade) estão, de maneira geral, relacionados ao baixo desempenho do país na avaliação, especialmente na competência matemática.

Juliana Miranda é gerente de Avaliação da Avalia Educacional e nossa parceira para o tema Avaliação

Estudos de J.M de Andrade (2007) com base no Saeb, por sua vez, mostram que uma das variáveis que mais afeta o desempenho na avaliação é justamente o atraso escolar. Há a estimativa de que, para cada ano que o aluno é retido, ele perde mais de 10 pontos na escala de proficiência (sua nota na avaliação).

Outro ponto importante levantado pelos estudos de Machado, Firpo e Gonzaga (2013) é que turmas escolares em que há alunos com diferentes idades são um desafio maior para os professores por serem constituídas por estudantes com diferentes interesses, o que torna mais difícil a implementação de um projeto de ensino. O fato de que essas turmas estão principalmente em escolas de comunidades de baixo nível socioeconômico só piora a situação.

Portanto, para quem acha que a reprovação é a melhor maneira de um aluno rever sua defasagem, os dados mostram que esse é o caminho errado a seguir. Na verdade, além de aumentar os custos de educação dos estados e municípios, reprovar o aluno não o faz recuperar sua aprendizagem.

Você sabia?

Um aluno regular do ensino fundamental deveria ganhar, a cada ano de estudo, cerca de 20 pontos na escala do Saeb.

Assim, se um aluno que repetiu um ano da escola perde 10 pontos na avaliação, mesmo estudando tudo de novo, ele estará sempre na metade do caminho.

Atenção!

Ninguém aqui é a favor de passar o aluno de ano sem aprender!

Mas o que a observação dos dados também nos mostra é que iniciativas de acompanhamento e reforço têm surtido efeitos muito melhores para os resultados da aprendizagem nas avaliações, além, claro, da atuação de professores com maior experiência (anos de profissão) e qualificação (grau de escolaridade) exatamente nas turmas formadas por mais alunos com diferentes idades. A presenças desses profissionais é comprovadamente capaz de diminuir a magnitude do efeito negativo que a reprovação causa – e esse impacto positivo é também maior em matemática, segundo os últimos autores citados.

Escrito por Juliana Miranda

Bacharel em Ciências Sociais/USP e mestre em Educação/PUC-SP e gerente de avaliação da Avalia Educacional

Referências bibliográficas:

ANDRADE, J. M. & Laros, J. A. (2007). Fatores associados ao desempenho escolar: estudo multinível com dados do SAEB/2001. Psicologia: Teoria e Pesquisa, 23 (1), 33-42.

MACHADO, Danielle Carusi. FIRPO, Sergio. GONZAGA, Gustavo. A relação entre proficiência e dispersão de idade na sala de aula: a influência do nível de qualificação do professor. Disponível em: http://ppe.ipea.gov.br/index.php/ppe/article/view/1481/1137.

OCDE. Programme for International Students Assessment (Pisa): results from Pisa 2012: Brazil: key findings. Disponível em: http://www.oecd.org/pisa/keyfindings/PISA-2012-results-brazil.pdf. Acesso em: 15 jun. 2015.

Seminário Aprova Brasil em Campo Grande supera expectativas

By | Avaliação, Seminário Aprova Brasil 2015 | 5 Comments

O Seminário Aprova Brasil aconteceu em 10 de junho em Campo Grande (MS). O evento reuniu 370 educadores da rede pública do estado e teve como tema central as avaliações nacionais da aprendizagem e as práticas de secretarias municipais para preparar o aprendizado dos alunos. O encontro contou com palestras de renomados especialistas da educação, entre eles, Cipriano Luckesi, uma das maiores referências do assunto no Brasil.

Clique na imagem abaixo e confira todas as fotos do evento

Seminário Aprova Brasil - Campo Grande MS

Sobre o Seminário Aprova Brasil

Com organização da Fundação Santillana e da Editora Moderna, o evento tem como objetivo apresentar um panorama das avaliações nacionais da alfabetização em três realidades: nas escolas, nos estados e no Brasil. A partir do encontro, gestores do município, diretores, coordenadores e professores de escolas dos anos iniciais do Ensino Fundamental podem aprimorar estratégias baseadas na análise e interpretação dos resultados da avaliação e conquistar grandes resultados na aprendizagem dos alunos.

Amplie conhecimentos

Para complementar as discussões apresentadas durante os encontros do Seminário Aprova Brasil, a Editora Moderna oferece uma série de obras produzidas por grandes especialistas para download gratuito. Clique aqui e acesse o nosso site e confira o acervo completo de obras.

Sugestão

O Anuário Brasileiro de Educação Básica 2015 é uma obra de referência que reúne os principais indicadores da Educação Básica brasileira, visando contribuir para os debates e decisões em prol da melhoria da qualidade do ensino. Sua organização está pautada pelas 20 metas do Plano Nacional de Educação. Além de estatísticas oficiais, oferece uma leitura analítica das informações, com séries históricas, dados sociodemográficos, por dependência administrativa, Estados e regiões, etapas de ensino, entre outros.

Seminário Aprova Brasil em Minas Gerais debate as avaliações de aprendizagem

By | Avaliação, Seminário Aprova Brasil, Seminário Aprova Brasil 2015 | 4 Comments

O Seminário Aprova Brasil em Belo Horizonte (MG) aconteceu no dia 09 de junho e reuniu 560 educadores da rede pública do estado.O tema central do encontro foram as avaliações nacionais de aprendizagem e os presentes puderam acompanhar as palestras de Macaé Evaristo, secretária estadual de Educação, Cipriano Carlos Luckesi, autor de livros sobre Avaliação Educacional, e a vice-presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação do Estado de Minas Gerais (Undime-MG) e secretária municipal de Educação de Itaúna, Maria Virgínia Morais Garcia.

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Sobre o Seminário Aprova Brasil

Com organização da Fundação Santillana e da Editora Moderna, o evento tem como objetivo apresentar um panorama das avaliações nacionais da alfabetização em três realidades: nas escolas, nos estados e no Brasil. A partir do encontro, gestores do município, diretores, coordenadores e professores de escolas dos anos iniciais do Ensino Fundamental podem aprimorar estratégias baseadas na análise e interpretação dos resultados da avaliação e conquistar grandes resultados na aprendizagem dos alunos.

Amplie conhecimentos

Para complementar as discussões apresentadas durante os encontros do Seminário Aprova Brasil, a Editora Moderna oferece uma série de obras produzidas por grandes especialistas para download gratuito. Clique aqui e acesse o nosso site e confira o acervo completo de obras.

Sugestão

O livro 5 Atitudes pela Educação apresenta o conceito das 5 atitudes para a melhoria da educação. Destinado a coordenadores pedagógicos, a obra apresenta estratégias para fomentar iniciativas que envolvam a formação continuada dos professores; o aprendizado dos alunos; e o envolvimento da comunidade escolar para valorizar o protagonismo juvenil.

Seminário Aprova Brasil no Rio de Janeiro reúne 580 participantes

By | Avaliação, Seminário Aprova Brasil 2015 | No Comments

O Seminário Aprova Brasil reuniu 580 educadores da rede pública do estado do Rio de Janeiro. O encontro aconteceu no 02 de junho na capital carioca e teve como tema central as avaliações nacionais de aprendizagem. Os participantes acompanharam a apresentação de cases de sucesso de Secretarias Municipais da Educação do Rio de Janeiro e a palestra de Cipriano Luckesi, uma das maiores referências no tema.

Clique na imagem abaixo e confira todas as fotos do evento

Seminário Aprova Brasil Rio de Janeiro

Apresentações

Confira o material apresentado por Vania Maria Machado de Oliveira, representante da SEEDUC-RJ, durante o encontro:

Confira também a apresentação de Antonio Augusto Alves Mateus Filho, representante da SME-RJ:

Sobre o Seminário Aprova Brasil

Com organização da Fundação Santillana e da Editora Moderna, o evento tem como objetivo apresentar um panorama das avaliações nacionais da alfabetização em três realidades: nas escolas, nos estados e no Brasil. A partir do encontro, gestores do município, diretores, coordenadores e professores de escolas dos anos iniciais do Ensino Fundamental podem aprimorar estratégias baseadas na análise e interpretação dos resultados da avaliação e conquistar grandes resultados na aprendizagem dos alunos.

Amplie conhecimentos

Para complementar as discussões apresentadas durante os encontros do Seminário Aprova Brasil, a Editora Moderna oferece uma série de obras produzidas por grandes especialistas para download gratuito. Clique aqui e acesse o nosso site e confira o acervo completo de obras.

Sugestão

O livro Educação.doc reúne as histórias retratadas na série de documentários “Educação.doc” sobre escolas públicas de qualidade, produzida pelos cineastas Luiz Bolognesi e Laís Bodanzky. Acompanha o DVD com a íntegra dos episódios da série exibidos na GloboNews. Organizado em seis capítulos, sintetiza depoimentos de professores, alunos, pais, diretores e funcionários que conseguiram transformar a realidade escolar em busca de um ensino de excelência, com o envolvimento de toda comunidade.

Consumo, logo existo?

By | Educação Financeira | One Comment

Vivemos uma época de contrastes e desequilíbrios. Enquanto bilhões de pessoas passam fome, a obesidade já atingiu o status de epidemia global. O esgotamento dos ativos mais preciosos da natureza convive lado a lado com o desperdício e a ineficiência no uso dos recursos. O consumo desenfreado resulta em excesso de lixo e de resíduos tóxicos que poluem a atmosfera, o solo e a água. E se por um lado, mais de 1 bilhão de pessoas vive com renda inferior a 1 dólar por dia, por outro, as 85 famílias mais ricas do planeta detém 46% da riqueza mundial[1].

Este cenário de extremos nos convida a refletir sobre nossos hábitos e desejos de consumo e desperta algumas perguntas: Afinal, para onde estamos caminhando como humanidade? Qual é o sentido de adotar um estilo de vida consumista? Por quanto tempo nossa espécie irá sobreviver ignorando os impactos do consumo na sociedade e no ambiente? Como realizar meus sonhos e atender às minhas necessidades do presente sem comprometer a capacidade de gerações futuras atenderem suas próprias necessidades?

Estas questões são complexas e merecem ser abordadas com profundidade em sala de aula para ampliar a consciência de crianças e jovens a respeito dos impactos de suas atitudes no meio em que vivem, promovendo sua transformação. Entretanto, para o educador, é essencial saber conciliar a reflexão e a aprendizagem significativa com entretenimento e diversão. Como fazer para tratar de um assunto tão profundo sem torna-lo chato ou pesado?

Andy de Santis é autora do livro Lições de Valor e parceira do blog para o tema Educação Financeira

A obra “Lições de Valor – Educação financeira escolar” traz uma série de atividades lúdicas e dinâmicas que abordam os temas da sustentabilidade e do consumo consciente para alunos de 6º a 9º ano do Ensino Fundamental.

Na unidade 6, intitulada “Quem paga o pato?”, usamos a figura de uma velha calça jeans para demonstrar os principais impactos da sua produção e consumo. Desde o volume de água, terra e fertilizantes químicos usados no momento do cultivo do algodão, passando pelo consumo de combustível, eletricidade, uso de mão de obra e emissão de gases no processo de fabricação e distribuição da calça, até o preço final do produto, contabilizamos os custos financeiros, sociais e ambientais de um item que certamente faz parte da vida cotidiana de crianças e jovens. Depois de conhecer sobre estes impactos, os alunos são convidados a contabilizar o custo total de suas próprias calças jeans para o bolso e o planeta.

Já a unidade 7 “Desejo, necessidade, vontade” compara os hábitos e as despesas de alimentação de duas famílias de culturas totalmente distintas para dialogar com os alunos sobre as diferenças entre querer e precisar, e propõe ao jovem o desafio de viver sem algo que gosta muito de comer, fazer ou comprar durante uma semana, registrando suas percepções ao final da experiência.

Como já abordamos neste post, educação financeira vai muito além do dinheiro e pode ser uma janela para introduzir a reflexão das pessoas sobre os impactos de suas escolhas de consumo no bolso, no ambiente e na comunidade onde vivem no presente e no futuro.

Lições de Valor: Educação Financeira escolar

Eu sou Andyara de Santis Outeiro, autora do livro e estou aqui para dialogar com você sobre os conteúdos da obra e trazer dicas sobre educação financeira para aplicar na escola e na vida. Aproveite o espaço, traga seus dilemas, dúvidas e experiências. Vamos aprender juntos?