Provinha Brasil e ANA: instrumentos para o diagnóstico da alfabetização

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As habilidades relacionadas ao desenvolvimento da alfabetização e do letramento em Língua Portuguesa e Matemática são decisivas na aquisição de competências essenciais que solidificam o desenvolvimento cognitivo. Por serem tão fundamentais, os primeiros anos do ensino básico são uma etapa especialmente importante para a realização de ações de monitoramento.

Por conta disso, a Provinha Brasil e a Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA) foram desenvolvidas pelo Inep/MEC justamente com o objetivo de diagnosticar e acompanhar os alunos dos 2º e 3º anos do Ensino Fundamental, respectivamente, para evitar que dificuldades se instalem e impeçam uma boa aprendizagem nos anos seguintes.

Mas para que esse objetivo seja conquistado, essas avaliações requerem o envolvimento de professores, equipes escolares e, claro, de Secretarias de Educação para o desenvolvimento de estratégias que permitam a elaboração de planos de ação apropriados e a mobilização da comunidade.

A seguir, indicamos algumas questões dirigidas aos diferentes atores que devem ter acesso aos resultados dessas avaliações e que podem auxiliar no direcionamento de uma leitura crítica das informações. Vamos lá:

Juliana Miranda é gerente de Avaliação da Avalia Educacional e nossa parceira para o tema Avaliação

PROFESSORES

Os professores podem, primeiramente, utilizar os resultados da avaliação para analisar o que esses indicam sobre as turmas e cada um de seus alunos. Com os dados em mãos, é preciso ser capaz de responder:

O que os alunos já sabem?
O que ainda precisam aprender?
As dificuldades apresentadas estão relacionadas a falhas de compreensão de conteúdos de anos anteriores? Como elas podem ser sanadas?
Como acompanhar os alunos que apresentam maiores dificuldades para aprender?
As atividades colocadas no Plano de Ensino são adequadas para atender as necessidades dos alunos demonstradas pela avaliação?

EQUIPE ESCOLAR

Já a equipe escolar (professores, coordenadores pedagógicos e diretores de escolas) pode utilizar essas avaliações para entender criticamente o que os resultados indicam sobre a escola. As decisões tomadas aqui referem-se mais ao planejamento político-pedagógico da escola, à instalação de um processo contínuo de formação dos professores, às decisões prioritárias a serem tomadas pelos dirigentes, entre outras. A reflexão da equipe da escola deve ser capaz de responder:

Os resultados obtidos foram coerentes com as metas internas da escola?
Quais alunos/turmas precisam de apoio e orientação especial?
A proposta pedagógica da escola e os planos de aula refletem as necessidades de aprendizagem dos alunos detectadas nas avaliações?
Quais medidas de reforço escolar podem ser organizadas para atender aos alunos que apresentaram maiores dificuldades?
Os professores precisam de mais apoio e orientação?
Como os resultados podem ser informados às famílias, de modo a estimular um maior envolvimento com a vida escolar dos alunos?

SECRETARIAS DE EDUCAÇÃO

Finalmente, nas Secretarias de Educação, os resultados devem ser analisados a partir de uma perspectiva macro para o estabelecimento de uma estratégia para a rede de ensino. Ao analisarem os dados, os gestores das secretarias devem ser capazes de responder:

Os resultados da rede de escolas foram coerentes com as metas estabelecidas internamente pelo município/estado?
Quais são as áreas que mais necessitam de investimento financeiro para melhoria da qualidade da alfabetização e para garantir que ela ocorra na idade certa?
Em que áreas as equipes das escolas precisam de mais apoio?
É necessário aprimorar os processos de formação profissional dos colaboradores da rede?
Como a secretaria pode acompanhar o desenvolvimento do trabalho pedagógico das escolas?

As questões indicadas destacam as diferentes possibilidades de uso dos resultados da Provinha Brasil e da ANA como avaliações diagnósticas capazes de auxiliar no processo de análise, interpretação e planejamento de intervenções a partir dos resultados. A ideia proposta aqui é, portanto, estimular a construção de caminhos que superem a simples identificação das “notas” das provas – um comportamento que apenas privilegia o isolamento do trabalho do professor – e permitam o aprimoramento dos níveis de alfabetização e letramento dos alunos na idade certa.

Escrito por Juliana Miranda

Bacharel em Ciências Sociais/USP e mestre em Educação/PUC-SP e gerente de Avaliação da Avalia Educacional

SIMULADOS PARA MONITORAMENTO DA APRENDIZAGEM

Sabendo da importância da Prova Brasil, da Provinha Brasil e da ANA para o acompanhamento da aprendizagem dos alunos, a Editora Moderna oferece um pacote de simulados gratuitos para aplicação nas escolas brasileiras. Clique na imagem e conheça:

Autores do Projeto Presente promovem encontro com professores em São Paulo

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A Editora Moderna está preparando um encontro especial aos professores de São Paulo. No próximo dia 19 de setembro, os autores da coleção Projeto Presente, destinada ao Ensino Fundamental I, participarão de um encontro para discutir práticas didáticas. O evento conta com a palestra de César Augusto Amaral Nunes sobre “A sistematização e o trabalho do dia a dia em sala de aula”, e com um debate sobre “O Currículo Nacional e seus Componentes no Ensino Fundamental 1”, com a participação de Ricardo Dreguer, autor dos livros de História, e Neuza Sanchez Guelli, autora de Geografia da coleção.

O encontro acontecerá no Teatro do Hotel Renaissance, em São Paulo, no dia 19 de setembro, a partir das 8h. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas através do email apoiopedagogia@moderna.com.br ou pelos telefones 0800 13 0033 ou 0800 17 2002.

Confira a programação completa:

Dinheiro (não) se discute

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Um levantamento recente feito pela Serasa com mais de 2000 pessoas revelou um dado assustador: apenas 3% dos participantes do teste afirmaram que não escondem ou não esconderiam nada do parceiro quando o assunto é dinheiro. A pesquisa, disponível no site do Serasa Consumidor trouxe à tona a reflexão sobre o dinheiro como um grande tabu na nossa sociedade.

A falta de diálogo aberto e transparente sobre salários, bens de família, despesas e patrimônio é um fenômeno típico de um país com alta desigualdade social e insegurança. As classes mais altas receiam que a circulação de informações sobre suas rendas e bens possam despertar a cobiça de pessoas mal-intencionadas, expondo suas vidas a risco. Nas instituições e empresas, a alta desigualdade salarial entre os cargos e a falta de clareza sobre os critérios adotados para reconhecer financeiramente os funcionários com melhor desempenho, também desestimulam a troca de informações sobre remuneração entre as pessoas. Em países desenvolvidos, é comum que todos tenham acesso às faixas salariais dos diferentes cargos, desde a base até o topo da hierarquia.

Andy de Santis é autora do livro Lições de Valor e parceira do blog para o tema Educação Financeira

É possível compreender a discrição das pessoas para falar sobre dinheiro em seus ambientes de trabalho e em locais públicos; entretanto, é estarrecedor perceber que o assunto é um tabu mesmo dentro de casa. Pessoas que pretendem dividir a vida, suas alegrias e tristezas, comprar imóveis e constituir família se preocupam em fazer exames pré-nupciais, mas se esquecem ou simplesmente se recusam a conversar sobre seus hábitos e sua saúde financeira.

Em um cenário de tanto segredo, não é de se admirar que muitos conflitos familiares e até divórcios sejam motivados por questões financeiras. Por falta do hábito de dialogar sistematicamente sobre dinheiro, este assunto só vem à tona quando as dívidas começam a inviabilizar os projetos da família, e aí o tom da conversa não é nada amigável. Cobranças e acusações mútuas podem levar a desfechos irrecuperáveis na relação. As crianças são diretamente afetadas por estes conflitos, manifestando diversos sintomas como tristeza, depressão, baixo desempenho nas notas da escola, isolamento, entre outros. Além disso, nas famílias em que não se conversa sobre dinheiro, é mais comum que as crianças e jovens não tenham a educação financeira que seria tão útil para aprenderem a lidar com seus recursos no futuro.

Lições de Valor: Educação Financeira escolar

No livro “Lições de Valor – Educação financeira escolar”, lançado pela Editora Moderna, oferecemos diversas atividades para estimular o diálogo familiar sobre dinheiro, além de dicas sobre como falar sobre este assunto sem estremecer as relações. Em todas as unidades, o aluno é convidado a entrevistar familiares, conhecer as contas da casa, participar das decisões e oferecer ideias para solucionar desafios financeiros de sua família. O livro dispõe de um portal exclusivo para a família com ferramentas, planilhas, textos e orientações para melhorar sua relação com o consumo e o dinheiro.

Eu sou Andyara de Santis Outeiro, autora do livro, e estou aqui para dialogar com você sobre os conteúdos da obra e trazer dicas sobre educação financeira para aplicar na escola e na vida. Vamos aprender juntos?

Enem e os indicadores de contexto

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No post passado, falamos sobre alguns cuidados necessários para a análise das médias das escolas nas áreas avaliadas pelo Enem. Hoje, vamos tratar sobre os indicadores de contexto que foram divulgados conjuntamente com as notas das provas, e que trouxeram à luz uma série de questões importantes para análise dos resultados e para o famigerado ranking feito pelos veículos de comunicação de massa.

Mas antes de começarmos, um “pequeno-grande” detalhe: este ano, pela primeira vez, os principais responsáveis pela divulgação dos resultados das escolas no Enem foram os gestores do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), e não os do MEC (Ministério da Educação) – apesar de, claro, contarem com o apoio do Ministro da Educação naquele momento. Isso, acredito humildemente, fez toda a diferença, pois apenas com maior estudo sobre os dados foi finalmente possível dar o devido destaque à influência que fatores externos à sala de aula exercem sobre os resultados cognitivos e como, infelizmente, algumas pessoas os manipulam. Tomara que todos nós que estamos envolvidos com a educação (seja porque dedicamos nossas carreiras à área ou porque temos filhos em idade escolar), não nos esqueçamos desses aspectos.

Vamos lá falar sobre os indicadores:

Juliana Miranda é gerente de Avaliação da Avalia Educacional e nossa parceira para o tema Avaliação

TAMANHO DAS ESCOLAS

Tamanho ou porte das escolas é uma medida relacionada à quantidade de alunos matriculados no 3º ano do Ensino Médio. Para facilitar, as instituições foram dividias em faixas de tamanho: 1 a 30, 31 a 60, 61 a 90 e mais que 90 alunos.

Segundo o presidente do Inep, prof. Chico Soares, é comum que escolas pequenas assim o sejam porque apresentam grandes restrições para o ingresso dos alunos. Alguns dos motivos para isso ocorrer é um baixo potencial de investimento da própria escola, o que a impede de crescer, ou ainda, o alto valor de sua mensalidade ou a aplicação de provas de seleção para captar alunos com bom desempenho.

Por outro lado, escolas maiores são aquelas mais acessíveis para os alunos e suas famílias e, por isso, seus resultados devem ser valorizados na análise. Na comparação entre instituições, é importante considerar sempre unidades na mesma faixa de tamanho para garantir certa equidade de condições.

NÍVEL SOCIOECONÔMICO DOS ALUNOS

Considerar o nível socioeconômico dos alunos faz toda a diferença na hora de analisar os resultados e, principalmente, na comparação entre as escolas.

Com esse indicador, é possível, por exemplo, desconstruir alguns “pré-conceitos” amplamente admitidos pelo senso comum: nem toda escola pública atende a alunos de nível socioeconômico baixo, nem toda escola privada atende a alunos de nível socioeconômico alto, e consequentemente, há escolas públicas com alto desempenho, assim como escolas privadas de baixo desempenho.

Desse modo, ao compararmos o resultado de uma escola com outra, é importante que estas estejam em faixas iguais do indicador de nível socioeconômico. Sem esse dado, estaríamos estabelecendo metas de desempenho injustas para escolas que recebem alunos com backgrounds muito diferentes.

PERMANÊNCIA NA ESCOLA

O indicador de permanência reflete o grau de responsabilidade que as escolas possuem sobre a os resultados de seus alunos no Enem. Seu objetivo, portanto, é diferenciar aquelas escolas que são efetivamente responsáveis pela formação dos alunos, cuidando de sua trajetória acadêmica ao longo de todo o Ensino Médio, daquelas que apenas captam alunos para formá-los no 3º ano, talvez por meio do oferecimento de bolsas de estudo ou outras vantagens.

Esse foi o indicador que causou mais polêmica na imprensa nos últimos dias. Segundo os dados, das 10 escolas com maior média no Enem 2014, 5 delas eram responsáveis pela formação de menos de 20% dos alunos no Ensino Médio. Ou seja, apenas deram um “toque final” no direcionamento escolar de seus estudantes.

Desse modo, escolas que são responsáveis pela formação no Ensino Médio de maior parte de seus estudantes devem ter seus resultados mais valorizados na análise.

Os rankings de escolas apresentam apenas uma fração pequena do complexo sistema de fatores que determina o que é uma escola de qualidade. Ao incluir indicadores contextuais na divulgação dos resultados do Enem, o Inep deu luz ao fato de que são muitas as influências externas à sala de aula (e até à escola) sobre os resultados nas avaliações.

Desse modo, ao analisar os resultados de suas escolas no Enem, é importante que os gestores educacionais tenham um olhar mais estratégico, que vá além da divulgação do nome da escola (o que também é importante, claro), mas que, principalmente, envolva as equipes pedagógicas.

A análise das habilidades aferidas pelo Exame e a comparação com escolas de perfil semelhante são ferramentas úteis para verificação de pontos que precisam ser mais aprofundados com os alunos e que talvez evidenciem “buracos” na compreensão de conceitos básicos.

Ao inserir na cultura da escola o estudo mais aprofundado e com perfil mais crítico e interpretativo sobre os resultados do Enem, a escola tem o potencial para perceber como pode contribuir muito com a formação dos seus alunos de uma maneira mais equitativa.

Escrito por Juliana Miranda

Bacharel em Ciências Sociais/USP e mestre em Educação/PUC-SP e gerente de Avaliação da Avalia Educacional

Referências bibliográficas:

INEP. Enem por escola. Disponível em: http://portal.inep.gov.br/web/enem/enem-por-escola. Acesso em: 13 ago. 2015.

INEP. Ministro divulga Enem por escola. Disponível em: http://portal.inep.gov.br/rss_enem/-/asset_publisher/oV0H/content/id/102800. Acesso em: 13 ago. 2015.

G1. Resultado do Enem 2014 por escola é divulgado pelo Inep. Disponível em: http://g1.globo.com/educacao/noticia/2015/08/resultado-do-enem-2014-por-escola-e-divulgado-pelo-inep-veja-lista.html. Acesso em: 13 ago. 2015.

EDUCAÇÃO DE TODOS PRA TODOS

By | Novidades, PNLD 2016 | No Comments

A escola é o espaço dedicado à educação formal, mas também é o primeiro ambiente de convivência social fora da família e dos amigos. Isso permite às instituições de ensino a oportunidade conjunta com as famílias de colaborar na preparação do aluno para a vida. Assim sendo, a escola desempenha um papel importante para que todas as crianças sejam formadas para atuar em sociedade, compreendendo processos históricos e respeitando as particularidades de cada indivíduo.

Desde 2003, com a aprovação da lei 10.639, todas as instituições brasileiras, públicas ou privadas, do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, passaram a incluir em seus planejamentos curriculares o tema “História e Cultura Afro-brasileira e Africana” que visa a contribuir para a superação de preconceitos e atitudes discriminatórias. Foi a partir dessa lei, por exemplo, que o dia 20 de novembro foi incluído no calendário escolar brasileiro. Mais tarde, em 2008, a lei 11.645 estendeu a obrigatoriedade também para o tema “História e Cultura Indígena”.

Com a sanção dessas duas leis, as escolas passaram a se preocupar com a inclusão de conteúdos que colocassem as crianças em contato com a história e influências desses povos na formação nacional e com as suas conquistas nas esferas social, econômica e política.

É imprescindível envolver gestores de ensino, professores, pais e comunidade em debates construtivos e projetos pedagógicos que auxiliem a criança a lidar com as questões étnicas de maneira natural, entendendo o presente por meio de processos históricos do passado, além de prepará-la para conviver plenamente em uma sociedade inclusiva e plural.

A abordagem didática desse tema pode ser realizada em todas as disciplinas com o objetivo de valorizar os diversos tipos de conhecimentos construídos por povos de matriz africana e indígenas. Por exemplo, a etnomatemática ou um estudo da história do Brasil que vá além de aulas expositivas sobre datas importantes, como a Lei Eusébio de Queiroz ou a Lei Áurea, trazendo para a sala de aula temas complementares que possibilitem também a formação humana. Assim, tornamo-nos capazes de ajudar as crianças a se reconhecerem como parte da história e cultura brasileira, cultivando a tolerância e relações mais saudáveis.

Para ajudar gestores e professores, o Ministério da Educação (MEC) disponibiliza um documento norteador para a implementação das diretrizes para a educação das relações étnico-raciais. Clique aqui e confira a proposta completa.

MATERIAIS DIDÁTICOS QUE VALORIZAM A DIVERSIDADE

O Projeto Buriti conta com uma proposta pedagógica completa para as escolas públicas de todo o Brasil. Todos os volumes da coleção trabalham a interdisciplinaridade e contam com discussões e debates acerca de temas sociais relevantes. Clique nas imagens e conheça.

Obra aprovada para o PNLD 2016 – Buriti História 2º ano. Unidade 4 – A vida familiar. Págs. 46-47

Obra aprovada para o PNLD 2016 – Buriti Ciências 4º ano. Unidade 9 – O universo solar. Págs. 162-163

Obra aprovada para o PNLD 2016 –  Buriti História 4º ano. Unidade 3 – Os povos que vieram da África. Págs. 38-39

Obra aprovada para o PNLD 2016 –  Buriti Matemática – 5 º anoUnidade 3 – Geometria. Págs. 84-85

A Editora Moderna preparou 25 planos de aula gratuitos e disponíveis para download que trabalham datas comemorativas, festas e tradições, inclusive das culturas africana e indígena, enquanto propõem a discussão de valores essenciais para a vida em sociedade. Clique nas imagens e conheça:

O Almanaque Pé de Cultura traz 12 planos de aulas sobre diversas manifestações culturais brasileiras

Plano de aula especial para o Dia da Consciência Negra para o trabalho com cultura afro-brasileira na sala de aula

Plano especial para o Dia do Índio que coloca as crianças em contato com a cultura indígena e sua influência no dia a dia

Para colaborar com o trabalho do professor, preparamos também um site que reúne obras literárias de diferentes gêneros. São narrativas provenientes da tradição oral de povos africanos e indígenas, conteúdos informativos e pequenos contos que abordam a questão de maneira sensível e inteligente. Os materiais contam com Projetos de Leitura, propostas de trabalho diferenciadas que desenvolvem os temas de formas criativas e estimulam a interdisciplinaridade.

Clique na imagem e conheça todos os livros disponíveis:

Educação financeira de pai para filho

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Em maio, dediquei um post ao papel das mães na educação financeira das crianças. Chegou a vez de homenagear os pais pelo seu dia e aproveitar o momento para discutir um pouco seu papel neste processo. Afinal, com tantas mudanças na sociedade, em que os homens já não são os únicos provedores da família, como podem contribuir para que seus filhos tenham uma boa relação com o dinheiro?

Em primeiro lugar, é fundamental incentivar os talentos e respeitar os sonhos de seus filhos. Muitos pais projetam suas frustrações em seus filhos, esperando que eles escolham a profissão que os pais sonhavam quando crianças. Outro fenômeno comum é esperar que os filhos sejam mais bem-sucedidos do que eles foram na vida. Ter mais sucesso do que seu pai acaba se tornando uma carga muito pesada, que pode levar o filho a demorar mais tempo para decidir seu caminho e aceitar seus erros, aumentando a sensação de fracasso.

Andy de Santis é autora do livro Lições de Valor e parceira do blog para o tema Educação Financeira

E como geralmente a fonte do recurso financeiro vem do trabalho, quanto mais tempo o jovem perder com indecisão, dúvida e angústia, mais ele irá demorar para gerar frutos significativos da sua atuação profissional. Esta confiança necessária para fazer escolhas, errar e aprender com os erros vem da infância, daí a importância do incentivo. Segundo o futurista Thomas Frey, “60% das profissões dos próximos dez anos ainda não foram inventadas”. Portanto, não tenha receio de que a profissão escolhida por seu filho não traga o reconhecimento financeiro que espera. O mercado está mudando muito rapidamente e as profissões de sucesso no passado não garantem êxito no futuro.

Outro exemplo importante que deveria ser transmitido de pai para filho diz respeito à ética. Será que vale tudo para se tornar rico ou conseguir o que se deseja? Vale a pena passar alguém para trás para obter uma promoção no trabalho? O que devemos levar em conta para fazer dinheiro de uma forma que beneficie a sociedade? Estas reflexões são fundamentais para desenvolver o caráter e o espírito cidadão da criança em formação. Mas não basta só falar, é fundamental praticar o que se diz, ou a criança perceberá a inconsistência e se sentirá insegura, mais suscetível às práticas da trapaça, da mentira e da desonestidade desde cedo.

A partir de certa idade, a mesada pode ser uma forma de ajudar seu filho a entender o valor do dinheiro e administrá-lo. Se você deseja experimentar a mesada, uma boa forma de começar é pedir a seu filho que faça ele próprio uma pesquisa dos preços do lanche na escola, salgadinhos, passeios e outros itens que você imagina que podem compor um conjunto de despesas que serão administradas por ele. Juntos, vocês podem definir e priorizar as finalidades do dinheiro, assim como as ações que serão tomadas caso haja sobra ou falta.

No começo, é comum que ele se perca nas contas, gaste mais do que o planejado ou faça alguma extravagância. Permita um pouco de experimentação e entenda que estes erros são importantes para o aprendizado. Usando perguntas, ajude-o a pensar em estratégias para organizar suas “contas” de forma diferente nas próximas vezes. Quando sentir que ele está pronto para cuidar sozinho do processo, delegue esta responsabilidade e evite compensar as possíveis distrações. Assim, você estará ensinando que recursos limitados devem ser bem gerenciados, ou podem faltar.

Lições de Valor: Educação Financeira escolar

Se você tem filhos no 6º a 9º ano do Ensino Fundamental II, indique à escola o livro “Lições de Valor – Educação financeira escolar” lançado pela Editora Moderna. Além das atividades para o aluno, o livro também dispõe de um portal exclusivo para a família com ferramentas, planilhas, textos e orientações para melhorar sua relação com o consumo e o dinheiro.

Eu sou Andyara de Santis Outeiro, autora do livro e estou aqui para dialogar com você sobre os conteúdos da obra e trazer dicas sobre educação financeira para aplicar na escola e na vida. Desejo a você um dia mais que especial com seus filhos e sua família. Parabéns e feliz Dia dos Pais!

Fuja de quatro grandes ciladas na interpretação dos resultados

By | Avaliação | One Comment

No post passado, falamos sobre o impacto que a mudança do Ensino Fundamental de 8 para 9 anos trouxe nas avaliações externas. Hoje, vamos falar um pouco sobre como o Enem pode ajudar as escolas a acompanharem a evolução dos alunos, evitando algumas “armadilhas” que o senso comum costuma a pregar na hora de avaliar os resultados obtidos na prova.

Em primeiro lugar, vale lembrar que os resultados preliminares por escola do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2014 foram divulgados pelo Inep/MEC neste mês de julho. Para quem ainda não viu o seu, clique aqui e confira. Após o julgamento de todos os pedidos de esclarecimento e de revisão de notas, esses dados se tornarão públicos e certamente serão amplamente divulgados pela imprensa.

Nesse meio tempo, e enquanto os alunos não participam em outubro da edição 2015, é importante que as escolas analisem seus dados para verificar se as metas de rendimento da própria instituição estão sendo alcançadas, de modo a apoiar as práticas pedagógicas que estão dando certo e auxiliar outras que ainda precisam de ajustes.

A seguir, apresentamos quatro “ciladas” comuns que podem ocorrer a partir da interpretação das médias da escola no Enem e que devem ser evitadas para obter uma visão real da situação:

Juliana Miranda é gerente de Avaliação da Avalia Educacional e nossa parceira para o tema Avaliação

Comparar as notas entre as diferentes áreas do conhecimento que são avaliadas.

O Enem avalia as áreas de Linguagens e Códigos, Matemática, Ciências Humanas e Ciências da Natureza e os resultados de cada uma são divulgadas em faixas de desempenho (menor que 300, entre 300 e 399,99, e por aí vai).

Apesar de todas variarem entre 0 e 1000 pontos e serem calculadas pela Teoria de Resposta ao Item – com exceção da nota de Produção Textual -, não há uma equalização entre as escalas de proficiência das diferentes áreas do conhecimento. Dessa forma, se a escola tem média 650 em Matemática e 550 em Ciências da Natureza, não significa que seus alunos tenham desenvolvido melhor as competências e habilidades de Matemática. Cada área possui sua própria escala e deve ser analisada separadamente.

Estimar uma média única da escola, somando e dividindo por 4 as notas das provas objetivas.

Como dito, não há equalização entre as escalas em que são divulgadas as notas de cada uma das áreas do conhecimento. Por isso, uma nota 600 em Leitura não tem o mesmo peso e significado que 600 em Matemática ou Ciências da Natureza.

Além disso, a prática de calcular uma média única é resquício de uma concepção bastante perversa sobre a utilidade dos dados de avaliações educacionais, materializada nos famosos rankings de escolas. Desestimular esse tipo de publicação e incentivar um uso crítico e interpretativo dos dados é muito mais benéfico e proveitoso para as escolas e para a sociedade.

Não considerar os dados contextuais divulgados pelo Inep ao comparar a escola com outras instituições.

Como sabemos, diferenças sociais e econômicas atingem diretamente o desenvolvimento do trabalho pedagógico. Cada escola do nosso país está envolvida com a realidade da comunidade que atende, recebe alunos com diferentes backgrounds, possui mais ou menos recursos para investimento. Bem por isso, comparar todas as escolas que participam do Enem por meio de uma média geral, seria como julgar com a mesma expectativa o tempo de corrida de atletas que largaram de distâncias muito diferentes.

Por causa disso, desde 2013, o Inep tem publicado junto com as médias gerais das escolas uma série de dados contextuais que devem ajudar os gestores a encontrar grupos de escolas mais “semelhantes” à sua. É mais vantajoso, por exemplo, que as escolas limitem suas comparações a instituições com mesmo perfil socioeconômico, que sejam da mesma dependência administrativas e que estejam no mesmo município e estado.

Julgar que a escola com maior média no Enem é a escola em que os alunos aprendem mais.

Infelizmente, o senso comum considera que a escola com maior média geral no Enem é sinônimo de uma escola de “qualidade”. Contudo, se esse fosse realmente o objetivo desse Exame, certamente fatores mais amplos e profundos também seriam considerados, como, por exemplo, fatores institucionais que envolvessem toda a comunidade escolar (gestores, professores, funcionários, alunos e famílias).

O Enem possui o objetivo principal de fornecer um diagnóstico sobre o nível de domínio que os alunos que concluíram ou estão concluindo a educação básica têm sobre as competências e habilidades essenciais para sua formação como cidadãos. Portanto, o foco da avaliação, são os indivíduos, e não a competição entre as instituições de ensino.

Escrito por Juliana Miranda

Bacharel em Ciências Sociais/USP e Mestre em Educação/PUC-SP e gerente de Avaliação da Avalia Educacional

PNLD 2016: A IDENTIDADE E A CIDADANIA NA FORMAÇÃO DE CIDADÃOS ATIVOS NA SOCIEDADE

By | FOCO DE AÇÃO, PNLD 2016 | One Comment

Um dos principais objetivos do Ensino Fundamental é garantir a formação dos alunos para a cidadania, desenvolvendo a compreensão de sua realidade e de seu papel na sociedade. O quarto foco de ação que norteia as nossas obras didáticas chama-se Identidade e cidadania e tem como objetivo a construção da autonomia para que os alunos sejam aptos a expressar ideias e desenvolver atitudes como cidadãos de direitos e deveres.

Nos anos iniciais do Ensino Fundamental, a escola deve ser um ambiente que estimule conversas a partir da história pessoal da criança, da família e da escola, além de envolver os pequenos com as tradições da localidade em que moram (comunidade, bairro, povoado ou município), introduzindo a cultura e os costumes que criamos como nação e apresentando outras culturas do mundo. Essas práticas na sala de aula permitem que os alunos estabeleçam inúmeras relações e compreendam sua própria história e suas formas de viver e de se relacionar.

A escola deve contribuir também para o autoconhecimento e a formação da identidade dos alunos. O estudo do corpo humano, por exemplo, possibilita reconhecer padrões comuns a todas as pessoas e perceber a individualidade de cada um, expressa nas características físicas e comportamentais. Os cuidados com o corpo e a descoberta da sexualidade desenvolvem a autoestima, o respeito ao próximo e a compreensão de que a saúde é um bem pessoal e coletivo.

Na dimensão cognitiva, o foco de ação da IDENTIDADE E CIDADANIA propõe que o desenvolvimento do conhecimento por meio de atividades que exijam observação, comparação, identificação, contextualização e análise. Para isso, a utilização de diferentes fontes e linguagens — textos, imagens, objetos, mapas e elementos do patrimônio cultural — é fundamental.

Na dimensão social, auxilia os alunos a valorizarem seu espaço geográfico, entendendo que eles fazem parte todo e, por isso, também são produtores de cultura. Nesse sentido, o professor deve orientar os alunos a realizar uma leitura diferenciada da sua realidade, iniciando a compreensão de que ela é produto de uma série de relações complexas.

Este foco de ação pode ser trabalhado com propostas de discussões sobre os temas transversais e cotidianos. Promover pesquisas em diferentes fontes cria condições efetivas para um bom aprendizado. A busca por informações proporciona situações coletivas e individuais que exercitam observação, questionamento, formulação de hipóteses, experimentação, análise e registro, possibilitando novas indagações em sala de aula.

A partir da pesquisa, os alunos exercitam a sociabilidade e o respeito ao próximo, fundamental para o intercâmbio de ideias. Nestas atividades, o professor deve garantir que todos tenham a liberdade e a oportunidade de expressar suas ideias e pontos de vistas, contribuindo para o trabalho coletivo.

OBJETIVOS DO FOCO DE AÇÃO IDENTIDADE E CIDADANIA

  • Conhecer e respeitar modos de vida de diferentes grupos sociais, em diversos tempos e espaços, em suas manifestações culturais, econômicas, políticas e sociais, reconhecendo semelhanças e diferenças entre eles.
  • Questionar a realidade, identificar problemas e propor soluções.
  • Reconhecer formas de atuação política e organizações coletivas da sociedade civil.
  • Formular o próprio repertório histórico-cultural que permita localizar acontecimentos numa multiciplicidade de tempos, estabelecendo explicações para questões do passado, do presente e do futuro. 
  • Valorizar o patrimônio sociocultural e respeitar a diversidade, reconhecendo-a como direito dos povos e indivíduos e como um elemento de fortalecimento da democracia.
  • Comparar histórias de vida, investigar memórias familiares e analisar vivências do presente e do passado para construção do conhecimento histórico.

A educação de valores deve prever a discussão de questões relacionadas à convivência, à compreensão do respeito às diferenças, à necessidade de regras, normas e leis; ao manejo sustentável e à valorização dos recursos naturais; ao desenvolvimento dos sentimentos de identidade e reconhecimento do valor da diversidade. Além disso, a reflexão sobre a intervenção dos seres humanos na natureza ajuda a cultivar valores condizentes com a proteção ao meio ambiente e incentiva o comprometimento das crianças com a melhoria da qualidade de vida dentro e fora da escola

Enfim, as ações que promovem a IDENTIDADE E CIDADANIA devem visar à formação de pessoas aptas à participação social, capazes de refletir sobre sua realidade e atuar sobre ela.

CONHEÇA A PROPOSTA COMPLETA DOS 4 FOCOS DE AÇÃO

A Editora Moderna tem um compromisso com a educação de resultado. Nossa equipe pedagógica está sempre em contato com professores e gestores de ensino para conhecer as reais necessidades das escolas públicas brasileiras. A partir disso, nossos livros didáticos são pensados de forma a potencializar o trabalho dos educadores e preparar nossas crianças para os desafios escolares e da vida.

Para o PNLD 2016, voltado aos anos iniciais do Ensino Fundamental, preparamos materiais focados nos primeiros desafios da vida escolar. São projetos pedagógicos completos que se dedicam à alfabetização sem esquecer de valorizar a fase em que se encontra a criança, num mundo de brincadeiras e criatividade. Assim, organizamos nossas coleções segundo 4 focos de ação:

Alinhadas com os PCNs e com o PNAIC, nossas obras trabalham oralidade, leitura, compreensão e produção de textos gradualmente em todas as áreas do conhecimento.

Jogos e atividades interdisciplinares que trabalham situações cotidianas contribuindo na formação de uma postura criativa e autônoma do aluno.

Atividades cooperativas que despertam o prazer da descoberta, a partir da experimentação e da vivência. O uso de diferentes linguagens amplia o repertório do aluno, propiciando o pensamento investigativo e questionador.

Nossos conteúdos têm o objetivo de encorajar o aluno a se reconhecer como indivíduo e a manter uma relação ativa e cidadã com a sociedade, compreendendo que sua realidade é fruto de um processo histórico.

PLANOS DE AULA DATAS COMEMORATIVAS

A Editora Moderna preparou planos de aulas especiais para trabalhar datas comemorativas na sala de aula. Essas atividades auxiliam o aluno dos anos iniciais do Ensino Fundamental a entender o contexto de datas celebradas na cultura brasileira e mundial, reconhecendo a importância coletiva da cultura.