Novo Projeto Moderna Plus é lançado em Fortaleza (CE)

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Uma das mais conhecidas coleções do Ensino Médio acaba de ganhar sua nova edição. O Moderna Plus foi reformulado e a Editora Moderna está realizando um ciclo de eventos nas principais capitais brasileiras para apresentar a nova edição das obras disciplinares. O primeiro encontro aconteceu em Fortaleza (CE)  no dia 24 de setembro de 2015 e reuniu mais de 100 professores da rede privada.

O encontro contou com a palestra “A curadoria como estratégia de trabalho do professor autor”, ministrada pela especialista Tatiana Klix. Os professores presentes puderam tirar dúvidas e compartilhar experiências sobre o trabalho com informações na sala de aula, além de conhecer todas as novidades do Moderna Plus em três estandes temáticos, divididos por áreas de conhecimento.

Confira abaixo todas as fotos do evento:

Moderna Plus 2015

Conheça a coleção completa

Educar é a arte de potencializar o aprendizado de forma prazerosa. Isso acontece por meio de planejamento, técnica e respeito a competências e habilidades particulares. Dessa forma, a Coleção Moderna Plus busca fortalecer o trabalho do professor com o aluno, propondo projetos específicos para cada curso e idade, para que o aprendizado seja mais interessante.
Teoria e prática se aliam a jogos, tecnologia, recursos digitais e impressos, entre outras ferramentas que estimulam o aluno a aprender melhor.

Clique aqui e navegue pelas novidades da coleção.

Projeto Presente reúne 350 professores em São Paulo

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Mais de 350 educadores estiveram na abertura do ciclo de eventos do Projeto Presente, que aconteceu no dia 19 de setembro, em São Paulo. O encontro teve como tema central a palestra “A sistematização e o trabalho do dia a dia em sala de aula”, ministrada por César Augusto Amaral Nunes. Ricardo Dreguer, autor dos livros de História, e Neuza Guelli, autora de Geografia, falaram sobre o Currículo Nacional e seus Componentes no Ensino Fundamental 1.

A nova edição do Projeto Presente traz uma série de inovações para professores e alunos com a qualidade pedagógica que o mercado educacional já conhece. A obra trabalha o conhecimento como uma teia de relações e significados e a sistematização pode ser um grande aliado nessa aventura pedagógica que é o aprendizado. Acesse o novo site do Projeto Presente e solicite a visita de um de nossos consultores.

Confira abaixo todas as fotos do evento:

Projeto Presente 2015 - São Paulo

Amplie conhecimentos

Para complementar as discussões apresentadas durante o encontro e propor trabalhos didáticos para os professores, os autores do Projeto Presente prepararam a nova edição da revista Sempre Presente, com dicas de planos de aula, tendências e outros materiais que otimizam o dia a dia na sala de aula.

Clique aqui e conheça a publicação.

Ensinar a cuidar do que é seu também é dar educação financeira

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À medida que cresce e se desenvolve, aumenta o contato da criança com objetos de uso pessoal e coletivo. Brinquedos, uniformes, materiais escolares, carteiras, aparelhos odontológicos, smartphones, instrumentos musicais, livros, mesas de estudo, cadeiras, jardins, lixeiras serão elementos presentes na vida escolar e oferecem grandes oportunidades de trabalhar a questão da educação financeira.

Ainda não encontrei pesquisas a respeito, mas desconfio que a criança que não aprendeu desde cedo a cuidar dos pertences pessoais e coletivos terá menos chance de construir uma vida financeira equilibrada no futuro. O raciocínio parte de três pressupostos, o primeiro mais simples e imediato: tudo à nossa volta custa dinheiro. Quando perdemos ou quebramos algo que precisa de conserto ou reposição, isso resulta em prejuízo que poderia ter sido evitado se houvesse mais atenção ou cuidado.

Andy de Santis é autora do livro Lições de Valor e parceira do blog para o tema Educação Financeira

A segunda premissa diz respeito à forma como pais e professores educam as crianças a assumirem gradativamente a responsabilidade por cuidar de seus pertences. Alguns adultos fazem tudo pela criança, ‘liberando-a’ de cuidar de sua higiene, seus objetos e seus animais de estimação, afinal “ela é muito nova para ter responsabilidades”. É importante lembrar que a responsabilidade é um valor a ser ensinado e quando não há espaço para exercê-la, a criança simplesmente não irá desenvolvê-la. Como não aprendeu a tomar conta do que é seu (e consequentemente do que é de todos), esse adulto poderá culpar o chefe, o governo, a esposa e até o clima pela falta de dinheiro, de água ou pelos imprevistos que surgirem no caminho. Será que uma pessoa nessa posição de ‘vítima’ terá disposição e disciplina para controlar seu orçamento e fazer uma reserva para imprevistos? Tenho minhas dúvidas.

O terceiro aspecto está ligado à reação dos adultos quando algo que pertence à criança é perdido ou quebrado. É muito doloroso ver sua expressão de choro e frustração, o que nos faz correr para acalmar a criança e devolver a ela sua alegria e bem-estar. Por outro lado, lidar com as consequências da sua falta de atenção é uma lição de valor fundamental para que as crianças aprendam atitudes de prevenção, precaução e cuidado com seus pertences e com tudo que representa o patrimônio material ou cultural construído pelo homem, assim como o patrimônio natural disponível para a sobrevivência de todos nós. Futuramente, será mais fácil ensinar a esse adulto a importância de proteger o patrimônio da família, prevenir imprevistos, planejar e calcular seus riscos, pois ele saberá desde cedo as consequências da falta de cuidado.

Aqui vão algumas dicas para estimular o senso responsabilidade da criança e do jovem.

Delegue responsabilidades na medida certa

É saudável delegar à criança algumas responsabilidades ao seu alcance, como cuidar de seus brinquedos, organizar o quarto, administrar sua mesada, ajudar nas tarefas domésticas e escolares, organizar seus materiais, apontar seus lápis e cuidar do ambiente em sala de aula.

Convide a criança a tomar decisões

Convidá-la a decidir coletivamente sobre um passeio da escola ou sobre o tema da peça de final de ano, deixa-la assumir alguns riscos e lidar com as consequências das decisões tomadas terá efeito pedagógico importante no desenvolvimento de sua responsabilidade.

Não elimine ou tente compensar frustrações

Se ela quebrar ou perder algo, tirar notas baixas, esquecer um compromisso ou gastar todo seu dinheiro, não reponha imediatamente nem tente compensar a frustração com presentes ou doces. Acolha e ampare sua tristeza, mas aproveite a oportunidade como lição para lembrá-la da importância de ser responsável por seus pertences e tarefas.

Incentive-a a preservar o que é de todos

Lixeiras, bancos, carteiras da escola, jardins, praças, estátuas, ruas e canteiros da cidade devem ser preservados e cuidados por todos nós. Quanto antes a consciência das crianças e jovens for chamada para a importância dessa preservação, menos recursos privados ou públicos precisarão ser gastos com a manutenção deste patrimônio.

Lições de Valor: Educação Financeira escolar

Na unidade 10 da obra Lições de valor: educação financeira escolar, ofereço dicas e orientações para auxiliar educadores a estimular a gestão de riscos e imprevistos pelos jovens com o exercício da responsabilidade por seus pertences, da família e da escola. No guia do professor, você também terá atividades e textos para auxiliá-lo a cuidar do seu patrimônio e se prevenir de riscos em sua vida financeira.

Eu sou Andyara de Santis Outeiro, autora do livro e estou aqui para dialogar com você sobre os conteúdos da obra e trazer dicas sobre educação financeira para aplicar na escola e na vida. Aproveite o espaço, traga seus dilemas, dúvidas e experiências. Vamos aprender juntos?

IDEB: um indicador de que lugar de criança é na escola (e aprendendo)

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Indicadores permeiam nosso cotidiano. Rotineiramente discutimos sobre os índices de inflação dos preços dos alimentos, sobre os indicadores de desemprego do país, lemos reportagens de saúde sobre a importância de acompanharmos nosso Índice de Massa Corporal (IMC) para evitarmos doenças relacionadas à obesidade.

Indicadores nada mais são do que a síntese de uma característica macro, normalmente difícil de ser captada por si só. Por exemplo: imagine se um pesquisador do IBGE perguntasse a qual estrato socioeconômico você pertence (A, B, C, D). Difícil saber, não é? Muito mais simples é responder quantos banheiros há na sua casa, qual o grau de instrução do chefe de família, qual a renda familiar média, se há água encanada na residência, e outras perguntas objetivas. Ao serem analisados em conjunto todos esses dados mais simples, temos um diagnóstico sobre a segmentação socioeconômica do país.

Os indicadores também permeiam o mundo da educação. O principal indicador para acompanhamento do progresso dos sistemas de ensino no país é o IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). Uma medida bastante simples divulgada a cada dois anos que, em uma escala de zero a dez pontos, apresenta um diagnóstico sobre a qualidade de escolas, e dos conjuntos que constituem redes, municípios, estados ou todo o Brasil.

Juliana Miranda é gerente de Avaliação da Avalia Educacional e nossa parceira para o tema Avaliação

Criado em 2007, o IDEB sintetiza dois fatores muito importantes do sistema educacional: a aprendizagem e o fluxo. Os dois têm um peso semelhante no cálculo estatístico do indicador, para que não seja possível um aumento no resultado e o alcance das metas ao longo do tempo melhorando apenas um dos dois fatores.

Isso significa dizer, muito simplificadamente, que a única maneira de se conseguir melhorar a nota de uma rede no IDEB é levando a sério a máxima de que “lugar de criança e de adolescente é na escola e aprendendo”. Isso porque, se os alunos abandonam a escola ou evadem com frequência, a nota cai. Se a rede apenas extingue a repetência dos alunos e eles avançam no ano escolar sem saber o suficiente, a nota da Prova Brasil declina e o IDEB cai. Também não dá muito resultado treinar os alunos no ano em que serão avaliados como única estratégia pedagógica para melhorar o desempenho, afinal, as avaliações aferem o domínio de competências e habilidades que deveriam ter sido desenvolvidas ao longo de todos os anos de cada etapa escolar, e se isso não acontece efetivamente, o IDEB cai.

Portanto, as principais tarefas que nos são impostas pelo IDEB são o cuidado com fluxo escolar, diagnosticando e agindo sobre as causas da evasão e do abandono dos estudos, além do desenvolvimento de estratégias de apoio aos alunos e às equipes das escolas, por meio da promoção de formações e incentivos.

FIQUE ATENTO

No IDEB, a aprendizagem é medida pelo desempenho dos alunos em avaliações de larga escala de Português e Matemática – Prova Brasil (5º e 9º anos do Ensino Fundamental) e Saeb (3º ano do Ensino Médio).

O Censo Escolar traz os dados do fluxo escolar (taxa de aprovação) e é coletado anualmente pelo Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Outro benefício do IDEB é o diagnóstico de escolas que conseguem, apesar das dificuldades, ter iniciativas criativas e inovadoras que fazem a diferença na vida dos alunos. Esses estudos, normalmente de caráter qualitativo, buscam boas práticas escolares que deram bons resultados em determinadas realidades, mas que podem ser replicadas ao, principalmente, identificarem tendências no universo escolar em termos de metodologias de ensino, práticas docentes e estratégias de gestão. Alguns exemplos dessas pesquisas podem ser encontrados nos links a seguir:

Assim, o desafio é grande, mas é justamente esse o objetivo do IDEB: ser um indicador do quanto nossas escolas estão caminhando na direção para que todos os alunos aprendam cada vez mais e na idade certa.

Escrito por Juliana Miranda

Bacharel em Ciências Sociais/USP e mestre em Educação/PUC-SP e gerente de Avaliação da Avalia Educacional

Referências bibliográficas:

INEP. O que é o IDEB. Disponível em http://portal.inep.gov.br/web/portal-ideb/o-que-e-o-ideb. Acesso em 13 set. 2015.

O que é o IDEB?. Disponível em http://www.qedu.org.br/ideb#o-que-e. Acesso em 14 set. 2015.

Ser um educador financeiro na escola requer cuidados

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No post passado, comentamos sobre o quanto é difícil conversar sobre dinheiro em família e na sociedade, o que faz desse assunto um verdadeiro tabu. Por essa razão, muitos educadores sentem insegurança em trazer este tema para a sala de aula por receio de não saber lidar adequadamente com as reações de seus alunos. Pensando nisso, preparei algumas dicas para ajudá-los a conduzir a educação financeira de forma construtiva e sem constrangimentos na sua prática educativa.

Informe a família: antes de iniciar qualquer trabalho de educação financeira na escola, avise os pais ou responsáveis por seus alunos. É muito importante comunica-los sobre as atividades planejadas e a forma como elas serão conduzidas em sala de aula. Deixe claro que alguns exercícios propõem cálculos de despesas e receitas reais da família, mas que essas atividades serão conduzidas de forma a proteger o sigilo e a privacidade das informações pessoais e familiares acima de tudo.

Preserve o sigilo e a privacidade: Em vez de estimular as trocas sobre as rendas e despesas entre os alunos, faça perguntas que os estimule a trazer o foco para o processo de descoberta e as ideias sobre seus hábitos de consumo. Por exemplo, ao invés de levantar questões do tipo “Quanto você gasta com lazer” ou “Qual a renda da sua família”, prefira dialogar sobre questões como “Qual foi o grupo de despesas mais difícil de calcular”, “Como foi a experiência”, “O que mais o surpreendeu” ou “Que ideias você poderia colocar em prática para reduzir alguma despesa”? Assim você estará trabalhando o tema sem expor a vida financeira das famílias.

Andy de Santis é autora do livro Lições de Valor e parceira do blog para o tema Educação Financeira

Crie um ambiente seguro: Jamais julgue as preferências, sonhos e hábitos de seus alunos. Se deseja construir um ambiente de confiança para que eles se sintam seguros a compartilhar suas dúvidas e dilemas, evite expressões faciais e verbais de desaprovação ou crítica a respeito dos comportamentos ou decisões de seus alunos. Repudie atitudes preconceituosas ou falta de respeito entre os próprios estudantes. Reforce a riqueza da diversidade de respostas e de estratégias de cada um para encontrar suas próprias soluções, pontuando seus riscos e oportunidades com cuidado e responsabilidade.

Nunca compare situações financeiras ou pessoais, suas ou de seus alunos, e cuide para que tais comparações sejam eliminadas do ambiente de aula. Cada família tem suas referências, projetos e prioridades, portanto o respeito é um valor fundamental para o êxito deste projeto.

Lições de Valor: Educação Financeira escolar

Ao longo das 12 unidades da obra Lições de valor: educação financeira escolar, ofereço dicas e orientações para auxiliar educadores a conduzirem de forma respeitosa e adequada as diferentes atividades e exercícios propostos para conscientizar alunos e famílias a aprimorar sua relação com o dinheiro e o consumo.

No guia do professor, estão disponíveis os exercícios comentados para ajudá-lo a conduzir as atividades em sala de aula e você ainda pode acessar o portal do professor com planilhas, leituras complementares e dicas para aprimorar a sua própria relação com o dinheiro.

Eu sou Andyara de Santis Outeiro, autora do livro e estou aqui para dialogar com você sobre os conteúdos da obra e trazer dicas sobre educação financeira para aplicar na escola e na vida. Vamos aprender juntos?

Provinha Brasil e ANA: instrumentos para o diagnóstico da alfabetização

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As habilidades relacionadas ao desenvolvimento da alfabetização e do letramento em Língua Portuguesa e Matemática são decisivas na aquisição de competências essenciais que solidificam o desenvolvimento cognitivo. Por serem tão fundamentais, os primeiros anos do ensino básico são uma etapa especialmente importante para a realização de ações de monitoramento.

Por conta disso, a Provinha Brasil e a Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA) foram desenvolvidas pelo Inep/MEC justamente com o objetivo de diagnosticar e acompanhar os alunos dos 2º e 3º anos do Ensino Fundamental, respectivamente, para evitar que dificuldades se instalem e impeçam uma boa aprendizagem nos anos seguintes.

Mas para que esse objetivo seja conquistado, essas avaliações requerem o envolvimento de professores, equipes escolares e, claro, de Secretarias de Educação para o desenvolvimento de estratégias que permitam a elaboração de planos de ação apropriados e a mobilização da comunidade.

A seguir, indicamos algumas questões dirigidas aos diferentes atores que devem ter acesso aos resultados dessas avaliações e que podem auxiliar no direcionamento de uma leitura crítica das informações. Vamos lá:

Juliana Miranda é gerente de Avaliação da Avalia Educacional e nossa parceira para o tema Avaliação

PROFESSORES

Os professores podem, primeiramente, utilizar os resultados da avaliação para analisar o que esses indicam sobre as turmas e cada um de seus alunos. Com os dados em mãos, é preciso ser capaz de responder:

O que os alunos já sabem?
O que ainda precisam aprender?
As dificuldades apresentadas estão relacionadas a falhas de compreensão de conteúdos de anos anteriores? Como elas podem ser sanadas?
Como acompanhar os alunos que apresentam maiores dificuldades para aprender?
As atividades colocadas no Plano de Ensino são adequadas para atender as necessidades dos alunos demonstradas pela avaliação?

EQUIPE ESCOLAR

Já a equipe escolar (professores, coordenadores pedagógicos e diretores de escolas) pode utilizar essas avaliações para entender criticamente o que os resultados indicam sobre a escola. As decisões tomadas aqui referem-se mais ao planejamento político-pedagógico da escola, à instalação de um processo contínuo de formação dos professores, às decisões prioritárias a serem tomadas pelos dirigentes, entre outras. A reflexão da equipe da escola deve ser capaz de responder:

Os resultados obtidos foram coerentes com as metas internas da escola?
Quais alunos/turmas precisam de apoio e orientação especial?
A proposta pedagógica da escola e os planos de aula refletem as necessidades de aprendizagem dos alunos detectadas nas avaliações?
Quais medidas de reforço escolar podem ser organizadas para atender aos alunos que apresentaram maiores dificuldades?
Os professores precisam de mais apoio e orientação?
Como os resultados podem ser informados às famílias, de modo a estimular um maior envolvimento com a vida escolar dos alunos?

SECRETARIAS DE EDUCAÇÃO

Finalmente, nas Secretarias de Educação, os resultados devem ser analisados a partir de uma perspectiva macro para o estabelecimento de uma estratégia para a rede de ensino. Ao analisarem os dados, os gestores das secretarias devem ser capazes de responder:

Os resultados da rede de escolas foram coerentes com as metas estabelecidas internamente pelo município/estado?
Quais são as áreas que mais necessitam de investimento financeiro para melhoria da qualidade da alfabetização e para garantir que ela ocorra na idade certa?
Em que áreas as equipes das escolas precisam de mais apoio?
É necessário aprimorar os processos de formação profissional dos colaboradores da rede?
Como a secretaria pode acompanhar o desenvolvimento do trabalho pedagógico das escolas?

As questões indicadas destacam as diferentes possibilidades de uso dos resultados da Provinha Brasil e da ANA como avaliações diagnósticas capazes de auxiliar no processo de análise, interpretação e planejamento de intervenções a partir dos resultados. A ideia proposta aqui é, portanto, estimular a construção de caminhos que superem a simples identificação das “notas” das provas – um comportamento que apenas privilegia o isolamento do trabalho do professor – e permitam o aprimoramento dos níveis de alfabetização e letramento dos alunos na idade certa.

Escrito por Juliana Miranda

Bacharel em Ciências Sociais/USP e mestre em Educação/PUC-SP e gerente de Avaliação da Avalia Educacional

SIMULADOS PARA MONITORAMENTO DA APRENDIZAGEM

Sabendo da importância da Prova Brasil, da Provinha Brasil e da ANA para o acompanhamento da aprendizagem dos alunos, a Editora Moderna oferece um pacote de simulados gratuitos para aplicação nas escolas brasileiras. Clique na imagem e conheça:

Autores do Projeto Presente promovem encontro com professores em São Paulo

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A Editora Moderna está preparando um encontro especial aos professores de São Paulo. No próximo dia 19 de setembro, os autores da coleção Projeto Presente, destinada ao Ensino Fundamental I, participarão de um encontro para discutir práticas didáticas. O evento conta com a palestra de César Augusto Amaral Nunes sobre “A sistematização e o trabalho do dia a dia em sala de aula”, e com um debate sobre “O Currículo Nacional e seus Componentes no Ensino Fundamental 1”, com a participação de Ricardo Dreguer, autor dos livros de História, e Neuza Sanchez Guelli, autora de Geografia da coleção.

O encontro acontecerá no Teatro do Hotel Renaissance, em São Paulo, no dia 19 de setembro, a partir das 8h. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas através do email apoiopedagogia@moderna.com.br ou pelos telefones 0800 13 0033 ou 0800 17 2002.

Confira a programação completa:

Dinheiro (não) se discute

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Um levantamento recente feito pela Serasa com mais de 2000 pessoas revelou um dado assustador: apenas 3% dos participantes do teste afirmaram que não escondem ou não esconderiam nada do parceiro quando o assunto é dinheiro. A pesquisa, disponível no site do Serasa Consumidor trouxe à tona a reflexão sobre o dinheiro como um grande tabu na nossa sociedade.

A falta de diálogo aberto e transparente sobre salários, bens de família, despesas e patrimônio é um fenômeno típico de um país com alta desigualdade social e insegurança. As classes mais altas receiam que a circulação de informações sobre suas rendas e bens possam despertar a cobiça de pessoas mal-intencionadas, expondo suas vidas a risco. Nas instituições e empresas, a alta desigualdade salarial entre os cargos e a falta de clareza sobre os critérios adotados para reconhecer financeiramente os funcionários com melhor desempenho, também desestimulam a troca de informações sobre remuneração entre as pessoas. Em países desenvolvidos, é comum que todos tenham acesso às faixas salariais dos diferentes cargos, desde a base até o topo da hierarquia.

Andy de Santis é autora do livro Lições de Valor e parceira do blog para o tema Educação Financeira

É possível compreender a discrição das pessoas para falar sobre dinheiro em seus ambientes de trabalho e em locais públicos; entretanto, é estarrecedor perceber que o assunto é um tabu mesmo dentro de casa. Pessoas que pretendem dividir a vida, suas alegrias e tristezas, comprar imóveis e constituir família se preocupam em fazer exames pré-nupciais, mas se esquecem ou simplesmente se recusam a conversar sobre seus hábitos e sua saúde financeira.

Em um cenário de tanto segredo, não é de se admirar que muitos conflitos familiares e até divórcios sejam motivados por questões financeiras. Por falta do hábito de dialogar sistematicamente sobre dinheiro, este assunto só vem à tona quando as dívidas começam a inviabilizar os projetos da família, e aí o tom da conversa não é nada amigável. Cobranças e acusações mútuas podem levar a desfechos irrecuperáveis na relação. As crianças são diretamente afetadas por estes conflitos, manifestando diversos sintomas como tristeza, depressão, baixo desempenho nas notas da escola, isolamento, entre outros. Além disso, nas famílias em que não se conversa sobre dinheiro, é mais comum que as crianças e jovens não tenham a educação financeira que seria tão útil para aprenderem a lidar com seus recursos no futuro.

Lições de Valor: Educação Financeira escolar

No livro “Lições de Valor – Educação financeira escolar”, lançado pela Editora Moderna, oferecemos diversas atividades para estimular o diálogo familiar sobre dinheiro, além de dicas sobre como falar sobre este assunto sem estremecer as relações. Em todas as unidades, o aluno é convidado a entrevistar familiares, conhecer as contas da casa, participar das decisões e oferecer ideias para solucionar desafios financeiros de sua família. O livro dispõe de um portal exclusivo para a família com ferramentas, planilhas, textos e orientações para melhorar sua relação com o consumo e o dinheiro.

Eu sou Andyara de Santis Outeiro, autora do livro, e estou aqui para dialogar com você sobre os conteúdos da obra e trazer dicas sobre educação financeira para aplicar na escola e na vida. Vamos aprender juntos?