ESPORTE TAMBÉM PARA QUEM TEM DEFICIÊNCIA

By | Sem Categoria | No Comments

Lucas Mozela é um atleta vitorioso da natação. Aos 20 anos, coleciona medalhas em competições brasileiras e internacionais, como o Panamericano do Canadá, de 2015. Nascido com uma má formação no braço direito, começou a nadar aos 7 anos, como forma de reabilitação. Quando ainda estava no Ensino Fundamental, Lucas concedeu uma entrevista para o meu livro, Esporte, Caminho de Superação. Lá, ele citava como maior destaque na sua carreira, até então, quatro medalhas obtidas nas Paralimpíadas Escolares.

Hoje, Lucas frequenta o Centro de Treinamento Paraolímpico Brasileiro, em São Paulo, um dos melhores do mundo no esporte de alto rendimento, e acaba de lançar um canal no YouTube em que conta sobre sua trajetória e suas conquistas, como representar o país, como integrante da seleção brasileira principal, nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro – no livro Esporte, Caminho de Superação, você vai encontrar um histórico dos Jogos Paralímpicos e das provas de natação.

Sobre a autora do post

Denise Pellegrini

Denise Pellegrini

Autora do livro - Esporte, caminho de superação.

Denise Pellegrini é jornalista com especialização em Jornalismo de Educação e Ciência pela PUC-SP e Produção de Textos Literários pelo ISE Vera Cruz. Trabalhou na revista Nova Escola por 17 anos, 11 deles como redatora-chefe. Atuou como editora-assistente do Escola Agora, jornal distribuído aos professores e gestores pela Secretaria Estadual de Educação de São Paulo, e repórter do jornal da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Recentemente, foi redatora-chefe dos Cadernos Pedagógicos do Projeto Nossa Rede, da Secretaria Municipal de Educação de Salvador.

Histórias como a de Lucas são um incentivo e tanto para muitas crianças e muitos jovens com algum tipo de deficiência que ainda não acreditam ser possível praticar esporte ou, ao menos, alguma atividade física. A oportunidade de essa garotada se movimentar, participar de jogos, brincadeiras ou atividades esportivas deve ser dada pela escola. Durante muito tempo, alunos com algum tipo de deficiência ficaram afastados da Educação Física nas instituições de ensino brasileiras.

A ideia era focar em quem tivesse “potencial”. Assim, as aulas da disciplina serviam para que os “bons” ficassem melhores ainda. Aos que não eram habilidosos, assim como aos gordos, cegos, surdos ou com dificuldade de locomoção, por exemplo, restava assistir aos colegas. Felizmente, a prática docente na disciplina não segue mais essa cartilha. A evolução é mostrada na reportagem A Educação Física mudou. E sua aula?, publicada pela revista Nova Escola. “O propósito atual do ensino de Educação Física é promover a inclusão e o desenvolvimento de todos”, afirma o texto.

Hoje, é bem mais frequente nas escolas ver crianças e jovens com algum tipo de deficiência participando das mesmas atividades que os demais integrantes da turma, como mostra o documentário sobre Educação Física inclusiva produzido pelo Instituto Rodrigo Mendes (o instituto lançou um curso online gratuito sobre o tema).

O objetivo das aulas de Educação Física atualmente nas escolas do país não é mais formar atletas ou equipes competitivas, como já ocorreu, mas privilegiar a formação integral do aluno. Entre as competências dessa área, definidas pela Base Nacional Comum Curricular, estão reconhecer as práticas corporais como parte da identidade cultural dos povos e levar os alunos a combater posicionamentos discriminatórios em relação às práticas corporais e aos seus participantes. São temas que rendem boas conversas em sala, não?

Durante as atividades práticas, é possível também chamar os jovens para contribuir sobre formas de incluir todos os colegas. Você vai ver como eles têm ideias criativas!

A construção de valores é uma das dimensões do conhecimento relacionadas às habilidades desenvolvidas pela disciplina. Aí se incluem os valores relacionados ao respeito às diferenças e ao combate aos preconceitos de qualquer natureza, o que pressupõe formar alunos capazes de superar estereótipos que se apresentem nas aulas práticas. Assim, a escola oferece a experiência de participar de atividades esportivas, brincadeiras ou jogos, e ampliar a consciência sobre os próprios movimentos a todos os estudantes! Seguindo esses princípios e debatendo temas tão importantes em sala ou na quadra, você vai formar estudantes que respeitam as diferenças e atribuem novos sentidos às práticas corporais, valorizando menos o sucesso e a vitória e mais os colegas, a comunidade e a cultura local. Que tal experimentar?

Coleção Informação e Diálogo

A coleção Informação e Diálogo trata de temas atuais, que estão em discussão na mídia e que, com certeza, renderão um bom diálogo e uma proveitosa troca de ideias entre os jovens de 11 a 14 anos. Livros em formato de Almanaque que usam e abusam de hipertextos com o intuito de oferecer ao jovem um conjunto de temas que possam ser discutidos e compartilhados entre os colegas de escola, amigos e também na família, despertando o seu interesse e estimulando-o a prosseguir a pesquisa iniciada por meio da leitura.

Confira abaixo mais sobre a coleção Informação e Diálogo:

7 benefícios que a robótica educacional oferece

By | Educação inovadora | No Comments

O trabalho com robótica educacional oferece muitas vantagens ao processo de aprendizagem. A partir dele é possível vivenciar o aprendizado em forma de experimentação e com muita mão na massa, ao criar contextos de aprendizagens baseados em resolução de problemas reais e ainda trabalhar de forma interdisciplinar ao envolver as diversas áreas do conhecimento como Matemática, Língua Portuguesa, Ciências, História, Geografia, Artes, entre outras.

Na educação, a robótica tem o objetivo de desenvolver o raciocínio e a lógica na construção de algoritmos, com auxílio de softwares educacionais de programação de placas controladoras (Arduino e Microbit são exemplos de placas controladoras), ligados ao planejamento e organização de projetos, motiva o estudo e análise de mecanismos existentes, exercitando a criatividade nos diferentes segmentos da construção do conhecimento.

A robótica educacional é caracterizada por ambientes de aprendizagem que reúnem materiais de sucata ou kits de montagem compostos por diversas peças, motores, sensores, controlados por um computador com software que permita programar o funcionamento dos modelos montados, dando ao aluno a oportunidade de desenvolver sua criatividade com a montagem de seu próprio modelo, perpassando por aulas de programação e pela programação de placas programáveis, através de kits específicos e ou partir de materiais não estruturados e como trabalhar desta forma?

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

Colunista

Formada em Letras e Pedagogia, pós-graduada em Língua Portuguesa pela Unicamp e mestranda em Educação pela PUC de SP. É professora de Tecnologias, trabalha com Cultura Digital, Robótica com sucata/livre, programação e animações; e implementação em tecnologias em Escolas Públicas.

Estimula o raciocínio lógico

Ao estarem em contato com a linguagem de programação, os alunos são estimulados a pensar de forma estruturada, organizando ações para fazer o seu protótipo funcionar. A criação de um espaço de experimentação faz com o que os alunos possam experienciar e vivenciar o erro.

Colabora com a resolução de problemas

A robótica com sucata é responsável por solucionar problemas de forma natural, permitindo aos alunos desenvolver concentração e cooperação, exercitar a capacidade de resolver problemas na prática, mobilizando os conhecimentos e compreendendo-os antes de utilizá-los.

Incentiva e torna o currículo atrativo

A robótica permite que todas as áreas do conhecimento possam se conversar em torno da construção de um protótipo, fazendo o aluno experimentar de forma prática e exercitar todo o conhecimento adquirido, despertando para o pensamento científico, ao investigar as etapas de ensino.

Desperta o Protagonismo juvenil

Por meio do envolvimento, os alunos vão se tornando protagonistas ao participarem ativamente da construção de sua aprendizagem, extrapolando o conteúdo adquirido para além dos muros da escola.

Estimula a aprendizagem dos alunos mais indisciplinados

Os alunos com sérios problemas de indisciplina foram que os mais se envolveram com a aprendizagem, incentivando os demais alunos a participarem.

Desenvolve criatividade e a inventividade

Os discentes ficam estimulados a criar de diversas formas e a produzir protótipos incríveis, respeitando e exercendo diferentes papéis, desenvolvendo habilidade de raciocínio independente na construção de conhecimento lógico. Desse modo, motiva os alunos de forma lúdica e dinâmica a passarem por desafios e etapas, promovendo interação social, colaboração e cooperação.

Integra a escola e a comunidade

Pelo entusiasmo dos alunos, eles acabam trazendo os pais para a escola e que participam ativamente da aprendizagem dos discentes e colaboram com o processo.

E por onde começar?

  • Apresente um problema;
  • Proporcione pesquisas e rodas de conversa;
  • Monte fichas de investigação e observação para anotações;
  • Leve materiais recicláveis para a sala de aula.
  • Trabalhe a linguagem de programação. Recomendo  Scratch S4 e Ardublock, dois programas que utilizo com os alunos. Ambos são softwares livres gratuitos e são bastante intuitivos;
  • Explique conceitos de circuito aberto, circuito fechado, funcionamento de led, funcionamento de motores e apresente sucatas de eletrônicos, como fios, ventoinhas, bateria 9V, motores de DVD player e do HD, placa de arduíno e outros;
  • Oriente os alunos durante a criação dos protótipos e faça questões provocadoras;
  • Envolva a comunidade escolar e dê aos alunos a oportunidade de apresentar os seus trabalhos dentro da escola e fora dela também, como feiras e exposições.

Outro ponto fundamental, é o espaço de aprendizagem que deve ser organizado de forma que hajam mesas coletivas em seu centro e que os recursos como ferramentas, máquinas e materiais sejam dispostos na periferia, acompanhando as paredes. Se você não possui um espaço apropriado, não tem problema! É possível tornar a sua de aula mais acolhedora, reorganizando o mobiliário, como agrupando mesas e cadeiras em formato de bancada e ou ainda aproveitar madeira como porta e carteiras velhas, acrescentar um tripé e formar uma bancada.

E você, querido (a) professor (a), tem alguma dica de como iniciar o trabalho de robótica? Conte aqui nos comentários! Compartilhe conosco as suas experiências.

Um grande abraço e até a próxima!

Débora

#PROFESSORPRESENTE | Por que os professores não querem ser homenageados?

By | Novidades | No Comments

Todo ano no dia 15 de outubro os professores são saudados por praticamente todo os tipos de mídia, seja ela de massa, on-line ou off-line. Que eles merecem todo tipo de homenagem, é indiscutível, mas será que é isso mesmo o que eles querem?

Dados da pesquisa Profissão Professor, de julho de 2018, realizada pelo IBOPE Inteligência e encomendada pelo Todos Pela Educação e pelo Itaú Social, mostram que é possível entender o quanto a profissão que merecia pleno destaque no Brasil, ainda precisa de muita atenção e valorização.

Com maioria de mulheres (68%) e que trabalham, em média, 17 anos no corpo docente das escolas brasileiras, 71% dos professores são responsáveis pela renda familiar. O principal motivo pelo qual o professor escolhe sua profissão é o prazer por ensinar e formar pessoas. Porém, não aconselha aos jovens de hoje a seguirem o mesmo caminho, pois consideram o trabalho pouco reconhecido.

Valorização.

A Moderna acredita que o professor precisa do essencial: formação constante; compreender e ser compreendido pelas famílias; ter voz para participar de decisões importantes da escola; enfim, ser reconhecido por um trabalho que empodera pessoas.

Nossa campanha é de reconhecimento. Afinal, um dia de homenagens é pouco quando podemos ter um ano inteiro de valorização e respeito.

#ProfessorPresente

Como as metodologias ativas contribuem para o processo de aprendizagem

By | Educação inovadora | No Comments

Resolução de problemas, sala de aula invertida e Design Thinking: como essas metodologias podem contribuir para que o processo de aprendizagem ocorra?

O que esses modelos possuem em comum é que tiram o aluno da passividade e o trazem para o centro do processo de aprendizagem para que exerça um papel ativo e protagonista na construção da sua aprendizagem.

As modalidades se diferem enquanto estrutura e abordagem, onde o ambiente propicia a colaboração e a participação estimulando a criatividade e a inventividade para resolver problemas reais, produzir conteúdo e/ou protótipos (no caso da Robótica), participar de um debate ou vencer as etapas de um jogo. Os alunos se envolvem com a construção das atividades, tornando-se pertencentes e aprendendo de forma significativa.

Ao trabalhar dessa forma, o professor forma habilidades de investigação, reflexão e autonomia na busca do conhecimento e na aptidão para resolução de problemas, além de exercitar as competências necessárias e descritas na Base Nacional Comum Curricular, conforme ilustração a seguir:

O que esses modelos possuem em comum é que tiram o aluno da passividade e o trazem para o centro do processo de aprendizagem para que exerça um papel ativo e protagonista na construção da sua aprendizagem.

A seguir faremos um breve panorama de cada metodologia, em que o professor poderá determinar a mais adequada a ser utilizada com os alunos.

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

Colunista

Formada em Letras e Pedagogia, pós-graduada em Língua Portuguesa pela Unicamp e mestranda em Educação pela PUC de SP. É professora de Tecnologias, trabalha com Cultura Digital, Robótica com sucata/livre, programação e animações; e implementação em tecnologias em Escolas Públicas.

A aprendizagem baseada em problemas ou project based learning (PBL), tem como propósito fazer com que os estudantes aprendam através da resolução colaborativa de desafios. Ao explorar soluções dentro de um contexto específico de aprendizado, que pode utilizar a tecnologia e/ou outros recursos, essa metodologia incentiva a habilidade de investigar, refletir e criar diante de uma situação. O professor atua como mediador, provocando e instigando o aluno a buscar as resoluções por si só. Ele tem o papel de intermediar nos trabalhos e projetos e oferecer retorno para a reflexão sobre os caminhos tomados para a construção do conhecimento, estimulando a crítica e a reflexão dos jovens.

A sala de aula invertida ou flipped classroom, tem como objetivo substituir a maioria das aulas expositivas por extensões da sala de aula em outros ambientes, como em casa ou no transporte.

Neste modelo, o estudante tem acesso ao conteúdo de forma antecipada, podendo ser online para otimização do tempo em sala de aula, fazendo com que tenha um conhecimento prévio sobre o conteúdo a ser estudado e interaja com os colegas na realização de projetos e resolução de problemas. Neste formato os estudantes participam ativamente da construção do seu aprendizado ao se beneficiarem com um melhor planejamento de aula e com a utilização de recursos variados, como vídeos, imagens, e textos em diversos formatos.

Design Thinking é uma abordagem usada em busca de solução de problemas. Na educação é conhecida como aprendizagem investigativa, que trabalha de forma colaborativa e desenvolve a empatia. Neste modelo, o estudante participa como formador de conhecimento e não como receptor de informação. Na prática, a abordagem é dividida em cinco etapas: descoberta, interpretação, ideação, experimentação e evolução.

As etapas de descoberta e interpretação devem ser construídas com desafios. A proposta é provocar e aguçar a curiosidade para enfrentar as questões levantadas. Neste processo, considerar o conhecimento prévio individual e percepções significativas no decorrer da construção em busca de múltiplas soluções é fundamental.

Na fase de criação deve-se dar espaço à construção de uma “chuva de ideias” (o famoso brainstorm), um espaço para sonhar e colocar para fora até mesmo as ideias visionárias. Na quarta etapa, a experimentação, ­– em que as ideias ganham vida –, é necessário criar vivências para encontrar possíveis soluções para o desafio lançado.

evolução é a continuidade do desenvolvimento do trabalho. Ela envolve o planejamento dos próximos passos, compartilhando ideias com outras pessoas que podem colaborar com o processo. No desenvolvimento das etapas, o professor e os estudantes podem oferecer dicas de como organizar as ideias, seja formatando listas, usando post-its, histórias inspiradoras, fotos, aplicativos para celular ou tablets, por exemplo. Cada situação requer uma nova abordagem que deverá ser construída coletivamente.

E você, professor, trabalha com as metodologias ativas em sala de aula? Conte aqui nos comentários e ajude a fomentar as práticas docentes.

Um abraço,

Débora

SEMINÁRIO DE EDUCAÇÃO PRESENTE – EVENTO GRATUITO

By | Eventos | No Comments

Os autores do Projeto Presente convidam professores da Educação Infantil e do Fundamental 1 para mais uma edição do Seminário de Educação Presente, que acontecerá no próximo dia 20 de outubro de 2018, no Hotel Renaissance, em São Paulo. As vagas são limitadas e as inscrições devem ser feitas pelo e-mail rcastro@richmond.com.br ou pelo telefone (11) 2790 -1379.

O tema central do encontro será APRENDER EM REDE: DESAFIOS E POSSIBILIDADES e vai abordar como a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e as novas tecnologias digitais podem impactar a educação. A programação conta com uma palestra especial de Lilian Bacich, doutora em Psicologia pela USP, mestre em Educação e autora do Projeto Presente Ciências, e Leandro Holanda, mestre em Ciências pela USP e coordenador da área de STEM no colégio Albert Sabin, para falar sobre como as metodologias ativas são possibilidades para fortalecer essas competências e favorecer a construção de conceitos.

A programação ainda conta com palestras em formato TED que discutem a aprendizagem global a partir de cada componente curricular. Os autores do Projeto Presente compartilham suas descobertas na elaboração de hipóteses, problematização, criação de conhecimentos e sua sistematização

A Educação Infantil também tem espaço no Seminário de Educação Presente. Preparamos oficinas exclusivas para os professores do segmento infantil nas áreas de Linguagem e Matemática. É um momento de compartilhar iniciativas e construir juntos novos caminhos para uma educação de qualidade.

Contamos com a sua presença