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MAPAS CONCEITUAIS: um caminho para um aprendizado eficiente

By | Artigos, Novidades | 2 Comments

Diversas estratégias didáticas auxiliam o professor a exercitar o pensamento dos alunos para que eles compreendam os conteúdos por completo e sejam capazes de elaborar suas próprias conclusões. Uma delas é a construção de mapas conceituais. Essa ferramenta propõe um modo organizado de expressar relações entre fatos, conceitos e princípios da disciplina, de maneira visual e hierarquizada. Assim, o aluno é levado a construir uma rede de significados sobre determinado tema. Os mapas conceituais também podem ser utilizados pelos próprios docentes para otimizar a sua prática pedagógica.

DESENVOLVENDO HABILIDADES PARA O APRENDIZADO E PARA A VIDA

Para os professores, os mapas conceituais ajudam a planejar o ano letivo, a elaborar a melhor sequência didática e a buscar estratégias assertivas para favorecer a construção e a interligação de conceitos numa aprendizagem significativa. Para os alunos, a elaboração dos mapas ajuda a distinguir as informações fundamentais das complementares. Também os auxilia a estabelecer a relação dos conceitos mais abrangentes com outros, deles decorrentes ou a eles subordinados. Conforme o aluno aprende o conteúdo, vai sendo estimulado a identificar os aspectos mais importantes, tornando-se assim protagonista de sua própria aprendizagem.

Espera-se que, com o auxílio do professor, os alunos adquiram gradual desenvoltura na interpretação dos mapas conceituais trabalhados em sala de aula e, posteriormente, fiquem à vontade para elaborar seus próprios mapas. Organizar informações por relevância, coerência, abrangência e especificidade é uma habilidade que os jovens usarão por toda a sua vida pessoal e profissional.

mapas conceituais

PASSO A PASSO PARA CONSTRUIR UM MAPA CONCEITUAL

Os passos descritos a seguir mostram uma das maneiras para elaborar um mapa com os conteúdos conceituais de um texto:

1. LISTE OS CONCEITOS MAIS IMPORTANTES

Após a leitura de um texto, levante as informações essenciais e importantes, sejam elas abrangentes ou específicas. Observe títulos, subtítulos e palavras destacadas em itálico ou negrito, pois frequentemente expressam fatos, conceitos ou princípios.

2. AGRUPE OS CONTEÚDOS CONCEITUAIS RELACIONADOS

Faça uma análise daquilo que você listou e junte os conceitos que estão mais próximos em grupos separados.

3. ORGANIZE OS CONCEITOS DE CADA GRUPO

Determine, dentro de cada série que você separou, a ordem de importância ou abrangência dos conceitos. Depois, escreva cada um deles em um retângulo (ou círculo, ou elipse etc.) e organize-os colocando os mais abrangentes acima e os mais específicos, abaixo.

4. LIGUE OS PONTOS RELACIONADOS

Interligue os retângulos com setas e escreva próximo a elas uma ou mais palavras de ligação que estabeleçam uma relação.

5. APERFEIÇOE SUAS IDEIAS MENTAIS

Analise o mapa para ver em que ele pode ser melhorado: remanejar blocos, estabelecer relações cruzadas, omitir partes menos importantes em prol da clareza, modificar a disposição para facilitar a visualização etc.

Dica: Ao montar um mapa com os alunos, é conveniente escrever os conteúdos conceituais em retângulos de papel, para que possam ser facilmente trocados de lugar.

MAPAS CONCEITUAIS EM LIVROS DIDÁTICOS

ciências naturais canto

A coleção Ciências Naturais – Aprendendo com o cotidiano, de Eduardo Canto, traz um trabalho consistente com mapas conceituais para o Ensino Fundamental 2. Todos os capítulos contam com um mapa pronto para que o aluno consulte durante ou ao final do estudo. O objetivo é que esse instrumento funcione como um guia da sua leitura, servindo de apoio para a compreensão global dos conceitos. O docente, por sua vez, poderá saber mais sobre como utilizar esta ferramenta pedagógica no Manual do Professor, além de encontrar mapas conceituais que também o guiarão na aplicação dos conteúdos do livro.

A coleção, aprovada pelo MEC para o PNLD 2017 também se destaca pela apresentação dos conteúdos em espiral, ou seja, retomando os conceitos já trabalhados enquanto insere gradativamente novos elementos da disciplina. As obras podem ser folheadas no nosso site, clicando aqui.

Confira abaixo um exemplo de mapa conceitual presente no livro:

Hábitos da mente: Que competências os jovens precisam aprender?

By | Artigos, Dicas, Hábitos da mente | 14 Comments
Há anos participamos de discussões sobre caminhos que possam melhorar a qualidade da educação no Brasil, sempre buscando soluções que acreditamos ser as mais adequadas para ajudar a garantir o sucesso e a felicidade dos alunos na escola e na vida. Mas afinal de contas, quais são as competências os jovens precisam aprender para atuar na sociedade atual e se preparar para as profissões do futuro? Venha conhecer os hábitos da mente!

Um dos focos das discussões atuais são as competências socioemocionais, conceito que vem ganhando notoriedade por desenvolver atitudes essenciais para a autonomia e o protagonismo destas gerações de nativos digitais.

Neste mundo conectado e em constante transformação, muito se fala sobre reformular a estrutura da sala de aula e a dinâmica do processo de ensino-aprendizado, ficando em segundo plano a reflexão sobre a formação social e a consolidação das identidades.

Os inúmeros desafios que os jovens podem enfrentar dentro e fora da escola exigem que haja condições para o desenvolvimento das competências apropriadas para o seu êxito acadêmico e profissional. Dentre elas, estão a competência leitora e o raciocínio lógico-matemático, já reconhecidos pelo sistema educativo e essenciais para o sucesso em exames internacionais.

No entanto, algumas competências não são adequadamente registradas por testes de desempenho e não estão contempladas na maior parte do currículo das escolas, embora sejam igualmente relevantes para o completo desenvolvimento do ser humano.

Pesquisas recentes, realizadas por economistas, psicólogos e educadores, demonstram que competências socioemocionais como persistência, tomada de decisões conscientes, pensamento crítico, cooperação e capacidade de resolução de problemas impactam positivamente o desempenho dos estudantes dentro e fora da escola. Por isso, são tão importantes quanto as habilidades cognitivas tradicionalmente desenvolvidas no ambiente escolar.

“Com o acesso abundante ao conteúdo, o que a pessoa precisa é saber escolher, separar fatos de opiniões, saber navegar em meio a muitas informações não filtradas. Daí a importância do pensamento crítico. E a resiliência tem a ver com um mundo menos previsível. Se não sei que profissões existirão, preciso me adaptar.”
− Denis Mizne, diretor-executivo da Fundação Lemann

É consenso entre os educadores que estudantes mais organizados, focados e confiantes conseguem aprender mais e continuamente. Ao mesmo tempo, alunos persistentes e resilientes tendem a se comprometer mais com os objetivos de longo prazo e a lidar melhor com frustrações e conflitos.

O desenvolvimento multidimensional dos alunos, propiciado por essa abordagem socioemocional, já é reconhecido pelas escolas. Hoje se entende que o aprendizado envolve o domínio de competências que não são diretamente cognitivas. Entretanto, embora haja esse reconhecimento inclusive por parte dos pais, pouco esforço tem sido dedicado ao seu desenvolvimento intencional, bem como à avaliação da efetividade das intervenções para promovê-lo.

A principal causa dessa limitação está ligada à falta de conhecimentos e de recursos relacionados aos modos pelos quais essas competências podem ser desenvolvidas e avaliadas em diferentes contextos de aprendizagem.

NOVAS PERSPECTIVAS EM SALA DE AULA

Comprometida com o desafio de oferecer informação e recursos para o desenvolvimento pleno dos nossos jovens, destacamos nove atitudes para trabalharmos as ferramentas cognitivas necessárias ao seu desenvolvimento, tanto como estudantes quanto como cidadãos conscientes, preparados e seguros. Elas são apresentadas a seguir, no infográfico “Nossos alunos e as competências do século XXI“. (Clique na imagem para ampliar)

habitos_mente

Este trabalho partiu do estudo dos educadores norte-americanos Arthur L. Costa e Bena Kallick, a partir de pesquisas em desenvolvimento humano aliadas a suas experiências com alunos e equipes escolares. Desde a apresentação do resultado, os autores vêm contando com a colaboração de um grande número de professores nos Estados Unidos, Reino Unido e Austrália para ampliação do tema.

Seus estudos demonstram que as competências socioemocionais, ao serem trabalhadas de maneira sistemática com crianças e jovens, vão sendo interiorizadas por eles até serem empregadas de forma habitual. Esses comportamentos rotineiros, ou hábitos, são disposições que partem da consciência e do intelecto, daí o nome Hábitos da mente.

Assim, mais do que competências para trabalhar no século XXI, os Hábitos da mente são disposições que favorecem as relações humanas e a tomada de decisões responsáveis; ações que pessoas conscientes apresentam ao lidar com problemas ou situações incertas em qualquer esfera da vida: em casa, na escola, nas atividades esportivas, em instituições acadêmicas, governamentais ou em corporações.

EXPERIÊNCIAS NA PRÁTICA

O relatório “Educação: um tesouro a descobrir”, realizado para a UNESCO pela Comissão Internacional sobre Educação do Século XXI, coordenada por Jacques Delors, é um dos documentos que representam a mudança de discurso educacional em resposta aos desafios atuais, e sugere um sistema de ensino fundado em quatro pilares:

Aprender a conhecer, para compreender o mundo.
Aprender a fazer, para melhor atuar no mundo.
Aprender a conviver, para saber participar e a cooperar.
Aprender a ser, que integra as três aprendizagens anteriores.

EXERCITE OS HÁBITOS DA MENTE NO DIA A DIA

Confira algumas dicas de atividades para desenvolver competências socioemocionais dentro dos currículos das diferentes áreas do conhecimento:

Dica 1

Debater sobre o cotidiano da cidade e estabelecer relações com os conteúdos abordados.

Dica 2

Valorizar não só as respostas orais mais rápidas, mas também as contribuições daqueles que pararam para refletir antes de oferecer uma resposta

Dica 3

Explorar simuladores, objetos digitais interativos e outros recursos multimídia

Dica 4

Organizar projetos interdisciplinares de forma colaborativa com os alunos.

Dica 5

Inserir jogos educacionais e cooperativos na programação de aulas.

Dica 6

Estimular a criatividade e a originalidade ao longo das atividades, colocando a teoria em prática

Dica 7

Estruturar atividades coletivas com grupos heterogêneos, despertando a necessidade de escutar os outros, resolver conflitos e pensar com flexibilidade.

Dica 8

Analisar periódicos para valorizar o estudo de atualidades e desenvolver a clareza na exposição das ideias.

Dica 9

Estimular os alunos a questionar e a desenvolver estratégias próprias para resolução de questões pessoais ou relacionadas às disciplinas.

Dica 10

Incentivar a continuidade do estudo para além do ambiente escolar, para estabelecer conexões com os conteúdos já estudados e em novos contextos.

Dica 11

Perseverar para atingir seus objetivos acadêmicos, pessoais e profissionais.

Dica 12

Estruturar momentos de pesquisa bibliográfica, de campo e documental.

Dica 13

Aceitar o erro como parte do processo de descoberta, em vez de valorizar somente a resposta correta

Dica 14

Incentivar a exposição dos conhecimentos prévios dos alunos, a fim de formalizá-los e transformar as informações do cotidiano em conhecimento e em prática

Dica 15

Despertar momentos de humor e descontração a fim de criar uma perspectiva positiva para o andamento das aulas

Dica 16

Sistematizar momentos de aprendizagem que despertem os diferentes sentidos: gustativo, olfativo, tátil, cinestésico, auditivo e visual.

HÁBITOS DA MENTE NA ESCOLA: PROJETO ARARIBÁ

Conheça a coleção Projeto Araribá e potencialize os hábitos da mente com seus alunos

Hábitos da Mente: Projeto Araribá