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Katia Dutra

VIVA ANA MARIA MACHADO

By | Novidades | No Comments

Ana Maria Machado é uma das principais autoras brasileiras. Em 2000 recebeu o prêmio Hans Christian Andersen (2000), o Nobel da Literatura Infantil; de 2011 a 2013 foi presidente da Academia Brasileira de Letras, onde ainda ocupa a cadeira número 1; além de ter recebido muitos outros prêmios importantes, nacionais e internacionais, ao longo de mais de 40 anos dedicados à literatura.

Autora de renomados livros, como a Coleção Mico Maneco, Bisa Bia, Bisa Bel e Era uma vez um tirano, nos últimos dias Ana Maria Machado tornou-se protagonista de uma polêmica com o livro “O menino que espiava pra dentro”, publicado pela primeira vez em 1983 (Global Editora).

É uma pena que hoje, 35 anos depois da primeira edição, ainda existam adultos que não consigam perceber a literatura infantil como ferramenta de construção de caráter e de repertório das crianças.

Em seu livro Uma rede de casas encantadas (Editora Moderna), a autora explica a importância e o poder da literatura infantil:

As narrativas de ficção possibilitam que as crianças tenham contato com outras realidades além da sua e vivenciem coisas muito diferentes daquelas que seu quotidiano lhes oferece. Isso permite que projetem seus temores e seus desejos, adquiram experiências emocionais que as ajudem a crescer. Permite também que saiam de si mesmas, indo além dos limites individuais de cada um. Propicia oportunidades para que se identifiquem com os outros, sintam solidariedade e compaixão, admiração e carinho por pessoas que nem conhecem (e que muitas vezes são apenas imaginárias, puros personagens), mas nem por isso as emoções que trazem são menos intensas. Ou que enfrentam medos, vergonhas, sentimentos difíceis, sem precisar passar por eles de verdade.

Essa é uma possibilidade magnífica, quase mágica, que a literatura oferece às pessoas e, se vivida desde a infância, pode representar uma série de portas abertas para o pleno florescimento emocional e intelectual. Os leitores podem viver todos esses sentimentos de maneira simbólica e, com isso, trabalha-los dentro de si próprios, para serem mais felizes. A linguagem simbólica permite que se vivam várias vidas, com intensidade afetiva, e isso é um ganho fantástico para cada um – além de representar sempre uma excelente oportunidade de adquirir informação e construir conhecimento.

Toda criança tem direito a essa experiência. Todo adulto tem o dever de colaborar e fazer sua parte para que isso aconteça. (p. 14-15).

A Moderna e Salamandra colocam-se ao lado da autora neste momento de retrocesso, com a certeza de que a bibliografia de Ana Maria Machado continuará merecendo lugar de destaque na história da Literatura infantil – brasileira e mundial.

Como a BNCC prevê o uso das tecnologias na sua disciplina?

By | Educação inovadora | No Comments

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) já está em vigor, para a Educação Infantil e o Ensino Fundamental. Muitos Estados e Municípios estão debruçados no documento para produzir o currículo de acordo com peculiaridades e realidade de cada região e o mesmo está ocorrendo com materiais pedagógicos, como, por exemplo, o livro didático que está em processo de construção e alteração para se adaptar a BNCC.

Nas salas de aulas ainda é um momento de dúvidas, angústias e controvérsias, algo natural se considerarmos a complexidade do documento e a influência que terá nas políticas públicas. Mas eis que surge uma pergunta importante: e as tecnologias? Como estão sendo tratadas na Base?

PAPEL DAS TECNOLOGIAS NA BNCC

O documento encara a Tecnologia como uma competência que deve atravessar todo o currículo de uma escola.

Importante salientar que a tecnologia não é um objeto de estudo e deve ser encarada como uma estratégia de ensino, em que a proposta é trabalhar como uma intervenção social que contextualize o uso da tecnologia ao conteúdo aplicado, desenvolvendo essa que é uma das dez competências gerais citadas pelo documento. Um caminho é a mudança de foco, como por exemplo, quando ensinamos programação, estamos vivenciando o processo de aprendizagem, trabalhando com o desenvolvimento de habilidades como o raciocínio lógico, a matemática e não o resultado final.

Apesar de estar presente em todas as etapas de ensino, esse é um assunto que ainda gera polêmica. Aliás, muitos educadores que possuo contato se manifestaram enumerando dificuldades de utilizar ferramentas digitais em suas aulas.

Compartilho desses desafios, uma vez que enfrento todos os dias a falta de infraestrutura e os problemas com conectividade. Acredito que este é o maior entrave, levando em consideração que serão necessários investimentos em todas as unidades escolares para alinhar as áreas do conhecimento à era digital.

COMO A BNCC PREVÊ A UTILIZAÇÃO DAS TECNOLOGIAS?

tecnologias digitais na bncc

A BNCC reconhece os benefícios que a cultura digital tem promovido nas esferas sociais. O avanço tecnológico e a multiplicação de celulares, smartphones e computadores estão diretamente ligados ao hábito de consumo dos jovens. Diante dessas interações multimidiáticas e multimodais, a proposta da Base é trabalhar com uma intervenção social que contextualize o uso da tecnologia ao currículo aplicado, desenvolvendo essa que é uma das dez competências gerais citadas pelo documento.

Confira alguns trechos da versão atual que defendem essa prática:

Competência geral da Educação Básica

“Utilizar tecnologias digitais de comunicação e informação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas do cotidiano (incluindo as escolares) ao comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos e resolver problemas. ”

Competência de Matemática

“Utilizar processos e ferramentas matemáticas, inclusive tecnologias digitais disponíveis, para modelar e resolver problemas cotidianos, sociais, de outras áreas do conhecimento, validando estratégias e resultados.”

Competência de Língua Portuguesa

“Compreender e utilizar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares), para se comunicar por meio das diferentes linguagens e mídias, produzir conhecimentos, resolver problemas e desenvolver projetos autorais e coletivos.”

Competência de Ciências

“Utilizar diferentes linguagens e tecnologias digitais de informação e comunicação para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos e resolver problemas das Ciências da Natureza de forma crítica, significativa, reflexiva e ética”.

Competência de Língua Inglesa

“Utilizar novas tecnologias, com novas linguagens e modos de interação, para pesquisar, selecionar, compartilhar, posicionar-se e produzir sentidos em práticas de letramento na língua inglesa, de forma ética, crítica e responsável.”

Competência de Arte

“Mobilizar recursos tecnológicos como formas de registro, pesquisa e criação artística.”

Sugestões de uso

O campo para se trabalhar com as tecnologias é vasto, possibilitando o seu uso através de inúmeras ferramentas, abaixo apresento algumas sugestões de softwares livres e gratuitos.

Matemática

Ardublock / Scratch

Softwares gratuitos de linguagem de programação que utiliza blocos de funções prontas, auxiliando ensinar programação de formas simples e intuitiva.

Língua Portuguesa

Editor de histórias, que possui um banco de imagens com os diversos componentes para a construção de histórias em quadrinhos, como cenário, personagens e vários recursos de edição para essas imagens.

Ciências

Ciência Mão

Software desenvolvido e disponibilizado em mídia digital com a finalidade específica de aprendizagem de um determinado conteúdo, abrigando simulações, textos, jogos ou outros materiais em um conjunto consistente.

Língua Inglesa

Wondershare Quiz Creator

Software de produção de questionários com opção de inclusão de arquivos flash e pesquisas com objetos multimídia.

ProProfs

Aplicativo de produção de questionários, testes e exames online, com cores e imagens.

Arte

Edutopia

A plataforma reúne ferramentas e recursos como dicas, conferências, vídeos, depoimentos, grupos e blog por áreas temáticas, organizado por temas como Artes, Música, dança, entre outros.

GIMP

Um software de edição e criação de imagens e possui uma série de ferramentas e recursos, como pincéis e efeitos para fotografias.

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

Colunista

Formada em Letras e Pedagogia, pós-graduada em Língua Portuguesa pela Unicamp e mestranda em Educação pela PUC de SP. É professora de Tecnologias, trabalha com Cultura Digital, Robótica com sucata/livre, programação e animações; e implementação em tecnologias em Escolas Públicas.

ModernAmigos

A Moderna disponibiliza recursos pedagógicos abertos para todos os professores em uma plataforma gratuita. No ModernAmigos, você encontra materiais que contemplam cada fase do trabalho em sala de aula, integrando interação, colaboração, em um ambiente interativo.

modernamigos

Ainda não sabemos se os gestores públicos conseguirão garantir os recursos necessários e formação docente para a aplicação dessas premissas. O que temos de concreto é a certeza de que esse pode ser um grande propulsor de inovação, criatividade e inventividade por meio da experimentação.

Agora quero saber de você querido professor. Qual é a sua opinião sobre essa relação entre currículo e tecnologias? Compartilhe conosco aqui nos comentários.

Um abraço e até a próxima!

Débora

Reconhecimento das funções orgânicas: abordagem tradicional e com mapas conceituais

By | A Química e a vida | No Comments

O reconhecimento de funções orgânicas é uma habilidade básica para o estudo da química orgânica. Neste artigo, mostraremos como um estudo frequentemente baseado em simples memorização pode ser dinamizado a partir do uso de mapas conceituais.

É fato que acreditamos que a apresentação formal das funções orgânicas no início dos estudos da química orgânica, exigindo pura memorização descontextualizada não se faz necessária. Essa foi a linha que seguimos em nossa coleção aprovada no PNLD 2018, em que as funções foram sendo apresentadas aos poucos, conforme surgiam dentro de um contexto pré-elaborado baseado em eixos temáticos. No entanto, a pedido de colegas professores, apresentamos aqui esta atividade, mas de modo mais dinâmico (mapas conceituais), pois uma memorização pura e simples no início da abordagem da Química Orgânica não é, em nossa opinião, nem essencial, nem efetiva.

Abordagem tradicional

A abordagem tradicional focada em memorização e frequentemente utilizada em salas de aula consiste em iniciar os estudos da química orgânica memorizando os grupos funcionais, associando-os a uma ou mais funções orgânicas. Os grupos funcionais são constituídos por um ou mais átomos que conferem à molécula da substância as características que a fazem pertencer a determinada função orgânica. A seguir tem-se uma relação dos principais grupos funcionais da química orgânica.

Cada grupo funcional pode estar associado a uma ou mais funções orgânicas, conforme mostra a tabela abaixo.

Perceba que um grupo funcional pode estar associado a mais de uma função orgânica. Por exemplo, o grupo hidroxila (-OH) pode estar associado às funções álcool, fenol ou enol, dependendo do grupo orgânico associado.

Sobre os autores

Luís Fernando Pereira

Luís Fernando Pereira

Professor e autor

Químico industrial formado e licenciado pela USP. Leciona no Curso Intergraus desde 1995. É o químico consultor do programa Bem Estar, da Rede Globo.

Emiliano Chemello

Emiliano Chemello

Professor e autor

Licenciado em Química e Mestre em Ciência e Engenharia de Materiais pela UCS. Professor de química no Ensino Médio e cursos Pré-Vestibulares.

Patrícia Proti

Patrícia Proti

Professora e autora

Bacharel e licenciada em Química pelo IQ-USP. Bolsista FAPESP de Iniciação Científica e Doutorado Direto com projetos desenvolvidos no Laboratório de Química de Peptídeos do IQ-USP. Atualmente leciona na Escola Móbile e no Cursinho Intergraus.

Uso de mapas conceituais

O uso de mapas conceituais, conforme explicitado no artigo “Mapas conceituais no ensino-aprendizagem de Química”, é uma poderosa ferramenta pedagógica. A seguir, sugerimos alguns mapas que podem ser utilizados na abordagem do conteúdo “reconhecimento das funções orgânicas”. Eles foram construídos com o programa CmapTools, um software gratuito e especializado na produção de mapas conceituais.

Entendemos que o uso de mapas conceituais permite o estabelecimento de associações entre os conceitos de grupo funcional e função química. Além disso, permite uma maior organização das informações, o que tende a resultar em aprendizagem significativa.

Pensando na sala de aula, uma possível proposta de trabalho seria permitir que os alunos construíssem seus próprios mapas conceituais sobre as funções orgânicas. Assim, o professor poderá verificar mais facilmente se o aluno está estabelecendo as relações corretas entre grupo funcional e função química. O uso do software referido nesta atividade ajuda na padronização e produção colaborativa dos mapas conceituais.

Perguntas

1) (FAMERP SP/2016) Considere a liotironina, um hormônio produzido pela glândula tireoide, também conhecido como T3.

Dentre as funções orgânicas presentes na molécula de liotironina, encontra-se a função:

a) éster.
b) amida.
c) fenol.
d) aldeído.
e) cetona.

2) (UFSCAR SP/2016) Uma das formas de se obter tinta para pintura corporal utilizada por indígenas brasileiros é por meio do fruto verde do jenipapo. A substância responsável pela cor azul intensa dessa tinta é a genipina, cuja estrutura está representada a seguir:

A estrutura assinalada mostra que a genipina possui, entre outras, a função orgânica:

a) aldeído.
b) álcool.
c) cetona.
d) ácido carboxílico.
e) éter.

3) (UNESP SP/2015) O espectro solar que atinge a superfície terrestre é formado predominantemente por radiações ultravioletas (UV) (100 – 400 nm), radiações visíveis (400 – 800 nm) e radiações infravermelhas (acima de 800 nm). A faixa da radiação UV se divide em três regiões: UVA (320 a 400 nm), UVB (280 a 320 nm) e UVC (100 a 280 nm). Ao interagir com a pele humana, a radiação UV pode provocar reações fotoquímicas, que estimulam a produção de melanina, cuja manifestação é visível sob a forma de bronzeamento da pele, ou podem levar à produção de simples inflamações até graves queimaduras.

Um filtro solar eficiente deve reduzir o acúmulo de lesões induzidas pela radiação UV por meio da absorção das radiações solares, prevenindo assim uma possível queimadura. São apresentados a seguir as fórmulas estruturais, os nomes e os espectros de absorção de três filtros solares orgânicos.

Os filtros solares orgânicos absorvem apenas parte da radiação eletromagnética; dessa forma, deve-se fazer a combinação entre diferentes filtros a fim de se obter um bom protetor solar. Na formulação de um protetor solar, um fabricante necessita escolher um dentre os três filtros orgânicos apresentados cujo máximo de absorção ocorra na região do UVA. A molécula do filtro solar escolhido apresenta as funções orgânicas:

a) amina e ácido carboxílico.
b) cetona e éter.
c) amina e éster.
d) amida e éter.
e) cetona e álcool.

4) (UNIFOR CE/2015) Uma questão que vem sendo amplamente estudada e discutida no campo do abastecimento de água são as cianobactérias e as cianotoxinas. Cianotoxinas são toxinas produzidas por algumas espécies de cianobactérias em água doce ou salgada e podem ter efeitos hepatotóxicos (microcistina), neurotóxicos (anatoxina-a, e saxitoxina), citotóxicos (cilindrospermopsina) e dermatóxicos (lingbiatoxina). Abaixo apresenta-se a estrutura molecular de uma microcistina.

Assinale a alternativa que identifica os grupos funcionais presentes na molécula de microcistina.

a) Cetona, Éter, Amina e Éster.
b) Álcool, Éter, Amina e Cetona.
c) Tiol, Ácido Carboxílico, Éster e Amida.
d) Álcool, Ácido Carboxílico, Amina e Cetona.
e) Álcool, Ácido Carboxílico, Amina e Amida.

5) (EsPCEX/2015) O composto denominado comercialmente por Aspartame é comumente utilizado como adoçante artificial, na sua versão enantiomérica denominada S,S-aspartamo. A nomenclatura oficial do Aspartame especificada pela União Internacional de Química Pura e Aplicada (IUPAC) é ácido 3-amino-4-[(1-benzil-2-metóxi-2-oxoetil)amino]-4-oxobutanóico e sua estrutura química de função mista pode ser vista abaixo.


A fórmula molecular e as funções orgânicas que podem ser reconhecidas na estrutura do Aspartame são:

a) C14H16N2O4; álcool; ácido carboxílico; amida; éter.
b) C12H18N3O5; amina; álcool; cetona; éster.
c) C14H18N2O5; amina; ácido carboxílico; amida; éster.
d) C13H18N2O4; amida; ácido carboxílico; aldeído; éter.
e) C14H16N3O5; nitrocomposto; aldeído; amida; cetona.

6) (IME RJ/2015) A eritromicina é uma substância antibacteriana do grupo dos macrolídeos muito utilizada no tratamento de diversas infecções. Dada a estrutura da eritromicina abaixo, assinale a alternativa que corresponde às funções orgânicas presentes.

a) Álcool, nitrila, amida, ácido carboxílico.
b) Álcool, cetona, éter, aldeído, amina.
c) Amina, éter, éster, ácido carboxílico, álcool.
d) Éter, éster, cetona, amina, álcool.
e) Aldeído, éster, cetona, amida, éter.

7) (ENEM/2015) Uma forma de organização de um sistema biológico é a presença de sinais diversos utilizados pelos indivíduos para se comunicarem. No caso das abelhas da espécie Apis mellifera, os sinais utilizados podem ser feromônios. Para saírem e voltarem de suas colmeias, usam um feromônio que indica a trilha percorrida por elas (Composto A). Quando pressentem o perigo, expelem um feromônio de alarme (Composto B), que serve de sinal para um combate coletivo. O que diferencia cada um desses sinais utilizados pelas abelhas são as estruturas e funções orgânicas dos feromônios.

As funções orgânicas que caracterizam os feromônios de trilha e de alarme são, respectivamente,

a) álcool e éster.
b) aldeído e cetona.
c) éter e hidrocarboneto.
d) enol e ácido carboxílico.
e) ácido carboxílico e amida.

8) (PUC RJ/2014) A histamina é uma substância que pode ser encontrada no organismo humano, proveniente da descarboxilação da histidina, conforme representado a seguir.

Nas estruturas de histidina e histamina, estão presentes as funções orgânicas:

a) amida e amina.
b) aldeído e amina.
c) aldeído e amida.
d) ácido carboxílico e amina.
e) ácido carboxílico e amida.

9) (UFRGS RS/2014) Recentemente, cientistas sintetizaram um híbrido curcumin-talidomida. A estrutura desse híbrido está mostrada abaixo, em que a parte à esquerda da ligação em negrito vem do curcumin, e a parte à direita vem da talidomida. Essa combinação permitiu obter um composto muito mais eficaz contra células cancerosas que o curcumin ou a talidomida sozinhos, ou que uma mistura dos dois.

As funções orgânicas presentes na estrutura desse híbrido são:

a) hidroxila fenólica, éter e cetona.
b) amina, éster e hidroxila fenólica.
c) amida, éster e cetona.
d) amida, hidroxila fenólica e éster.
e) ácido carboxílico, amina e cetona.

10) (UNIUBE MG/2014) Antibiótico é o nome genérico dado a uma substância que tem a capacidade de interagir com microrganismos que causam infecções no organismo. Os antibióticos interferem com os microrganismos, matando-os ou inibindo seu metabolismo e/ou sua reprodução, permitindo ao sistema imunológico combatê-los com maior eficácia.

As tetraciclinas são um grupo de antibióticos usados no tratamento das infecções bacterianas. A terramicina, posteriormente denominada oxitetraciclina, é um antibiótico pertencente à classe das tetraciclinas, produzido pelo fungo Streptomyces rimosus, muito utilizado contra infecções. A fórmula estrutural desse composto está representada a seguir:

As principais funções orgânicas presentes no antibiótico terramicina e a fórmula molecular desse composto são:

a) Aldeído, álcool, amina, amida e éster; C22H24N2O8.
b) Cetona, álcool, amina, amida e éter; C22H28N2O8.
c) Aldeído, álcool, amina, amida e éter; C22H20N2O8.
d) Cetona, álcool, amina, amida e éster; C22H24N2O8.
e) Cetona, álcool, fenol, amina e amida; C22H24N2O8.

Respostas

1) Alternativa C.

2) Alternativa B.

3) Alternativa B.

4) Alternativa E.

5) Alternativa C.

6) Alternativa D.

7) Alternativa A.

8) Alternativa D.

9) Alternativa A.

10) Alternativa E.

PNLD 2018 | Química Ciscato – Pereira – Chemello  – Proti

A nova coleção valoriza a contextualização, a interdisciplinaridade e a experimentação como formas de conscientizar o aluno sobre a presença da Química no dia a dia. Por isso, os conteúdos tradicionais da disciplina são apresentados por meio de temas bastante significativos para a vida em sociedade, dando ao professor segurança e recursos para um ensino conectado com as expectativas dos alunos e as habilidades para o século XXI.

Confira abaixo mais sobre a coleção inscrita no PNLD 2018:

FLÚOR: VILÃO OU AMIGO DA SAÚDE BUCAL?

By | A Química e a vida | No Comments

Digite “flúor faz mal” no Google e veja quantas páginas sustentando a hipótese de que a adição de flúor no tratamento da água faz parte de uma conspiração governamental que tem como objetivo envenenar a população!

Sim, quantidades excessivas de flúor levam à fluorose (foto). Como diz o ditado, “a diferença entre o veneno e o remédio é a dose”. No entanto, uma vez obedecidos os valores de concentração de flúor na água definidos por lei, os cientistas acreditam que ele não só seja seguro, como essencial para que tenhamos dentes saudáveis. Ou não?

A fluorose é visível no esmalte dos dentes sob a forma de manchas brancas e, em casos mais severos, manchas castanhas; a perda do dente pode ocorrer em casos críticos.

Os antifluoracionistas – como são chamados aqueles que são contra o uso do flúor –, porém, crêem que o flúor no organismo, mesmo quando os padrões estabelecidos de segurança são cumpridos, possa causar doenças que vão de osteoporose a problemas neurológicos; segundo eles, o flúor seria – mesmo em mínimos e controlados teores – uma neurotoxina responsável por diminuir nosso quociente intelectual (QI). E mais: que a ação benéfica do flúor sobre o esmalte dos dentes simplesmente não existe. Então será que não há, de fato, comprovação científica de que o flúor age colaborando para uma boa saúde bucal?

A ação do flúor em números

Lá pelos idos da década de 1930, percebeu-se que a população de municípios abastecidos com água naturalmente fluoretada apresentava índices de cárie abaixo da média mundial. Assim, para combater as cáries, muitos países passaram a adicionar compostos de flúor na água destinada ao consumo pela população – processo denominado fluoretação.

Em 1945, o município de Grand Rapids, nos Estados Unidos, tornou-se pioneiro em fluoretação da água destinada à população, com redução comprovada de 50% de incidência de cáries! No Brasil, o processo de fluoretação iniciou-se em 1953, tornando-se obrigatório em 1974.

A Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (PNSB) de 2000, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), verificou que 45% do total de municípios brasileiros já adicionavam flúor à água de abastecimento público. Após oito anos, foi feita outra pesquisa e novos dados foram divulgados, conforme mostra a tabela a seguir.

Fonte: BRASIL. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Pesquisa Nacional de Saneamento Básico: 2008.
Rio de Janeiro: IBGE, 2010. p. 104. Disponível em:
<http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv45351.pdf>.

Existe um índice denominado CPO-D, que atua como indicador de saúde oral, sendo utilizado pelos estudiosos para calcular a média do número total de dentes permanentes cariados, perdidos por cárie e obturados (restaurados) em determinado grupo de indivíduos. Veja o gráfico abaixo que indica os valores de CPO-D em crianças de 12 anos nos anos de 2003 e 2012:

Fonte: BRASIL. Ministério da Saúde. Pesquisa Nacional de Saúde Bucal.
Brasília: Ministério da Saúde, 2010. p. 9. Disponível em:
<http://dab.saude.gov.br/cnsb/sbbrasil/arquivos/apresentacao_abbrasil_2010.pdf>

Sobre os autores

Luís Fernando Pereira

Luís Fernando Pereira

Professor e autor

Químico industrial formado e licenciado pela USP. Leciona no Curso Intergraus desde 1995. É o químico consultor do programa Bem Estar, da Rede Globo.

Emiliano Chemello

Emiliano Chemello

Professor e autor

Licenciado em Química e Mestre em Ciência e Engenharia de Materiais pela UCS. Professor de química no Ensino Médio e cursos Pré-Vestibulares.

Patrícia Proti

Patrícia Proti

Professora e autora

Bacharel e licenciada em Química pelo IQ-USP. Bolsista FAPESP de Iniciação Científica e Doutorado Direto com projetos desenvolvidos no Laboratório de Química de Peptídeos do IQ-USP. Atualmente leciona na Escola Móbile e no Cursinho Intergraus.

Note que cruzando as informações da tabela com as do gráfico acima, pode-se perceber que quanto maior a porcentagem de municípios que se utilizam de água fluoretada, menor o índice relacionado de CPO-D na região! Isso fica nítido nas regiões Sul e Sudeste. Mera coincidência? Percebe-se também que, com exceção da região Norte, houve um decréscimo nos índices CPO-D de cada região nos últimos anos – época em que também houve aumento do percentual de municípios (de 45% a 60%) que passaram a contar com água fluoretada!

Assim como nessa pequena amostra, há muitos outros estudos que apontam para essa relação entre água fluoretada e dentes saudáveis! É assim que se faz ciência: confirmando e reconfirmando hipóteses, até que se prove o contrário.

É importante que se diga, porém, que há realmente outras variáveis envolvidas nos índices de CPO-D. Altos índices também podem indicar: (a) condições socioeconômicas desfavoráveis; (b) dificuldade de acesso aos serviços odontológicos; (c) falta de conscientização e maus hábitos, como alto consumo de açúcares; (d) limitado acesso ao flúor, seja pela água, ou pelos cremes dentais. Então as conclusões apresentadas serão mesmo mera coincidência, ou haverá alguma comprovação científica da ação química positiva do flúor na saúde bucal?

Hidroxiapatita x fluorapatita

Para entender melhor como a cárie se forma, deve-se conhecer a constituição química do dente. Assim como nos ossos, a parte mais dura é resultado da combinação de um mineral com proteínas e água – trata-se do esmalte dos dentes, o material mais duro do corpo humano, feito quase que inteiramente de hidroxiapatita: Ca5(PO4)3OH. A mesma hidroxiapatita está presente na dentina, camada localizada logo abaixo do esmalte, mas bem mais mole, apresentando 70% desse mineral – o esmalte tem cerca de 96%!

A saliva tem um pH médio de 6,6  e conta com um sistema autorregulador de pH, chamado sistema tampão, que age no sentido de reverter rapidamente as variações de acidez que podem eventualmente ocorrer. Isso é importante, pois pequenas quantidades de hidroxiapatita se dissolvem na saliva (desmineralização), fenômeno que é intensificado quando o pH bucal fica algum tempo abaixo de 5,5 – considerado o valor crítico -, o que acaba por enfraquecer os dentes. Observe como varia, na média, o pH bucal ao longo do dia:

Fonte: MARSH, P. D.; MARTIN, M. V. Oral microbiology. Tradução dos autores.
5. ed. London: Elsevier, 2009. p. 12.

Pois bem, muitos estudos indicam que o flúor aumenta a resistência do esmalte dos dentes a essa acidez bucal detectada após as refeições – daí sua importância! Para entender como isso ocorre, observe a representação para o equilíbrio químico de dissolução da hidroxiapatita sólida na saliva pelo processo de desmineralização.

A acidez gerada pelo consumo de carboidratos fermentáveis nas refeições resulta na reação dos íons OH­(aq) com íons H+(aq), deslocando o equilíbrio no sentido da desmineralização. É aí que entra o flúor. Durante muito tempo, acreditou-se que os íons fluoreto (F) substituíam os íons OH na estrutura da hidroxiapatita formando a fluorapatita, o que aumentaria a resistência dos dentes à acidez. A maioria dos livros didáticos, inclusive, reproduz essa informação que, hoje se sabe, não é totalmente verdadeira.

Segundo estudos publicados pelo Ministério da Saúde no “Guia de recomendações para o uso de fluoretos no Brasil” o que realmente ocorre está descrito a seguir. Veja que interessante!

Como age o flúor?

A cárie dentária é decorrente do acúmulo de bactérias sobre os dentes e da exposição frequente aos açúcares fermentáveis. Assim, toda vez que açúcar é ingerido, as bactérias presentes na placa (biofilme) dental produzem ácidos que desmineralizam (dissolvem) a estrutura mineral dos dentes durante o tempo que o pH fica baixo (<6,7 para dentina e <5,5 para esmalte). Após certo tempo de exposição ao açúcar, o pH se eleva a valores acima dos críticos para o esmalte-dentina e a saliva tende a repor os minerais dissolvidos, por meio de um fenômeno denominado remineralização.

Como os minerais da estrutura do esmalte-dentina são dissolvidos por ácidos e o mineral fluorapatita é menos solúvel do que a hidroxiapatita, acreditava-se no passado que, uma vez incorporada à estrutura dentária, a fluorapatita tornaria o dente menos solúvel aos ácidos produzidos no biofilme (placa) dental. No entanto, a concentração […] encontrada no esmalte formado quando da exposição ao flúor não chega a ter 10% de fluorapatita, valor que não diminui significantemente a solubilidade do dente aos ácidos de origem bacteriana. Assim, o flúor incorporado sistemicamente no mineral dental tem um efeito muito limitado no controle da cárie.

Contudo, sendo a fluorapatita um mineral menos solúvel, ela tem maior tendência de se precipitar no esmalte e dentina do que a hidroxiapatita durante os fenômenos de desmineralização e remineralização. Dessa forma, mesmo que a queda de pH gerada no biofilme dental pela exposição aos carboidratos favoreça a dissolução da hidroxiapatita, havendo íon flúor presente no meio ambiente bucal […], a fluorapatita ainda terá a tendência de se precipitar. Consequentemente, numa certa faixa de pH, haverá dissolução de hidroxiapatita e, concomitante, precipitação de fluorapatita, contrabalanceando a perda mineral líquida da estrutura dental e, consequentemente, retardando o desenvolvimento de lesões de cárie.

Assim, 5,5 deve ser considerado o pH crítico para o esmalte de um indivíduo ou população não exposta diariamente a nenhuma das formas de fluoretos. Quando exposto ao flúor, o pH crítico cai para 4,5 e, assim, entre esse valor e 5,5, ao mesmo tempo em que o dente perde minerais […], uma certa quantidade dos íons cálcios e fosfatos dissolvidos retornam ao dente na forma de fluorapatita. O resultado líquido desse fenômeno físico-químico da simples presença de flúor no meio é uma redução da desmineralização do esmalte-dentina.

Adicionalmente, quando o pH do biofilme retorna à neutralidade, o flúor presente no meio ativa a capacidade remineralizante da saliva e o esmalte-dentina tem uma maior reparação dos minerais perdidos que teriam na ausência de flúor, ou seja, há uma potencialização do efeito remineralizador da saliva. […]

Todos os métodos preventivos baseados na utilização de flúor promovem aumento de sua concentração na cavidade bucal para interferir no processo de desmineralização e remineralização, independentemente da forma de utilização […]. Assim, quando ingerimos água fluoretada ou comemos alimentos preparados com água fluoretada, além do aumento transitório da concentração de flúor salivar, o flúor ingerido é absorvido e, do sangue, retorna à cavidade bucal pela secreção salivar. Desse modo, indivíduos que bebem regularmente água fluoretada terão uma concentração de flúor na saliva ligeiramente elevada em relação àqueles que não ingerem, o que confere eficácia a esse meio de utilização de flúor. […]

Na ausência de água fluoretada, recomenda-se o uso regular de dentifrício fluoretado em conjunto com uma forma de uso tópico (bochecho, gel ou verniz). A opção pelo uso do método tópico adicional deve levar em consideração aspectos operacionais e de custos, já que a eficácia desses métodos é semelhante. De maneira geral, a eficiência (custo– benefício) do gel fluoretado é maior que a dos bochechos e verniz, apresentando eficácia e efetividade semelhantes. Considerando ainda os efeitos inconvenientes da exposição a teores inadequados de flúor, […] seus efeitos adversos e à fluorose dentária.

Fonte: Guia de recomendação para o uso de fluoretos no Brasil. Ministério da Saúde. Brasília: 2009. p. 11, 12,13 e 36. (http://cfo.org.br/wp-content/uploads/2010/02/livro_guia_fluoretos.pdf)

É fato que a ciência é mutável e um olhar crítico sempre se faz necessário! Neste artigo, porém, foram expostas conclusões que se mostraram verdadeiras em repetidos estudos, feitos ao longo de muitas décadas por vários profissionais gabaritados. Eles confirmam que o uso do flúor – é importante que se frise: em dosagens que obedecem aos valores estipulados por lei –, ao que tudo indica, seja bastante seguro. Até prova em contrário, eu vou continuar tomando minha água fluoretada e usando cremes dentais com flúor. E você?!

Perguntas

1-) Avalie as informações abaixo segundo as informações contidas no texto:

I. O pH crítico para a desmineralização tanto da dentina quanto do esmalte é o mesmo, visto que ambos são constituídos de hidroxiapatita.
II. A ação do flúor é basicamente mudar integralmente a constituição química do esmalte dos dentes de hidroxiapatita para fluorapatita, material menos solúvel em meio ácido.
III. A presença do flúor no meio bucal é importante, pois a fluorapatita é menos solúvel que a hidroxiapatita. Em pH = 5,5, enquanto a segundo se dissolve, a primeira mineraliza fluorapatita sólida, diminuindo a erosão do esmalte.
IV. Outra ação benéfica do flúor é que, mesmo quando o pH bucal volta aos seus valores originais, mais próximos da neutralidade, como a fluorapatita é menos solúvel tem-se uma potencialização da ação remineralizadora que refaz o esmalte dentário.
V. A fluorose é em todos os casos uma doença meramente estética.

São verdadeiras somente as afirmações:
a) I e II.                     b) I, III e V.             c) II e III.                  d) III e IV.                e) III e IV e V.

2-) Os antifluoracionistas alegam que há comprovação de que a ação do flúor na saúde bucal é nula, o que poderia ser evidenciado por dados como os trazidos pelo gráfico a seguir:

Fonte: UNIVERSIDADE DE MALMÖ. Country oral health profiles: WHO regions.

Essa alegação, contudo, não é necessariamente verdadeira. Que hipótese pode ser levantada para explicar a variação nos índices CPO-D em países como Itália e Japão, que não adicionam compostos com flúor à água, conforme observado no gráfico?

3-) É comum que os dentistas recomendem bochechos com solução de hidrogenocarbonato de sódio, principalmente para as pessoas que têm altos índices de cáries. O que se pode inferir sobre o caráter ácido-básico desse sal? Explique.

Respostas

1-) Alternativa D.

I. Falsa. O Esmalte tem maio teor de hidroxiapatita, sendo mais resistente ao ataque ácido.
II. Falsa. O flúor substitui apenas uma pequena fração de íons OH, transformando somente uma parte da hidroxiapatita em fluorapatita.
III. Verdadeira.
IV. Verdadeira.
V. Falsa. A fluorose pode até ocasionar perda do dente afetado.

2-) O gráfico mostra, desde os anos de 1970 até 2010, uma queda no índice de cáries tanto em países que utilizam água fluoretada como naqueles que não fazem uso desse serviço, o que pode indicar que quando a população é consciente da necessidade da preservação da boa saúde bucal e tem acesso aos materiais necessários para tal (são países de primeiro mundo), – como as próprias pastas de dentes fluoretadas! – a importância da fluoretação da água aparentemente se torna menor.

3-) Se a acidez prejudica o esmalte dos dentes, pode-se inferir que o bicarbonato de sódio aja no sentido de diminuí-la, isto é, deva ter caráter básico.

PNLD 2018 | Química Ciscato – Pereira – Chemello  – Proti

A nova coleção valoriza a contextualização, a interdisciplinaridade e a experimentação como formas de conscientizar o aluno sobre a presença da Química no dia a dia. Por isso, os conteúdos tradicionais da disciplina são apresentados por meio de temas bastante significativos para a vida em sociedade, dando ao professor segurança e recursos para um ensino conectado com as expectativas dos alunos e as habilidades para o século XXI.

Confira abaixo mais sobre a coleção inscrita no PNLD 2018:

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

A Química e a conservação dos dentes: http://qnesc.sbq.org.br/online/qnesc13/v13a01.pdf

Condições de saúde bucal da população brasileira – http://cfo.org.br/wp-content/uploads/2009/10/04_0347_M.pdf

70 anos de fluoretação da água de abastecimento público requer debate – http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?pid=S0009-67252015000200004&script=sci_arttext

Marsh, P.D; Martin, M.V. Oral Microbiology. 5 ed. London: Elsevier Limited, 2009. p. 12 –http://www.m5zn.com/newuploads/2012/12/22/pdf/m5zn_777cba05b27aae3.pdf

Condições dentárias entre adultos brasileiros de 1986 a 2010 – http://www.scielo.br/pdf/rsp/v47s3/0034-8910-rsp-47-supl3-00069.pdf

Guia de recomendação para o uso de fluoretos no Brasil. Ministério da Saúde. Brasília: 2009. p. 11, 12,13 e 36. (http://cfo.org.br/wp-content/uploads/2010/02/livro_guia_fluoretos.pdf)