Oito passos para inserir ferramentas digitais dentro da sua sala de aula

Estamos acostumados a conviver com ferramentas digitais em atividades rotineiras, como usar o aplicativo do banco para realizar alguma transação, responder alguma mensagem pelo Messenger e até incorporar ao nosso trabalho ferramentas como o WhatsApp ao participar de grupo pedagógico para discutir atividades, planejamento ou trocando experiências docentes.

Recentemente tivemos aprovada a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), onde não se especifica a ferramenta digital a ser usada mas, recomenda-se o uso delas em todas as áreas do conhecimento. No entanto, é necessário vencer algumas barreiras, como ausências de infraestrutura, conectividade e formação docente. Muitos professores que converso sentem dificuldades em lidar com programas e ferramentas pois só tiveram o primeiro contato com elas em sua fase adulta, bem diferente de nossos estudantes, que já nasceram na era tecnológica e estão familiarizados com elas.

Um estudo recente realizado pelo Todos pela Educação, em parceria com Instituto Natura, Itaú BBA, Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Fundação Telefônica Vivo ouviu o que pensam os professores sobre o uso da tecnologia em sala de aula e, apesar das dificuldades (recursos e infraestrutura), foram congruentes em afirmar que as ferramentas digitais contribuem para o processo de ensino e aprendizagem e que, para avançar, é necessário que as políticas públicas priorizem:

Compartilho desses desafios e acredito que estes pontos são os entraves para que as ferramentas digitais sejam incluídas na rotina escolar.

Mesmo diante dessas dificuldades acredito que é possível incluir recursos digitais às aulas, estreitando laços entre professores e estudantes, em busca do desenvolvimento de autonomia, criticidade, colaboração e empatia no processo de conhecimento e a seguir enumero oitos passos.

Sobre a autora do post

Débora Garofalo

Débora Garofalo

Colunista

Formada em Letras e Pedagogia, pós-graduada em Língua Portuguesa pela Unicamp e mestranda em Educação pela PUC de SP. É professora de Tecnologias, trabalha com Cultura Digital, Robótica com sucata/livre, programação e animações; e implementação em tecnologias em Escolas Públicas.

Conheça: Compreenda recursos e softwares que podem ser incorporados ao planejamento e ao currículo.  Ferramentas de colaboração como: Google Drive e Google sala de aula são gerenciadores que permitem trabalhar de forma colaborativa, permitindo que os estudantes possam ao mesmo tempo visualizar, comentar e participar da elaboração de conteúdo, inclusive pelo celular, onde a partir dessas ferramentas é possível realizar pesquisar, criar textos multimodais, aplicar avaliações, tornando as aulas atrativas e dinâmicas.
Explore: Muitas ferramentas permitem novas formas de realizar uma prática pedagógica e explorar habilidades e competências como a empatia e a colaboração. Produções de vídeos, fotos, vlogs, podcasts, são ferramentas que podem ser acessadas pelo celular e computador de forma offline e enriquecem as aulas. Uma aula pode ganhar pela vivencia de uma apresentação em vídeo e ou fotos criadas e produzidas pelos estudantes.
Planeje: Realize atividades que a experimentação da aprendizagem esteja presente, valorizando atividades que tire o aluno da passividade e o traga para o centro do processo da aprendizagem onde o professor é mediador. Que tal criar um espaço maker, com materiais reutilizáveis? Ao estabelecer espaços colaborativos dentro da sala de aula, o aluno pode inventar, criar e usar recursos diferentes para a resolução de problemas.
Insira: O foco da educação está no desenvolvimento de competências e habilidades, como empatia, colaboração e competências socioemocionais. Aproveite para realizar atividades com as redes sociais, estendo o aprendizado para além da sala de aula e tornando o ensino mais personalizado. Edmodo, Blogger, Twitter e Instagram são redes que permitem interação, personalização e possibilidade de desenvolver conteúdos que expressem vivência onde os alunos possam se expressar dentro de uma relação dialógica.
Incentive:  Incorpore as ferramentas de pesquisa em suas aulas. Os estudantes necessitam de orientação em relação ao uso, como símbolos e palavras chaves, indique bibliografias e sites úteis para que desenvolvam trabalhos com informações e confiabilidade. Um bom caminho para começar é abordar a questão do Cyberbullying e Segurança da Internet.
Crie: Estimule o contato com programas autorais e colaborativos, bons exemplos, são Movie MakerAudacity e Gimp  que permitem realizar diversos tipos de trabalho, além de serem gratuitos.
Estimule: Que tal trazer o imaginário para a sala de aula? O Scratch é um programa livre e gratuito que permite a produção de games, animações e programação, estimulando o raciocínio logico e que pode ser utilizado offline.
Compartilhe: Proporcione momentos para compartilhar as atividades produzidas, incentivando os estudantes a produzir seus próprios textos, histórias, vídeos, entre outros em formatos distintos, postar e disponibilizar em muitas das ferramentas apresentadas aqui, sendo uma oportunidade de conversar sobre crédito e referências de autores e fontes pesquisadas.

Ao inserir as ferramentas digitais em suas aulas, o professor está inovando e possibilitando aos alunos criar e inventar por meio de experimentação, oferecendo a oportunidade de serem protagonistas, autorais e construtores da sua própria aprendizagem.

E você professor, como costuma inserir ferramentas digitais em suas aulas?

Um abraço,

Débora

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