Boa tarde, pessoal
Receber uma das belas estatuetas do Oscar é, sem dúvida, a maior realização de um ator da indústria cinematográfica. Mas para quem não sabe essa história teve início em 16 de maio de 1929, quando aconteceu a primeira entrega das estatuetas banhadas a ouro como prêmios concedidos pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood.
Isso mesmo. Desde 1929, as pequenas estatuetas tornaram-se desejadas por todos os profissionais da dramaturgia. A cerimônia de entrega do prêmio é um dos espetáculos de maior audiência no mundo todo, reunindo celebridades, críticos e muito talento.
Que tal conhecermos um pouco mais dessa história?
A primeira apresentação
A primeira apresentação dos prêmios aconteceu em 16 de maio de 1929, no Hotel Roosevelt, em Hollywood. Na ocasião, foram premiadas 11 obras realizadas entre 1927 e 1928. Atualmente, celebra-se entre 23 e 25 filmes, divididos em categorias com um único vencedor. Todavia, anualmente, as categorias variam de acordo com o desenvolvimento da indústria cinematográfica – como aconteceu em 2002, com a criação da categoria Animação.
Outra diferença diz respeito ao número de indicados nas categorias. Nas primeiras versões da premiação a escolha dos finalistas era realizada por um comitê de 20 pessoas – que não tinham nada a ver com a Academia. Depois, por sorteio, cinco delas definiam os vencedores. A mudança aconteceu em 1931, quando Mary Pickford foi acusada de ter sido ajudada pelos juízes. A partir de então, as escolhas dos vencedores eram realizadas por membros da Academia.
Nos seis primeiros anos do Oscar, os prêmios eram por temporada, como acontece hoje nas premiações de TV. A partir de 34, o critério passou a ser o ano: só concorriam os filmes lançados de 1º de janeiro até 31 de dezembro. Concorrem os filmes de longa-metragem em inglês ou com legendas em inglês, qualquer que seja seu país de origem, desde que tenham sido exibidos em 35 milímetros, com entrada paga, em um cinema da área de Los Angeles, durante o ano, e essa exibição tenha sido de, no mínimo, uma semana.
“And the Oscars goes to…”
Quando falamos em Oscar, todo mundo se lembra da estatueta dourada de um homem nu em cima de um rolo de filme segurando uma espada. Mas no começo de tudo o Oscar, não era Oscar. Ou melhor não tinha esse nome e não se parecia em nada com a versão atual. A obra de arte foi criada por Cedric Gibbons, diretor de arte da Metro, e esculpida por George Stanley. Quanto ao nome Oscar, há três versões e três pessoas que se dizem responsáveis pelo apelido: Bette Davis, a bibliotecária Margaret Herrick e o colunista Sidney Skolsky. Bette Davis apelidou o prêmio de Oscar porque ele se parecia com as costas de Harmon Oscar Nelson, seu marido na época. Já a bibliotecária Margaret, mais tarde secretária executiva da Academia, teria dito que a estatueta se parecia com seu tio Oscar. E o famoso colunista de Hollywood Sidney Skolsky diz que foi ele quem inventou o nome porque estava cansado de se referir ao prêmio como estatueta. O fato é que o apelido pegou.

Critérios de seleção
Com tantas boas opções de filmes, não é uma missão simples escolher os vencedores do Oscar. O critério de seleção é bastante burocrático e envolve quase 5 mil pessoas. A Price Waterhouse, entidade de regulamenta e fiscaliza a premiação, organiza a votação com todos os integrantes da Academia (atores e atrizes, produtores, diretores, roteiristas, cenógrafos, montadores, fotógrafos, músicos, maquiadores).
Com base nos votos, os cinco mais agraciados recebem a indicação da Academia e passam por um novo processo de votação entre todos os membros. Desta vez, a Academia pede que as cédulas com os votos sejam devolvidas à Academia sem identificação do remetente. Com as opiniões em mãos, cabe a um computador ler todos os votos e colocar os vencedores em um envelope lacrado, que é lido somente na noite da premiação.
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Pessoal, boa tarde.

Leão XIII
Em 15 de maio de 1891, o Papa Leão XIII publicava a encíclica Rerum Novarum, que definia a doutrina social da Igreja Católica. Nesse documento, o Papa defendia direitos dos trabalhadores, definia o trabalho como a atividade destinada a obter recursos para suprir necessidades que garantem a sobrevivência do indivíduo e decretava o direito à propriedade privada. Até então, a Igreja Católica jamais havia se manifestado em relação aos novos quadros de trabalho oriundos da Revolução Industrial e ao surgimento de empresas. Que tal entendermos um pouco mais sobre o contexto em que a Encíclica Rerum Novarum foi publicada?
Contexto histórico
O primeiro ponto fundamental é contextualizar as transformações do século XIX. As potências europeias estavam fervilhando: guerras por territórios, revoluções civis (Revolução Francesa)e tecnológicas (Revolução Industrial). Junte a isso a evolução das pesquisas bélicas, a medicina e outras áreas do conhecimento humano que cresciam pouco a pouco. Este cenário foi fundamental para a expansão da vida urbana e a instalação das primeiras fábricas operárias.
O liberalismo passou a comandar as relações econômicas do mundo. A mão-de-obra precisou se adequar à vida na cidade e aos novos empregos para se manter viva. Mudaram-se os cargos, mudaram-se os salários. O grande problema era que todas essas mudanças não tinham regulamentações específicas.

A maioria das fábricas definia o pagamento de seus funcionários de acordo com leis de mercado, que, muitas vezes, não tinham pé nem cabeça. Para lutar pelos direitos trabalhistas, começaram a surgir os sindicatos, as greves e a concentração de renda nas mãos dos grandes proprietários.
Em meio às mudanças, a Igreja Católica começa a perceber um processo de desintegração dos laços familiares e a busca por motivos racionais às coisas que antes eram depositadas a Deus. Temeroso, o Papa decide publicar a Encíclica Rerum Novarum em prol dos trabalhadores que estão, em sua maioria, entregues à boa vontade – quase inexistente – de seus patrões.
A Encíclica
No documento, o Papa Leão XIII defende o pagamento de salários adequados aos operários. Além disso, critica a forma como os patrões tratavam os funcionários, obrigando-os a jornadas de trabalho absurdas sem remuneração. A questão do tempo de trabalho dos empregados é discutida e são estabelecidos limites à exploração da mão de obra. E, no fim, propõe que as relações de trabalho sejam baseadas na justiça.
Outro ponto citado pelo pontifício foi a definição de perfis de trabalho, já que alguns trabalhos não podiam ser exercidos por mulheres ou crianças. O Papa afirma também que os salários devem ser acordados para que sejam suficientes para assegurar a subsistência do empregado (caso o contrário ele deve recorrer às corporações ou sindicatos para pedir auxílio).
O trabalho é pessoal e intransferível. Os operários possuem alguns deveres e obrigações para com os seus empregadores como: não devem lesar o seu patrão nem seus bens e suas reivindicações devem ser isentas de violência. A maioria dos operários gostaria de melhorar sua condição por meios honestos, porém eles são incentivados pelos agitadores que possuem idéias de invasão do direito alheio sob o pretexto da igualdade. É função do Estado reprimir essa minoria e preservar os bons operários do perigo da sedução. De acordo com a visão leonina, o Estado deve garantir os direitos das classes mais baixas já que, os ricos possuem certa “proteção” dada pela sua riqueza.
Leão XIII também define o papel do Estado como um regulamentar entre todas as partes. Assim, cabe ao governo do país garantir que patrões e empregados estejam em comum acordo, evitando greves, manifestações, violência e abusos. No caso da propriedade privada, O Estado não pode suprimi-la, uma vez que sua existência é uma lei que emana da natureza. A desigualdade das condições nasce espontaneamente, a própria natureza estabelece múltiplas diferenças entre os homens, portanto o desejo socialista de elevar todos ao mesmo nível, instituindo uma propriedade coletiva, é contra essa natureza.
Por conta de todas as ideias expressadas pelo documento, não podemos afirmar que a Igreja Católica se posicionava contra o liberalismo. Ao contrário, em todos os momentos, Leão XIII estabelece paralelos que apoiam a ascensão social e a diferença entre os homens – ideologia oposta ao marxismo ou ao socialismo. Em suma, o direito à propriedade privada é sinônimo de direito da garantia da independência social. Mesmo condenando o socialismo, a Igreja incentivou a união dos trabalhadores através da formação de corporações e mais, também apóia a integração destes com os seus patrões por meio de todas as obras capazes de aliviar eficazmente a indigência e de operar uma aproximação entre as duas classes.
Saiba mais
Selecionamos alguns filmes que têm como pano de fundo a Revolução Industrial e a situação dos trabalhadores das grandes fábricas
Germinal – 1993
Direção: Claude Berri
País: Bélgica, Itália, França
Gênero: Drama
Duração 170 min. / cor
Título Original: Germinal
Sinopse: O filme retrata o processo de gestação e maturação de movimentos grevistas e de uma atitude mais ofensiva por parte dos trabalhadores das minas de carvão do século 19 na França em relação à exploração de seus patrões.
Oliver Twist – 2004
Direção: Roman Polanski
País: República Tcheca, Itália, França, Reino Unido
Gênero: Drama
Duração 170 min. / cor
Título Original: Oliver Twist
Sinopse: Oliver Twist (Barney Clark) é um órfão entre as centenas que sofrem com a fome e o trabalho escravo na Inglaterra vitoriana. Vendido para um coveiro, ele sofre com a crueldade da família deste e acaba fugindo para Londres. Lá ele é recolhido das ruas por Artful Dodger (Harry Eden), um ladrão que o leva até Fagin (Ben Kingsley), um velho que comanda um exército de prostitutas e pequenos marginais. Quando Oliver conhece um bondoso homem em quem finalmente enxerga um possível pai, Fagin teme que ele denuncie seu esquema. Para evitar isso Fagin planeja um assalto à casa do rico Sr. Brownlow (Edward Hardwicke), o pai desejado por Oliver.
Bom dia, amigos!!!
A Editora Moderna parabeniza e agradece a todas as mães do Brasil.
Obrigada pelo amor e carinho dedicados a todos nós, filhos, maridos e amigos!
Os braços de uma mãe são feitos de ternura e os filhos dormem profundamente neles.
(Victor Hugo)
Boa tarde, pessoal. Vocês já repararam quantas tecnologias de televisão e monitores que nós temos disponíveis no mercado? São tantas opções que perdemos as contas, não é mesmo? Realmente, na última década, a evolução tecnológica fez com que as televisões saíssem dos antigos tubos catódicos para a alta definição de som e imagem, com estruturas [...]
Pessoal, bom dia. Acabou de sair do forno a segunda edição da Educatrix, a revista que pensa a educação. A revista está recheada de matérias deliciosas sobre tendências educacionais, dicas e planos de aula para trabalhar em sala de aula, além de informações pedagógicas para os educadores ficarem antenados sobre a prática docente. Já na matéria de [...]






