Como dar um feedback aos alunos?

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Já conversamos bastante aqui no Redes Moderna sobre avaliação formativa. E hoje, gostaria de aprofundar um dos aspectos mais importantes desse tipo de verificação: o feedback. Isto é, o retorno que o professor dá ao aluno sobre o seu desempenho, que pode ser verbal, escrito ou até gestual.

Fornecer feedbacks de qualidade para os alunos é a chave para obter melhores resultados, afinal, esse recurso tem o objetivo de ressaltar as diferenças entre o desempenho esperado e o real, de modo a incentivar mudanças no processo de aprendizagem. E quando essas mudanças ocorrem, então a aprendizagem foi significativa – e é isso que todos queremos!

Feedback

Enganam-se aqueles que pensam que o feedback serve apenas para apontar aspectos negativos para os alunos. Esse momento pode muito bem ser utilizado para ressaltar pontos em que o aluno superou uma dificuldade, encontrou um caminho diferente do esperado para resolver uma situação-problema, ou ainda, por mais que os objetivos esperados ainda não tenham sido alcançados, destacar o esforço, a dedicação e a criatividade colocados no processo.

Juliana Miranda é gerente de Avaliação da Avalia Educacional e nossa parceira para o tema Avaliação

Vamos tratar sobre alguns aspectos e técnicas do feedback:

1. FÓRMULA: FEEDBACK = ELOGIO + CORREÇÃO + PLANO DE AÇÃO

Um feedback tem que ser educativo por natureza. Significa, portanto, que os estudantes precisam receber uma explicação sobre o que estão fazendo corretamente e o que precisam melhorar, e, mais do que isso, como ele deve fazer para melhorar. É mais produtivo e motivador quando ao aluno são fornecidas explicações e exemplos sobre o seu trabalho. Por isso, uma modelagem interessante do feedback é estrutura-lo a partir da fórmula “elogio + correção + plano de ação.

2. FAÇA ELOGIOS REALISTAS

O feedback envolve elogios, mas estes são sempre realistas e com exemplos claros. Para isso, mais do que foi coletado pelos diferentes instrumentos de avaliação utilizados, a observação do aluno em sala de aula é essencial. Os comentário e sugestões nesse momento, portanto, devem ser práticos para que o aluno entenda o potencial que tem em si.

3. FEEDBACK DEVE SER DADO RAPIDAMENTE

É importante não demorar muito para dar um feedback. Ao dar uma resposta rápida, os alunos têm chance maior de relacionarem a informação dada com a experiência da atividade que fizeram, e o professor, por sua vez, terá mais chance de adequar seu planejamento de aula sem interromper completamente um outro projeto já iniciado.

4. CONSIDERE AS DIFERENTES FORMAS DE APRENDER DOS ALUNOS

As salas de aula são caracterizadas pela diversidade de alunos que aprendem de diferentes maneiras. Assim, o plano de ação exposto no feedback que conterá o que deverá ser feito para que o aluno avance em seu processo de aprendizagem também deve considerar esses diferentes estilos.

5. REALIZE MOMENTOS DE ATENDIMENTO INDIVIDUAL

Momentos de atendimento individual são úteis principalmente para aqueles alunos que precisam de mais ajuda, pois estabelece uma relação de confiança e as correções de rota podem ser tratadas mais profundamente em uma conversa.

6. PEÇA PARA OS ALUNOS TOMAREM NOTA NOS MOMENTOS DE FEEDBACK

Pedir aos alunos para anotarem o que é tratado em um momento de feedback ajudará com que eles se lembrem dos planos de ação propostos e, além disso, poderão perceber quando alguma questão apontada como incorreta for superada ao longo do tempo.

7. O FEEDBACK PODE SER VERBAL, POR ESCRITO OU GESTUAL

Quem dá um feedback precisa ter muito cuidado com a seleção de suas palavras e gestos. Uma postura muito negativa ou inúmeras críticas vazias de exemplos podem levar a perder todo o processo de avaliação iniciado, pois estabelecerá com os alunos uma relação de combate, não de confiança.

E vocês, como costumam dar o feedback para seus alunos?

Escrito por Juliana Miranda

Bacharel em Ciências Sociais/USP e mestre em Educação/PUC-SP e gerente de Avaliação da Avalia Educacional

Referências bibliográficas:

ZEFERINO, Angélica Maria Bicudo; DOMINGUES, Rosângela Curvo Leite; AMARAL, Eliana. Feedback como estratégia de aprendizado no ensino médico. Rev. bras. educ. med.,  Rio de Janeiro ,  v. 31, n. 2, p. 176-179,  Aug.  2007 .

Vamos começar do começo – identificando as emoções

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Estudos atuais das Neurociências apontam que, para o pleno desenvolvimento da criança, nos diferentes ambientes pelos quais circula, além das competências cognitivas, devem ser trabalhadas também as competências socioemocionais. Já escrevi sobre a importância das socioemocionais aqui e também escrevi a matéria “A Ponte para o Sempre”, na Educatrix. Assim como os adultos, as crianças lidam diariamente com muitas emoções. Sentem raiva, alegria, tristeza, medo e, claro, reagem a essas emoções. Muitas vezes, de forma desajeitada, pois ainda não conseguem ter o autocontrole. Portanto, os gritos, a euforia e as reações extremas são a tangibilização das emoções na forma de comportamento.

Saber identificar as emoções, reconhecê-las, entendê-las e comunicá-las é um passo importante no desenvolvimento das competências socioemocionais. Diria, inclusive, que, além de ser o primeiro passo, é fundamental para o desenvolvimento integral da criança e sua capacidade de se autorregular e se relacionar com os outros e com a sociedade. Como as emoções interferem em suas vidas, as reações a elas não somente a influenciam, mas também influenciam a reação dos outros. Ao identificar as emoções, as crianças conseguem se relacionar com elas mesmas e começam a se entender melhor. Seria, então, a iniciação do autoconhecimento.

O papel dos adultos é fundamental nesse processo de aprendizagem. A alfabetização emocional exige dos pais, professores e adultos que convivem com as crianças o auxílio para que elas possam expressam seus sentimentos. O diálogo é a mais poderosa ferramenta:

OUVIR O ALUNO

ACEITAR SEUS SENTIMENTOS

AJUDÁ-LA A ENTENDER QUE O QUE ESTÁ ACONTECENDO É PARTE DESSE PROCESSO.

Educação para a vida

Tonia Casarin é mestre em Educação pelo Teachers College Columbia University.

Por sua vez, na avaliação do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) de 2014, que enfatizou a verificação da competência matemática, a nota média dos meninos foi 440, enquanto das meninas, 418.

Para ouvir os alunos, é imprescindível criar espaços de troca e oportunidades durante as interações para que eles expressem suas emoções. Por exemplo, perguntar um momento em que ele sentiu medo e aproveitar para dividir com ele um momento que você também sentiu medo, é fundamental para construir uma relação de confiança e de não julgamento com os alunos. Isso permite não somente um amadurecimento mais efetivo dos alunos, mas também da relação.

Utilizar o exemplo da emoção e perguntar, por exemplo, em um livro que ele leu, o que o personagem principal sentiu, pode ser bem-sucedido caso o aluno resista a falar de suas próprias emoções. Mais fundamental ainda é focar em aspectos positivos das emoções, como o princípio da Psicologia Positiva. Conversar e trocar sentimentos positivos ajuda a construir autoestima e proporciona uma validação do adulto, cuja consequência é a troca mais tranquila e natural sobre as emoções.

Aceitar os sentimentos dos alunos nem sempre é uma tarefa fácil, principalmente quando estão fazendo birra. Porém, aceitar que a birra é uma forma que ele tem de expressar o sentimento é o ponto de partida. Expressar claramente que o aluno deve estar se sentindo frustrado, ou triste, por exemplo, é uma forma de apoiá-lo. Biologicamente, o cérebro da criança não está pronto ainda para controlar suas emoções. Portanto, ela precisa do adulto como guia para mostrar a ela e ensiná-la novas maneiras de se expressar. Oferecer um abraço é a forma mais afetiva de um adulto mostrar à criança que está com ela e a apoia.

Os dois primeiros passos ajudam os alunos a entenderem suas emoções e a comunicá-las de forma assertiva. Os adultos têm papel fundamental na tradução das reações em sentimentos e emoções. Portanto, estruturar o que fez o aluno reagir de determinada forma e o que ele possivelmente sentiu é primordial no desenvolvimento emocional infantil. Encorajar os alunos a comunicar de forma assertiva e eficiente suas emoções é estrutural para desenvolver suas competências emocionais.

Portanto, ao reconhecer as emoções e comunicá-las, os alunos estarão mais prontos para decidir melhores formas de se expressar. Assim, decidir que estratégias vão utilizar para lidar com suas emoções é parte de um processo ao longo de sua vida, cujo exemplo dos adultos ao seu redor é peça-chave.

>> Recomendo o livro “Tenho Monstros na Barriga” para apoiar nesse processo de identificação das emoções, disponível para venda em www.tenhomonstrosnabarriga.com.br

MAPAS CONCEITUAIS: um caminho para um aprendizado eficiente

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Diversas estratégias didáticas auxiliam o professor a exercitar o pensamento dos alunos para que eles compreendam os conteúdos por completo e sejam capazes de elaborar suas próprias conclusões. Uma delas é a construção de mapas conceituais. Essa ferramenta propõe um modo organizado de expressar relações entre fatos, conceitos e princípios da disciplina, de maneira visual e hierarquizada. Assim, o aluno é levado a construir uma rede de significados sobre determinado tema. Os mapas conceituais também podem ser utilizados pelos próprios docentes para otimizar a sua prática pedagógica.

DESENVOLVENDO HABILIDADES PARA O APRENDIZADO E PARA A VIDA

Para os professores, os mapas conceituais ajudam a planejar o ano letivo, a elaborar a melhor sequência didática e a buscar estratégias assertivas para favorecer a construção e a interligação de conceitos numa aprendizagem significativa. Para os alunos, a elaboração dos mapas ajuda a distinguir as informações fundamentais das complementares. Também os auxilia a estabelecer a relação dos conceitos mais abrangentes com outros, deles decorrentes ou a eles subordinados. Conforme o aluno aprende o conteúdo, vai sendo estimulado a identificar os aspectos mais importantes, tornando-se assim protagonista de sua própria aprendizagem.

Espera-se que, com o auxílio do professor, os alunos adquiram gradual desenvoltura na interpretação dos mapas conceituais trabalhados em sala de aula e, posteriormente, fiquem à vontade para elaborar seus próprios mapas. Organizar informações por relevância, coerência, abrangência e especificidade é uma habilidade que os jovens usarão por toda a sua vida pessoal e profissional.

mapas conceituais

PASSO A PASSO PARA CONSTRUIR UM MAPA CONCEITUAL

Os passos descritos a seguir mostram uma das maneiras para elaborar um mapa com os conteúdos conceituais de um texto:

1. LISTE OS CONCEITOS MAIS IMPORTANTES

Após a leitura de um texto, levante as informações essenciais e importantes, sejam elas abrangentes ou específicas. Observe títulos, subtítulos e palavras destacadas em itálico ou negrito, pois frequentemente expressam fatos, conceitos ou princípios.

2. AGRUPE OS CONTEÚDOS CONCEITUAIS RELACIONADOS

Faça uma análise daquilo que você listou e junte os conceitos que estão mais próximos em grupos separados.

3. ORGANIZE OS CONCEITOS DE CADA GRUPO

Determine, dentro de cada série que você separou, a ordem de importância ou abrangência dos conceitos. Depois, escreva cada um deles em um retângulo (ou círculo, ou elipse etc.) e organize-os colocando os mais abrangentes acima e os mais específicos, abaixo.

4. LIGUE OS PONTOS RELACIONADOS

Interligue os retângulos com setas e escreva próximo a elas uma ou mais palavras de ligação que estabeleçam uma relação.

5. APERFEIÇOE SUAS IDEIAS MENTAIS

Analise o mapa para ver em que ele pode ser melhorado: remanejar blocos, estabelecer relações cruzadas, omitir partes menos importantes em prol da clareza, modificar a disposição para facilitar a visualização etc.

Dica: Ao montar um mapa com os alunos, é conveniente escrever os conteúdos conceituais em retângulos de papel, para que possam ser facilmente trocados de lugar.

MAPAS CONCEITUAIS EM LIVROS DIDÁTICOS

ciências naturais canto

A coleção Ciências Naturais – Aprendendo com o cotidiano, de Eduardo Canto, traz um trabalho consistente com mapas conceituais para o Ensino Fundamental 2. Todos os capítulos contam com um mapa pronto para que o aluno consulte durante ou ao final do estudo. O objetivo é que esse instrumento funcione como um guia da sua leitura, servindo de apoio para a compreensão global dos conceitos. O docente, por sua vez, poderá saber mais sobre como utilizar esta ferramenta pedagógica no Manual do Professor, além de encontrar mapas conceituais que também o guiarão na aplicação dos conteúdos do livro.

A coleção, aprovada pelo MEC para o PNLD 2017 também se destaca pela apresentação dos conteúdos em espiral, ou seja, retomando os conceitos já trabalhados enquanto insere gradativamente novos elementos da disciplina. As obras podem ser folheadas no nosso site, clicando aqui.

Confira abaixo um exemplo de mapa conceitual presente no livro:

O poder do mindset: pensar diferente

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A pesquisadora da faculdade de Stanford, Carol Dweck, desenvolveu por anos o conceito de mindset, que basicamente significa a mentalidade que você possui em diversas situações da vida. Portanto, para fazer o ponto da sua pesquisa, ela diz que há dois tipos de mentalidade:

  1. Mentalidade de crescimento

  2. Mentalidade fixa

Em uma mentalidade fixa (fixed mindset), as pessoas acreditam que suas qualidades básicas, como sua inteligência ou talento, simplesmente são traços fixos, ou seja, que já nascemos com determinada “quantidade” de talento e inteligência e você não pode fazer muito para mudar isso. As pessoas com a mentalidade fixa tendem a ficar preocupadas em preservar sua autoimagem inteligente, em vez de se desenvolver. Eles também acreditam que o talento por si só é suficiente para ter sucesso, sem a necessidade de se colocar esforço. Para Carol Dweck, essas pessoas estão erradas.

Já em uma mentalidade de crescimento (growth mindset), as pessoas acreditam que suas habilidades mais básicas podem ser desenvolvidas através da dedicação e esforço. Acreditam que a inteligência pode ser desenvolvida e a entendem como um músculo. Ou seja, quando você coloca esforço e desafia-se a si mesmo, você pode ficar mais inteligente, assim como funcionam seus músculos. A inteligência e o talento são apenas pontos de partida. São pessoas que amam aprender e tendem a ter capacidade de resiliência bem desenvolvida, que é essencial para o alcance do sucesso.

Educação para a vida

Tonia Casarin é mestre em Educação pelo Teachers College Columbia University.

pensar diferente

O QUE ESTAMOS FAZENDO DENTRO DE SALA DE AULA PARA PROMOVER ESSA MENTALIDADE DE CRESCIMENTO?

Recentemente, tive a chance de ouvir um dos meus alunos me falar que não queria participar das Olimpíadas de Matemática. Aquilo me chamou muita atenção, porque, claramente, ele era o aluno mais provável da classe que poderia ser bem classificado. Depois de uma conversa com ele, repleta de emoções, capturei que o menino não via porque participar daquilo: simplesmente não queria perder a “fama” de mais inteligente da turma, caso fracassasse na sua colocação. Isso me fez lembrar dessa teoria e repensar algumas práticas de sala de aula.

O principal objetivo para os alunos com uma mentalidade fixa é mostrar como eles são espertos e inteligentes, ou para esconder e não arriscar o quão inteligentes eles são. Isso faz sentido se você acha que a inteligência é algo que se tem ou não se tem, e é natural querer parecer inteligente. Portanto, é natural que essas crianças não aceitem desafios, como o meu aluno. Participar desse evento significa colocar em risco toda a inteligência dele para todos os alunos da classe. E ele não estava disposto a qualquer possibilidade de falha ou erro que pudesse arranhar sua reputação. Assim como meu aluno, já ouvi casos de crianças que se destacavam em alguma modalidade esportiva na escola, mas evitavam ao máximo participar de eventos que envolvessem outras escolas. A criança não quer correr o risco de ter algum atleta melhor que ela em outro lugar. E, se tiver, que ninguém fique sabendo.

Quando traçamos uma meta – adultos ou crianças – sempre há um risco de ela não ser alcançada. Muitas vezes, não era o momento certo, mas talvez com mais tempo ou dedicação, aquela meta poderia ser atingida. Esse é o pensamento das pessoas que possuem mentalidade de crescimento. Elas conseguem aprender e crescer com a experiência.

Portanto, estudantes com uma mentalidade fixa tendem a evitar fazer perguntas quando não entendem alguma coisa, porque eles querem preservar a imagem de que são inteligentes. Mas o objetivo principal dos alunos com uma mentalidade de crescimento é aprender. Claro, se você acha que a inteligência é algo que se pode desenvolver, a maneira de desenvolvê-la é aprender novas coisas.

mentalidade fixa

Além disso, alunos com uma mentalidade fixa não gostam de desafios. Acreditam que colocar esforço é para aqueles que não são espertos. Quem realmente é inteligente não precisa se esforçar. Mas os estudantes com uma mentalidade de crescimento, na verdade, gostam de desafios. Se eles já sabiam como fazer alguma coisa, não seria uma oportunidade para aprender, para desenvolver sua inteligência.

Como você deve ter refletido ao longo do texto, todos nós temos os dois tipos de mentalidade, para tarefas variadas. A boa notícia é que, quando aprendemos que nosso cérebro é muito mais maleável do que muitas pessoas pensam, percebemos que podemos desenvolver o growth mindset. Isso também funciona para nossos alunos.

pensar diferente

Em um estudo com alunos do Ensino Médio, os pesquisadores ensinaram a eles uma mentalidade de crescimento por meio de uma aula de neurociência. Aprenderam que o cérebro é feito de pequenas células chamadas neurônios, que estão ligados um ao outro, e quando as ligações são mais fortes, as pessoas podem pensar mais rápido. Isso é o que faz uma pessoa inteligente. Quando as pessoas trabalham duro no trabalho da escola, as conexões em seu cérebro ficam mais fortes, tornando-os mais inteligentes. Comparado a uma condição de controle, esses alunos expostos a esse conteúdo tiveram notas em matemática significativamente mais elevadas do que aqueles que não foram expostos a esse conteúdo.

Que tal contar para seus alunos sobre a maleabilidade do nosso cérebro?

Projeto Presente traz encontro sobre multiletramento

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No último dia 21 de maio, a Editora Moderna realizou um encontro especial entre professores de escolas particulares do estado de São Paulo e os autores do Projeto Presente. Mais de 180 educadores de instituições de ensino da capital e do interior de São Paulo participaram do evento e debateram o multiletramento e o trabalho com a oralidade nas salas de aula da Educação Infantil e de Ensino Fundamental I.

Durante o encontro, os educadores acompanharam a palestra Multiletramento e o trabalho em sala de aula, ministrada por Jacqueline Peixoto Barbosa, mestre e doutora em Línguística Aplicada ao Ensino da Língua pela PUC-SP. Ela apresentou dicas importantes para o trabalho significativo com foto, vídeo e áudio nos primeiros anos escolares.

O encontro contou também com a fala de Maria José Nóbrega, autora dos livros de Língua Portuguesa do Projeto Presente, que apresentou um panorama geral sobre o trabalho com oralidade na sala de aula nos primeiros anos do Ensino Fundamental.

Novo Projeto Presente Educação Infantil

Outra novidade do evento foi o lançamento do Projeto Presente Educação Infantil. Para apresentar a nova coleção, Miruna Kayano, uma das autoras, preparou uma palestra sobre oralidade e a importância deste conceito para a Educação Infantil.

Agradecemos a presença de todos os educadores que enriqueceram este encontro. Confira as fotos:

Evento PRojeto Presente 2016 - São Paulo

A Avaliação no ensino centrado no aluno

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No post de hoje, a proposta é conversarmos um pouco sobre a mudança de postura do professor que rompe com o formato tradicional de aula e de avaliação e decide se aventurar em um ambiente mais cheio de incertezas, que coloca no centro do trabalho pedagógico a efetiva aprendizagem do aluno.

Imaginem chegar em uma sala de aula normal e avisar que hoje é dia de avaliação. Certamente os alunos demonstrarão muita apreensão, alguns ficarão nervosos, perguntarão o que será cobrado, quanto valerá a prova etc. etc. Por mais que os alunos já estejam acostumados com o rito da escola relacionado à avaliação, e que eles saibam que o seu desempenho é continuamente verificado, esse momento é sempre tenso porque tradicionalmente as avaliações são utilizadas como um instrumento de seleção e de coerção, que difere os alunos entre os aprovados e os reprovados.

A ideia de colocar o aluno no centro do processo educacional necessariamente rompe com esse processo já naturalizado de aula e de verificação, e propõem uma nova postura para todos os atores escolares, especialmente para o professor.

Trocar o foco da aula centrada no professor para a centrada no aluno faz com que mudanças estratégicas no estabelecimento de critérios, na escolha de instrumentos, e no retorno para o aluno sejam determinantes no processo de avaliação. Vamos lá:

Juliana Miranda é gerente de Avaliação da Avalia Educacional e nossa parceira para o tema Avaliação

Avaliação centrada no aluno

Estabelecimento de critérios

A quantificação de questões respondidas corretamente para a determinação de uma nota ou de um conceito não é mais uma metodologia suficiente para a avaliação centrada no aluno. Nesse novo contexto, o uso de rubricas com a descrição qualitativa em níveis do que é esperado em determinada tarefa (que podem ir do excelente ao insuficiente, por exemplo, com explicação do que significa cada gradação) traz ao processo avaliativo mais transparência e objetividade, pois o professor já sabe de antemão o que verificar na produção dos alunos e esses já sabem o que será cobrado e em que medida.

Escolha de instrumentos de avaliação

Papel, lápis e caneta não são os recursos exclusivos para a realização de uma avaliação oficial na escola. O professor pode utilizar diferentes formas para captar os dados que deseja analisar, ao propor aos alunos pesquisas, trabalhos em grupo, atividades de comunicação em que eles têm que explicar algo oralmente. Para aqueles que têm à disposição alguns recursos tecnológicos, é possível ainda preparar vídeos, relatórios, testes online, páginas em redes sociais

Tudo depende dos objetivos de aprendizagem a serem verificados, mas ao se aventurar por diferentes instrumentos, o professor oferece aos alunos a oportunidade de expressar seus conhecimentos e de demonstrar suas habilidades de maneiras variadas e interessantes. Agora é a forma de avaliar que se adapta ao aluno, não mais o inverso.

Retorno para os alunos

Um dos mais importantes benefícios da aprendizagem centrada no aluno são as possibilidades de feedback e de intervenção pedagógica baseadas nos resultados da avaliação.

A partir da comunicação dos resultados da rubrica aos alunos, o professor tem a chance de definir as correções nas trajetórias de estudos. Ele pode, por exemplo, propor um trabalho de rotação por estações, em que grupos de alunos que demonstraram níveis diferentes de compreensão podem fazer atividades diversificadas, ou ainda, eleger o trabalho conjunto de alunos que já desenvolveram alguma habilidade com alunos que ainda precisam estudar mais. As opções são muitas.

Contudo, a mudança quanto à percepção sobre o que significado um erro do aluno é talvez uma das maiores rupturas com a postura tradicional de sala de aula. O erro, antes considerado uma falha passível de punição (perda de ponto, reprovação etc.), agora é encarada como uma oportunidade, um desafio, algo que o aluno ainda não conseguiu, mas que terá o apoio necessário para conseguir.

Assim, ao suplantar a inércia da vida escolar e se dedicar a verificar as lacunas no processo de aprendizagem que podem ser vencidas, o professor assume a responsabilidade de proporcionar momentos personalizados aos seus alunos, e faz uso do potencial total das avaliações que realiza.

E vocês, como planejam o processo de avaliação de suas turmas?

Escrito por Juliana Miranda

Bacharel em Ciências Sociais/USP e mestre em Educação/PUC-SP e gerente de Avaliação da Avalia Educacional

Referências bibliográficas:

ZABALA, Antoni. A prática educativa: como ensinar. Porto Alegre: Artmed, 2012.

Dica para os professores: http://rubistar.4teachers.org/index.php

A prevenção do bullying nas escolas

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Muitos funcionários e pais diversas vezes não são conscientes de como o bullying pode ser grave nas escolas até um incidente dramático chamar a atenção e mobilizar toda a comunidade escolar. A temática ganhou força nos anos mais recentes, principalmente com o documentário “Bully”, lançado em 2012, que retrata os efeitos trágicos que uma intimidação pode ter. Ele levou muitas escolas a tomar medidas e contribuiu para uma discussão sobre o bullying e as formas de evitá-lo.

O Centro para o Estudo e Prevenção da Violência Escolar usa três critérios para distinguir o bullying de outras ocorrências de mau comportamento ou casos isolados de agressão. Eles definem que é um comportamento agressivo ou intencional, de forma repetida e ao longo do tempo em uma relação interpessoal caracterizada por um desequilíbrio de poder. Assim, um aluno é intimidado quando é o alvo repetido de deliberadas ações negativas por um ou mais alunos que possuem maior poder verbal, físico, social ou psicológico.

Ainda existe o bullying direto – ataque físico ou verbal relativamente explícito – e o bullying indireto, que é mais sutil e difícil de detectar, como o isolamento social, a exclusão intencional, fofocas e rumores sobre a vítima, manipulação de amizades e outros relacionamentos, por exemplo. Isso sem falar no cyberbullying, que envolve o envio de mensagens instantâneas e/ou imagens pela internet, a fim de prejudicar a reputação e as relações da vítima. Esta forma de bullying pode ser muito difícil de detectar e acompanhar, e quase 50% das vítimas não sabe a identidade do agressor.

Educação para a vida

Tonia Casarin é mestre em Educação pelo Teachers College Columbia University.

bullying

O bullying é um problema generalizado em muitas escolas. Tomar medidas específicas para melhorar o clima escolar e incentivar interações positivas destinadas ajuda a reduzir e/ou preveni-lo. Escolas usando uma aprendizagem social e emocional podem promover um clima geral de inclusão, calor e respeito, e promover o desenvolvimento do núcleo de habilidades sociais e emocionais entre os alunos e funcionários.

No Brasil, já existe uma lei que institui o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying) – Lei nº 13.185 de novembro de 2015. Por mais que exista essa lei para prevenção de bullying, não há solução rápida ou fácil. Pesquisas sugerem uma abordagem sistêmica para abordar esse problema. A aprendizagem social e emocional pode ser uma forma eficaz de reduzir a ocorrência de bullying nas escolas, porque promove habilidades, comportamentos, atitudes e fatores ambientais que são considerados incompatíveis com essa prática.

bullying

A abordagem sistemática nas escolas pressupõe vê-la como um ambiente seguro e acolhedor. Esse ambiente é caracterizado por relações de apoio entre professores e alunos, além de relações de suporte e apoio entre os próprios alunos, em busca de solucionar problemas e resolver conflitos. Outro aspecto importante é o estabelecimento de relações positivas entre as escolas e as famílias, de forma que aconteça uma troca na comunicação sobre o desenvolvimento do aluno.

A cultura da escola também é estabelecida por seus valores e políticas, que devem enfatizar o respeito pelos outros e valorização das diferenças. Os alunos que estão cientes e capazes de demonstrar carinho e preocupação com os outros podem virar referência para os colegas.

Pesquisas demonstram que o desenvolvimento das competências sociais e emocionais nas escolas é eficaz no combate ao bullying. Em comparação com grupos de controle, não só os alunos que participam de programas SEL demonstram ganhos significativos em suas habilidades sociais e emocionais; como também demonstram comportamentos mais sociais e atitudes mais favoráveis em relação à escola e aos colegas. Tendem a ter níveis mais baixos de problemas de comportamento e angústia emocional. Programas com objetivo de desenvolver essas competências podem promover as condições educacionais e sociais que tornam o bullying muito menos provável no ambiente escolar.

Confira mais sobre as competências socioemocionais e a sua presença em livros didáticos, clicando aqui.

Eu sou Tonia Casarin, mestre em Educação pelo Teachers College Columbia University (NY). Escrevo neste espaço quinzenalmente sobre educação socioemocional e educação integral, assunto fundamental na pauta das escolas e das famílias.

Multiletramento e a oralidade na sala de aula é tema de evento com autores do Projeto Presente

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No próximo dia 21 de maio, os professores de São Paulo terão um encontro especial com os autores da coleção Projeto Presente. O tema central do evento será o multiletramento e o trabalho com a oralidade nas salas de aula da Educação Infantil e de Ensino Fundamental I.

Para tornar o debate ainda mais interessente, Jacqueline Peixoto Barbosa, mestre e doutora em Línguística Aplicada ao Ensino da Língua pela PUC-SP, ministra a palestra Multiletramento e o trabalho em sala de aula. Ela traz dicas sobre como trabalhar de forma significativa o trabalho com foto, vídeo e áudio no currículo.

Já na segunda parte do encontro, Maria José Nóbrega, autora dos livros de Língua Portuguesa do Projeto Presente, traz um panorama geral sobre o trabalho com oralidade na sala de aula nos primeiros anos do Ensino Fundamental.

O encontro acontecerá no Teatro Eva Herz, em São Paulo, no dia 21 de maio de 2016, a partir das 9h00. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas através do email apoiopedagogia@moderna.com.br ou pelo telefone 0800 13 0033.

Esperamos por você!

PROGRAMAÇÃO

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